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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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12
Jun17

acordar bem. Dica #3

Joana Marques

Estão a dormir pacificamente.

De repente acordam e têm um nariz mesmo colado à vossa cara.

Com o susto atiram um grito.

O cão assusta-se.

E cai da cama abaixo.

Ó caneco. Ó caneco. Será que se aleijou?

 

Não, porque é de borracha. E foge.

 

Vão atrás dele para ver se está mesmo bem.

E não, já não têm vontade de dormir mais...

fiquem atentos à dica número 4!

12
Jun17

acordar bem. Dica #2

Joana Marques

Estão a dormir pacificamente.

Acordam ligeiramente e percebem que precisam de ir à casa de banho.

Olham para as horas.

É de manhã mas ainda podem dormir mais uma horita.

Ainda está escuro.

Põe os pés no chão.

Tropeçam em algo que na noite anterior não estava ali.

Têm a certeza!  Antes de ir dormir não viram nenhum cão no lugar do tapete.

 

Quase caiem.

Por sorte têm uma sapateira e seguram-se à maçaneta.

E quando se seguram à maçaneta a sapateira abre.

E vocês caiem desamparados de costas.

 

Vão à casa de banho e acendem a luz.

E olham-se ao espelho.

Só para ter a certeza que não ficaram com o corpo como se tivessem sido vitimas de um assalto violento.

E sabem que mais.

Ainda podem dormir mais uma hora mas não vão querer.

Estarão demasiado acordados para tal...

fiquem atentos à dica número 3!

12
Jun17

acordar bem. Dica #1

Joana Marques

Estão a dormir pacificamente.

Sentem o vosso nariz a ser sugado.

Acordam.

Alguém vos está a segurar o nariz.

O vosso nariz está agarrado a algo....

 

É o Vasco.

Resmungam.

O Vasco insiste e insiste. Agarra-vos o nariz outra vez. Puxa-vos o nariz.

Levantam-se. Claramente alguma coisa grave se está a passar no mundo e ele quer salvar-vos do Apocalipse.

Não! Afinal só quer que encham a tigela dele. Porque durante a noite comeu tudo.

 

A cambalear tentam voltar para a cama.

Entre a cozinha e o quarto passam pela casa de banho.

Acendem a luz e olham ao espelho, o nariz.

Só para ter a certeza que não têm o nariz entre o azul arroxeado e o negro.

Com o levantar, encher a tigela de ração e a luz da casa de banho.

Estão acordados.

São 5h30 da manhã e só vão trabalhar às 9h? Isso não interessa nada!

Estão tão acordados que não querem desperdiçar nenhum momento que seja.

E fazem-se à vida.

fiquem atentos à dica número 2!

 

12
Jun17

Acordaram bem??

Joana Marques

Hoje é segunda-feira. E a maioria teve de acordar para ir trabalhar.

Acordar pode ser uma experiência traumática, se não o fizermos como deve ser.

Ainda mais à segunda-feira!

 

Existem mil e uma maneiras de acordar.

 

- Com os tradicionais despertadores.

Através de um som desprezível que dá vontade de cortar os pulsos logo de manhã.

 

- Com um rádio despertador.

Acordar de manhã com um ou outro locutor de rádio.

Muito bem disposto e cheio de graça.

 

- Com o telemóvel.

Podemos escolher os sons mais estranhos ou até a nossa canção preferida.

Associar a nossa canção preferida a um momento penoso pode não ser assim tão boa ideia.

 

Aliás, aproveito este post para vos informar que se acordam de uma das três formas atrás descritas deviam mudar.

Provávelmente andam a acordar mal.

E começar mal o dia é mau.

Vão por mim.

Mudem o método.

E as vossas manhãs terão todo um colorido nunca antes visto....

 

Hoje, ao longo do dia...vou dar-vos dicas de um acordar 5 estrelas. Acreditem.

Se seguirem estas dicas a vossa vida nunca mais será a mesma.

Acordar de forma eficaz e eficiente! É o que vos prometo...

 

E o sono??

Que sono, meus amigos! Acordar será fácil...e nada de sono durante o dia!

Fiquem atentos!
 

11
Jun17

vamos tricotar? Aos domingos...

Joana Marques

xaile23.jpg

Tricotar não é só uma atividade para fazer no inverno, embrulhada numa manta, a ver televisão, no aconchego do sofá.

Já experimentaram fazê-lo numa esplanada. Num jardim. Num parque. Ou na praia.

É relaxante. E os níveis de satisfação são elevados.

Usar uma peça feita por nós. Numa cor escolhida por nós. Tem outro sabor!

 

 

Este é um projeto de domingo.

Para tricotar aos domingos. Só aos domingos.

 

Deixo aqui, um esquema muito fácil de tricotar.

E com um efeito muito giro.

Para ser feito a uma só cor ou como na foto com restos de fios.

Ou podem optar por um fio matizado.

Alguma dúvida que tenham. Estou por aqui para ajudar.

Mãos à obra!!

E então? Vamos tricotar??

 

download do esquema

08
Jun17

oh! Este cão...

Joana Marques

Estou de férias.

O despertador toca todos os dias à mesma hora.

Mesmo que queira dormir até tarde, não me deixa.

Sou acordada entre as 5h e as 5h30. Todos os dias.

Como quero que as férias rendam muito. acordo a essa hora. Vou correr.

Volto para tomar banho. Vestir-me. Tomo o pequeno almoço. E volto para o ir buscar.

 

A praia está vazia porque é muito cedo.

Aproveito para lhe tirar a trela.

E ele corre, corre, corre...

E depois entra dentro de água. Nada. Sai da água e volta ao areal. Corre. E volta a entrar na água...

 

Ontem, neste frenesim corre para umas rochas.

Ouço um ganido.

Fui socorrê-lo.

Estava preso nas rochas.

As rochas escorregavam imenso.

Estava com medo de cair.

O Vasco em pranto.

Eu a cambalear.

-Calma que eu já chego aí.

Uma chifrineira. Um sofrimento.

 

Sai sozinho.

Demorei tanto a percorrer meia dúzia de rochas.

O problema é que tinha de voltar para trás.

O Vasco já estava na areia.

Todo ele era autocomiseração.

Passados dois séculos e meio chego até ele.

Ui! Nem queiram saber. Parece que lhe instalaram uma vuvuzela no esófago. O som é estridente.

Examino-lhe as patas. E percebo que partiu uma unha.

Podia ser perigoso se tivesse atingido a veia. Não foi o caso. Só partiu a unha. Ainda tinha a parte partida pendurada.

Deve ter ficado entalado na rocha e com o pânico partiu a unha.

 

Resolvi voltar com ele.

Pois Vasco, foi a cambalear praia fora. A andar só com as 3 patas.

Ao mesmo tempo que andava, Vasco, gania. Muito alto.

Deixámos o areal. Continuou caminho fora numa lamúria só. Desconfio que este cão na outra reencarnação foi uma carpideira. Sabe chorar profissionalmente.

 

Ainda não havia muita gente na rua.

Mas toda a gente parava para ver o cão que só andava com três patas e chorava no meio da rua.

Toda a gente me perguntava o que tinha acontecido.

- Partiu uma unha.

Toda a gente olhava para mim com ar de:

- Péssima dona. Não partiu nada uma unha. Este cão engoliu no mínimo um piano...

Toda a gente mimou o cão.

 

De repente puxa-me para atravessarmos a estrada.

Não estávamos na passadeiras.

Mas os carros pararam para nos deixar passar. Comovidos com um cão em sofrimento a andar só com três patas.

Chegámos ao hotel.

Estamos aqui desde segunda à tarde mas toda a gente já sabe o nome do Vasco.

- O que aconteceu, o que aconteceu??

- Partiu uma unha.

 

O senhor da recepção vem fazer-lhe festas.

Entretanto junta-se a ele mais duas ou três pessoas.

O Vasco continua em sofrimento.

Levo-o para o quarto. Sempre a andar com 3 patas.

Chegou ao quarto. Dou-lhe um biscoito. Passa tudo!

vasco345.jpg

 Olho para ele e penso.

- Tens tanta sorte. Ainda bem que és um cão. Já viste se fosses uma cadela. Queria ver como te safavas quando entrasses em trabalho de parto!

 

07
Jun17

duas varinhas. Mágicas....

Joana Marques

 2 (7).JPG

Estas são as minhas agulhas preferidas.

São agulhas de bambu.

3,5.

Clover.

A marca pouco interessa mas sendo da marca Clover sei que foram fabricadas no Japão.

 

Estas agulhas são especiais.

Foram as minhas primeiras agulhas.

Há uns anos atrás quando decidi aprender a tricotar, depois de um almoço de domingo, perguntei à minha mãe se tinha agulhas de tricot.

- Sou capaz de ter.

Não tinha. Já tinha tido mas como nunca tricotou, devem ter acabado no lixo.

 

À segunda-feira, entrei numa retrosaria em Lisboa e comprei-as. Comprei também fio para poder iniciar-me nestas artes.

Depois deste dia nunca mais me separei destas agulhas.

Andam sempre comigo. Já foram a Paris, Angola, Inglaterra, Grécia, Estados Unidos, Brasil, Noruega, Espanha, Argentina.

E na Argentina quase as perdi.

Costumo transporta-las no meu estojo, junto com as canetas e lápis.

Na Argentina foi aberto o meu estojo. E o segurança disse-me que tinha de deixar as agulhas.

-

Insisti com ele, mostrei-lhe a minha identificação. Disse-lhe que a minha intenção era tricotar e não degolar ninguém.

Não devia ter dito a palavra degolar. Intransigente, não me deixou ficar com as agulhas.

 

Eu num passo de mágica resolvi a situação.

Peguei nas agulhas.

Saí a correr.

Fui até à estação dos correios do aeroporto e enviei as agulhas para a minha morada em Carcavelos.

Demoraram 5 dias. Mas chegaram.

 

Foi com elas que aprendi tudo o que sei.

Depois delas já comprei muitas mais.

Tenho de todos os tamanhos e feitios, de vários materiais.

Mas estas são especiais.

Ainda há pouco tricotei com elas o casaquinho da minha sobrinha que nasce em Outubro!

O casaquinho da Margarida!

margarida.png

 ...com elas sinto-me como o Harry Potter. Só que com duas varinhas. Mágicas.

As minhas agulhas transformam fios em sonhos.

E sonhos em realidade!

E não há nada melhor que transformar os sonhos em realidade...

06
Jun17

banana bread...

Joana Marques

No tempo em que fui hospedeira viajei muito.

Sempre gostei de viajar, nessa altura e foram vários anos aproveitei tudo o que consegui.

Um dos países que gostei de visitar mais foi a Austrália.

Já lá estive três vezes.

A primeira vez que lá fui não saí de Sidney e arredores. Passei lá a passagem de ano. Foi memorável.

A segunda vez, em 2009 já ia com outros planos.

Juntei as férias desse ano e folgas e estive por lá quase um mês e meio.

Éramos seis. E fizemos uma parte da costa, rumo ao sul. De caravana.

Parávamos quando queríamos.

Comíamos quando nos apetecia.

Fizemos praia. Andámos pelo campo. Conhecemos pessoas espectaculares.

Ensinaram-me a pescar.

O momento alto da viagem foi quando, depois de várias tentativas, pesquei um peixe! Sim, estava vivo!

Quando estávamos a regressar a Sidney. À base.

O nosso estado era de "mortos vivos".

E decidimos parar numa terra chamada Millthorpe.

Procurámos um hotel. Pensão...qualquer coisa.

Precisávamos com urgência de um banho quente e de uma cama.

Indicaram-nos uma quinta. Um casal geria a quinta e também uma espécie de turismo de habitação.

Uma simpatia. Acolheram-nos muito bem.

Um casal jovem. Com dois filhos.

Para além da quinta e da pousada, tinham ainda uma pequena loja.

 

Foi nessa altura que provei pela primeira vez banana bread. Não é um pão, não é um bolo, é banana bread.

Adorei.

Provavelmente porque já estava fora de casa há muito tempo. Mas também porque era bom.

Pedi-lhe a receita. Achei que me ia mandar dar uma volta. Mas não.

Deu-me a receita. Fiz em casa. Consegui fazer igual.

Depois a vida dá voltas.

E eu não como glúten há mais de dois meses.

Mas não posso passar sem o meu banana bread.

E por isso. Depois de várias tentativas. Aqui fica a receita de um. Versão Paleo.

 

Ingredientes.

2 bananas.

2 ovos

40 g de óleo de coco liquido

40 g de açúcar de coco

80 g de farinha de coco

80 g de farinha de amêndoa

60 g de leite de coco

uma colher de chá de canela

uma colher de chá de fermento

 

Misturar os ingredientes líquidos todos: bananas esmagadas, ovos, óleo de coco e o leite de coco.

Misturar os ingredientes secos todos: açúcar de coco, farinhas de coco, farinha de amêndoa, canela e o fermento.

Juntar tudo. Mexer. Colocar numa forma de bolo inglês. Forno pré aquecido a 170º. Cozer durante 30 a 40 minutos a 170º.

 

Se quiserem podem colocar por cima do bolo uma calda de banana. Fica mais bonito e mais guloso.

Numa frigideira anti-aderente colocar meia chávena de água (a quantidade de água depende da quantidade de calda que querem fazer), 2 colheres de açúcar de coco.

Em lume brando ir mexendo e esperar até formar uma calda.

Cortar uma banana  e colocar na calda.

Deixar cozer.

E colocar por cima.

  1(5).jpg

(handmade life)

05
Jun17

tic tac, tic tac, tic tac...

Joana Marques

Quando comecei a trabalhar com 17 anos tive direito  a férias pela primeira vez.

É claro que antes disso tinha as férias escolares. Não é a mesma coisa.

Adorava as férias escolares mas o verdadeiro valor damos quando estamos a trabalhar.

Até aos 23 anos aproveitava para tirar férias quando tinha exames na faculdade.

Como era hospedeira e tinha folgas em dias de semana percebi que se conseguisse juntar 5 folgas podia ter uma semana de férias.

O grupo que trabalhava comigo era porreiro fazíamos isso sempre podíamos.

Sem prejudicar o nosso trabalho, claro.

E assim fui gerindo o trabalho, a faculdade e as férias.

 

Quando terminei o curso, aí sim comecei a ter férias.

Já escolhia o mês e o tempo conforme o país que tinha em mente.

Trabalhar como hospedeira abriu-me todos os horizontes possíveis e imaginários.

Adorava viajar. Ainda gosto.

E se em trabalho nem sempre visitamos o que queremos.

Fica a vontade e o querer voltar.

E querer é poder.

 

Quando mudei de trabalho, as férias começaram a ser uma miragem.

Durante 4 anos quase não tive férias.

Um fim de semana prolongado ou outro.

No ano passado consegui marcar uma semana de férias. Porto Santo. Fui à sexta.

À terça ligaram-me a dizer que na semana seguinte tinha de ir a trabalho para Angola.

É claro que tive de interromper as férias. Tinha de preparar essa viagem de trabalho.

 

No meu primeiro emprego quando tínhamos de marcar férias reuníamos todos.

A minha chefe dava-nos um mapa para preenchermos.

Tínhamos de ter em atenção a marcação de férias.

Não podíamos ir todos na mesma altura.

 

A minha chefe perguntava ao meu colega Zé:

- Então Zé quando é que vais de férias?

E ele respondia sempre:

- Amanhã.

Todos os anos era a mesma coisa.

Mal tinha oportunidade de marcar férias. O Zé marcava para o dia mais próximo que conseguisse.

Quando ganhei as minhas férias só me apeteceu fazer como o Zé. Amanhã.

Não fui tão eficaz como ele mas estou no bom caminho para ser.

Estou de férias esta semana.

Em Formentera.

Sol, mar, livros para ler e muito fio para tricotar. Ah! E o Vasco...

 

O tempo podia parar esta semana....

....o tic tac do relógio podia emigrar para a Coreia do Norte...

.....parecendo que não uma pessoa tem uma capacidade incrível de gostar da boa vida....

.....e uma semana passa num instante!

..mesmo não usando relógio......para não ver os minutos a passar....

.....eu sei que o tic tac, tic tac, tic tac....não vai parar...por isso...é aproveitar!

 

ferias.jpg

 

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