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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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16
Mai17

bem-vinda. Joana.

Joana Marques

Sexta-feira passada foi um dia enorme.

Fui trabalhar.

Saí do trabalho a pensar que me ia pôr à estrada.

Só que estava à espera de uma amiga para me acompanhar e o avião dela atrasou para níveis nunca esperados.

Quando estava a preparar tudo para levar para a cabana o Vasco deu o ar de sua graça.

Só vejo a voar 3 garrafinhas com leite de coco.

Vidro por todo o lado.

Leite de coco atirado num raio de 200 000 km.

Toda a cozinha cheira a coco...o que não era nada desagradável!

Tive de pegar nos 30 kg de Vasco e fechá-lo no quarto. Tinha medo que se cortasse nos vidros.

Depois de ter passado a cozinha toda a pano, soltei a fera que passa a cozinha toda a língua.

 

Já tarde vou buscar a minha amiga ao aeroporto. Ainda lhe pergunto se quer só ir de manhã. Diz que não.

Seguimos para o fim do mundo.

 

O carro tinha gps e eu decorei: direita e esquerda em norueguês.

Detesto gps's. Odeio-os.

Têm a mania que sabem tudo.

E ainda por cima nunca se calam.

E isso é insuportável!

Para falar pelos cotovelos estou lá eu.....

 

Tinha dito à minha amiga e a todas as pessoas que tinha falado nesse dia que ia demorar uma hora e meia...afinal tinha-me enganado. Demorámos quase 6.

Chegámos de madrugada. Ao fim do mundo. A uma cabana sem luz. E temperaturas negativas. Foi lindo...

Tinha levado lanternas porque na imobiliária onde aluguei a cabana deram-me uma lista de coisas que eram imprescindíveis.

E a lanterna constava em primeiro.

O Vasco mal chegou apoderou-se do sofá. Aconchegou-se. E dormiu.

 

Eu e a Mafalda andámos um bocado à nora.

Em baixo era a sala e a cozinha.

Em cima os quartos.

A cabana tem um sistema de aquecimento. Uma lareira na sala. E está preparada para enviar calor para toda a casa.

Estava frio. Muito frio.

- Joana, e se acendêssemos a lareira. Disse a Mafalda.

Não concordei.

Ainda não dominava o local.

Tive medo de morrer de noite por inalação de monóxido de carbono.

E não era fixe morrer ali. No fim do mundo.

Ainda por cima agora, que sou paleo, e que vendo saúde.

Morrer não estava definitivamente nos meus planos.

- Não. Os edredons são bons! embrulha-te toda. Deixa o nariz de fora!

E assim foi. Eu num quarto. A Mafalda noutro. O Vasco no sofá.

 

Entretanto no meio do meu sono. Ouço um barulho. Meio estremunhada acordo. Sem saber bem onde estava.

Alguém batia à porta da cabana.

Lá desço as escadas.

Vasco tem apenas um olho aberto. Grande guarda.

Completamente a dormir, desgrenhada e a sonhar, abro a porta.

 

Atiro um grito. Ou vários.

Acho mesmo que foram muitos gritos.

Não sei o que estava a sonhar.

Apanhei o susto maior da minha vida

Estava um homem à minha porta e eu achei que era o Trump.

 

Nem percebi o que se passou a seguir.

O homem assustou-se com a minha reação.

E atirou-me um cesto para as mãos.

Eu falava em português e ele em norueguês.

E foi-se embora. Entrou no carro e foi.

E de repente..sai da minha porta um cão...elouquecido e a rosnar. Atrás do homem...

Sim Vasco...ainda vais a tempo. Corre, Vasco! Corre....

 

Mais tarde encontro o senhor no café onde vi a eurovisão. Fartamos-nos de rir....

E quando lhe contei que me tinha assustado porque tinha achado que ele era o Trump...o café quase veio abaixo.

O senhor só me queria entregar um cesto de boas vindas.

E eu também lhe dei as boas vindas....mas de uma forma diferente.

 

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