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Quiosque da Joana

handmade life

08.12.17

o lugar mais quente do mundo

Joana Marques

Quando eu, os meus irmãos e os meus primos éramos pequenos o Natal era diferente.

O Natal era sobretudo estarmos juntos.

A nossa família era muito grande. A minha mãe tinha 7 irmãos, com ela 8. O meu pai, 5.

Os meus primos são tantos que já lhes perdi a conta.

Comprar brinquedos para todos os miúdos no Natal, estava fora de questão.

Éramos corridos a dinheiro. Dinheiro que nem cheirávamos. Na minha casa cada um de nós tinha uma conta no falecido BES. Na altura Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa.

Os meus avós do Porto também nos corriam a dinheiro. Às vezes lá recebia roupa. Torcia o nariz. E tentava escondê-la num recanto do roupeiro. A minha mãe descobria sempre.

 

A excepção a este Natal deslavado era feita pelos meus avós do Alentejo.

E o melhor é que recebíamos sempre duas prendas. Uma da avó e outra do avô.

 

Reza a história que quando o meu primo Luís nasceu, o meu primo mais velho, os meus avós não se conseguiram entender nesse Natal.

O meu avô queria ser ele a dar a prenda como chefe de família.

Mas a minha avó estava-se a borrifar para os salamaleques da altura.

Disse que não. Se ele fazia questão. Ela também.

E por isso a partir daí, nós os netos, recebíamos duas prendas.

 

A prenda do meu avô era dinheiro.

Mas não era dinheiro como o outro. Que era abarbatado pelos senhores do Espírito Santo.

Não, este era dinheiro bom.

O meu avô dava-nos o dinheiro para a mão e dizia que era para gastar. No que quiséssemos.

E dizia em frente dos nosso pais. Ditadores. Unha e carne com os senhores do Espírito Santo.

 

A minha avó também não nos desiludia.

Aproveitava as visitas a Lisboa.

Para nos comprar brinquedos numa loja espetacular que havia na baixa.

O nosso Natal era este. Para mim, para os meus irmão, para os meus primos.

O Natal, o verdadeiro Natal era aqui na casa da avó Maria e avô Joaquim.

 

Tinha eu 6 anos.

E a ansiedade já tinha começado.

Em Outubro. Novembro. Já se falava disso lá por casa. Entre nós.

 

E no dia em que fui para o Alentejo. Nem dormi.

Não ia receber os presentes nesse dia. Mas saber que ia para o sitio onde eles estavam. Já me deixava anormalmente feliz.

Chegámos a 23. O tempo passou tão devagarinho. Que os dois dias de espera. Pareciam 3 séculos e meio.

O meu irmão dizia-me. Conta até 500. Que o tempo passa mais depressa.

Mentira.

 

Noite de Natal.

- Ás 3 da manhã os presentes já chegaram?

Não, Joana. Só lá para as 8h.

Isto era o meu pai a tentar ter uma noite sono tranquila.

- Acorda-me às 3. Dizia-me o meu irmão.

Bem saltei da cama a todas as horas que o relógio da entrada marcava. E nada. Nada de prendas.

Ainda tivemos de tomar o pequeno almoço antes.

Tal era a pressa. Que o leite até saía pelo nariz. Quase fiquei sem prenda. A minha mãe era pouco adepta a este tipo de graças.

 

E eis a chegada dos presentes.

- A prenda este ano é maior e por isso é do avô e da avó.

Oh! Não! Adeus dinheiro bom....como é que eu vou comprar os cromos? E as pastilhas? E os rebuçados com sabor a café na loja do Senhor Augusto??

 

Eu, o meu irmão, a minha irmã, o meu primo Luís, o meu primo António, o meu primo Diogo, o meu primo Manel. Todos ansiosos.

E apareceram os embrulhos. Grandes. Enormes. Todos iguais.

Primeiro o entusiasmo.

Toca de abrir o presente.

Depois o silêncio.

- Passou aqui um senhor a vende-los. São muito bons. Muito quentes.

O nosso presente. Nesse Natal.

Cobertores.

Um para cada um de nós.

 

O ar trágico das nossas caras.

Nada de dinheiro bom.

Nada de brinquedos.

Nada de cromos.

Nada de pastilhas.

Nada de rebuçados com sabor a café.

Nada de nada. Nada de Natal.

 

E eu, apareci. Porque apareço sempre nestas alturas.

E comecei a chorar.

Aquele choro descabelado. Que nos faz atirar para o chão. E lavar uma casa inteira com lágrimas.

E seguiu-se o meu primo Manel. E depois o António. E o Diogo. E depois o meu irmão.

Só a minha irmã se manteve. Já tinha 16 anos. Mas a cara dela não enganava. Também ela maldizia o cobertor.

 

A minha mãe quase nos matou com o olhar. Mas não queríamos saber. A dor era maior.

A minha avó ficou tão triste. Achou mesmo que nos tinha dado uma boa prenda.

 

Quando somos crianças temos dificuldade em olhar em frente. Ver para além do imediato.

A verdade é que o dinheiro do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa já não existe. Foi gasto no meu primeiro carro.

O dinheiro bom do meu avô foi gasto em guloseimas e cromos.

Os brinquedos da minha avó também já não existem.

Só o cobertor perdura.

 

O lugar mais quente do mundo eram os braços da minha avó.

Ainda os sinto quando me enrosco no cobertor.

05.12.17

4 princípios. Para escolher os presentes de Natal...

Joana Marques

Quando era pequena quem dava os presentes de Natal era o menino Jesus.

Não havia cá Pai Natal para ninguém.

Em minha casa abríamos as prendas no dia 25 de manhã.

No dia 24 tínhamos a ceia de Natal. Mas nós crianças íamos para a cama lá para as 23h.

Dia 25 de Dezembro era o único dia do ano que os meus irmãos queriam ser acordados por mim.

Sim, eu em tempos já fui um despertador. Agora tenho o Vasco.

 

Nesse dia de manhã saltávamos da cama e lá estavam elas. Três prendas debaixo da árvore de Natal.

Era raro recebermos o que queríamos. Os meus pais deviam ter um plafond e nós tínhamos mais olhos que barriga.

No ano em que queria muito, muito o monopólio recebi o loto da quinta.

Era quase a mesma coisa.

Eu fiz um ar desapontado e disse:

- Ó mãe, podemos trocar de menino Jesus?

Valeu-me um castigo. Já nem sei qual. Ao longo da infância tive mais castigos que todos os putos da região de Lisboa em 2017.

 

Com o passar do tempo, as prendas mudaram um bocado.

Como fomos ficando mais velhos começámos a ver a utilidade de receber dinheiro e do guardar. Ou de receber roupa. Ou alguma coisa para a casa.

Os meus pais ao longo do tempo foram adaptando sempre os presentes de Natal.

 

Até que chegámos a uma idade em que todos temos tudo. E já não precisamos de nada.

Estar uns com os outros é suficiente.

 

Resolvemos criar o amigo secreto.

Só funciona para os adultos.

No Natal do ano anterior sorteamos o amigo secreto do ano seguinte.

O meu pai fica com a informação e transmite-a nos dias seguintes aos interessados.

Na noite de Natal é giro ver o desvendar do segredo. E do mistério.

É um dos pontos altos.

 

As vantagens são muitas.

Todos temos uma prenda para abrir.

Pensada para nós.

A pessoa que a comprou não teve de comprar muito mais prendas e por isso é personalizada.

E normalmente ao nosso gosto.

Não gastamos rios de dinheiro.

 

A exceção é feita para os meus sobrinhos.

A Madalena e o Pedro já são adultos mas para nós continuam a ser os nossos bebés.

A Inês, a Carlota, o Rodrigo e a Margarida ainda são crianças.

Aliás, a Margarida ainda não fez 3 meses.

E para todos eles há prendas. O Natal é das crianças. E é importante que a magia prevaleça o mais tempo possível.

 

Têm prendas mas não são dadas ao acaso.

São compradas segundo 4 princípios, até porque somos 4 a oferecer: os avós, os pais e os dois tios/tias..

1- Algo que gostem muito (por exemplo: o monopólio e não o loto da quinta!)

2- Algo que precisem  (por exemplo: roupa, calçado, etc)

3- Algo para guardar (por exemplo: dinheiro ou qualquer coisa que não precisem imediatamente mas se torne útil no futuro)

4- Algo para ler (fomentar a leitura e criarem desde pequenos bons hábitos)

 

Também isto é sorteado. No Natal anterior...

Eu este ano fiquei com: "Algo para ler"....

E já estão escolhidos os seis livros que farão as delícias dos meus sobrinhos.

....e a prenda do meu familiar secreto? Também...

......vai ser impagável a cara que vai fazer quando a receber....

 

01.12.17

uma história de Natal...

Joana Marques

Tinha 8 anos.

E o meu pai tinha tirado a semana do Natal para irmos todos ao Alentejo.

Mal chegámos a casa da minha avó pus os olhos num gato.

A minha avó lá explicou que tinha aparecido um gato lá em casa.

Os meus avós tinham um cão. Que o meu avô adorava. E o gato chateava demasiado o cão.

O meu avô já tinha dito à minha avó para não alimentar o gato.

Mas a minha avó lá ia dando às escondidas comida ao gato.

O gato era pouco simpático. Medroso. E arisco.

O aspeto também não ajudava. Era o gato mais feio que alguma vez já tinha visto.

Esqueçam os gatos amorosos. Este parecia o anti-cristo.

- Joana não toques no gato que te arranha. E doenças. E pulgas.

Avisou-me a minha mãe.

 

É claro que não dei ouvidos à minha mãe.

E passadas duas horas de lá ter chegado, estava irreconhecível.

Tal era o nível de arranhanço.

 

Não me dei por vencida.

Claro, que não.

Comecei a roubar leite aos poucos. Via quando estava livre a cozinha e cá vai disto...

Depois, meus amigos. Os horizontes abriram-se para mim...quando percebi que a minha avó guardava na despensa, leite para alimentar todos os gatos de Portugal continental...

Entrar pela cozinha e seguir para a despensa era perigoso. Podia ser apanhada.

E convenhamos...era pouco elaborado para mim....

Um dia entrei na despensa e deixei a janela aberta. Uma fresta. Não se via. Não se notava.

Foi fácil. Comecei a entrar na despensa pela janela.

Ao fim de dois dias, eu Joana, não andava pelo quintal da minha avó.

Desfilava com uns 5 ou 6 súbditos atrás de mim.

Para além do gato da minha avó, tinham aparecido mais, não sei bem de onde...

 

Nunca fui apanhada. Embora a minha avó começasse a achar que nós os 5, bebíamos demasiado leite.

Também estranharam lá por casa o facto dos gatos de um momento para o outro me adorarem...

 

Algo não batia certo. Nem em casa da minha avó. Nem nas redondezas.

Um dia, fui à mercearia com a minha avó, e uma vizinha queixava-se:

- O meu tareco desapareceu, há 5 dias que não o vejo....

- Também o meu. Já o tenho há 10 anos e é a primeira vez que desaparece...

 

Lembro-me de ver a minha avó. De repente com os olhos postos em mim. E a juntar as peças.

E percebeu.

Claro que percebeu.

A minha avó chegou a casa e arranjou um canto na cozinha para o gato.

O gato aos poucos foi-se adaptando.

Quando voltei lá pelo Carnaval o gato já passava os serões na sala com os meus avós.

A minha avó morreu 5 anos depois. O meu avô morreu logo a seguir. E o gato foi adotado pela minha tia Luz.

Jacaré, o gato. Morreu 5 semanas depois da minha avó ter morrido.

 

A minha avó nunca me denunciou pelo roubo.

Ficou um segredo só nosso. Até hoje..

 

17.11.17

Estrelas de Natal em crochet

Ana

Deparei-me com umas estrelinhas em crochet já há algum tempo que adorei.

Tentei fazê-las, seguindo vários tutoriais na Internet e misturando vários deles, nasceram estas.

Estou a usar uma agulha 2,75.

E escolhi um fio que adoro, natura da dmc.

Comprei o fio aqui. Na loja online.

 

1ª carreira:

Começam por fazer um anel mágico.

Dentro do anel mágico fazem 5 puff stitchs. 

Para fazer o puff stitch podem ver o post que a Joana fez na Páscoa, usou este ponto para fazer as flores.

21 (1).JPG

 

21 (8).JPG

2ª carreira:

Em cima do primeiro puff stitch fazer 3 correntes e dois pontos altos, uma corrente, 3 pontos altos e uma corrente.

No segundo puff stitch fazer 3 pontos altos, uma corrente, 3 pontos altos e uma corrente.

Continuar até ao último puff stitch.

 

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21 (11).JPG

 

3ª carreira:

Ir fazendo pontos baixíssimos até ao argolinha feito pela corrente (na volta anterior) e dentro fazer 3 correntes, dois pontos baixos, 3 correntes, 3 pontos baixos e uma corrente.

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 Antes de chegarem ao outro topo, façam um ponto baixo, na corrente da volta anterior e uma corrente.

21 (21).JPG

No topo seguinte, fazer, 3 pontos altos, 3 correntes, 3 pontos altos, uma corrente.

Ponto baixo e uma corrente.

Até ao fim da volta e já está.

21 (25).JPG

Com fio mais grosso podem fazer bases para copos em cores natalícias. 

Podem colocar uma fitinha e colocar na árvore de Natal.

Ou juntar várias e criar uma grinalda para enfeitar uma parede, por exemplo.

Também podem colocar uma fitinha ou um cordão e enfeitar um puxador de um móvel ou de uma porta.

Divirtam-se!

21 (34).JPG

 O nosso grupo  handmade life  no facebook tem um novo desafio. Espreitem e adiram.

16.11.17

carta ao Pai Natal. De uma tricotadeira...

Joana Marques

Querido, Pai Natal:

Depois do fiasco que foi o Natal de 2016, não quero que te enganes outra vez.

Uma tricotadeira é um ser especial. Dá valor a coisas que não lembra nem ao menino jesus.

 

Uma agenda. Quem não precisa de uma agenda? Toda a gente precisa de uma agenda.

Pára tudo!

Não é nada do que estás a pensar.

Nós queremos ESTA agenda.

Agenda-2018-Tricot.jpg

Todas as semanas um projeto novo. Para tricotar ou crochetar.

É claro que a tricotadeira pode baralhar-se e esquecer-se de ir trabalhar. Mas isso já não é da tua conta.

Vai por mim. Põe a agenda debaixo da Árvore de Natal. E vais ficar bem visto um ano inteirinho.

 

Outra opção. Pode complementar a anterior.

Todos os gadgets que possas imaginar. Todos são bem vindos.

E por mais que uma tricotadeira tenha marcadores para não fazer asneira.

Há sempre um. Que não tem.

Aquele que tem o formato em S e é cor de burro quando foge.

É esse mesmo que faz falta. Por favor, quero tanto!!

Podes comprar os acessórios aqui.

Se me deres isto:

knitmate.jpg

(imagem daqui)

 

 Isto:

woolwinder2.jpg

 (imagem daqui)

 

Ou isto:

dobadoura2.jpg

Ofereço-te um fato novinho em folha.

Mas em verde. Que o natal por estes lados é da cor da esperança.

 

Se calhar estou a abusar.

Vai na volta, até és um dos lesados do BPN. Ou do Banif. Ou do Bes.

Pronto.

Podes me oferecer uma tigela.

Atenção. DESTAS!

yarn.jpg

 (imagem daqui)

 

yarn1.jpg

  (imagem daqui)

 

NADA de roupa.

Casacos. Camisolas. Meias. Cachecóis.

Não!

Nós queremos é tricotar. E vestir o que tricotamos.

É claro que às vezes demoramos algum tempo.

Desmanchar é o nosso nome do meio.

E por isso as luvas nem sempre estão prontas em Novembro.

E o xaile em pura lã virgem só fica pronto em Maio.

Pormenores!

Não enchas a tua cabecinha com pormenores.

Foca-te no essencial! Sim?

Nós queremos fio. Fio. E fio. Só isso!

Vês como é fácil acertar....

Se quiseres mesmo, mesmo agradar. Não há dúvidas!

Malabrigo! É o fio dos fios.

malabrigo.jpg

(imagem daqui)

Mas o mundo está cheio de opções.

Tens muito por onde escolher.

Aqui. Por exemplo.

yarn3.jpg

(imagem daqui)

Se por acaso. Mas só mesmo por acaso. Estiveres mesmo, mesmo falido.

E nos quiseres presentear apenas e só com uma tshirt.

Nós. Tricotadeiras.

Enfim....pronto.

Aceitamos. Esta. Em verde!

verde.jpg

(imagem daqui)

 

Meu querido, Pai Natal:

 

Ouve bem com atenção.

Eleva-me essa bitola.

Se por nada disto optares.

Devolvo-te à coca-cola!

 

Mas se por outro lado.

Nada falhar.

E me deres tudo sem lamento

Só tenho uma coisa a fazer.

Vou pedir-te em casamento.

 

Vou esquecer-me do Bas Dost,

Em toda e qualquer medida

Porque finalmente encontrei

o homem da minha vida!

 

 

02.01.17

o melhor presente de todos...

Joana Marques

Todas as semanas o meu irmão ou a minha cunhada passam por minha casa (em Carcavelos).

Regam as plantas, dão uma olhadela no correio.

Na semana passada o Sr. Ludovino encontrou o meu irmão que lhe disse que vinha cá passar a passagem de ano.

O Sr ludovino foi a casa e entregou um saco ao meu irmão com o meu presente de Natal.

 

O meu irmão e a minha cunhada chegaram na sexta à noite.

E com eles o presente do Sr. Ludovino.

 

Respirei fundo.

Relembrei os últimos Natais. Veio-me à cabeça todos os presentes...

 

E disse:

- Espero que sejam umas meias...

1 (5) (1).JPG

 O meu irmão olhou para a minha cunhada e escangalharam-se a rir...

- Acho que não são meias. Disse o meu irmão.

 

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- São umas meias são! Pensam que é carnaval...e mascararam-se de frigideira...

Disse eu quando tirei o que estava dentro do saco...

 

 

E por causa das tosses e dos gozos.....fui experimentá-la..

Panquecas!

 

...aqui está ela em ação....

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 e a bichinha continua concentradíssima...

 

1 (30) (1).JPG

 

E o resultado final!

Panquecas vegan, com cobertura de caramelo e frutos vermelhos...

1 (1) (1).JPG

Foi o presente mais inesperado de todos. Obviamente.

Não me recordo, de alguma vez, ter pensado:

- Ó quem me dera receber uma frigideira...

Ou:

- I have a dream...o que eu queria mesmo era uma frigideira..

Ou, então:

- Dou um rim e 1/2 por uma frigideira...e se for preciso penhoro o fígado..

 

Tendo em conta os acontecimentos, andava em baixo.

Não era em baixo era mesmo, mesmo em baixo.

Só me apetecia chorar, ficar de pijama o dia inteiro e comer atum, diretamente da lata, durante as próximas três semanas.

Até o meu despertador oficial notou e era cada vez mais persistente ao acordar-me. É bicho teimoso. Não desiste à primeira.

 

Só algo desta magnitude me conseguiria descongelar...

...o universo e o Sr. Ludovino trataram do assunto!

E a Joana voltou. Não completamente. Vai voltando aos poucos.

 

Quase tive uma distensão muscular. Estive a um passo de deslocar o maxilar de tanto rir..

E o resultado final? Acham que é possível alguém ser infeliz a comer estas panquecas?

 

Sr. Ludovino, a desmistificar o Natal desde 1930!

 

Já agora deixo a receita...

Panquecas Vegan:

- uma banana

- um iogurte de soja

- meia chávena de chá de água

- uma chávena de chá de farinha

- uma colher de óleo de coco

 

Juntar os ingredientes todos num liquidificador ou passar pela varinha mágico.

Colocar um pouco de massa numa frigideira e deixar cozinhar.

Colocar ou não cobertura.

(o sucesso desta receita tem a ver com a quantidade certa de farinha, se colocarmos a menos não fica nada de jeito...)

 

E agora?

Agora o céu é o limite...

Joana na corrida a uma ou duas..........quem sabe três estrelas Michelin..........

21.12.16

Natal! estou pronta...

Joana Marques

Já tenho árvore de Natal.

Muito pouco tradicional mas tenho!

Improvisei também um presépio.

Com uns preguinhos e uma linha de algodão.

Ficará como centro de mesa.

presepio2.jpg

Já tenho as prendas todas compradas e não vejo a hora de ver a reação de quem as vai receber.

 

Já comprei tudo o que precisava para a ceia e para o dia de Natal.

O cabrito para a noite de Natal como fazia a avó Maria.

Só falta pô-lo num molhinho bom 12 horas antes de ser assado.

Para ir ao forno 4 horas antes de ser comido.

 

O peru assado para o dia de Natal como fazia a avó Adélia.

E o seu famoso recheio de castanhas que eu tento imitar todos anos mas que nunca fica tão bom.

Algum segredo que não está no livro de receitas que herdei!

 

O pão é feito sexta-feira.

E os bolos e bolachas também.

O arroz doce como a avó Maria fazia é feito sábado que é bom é quentinho.

E as fatias douradas da avó Adélia também.

 

O Natal também é isto.

É recordar os nossos que já cá não estão fisicamente.

Continuam vivos, bem vivos nos nossos corações.

 

A minha família chegou há 15 minutos atrás.

 

Por isso podes chegar, Natal!

Estou pronta!

20.12.16

...a revolta da árvore de Natal...

Joana Marques

Já deitada e quase adormecida começo a ouvir um barulho...

...não percebi logo o que era...

- se fosse um ladrão o cão já tinha dado sinal...não deve ser nada...

Deixei de ouvir o barulho e adormeci...

De manhã acordei e deparei-me com isto....

arvoredenatal1.jpg

 

Como estou numa casa que não é minha tive cuidado ao colar os corações.

Usei uma fita-cola normal.

Garantidamente quando retirasse da parede ficaria tudo na mesma...sem marcas.

Só que....

 

Mudei de estratégia...

Comprei fita-cola, daquela que cola slimani's ao tecto...

E já tenho novamente uma árvore de Natal.

 

natal4.jpg

 Claro está, quando sair desta casa vai ter de ser fugida à polícia, senhoria e corpo de intervenção.....pela calada da noite...sem ninguém dar conta...

...muito prático se considerarmos que tenho de levar na mão direita uma mala e na esquerda, um cão e um coelho....facílimo......

 

A Simone fez uma árvore de Natal tão gira! Já viram?

Joana Marques

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