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Quiosque

handmade life

Quiosque

handmade life

18
Nov17

sou o que sinto. Sinto muito.

Joana Marques

Maria nasceu em 1919.

No Alentejo.

A mãe morreu no parto.

Sem mãe. Foi criada pelo pai e pelo irmão mais velho.

Não foi à escola. Começou a trabalhar aos 6 anos, em casa de uns senhores.

Em casa ou no campo. Maria era mão-de-obra barata. Quase grátis.

 

Joaquim nasceu em 1912.

Em Lisboa.

Joaquim estudou em Portugal e mais tarde em França.

Regressou a Portugal com 24 anos.

E passou uma temporada no Alentejo.

Nas terras que eram dos seus pais. E que mais tarde herdou.

Nas terras onde Maria trabalhava de sol a sol.

 

Há muito tempo atrás.

Não havia contos de fadas. A vida era dura. Para muitos. Para a maioria.

Maria apaixonou-se por Joaquim. E, Joaquim por Maria.

Foi o Alentejo que os uniu. E o olhar mais bonito do mundo. O mais doce. E intemporal.

 

caboespichel.jpg

Foi aqui. Neste local. Que casaram.

Em 1936. Num dia de Natal. Frio. Muito frio.

O coração quente para sempre.

Foram felizes. Muito felizes.

 

Para mim é um local sagrado.

O meu lugar preferido.

Onde, sou o que sinto. Muito.

 

Na foto, a igreja de Nossa Senhora do Cabo Espichel.

Retirada do instagram do fotógrafo João Farinha.

17
Nov17

Estrelas de Natal em crochet

Ana

Deparei-me com umas estrelinhas em crochet já há algum tempo que adorei.

Tentei fazê-las, seguindo vários tutoriais na Internet e misturando vários deles, nasceram estas.

Estou a usar uma agulha 2,75.

E escolhi um fio que adoro, natura da dmc.

Comprei o fio aqui. Na loja online.

 

1ª carreira:

Começam por fazer um anel mágico.

Dentro do anel mágico fazem 5 puff stitchs. 

Para fazer o puff stitch podem ver o post que a Joana fez na Páscoa, usou este ponto para fazer as flores.

21 (1).JPG

 

21 (8).JPG

2ª carreira:

Em cima do primeiro puff stitch fazer 3 correntes e dois pontos altos, uma corrente, 3 pontos altos e uma corrente.

No segundo puff stitch fazer 3 pontos altos, uma corrente, 3 pontos altos e uma corrente.

Continuar até ao último puff stitch.

 

21 (10).JPG

21 (11).JPG

 

3ª carreira:

Ir fazendo pontos baixíssimos até ao argolinha feito pela corrente (na volta anterior) e dentro fazer 3 correntes, dois pontos baixos, 3 correntes, 3 pontos baixos e uma corrente.

21 (16).JPG

 Antes de chegarem ao outro topo, façam um ponto baixo, na corrente da volta anterior e uma corrente.

21 (21).JPG

No topo seguinte, fazer, 3 pontos altos, 3 correntes, 3 pontos altos, uma corrente.

Ponto baixo e uma corrente.

Até ao fim da volta e já está.

21 (25).JPG

Com fio mais grosso podem fazer bases para copos em cores natalícias. 

Podem colocar uma fitinha e colocar na árvore de Natal.

Ou juntar várias e criar uma grinalda para enfeitar uma parede, por exemplo.

Também podem colocar uma fitinha ou um cordão e enfeitar um puxador de um móvel ou de uma porta.

Divirtam-se!

21 (34).JPG

 O nosso grupo  handmade life  no facebook tem um novo desafio. Espreitem e adiram.

16
Nov17

carta ao Pai Natal. De uma tricotadeira...

Joana Marques

Querido, Pai Natal:

Depois do fiasco que foi o Natal de 2016, não quero que te enganes outra vez.

Uma tricotadeira é um ser especial. Dá valor a coisas que não lembra nem ao menino jesus.

 

Uma agenda. Quem não precisa de uma agenda? Toda a gente precisa de uma agenda.

Pára tudo!

Não é nada do que estás a pensar.

Nós queremos ESTA agenda.

Agenda-2018-Tricot.jpg

Todas as semanas um projeto novo. Para tricotar ou crochetar.

É claro que a tricotadeira pode baralhar-se e esquecer-se de ir trabalhar. Mas isso já não é da tua conta.

Vai por mim. Põe a agenda debaixo da Árvore de Natal. E vais ficar bem visto um ano inteirinho.

 

Outra opção. Pode complementar a anterior.

Todos os gadgets que possas imaginar. Todos são bem vindos.

E por mais que uma tricotadeira tenha marcadores para não fazer asneira.

Há sempre um. Que não tem.

Aquele que tem o formato em S e é cor de burro quando foge.

É esse mesmo que faz falta. Por favor, quero tanto!!

Podes comprar os acessórios aqui.

Se me deres isto:

knitmate.jpg

(imagem daqui)

 

 Isto:

woolwinder2.jpg

 (imagem daqui)

 

Ou isto:

dobadoura2.jpg

Ofereço-te um fato novinho em folha.

Mas em verde. Que o natal por estes lados é da cor da esperança.

 

Se calhar estou a abusar.

Vai na volta, até és um dos lesados do BPN. Ou do Banif. Ou do Bes.

Pronto.

Podes me oferecer uma tigela.

Atenção. DESTAS!

yarn.jpg

 (imagem daqui)

 

yarn1.jpg

  (imagem daqui)

 

NADA de roupa.

Casacos. Camisolas. Meias. Cachecóis.

Não!

Nós queremos é tricotar. E vestir o que tricotamos.

É claro que às vezes demoramos algum tempo.

Desmanchar é o nosso nome do meio.

E por isso as luvas nem sempre estão prontas em Novembro.

E o xaile em pura lã virgem só fica pronto em Maio.

Pormenores!

Não enchas a tua cabecinha com pormenores.

Foca-te no essencial! Sim?

Nós queremos fio. Fio. E fio. Só isso!

Vês como é fácil acertar....

Se quiseres mesmo, mesmo agradar. Não há dúvidas!

Malabrigo! É o fio dos fios.

malabrigo.jpg

(imagem daqui)

Mas o mundo está cheio de opções.

Tens muito por onde escolher.

Aqui. Por exemplo.

yarn3.jpg

(imagem daqui)

Se por acaso. Mas só mesmo por acaso. Estiveres mesmo, mesmo falido.

E nos quiseres presentear apenas e só com uma tshirt.

Nós. Tricotadeiras.

Enfim....pronto.

Aceitamos. Esta. Em verde!

verde.jpg

(imagem daqui)

 

Meu querido, Pai Natal:

 

Ouve bem com atenção.

Eleva-me essa bitola.

Se por nada disto optares.

Devolvo-te à coca-cola!

 

Mas se por outro lado.

Nada falhar.

E me deres tudo sem lamento

Só tenho uma coisa a fazer.

Vou pedir-te em casamento.

 

Vou esquecer-me do Bas Dost,

Em toda e qualquer medida

Porque finalmente encontrei

o homem da minha vida!

 

 

15
Nov17

quem quer fazer parte. Da tribo?

Joana Marques

Como chegou a minha casa muito pequenino e órfão. Ofereci-lhe um coelhinho. E um ursinho.

Era o que tinha de mais fofinho em casa.

Achei que o fizesse sentir mais acompanhado.

Nos primeiros tempos estive sempre com o Vasco.

Depois começou a ir comigo para o trabalho. E não saía de casa sem eles. Ou pelo menos com um deles.

Quando estava em casa, na cama, no sofá da sala, no sofá do terraço ou em qualquer outra parte, não passava sem o urso ou sem o coelho.

Muitos bonecos passaram pelo focinho do cão, só estes sobreviveram.

A maioria das vezes não dorme sem os dois.

E já tive de interromper umas férias no Alentejo porque me esqueci do caneco dos peluches.

Reclamou tanto e chorou tanto que só tive uma alternativa. Voltar a Carcavelos.

 

Por incrível que pareça, o cão protege o urso e o coelho, como se fossem filhos dele.

E por mais que os abocanhe. São trincas amorosas. Nunca os magoa. O urso e o coelho continuam intactos.

Sempre abocanhados. Andam quase sempre pelo chão. E vão ficando sujos...

 

Tenho de lhes pegar. E pôr na máquina.

Lavar o urso. Lavar o coelho.

Secar o urso. Secar o coelho.

Devolver o urso. Devolver o coelho.

 

Pois, isto parece um processo fácil. Não é.

Não sei se adivinha. Mas quando eu quero o urso, o urso desaparece. Quando quero o coelho, o coelho desaparece.

Lá ando eu de rabo para o ar a ver debaixo dos móveis e em todo o lado.

Quando já os tenho nas minhas mãos.

O pai do urso e do coelho, Vasco, fica tresloucado.

Chora. Tenta roubar-me o urso. E o coelho.

Não vale a pena eu colocar o que encontrei primeiro dentro da máquina, porque tenho medo que aconteça alguma coisa de mal ao cão ou à máquina. Ou quem sabe aos dois.

Já aconteceu, num destes dias de lavagem, a máquina perder uma perna. E nunca mais foi a mesma.

Nesta tentativa de assalto, o cão parece que tem 4 mini trampolins nas patas. Tal é o tamanho dos saltos.

E todo o universo corre perigo...

 

Quando tenho sorte. Ponho o urso dentro da máquina. E o coelho.

E o cão fica quase uma hora a olhar para dentro da máquina.

Para se certificar que o urso e o coelho estão lá dentro. E fica a magicar como os pode resgatar...

 

A centrifugação do urso e do coelho é dramática.

- Onde está o urso?

- Onde está o coelho?

- Ali está o urso.

- Não vejo o urso. E não vejo o coelho.

- Está ali o urso. E ali está o coelho.

- Cadê o urso? O urso comeu o coelho!

Isto tudo acompanhado com choradeira de meia noite.

 

Depois da lavagem. Passo dois.

A secagem.

Dentro do secador. Não vê o urso. Nem o coelho.

Eu tenho de ficar tipo segurança de uma discoteca iraquiana.

Ou o cão pode ficar pendurado no secador. E é mauzinho. Ainda encolhe. E encaracola...

Saí de Portugal com um cão mascarado de Golden e é chato regressar com um caniche...

 

Finalmente, Vasco recebe os seus filhotes de volta.

Mas o stress ainda não acabou.

Obviamente que não. Ou não estaríamos a falar do Vasco.

É nesta fase que o urso e o coelho são avascalhados.

Avascalhar. É um verbo novo na língua portuguesa.

Nasceu no dia em que o Vasco decidiu carimbar tudo à sua maneira.

 

Ser avascalhado é requisito necessário para ser da tribo do Vasco.

Eu já fui avascalhada muitas vezes. Porque pertenço à tribo. E por acaso sinto-me bem.

O urso também nunca se queixou. Nem o coelho.

Porque é um avascalhanço. Sim, senhor! Em condições...

É todo um processo. Altamente cientifico. Meticuloso. E detalhado.

Não avascalha quem quer. Só quem pode. E só o Vasco pode!

Avascalhar é isto:

 

Por aí???

Alguém quer ser avascalhado??

E fazer parte da tribo...

 

14
Nov17

see you again. In Amesterdam...

Joana Marques

Vou fazer as malas. Pela penúltima vez.

A última vez, será para voltar...

Lá vou eu embalar o cão.

Ele já percebeu que há qualquer no ar.

Anda por aqui a cirandar...

..não vá eu esquecer-me dele...

tenho as malas abertas e já entrou 3 vezes na maior....

 

Lá vou eu...

apanhar um avião. O meu transporte preferido de sempre...

 

Lá vou eu...

...deixar Oslo.

Mas em breve volto. Numas férias. Sem o stress do trabalho. Quero conhecer o que ficou por conhecer. Muita coisa!

 

Vou aterrar em Amesterdão.

Uma cidade que adoro.

Vou ser feliz em Amesterdão. Não vou fazer a coisa por menos....

Até já....

25876869-i-love-amsterdam.jpg

 

14
Nov17

primeira divisão...

Joana Marques

Foi mais ou menos por esta altura, em 2012 que decidi aprender tricot.

Comentei com várias amigas minhas, mas só a Ana ficou entusiasmada com a ideia.

Decidimos aprender juntas.

Na minha casa ou na dela. Assistimos a vídeos. Seguimos tutoriais.

Começámos por tricotar cachecóis. A peça mais maçadora de sempre.

 

Cheios de erros. Malhas trocadas e buracos. Assim ficaram os cachecóis. Um pior que o outro.

As agulhas tinham sido compradas numa loja dos chineses. Eram demasiado grossas para o fio.

Escolhemos um fio acrílico horrível. Difícil de trabalhar e que dava um aspeto deprimente à peça.

Azul, o meu. Amarelo, o da Ana.

Tudo erros de principiantes.

Mesmo assim.

Ficámos inchadas de orgulho, quando terminámos as nossas primeiras peças.

Se houvesse um campeonato. No que diz respeito ao tricot.

Tínhamos ficado, em último lugar, nas distritais.

 

Quando já dominávamos, mais ou menos a técnica.

Decidimos investir um pouco mais.

Investimos no tipo de agulhas. Começámos a tricotar com agulhas de bambu.

E não só. Investimos em livros.

E, muito importante.

Frequentámos workshops.

Eu aprendi a tricotar meias e ensinei-lhe. Ela aprendeu a tricotar casaquinhos de bebés e ensinou-me.

E por aí fora.

Durante um ano. Os nossos sábados foram passados em workshops.

Nunca fizemos o mesmo. Partilhámos sempre o conhecimento.

Ganhámos o gosto. Pelo menos eu ganhei. E acho que posso falar pela Ana.

Tricotámos mantas. Golas. Xailes. Meias. Luvas. Casaquinhos de bebé. Tapa fraldas. E botinhas.

Começámos a ser uma referência para os nossos amigos.

Sempre que alguém conhecia alguma grávida, recorria a nós antes de comprar.

Futebolisticamente, falando. Nessa altura, frequentávamos a divisão de honra.

 

Até que. Eu e a Ana de forma consciente. Tomámos de assalto a primeira divisão.

Começámos a tricotar uma camisola. Faz hoje uma semana.

Não somos candidatas ao título. Claro que não.

Somos o Tondela. Estamos a trabalhar com afinco. Mas sempre com um pé na divisão de honra.

Prognósticos, meus amigos. Só no fim do jogo. Até porque ainda não jogámos contra o Sporting e o Porto.

Para já a minha camisola está assim:

 

4 (44).JPG

A parte pior ainda falta. As mangas e o decote.

Estou a tricotar em azul escuro porque já tinha o fio em casa.

E para primeiro trabalho resolvi não investir muito...

O fio é o merino4us da Rosários 4.

É um merino de muito boa qualidade. Preço acessível. E acabamento 5 estrelas.

A minha camisola parece estar a ser tricotada à máquina.

O mérito não é meu. É mesmo do fio.

 

Daqui a umas semana vos direi.

Se estou de pedra e cal na primeira divisão.

Ou, pelo contrário...desci ao campeonato distrital do Botswana.

 

13
Nov17

panteão. E outros dramas...

Joana Marques

Tenho este blog há mais de um ano.

Escrever posts de indignação, devo ter escrito dois.

Um contra os incendiários. Porque não gosto deles.

E outro contra os sacaninhas que deram cabo das figuras rupestres.

 

O resto da atualidade normalmente passa-me ao lado.

Ou melhor. Não me passa ao lado. Eu sei que as coisas acontecem.

Só não me indigno com elas.

Sinceramente: I don't care!

Tenho mais que fazer. Tenho mesmo. Tenho vida.

E também tenho um cão....

 

Quero lá saber que haja livros rosa e azul. Ou às bolinhas amarelas. Raparigas, rapazes e morcegos respetivamente.

Web Summit? Óptimo. Deixem acontecer e não atrapalhem.

Urban Beach. Apurem a verdade, verdadinha e prendam os gajos. Ponto final.

A mudança da hora. Que escândalo! Um horror nunca visto...oh! Não! mudou a hora...

E agora. Para cúmulo dos cúmulos foram jantar ao Panteão. Ai que horror!

 

Se eu fosse uma pessoa dada às escritas.

E se soubesse escrever como deve ser...

Queria ter escrito isto.

É sempre tão bom este blog...

 

 

13
Nov17

ter ou não ter? Eis a questão...

Joana Marques

Quando era pequena queria ter um cão.

Os meus pais sempre me disseram que não.

Éramos 5 em casa. Pai, mãe, eu, o meu irmão e a minha irmã.

Com três filhos havia trabalho de sobra lá em casa. E a minha mãe sempre foi contra.

 

Os meus avós tinham um cão, no Alentejo.

O que eu me divertia com ele.

O cão era já velhote, via mal e um dia foi atropelado. Nunca recuperou. E foi abatido.

Era uma miúda, ainda. Mas perdi um amigo. E demorei a recuperar.

 

Quando fui viver sozinha, com 17 anos, nunca pensei em ter um cão.

Trabalhava como hospedeira. E estudava.

Com horários loucos e muitas ausências, a minha vida era incompatível com a de um animal doméstico.

A minha casa era alugada. E pequena. Outro contra.

 

O Vasco apareceu na minha vida em 2014. E apareceu por acaso.

Até ao momento nunca tinha pensado em ter um cão.

Gosto muito de liberdade. E de não ter amarras. E um cão prende-nos um bocadinho...

A verdade, é que neste momento não consigo imaginar a minha vida sem ele.

Nem consigo dizer-vos em palavras o quanto gosto dele. É assim, muito, muito. Do tamanho do mundo...

 

Como apareceu de surpresa na minha vida. Não tive tempo de ponderar nada. Um dia tinha um cão.

Faria o mesmo se as circunstâncias se repetissem. Mas quem acha que quer um cão deve refletir um bocadinho..

 

 

Ter um cão é ter um monte de responsabilidades.

Nem tudo é um mar de rosas. Muitas vezes fazem asneiras.

Nunca me vou esquecer do dia em que o Vasco à porta do meu prédio, em Carcavelos achou por bem pegar no trolley do carteiro. E fez voar as cartas e encomendas todas pela rua fora.

Ao mesmo tempo que desfazia o pobre trolley. E aterrorizava o carteiro.

É claro que eu não podia virar a cara e dizer que não conhecia o bicho de lado nenhum.

Por momentos, ponderei dar corda aos sapatos e mudar de planeta. Mas não o fiz.

Tive de assumir. Claro!

 

Ter um cão é ter de abdicar de tempo.

O tempo é precioso, todos nós sabemos.

Depois de ter tido um cão, o meu tempo, passou também a ser o tempo dele.

Tempo de o passear. Tempo de tratar dele. Tempo, tempo e tempo...

 

Ter um cão é ter de ter disponibilidade total. Ou então arranjar alternativas.

Sobretudo nas férias. E em alguns fins de semana.

Já existem hotéis de qualidade.

Para isso precisamos de ter alguma folga financeira.

E ver se o bichinho fica lá de forma minimamente confortável. O Vasco detesta. E sofre horrores.

 

Ter um cão é ter alguma disponibilidade financeira.

Pode ser que não. Mas pode acontecer precisar de cuidados médicos. São caros.

A própria alimentação também custa dinheiro.

Pelo menos a do meu que é um cão grande e come tudo o que lhe aparece à frente.

 

Ter um cão é ter de ser forte.

O cão olha para nós com olhos de cão. Todos o fazem.

E pede coisas:

- Dá-me um biscoito. Eu dou.

- Dá-me a perna do frango. Eu dou.

- Dá-me o teu jantar. Eu dou.

- Dá-me um rim. Eu dou.

Uma vez no veterinário, quase perdi a tutela do Vasco.Tinha ele uns 8 meses.

Estava excessivamente pesado. Teve de entrar em dieta. Custou-me mais a mim do que a ele...parece-me.

Tive de aprender a dizer-lhe que não. Ele não fica chateado. Eu fico à beira de um enfarte. Custa tanto, tanto...

 

Ter um cão é ter de ter espaço extra em casa.

O meu é muito espaçoso. E batiza as assoalhadas todas.

Tem sítios preferidos. E que são só dele. Faz o especial favor de tolerar a minha presença. Mas é só! E já chega!

Nunca me vou esquecer, do dia em que o meu chefe passou por minha casa, para me entregar uns documentos. Convidei-o a entrar.

E ele sentou-se no sofá do Vasco.

O sofá do Vasco está cheio de biscoitos que ele vai escondendo, não vá a fábrica dos biscoitos falir e ele ficar sem nada.

O senhor sentado no sofá e o Vasco sempre a olhar para ele. E o senhor a dizer-me:

- Joana, este cão gosta mesmo de mim.

E eu, com suores frios. A prever uma catástrofe. Daquelas em que um cão espatifa o chefe da dona.

 

 

Ter um cão.

É o melhor do mundo. A verdade é essa.

Existe uma lista infindável de argumentos a favor.

E essa lista. Está nesta imagem.

Porque uma imagem vale muito mais do que mil palavras. 💚

 

vasco24.jpg

 

 

11
Nov17

Gola em crochet

Ana

Tinha aqui em casa um novelo, Stella da Katia.

E resolvi junta-lo ao ponto de crochet que a Joana deu a conhecer.

Usei uma agulha número 4.

1 (18).JPG

A gola é muito fácil de fazer.

Comecei com 140 correntes.

Fiz a gola para mim e eu sou magra.

Convém fazer uma amostra primeira para não ter surpresas desagradáveis no final.

 

140 correntes.

Unem-se para crochetarmos em circular.

4 (8).JPG

4 (11).JPG

Cuidado! Não pode ficar torcido. 

Cuidado ao unir e também ao completar a volta.

Depois de estar unido fazer uma corrente.

4 (14).JPG

Fazer em todos os pontos seguintes, um ponto baixo. Trabalhando em circular.

No final, unir.

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Fazer três correntes.

4 (21).JPG

Dar uma laçada e passar o fio por trás do ponto. 

(se tiverem dificuldades neste passo é só visitar este passo a passo)

Vão ficar com 3 laçadas na agulha.

4 (22).JPG

Repetir este passo mais duas vezes.

E puxar todas as laçadas.

4 (24).JPG

No próximo ponto não fazer nada.

No seguinte repetir o processo.

4 (26).JPG

Repetir o processo até terminar a volta.

Próxima volta todos os pontos com pontos baixos.

Volta seguinte bead stitch.

Até a gola ter o comprimento pretendido.

4 (35).JPG

Gostei do resultado final.

O fio é perfeito para golas.

E perfeito para o Outono/Inverno.

 

É muito leve. E assenta bem.

Como é matizado pode ser combinado com peças de várias cores.

É um trabalho que se faz rapidamente. 

E uma boa opção para quem quer oferecer presentes feitos por si.

O Natal está aí, não tarda nada!

 

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