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Quiosque da Joana

handmade life

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07
Ago17

um cão. Às vezes faz a diferença...

Joana Marques

Na quinta-feira passada saí do trabalho pelas 18h.

Neste momento nem é trabalho, é formação.

O que me deixa num estado de nervos considerável.

O tempo que perco nesta formação é o tempo que não perco a trabalhar.

Tanto trabalho a acumular.

E eu estava tão bem lançada em Oslo.

Tudo certinho.

Tudo direitinho.

E agora esta formação.

 

Cheguei a casa. Passava pouco das 18h30.

Comecei a subir as escadas.

E ouvi. Lá ao longe. Um canídeo. Hiper contente. Aos saltos.

Vou subindo.

Até ao sexto andar, é muita escada para subir.

Quando já estou a alcançar o meu patamar vejo uma miúda sentada à minha porta. Teria uns 6 a 7 anos.

Caneco! Está uma miúda à minha porta.

  

Eu confesso. Frequento muitas lojas online. Etsy. Amazon. Fnac.

Juro pela minha saúde.

Não me lembrava nada, de ter encomendado uma criança.

  

Aproximo-me da porta e a pequena pergunta-me:

- Posso brincar com o teu cão?

 

Fiquei meia desorientada. Precisei de uns segundos para pensar...

Lembrei-me que a pequena devia ter mãe e perguntei por ela.

Afinal, são minhas vizinhas. Moram no quarto andar.

Desci com a menina. 

Toquei à campainha.

Apareceu a mãe da menina. Ficou com um ar muito surpreendido de me ver. A mim.

Mas sobretudo à filha. Por estar comigo, certamente!

  

A menina que se chama Sophie devia ter ido brincar com um miúdo que mora ao meu lado. 

Bateu à porta. Ninguém apareceu. 

Como tinha visto o Vasco num dos dias da semana.

Bateu à minha porta.

O Vasco deve ter resmungado qualquer coisa.

E a menina resolveu esperar à minha porta.

  

A mãe. Um olhar triste. Muito triste disse à Sophie para entrar em casa.

A menina com um olhar triste lá entrou.

Eu ia passear o Vasco. Disse à mãe que a menina nos podia acompanhar.

A mãe ficou dividida.

Por um lado disse que sim.

Por outro nem por isso. Queria ir às compras. E tinha receio de não estar quando voltássemos.

Disse-lhe que não tinha problema. Que tocava e se não tivesse lá ninguém a menina ficava em minha casa.

Subi as escadas com a menina.

Abri a porta.

Nem sei como é que o cão não tinha ido parar ao 7º andar.

Tais eram os saltos. Parecia que tinha uma cama elástica nas patas...

Peguei no cão. Descemos.

  

Percebi que havia ali qualquer coisa de errado.

Não pela menina. Que se portava como uma criança. Embora triste. Continuava a ser uma criança.

Mas pelo Vasco.

O Vasco portou-se lindamente ao lado dela.

E ele só se porta assim. Quando sabe de alguma coisa.

Muito paciente. Sem corridas doidas. Sem queixumes. Sem ares de diva. 

  

Voltei a casa.

Toquei no quarto andar. Ninguém.

Subi até ao sexto.

A menina sentou-se ao lado do Vasco. Brincaram.

Às tantas já andava por cima dele. Puxava-lhe o rabo. Ria-se. Uma diversão total.

Ele. 5 estrelas.

  

A campainha tocou.

Era a mãe.

Ao longe observou a filha e disse:

- Há um mês atrás o meu filho de 4 anos morreu. Leucemia. Não via a Sophie a rir-se desta maneira há muito tempo. 

  

E de repente percebi. O bom comportamento do Vasco.

Sophie tem vindo para cá brincar com o Vasco. E têm-se divertido os dois...

...porque este cão sabe sempre estar à altura......

 ....e fazer a diferença quando é preciso. 

 vascoesophie.jpg

 

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