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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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09
Mai17

este ano não há Natal. E a culpa é minha....

Joana Marques

Cheguei de Barcelona no sábado à noite.

Uma mala cheia de comida.

Mangas, papaias, couves, agriões, rúcula, alface, tomates, pêssegos, ananás, peru, borrego, abacates, limões, laranjas, cocos, amêndoas, nozes, cajus. Sementes várias: de abóbora, chia, papoila.

Farinhas várias: polvilhos, mandioca, amêndoa.

E agora de improviso, acho que era só isto.

Chegou tudo intacto.

Arrumei tudo o que tinha a arrumar.

 

No domingo acordei cedo, mais cedo que o cão. Comecei a cozinhar.

Com o coco fiz leite e farinha.

Juntei o leite de coco à manga e fiz mousse de manga.

Juntei o polvilho, a farinha de coco e a farinha de amêndoa  e fiz um pão.

Sempre com atenção ao relógio.

Tinha almoço em casa da minha chefe.

Fiz uma salada, porque temi o pior. E levei duas garrafas de vinho português. Esporão.

 

Cheguei em cima da hora.

Tinha um vestido com uns sapatos espectaculares.

Logo que entrei tive de me descalçar e calçar uns xanatos mal amanhados.

Lá fiz o sacrificio.

A rezar a todos os santinhos para não apanhar um fungo manhoso.

Logo me veio à cabeça que estava frio e que nenhum fungo inteligente sobrevive. Xanatos, assim seja!

É uma tradição Norueguesa.

Sempre que se entra em casa. Anda-se de meias ou então temos de trocar por calçado de andar por casa.

 

Os 4 filhos já tinham posto a mesa. O marido estava ao fogão. E a minha chefe saiu-se com uma ideia parva.

- Está tão bonito o dia e se comessemos lá fora?

Estavam 10 graus. Não estava a chover e até estava sol. Só que estavam 10 graus e eu estava de vestido.

 

Mal diz isto.

Os putos agarram nos guardanapos, o mais novo; talheres, o ex mais novo, nos pratos e na toalha e passados uns dois minutos a mesa estava cá fora e eu também.

Apresentei a salada e disse que em Portugal não passamos sem ela. É uma tradição. Eles acreditaram...

O marido e a Anne trouxeram a comida.

De um lado puré de batata. Brilhante! De pacotinho, obviamente!

Do outro, carne. Achei que era porco. Na Noruega a carne mais barata é a carne de porco.

Servi-me de carne. 

Servi-me de puré...embora não tivesse intenção de o comer. Achei que parecia mal...

E fui salva pela minha salada: rúcula, agrião, tomate, alface, ananás. Fiquei contente porque todos quiseram experimentar a salada, incluindo os mais pequenos. E gostaram.

As garrafas de vinho foram abertas. Eu não bebo. Mas devia. Podia ser que deixasse de ter frio. Tanto frio, caneco...

 

Fui comendo.

E falando. Perguntaram-me montes de coisas sobre Portugal. E começaram a planear uma visita ao nosso país...

Entre uma ou outra pausa para comer ia tentando decifrar o que era a carne.

Não era porco, definitivamente.

Tinham feito um guisado. Provavelmente com tomate saído de um pacotinho...enfim! Não era dia para dramas....

Também não era peru, nem frango.

Parecia vaca. Tinha cor de vaca. Mas não sabia a vaca.

Até que perguntei.

-

- É rena.

- Rena?? Como a do Pai Natal??

-

 

Por isso, meu queridos amigos, vos digo.

Este ano não há Natal. Porque eu comi o Rudolfo.

E gostei....

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