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Quiosque da Joana

handmade life

27.10.17

derrete-se na boca. E também nas mãos...

Joana Marques

Tenho escolhido chocolate com mais de 80% de cacau. De preferência acima dos 90%.

A minha escolha tem recaído para esta marca. Penso que também se vende em Portugal.

 

 

Precisava de ter chocolate à altura. Dos meus gostos e necessidades.

Apetecia-me algo mais do que o chocolate propriamente dito.

Tornou-se pobre. A partir de um certo ponto.

E os que são mais ricos....têm açúcar, ou leite.

Ou algum aditivo. Que nunca me foi apresentado. E que eu dispenso.

 

Se não há. Tenho de ser eu a fazer...

As quantidades que usei podem variar e serem adaptadas às preferências de cada um.

 

150 g de chocolate (uso 92% cacau da Vivani)

40 g de coco ralado

150 g de amêndoa torrada. (podem trocar a amêndoa por avelãs, nozes...ou o que quiserem)

uma colher de chá de óleo de coco

 

Derretam o chocolate com o óleo de coco.

Torrem a amêndoa partida ou inteira. (eu costumo partir em metades)

Para torrar a amêndoa é só colocar num tabuleiro no forno e retirar quando estiver mais dourada.

Juntem o coco ralado, a amêndoa ao chocolate derretido com o óleo de coco.

Coloquem num recipiente forrado a papel vegetal, no frigorífico. Duas a três horas.

E pronto!

Depois é só cortar.

Vão ficar com bocadinhos de chocolate meio toscos. Mas muito bons.

Se quiserem algo mais apresentável. Escolham forminhas individuais. As de silicone para não pegar.

 

Costumo acompanhar com o café.

Também gosto de acompanhar com fruta.

Não abusar. Deve ser comido com alguma moderação.

- Percebeste, Joana???

-

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24.07.17

pão sem glúten. Passo a passo.

Joana Marques

Já tinha referido que não estava satisfeita com a receita de pão que estava a seguir.

Entretanto, experimentei várias receitas. Sempre piores. Com ovo, sem ovo.

Inventei outras receitas. Nada de nada.

Comprar pão sem glúten estava completamente fora de opção.

É um alimento processado.

E eu só como alimentos processados em casos extremos.

 

Tanta experiência fiz. Lá consegui.

Cheguei a esta receita.

Gostei muito do resultado.

Já sabe a pão.

Embora o aspeto deixe a desejar...

Experimentei com 5 farinhas. E com estas funciona.

Ao longo do tempo vou experimentando trocar uma farinha por outra e vou dizendo que resulta ou não.

 

Antes de começar apresento-vos um objeto indispensável.

Para muitas receitas.

Sobretudo para fazer pão.

A Joaninha.

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A Joaninha é um temporizador.

E é imprescindível.

Fazer pão tem muitos tempos diferentes e é muito normal uma pessoa esquecer-se de um pão a levedar e só perceber no dia seguinte...já me aconteceu!

Se não tiverem uma Joaninha. Podem usar um telemóvel por exemplo.

Com a certeza absoluta que durante o processo podem sujar as mãos e o telemóvel.

 

Ingredientes:

7g de fermento de padeiro.

1 colher de café de açúcar. Usei açúcar de coco.

200 ml de água. Depende se gostam do pão mais ou menos hidratado. Podem usar até 250 ml.

50 g de farinha de Quinoa.

50 g de farinha de Castanha.

50 g de farinha de Teff.

50 g de farinha de Amêndoa,

50 g de Polvilho Azedo.

Sal a gosto. Usei uma colher de café.

Uma colher de azeite. (opcional)

7 g de goma xantana. Em Portugal podem comprar no celeiro, no jumbo...

 

Recomendações importantes:

- Nunca se junta o fermento diretamente com o sal. Mata o fermento.

- A água deve estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está muito quente, esperem um pouco.

Mata o fermento.

- A água dever estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está fria, aqueçam um pouco. Não reativa o fermento.

- Algumas pessoas dizem que a goma xantana pode provocar alergias. Devem ter isso em conta. É feita de milho. No meu caso não notei qualquer tipo de reação.

- Data de validade do fermento.

 

 

1º Passo.

Numa tigela juntar o fermento e a colher de açúcar. Misturem tudo.

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 Depois juntamos a água e mexemos. Tem de ficar uma mistura homogénea.

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O fermento é um organismo vivo.

É um fungo.

Gosta de conforto.

Há alguma coisa melhor na vida que uma temperatura quentinha, e uma vida docinha?

Claro que não! Ora aí está, o fermento vai renascer.

Tapem a tigela com uma toalha.

E coloquem-no no local mais confortável da casa.

Não deve apanhar correntes de ar. Deve estar abrigado.

Por exemplo dentro de um forno microondas. (sem estar ligado, obviamente)

Ou numa marquise solarenga.

Não espreitem...

......deixem estar o fermento sossegado!

 

Chamem a Joaninha.

E esperem 15 minutos.

 

Entretanto, não vão ficar à espera do fermento. Vão pôr mãos à massa.

Pesar tudo.

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Juntar tudo.

Não esquecer o sal e a colher de azeite.

Com isto tudo já passaram 15 minutos.

O nosso fermento deve estar prontinho.

Deve estar com este aspeto.

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Se não notarem qualquer diferença do preparado anterior é porque não conseguiram reativar o fermento.

Nesse caso mais vale não usar.

Se usarem é provável que o pão não chegue nunca a pão.

Ou repetem a operação ou então troquem de fermento.

Deve ficar algo leitoso. E deve ter um cheiro próprio que só o fermento tem.

Juntem às farinhas, goma xantana, sal e azeite, o fermento e a água.

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E comessem a amassar. Podem fazê-lo com as mãos.

Não aconselho.

É uma massa sem glúten, pouco elástica.

Agarra-se a tudo e mais alguma coisa.

É horrivelmente peganhenta.

Eu costumo amassar com a batedeira.

Com as varas próprias para massas.

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Três a cinco minutos e está amassado.

Se acharem que querem pôr mais água acrescentem. Água morna. Sempre morna.

Sim, eu sei! Um aspeto horrível...

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Coloquem a massa dentro da forma.

Usei uma forma de bolo inglês.

Convém estar untada. Usei óleo de abacate. (podem usar de coco, azeite ou uma qualquer gordura)

Se por experiência própria souberem que na vossa forma fica tudo pegado podem optar por forra-la com papel vegetal.

No meu caso não é preciso.

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E sim, o aspeto horrível continua.

Tenham atenção se a massa está bem espalhada.

Tentem não formar buracos sem massa.

Podem alisar a massa molhando a mão com água e passando por cima.

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A massa vai levedar.

Coloquem a forma num local abrigado.

Pode ser onde colocaram o fermento anteriormente.

Tapem com uma toalha.

Não vale espreitar!

 

Chamem a Joaninha.

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Quando passarem os 50 minutos liguem o forno. 180º.

Chamem outra vez a joaninha e marquem 10 minutos.

O pão deve levedar num total de 60 minutos.

 

Passaram os 60 minutos e a massa deve ter crescido.

É sem glúten cresce sempre menos mas ainda assim...devem ver alguma difererença.

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Se quiserem e este passo é absolutamente opcional, podem colocar-lhe sementes.

Como fica um pão feio sempre ajuda a disfarçar.

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Neste caso coloquei nozes, sementes de abóbora e de girassol.

Não aconselho as nozes, têm tendência a queimar depressa.

Vai ao forno.

Depende do vosso forno.

O meu forno é o chamado adiantado mental.

Tem a triste ideia de queimar. Por isso anda entre os 160º e os 170º ao longo da cozedura.

Deve durar entre 40 a 60 minutos.

Podem chamar a Joaninha e marcar 20 minutos.

Se acharem que está muito torrado por cima tapem-no com papel vegetal.

Pelo menos na primeira, segunda vez podem usar, a partir daqui, a Joaninha de 10 em 10 minutos.

Com a repetição da receita facilmente se apercebem o tempo ideal de cozedura, no vosso forno.

Tirem do forno.

E desenformem quando quiserem.

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E quando estiver frio podem e devem provar. É bom!

Não fica muito alto.

Não fica muito bonito.

Mas o sabor vai compensar.

Podem cortá-lo em fatias e congelá-lo. Não perde qualidades.

Dizer que este passou o teste mais difícil.

O teste do ovo estrelado!

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Como nota final dizer que pode parecer muito difícil mas não é.

A primeira vez, será mais, mas facilmente entra na rotina e é como cozinhar outra coisa qualquer.

 

Atualização: se dobrarem a receita.

Fica um pão com um tamanho espectacular.

Parece mesmo um pão de forma daqueles que comprava antigamente.

Sem E's e cenas...

Aqui está ele. Barradinho com manteiga de amêndoa...

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26.04.17

nem acredito que é saudável...

Joana Marques

Quando comemos alguma coisa que nos sabe bem desconfiamos sempre. Pelo menos comigo acontece.

- Tão bom! Será saudável..

Já lá diz o ditado: "se é bom, ou faz mal, ou é pecado"!

E por isso uma sobremesa muito boa que ainda por cima faz bem, faz desconfiar qualquer um!

Se juntarmos a isto o ditado "não há regra sem exceção" tudo faz sentido.

Aqui está a exceção...

É sem glúten!

É sem lactose!

É sem ovo!

É vegan!

É espetacular!

 

A minha primeira sobremesa paleo!

 

Ingredientes:

4 maçãs médias ou 3 maçãs grandes

150 ml de leite de coco

2 colheres de sopa de óleo de coco

200 g de amêndoa triturada (ou 200 g de farinha de amêndoa)

100 g de açúcar de coco

canela a gosto

noz moscada a gosto

 

Tirar a casca às maçãs e cortar.

Colocar as maçãs cortadas num recipiente que possa ir ao forno.

Polvilhar as maçãs com o açúcar de coco. Não usar todo.

Juntar o açúcar que sobrou com a amêndoa, a canela e a noz moscada.

Juntar e incorporar o leite de coco e o óleo de coco ao preparado anterior. Mexer bem.

Barrar a maçã com este preparado.

Forno pré aquecido a 180º.

Colocar no forno 30 a 40 minutos.

Fica uma sobremesa docinha.

Se gostarem de sobremesas menos doces usem maçã reineta.

Também podem usar mais amêndoa e menos açúcar de coco.

 

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Joana Marques

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