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Quiosque da Joana

handmade life

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31
Jan17

a primeira vez! Que fiz pão....#2

Joana Marques

Estou pronta!

Hoje faço pão...

Cheguei a casa um dia e comecei por fazer uma pré-fermentação.

A minha avó Maria chamava-lhe crescente. Evita que o pão leve tanto fermento.

Nesse dia à noite fiz a mistura mágica. 200g de farinha. 3 g de fermento. 200 ml de água quente. E sal.

Mal eu sabia que o meu pão estava morto à partida.

A água não deve ser quente, deve ser morna.

E o sal nunca se mistura com o fermento.

Sem saber matei o meu pão duas vezes.

 

No dia seguinte, chego do trabalho.

Olhos para a massa que tinha feito anteriormente.

Não cresceu. Não fermentou. Achei normal....ó santa ignorância#1!

 

Sr. Bodegas não sujava um dedo....é claro que eu também não iria sujar! ó santa ignorância#2!

Com a roupa do trabalho.

Comecei a fazer todas as medições.

Batedeira nova concentradíssima!

Farinha, água, a pré-fermentação, um pouco mais de fermento.

Tudo na taça da batedeira.

Batedeira no máximo.

 

Massa a voar em todas as direcções.

Massa a aterrar!

 

Os armários atingidos.

A bancada cheia de massa.

A mesa da cozinha.

O fogão.

Se o Vasco já tivesse nascido teria sido o dia mais feliz da vida dele!

 

Durante 10 minutos amassei a massa.

Não sei como, a massa foi toda para a vareta da batedeira.

Que de repente deixou de trabalhar.

Ó diabo! Uma batedeira, não! Uma super batedeira...

Deixei a massa repousar.

Andei de um lado para o outro e percebi que a vareta tinha sido mal posta.

A massa tinha entrado pelo orifício e tinha-se alojado dentro da batedeira.

Ainda não sabia. Mas mais tarde descobri que a minha super batedeira tinha ficado estragada para sempre.

Afinal não era uma super batedeira. Era uma batedeira...xoninhas...

Entra-lhe um bocadinho de massa para dentro...e adeus! baby...

 

Comecei a amassar à mão.

Já tinha massa nas duas mãos.

Tinha os panos da cozinha cheios de massa.

A minha roupa com massa.

E é nestas alturas que acontece o inevitável...

- Aiiiiiiiiiiii! Estou com uma vontade de ir à casa de banho.

Já sem toalhas e panos da loiça na cozinha disponíveis recorri à toalha da mesa...é assim a vida!

 

Coloquei o pão a levedar. Uma hora.

Nessa hora tentei movimentar-me numa cozinha que parecia em obras.

 

Hora de pôr o forno a funcionar.

E de pôr o tacho onde o pão vai cozer, a aquecer.

 

Hora de pôr o pão a cozer.

Hora de tirar a tampa do tacho.

Hora de olhar para o conteúdo e achar que não está nada parecido com um pão.

Estava, assim...espalmado. Tipo ovo estrelado.

 

Hora de queimar o polegar a sério. Muito a sério! Mesmo, mesmo a sério!

Hora de correr até à casa de banho.

Hora de chorar de dor.

Sair de casa a correr com massa e farinha desde a cabeça até aos sapatos.......de salto! Fazer pão sim....com estilo, sempre!

Hora de correr até à farmácia mais próxima para tentar salvar o dedo acidentado.

 

Voltar a casa.

Inspirar!

Com mil Balakov's e um Sousa Cintra....cheira a queimado.

Hora de rezar um pai nosso pelo pão que entregou a alma ao criador ainda no dia anterior.

Jaz queimadinho dentro do tacho.

Queimadinho não. Cremado! O meu pão estava cremado!

 

Hora de fazer uma máquina de roupa com tudo o que tinha sujado e de ver circular dentro da máquina uma nhanha difícil de sair.

Hora de lavar a roupa toda. À mão.  Porque nada ficou lavado e a lavagem ainda contagiou uns lençóis que já estavam dentro da máquina.

Hora de lavar a cozinha. E como está ....como dizer... sem ponta por onde se lhe pegue....lavar com lixívia.

Hora do: que se lixe tudo...tenho de lavar a máquina porque se isto seca....nem quero pensar!

Hora de perceber que não devia ter tocado em água muito menos em lixívia. A bolha do polegar rebentou. Dores excruciantes e sangue de cor duvidosa a escorrer pela ligadura.

 

Hora de admitir que as coisas não estavam a correr bem....ó santa ignorância#3!

Pronto! Estavam a correr pessimamente mal!

 

Ainda bem que não desisti à primeira.

Foi uma má experiência.

Foi uma péssima experiência...ainda tenho a marca no polegar...

Com o passar do tempo fui repetindo o processo. E aperfeiçoando...

E consegui chegar a um pão saboroso e que não me faz mal.

Depois deste incidente...temos tido uma relação frutuosa e duradoura!

 

 

 

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