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Quiosque da Joana

29.11.17

as compras de Natal. E o efeito borboleta...

Joana Marques

Nasci perto do estádio de Alvalade.

Mas vivi até aos 17 anos no Bairro de Campo de Ourique em Lisboa.

Campo de Ourique teve sempre muitos espaços comerciais. Pelo menos na altura.

A última vez que lá fui constatei que com a crise muitas lojas tradicionais fecharam. Algumas permanecem fechadas. Outras foram resgatadas por marcas internacionais.

Não é a mesma coisa.

 

Quando era pequena uma parte da minha família fazia compras no estrangeiro.

Paris. Londres. Ou até Milão.

 

Lembro-me de ir a Paris com os meus pais e os meus irmãos e passar por uma loja com carrinhos.

E a minha mãe dizer:

- Olha tão giro para dar no Natal ao António e ao Filipe.

E o meu pai responder:

- Não, compramos lá.

Eu miúda, não percebia. E é claro que perguntava ao meu pai.

E o meu dizia-me sempre o mesmo.

- Temos de ajudar os nossos. Os do pé da porta. É muito importante que existam.

 

Hoje concordo com o meu pai. E para além de concordar faço o que ele faz. Compro ao pé da porta. O mais possível.

Comprar na loja que está no nosso bairro trás muitas vantagens.

A verdade é que como consumidores temos direito de escolha. E a loja do nosso bairro pode não corresponder às expectativas. De certeza que alguma no país corresponderá.

Temos lojas onlines de marcas portuguesas por todo o lado.

Trabalhos de qualidade. E únicos.

Porque não neste Natal comprar português?

Voltar a dar vida aos nossos bairros. Aos nossos vizinhos. Ou aos nossos conterrâneos.

 

Ao longo de 2017 divulguei vários projetos.

Eu sou suspeita.

Sendo "madrinha" dos projetos acho que são espetaculares.

Podem dar uma vista de olhos. E tirar as próprias conclusões.

E pode ser que algum deles se enquadre no que estão a pensar dar no Natal.

 

- Cutchi:

cutchi (1).jpg- Feltro Linhas e Cia

feltro.jpg

 

- Os Pitinhos.

marta.jpg

 - ClaudYcostura

 

claudycostura.jpg

Quatro exemplos de peças que podem fazer a diferença na nossa árvore de Natal. 

O efeito borboleta existe...está nas nossas mãos que ele funcione.

Uma compra não faz a diferença. Mas muitas compras podem fazer. Uma revolução no país...

 

 

 

Se tiverem algum projeto que precise ser divulgado podem contar com o quiosque para fazer essa divulgação.

 joanatmarqueshr@sapo.pt

A divulgação é totalmente gratuíta!!


 

Não se esqueçam de acompanhar o nosso grupo  handmade life  no facebook!

 


 

 

28.11.17

sapos do ano 2017..

Joana Marques

Devem saber que existem uns prémios tipo globos de ouro mas para blogs.

A verdade é que os nomeados do ano passado foram mais ou menos os mesmos deste ano.

Alguns nomeados nem são bem blogs. Pelo menos não os considero como tal.

Para mim um blog é outra coisa. Mas eu sou novata. Só tenho um ano e pouco disto. E posso não ter percebido bem o que é um blog.

 

Os prémios blogs do ano. E o esquecimento de nomear blogs de verdade. Fez com que a Magda do blog Stoneart criasse um concurso para blogs do sapo ou não. Blogs, blogs.

Durante um tempo tivemos de nomear os nossos favoritos.

E hoje, a Magda colocou os 5 primeiros nomeados de cada categoria.

Votem. Podem votar mesmo se não tiverem blog no sapo. Já confirmei com a Magda.

Votem, a sério.

 

Antes de ter o Quiosque não fazia ideia. Um blog escrito diariamente dá muito trabalho.

Muitas vezes, pergunto-me porque raio ainda o faço. E nunca encontro resposta.

Por isso vos peço para votarem.

Se gostam de blogs, como eu. Votem. É um incentivo para quem escreve e dá um bocadinho de si todos os dias.

As votações decorrem no blog da Magda.

Parabéns a todos os nomeados.

São todos merecidos. São todos excelentes blogs.

E obrigada Magda, pela ideia.

 

Não vão encontrar lá o Quiosque.

Só o encontram aqui.....

....mais vale um quiosque na mão que uma perna a voar*!

 

* uma piada parva sobre a minha perna entrevada....

 

27.11.17

a visita do Sr. Ludovino...

Joana Marques

Estou em casa dos meus pais.

Ontem, quando cheguei, liguei ao Sr. Ludovino, a contar a minha desgraça.

 

Hoje, apareceu cá em casa. Para me ver.

Numa mão trazia uma violeta. Que é a minha flor preferida.

Na outra, um saco plástico do Pingo Doce.

Cheio.

Entregou-me o saco.

Quando abri o saco. Apeteceu-me cortar os pulsos.

Dentro dele. Papelada.

Tudo ao molho e fé em Deus.

Comecei a escavar. E comecei a encontrar.

Tudo e qualquer papel referente à administração do prédio.

No meio de extratos bancários. Contas da água. Da luz. E outra correspondência mais ou menos importante.

Estava isto:

umar.jpg

Chorei a rir.

Só este homem e o seu timming...

 

Já agora, Umar, grande médium curandeiro....se me estás a ouvir...

...era o Sporting campeão.

...envia a conta aqui para o quiosque....em Maio.

 

 

26.11.17

Por favor! Evitem partir pernas...

Joana Marques

A sério.

Tenham cuidado. E não facilitem.

Não acontece só aos outros.

Aconteceu-me a mim. E não estou a gostar. Nada.

As dores são horríveis. Sobretudo, porque só comecei a repousar há menos de uma hora.

Ainda estou a tentar perceber como é que vou encaixar a falta de mobilidade na minha vida.

Mas vou conseguir. Porque conseguimos tudo, na verdade.

 

Já cheguei a Portugal.

Mal saí do avião. Uma temperatura amena convidava ao passeio.

Lembrei-me que tinha uma perna partida e desisti da ideia.

Mas.....

....fiz um choradinho aos meus pais e levaram-me a Belém.

Antes de ficar aprisionada em repouso queria ter um mimo diferente.

Como aquelas pessoas que estão no corredor da morte. E pedem uma última refeição.

E onde fui?

Aqui.

pasteidebelem.jpg

E não. Não cheguei a Portugal para esquecer a dieta e começar a comer que nem uma selvagem.

Foi um delito pequeno.

De quem teve um azar ontem e precisa de um ânimo extra.

 

Depois passei pelo hospital. Onde trabalha o meu tio.

Só para ter a certeza que estava tudo no sítio.

Está.

30 dias de gesso. Um pouco mais porque calha no Natal. 26 de Dezembro.

Repousar o mais possível. E em principio não haverá sequelas.

Perónio, sem problemas. Atenção especial à tíbia. A probabilidade de correr mal é maior...

Ainda tive de fazer um exame qualquer que o meu tio achou necessário.

Porque achou que se dois ossos partiram, sobretudo a tíbia que é um osso muito resistente, podia ter alguma fragilidade óssea. Importante a ser detetada.

Está tudo bem.

Tenho uns ossos maravilhosos tal como eu lhe disse, antes de fazer o exame.

- Como é que foi a queda?

É a pergunta que tenho respondido mais vezes.

- Foi uma queda como deve ser....

Respondo eu.

 

Depois foi a minha vez de fazer perguntas.

Correr?

O médico olhou para mim com cara de:

- Estás parva?? Não aprendeste nada de nada...

Claro que aprendi...Nunca mais voltar a correr com uma japonesa, australiana...

Vou ter de ter paciência. Poderei voltar. Não se sabe bem quando.

 

Aqui estou. No meu quartinho, em casa dos meus pais.

Aqui ficarei no próximos tempos....

A propósito, ainda falta muito para 26 de Dezembro??

 

25.11.17

cuidado com aquilo que desejas....

Joana Marques

Amesterdão é completamente diferente de Oslo.

Estou a referir-me essencialmente ao meu local de trabalho.

Se em Oslo tinha de enviar um email ao colega do gabinete ao lado, para comunicar com ele.

Em Amesterdão tudo é uma festa. As pessoas são super simpáticas e acessíveis.

 

Em Oslo os meus vizinhos não me cumprimentavam. Nem bom dia, nem boa tarde.

Aqui, a minha vizinha do lado quando soube que tinha chegado tocou-me à campainha para me dar as boas vindas. E ofereceu-me bombons. O outro vizinho do lado, apresentou-me o gato. E ofereceu-me um bolo.

O prédio inteiro adora o Vasco. E alguns vizinhos dão-lhe biscoitos.

E acabei de chegar.

Se ficasse por cá. Ainda corria o risco de ser adotada, por alguém.

 

No meu trabalho todos os dias há jantares. E aos fins de semana festas. E as pessoas convivem todas.

E dão-se bem.

Se estas pessoas fossem estagiar a Oslo morriam de tédio. De véspera.

Por aqui. Há música por todos os lados. E as pessoas são felizes. Pelo menos parecem.

 

Uma colega minha.

Filha de pais japoneses.

Australiana de nascimento.

Holandesa no papel porque chegou com um ano de idade.

Descobriu que eu corria. E fez-se convidada.

 

Eu detesto correr acompanhada.

Em primeiro lugar porque tenho o meu ritmo próprio e enerva-me ter de correr mais devagar ou mais depressa.

A australiana japonesa iria correr devagar e cansar-se nos primeiros 5 minutos. Porque nunca correu na vida.

Em segundo lugar porque as pessoas falam. E eu gosto de correr a ouvir música selecionada por mim. E que me dê alento.

E, senhores. A japonesa australiana é palradora. Se é!

 

Tanto insistiu. Que eu, coração de manteiga de coco, aceitei.

Para a dissuadir marquei para as 7h da manhã de sábado.

Sim, foi hoje.

Pontual, a japonesa, australiana tocou-me à campainha às 7h da manhã.

Vasco resmungou. Estava a dormir. E era uma hora imprópria para se tocar campaínhas!

 

Começámos a correr.

E a trôpega da japonesa, australiana tropeçou. E agarrou-se a mim.

Não sei bem o que aconteceu, depois.

Só sei que foi épico.

Ficará para a história, como um dos mais espetaculares esbardalhanços que este planeta já viu.

Duplo mortal. Com dupla pirueta.

Tinha-me esquecido das asas em casa.

E pumba.

Não sei bem como. Aterrei de barriga para cima.

Senti um estalo na perna. E em seguida a dor mais forte que já tive na vida.

Foi horrível.

E claro fiquei ali. Estendidinha. Uma perna com o dobro do volume da outra. É óbvio que estava partida.

 

Vieram pessoas. Ajudaram.

A japonesa, australiana estava em pranto. Ligou para a mãe a pedir ajuda.

Chamaram uma ambulância e fui para o hospital.

Pouco depois apareceu a família toda da japonesa, australiana. Pai, mãe e dois irmãos. E ela própria.

Percebi que eram todos da mesma família. Para além, de terem feições japonesas. Eram faladores como o caneco.

Não percebi se falavam japonês ou holandês. Sei que falavam. Muito. E depressa.

 

Tinha dores. Mesmo, mesmo dores. De cortar a respiração.

Fui imediatamente atendida. Sempre com a família japonesa atrás de mim.

No hospital devem ter pensado que era filha do casal mas que teria sido trocada na maternidade.

Nunca me largaram. E aos meus gemidos correspondiam com festinhas na cabeça.

 

Fui tratada maravilhosamente bem. Pelos enfermeiros, médicos. Mas também pela minha nova família. 

Depois do raio x.

A maravilhosa notícia.

Perónio e tíbia.

Se é para partir. Que seja em condições. Dois ossos partidos. Apenas um gesso. Bem pensado, Joana!

Deus guarde o plantel do Sporting de tal coisa.

 

socorro.jpg

Não é possível continuar aqui desta forma. Eu e o cão.

Os meus pais chegam amanhã para me ajudarem no regresso.

Vou continuar o meu trabalho, em Portugal.

Seria preferível estar aqui, mas paciência.

Em Janeiro devo de voltar cá. Por uns dias.

 

Sempre ouvi dizer. Cuidado com aquilo que desejas.

Pois. A partir de agora tem outro significado.

Tanto desejei voltar a Portugal.

Voltarei sim, mas escangalhada.

O universo é mais ou menos como eu, às vezes tem um sentido de humor estrambólico. 

24.11.17

follow this blog #14

Joana Marques

Este seria o meu follow friday número 13.

Mas para não dar azar, no título coloquei 14!

 

Já se sabe que...

....os melhores dias do mês são as follow friday!

Hoje é follow friday!

 

Das muitas pessoas especiais que encontrei aqui no sapo blogs. Esta é uma delas.

Foi por aqui que conheci José da Xã.

Para além de pertencer à família verde e branca! E de frequentar o melhor spot. Estádio de Alvalade!

Tem também um blog. Visitem!!

23.11.17

netflix. Maldito sejas...

Joana Marques

Já não me lembro muito bem quando. Mas acho que foi entre Agosto e Setembro que aderi ao netflix.

Influenciada por alguém. Convenceu-me a experimentar o mês gratuito que o serviço oferece.

O argumento foi: Seinfeld. Para mim a melhor série de sempre.

Só que não havia Seinfeld nenhum.

 

Este mini problema durou muito pouco tempo. Porque logo descobri mil e uma coisas para ver.

Comecei por ver a série Friends. Duas vezes.

Passeei-me por documentários. E filmes.

Vi séries que nunca tinha ouvido falar. E que gostei.

 

Todos os momentos de tricot/crochet acumulam com netflix.

É viciante.

É só mais este episódio. Só que a maioria das vezes não é. Dois, três ou quatro.

Neste momento ando ver a série: Ozark.

O argumento para começar a ver foi a atriz Laura Linney. Uma das minhas atrizes preferidas..

E agora só vou conseguir parar quando chegar ao fim...

 

Netflix.

Um dia ganho coragem e corto-te para sempre...

...até lá...maldito sejas, mas vou continuar a usar-te sem só nem piedade...

Netflix.jpg

 (imagem retirada daqui)

22.11.17

há sempre uma solução. Ou não!

Joana Marques

Não ganhaste a Agência Europeia do Medicamento?

Não faz mal. Ficas com o Infarmed.

 

Não ficaste com o Infarmed?

Não faz mal. Abres uma Farmácia.

 

Não conseguiste a farmácia?

Não faz mal podes abrir uma Para-farmácia.

 

Não conseguiste por via nenhuma abrir uma Para-farmácia??

Tenta uma ervanária.

 

Uma ervanária, está difícil?

Porque não tentas um espaço esotérico cheio de mezinhas e bruxarias.

 

Há sempre uma solução. Ou não.

Mau, mau é se trabalhares por conta de outrém e de repente o teu posto de trabalho passa de Lisboa para o Porto.

22.11.17

as couves de bruxelas...

Joana Marques

Arrumar malas já me custa.

A sério. estou farta. E estou cansada.

Arrumar malas. E arrumar o cão. E as tralhas do cão. E as minhas tralhas.

E chegar a um país novo.

Chove.

Sempre que eu chego está a chover.

Parece-me que é isto que está a falhar a Portugal. Porque onde eu estou, chove.

Chego. E vou buscar a chaves do apartamento que a minha empresa me reservou.

Entro. Deixo as malas. A um canto.

O cão cheira tudo. E vem ter ao pé de mim contente.

Parece-me que está tudo em ordem. O cão está feliz.

O cão deita-se no sofá e dorme.

Abro o saco que tem as tralhas do cão. Tiro a tigela. Encho a tigela de comida. Outra com água.

E vou às compras.

Os holandeses são simpáticos. Muito mais que os noruegueses.

Pergunto a quem passa onde fica o supermercado mais próximo.

E respondem-me. E deixam-me à porta do supermercado. Não vá eu perder-me. E ainda me dão o contacto de whatsapp. Eu não tenho whatsapp. Nem sei bem o que é. Mas finjo que sei...

Entro no supermercado. Preços muito convidativos. Parece-me que muita coisa será bem mais barata que em Portugal.

Muitos produtos para alimentações diferentes. Muitos processados também. O paraíso dos processados.

Vou direta ao que me interessa. Legumes.

E mesmo a olhar para mim. Estão saquinhos de couves de bruxelas. Frescas.

Sou fã. Absoluta de couves de bruxelas. Em Portugal é raro encontrar frescas. Normalmente compro congeladas.

A vida volta a fazer sentido. Couves de bruxelas. Mesmo bom.

Na minha cabeça, planos para as couves de bruxelas.

Saio do supermercado.

Vou para casa.

Entro em casa.

Alguém ressona.

Já me sinto em casa. Já estou meio adaptada. Exceto na cozinha.

Ando à procura de tudo.

Lá encontro o indispensável. Começo a preparar o almoço.

Couves de bruxelas. Obviamente.

Preparo um franguinho. Guisado.

 

As couves de bruxelas ficam prontas.

E ficam a aguardar o frango.

Pressa. Porque ainda quero visitar o meu trabalho. Antes de começar a sério no dia seguinte.

Pego no telefone. Ligo para os meus pais a dizer que cheguei bem.

Volto à cozinha. Vigio o frango. Desligo o fogão. E preparo-me para comer.

E olho.

....as couves de bruxelas desapareceram...

...Em Oslo, em Londres, em Barcelona...ou em Amesterdão.

Continua a desaparecer comida do meu prato. É incrível como algumas tradições nunca mudam...

...a gula continua a ser pecado mortal, senhor Vasco!

 

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Joana Marques

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