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Quiosque da Joana

10.04.17

a vida a passar-me ao lado....

Joana Marques

Já fui muito pouco de telemóveis e tecnologias.

Foi o meu pai que me deu o primeiro telemóvel. Toda a gente tinha menos eu.

Ligava tanto, tanto ao telemóvel que ficava em casa dias a fio.

 

Depois comecei a tê-lo comigo porque as pessoas ligavam.

E era chato não atender ou devolver a chamada.

Ilusão minha.

Até podia estar comigo mas estava no fundo da mala a maioria das vezes desligado. Sem bateria. Morto.

 

Com a chegada do Vasco a coisa piorou.

Adora telemóveis.

Gosta de brincar com eles e acaba por estragar os bichos.

E sim, já experimentei com um falso. É como os miúdos deteta o falso logo que lho dou.

Também já experimentei com telemóveis velhos. Quando a esmola é grande o santo desconfia. E o cão é tudo menos parvo.

Desde que ele chegou que tenta por todos os meios tirar-me o telemóvel.

Habituei-me a esconde-lo na gaveta da mesinha de cabeceira.

E quando estou na sala numa prateleira.

Fora do alcance de cães bisbilhoteiros.

 

O meu Ipad durou dois dias. Nem isso.

Tocaram-me à campainha deixei-o no sofá e quando voltei aterrou aos meus pés num estado pouco católico. Não teve arranjo.

 

Quando comecei este blog o meu telemóvel desapareceu misteriosamente.

Encontrei-o dentro da máquina de lavar roupa.

Tinha sido lavado e centrifugado.

O telemóvel não tem pernas.

Quem o pôs lá??

Resposta fácil.

 

A verdade é que com o passar do tempo, o telemóvel foi sendo cada vez mais importante.

Não propriamente a funcionalidade de fazer chamadas mas todas as outras.

O messenger tem sido um lugar muito frequentado por mim.

Estar longe também ajudou.

Se estivesse em Portugal provavelmente estava com as pessoas e não andava com o messenger de um lado para o outro.

 

Até para o blog é importante o telemóvel.

Faço alguma gestão através do telemóvel sendo que preferencialmente pelo computador.

Neste momento o telemóvel é um instrumento indispensável.

 

Na sexta feira de manhã, não é que o sacripanta do cão me apanhou o telemóvel.

Fui com jeitinho. Muito jeitinho.

- Vasco, Vasquinho.....

E ele recuou..

E eu..

- Vasco...

E ele todo contente com o telemóvel. Um salto.

- VASCO...

Parecia uma bola saltitona. Feliz da vida com o novo brinquedo.

E de repente o telemóvel atira o telemóvel ao ar e sai pela janela fora.

Moro num terceiro andar.

Ainda desci as escadas à pressa para constatar o inevitável.

O meu telemóvel estava morto para sempre.

No meio dos destroços ainda consegui salvar o cartão.

 

Pedi emprestado o telemóvel a uma colega...não foi bem pedir...implorei.

Enviei uma mensagem ao meu irmão e foi ele que publicou o post de sexta.

 

E depois foi ver a vida passar-me ao lado.

Mesmo, mesmo a passar-me ao lado.

As coisas a acontecerem em Portugal e eu sozinha na Noruega.

Foi assim que me senti o dia todo.

Esperei pelas três da tarde para sair do trabalho e comprar outro. Parece-me que foram anos.

E os preços? Por aqui são baratíssimos os telemóveis.....

 

22 comentários

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