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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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17
Ago17

eu não posso.

Joana Marques

Tenho estado por Barcelona.

Umas colegas minhas do trabalho gabaram muito uma quinta de produtos biológicos. Nos arredores de Barcelona.

Encomendamos por email e depois vamos lá buscar.

Um engano. Não gostei nada. A qualidade deixa muito a desejar.

 

O Vasco foi comigo.

 

Na volta do caminho.....

Ia numa estrada com 2 faixas.

A da direita, onde eu estava, ia ter a Barcelona.

A da esquerda, a outro lado qualquer. Não faço a mínima ideia.

Quem queria chegar a Barcelona tinha de, obviamente, ficar na faixa da direita.

 

Estavam 3 carros à minha frente.

O primeiro, um branquinho, estava na faixa da esquerda. Fez pisca. À ultima hora. Entrou na faixa da direita.

O carrinho do meio. Entrou no tempo certo na faixa da direita.

O carro que ia à minha frente. E que estava já na faixa da direita.

Fez pisca e saiu.

E fez pisca novamente e entrou.

Devia estar perdido.

Ou arrependeu-se.

 

Tive de travar.

Nada de especial.

A minha distância para o último carro era grande.

 

Atrás de mim.

Um carro. Quase me abalroou.

Olhei pelo retrovisor e estava a criatura a gesticular feito totó. E a buzinar.

"Buzino, logo existo"...

Nitidamente deve ter faltado às aulas de filosofia ou então é tão totó que não percebeu corretamente a mensagem de Descarte.

 

Continuei o caminho.

E fui ter a uma estrada com 3 faixas.

A minha faixa da direita converteu-se na faixa do meio.

Eis que aparece a criatura. Pela direita. A buzinar. A gritar.

Chamou-me de maluca para cima.

E insultou desde a minha mãe, pai, tias, tios e provavelmente o presidente da junta de freguesia de Carcavelos. 

 

Enganou-se. Se pensava que lhe ia responder.

Eu, não. Mas o cão passou-se.

Se o tivesse soltado. O Vasco tinha comido o homem. 

Continuei na minha vidinha. A tentar acalmar o cão.

O Vasco já tinha chamado o homem de maluco para cima.

 E tinha insultado a mãe, o pai, as tias, os tios e o presidente da junta de freguesia de totozisse de baixo.

 

Entretanto.

Buzina ao rubro. Do senhor totó.

Insultos de toda a espécie.

Ultrapassou-me pela direita.

Pôs-se à frente do meu carro. E travou a fundo.

É claro, que eu já estava preparada para isso.

Os inergúmeros são muito previsíveis. 

O cão estava doido. 

O cão já estava rouco.

Ia preso e comecei a ter medo que arrancasse o banco com o tamanho do protesto.

 

Infelizmente, não decorei a matricula.

Era um mercedes preto.

Matrícula portuguesa.

Uma criatura do sexo masculino. 40 anos. 45. Por aí.

 

Se teve tal comportamento.

É provável que o volte a ter.

Normalmente, a falta de inteligência e discernimento não é falha momentânea.

É para a vida. Digo eu.

Ou então é falta de atenção. E de amor...

Pobre totó. Ninguém gosta dele.

 

Peço-vos por favor.

Se encontrarem alguém no vosso caminho. Com esta descrição.

Abracem-no.

Peguem-lhe pela cintura.

E espetem-lhe um beijo na boca.

Eu infelizmente não posso. O Vasco arranca-lhe a cabeça.

 

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