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Quiosque da Joana

handmade life

05.12.17

4 princípios. Para escolher os presentes de Natal...

Joana Marques

Quando era pequena quem dava os presentes de Natal era o menino Jesus.

Não havia cá Pai Natal para ninguém.

Em minha casa abríamos as prendas no dia 25 de manhã.

No dia 24 tínhamos a ceia de Natal. Mas nós crianças íamos para a cama lá para as 23h.

Dia 25 de Dezembro era o único dia do ano que os meus irmãos queriam ser acordados por mim.

Sim, eu em tempos já fui um despertador. Agora tenho o Vasco.

 

Nesse dia de manhã saltávamos da cama e lá estavam elas. Três prendas debaixo da árvore de Natal.

Era raro recebermos o que queríamos. Os meus pais deviam ter um plafond e nós tínhamos mais olhos que barriga.

No ano em que queria muito, muito o monopólio recebi o loto da quinta.

Era quase a mesma coisa.

Eu fiz um ar desapontado e disse:

- Ó mãe, podemos trocar de menino Jesus?

Valeu-me um castigo. Já nem sei qual. Ao longo da infância tive mais castigos que todos os putos da região de Lisboa em 2017.

 

Com o passar do tempo, as prendas mudaram um bocado.

Como fomos ficando mais velhos começámos a ver a utilidade de receber dinheiro e do guardar. Ou de receber roupa. Ou alguma coisa para a casa.

Os meus pais ao longo do tempo foram adaptando sempre os presentes de Natal.

 

Até que chegámos a uma idade em que todos temos tudo. E já não precisamos de nada.

Estar uns com os outros é suficiente.

 

Resolvemos criar o amigo secreto.

Só funciona para os adultos.

No Natal do ano anterior sorteamos o amigo secreto do ano seguinte.

O meu pai fica com a informação e transmite-a nos dias seguintes aos interessados.

Na noite de Natal é giro ver o desvendar do segredo. E do mistério.

É um dos pontos altos.

 

As vantagens são muitas.

Todos temos uma prenda para abrir.

Pensada para nós.

A pessoa que a comprou não teve de comprar muito mais prendas e por isso é personalizada.

E normalmente ao nosso gosto.

Não gastamos rios de dinheiro.

 

A exceção é feita para os meus sobrinhos.

A Madalena e o Pedro já são adultos mas para nós continuam a ser os nossos bebés.

A Inês, a Carlota, o Rodrigo e a Margarida ainda são crianças.

Aliás, a Margarida ainda não fez 3 meses.

E para todos eles há prendas. O Natal é das crianças. E é importante que a magia prevaleça o mais tempo possível.

 

Têm prendas mas não são dadas ao acaso.

São compradas segundo 4 princípios, até porque somos 4 a oferecer: os avós, os pais e os dois tios/tias..

1- Algo que gostem muito (por exemplo: o monopólio e não o loto da quinta!)

2- Algo que precisem  (por exemplo: roupa, calçado, etc)

3- Algo para guardar (por exemplo: dinheiro ou qualquer coisa que não precisem imediatamente mas se torne útil no futuro)

4- Algo para ler (fomentar a leitura e criarem desde pequenos bons hábitos)

 

Também isto é sorteado. No Natal anterior...

Eu este ano fiquei com: "Algo para ler"....

E já estão escolhidos os seis livros que farão as delícias dos meus sobrinhos.

....e a prenda do meu familiar secreto? Também...

......vai ser impagável a cara que vai fazer quando a receber....

 

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