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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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07
Ago17

um cão. Às vezes faz a diferença...

Joana Marques

Na quinta-feira passada saí do trabalho pelas 18h.

Neste momento nem é trabalho, é formação.

O que me deixa num estado de nervos considerável.

O tempo que perco nesta formação é o tempo que não perco a trabalhar.

Tanto trabalho a acumular.

E eu estava tão bem lançada em Oslo.

Tudo certinho.

Tudo direitinho.

E agora esta formação.

 

Cheguei a casa. Passava pouco das 18h30.

Comecei a subir as escadas.

E ouvi. Lá ao longe. Um canídeo. Hiper contente. Aos saltos.

Vou subindo.

Até ao sexto andar, é muita escada para subir.

Quando já estou a alcançar o meu patamar vejo uma miúda sentada à minha porta. Teria uns 6 a 7 anos.

Caneco! Está uma miúda à minha porta.

  

Eu confesso. Frequento muitas lojas online. Etsy. Amazon. Fnac.

Juro pela minha saúde.

Não me lembrava nada, de ter encomendado uma criança.

  

Aproximo-me da porta e a pequena pergunta-me:

- Posso brincar com o teu cão?

 

Fiquei meia desorientada. Precisei de uns segundos para pensar...

Lembrei-me que a pequena devia ter mãe e perguntei por ela.

Afinal, são minhas vizinhas. Moram no quarto andar.

Desci com a menina. 

Toquei à campainha.

Apareceu a mãe da menina. Ficou com um ar muito surpreendido de me ver. A mim.

Mas sobretudo à filha. Por estar comigo, certamente!

  

A menina que se chama Sophie devia ter ido brincar com um miúdo que mora ao meu lado. 

Bateu à porta. Ninguém apareceu. 

Como tinha visto o Vasco num dos dias da semana.

Bateu à minha porta.

O Vasco deve ter resmungado qualquer coisa.

E a menina resolveu esperar à minha porta.

  

A mãe. Um olhar triste. Muito triste disse à Sophie para entrar em casa.

A menina com um olhar triste lá entrou.

Eu ia passear o Vasco. Disse à mãe que a menina nos podia acompanhar.

A mãe ficou dividida.

Por um lado disse que sim.

Por outro nem por isso. Queria ir às compras. E tinha receio de não estar quando voltássemos.

Disse-lhe que não tinha problema. Que tocava e se não tivesse lá ninguém a menina ficava em minha casa.

Subi as escadas com a menina.

Abri a porta.

Nem sei como é que o cão não tinha ido parar ao 7º andar.

Tais eram os saltos. Parecia que tinha uma cama elástica nas patas...

Peguei no cão. Descemos.

  

Percebi que havia ali qualquer coisa de errado.

Não pela menina. Que se portava como uma criança. Embora triste. Continuava a ser uma criança.

Mas pelo Vasco.

O Vasco portou-se lindamente ao lado dela.

E ele só se porta assim. Quando sabe de alguma coisa.

Muito paciente. Sem corridas doidas. Sem queixumes. Sem ares de diva. 

  

Voltei a casa.

Toquei no quarto andar. Ninguém.

Subi até ao sexto.

A menina sentou-se ao lado do Vasco. Brincaram.

Às tantas já andava por cima dele. Puxava-lhe o rabo. Ria-se. Uma diversão total.

Ele. 5 estrelas.

  

A campainha tocou.

Era a mãe.

Ao longe observou a filha e disse:

- Há um mês atrás o meu filho de 4 anos morreu. Leucemia. Não via a Sophie a rir-se desta maneira há muito tempo. 

  

E de repente percebi. O bom comportamento do Vasco.

Sophie tem vindo para cá brincar com o Vasco. E têm-se divertido os dois...

...porque este cão sabe sempre estar à altura......

 ....e fazer a diferença quando é preciso. 

 vascoesophie.jpg

 

06
Ago17

lar. Doce lar...

Joana Marques

5 de Agosto de 2003

Tinha 22 anos. Era uma miúda.

Trabalhava desde os 17. No mesmo sítio. Ou seja pelo mundo.

Era hospedeira. E tinha amor à camisola.

Nesse dia. Fez ontem 14 anos. Fui chamada de urgência. Às 20h.

Lá fui. Precisavam de mim num voo. Madrid.

Nem costumava fazer Madrid. Mas se precisavam de mim. Estava pronta a servir a minha empresa. Como sempre.

Tinha tido uma semana alucinante. Daquelas sem horários. Sem rotina.

Este bónus não vinha a calhar. Mas...

Ainda por cima, teria de ficar lá para o dia seguinte.

Tudo bem. Desde que conseguisse chegar a tempo.

A tempo de ver a história a ser feita. A tempo de participar na história.

 

 

 

6 de Agosto de 2003.

Acordei cedo. Em Madrid.

Hoje era um grande dia.

Daqui a pouco estaria em Lisboa.

E mal podia esperar.

Tinha crescido no velhinho Estádio José de Alvalade.

Lembro-me de esfolar lá os joelhos por ser uma bruta a correr entre as bancadas.

Naqueles últimos anos diferentes estados de espírito. Passaram por mim.

Deixar o Estádio antigo partiu-me o coração. Mas é assim...

Por outro lado tinha de o deixar ir. Era bom sinal. Era sinal de evolução. E quem está parado morre.

Há 14 anos atrás o novo estádio foi inaugurado.

A nossa casa.

O nosso futuro.

 

 

Eram 12h. Devia estar a sair de Madrid.

Eram 12h30 quando o comandante nos disse que iríamos sair mais tarde.

Eram 13h. E mal podia respirar.

Eram 14h. E mal conseguia pensar. Tinha a aflição estampada no olhar.

Chegámos a Lisboa às 17h30. Mais ou menos. Com várias horas de atraso.

Quando me despachei de todas as tarefas.

Supliquei por boleia. Pedi a um colega meu que tinha uma mota que me levasse.

Do aeroporto a Alvalade é um tirinho. 

E de mota. É mesmo já ali.

De mota. Sem capacete. E com o meu colega a praguejar.

Eu sei que não se faz. Mas vale tudo pelo Sporting.

 

Cheguei a horas.

Ainda com o coração na boca. Mas não interessa. 

Estive lá.

Fiz parte da história.

Juntei-me à minha família toda.

Pais. Irmãos. Cunhado. Sobrinhos. Tios. Primos. Amigos.

E a todos os outros. Sendo sportinguistas. São também meus amigos. Família, portanto.

Foi um dos dias mais bonitos da minha vida.

O dia da nossa casa.

A partir desse dia, já perdi a conta das vezes que lá fui.

Para mim é um lugar único do mundo.

Nunca fui tão feliz num lugar como sou ali.

É só entrar. Que me sinto em casa! Lar, doce lar....

A nossa casa faz hoje 14 anos. 

E eu estive lá.

 

04
Ago17

a segurança. E as suas falhas!

Joana Marques

Já esta semana num outro post escrevi que estou em Londres.

Foi no post que contei como o Vasco foi roubado. Por um pássaro.

 

A minha empresa tem apresentado ao longo do tempo algumas falhas de segurança. Algumas graves.

Decidiram tratar do assunto. E fomos todos chamados para fazer formação.

Não ao mesmo tempo, claro.

Esta semana calhou-me a mim.

 

Antes, entrava e saía de alguns sectores da minha empresa com um cartão.

Em Oslo, a minha empresa sou eu. Só eu.

Mas mesmo assim, tinha um cartão que estava de acordo com o sistema de Oslo.

 

Em Barcelona já somos mais. E lá tinha eu e os outros, o cartão.

O cartão dava-nos acesso a todos os sectores para os quais tinhamos permissão para entrar.

 

Tudo mudou.

A impressão digital lidera.

Um sistema moderno. Feito por grandes génios do século XXI.

Um leitor capaz de ler as impressões digitais, os números do euromilhões de Janeiro de 2032 e o número de pedras nos rins que eu terei na próxima reencarnação.

No primeiro dia, apareceu o engenheiro número 1.

Que nos explicou tudo e tudo.

Como é que funciona.

As vantagens.

E é infalível.

O engenheiro número 1 não previu que no meio da multidão estivesse a rapariga portuguesa.

Com mãos de camionista.

Mentira!

Até tenho umas mãos macias. 

Só que de tanto trabalhar com estas mãos.

Pintar.

Aplicar tintas.

Solventes.

Diluentes.

Lixar madeiras...etc.

As mãos pelos vistos recentem-se de alguma forma.

  

O engenheiro número 1 não acredita na falha do sistema e inspeciona as mãos da rapariga portuguesa.

E pede para mais uma vez colocar os indicadores no sensor.

Nada.

O engenheiro número 1, chama o engenheiro número 2.

O engenheiro número 2 não acredita.

E diz para a rapariga portuguesa passar com os indicadores no sensor.

A rapariga portuguesa passa os indicadores no sensor.

O sensor fica vermelho.

Quer dizer que leu tanto as impressões digitais da rapariga portuguesa como as do Pai Natal.

Passa outra vez.

Vermelho.

O engenheiro número 2 não quer acreditar.

Pega nas mãos da rapariga portuguesa e olha atentamente.

O engenheiro número 2 diz para o engenheiro número 1 que as mãos são normais.

A rapariga portuguesa está a morder partes da boca para não se desmanchar a rir.

O engenheiro número 2 pede para a rapariga portuguesa pôr os indicadores.

Vermelho.

A máquina foi a arranjar.

 

Novo dia. Novo amanhecer.

Pequena multidão passa pelo sensor.

Verde!

Engenheiro número 1 contente da vida.

Rapariga portuguesa passa pelo sensor.

Vermelho.

Engenheiro número 1, chama engenheiro número 2.

Engenheiro número 2 pede para a rapariga portuguesa colocar os indicadores.

Vermelho.

Engenheiro número 2 em desespero pede para a rapariga portuguesa colocar os dedos do meio no sensor. Os dedos da asneira.

Vermelho.

Engenheiro número 2 pede à rapariga portuguesa para lavar as mãos com um liquido que cheira a mofo.

Rapariga portuguesa lava as mãos.

Engenheiro número 2 pede à rapariga portuguesa para colocar os indicadores.

Vermelho.

Dedos da asneira.

Vermelho.

Engenheiro número 2 chama engenheiro número 3.

Engenheiro número 3 não acredita. E rapariga portuguesa volta a pôr os indicadores.

Vermelho.

Dedos da asneira.

Vermelho.

Anelares.

Vermelho.

Mindinhos.

Vermelho.

Fui salva pelo polegar esquerdo.

O engenheiro número 1 sorri.

O engenheiro número 2 faz um ar competente.

E o engenheiro número 3 acha que foi ele que salvou a situação.

A semana vai correndo.

E a rapariga portuguesa entra na empresa o resto dos dias com o polegar esquerdo.

 

Só que...a rapariga portuguesa está em casa dos tios.

E os tios têm uma sapateira descolada.

Rapariga portuguesa telefona à tia e pergunta se pode colar a sapateira.

Porque rapariga portuguesa não consegue viver assim...

Com o aval da tia, rapariga portuguesa compra super cola 3.

E cola a sapateira. E os dedos.

E não consegue tirar a cola com água. E liga à tia para saber onde tem o álcool.

A tia diz que não há. Há acetona.

Rapariga portuguesa tenta acetona. Não sai.

Rapariga portuguesa compra álcool. E usa-o.

Não sai tudo com o álcool mas disfarça.

Mas rapariga portuguesa sente a cola no polegar e indicador esquerdos.

Rapariga portuguesa vai trabalhar.

 

A multidão passa pelo sensor.

Verde.

O polegar esquerdo da rapariga portuguesa passa pelo sensor.

Vermelho.

O engenheiro número 1 chama o engenheiro número 2.

O engenheiro número 2 chama o engenheiro número 3.

O engenheiro número 3 chama Deus.

A máquina foi a arranjar.

...estou mesmo a ver que para a semana vou ter de entrar com os pés....

 

03
Ago17

isto de ter um blog....

Joana Marques

Num impulso criei este blog. Um segundo.

No segundo seguinte já tinha o nome e tudo.

Dois minutos depois já estava a escrever o primeiro post.

No sapo é assim. Fácil, muito fácil criar um blog.

O que eu não estava a contar era criar uma empatia tão grande com as pessoas que por aqui passam.

Sou normalmente uma pessoa de trato acessível. Mas considerar amigo...é outra coisa.

Um ano depois posso dizer que conheci por aqui pessoas que guardo e guardarei no coração.

Algumas visitam-me todos os dias. Ou quando podem.

Umas deixam o seu favorito. Outras o seu comentário.

Outras escrevem textos tão simpáticos como a Catarina, na passada sexta feira.

 

Hoje foi a vez da Cátia. Espreitem lá o que escreveu sobre mim....

 

Isto de ter um blog é assim.....

....é virtual?

Nem por isso...para mim é cada vez mais real!

Porque faz parte da minha vida...todos os dias!

 

03
Ago17

Boa Sorte, Joana!

Joana Marques

Desde que nasci, desenho e pinto.

É claro que é um exagero.

Não comecei logo, logo a desenhar...nem a pintar. Quase.

A minha mãe é pintora e desde muito nova que a via desenhar...e pintar.

Como sempre dormi pouco, a minha mãe diz que desde bebé, a via pintar.

Punha-me na cadeirinha própria para bebés.

Daquelas que uma pessoa está amarrada até à lua.

Mesmo que se tente de todas as maneiras, não conseguimos sair.

Estamos presos até algum adulto querido nos resgate.

 

Pequena Joana, eu, ficava a olhar para a mãe, a minha. Horas a fio...

A minha mãe pintava e eu via.

Era como se estivesse a ver televisão. Só que estava dentro da cena...

 

Foi natural para mim começar a desenhar e a pintar.

Nunca saí do concreto.

Nem da mediocridade.

Até porque não tenho um estilo próprio.

Tento vários. E nada é bom..

 

Mas desenhar e pintar é algo que está no sangue. No meu...

A minha agenda está cheia de rabiscos. Horríveis.

A minha casa está espalhada de papeis aguareláveis. Com desenhos e pinturas feitas por mim.

Dou-lhes tão pouca atenção que muitas vezes acabo por escrever receitas atrás das aguarelas.

Acabam quase sempre no lixo.

 

Em Carcavelos, as aguarelas amontoam-se dentro de gavetas.

Umas por cima das outras.

Coladas e sobrepostas.

Quando faço limpeza acabam por ir para o lixo....

Já tenho oferecido.

Há pessoas que me pedem.

Outras têm vergonha em pedir.

Quando se apercebem que mais uma vez estão a caminho do lixo....perdem a vergonha e pedem.

E eu dou...mas sempre com um nó na garganta. Para mim não tem qualquer valor....

 

A minha irmã é designer de interiores e às vezes pede-me para desenhar ou pintar algo que precise.

Não gosto muito deste trabalho.

É muito pouco criativo.

A minha irmã pede, sabe o que quer e eu não posso sair absolutamente nada daquilo que me pediu para fazer.

É horrível.

Se me pedir para desenhar o sapo cocas.

Tenho de desenhar o sapo cocas.

Só que às vezes apetece-me desenhar a miss piggy. Posso? Não.

- Joana, Sapo COCAS! Sapo COCAS, por favor!

A maioria das vezes acabo por ter de fazer tudo de novo.

 

Com o passar dos anos percebi que pintar, não chegava para mim.

Havia um mundo a descobrir.

De workshop em workshop acabei por trabalhar diferentes materiais e técnicas: barro, madeira, tricot, crochet, ponto cruz, bordados, decoupage, costura e várias outras coisas que neste momento não me lembro.

 

De tudo o que faço, o que me dá menos trabalho e demora menos tempo é o desenho e a pintura.

Lá está, porque é natural para mim.

Tal como disse anteriormente, nasci a pintar...quase!

 

De tudo o que eu faço o que é mais apreciado é o desenho e a pintura.

São elogiados os desenhos que deixo na toalha dos restaurantes.

Os rabiscos nos lenços de papel e nos guadanapos.

Os esboços que faço quando quero explicar alguma coisa a alguém.

Até os mapas que faço, quando quero indicar a alguém um caminho qualquer...

 

É frustrante para mim que olhem com indiferença para o par de meias que demorou 10 horas a tricotar.

E olhem com entusiasmo para o desenho que demorou 5 minutos.

É revoltante que olhem com um ar de: está girito....para uma manta que demorei 6 longos meses a crochetar e com um ar entusiasmado para um desenho de um pássaro mal amanhado que fiz em 10 minutos.

E podia acrescentar muitos mais exemplos.

 

Queria ajudar a mudar mentalidades.

E queria começar a divulgar projetos.

Ou mini negócios.Tal como o que divulguei ontem.

De alguém que foi para além do preconceito.

De alguém que tem um hobbie de um qualquer trabalho manual.

É claro que as cabeças não mudam num dia...mas tenho esperança que daqui a uns anos este tipo de arte seja apreciada tal como merece.

 

Se têm ou conhecem alguém com estas características apresentem-me o vosso trabalho.

Enviem-me um email para joanatmarqueshr@gmail.com.

E um dia destes o vosso trabalho será divulgado no quiosque.

 

Sou uma pessoa muito, muito persistente.

Daqueles ossos duro de roer....e por isso não desisto!

Não vou descansar enquanto isto não mudar.

Boa Sorte, Joana!

 

02
Ago17

conheçam. As peças da Cutchi...

Joana Marques

As peças da Cutchi conquistaram-me desde o primeiro olhar.

E por isso ganhei coragem.

Enviei um email à Cutchi a perguntar se podia divulgar as peças, aqui no blog.

Respondeu-me a pessoa por trás da Cutchi.

Disse que sim. E eu ganhei o dia!

Não me conhece de lado nenhum e podia-me ter mandado dar uma volta.

Não o fez.

E eu agradeço.

Adoro ver o Quiosque com coisas bonitas...

 

c1.jpg

Por trás da Cutchi está a Sara.

41 anos.

Mãe de dois filhos. O António e a Helena!

Psicóloga Clínica há quase 20 anos.

A Sara, tal como tantas outras, aprendeu crochet com a avó. E também com a sua mãe.

Em 2011 nasceu a Helena. A segunda filha. E com ela, algumas peças. Toucas.

A partir daí nasceu a Cutchi. Em 2012.

O logotipo é o perfil da Helena com uma das toucas feitas pela Sara.

cutchi.jpg

Peças em crochet. Muito atuais. Muito bonitas.

Melhor! São diferentes do que aquilo que temos nas lojas comuns.

Sabem aquelas lojas onde temos medo de entrar?? Porque se entrarmos compramos tudo!

É assim que eu me sinto a olhar para as peças feitas pela Sara.

As peças de criança, Primavera/Verão, são feitas em algodão.

As peças de Inverno com fio antialérgico.

 

Este conjunto dá cabo de mim! Tão lindo! Tão lindo!

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Se tivesse filhos. Nem quero pensar...

Seria a minha ruína!

c2.jpg

Podem ver mais peças no facebook e também no instagram da Cutchi.

Parabéns, Sara!

Pelo talento, determinação e pelo empreendedorismo. E bom gosto!

 

Não se esqueçam de acompanhar o nosso grupo handmade life no facebook!

 

01
Ago17

ladrão que rouba ladrão....

Joana Marques

Caros Quiosquianos.

    Este é um post sério.

    Um minuto de silêncio.

    E outro de consternação.

    

O Vasco foi roubado.

 

 

Desde a semana passada que estou em Londres.

Fui chamada para fazer uma formação. Termina na sexta.

Fico por cá mais outra semana. Porque me disseram para ficar.

Saí do "tenho todo o tempo do mundo de Oslo" para "não tenho tempo nenhum" de Londres.

O Vasco tem ficado o dia todo em casa.

Quando posso, passo por lá à hora de almoço. Nem sempre consigo.

Fica bem sozinho. Pelo menos não dá sinais de qualquer aborrecimento.

Dorme à vontade.

E come!

Mas quando entro no prédio, consigo sentir os pinotes dele. No sexto andar!

Ainda não tive qualquer reclamação por parte dos vizinhos.

Veremos até quando.

Provavelmente até o candeeiro da sala do vizinho de baixo cair.....

 

 

Desde que tenho o Vasco, aconselhado pelo veterinário, que lhe compro uns snacks.

Compro vários, aliás, mas estes são os preferidos do Vasco.

Permitem não formar tártaro e tratar da sua saúde ao nível da boca e dos dentes.

Este cão e segundo o peso que tem, deve poder comer 2 snacks grandes por semana.

Adora.

E não é esquisito com marcas.

Tudo o que vem à rede é peixe.

Neste caso não é peixe...mas se fosse também marchava.

Acho que até sabe quando é Quarta-Feira e Domingo.

 

 

Quando lhe dou menos atenção, fico como aqueles pais que tentam comprar os filhos quando não passam tempo com eles.

E dou-lhe mais.

Todos os dias tem direito a um snack.

Mas....em vez de lhe dar do tamanho maior, escolho os mais pequenos.

Ofereço-lho, quando fazemos o nosso passeio da tarde.

E só levo um. Só um.

Sou uma fraca.

Se levasse 5 dava-lhe tudo.

 

Ontem cheguei a casa.

Pulos de alegria.

Com tanta lambidela fiquei a pertencer à tribo canina aqui do bairro.

Peguei na trela e fomos dar uma volta.

Quando já estávamos cá fora e depois de 20 minutos de passeio, achei que era hora de lhe dar a recompensa.

Por um dia sozinho.

Por não ter destruído nada em casa.

Por me ter recebido como se fosse a Beyoncé. Sem a filharada toda e o marido feio...

 

 

Sentei-me num banco a ler o meu livro.

O Vasco entretido com o seu snack.

Parava de comer o seu snack e olhava para mim.

É espetacular ter um cão.

Desde que tenho o Vasco, fiquei muito mais exigente com os homens.

Se alguém disser que gosta de mim mas não me olhar como o Vasco me olha....adeus!

Este nível de adoração é dificil de encontrar. Se não impossível!

É amor. Verdadeiro.

 

 

De repente um ganido.

Pára tudo!

Vasco???

Tiro os olhos do livro.

E só tive tempo de ver. O Vasco em pranto.

Sem alegria, sem vontade de viver....sem snack.

Humilhado.

Muito humilhado. Se pedissem ao Picasso para jogar pictionary não teria sido tão grande a humilhação!

E de repente...

  ... passa diante dos meus olhos o ladrão. Com o snack do Vasco.

O Vasco foi roubado.

O Vasco foi roubado por um pássaro.

 

Um pássaro do tipo....pássaro. 

Daqueles que têm bico, asas e voam...roubou o Vasco.

Mesmo, mesmo ali nas margens do Tamisa.

 

 

E o Vasco?

Chorou o caminho todo até a casa.

Chorou ainda mais.

No meio da cidade. As pessoas com cara de atarefadas paravam. E perguntavam...

- O que se passa com o cão.

- Oh! Foi roubado...

- Roubado? (a cara de: "que raio disse esta maluca???")

- Sim, foi roubado por um pássaro...

- um pássaro??? (a  cara de: "eu devo ser atrasado mental mas não percebi nada da história. O cão foi roubado por um pássaro???")

 

E continuava o meu caminho.

Ao dobrar uma esquina dei de caras com dois polícias que num inglês cerrado me perguntaram se tinha acontecido alguma coisa.

Pelo comportamento do cão devem ter achado que deve ter dado de caras com o estado Islâmico.

Em Londres. Todinhos! Fresquinhos que nem alfaces...

-Ah! Não foi nada. O meu cão foi roubado por um pássaro.

Os dois polícias sorriram. E desejaram-me um resto de um bom dia.

 

  

Com o cão possuído pelo espírito daqueles bebés chorões carecas...que me tentaram impingir quando era criança.

Cheguei ao prédio e dou de caras com um vizinho. Mais perguntas...

-Ah! Eu estava a ler e o Vasco estava a comer e apareceu um pássaro e zumba....roubou o cão...

 

 

Subi as escadas. Não ando de elevador.

Sempre com o cão a chorar.

Parou várias vezes, tal era o sofrimento, a humilhação.

Por um pássaro....foi roubado por um pássaro...

Peguei nele ao colo. Ou isso ou ainda agora lá estava no meio da carpideira....

 

 

  E em casa. Dei-lhe outro.

  E depois outro.

  E mais outro...

  ...quando pediu o quarto disse-lhe que não.

  Chorou....

  ...e eu dei-lhe o meu jantar...

31
Jul17

Isto não é uma cenoura!

Joana Marques

Estava eu a passear-me por um mercado local.

Daqueles que eu gosto.

Cheio de legumes, frutos e cores.

Quando no meio do colorido, vejo isto:

1 (3) (3).JPG

-Ai! Credo! Coitadinha da cenoura...será albina?

Fui-me embora.

Voltei.

Olhei outra vez.

Aquela cenoura.

Que não era cenoura, intrigou-me.

Ou seria uma cenoura.....com um problema...

Não, não era uma cenoura...

Até podia ser uma cenoura...com um défice de cor....

 

Fiquei a olhar para ela.

Até que a senhora dona da cenoura albina:

- Quantas quer?

- Uma....

 

E pronto!

Lá fui eu para casa acompanhada por uma cenoura que não era uma cenoura.

Resolvi enviar uma foto, para algumas pessoas, com a pergunta:

- O que é isto?

 

Queridos quiosquianos...

...estão bem sentados?

Isto, não é fácil de ler....

 

 

(a minha cunhada)

- É uma cenoura anémica??

- É...claro!

 

(o meu pai)

- Não sei.

- Nem eu!

 

(o meu sobrinho Pedro) 

- Oh! Puseste a cenoura na lixívia???

(sem comentários)

 

(a minha sobrinha Inês)

- Ah! Eu sei o que isso é!

- Boa! Como se chama?

- Acho que é um rabanete.

-

- Rábano?

- Não. É uma beringela...

- Ah! tens razão. É uma beringela.

 

(o meu irmão?)

- É um brinquedo do Vasco?

- Ainda não é....mas pode vir a ser...

 

(o meu primo António)

- É um doce do Algarve. Mas tu não estás na Noruega?? Há doces do Algarve na Noruega?

- Há. Tens é de saber pedir em Norueguês!

 

- É uma Pastinaca? Parece-me uma pastinaca. Ou então é uma cenoura mas a fotografia ficou sem cor.....

- Óbvio! Uma Pastinaca.....

 

 

E esta resposta certa veio da minha amiga Maria que sabe tudo e mais alguma coisa.

Pelo menos sobre legumes, frutos e todo o mundo agrícola.

 

Pastinaca ou cherovia é o nome da dita cuja.

Prima da cenoura.

Chegam a ser mais ricas que a cenoura em certos nutrientes.

Contém pequenas quantidades de ferro e vitamina C mas são muito ricas em potássio.

São uma excelente fonte de fibras. E nós precisamos de muitas fibras para alimentar as bactérias boas.

Tem cálcio. E tem magnésio. E ter magnésio é espetacular. O magnésio é um dos nutrientes que nos dão energia...

 

O que é que podemos fazer com esta cenoura deslavada....

Neste momento gosto de ralar e colocar na salada por exemplo mas estou fã deste petisco.

 

Descasca-se.

Corta-se em rodelas muito fininhas.

Dispõem-se num tabuleiro.

Acrescentei banana porque ainda tinha espaço no tabuleiro.

Borrifei com óleo de abacate. Podem usar de coco ou azeite. O que preferirem.

1 (11) (1).JPG

 

Forno pré-aquecido.

170º a 180º.

10 a 15 minutos.

Desligar o forno. E esperar mais 10 minutos.

Verificar se já estão estaladiças.

Repetir o processo até estarem estaladiças.

Chips! Tão bom! Enquanto se vê um filme ou para levar para o trabalho!

Coloquei canela e açafrão. É ao gosto de cada um...claro!

1 (14) (2).JPG

Podem usar outros frutos ou legumes: maçã, ananás, batata doce...

Se gostarem deste tipo de petisco podem optar por algo mais profissional.

Um desidratador. Parece-me um bom investimento.

 

 

É tão bom.

Descobrir novos alimentos.

Novos sabores.

Experimentar novas receitas.

Estou a adorar, mudar a minha vida alimentar. Só coisas boas!!

 

 

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