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Quiosque da Joana

handmade life

28.03.17

o cão. Sempre o cão...

Joana Marques

Chegaram novos voluntários.

Três eram brasileiros. E eu fiquei de lhes mostrar os cantos e os recantos da ilha.

Peguei no carro da associação e começámos a visita.

Um deles, o Marcelo, senta-se à frente.

O Vasco não concorda nada com isso.

Entra pelo banco de trás e aparece com cara de poucos amigos à frente.

Começa a dar focinhadas no ombro do Marcelo.

- Que quer o cão?

-

O cão queria o lugar dele, claro!

Como Marcelo não se mexia. O cão muda de estratégia.

Rosna-lhe ao ouvido.

E abocanha-lhe um braço.

Nada de especial. Fez sem doer.

Marcelo sai do carro aterrorizado.

O Vasco ocupa o lugar de Marcelo.

- Podes entrar. Lá para trás. Ele só queria o teu lugar!

Marcelo entra com um ar infeliz e lá ocupa um lugar no banco de trás.

 

Estaciono o carro cá em baixo, perto do porto.

As pessoas, olham. E comentam.

Da frente do carro, saio eu e um cão.

De trás saem três pessoas.

Entre elas Marcelo.

Cheio de medo.

Já foi abocanhado por um cão.

E tem medo do que possa vir aí...

- Ele vai solto? Não tem trela, não?

- Sim, tem trela mas confio nele...

-

 

Dou início à visita guiada.

Dou-lhe todo o tipo de conselhos que considero úteis.

Alguns foram-me passados por outros voluntários, pelo meu supervisor, por locais ou então aprendi por experiência própria.

Passamos por sítios irresistíveis da ilha.

A ilha é linda. Nota-se a degradação dos tempos de crise. Vê-se que não tem sido fácil.

Mas não deixa de ser linda.

Subimos uma colina.

Para verem a vista.

E nisto. Vasco. Continua a subir. Também ele estava com atenção às vistas. Um gato!

E corre, corre atrás do gato.

E eu corro atrás dele.

- VASCOOOOOOOO! VASCOOOOOOO!

E os voluntários cá em baixo. A assistir à cena...

E de repente....o gato corre e desce a colina....

E o Vasco corre atrás dele....

E eu corro atrás dos dois....

- VASCOOOOOOOO! VASCOOOOOOO!

E os voluntários cá em cima. A assistir à cena...

 

E o gato sobe a uma árvore...

...e o Vasco fica em baixo à espera...

E os voluntários abanam a cabeça....

E eu ponho a trela ao cão. Puxo-o. E ele vem. Sempre a olhar de lado para ver se vê o gato.

 

A cara dos voluntários diz tudo. Nem é preciso falarem. Falo eu:

- tenham calma, as outras pessoas são normais! 

 

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