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Quiosque

handmade life

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30
Ago17

não percebo. Expliquem-me...

Joana Marques

Tenho visto por todo o lado.

Aqui no sapo não se fala de outra coisa.

Provavelmente no meu trabalho também falam disso, mas eu não percebo Norueguês....

 

Montes de destaques sobre isso. Deve ser algo importante. E que mexe muito com as pessoas.

Já li alguns posts, numa tentativa de ficar mais erudita, mas como estou fora do assunto não percebi nem um sexto do que está escrito.

O que raio é  "A Guerra dos Tronos"?

Eu, acho que é uma série. É??

E vale assim tanto a pena?? Tanto alarido?

Começou quando? Dura há quanto tempo?

Aconselham? Acham que vale o tempo perdido? Ou ficarei melhor, se for passear o cão??

Tantas dúvidas.....

.....expliquem-me...como se eu tivesse 3 anos...

 

30
Ago17

não podemos tudo. Mas podemos muito...

Joana Marques

Tinha 13 anos.

E como em todos os verões, desde que era gente, passava as férias no Alentejo.

A minha irmã nunca passou. Demasiado coquete e citadina para tal.

O meu irmão passou muitos verões comigo e com os nossos primos.

Há 23 anos, já tinha 18 anos.

Os objetivos eram outros.

 

-Tens a certeza que ainda queres ir para o Alentejo?

Perguntou-me a minha mãe em Julho.

- Claro que quero ir para o Alentejo.

Fui eu e o meu primo Filipe. Tinha 15 anos na altura.

Éramos muito amigos. Falávamos ao telefone regularmente. E via-o nas festas de família.

Na altura a tecnologia não era o que é hoje. E a presença das pessoas era mais urgente.

 

O que nós nos divertimos naquele Verão. Eu, ele, a minha avó e o meu avô.

Fomos tendo a visita de familiares que ficavam por dois ou três dias e que se iam embora para a vida deles.

Corríamos.

Riamos.

Éramos livres.

Éramos crianças.

Como uma criança deve ser.

Eu estava tão escura que a minha avó pegava em mim, punha-me na banheira e esfregava-me as pernas.

Na ânsia de ali sair alguma sujidade.

E sair até saía. Mas a cor. Era do sol.

As sardas saltavam da minha cara. E a felicidade de ali estar nunca passava.

 

No último domingo de Agosto os meus pais foram nos buscar.

Ia começar Setembro. E Setembro, vida nova.

Não começava logo a escola mas havia muitas coisas a tratar.

A roupa do ano anterior tinha deixado de servir.

Os sapatos deviam estar feitos num oito. Era preciso tratar disso.

Ia comprar o material para a escola. E os livros. Enfim, o normal. O regresso à rotina.

 

Saí de lá ao Domingo. Abracei a minha avó. E o meu avô.

Há 23 anos atrás, terça feira.

O telefone tocou. De manhã cedo.

A minha avó Maria tinha morrido.

Ainda no Domingo estava bem. E hoje....

E a vida nunca mais. Foi a mesma.

A leveza de ser criança.

De viver sem preocupações.

Morreu. Quando o meu pai desligou o telefone e nos deu a noticia.

Ainda anestesiados com esta perda. Passado pouco tempo morreu o meu avô.

 

Faz hoje 23 anos.

Que a avó Maria nos deixou.

Todos os dias me lembro dela. Todos. E....

...continua viva. Na nossa cabeça e no nosso coração.

 

Dizia-me ela:

- Não podemos tudo. Mas podemos alguma coisa. Sabes, Joana, não podemos tudo. Mas podemos muito...

 

Tenho tantas saudades. 

 

Hoje aqui em casa. A ementa é a do costume.

30 de Agosto. Frango guisado com esparguete.

 

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