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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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21
Ago17

ao serviço de sua magestade...

Joana Marques

Cheguei a Oslo no Sábado. A meio da manhã.

Trazia comigo uma mala, com rodinhas. E, claro. O Vasco.

Quando o fui buscar. Contente da vida. Pregou-me uma lambidela na cara. E quando me apanhou distraída quase me fez despenhar dos meus saltos. E toma lá outro beijinho.

 

Fui a pé para casa.

15 minutos do aeroporto até casa.

O trauma da primeira vez que aqui estive. Ainda não foi superado. Os preços dos táxis são proibitivos.

Pensei. 15 minutinhos. A passear por Oslo. Com calma. É mesmo disto que preciso.

Sim?

Não!

 

O Vasco gosta de Oslo. Pelo menos parece. E quando se apanhou fora do aeroporto.

Corre. Corre. E corre.

E Joana. Corre. Corre. E corre.

E a mala com rodinhas?

Corre. Tropeça. Faz barulho. Corre. Tropeça. Corre.

E onde estão a rodas??

Esquece as rodas, mas é....corre atrás do cão. Ainda chegas a casa sem ele....

E foi assim....

 

Deveriam ser 15 minutos. Foram uns 10....

Nada mau. Precisava mesmo de chegar a casa. Arrumar o mais urgente. E descansar.

A semana passada. Aquela viagem a Edimburgo. Acabou comigo.

O atentado em Barcelona deixou-me sem dormir. Precisava MESMO descansar. Relaxar.

 

 

Vasco entra em casa tresloucado e atira-se para cima das almofadas da minha cama.

Prepara-se para dormir. Só que nitidamente precisa de alguma coisa.

Guincha. Gane. Pede-me...

..Ah! Pois. Nestas alturas não dorme sem o ursinho dele.

Este Vasco. Não é bem um cão. É mais um filho.

Desfaço a mala.

Tiro tudo cá para fora.

E toma lá o peluche.

 vasco (3).jpg

Dorme.

Arrumo tudo.

Como qualquer coisa. Sentada no sofá. Nem televisão. Porque nem consigo ouvir nada. Só silêncio.

Ouço passos.

Na cozinha.

E depois ....

...uma lambidela na cara. Com um ganido. Puxa-me. Até à cozinha.

Percebo que algo se passa com a tigela da água.

Estranho. Água acabada de pôr.

Nitidamente não está ao gosto de sua excelência.

Deito a água fora. Ponho água nova.

Não.

Deito a água fora. Arranjo outra tigela. Deito água.

Não.

Fez-se luz. Em Barcelona. Estava calor. E eu, colocava-lhe umas pedras de gelo na água.

MAS EM OSLO NÃO ESTÁ CALOR...

Seja feita a vossa vontade. Saiem dois cubos de gelo para a tigela do cão.

..........water on the rocks.

 

Volto para a sala.

Ele volta para o aconchego da cama. A minha.

Ressona.

E sonha.

Ouço passos.

Lá vem ele.

Puxa-me para a cozinha.

E fica voltado de frente para a porta do frigorifico.

Já sei. Quer uma cenoura.

Romeu, o coelho não gosta de cenouras. Vasco, o cão gosta de as roer. O mundo está virado do avesso, é o que é.

Tiro a cenoura. Lavo a cenoura. Dou-lhe a cenoura. E ele fica feliz da vida com a cenoura.

Volto para a sala.

O cão, depois de roer a cenoura, volta para os seus aposentos. Que por acaso são meus.

 

 

Quando volto a entrar na cozinha. Ó jaaaaaasus.

Parecia que tinha sido marcada para a minha cozinha o sacrificio anual das cenouras.

O chão da cozinha estava todo laranja.

Toca de limpar. Esfregar. Até o chão voltar à cor original.

 

Comecei a fazer o almoço.

O cão dorme.

Vou começar a comer.

O cão aparece com a trela na boca.

Parece ser uma emergência. Liquida ou sólida. Ou as duas.

Pego no cão. Desço as escadas.

O cão despacha-se. Mas ainda damos uma volta.

 

Voltamos para casa.

O cão dorme.

Eu como.

Arrumo a cozinha.

Vou ler. Pensei eu.

Pois pensei mal. O cão acordou e tem uma bola na boca.

Yeah!

Não jogo à bola em casa.

Decidi descer.

O jardim do prédio está cheio de Noruegueses que consideram 15º uma temperatura espetacular para apanhar sol.

Vou até a um parque.

Atiro bola.

Ele apanha a bola.

Corre. Para eu correr atrás dele.

Tiro-lhe a bola. Atiro a bola.

Ele corre para a bola. Corro eu também.

Ele diverte-se. Eu também...tristezas não pagam dividas. E como estou quase em coma. É provavel que faleça nos próximos minutos. E por isso é melhor aproveitar...

 

Chegamos a casa.

Faço o jantar.

Ele dorme.

Ressona. E sonha.

Janto.

Ele acorda. Come também.

Sento-me no sofá.

Preciso de silêncio. Aproveito e começo a crochetar uma rendinha que quero colocar aqui no meu quarto.

Senta-se mesmo ao meu lado.

Cá beijinho. Joana.

E puxa o comando. Dog TV. Quer ver a Dog TV.

Não cedo. Não me apetece. Não quero. Socorro.

Chinfrineira. Choro. O Drama na vida do cão. O horror de morar com a Joana. A tragédia de lhe ter batido à porta uma dona maléfica.

........liguei a televisão. Na dog tv.

Fica hipnotisado durante vários minutos.

De repente. Salta do sofá.

E aparece de trela na boca.

 

Cá vou eu. Desço as escadas. Dou uma volta. Apanho cocó. Dou outra volta. E 35 minutos depois voltamos para casa.

Estava frio. Estava cansada.

Voltamos para casa. E acaba o dia para nós.

 

Excelência. Isabel. Rainha de Inglaterra. Se tens por aí uma vaga. Uma vaguinha...pequenina.

Pode ser para ti. Ou para o puto...

Pensa em mim...

Estou pronta! Estou mesmo....

 

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