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Quiosque

handmade life

Quiosque

handmade life

31
Mai17

é por estas e por outras que gosto dele....

Joana Marques

Sair às 15h do trabalho é um luxo.

É o melhor do mundo.

Saio do trabalho todos os dias com a sensação de ter ainda um dia pela frente. Para fazer o que me apetece.

Às segundas tenho aulas de história de arte. Um minuto de silêncio porque até agora têm sido uma desilusão.

Quartas-feiras, aulas de Norueguês. Dois minutos de silêncio por ter sido a pior ideia de sempre.

Quintas-feiras, aulas de desenho geométrico.

É exigente, muito exigente mas até estou a gostar.

Embora sofra horrores para corresponder ao que se pede. E ainda só fiz o nível um e o dois.

 

Terças e sextas depois do trabalho estou por minha conta.

Ontem saí do trabalho e peguei no cão.

Nos outros dias da semana tem direito a um passeio curto mas à terça e à sexta o passeio é feito com todo o tempo.

Nestes dias tenho aproveitado para conhecer os arredores de Oslo.

E ontem rumei até Moss. Uma hora de carro mais ou menos.

Moss é uma terrinha não muito grande. Muito simpática que respira qualidade de vida por todos os poros.

Posso estar enganada. Quase não vi prédios. Só casas.

Jardins milimétricamente arranjados. Ruas limpas. Quase esterilizadas.

E silêncio. Muito silêncio.

 

Quem é que entrou comigo em Moss???

O espalha-brasas do Vasco!

Saltou do carro com uma alegria desvairada.

Eufórico.

A correr e a ladrar.

Entrou pelos jardins adentro.

Flores, relva e terra pelos ares....

- MOSSSSS! AQUI ESTOU EU! AQUI ESTOU EU!

Eu que devia estar habituada, não estou.

Os meus níveis de stress aumentaram tanto. Tenho andado com asma. Achei que ia desta para melhor.

 

Depois de termos esbanjado charme em Moss. Achámos por bem sair dali e deixar a pobre terra recuperar.

Já andava para visitar um parque perto de Moss.

Para eles fica mesmo em Moss, eu achei que já era meio desviado. Nesparken.

Se andarem pela Noruega aconselho a visitar.

É lindíssimo.

Para além de relaxante tem ao longo do parque várias esculturas para apreciar.

Existem várias actividades que podem ser feitas no parque. Por exemplo: canoagem.

 

É claro que o Vasco continuou igual a si próprio.

Tonto.

Ladrava feliz.

Com o focinho em todos os buracos que encontrava.

Já de trela. Claro. Não arrisquei. Com este cão nunca se sabe.

 

O parque tem um passadiço de madeira.

E no momento em estávamos a subir o passadiço aparece à nossa frente um casal de chineses....orientais, pronto!

A senhora aponta para o Vasco e sorri.

O senhor faz um sorriso com a cara toda, tira a mão do corrimão e esbardalha-se de uma maneira....

.....bate com o queixo no chão...

........um estrondo.

Pára tudo, o homem desatarraxou o maxiliar. Pensei.

Enganei-me.

 

A senhora chinesa:

- Ó valha me Deus. Deus me acuda.... em chinês!

Eu asmática, a segurar a trela do Vasco. O Vasco a puxar-me para o lado oposto ao senhor chinês porque tinha encontrado qualquer coisa urgente que precisava cheirar.

O homem em pranto...em chinês.

A senhora choramingava...em chinês.

 

Tirei o dedo que travava a trela do Vasco....

Fiquei liberta para ajudar o senhor.

Ajudámos o senhor a levantar.

 

O senhor deitava sangue da boca.

Abri a mala à procura de água e de lenços.

Sentámos o senhor no chão.

Os dois falavam em chinês.

Eu à toa.

Eu asmática.

Tudo em estado de sítio.

O senhor queixoso.

A senhora queixosa.

Uma chinesice pegada entre eles. E eu a apanhar bonés.....chineses.

De repente olho para o Vasco e não quero acreditar no que vi.

 

Duas flores...

.....encrustadas. Uma em cada narina...

 

Quase sufoquei.

Asmática e a rir. A rir e asmática...

Os chineses olham para o Vasco.

E rimos os três......e o riso é uma linguagem universal!

....Tudo ficou mais leve.....

....e o mau momento passou....

 

Este cão acerta sempre! 

 

É por tudo e por nada...

....por estas e por outras.

 

...que gosto deste Vasco!

 

vasco (2).jpg

30
Mai17

o alinhamento certo....

Joana Marques

Estava eu a experimentar os ingredientes que agora uso.

Fiz uma mistura entre sumo de laranja, ovos, farinha de amêndoa e açúcar de coco.

Quantidades um bocado...deixa lá ver se funciona.

 

Abri o forno aos 20 minutos de cozedura. Tudo na forma boiava. Achei que nada dali se aproveitava.

Passados 5 minutos voltei a ver. Uma desilusão completa.

Tirei aos 30 minutos de cozedura.

 

Enganei-me.

Os planetas estavam todos alinhados.

E o universo conspirou a meu favor.

E fiz isto:

1 (30) (3).JPG

Por cima coloquei chocolate (75% de cacau) derretido em óleo de coco.

O que posso dizer é que, tudo o que eu já fiz na vida.

Cão e a sua história, incluídas.

Este bolo, pudim, doce, sobremesa foi a mais bem conseguida.

É tão bom, tão bom. Não encontro explicação. Nem sei como saiu das minhas mãos.

É claro que vou partilhar a receita.

Mas preciso da vossa ajuda....nome, preciso de um nome!

Digam lá de vossa justiça.

Que nome é que acham que devo chamar a esta coisa boa.

 

handmade life

29
Mai17

como se gerem as saudades...

Joana Marques

Estar fora não é fácil.

Longe do país. Longe da família.

Ainda que tenha a sorte de ser visitada por amigos e família muitas vezes, não é a mesma coisa.

Quando saí de Portugal em Novembro, o plano era voltar no fim do projecto.

Nunca me ocorreu não voltar.

Só que, quando acabou, percebi que tudo tinha mudado.

O mais provável era ter sido enviada para França, como muitos colegas meus.

E tendo eu pêlo na venta e a mania que sou eu que controlo a minha vida, achei que devia ser eu a escolher.

Tive convites para ficar em Barcelona.

Ficaria a gerir o projecto que estive a implementar. Não me agradou. Nada. Se corresse mal, teria de ir contra a minha empresa antiga e não estava preparada para isso.

 

Quando aceitei Oslo e escolhi ter um mês de férias antes de iniciar a minha vida aqui, o primeiro pensamento que me passou pela cabeça foi:

- Portugal, não! Se vou a Portugal já não volto.

E assim foi.

Fui para a Grécia um mês e tentei não pensar muito nas saudades.

Como estava a fazer voluntariado e era tudo avassalador.

O tempo passou depressa.

E em pouco mais de um segundo estava em Oslo.

 

Aqui em Oslo já fui visitada pelos meus pais, irmãos e duas amigas.

Quando estão de saída é duro. Muito duro.

 

Na sexta-feira saí do trabalho, depois de passear o Vasco, deixei-o e fui às compras.

Cheguei ao mercado do peixe e estava uma senhora à minha frente. Estava acompanhada de uma menina pequena.

De repente a menina diz qualquer coisa e a senhora responde:

- O que é que disseste?

 

Percebi que eram portuguesas. E assim do nada. Por ouvir a língua. Começaram a cair lágrimas cara fora.

Geri como consegui.

Cheguei a casa arranjei o que fazer.

Jantei.

Estive largo tempo ao telefone com uma pessoa que gosto. Apaziguou-me de alguma forma.

Tentei dormir já passava da uma da manhã.

Só que não dava. Precisei exorcizar ainda mais o que estava a sentir.

E pintei Lisboa. Não da forma como costumo fazer.

Usei preto e branco. Só.

10 (2).jpg

Daí a umas horas, poucas horas, fui acordada pelo Vasco.

Estava um dia novo a começar.

Ainda tentei dormir mais um bocadinho.

Mas não dava.

Na minha cama já se dançava algo entre o tango e o fandango.

E quando o rebuliço saiu de cima da cama. Recebi em cima de mim um par de chinelos voadores.

Nada como uns bons chinelos voadores para me fazer à vida.

E perceber que há vida para além da saudade.

E que na maioria dos dias até sou feliz.

 

26
Mai17

leite e farinha de coco....

Joana Marques

O leite de coco contém muitos nutrientes, vitaminas, minerais tais como: potássio, cálcio e cloreto.

Possui ácido láurico que tem propriedades anti-bacterianas, anti-virais, anti-fúngicas, anti-microbiano e anti-inflamatórias.

Estimula o sistema imunológico.

Se o comprarem vejam sempre o rótulo.

Se tiver muitos E's...não comprem! É pior a emenda que o soneto.

Fazer leite coco é muito fácil.

Precisam disto!

1 (29) (1).JPG

É um coador de tecido.

Comprei o meu, num workshop que fiz sobre leites vegetais.

Em Portugal vendem-se na loja dos chineses.

Existe um aparelho que se chama chufamix que podem usar em vez do coador.

Eu não tenho porque acho muito caro.

Precisam também de um liquidificador.

Têm de passar por todos os passos que expliquei no outro post que falei de coco.

Desta vez não devem comer a polpa.

Coloquem metade da polpa cortada no liquidificador.

5.JPG

Não é preciso tirar a parte castanha.

Juntar 150 ml de água.

E o liquidificador faz o resto.

Convém que fique uma pasta quase líquida.

Cuidado com o liquidificador.

Podem ir parando e deixar o pobre descansar!

Quando derem por terminada esta parte colocam a pasta no coador...e depois é só espremer...espremer...

A verdade? Parece que temos uma vaca em casa....só que bem comportada!

Depois de não sair nem mais uma gota do coador não deitem fora os resíduos!!

 

Passamos à segunda parte do coco.

Juntam desta vez 100 ml de água e o procedimento é o mesmo.

Quando colocarem a pasta no coador.

No final coloquem os 50 ml de água a "limpar" o liquidificador para não perderem nada.

Podem fazer o leite de coco com mais água e ficará leite magro ou com menos água e ficará mais concentrado.

Depende do que querem fazer com ele.

Se fizerem gelados, por exemplo, dá jeito ter um leite de coco muito consistente!

Podem também escolher a água.

Eu uso da torneira mas podem fazê-lo com água mineral.

No final terão isto!

1 (17) (1).JPGSe não usarem nos próximos dias (um, dois dias) congelem.

Dá muito jeito, porque é um processo ainda demorado...e assim está sempre à mão.

Vão perceber que a água tem tendência a separar-se da polpa do coco.

É normal.

No que compramos também acontece!

 

E os restos?

Coloquem-nos numa frigideira anti-aderente.

4 (2).JPG

E em lume muito baixo devem deixar secar.

E isto é a farinha de coco.

Quanto mais fininha melhor por isso quando passam no liquidificador devem mesmo deixar estar algum tempo.

Quando acharem que está seca podem peneirá-la.

E deixar ao ar durante um dia.

Podem depois fechá-la numa caixa.

Deve mesmo estar seca ou então vai-se estragar.

Normalmente aproveito o dia que faço a farinha e faço também pão e gasto-a toda.

Não à perigo de se estragar....

7.JPG

Terminar por dizer que em Portugal um coco custa aproximadamente 0,70€.

Uma lata de leite de coco bom custa mais de 2€. E alguns têm E's...

Uma embalagem de farinha de coco custa mais de 3€.

 

Espero que seja útil e que não façam o mesmo que a minha irmã.

Foi à loja dos chineses comprar o coador.

Comprou um coco.

Furou os olhinhos do coco.

Tirou a água.

Atirou o coco ao chão.

Lá o conseguiu partir.

Separou a casca da polpa.

Cortou aos bocadinhos.

Liquidificador.

Coador.

Espremeu...tudo o que o que havia para espremer.

Colocou o leite num frasco e ligou-me...

- Joana, não consigo usar isto...parece mesmo leite!

Deixo aqui a etiqueta que usei na garrafa do leite.

25
Mai17

homo stupidus

Joana Marques

Podia chamar a este post indignação.

 

Como não estou em Portugal não tenho noção se a notícia foi muito divulgada ou não.

Se teve muito ou pouco impacto.

 

Consulto todos os dias alguns jornais portugueses via Internet e deparei-me com a notícia de que as figuras rupestres de Foz Côa tinham sido vandalizadas.

Nem quis acreditar.

Se não fosse tão grave dava para rir.

Alguém desenhou uma bicicleta e um bonequinho numa das rochas do Parque Arqueológico do Côa.

fc.jpg

Feito numa das pedras que originalmente tinha uma figura humana com mais de 10000 anos.

Uma das peças mais importantes do Parque Arqueológico: " o homem de Piscos".

 

O Parque do Côa é tão importante. Não só a nível nacional. Mas também a nível mundial.

Será que há alguém que não concorde com a importância do Parque Arqueológico do Côa?

Algo que devia ser unânime, afinal não é.

 

Não há, sequer benefício da dúvida a dar, a quem fez isto.

Não há defesa possível.

Não há desculpa.

Não há razão para fazer. Nenhuma razão.

 

É a nossa história. A história da humanidade.

É a nossa cultura.

Lesar desta forma. De propósito. Algo, deixado pelos nossos antepassados.

Ainda por cima não trazendo qualquer vantagem a quem praticou semelhante ato.

Fez porque sim. Porque é estúpido. Só porque é estúpido.

 

Falta de civismo? Totalmente.

Mas não encontro a palavra certa para descrever este puro ato de vandalismo.

Porque vai para além disso..

Quem são as pessoas que fizeram isto?

Alguém com um cérebro pequenino. Com certeza...

 

Pobres figuras rupestres.

Há uns anos atrás, não sabiam nadar...

.....alguém as salvou...

...agora não souberam fugir...

...do homo stupidus..

 

24
Mai17

o amor à camisola e um presente inesperado...

Joana Marques

Durante muitos anos trabalhei para empresas portuguesas.

Iniciei-me com 17 anos numa e mais tarde mudei.

Apareceu uma oportunidade boa, concorri ao lugar e fiquei.

 

Quando me despedi da primeira empresa senti um aperto no coração.

Amor à camisola.

Foi difícil sair.

Chorei baba e ranho quando fiquei com o lugar porque percebi que tinha de sair.

Chorei baba e ranho quando contei aos meus colegas e amigos que ia sair.

Chorei baba e ranho quando falei com a minha chefe e disse que ia sair.

E quando entreguei a carta de demissão quase desisti.

- Joana, entrega já a carta ou sou eu que te despeço! Disse-me a minha chefe na altura.

- Vai à tua vida. É bom mudar. Faz-nos crescer. Acrescentou a minha chefe.

Ainda hoje é das minhas melhores amigas.

 

Entretanto saí da minha segunda empresa no fim de Fevereiro.

Também foi uma decisão difícil. Muito.

Estava a trabalhar com uma equipa maravilhosa.

Estávamos a ter resultados muito bons.

Decidi sair porque estava em Barcelona e sabia que se voltasse a Portugal não ia encontrar o que tinha deixado.

Muitos colegas meus tinham sido convidados para integrar uma nova equipa em França.

A minha equipa já não existia. Horas e horas de trabalho por água abaixo.

Sabia que voltar a Lisboa e ver que o que tinha deixado já lá não estava seria mais duro do que propriamente despedir-me.

 

Também porque tinha alternativa, claro!

Em Barcelona fui contactada por uma empresa Inglesa para realizar o trabalho que estou a fazer em Oslo.

 

No domingo à noite saí de Oslo para Londres.

Tinha reuniões na segunda-feira. Ia apresentar os resultados que já tinha sobre Oslo.

Ia nervosa. Empresa nova. Novas pessoas. Uma prova de fogo.

Correu bem. As coisas estão a andar bem.

 

Fiquei despachada na segunda. E por isso deram-me folga na manhã de terça.

Achei fofo.

Tivemos um almoço onde estava o topo do topo da empresa. Todos nós recebemos uma lembrança.

E de seguida uma reunião geral onde foram apresentados os resultados da empresa.

A sua expansão.

De como a empresa é maravilhosa.

É claro que não estavam lá todos os trabalhadores.

Estava lá quem foi chamado. Como eu.

Percebi que fazem este encontro de 3 em 3 meses.

Nem sempre em Londres.

A empresa está espalhada pelo mundo e tem milhares de funcionários.

Cada funcionário está presente num destes encontros, uma vez por ano.

 

Num anfiteatro cheio.

Foram distinguidos 20 trabalhadores. Não sei bem qual foi o critério.

Eu tinha escolhido um lugar bem lá em cima, no meio.

E qual não foi o meu espanto quando ouço o meu nome.

Pensei por momentos que me estavam a apresentar por ser uma funcionária nova.

Ainda fiquei na dúvida:

- Será que alguém tem um nome igual ao meu.

Não!

Acreditem, ninguém tem um nome igual ao meu...

Lá pedi licença. E desci as escadas.

Chamaram-me ao palco para me premiar. Juntamente com mais 19 pessoas.

E eu só trabalho lá desde Abril.

Foi o mais inesperado dos presentes...

Uma semana de férias em Formentera.

.....parece-me que vou gostar muito de trabalhar aqui..

...brio profissional sempre tive, perfeccionismo...representar bem a minha pessoa e também quem represento, sempre!

....amor à camisola, mesmo amor à camisola...um pouco mais de tempo!

23
Mai17

um prego, um martelo e 3 olhos perfurados...

Joana Marques

O coco! É um dos alimentos mais saudáveis do mundo!

A gordura do coco tem propriedades medicinais.

Antigamente, pensava-se que esta gordura contribuia para um colesterol elevado e doenças cardíacas.

No entanto, percebeu-se que não.

Pelo contrário são usadas pelo corpo para prevenção de algumas doenças por exemplo: Alzheimer.

 

Para muita gente é considerado um alimento exótico e estranho.

E ainda predomina o mito que faz mal.

Temos o exemplo de uma população no pacífico sul, Tokelauanos que desmente o que tanto tempo se propagou.

A sua alimentação é 60% coco ou derivados e por isso deviam estar a cair que nem tordos.

Enfartes, ataques cardíacos e quem sabe ventrículos explosivos....mas nada disso acontece.

Diz que são das populações mais saudáveis do mundo.

Viver numa ilha do pacífico é capaz de ajudar...sol, mar e alguém para amar!

É o sonho de muito boa gente!

Não há stress que resista. Isso e consumir coco!

 

O óleo de coco ajuda a queimar gordura e por isso ajuda-nos a ter o peso certo!

Possuí uma substância chamada ácido láurico que ajuda a combater fungos, vírus e bactérias no nosso corpo.

É saciante e por isso temos menos fome para comer.....pasteis de nata, por exemplo!

3.JPG

Tudo o que é bom dá trabalho. E abrir um coco pode não ser tarefa fácil.

Precisam de armas à altura!

1 (24).JPG

Um martelo e um prego!

Juro! É mesmo verdade.

Como podem ver tanto o martelo, como o prego já não vão para novos.

Comprei-os a um boliviano que faz manutenção na minha empresa.

 

Primeiro passo: encontrar os olhinhos do coco.

Sim, o coco tem olhos!

Não um. Não dois...mas três!

E é aí que começa toda a aventura.

Perfurar os olhinhos do coco.

Usam o martelo e o prego.

Um de cada vez, sem dó nem piedade!

E logo aqui o coco dá-nos a sua maravilhosa água. (pode acontecer o coco não ter)

Podem começar por aproveitar esta água. Não deitem fora!

Experimentem bebê-la.

Esta água é muito rica em potássio, cálcio e magnésio.

Previne doenças cardíacas, alguns tipos de cancro e a aterosclerose.

Faz muito bem à pele.

E preserva todas as bactérias boas que temos.

 

Em seguida temos de abrir o coco.

Como se costuma dizer o que conta é o interior.

E o do coco é top!

Nesta fase convém afastarem-se da humanidade.

Partir um coco pode ser uma atividade violenta.

Escolham um local...enfim...uma varanda por exemplo e atirem-no ao chão.

A força a usar?? Vão perceber por vocês mesmos....

Não tenham pena dele, afinal já lhe furaram os olhos....

2 (6).JPG

Quando o coco estiver estalado devem conseguir parti-lo.

E nesta fase começam por ver a polpa.

1 (63).JPG

Com a ajuda de uma faca devem conseguir separar a polpa da casca.

E podem começar a cortá-la.

Se tiverem dificuldade em separar a casca da polpa, antes de atirarem o coco ao chão, podem tê-lo no forno durante 15 minutos a 150º.

Embora seja muito mais fácil de tirar a polpa, deixei de usar este método porque tenho receio que o coco perca alguma propriedade com o calor.

 

A polpa do coco é muito rica em flavonoides.

Os flavonoides previnem e ajudam a combater tumores, reduzem o risco de cancro, têm uma ação anti-bacteriana, anti-viral e anti-inflamatória.

Estimulam o fígado e reforçam o sistema imunitário.

 

1 (81).JPG

Não é preciso tirar a parte castanha da polpa.

É um excelente snack para levar para o trabalho.

Para um lanche. Ou até para acompanhar uma refeição. É muito refrescante...

É tudo de bom.

Experimentem!! E vão ficar surpreendidos com o sabor que é diferente daquele que associamos ao coco.

 

22
Mai17

por terras de sua majestade....

Joana Marques

Em Fevereiro deixei o meu emprego numa empresa Portuguesa.

E aceitei trabalhar para uma empresa Inglesa.

Já sabia que ia trabalhar entre Oslo e Barcelona.

Acabei por me sediar em Oslo. O trabalho rende mais...

Terei de ir a Londres de vez em quando.....e isso é mesmo, mesmo chato!

Não é nada!

Adoro Londres...

Uma cidade cheia de vida.

Onde estuda e mora a minha sobrinha Madalena.

 

Estou em Londres. Cheguei ontem à noite.

E amanhã pelo entardecer regresso a Oslo.

O Vasco está comigo....pois claro!

Ficou em casa da minha sobrinha. E tanto quanto sei ainda não há nenhuma surpresa desagradável!

poster.jpg

Aqui está um poster alusivo à nossa passagem por Londres.

Obrigada, João!

Já viram o post hoje, do João?

Da raposa que encontrou em Boston?? Vejam lá!

22
Mai17

Vasco, o cão bipolar...

Joana Marques

Quando os meus tios chegaram e o Vasco os viu, foi só amor e carinho.

Ele deu beijinhos, deixou que lhe fizessem festinhas, deu a pata. Um querido!

A minha tia em pleno parque disse para o meu tio:

- Nem sei porque não temos um cão!

Tal foi o amor à primeira vista pelo Vasco.

Ao que o meu tio respondeu.

- Realmente, bem que podíamos ter um.

- É só chato quando saímos. Disse a minha tia.

- Deixamos com um dos miúdos. Respondeu o meu tio.

Dizer que os miúdos são os meus primos, um tem 40 anos e o outro 42.

 

Chegámos a casa.

Preparei o jantar.

Vasco, o amoroso e bem disposto.

Durante o jantar, esteve sempre em local estratégico.

A ver se lhe chegava alguma coisa.

Como sabe que eu não dou.

Vagueou entre a minha tia e o meu tio. Caíram que nem uns patinhos.

- Tão querido o teu cão, Joana! Disse um e depois o outro, sempre babados com a receção.

 

No dia seguinte, eu fui trabalhar e os meus tios já tinham o dia todo planeado.

Dei-lhes uma chave que tinha a mais. Para o caso de quererem voltar antes de mim.

Quando cheguei a casa nem vestígio dos meus tios.

 

Até que chegaram.

Com uma história para contar.

Tinham tentado ir a casa. Para lanchar e descansar um bocado.

O Vasco, apareceu do outro lado com um tom ameaçador.

Rosnava e ladrava.

Acabaram por desistir.

- Para a próxima, entrem à mesma. Nem sei o que lhe deu. Ele não faz mal a uma mosca.

- Talvez. Mas tivemos mesmo medo.

Dizer que por esta altura já o Vasco andava a fazer olhinhos de cão aos meus tios.

Um fofo. Este cão.

- Realmente, ele é tão querido. Fomos mesmo medricas. Disse a minha tia.

Jantar. Pedinchou comida ou não se chamasse Vasco João Marques!

 

No dia seguinte, sexta-feira. Acordei cedo como de costume. Fui ao ginásio do meu prédio.

Subi as escadas novamente.

Reinava a paz em minha casa.

Vasco no seu sofá. Todo estendido.

Os meus tios a acordar.

Tomei banho.

Eles também.

Eu com mais pressa porque ia trabalhar.

Tomei o pequeno almoço.

Lavei os dentes.

E depois vesti-me.

Estava pronta.

 

Saí. Quando saí os meus tios ficaram a tomar o pequeno almoço.

Passados uns 3 minutos recebo uma chamada.

O meu tio:

- Podes voltar a casa Joana, o Vasco encurralou-nos na cozinha.

- Como?

- Estamos fechados na cozinha.

- Como assim? Não conseguem abrir a porta??

- O Vasco encostou a porta e não conseguimos sair da cozinha. Mostra-nos os dentes e rosna. Podes vir cá?

Voltei.

Estavam as três almas na cozinha.

Não cheguei a ver o Vasco a rosnar.

Quando sentiu a minha presença ficou outra vez doce.

Para não haver mais contratempos e para os meus tios estarem à vontade fez-me companhia no trabalho.

 

vasconotrabalho.jpg

Querem amolecer o coração de um norueguês.

Sejam simpáticos? Não.

Ofereçam mousse de manga? Melhora um pouco mas não..

....Tenham um cão querido, fofo e amoroso para lhes apresentar!

Vasco João Marques foi uma simpatia no trabalho! E toda a gente gostou de um conhecer!

Um experiência a repetir.

20
Mai17

a importância de ler um rótulo...

Joana Marques

Durante anos e anos andei ao sabor do vento...

Como quem diz, despreocupada com o que comia, com o que comprava.

Quando fiz o meu teste de intolerância alimentar comecei a ter de ler os rótulos.

Nos primeiros tempos passava horas no supermercado a lê-los.

E comecei a perceber, que às vezes compramos presunto que tem ovo. Ovo??

E a gelatina de sempre, afinal tem leite.

Tantas surpresas desagradáveis que tive na altura.

Depois de várias sessões a ler rótulos passei a saber o que comprar.

 

Muitos alimentos parecem saudáveis.

Muitos alimentos são-nos apresentados como saudáveis.

E como passaporte para a felicidade, juventude e vida eterna.

É claro que isso é impossível.

Se tudo correr bem vamos ficar velhos. É a vida!

Ao contrário do que os mais jovens possam pensar, ser velho não é sinónimo de ser infeliz, pelo contrário.

Se for saudável, tiver interesses na vida poderá ser uma fase muito boa. Não ter de picar o ponto é outro nível.

Chegar a velho, tomar 12 comprimidos por dia, ter diabetes e osteoporose se calhar já não é assim tão bom.

 

É, enquanto jovens que devemos pensar nisto.

Tal como fazemos um PPR para assegurar a reforma.

Que tal fazer um seguro de saúde a sério.

Exercício físico, boa alimentação e um estilo de vida saudável. Estar atento, ler muito e obter toda a informação possível é o caminho.

E sim, ter saúde dá trabalho. Mas com o tempo e com a prática começamos a simplificar os processos.

 

 

Agora que mudei novamente a minha alimentação.

Estilo paleo.

Deixei de comer alimentos processados.

Ou quase.

Tento comprar alimentos apenas com um ingrediente, só em casos especiais dois ingredientes.

Um alimento é como um casamento, 3 é demais!

Por exemplo: manteiga de coco que tenha como ingredientes: coco, agave e óleo de palma, já não compro.

Prefiro fazer em casa.

Comprar o coco, só coco. E fazer eu.

 

Façam o exercício, na próxima vez que forem ao supermercado, leiam o rótulo do chocolate que costumam comprar. Se tiver muitos ingredientes, desconfiem.

 

Uma amiga minha, esta semana esteve numa conhecida loja de produtos naturais e saudáveis e enviou-me alguns rótulos.

Alimentos caros, caríssimos.

Se lermos os rótulos, percebemos que são pobres nutricionalmente.

Não é por estar naquela loja ou na área saudável do supermercado que é saudável.

É claro que a loja também tem produtos bons.

Temos de ler os rótulos.

E decidir.

 

E o preço? Caro não é sinónimo de bom!

Uma laranja é mais barata que o nectar empacotado. A laranja é mais saudável!

Lembrem-se de descascar mais e desembalar menos.

 

O mais escandaloso rótulo foi este: uma bebida vegetal de amêndoa.

O chamado leite de amêndoa.

Com 2% de amêndoa.

rotulos.jpg

Se formos criteriosos nas nossas escolhas as marcas e as lojas também se adaptam.

E teremos melhores produtos.

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