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Quiosque

handmade life

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31
Ago17

tricotar um xaile. Com esquema...

Joana Marques

Aprendi a tricotar juntamente com uma amiga minha, a Ana.

Nenhuma de nós sabia. E um dia decidimos que queríamos aprender.

Em minha casa ou na dela começámos por ver revistas.

A perceber que não conseguíamos aprender por aí.

Tudo muito complicado para quem não sabe, nada!

 

Entrámos no universo dos vídeos do youtube.

Só fazíamos peças simples. Ás vezes nem eram peças.

Depois, com o tempo. E sabendo que já não passaríamos vergonha começámos a frequentar workshops.

Eu fiz o workshop de luvas e ensinei-lhe.

Ela aprendeu gorros e ensinou-me.

E por aí fora.

Neste momento sabemos fazer muita coisa, graças ao tempo infinito que passámos a aprender.

A experimentar.

E a desmanchar.

Eu e a Ana trocamos fios.

Por exemplo, se eu vou a uma casa de lãs nova compro-lhe um novelo ou uma meada.

E ela faz o mesmo.

Enviei-lhe uma meada que comprei aqui em Oslo.

Passo tantas vezes à porta da loja que eles devem achar que estou a preparar o assalto do século.

Uma loja onde só se fala norueguês e eu tenho de andar feita parva a emitir sons e a apontar....

Na volta do correio chegou isto.

1 (1) (3).JPG

 

1 (3) (5).JPG

É muito fio. Mais de 500 metros. Achei que era ideal para um xaile.

Chama-se paint e é da Katia.

Comecei por pôr mãos à obra.

2(7).JPG

Já aqui tinha deixado o passo a passo de um xaile assimétrico. Fica muito bem com um fio fininho e agulhas 2,5.

 

Também este é um xaile assimétrico. Um pouco mais trabalhado. O fio é mais grosso. Um fio de inverno.

Estou a usar agulhas número 5. E aplicar o esquema anterior neste fio ficaria muito pesado.

Este novo esquema é trabalhado, tem um padrão. Fica mais leve.

 

Para este tipo de esquema aconselho vivamente terem um contador de carreiras.

Porque se forem como eu, vão se esquecer em que carreira estão nos primeiros 5 minutos.

 

Material necessário:

- fio

- agulhas apropriadas ao fio

- contador de carreiras

 

Esquema:

Iniciam com 3 pontos na agulha e é feito em liga.

E funciona em grupos de 12 carreiras.

Por isso é importante o contador de carreiras.

(se me esquecer de dizer é sempre em liga)

 

Carreira 1

-tricotar os três pontos em liga.

 

Carreira 2

- tricotar dois pontos em liga e no ultimo ponto fazer um aumento (ficamos com 4 pontos)

 

Carreira 3

- tricotar  4 pontos em liga (4 pontos)

 

Carreira 4

- tricotar 3 pontos em liga e no ultimo ponto fazer um aumento (5 pontos)

 

Carreira 5

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar em liga os restantes (6 pontos)

 

Carreira 6

- tricotar 5 pontos em liga e no último fazer um aumento (7 pontos)

 

Carreira 7

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os restantes pontos em liga (8 pontos)

 

Carreira 8

- tricotar 7 pontos em liga e no último fazer um aumento (9 pontos)

 

Carreira 9

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os restantes pontos em liga (10 pontos)

 

Carreira 10

- tricotar 9 pontos em liga e no último fazer um aumento (11 pontos)

 

Carreira 11

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os restantes pontos em liga (12 pontos)

 

Carreira 12

- tricotar 11 pontos em liga e no último fazer um aumento. (13 pontos)

 

A primeira parte do xaile está pronta.

As próximas 12 carreiras são para se ir repetindo até termos o xaile com o comprimento que desejarmos...

Devem voltar a pôr o contador a zero e iniciar a contagem.

 

 

 

Carreira 1

-tricotar os pontos todos em em liga.

 

Carreira 2

- tricotar os pontos todos em em liga.

 

Carreira 3

- fazer um aumento no primeiro ponto e tricotar os restantes pontos todos em liga. 

 

Carreira 4

- tricotar todos os pontos em liga e no ultimo ponto fazer um aumento 

 

Carreira 5

- fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os dois pontos seguintes em liga e depois até ao final: laçada, tricotar dois pontos juntos; laçada, tricotar dois pontos juntos.....

 

Carreira 6

- tricotar todos os pontos em liga e no último fazer um aumento (7 pontos)

 

Carreira 7

 - fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os dois pontos seguintes em liga e depois até ao final: laçada, tricotar dois pontos juntos; laçada, tricotar dois pontos juntos.....

 

 

Carreira 8

- tricotar todos os pontos em liga e no último fazer um aumento 

 

Carreira 9

 - fazer um aumento no primeiro ponto, tricotar os dois pontos seguintes em liga e depois até ao final: laçada, tricotar dois pontos juntos; laçada, tricotar dois pontos juntos.....

 

Carreira 10

- tricotar todos os pontos em liga e no último fazer um aumento.

 

Carreira 11

- fazer um aumento no primeiro ponto e tricotar os restantes pontos todos em liga. 

 

Carreira 12

- tricotar todos os pontos em liga e no ultimo ponto fazer um aumento 

 

Como disse, em cima, agora é repetir estas 12 carreiras até terem o xaile completo.

A cada doze carreiras convém colocar o contador de carreiras a zero. 

Acreditem, evita muitos erros.

 

E como isto é viciante o meu já está assim!

 

3 (15) (1).JPG

3 (10).JPG

 

Se ainda estiverem a iniciar o tricot ou não tiverem grande experiência, aconselho que façam primeiro este tipo de xaile. Tricotem-no com um fio fininho.

Dá trabalho mas o resultado é maravilhoso.

 

Se já são experientes vão conseguir fazer na boa este esquema que hoje deixo.

Se alguém fizer não se esqueça de me mostrar!!

Fico à espera....

 

30
Ago17

não percebo. Expliquem-me...

Joana Marques

Tenho visto por todo o lado.

Aqui no sapo não se fala de outra coisa.

Provavelmente no meu trabalho também falam disso, mas eu não percebo Norueguês....

 

Montes de destaques sobre isso. Deve ser algo importante. E que mexe muito com as pessoas.

Já li alguns posts, numa tentativa de ficar mais erudita, mas como estou fora do assunto não percebi nem um sexto do que está escrito.

O que raio é  "A Guerra dos Tronos"?

Eu, acho que é uma série. É??

E vale assim tanto a pena?? Tanto alarido?

Começou quando? Dura há quanto tempo?

Aconselham? Acham que vale o tempo perdido? Ou ficarei melhor, se for passear o cão??

Tantas dúvidas.....

.....expliquem-me...como se eu tivesse 3 anos...

 

30
Ago17

não podemos tudo. Mas podemos muito...

Joana Marques

Tinha 13 anos.

E como em todos os verões, desde que era gente, passava as férias no Alentejo.

A minha irmã nunca passou. Demasiado coquete e citadina para tal.

O meu irmão passou muitos verões comigo e com os nossos primos.

Há 23 anos, já tinha 18 anos.

Os objetivos eram outros.

 

-Tens a certeza que ainda queres ir para o Alentejo?

Perguntou-me a minha mãe em Julho.

- Claro que quero ir para o Alentejo.

Fui eu e o meu primo Filipe. Tinha 15 anos na altura.

Éramos muito amigos. Falávamos ao telefone regularmente. E via-o nas festas de família.

Na altura a tecnologia não era o que é hoje. E a presença das pessoas era mais urgente.

 

O que nós nos divertimos naquele Verão. Eu, ele, a minha avó e o meu avô.

Fomos tendo a visita de familiares que ficavam por dois ou três dias e que se iam embora para a vida deles.

Corríamos.

Riamos.

Éramos livres.

Éramos crianças.

Como uma criança deve ser.

Eu estava tão escura que a minha avó pegava em mim, punha-me na banheira e esfregava-me as pernas.

Na ânsia de ali sair alguma sujidade.

E sair até saía. Mas a cor. Era do sol.

As sardas saltavam da minha cara. E a felicidade de ali estar nunca passava.

 

No último domingo de Agosto os meus pais foram nos buscar.

Ia começar Setembro. E Setembro, vida nova.

Não começava logo a escola mas havia muitas coisas a tratar.

A roupa do ano anterior tinha deixado de servir.

Os sapatos deviam estar feitos num oito. Era preciso tratar disso.

Ia comprar o material para a escola. E os livros. Enfim, o normal. O regresso à rotina.

 

Saí de lá ao Domingo. Abracei a minha avó. E o meu avô.

Há 23 anos atrás, terça feira.

O telefone tocou. De manhã cedo.

A minha avó Maria tinha morrido.

Ainda no Domingo estava bem. E hoje....

E a vida nunca mais. Foi a mesma.

A leveza de ser criança.

De viver sem preocupações.

Morreu. Quando o meu pai desligou o telefone e nos deu a noticia.

Ainda anestesiados com esta perda. Passado pouco tempo morreu o meu avô.

 

Faz hoje 23 anos.

Que a avó Maria nos deixou.

Todos os dias me lembro dela. Todos. E....

...continua viva. Na nossa cabeça e no nosso coração.

 

Dizia-me ela:

- Não podemos tudo. Mas podemos alguma coisa. Sabes, Joana, não podemos tudo. Mas podemos muito...

 

Tenho tantas saudades. 

 

Hoje aqui em casa. A ementa é a do costume.

30 de Agosto. Frango guisado com esparguete.

 

29
Ago17

a resposta ao quiz....

Joana Marques

Em resposta ao quiz que deixei de manhã, aqui fica o relato.

 

Sempre que eu apareça aleijada.

E acontece muitas vezes.

Nunca ponham as culpas nos outros.

Sou eu. E só eu.

 

Na sexta feira passada. Saí do trabalho às 15h!

Normalmente, quando saio do trabalho corro para casa.

Se tiver de ir comprar alguma coisa compro depois. Porquê?

Porque em casa tenho o Vasco. Que está sozinho desde de manhã.

Fica bem. Adora o tempo dele. Dorme. Come. Uma vidinha santa.

Mas está sozinho. E durante as horas que estou fora pode ter acontecido alguma coisa.

Só que estão cá os meus pais.

O Vasco ignora por completo a minha mãe. De uma forma completamente surpreendente. Nem sei como faz tal coisa.

Adora o meu pai. E aceita passear com ele.

Por isso, deixei de ter essa preocupação. 

 

Saí do trabalho. E apeteceu-me ir dar uma voltinha a pé. 

Quando me estava a dirigir a casa.

Um carro parou para eu atravessar.

Atravessei a rua. 

E de repente.

Vindos do nada.

Exatamente à altura da minha cabeça.

Aparecem dois sinais de trânsito.

Vejam lá.

No dia antes tinha passado ali e não havia sinais de trânsito.

Nada!

Ou melhor.

No dia antes tinha passado ali e não vi quaisquer sinais de trânsito.

Nenhum sinal de trânsito.

Absolutamente nada.

Na sexta. Ali estavam eles. Frescos e fofos.

 

Quando dou por mim. Ia mesmo, mesmo a bater num deles.

E para não acontecer. Agarrei-o com a mão.

Péssima ideia. Não só bati com a cabeça. Como cortei a mão.

 

A rapariga que tinha parado o carro, para eu passar. Desatou a rir que nem uma maluca.

E eu. Com uma valente dor de cabeça. Passo a mão pelo galo recém formado.

E como estava a deitar sangue da mão. Fico com a cara cheia de sangue.

 

Apareceu vinda do nada.

Tal e qual como os sinais. Uma mulher polícia.

Comecei logo por dizer...

- Isto não é nada. Não é nada. 

A mulher polícia começou a falar comigo. Em norueguês.

Se calhar estava preocupada com o estado em ficaram os sinais de trânsito.

Eu achei que estava preocupada comigo...

- Bla, bla, bla, bla..

- Não se preocupe. Está tudo bem.

- Bla, bla, bla...

- Oh! Moro já aqui. Obrigada. Já limpo isto em casa...

- Bla, bla, bla.

- Obrigada, por tudo. Está tudo bem.

E fui me embora de fininho......

E só depois percebi....que estive o tempo todo a falar em português com a mulher polícia....

Uma conversa muito, muito produtiva...

 

O galo da cabeça já quase não se nota.

E o cabelo tapa.

O golpe na mão, era minúsculo, mas ia inundando Oslo com o sangue.

Cheguei a casa.

E os meus pais acharam que eu tinha sido atropelada por um tir desgovernado.

O meu pai queria que eu fosse ao hospital.

A minha mãe queria cancelar a viagem do dia seguinte....

E tudo por causa de um stop.... 

....que eu devia ter visto....

 

29
Ago17

um post. E um Quiz..

Joana Marques

Se leram ontem o meu post. Ficaram a saber da minha subida até Preikestolen.

Existe uma frase que eu sigo a sério na vida.

"o importante não é o destino mas sim a viagem".

 

Enquanto caminhava. Ia olhando. E absorvendo tudo o que podia.

Fui falando com as pessoas que passavam por nós. A fazerem o percurso contrário.

Fui falando com as pessoas que nos ultrapassavam.

Os meu pais já têm 70 anos. 

Íamos a um ritmo lento.

Parámos algumas vezes. Para comer. Descansar. Beber água.

 

Numa dessas paragens.

Vi-a.

Nunca tinha visto uma igual.

Aí estava ela. Ainda bebé. A pedir um pouco de carinho. Um pouco de atenção.

Foi mais forte do que eu. Tive de lhe pegar.

cobra.jpg

Joana, a travar amizades. Na Noruega!!

Graças a Deus. Não falava norueguês...

E tive de a deixar ir. 

A minha mãe ameaçou-me. Forte e feio.

 

Passemos agora à parte importante!

Já viram a minha mão? Com um penso. 

A pergunta é?

O que raio é que aconteceu, para precisar dele??

Pista: não teve nada a ver com a cobra!

28
Ago17

Conheçam. Preikestolen...

Joana Marques

Aproveitando que ainda está um tempo simpático para a Noruega.

Até isto desabar.

Vou aproveitar os fins de semana para conhecer um pouco.

Já que no Inverno devo estar encerrada em casa com 5 cobertores, 3 sacos de água quente e o cão aos meus pés.

Uma vez que os meus pais estão cá até ao fim de Setembro, vamos aproveitar para ir aos locais mais emblemáticos.

 

Já viajei muito.

Aproveitei muito quando era hospedeira e tinha viagens grátis. Ou ao preço da chuva e do frio.

Por norma não tiro fotos.

Ou tiro muito poucas.

As fotos distraem-nos. Pelo menos a mim.

O momento em que paro para tirar uma foto. É um momento perdido para mim.

Não preciso ver as fotos para recordar a viagem.

Ela está toda na minha cabeça.

Para mostrar aos outros? Ninguém quer ver fotos das viagens dos outros...

A não ser que sejam bem tiradas. O que nunca acontece com as minhas....

Este não é um blog de fotografia, nem de viagens.

E por isso, nestas mini viagens que farei pela Noruega não verão fotos de jeito. Sorry.

Estes posts são para vos despertar o interesse.

Na próxima vez que marcarem férias. Por favor ponderem visitar a Noruega!

 

 

Optei por deixar o Vasco em casa.

O mais provável é que a diva, que habita dentro do cão, aparecesse.

E eu teria de subir com ele ao colo...uma porrada de km. Com 30 kg. 

 

Saímos, sábado de manhã. E fomos de avião.

De Oslo, até lá, de carro iria ser uma eternidade.

E como o Vasco ficava sozinho. Não dava muito jeito estarmos fora 250 horas...

Estava um tempo razoável. Um bocado frio para mim...mas enfim.

Havia pessoas a comer gelados...porque há pessoas que comem gelados por tudo e por nada...é o que é!

 

Para ir a Preikestolen convém estarem preparados fisicamente e psicologicamente.

Fisicamente porque são 3 km a subir. Para lá chegar. Num caminho rochoso e pouco simpático.

Psicologicamente..porque vão estar sempre a ouvir:

 

- Joana, cuidado com a pedra.

- Joana, não fales com as pessoas.

- Joana, não mexas nesse bicho.

- Joana, vê lá onde pões os pés.

- Joana, não corras.

- Joana, concentra-te e deixa lá o passarinho.

- Joana, AI QUE HORROR! LARGA ISSO, JOANA, LARGA ISSO! (esta vão perceber amanhã)

 

1001 recomendações vindas da minha mãe. O caminho todo.

Como disse são 3 km (mais ou menos) a subir.

Mas vai-se fazendo. Bem.

Encontramos muita gente a descer. Que nos vai dizendo.

- Ainda falta tanto.

- Não desistam vale a pena.

E percebemos que deve valer. Basta olhar para os olhos delas.

Fomos parando para comer alguma coisa. E descansar um bocado. E falar com quem passava.

Acho que passaram por nós mais de 20 nacionalidades. Eu ia perguntando...

 

Depois de subir. Caminhar. E caminhar.

Ainda pensei...

E se fui enganada.

E não há nada para ver.

E esta gente toda combinou, virem aqui hoje, gozar comigo. E dizerem:

- É lindo. Mais um bocadinho...força. Está quase. Vale a pena.

Quando na verdade. Não há lá nada.

Só que há.

Quando chegamos lá em cima não dá para acreditar.

preikestolen3.jpg

Estamos a mais de 600 metros de altitude.

Em cima de uma rocha. 

Que parece esculpida pelo homem. Porque é tão perfeita....

...só que nada é mais perfeito que a natureza..

A rocha parece um púlpito. Um palco. 

Tem o formato de um quadrado. 

preik.jpg

Olhamos cá para baixo.

A cor é tão intensa!

O som. O ar.

É tudo tão surreal. E fantástico.

preikestolen100 (1).jpg

Avassalador.

preikestolen.jpg

- Joana, sai já daí imediatamente.

- João, diz à Joana para sair dali.

- João, não lhe tires fotos. Assim, é que ela não sai dali.

- JOANA, não te chegues tanto à beirinha.

- JOANA!! Ó valha-me Deus!

- João, faz alguma coisa....

...João é o meu pai...

 

25
Ago17

porque escolhi Oslo..

Joana Marques

Vim para cá em Abril. Não foi bem uma escolha.

Estava em Barcelona a desenvolver um projeto para a minha empresa portuguesa.

Entretanto a empresa portuguesa estava a sofrer reestruturações atrás de reestruturações.

Da equipa com a qual trabalhava, foram ficando cada vez menos pessoas.

Os que aceitaram acabaram a trabalhar em França.

Os restantes em Portugal.

Com uma equipa que já não era equipa.

A formar novas pessoas para substituir os que se foram. 

 

Não me apetecia voltar.

E Oslo caiu-me no colo. Disse que sim.

Os primeiros tempos foram de estranheza. Total.

É um país muito diferente. De Portugal. E de Espanha. E de Itália. Os três países onde já vivi.

Eu sei que não é um país do sul mas tanta diferença mexeu comigo.

 

Aos poucos, comecei a perceber porque se diz que Oslo é uma das melhores cidades para se viver. É mesmo.

Até podemos pensar:

- Ai que horror. E o sol? E o bom tempo.

Também estava com receio.

A verdade é que os Noruegueses aproveitam muito mais o sol e o ar livre do que nós.

E agora que é Verão. O tempo até está muito agradável. Sem tostar...e transpirar por todos os poros.

 

O projeto no qual estou a trabalhar termina em Outubro.

Quando estive em Inglaterra, há duas semanas atrás, perguntaram-me se queria continuar. Aqui.

Disse que sim.

 

É óbvio que gostava de voltar a Portugal. É a minha terra.

Pensando nos prós e contras. Parece-me que fiz a opção correta.

Se fosse para Portugal, não teria trabalho.

Sei que conseguiria sem dificuldade qualquer coisa mas não seria o mesmo.

Provavelmente não me iria identificar. O que estou a fazer aqui é a minha praia.

 

O facto de sair todos os dias do trabalho às 15h pesa muito na minha decisão.

Sair às 15h dá-me tempo para viver. Fazer muitas coisas. Aprender.

O tempo livre para mim é das coisas mais importantes da vida.

Viver sem stress.

E ter tempo. Tempo de qualidade. Para mim é como respirar.

 

A Noruega é um país muito bonito.

Seria uma pena ir me embora sem conhecer tudo.

 

Ficar aqui. Estar aqui. Não é sacrifício nenhum.

No inverno....vou ter uma opinião totalmente diferente. E vou desdizer tudo o que disse....

 

A verdade verdadinha. É que gosto.

O Vasco adora.

O meu medo é gostar demasiado. E nunca mais querer sair daqui.

...acreditem....

...por aqui a vida é muito mais leve..

 

Um dia destes. Se olharem para o relógio. E forem 15h.

lembrem-se! Estou a sair do trabalho!!

 

24
Ago17

para uma vida melhor. 3 passos...

Joana Marques

1. Estabelecer rotinas. Planear.

De acordar e de adormecer.

Se for mais ou menos à mesma hora. Começamos a sentir-nos melhor.

 

2. Comer melhor. Experimentar.

Aos poucos deixar de comer alimentos processados.

E açúcar. Nenhum açúcar.

Não se tira tudo de uma vez.

Na primeira semana tira-se um dia para comer bem. Mesmo bem. Sem asneiras.

Na segunda dois. E por aí fora.

Ao fim de um tempo já não se dá pela falta.

Não passar fome! Não fizemos mal a ninguém.

Fazer trocas. Mais saudáveis.

Em vez de farinha de trigo usar farinha de amêndoa.

Em vez de açúcar branco refinado. Usar de coco.

Experimentar alimentos novos. E novas receitas.

É bem mais deliciosa a fruta desidratada que um pacote de batatas fritas, por exemplo.

E não esquecer. Beber água. 30 ml multiplicado por kg de peso corporal.

Em caso de: "preciso urgentemente de comer um doce ou mato as primeiras 3 pessoas que me apareçam à frente" experimentar comer um quadrado de chocolate. Preto de preferência.

Comer alimentos que saciem. Temos menos fome. Frutos secos. Ovos. Abacate.

 

 

3. Fazer exercício físico. Experimentar.

E experimentar outra vez até encontrarmos aquele que gostamos.

Se escolhermos bem. Não será um sacrifício.

Começar por objetivos simples e fáceis de conseguir.

Nem que seja uma caminhada de 5 minutos pela rua.

Na semana seguinte aumentar um pouco o tempo da caminhada.

Não precisamos de ser um Carlos Lopes.

Conseguir caminhar 15 minutos por dia para muita gente já é uma vitória e é melhor do que nada.

 

Não querer fazer tudo num dia. É importante.

É um processo longo.

Começar aos poucos. Planear a semana. E os objetivos a atingir.

Se falhar algum objetivo. Começar de novo. E outra vez se for preciso.

Um dia. Sem dar por isso. Sentimos. Mais saúde. Mais otimismo. Uma vida melhor.

 

23
Ago17

das histórias que o meu pai contava...

Joana Marques

Quando era pequena, como muitos miúdos ao longo dos tempos, só adormecia se me contassem uma história.

Nem sempre era eficaz. Nem sempre resultava.

O bicho era meio selvagem. E dormir sempre foi pouco importante para mim.

Ao contrário dos miúdos e miúdas que cresceram a ouvir contar as histórias da carochinha, Cinderela e gato das botas.

As histórias em minha casa eram outras.

 

3 filhos.

A minha irmã mais velha já não precisava.

O meu irmão exigia a presença da minha mãe.

E a mim sobrava-me o meu pai.

E o meu pai era o Sporting. E por isso as histórias eram sobre o Sporting.

 

João Jurado. Nasceu em 1906. Na Amora.

Gostava de jogar futebol. E jogou em vários clubes.

Um dia apaixonou-se perdidamente. Por um clube. O Sporting.

Para sua grande infelicidade teve de deixar o futebol.

Precisava viver. O futebol não dava dinheiro. E ocupava muito tempo.

O patrão fez-lhe um ultimato!

- Ó Jurado! Escolhe! Ou o futebol ou o trabalho.

Parou durante dois anos. E durante estes dois anos poupou cada centavo. Cada tostão.

Comprou um táxi. E começou a trabalhar por conta própria. A fazer ele os seus horários de trabalho.

Para poder jogar no Sporting.

jurado.jpg

Dizem que o amor à camisola é coisa que está em desuso.

Ainda acredito. Que não. Pelo menos, alguns jogadores.

Sou uma ingénua. Ou então gosto demasiado do Sporting. E custa-me a crer que não sintam o mesmo.

Hoje. Lutem.

E honrem a camisola.

O símbolo que estão a representar tem muita história. De empenho, de sacrifício e de amor.

Muitos passaram por lá. E deixaram a sua marca. Deixem a vossa também. 

23
Ago17

o vestido manchado...

Joana Marques

Há uns meses entrei numa Zara, em Barcelona.

E vi um vestido.

Adorei o vestido.

Azul.

Bom corte.

Tecido de qualidade.

Nem pensei duas vezes.

Peguei nele.

É meu. Ou melhor, é para a minha sobrinha.

 

Antes de pagar o vestido.

Olhei mais uma vez.

E com olhos de amor. Achei que o vestido me ficava mesmo bem a mim.

Estava na minha mão um vestido para 12 anos. Para mim seria pequeno.

Saí da fila.

E voltei para perto dos vestidos. Não havia para 13/14 anos. É o meu número na Zara Kids.

Voltei para a fila.

Continuava a olhar para o vestido. E achei, se calhar o vestido de 12 anos até me fica bem.

Um pouco justo...talvez.

Saí da fila.

 

Fui ao provador. Ficava-me bem. Se fosse ligeiramente maior.....

Ficava-me bem...picuinhices à parte...

Voltei ao local dos vestidos e resolvi comprar também um para mim.

Não havia.

Perguntei.

Não havia.

E noutra Zara.

Também não.

 

Voltei para a fila. Paguei o vestido.

Saí da loja.

O vestido é meu.

Não.

O vestido é da minha sobrinha.

 

O vestido é meu.

Não.

O vestido é da minha sobrinha.

O vestido foi mesmo para a minha sobrinha.

 

Aproveitei que os meus pais estiveram comigo na altura. E levaram o vestido para a miúda.

Ligou-me. Adorou o vestido.

12 (1).JPG

No mês passado a minha cunhada ligou.

A pequena tinha ido dar um passeio.

De uma varanda. Uma gota.

Ou várias.

Devia ser lixívia.

E o vestido ficou manchado. 

 

Juro que não tive nada a ver com isso.

Quando decidi dar o vestido.

Já tinha fechado o assunto.

Dei de boa vontade!

 

- Podes-me enviar o vestido?

A minha cunhada assim o fez.

Como vestido estava arruinado mas na minha cabeça já estava a ter ideias.

A parte da saia. Fiz uma almofada.

Foi só coser as laterais. Aproveitei as costuras que o vestido já tinha.

Fiz uma renda.

sololatte.jpg

Usei um fio que nunca tinha experimentado. Solo Latte. Da Rosários 4. 

Adorei este fio. O acabamento fica muito bonito. E é muito fácil de trabalhar.

E o resultado final. 

11 (1) (1).JPG

Quem tiver vontade de fazer uma mandala em renda, igual, pode seguir o esquema.

Não tem de aplicar em almofada.

Pode-se colocar numa moldura.

Num bastidor.

Ou até numa manta.

Com fio mais grosso pode servir de base para um tapete.

16 (1).JPG

 

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