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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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03
Out17

entretanto em Oslo....

Joana Marques

Quarta feira.

Dia 1, em Londres.

Saí de Oslo de fininho. Para o cão não dar conta.

Mal cheguei liguei aos meus pais.

- Já percebeu. Está deitado na tua cama. Não quer comer. Se falamos com ele começa a ganir. E não quer ir à rua.

Oh! Não. O meu coração de mãe. Explodiu de tristeza.

 

Quinta feira.

Dia 2, em Londres.

Liguei de manhã.

- Consegui levá-lo à rua. Mas quase não come. Também não bebe água. Passa o dia todo deitado na tua cama.

- E a dog tv? Já experimentaram.

- Não quer ver.

O meu coração de mãe. Cada vez mais triste. Fui trabalhar. Com o pensamento no bichinho.

 

Sexta feira.

Dia 3, em Londres.

- Está na mesma. Nada o alegra. Nem parece o mesmo.

Comecei a pensar.

- Se calhar vou buscá-lo. Pobre bicho. Não merece sofrer desta maneira.

 

Sábado.

Dia 4, em Londres.

Saí cedo para um workshop. Um dia cheio. Liguei de manhã aos meus pais estava tudo na mesma.

Cheguei a casa tarde. Aqueci uma sopa.

Estava tão cansada que nem me apetecia mastigar. Valeu-me a sopinha, tipo bebé. Um puré. Para os maxilares mais preguiçosos.

 

Entretanto em Oslo.

A minha mãe fez arroz de pato no forno. O meu pai adora. E como deixei de comer arroz. Aproveitaram a minha ausência.

O arroz de pato estava pronto.

E a minha mãe tirou-o do forno para arrefecer.

Nisto o meu pai que estava na sala chamou a minha mãe.

- Mariana, vem cá ver o porco do vizinho da Joana.

 

E.

Não pensem que o meu pai anda a chamar nomes aos meus vizinhos. Nada disso.

Simplesmente, tenho um vizinho que tem como animal doméstico, um porco.

Por acaso o senhor até é muito afável. O porco...tem cara de poucos amigos!

A minha mãe vai até à sala. Entra na varanda. Para ver. O porco.

Está o meu pai e a minha mãe a apreciar, tamanho naco de carne. Demoradamente....

 

O meu pai pediu à minha mãe para jantarem na sala. Porque queria ver qualquer coisa na CNN.

A minha mãe disse que sim. Vão à cozinha.

Ouvem. Vasquinho a ganir.

Saudadinhas da Joana.

 

O meu pai pega na toalha. Estende na mesa da sala.

- Já podes trazer o arroz de pato. Diz o meu pai para a minha mãe que está na cozinha.

Lá ao fundo, ouvem o Vasco. Triste. Com um desgosto grande no lombo. Mais saudadinhas da Joana.

 

- Ah.....

- Mariana, já podes trazer o arroz de pato. É pesado? Queres que aí vá?

- Não tens tu o arroz de pato?

- Não. Aqui não está.

Nisto aparece a minha mãe. Na sala.

- O Vasco comeu o arroz de pato.

O meu pai vai à cozinha. Porque não acredita.

 

O Vasco comeu o arroz. E o pato. Deixou o pirex. Limpinho, limpinho. 

Disse-me a minha mãe quando ligou.

Quando olhou para o pirex. Achava que era um outro, limpo. Que teria ficado esquecido na bancada.

Só depois olhou com mais atenção.

E afinal ainda tinha vestígios. Poucos. Mas ainda lá estava qualquer coisa.

 

Ligaram-me.

Nem consegui falar. Ri que nem uma doida.

É sempre o mesmo. Este cão.

Continua deitado na minha cama. A chorar. Pela minha ausência.....

 

Vai à rua, algumas vezes por dia....

......ao que parece o arroz de pato foi tipo parapente no intestino grosso do cão.

 

E o meu pai, na minha ausência foi promovido a apanhador oficial.....

...💩

 

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