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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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24
Abr17

Norwegian Meterological Institute! Não brinquem com a portuguesinha...

Joana Marques

Uma pessoa é acordada às 5h da manhã de domingo. Pelo cão.

Melhor dizendo, eu fui acordada às 5h da manhã de domingo pelo cão.

Sem stress. É mesmo a minha hora.

Abro a gaveta da mesinha de cabeceira e tiro o telemóvel.

Tenho várias notificações. O costume, gmail, facebook e instagram. E outra que desconhecia.

Vou vendo uma a uma, até que chego à desconhecida.

Uma onda amarela invade o meu telemóvel.

Pela primeira vez na minha vida recebi uma notificação do AccuWeather.

Um alerta amarelo.

Risco de Incêndio Florestal.

 

A sério?? Risco de Incêndio Florestal em Oslo?

 

Até saltei da cama! Nasceu-me uma alma nova!

Calor! Meus amigos, calor!!

Vamos ter calor, lalala lalala!

Fabriquei os foguetes, atirei os foguetes, apanhei as canas e fiz a festa sozinha.

 

Que sorte que eu tenho, pensei! Ainda agora cheguei e o tempo já mudou a meu favor.

20 graus? 30 graus?

Espetacular, Oslo!

Boa, Noruega!

 

 

A esperança foi-se logo que abri os olhos como deve ser e vi a temperatura.

 

oslo1 (1).jpg

Às 15h recebi outra notificação.

Uma loucura, estavam 6 graus.

O risco de Incêndio Florestal pelos vistos foi sol de pouca dura.

Afinal vem aí neve. E gelo. Em Abril. Quase Maio.

oslo2 (1).jpg

Norwegian Meterological Institute!

A dar falsas esperanças à portuguesinha??

E ainda não contente...

...toma lá uma facada pelo coração adentro.

É neve, é gelo....só falta sair de casa e um pássaro acertar-me em cheio...

...e confirma-se hoje está mesmo frio...

 

23
Abr17

a revolução na minha cozinha!

Joana Marques

Paleo falando....

Para além de ter mudado praticamente todos os ingredientes dos meus pratos. E isso foi meia revolução.

A revolução maior estava para vir.

A revolução na forma como confeciono os alimentos.

Foi a revolução total na minha cozinha!

 

 

Cozinhar a vapor!

Já tinha ouvido falar. Nunca tinha experimentado.

E não é preciso grandes coisas nem nada muito caro.

Podem adquirir este acessório para cozer a vapor. No Ikea ou noutro local qualquer.

 

Também existem panelas a vapor.

Se tiverem uma panela de arroz podem usar para cozer a vapor.

E existem panelas especiais que cozem só a vapor. Estas duas soluções são mais caras. Muito mais caras.

avapor.jpg

(tirei a imagem daqui)

 

O alimento cozinhado desta forma é mais saudável. Não perde nutrientes na água.

E é uma forma mais ecológica de cozinhar porque gastamos muito menos água.

E o sabor é melhor. Muito melhor.

Podemos cozinhar vários alimentos juntos. Carne, vegetais, peixe. O que for preciso. E por isso poupamos tempo e trabalho.

 

Algumas informações que considero úteis:

Quando introduzimos os alimentos no acessório, a água deve estar quente. Mas não deve ferver.

O acessório com os alimentos não deve tocar na água. Se isso acontecer já não está a ser cozido a vapor.

Só deve ser temperado com sal (neste momento uso sal dos himalaias) depois de cozido.

Mas na água podem acrescentar ervas aromáticas para aromatizar os alimentos.

Temos de respeitar os tempos de cozedura. E ter em atenção que os que demoram mais tempo devem ficar em baixo e os outros em cima.

 

Se experimentarem vão notar a diferença. No sabor. Na cor e apresentação.

 

4 (1).JPG

 

20
Abr17

primeiro estranha-se. Depois....

Joana Marques

Agora que já cá estou há mais tempo começo a aperceber-me de como este povo vive e como é.

Não gosto de tudo.

E há muita coisa que ainda me faz confusão.

Não é um país fácil para nós do sul.

 

 

Posso dizer que estou finalmente a gostar da Noruega.

E o que é que eu estou a gostar?

Muitas coisas. E coisas importantes.

 

Na Noruega a igualdade é uma realidade. Financeiramente falando.

Não se vê por aqui pessoas excessivamente ricas ou pelo contrário excessivamente pobres. Os padrões de vida são muito semelhantes. O ordenado de um médico, engenheiro, jardineiro ou de alguém que trabalhe num café é praticamente igual. Possibilita a que as pessoas tenham as profissões que gostem e não as escolham só porque são trabalhos bem remunerados.

 

Como toda a gente tem mais ou menos o mesmo nível de vida, é um país muito seguro. Ninguém inveja a televisão do vizinho porque tem uma igual. Não existem bairros de ricos ou de pobres. Pelo menos tão acentuadamente como em Portugal.

 

É um país muito virado para o ambiente e para a natureza. O que mais me espanta é ver as pessoas todas na rua quando está um frio dos diabos e eu acho que se está bem é em casa.

Se eles tivessem o clima Português...nem sei! Mudavam-se para a praia, no mínimo.

 

Oslo é a cidade mais limpa que já vi. Ao longo das ruas metro sim, metro sim temos um caixote do lixo.

Incentivam de forma ativa a compra de carros elétricos, por exemplo.

Os carros tradicionais são muito caros. Estão crivadinhos de impostos.

Os carros elétricos, por outro lado, não. Sem impostos.

São mais baratos na compra, podemos conduzi-los nas faixas bus e não pagam estacionamento em lado nenhum.

 

Incentivam a reciclagem, também de forma ativa.

Por exemplo se tivermos garrafas de plástico, só temos de nos dirigir a um supermercado e coloca-las numa maquineta.

A maquineta faz as contas e dá-nos dinheiro por elas.

Podemos usar este dinheiro numa compra no supermercado ou dá-lo para uma instituição.

É algo parecido com isto:

 

A Noruega é um país lindíssimo. Já comecei a visitar. Ainda vi pouco porque não saí muito de Oslo. Com tempo vou conseguindo ver mais. Já vi a Ópera de Oslo. Adorei. E a marina é espetacular.

 

A Noruega tem 16 feriados por ano. E cada trabalhador tem direito a 5 semanas de férias.

Podem escolher como querem esse tempo de férias, todo junto, à semana, dias pontuais.

O trabalhador escolhe. Ninguém o impede, nem diz nada.

 

A saúde é praticamente de graça. E é financiada pelo estado. Pagamos cerca de 10€ por consulta mas como toda a gente ganha no mínimo 25€/hora, 10€ é considerado irrisório. Tal como nos transportes não há cobradores de bilhetes, se formos ao médico há uma máquina onde se faz o pagamento. O principio é de confiar no cidadão. E ninguém sai sem pagar a consulta ou o bilhete de autocarro.

 

A eletricidade é muito barata! Mesmo barata. Estou cá desde dia 1 de Abril e gastei cerca de 3€. E um café custa os olhos da cara....enfim.

 

 

São pontuais. Muito pontuais. Toda a gente.

Incluindo os transportes públicos. Nunca esperei mais de 5 minutos por um autocarro, por exemplo.

 

Primeiro estranha-se, entranha-se.

E depois gosta-se.

19
Abr17

em Maio volto à escola....

Joana Marques

Começo a ficar com urticária sempre que dou por mim a perder tempo.

Em Oslo, sozinha. Tenho de me mexer. Foi o que achei.

E mexer não tem a ver com exercício físico. Tenho corrido todos os dias. No ginásio do meu prédio.

Tem a ver com o facto de não aproveitar. Tenho de estar aqui, certo? Então tenho de me fazer à vida.

 

Comecei a investigar. A perguntar.

Descobri que Oslo tem uma Universidade (...grande novidade!! Só uma???).

Tem uma universidade que me interessa.

Existe uma cadeira de História de Arte que gostava de frequentar. Já que cá estou. Gostava de aprender alguma coisa.

Um dia quando for velhinha gostava de pensar:

- Olha, aprendi isto quando estava em Oslo.

 

Depois de me informar. De ter ficado histérica quando vi o programa da disciplina. De ter dado pulinhos de contente por ter percebido que era mesmo aquilo que eu queria.

Desci à terra.

As propinas eram intragáveis.

Pensei.

Fiz contas.

Ponderei hipotecar o cão. 

E o coelho.

Vender um rim. 

E uma veia da perna.

 

Até que encontrei uma saída. Na verdade ela é que me encontrou a mim.

 

Como tive de deixar na universidade os meus dados.

Contactaram o meu emprego para confirmarem que eu trabalhava lá.

A minha chefe chamou-me e disse-me o que tinha acontecido.

Eu lá lhe disse que não tinha a certeza se iria ou não. Ainda estava a pensar. Expliquei-lhe a razão.

Sou pobre.

 

E Senhora Dona Anne, a minha chefe, lá me disse que se eu estivesse disposta a aprender norueguês provavelmente não pagaria nada. 

 

Nesse dia voltei à universidade e lá confirmaram.

Se aprender norueguês, a língua viva mais morta do mundo, fizer um exame escrito e outro oral e passar,  não pago nada na cadeira de História de Arte.

Isto acontece porque já tenho número de identificação Norueguês e trabalho no país.

Nem queria acreditar.

Os deuses noruegueses deviam estar loucos.

Que felicidade a minha!

 

A partir de Maio volto à escola.

História de Arte à segunda, norueguês à quarta. Durante 6 meses!

A minha chefe ainda achou que as aulas de norueguês deviam ser em horário de trabalho. Não aceitei. Não consegui aceitar. Escolhi um horário das 16h às 18h.

 

Estou ansiosa pelas aulas de História de Arte. Até já tratei de arranjar um caderno para tirar apontamentos, tal é a ansiedade!

 

7 (5).JPG

Quanto as aulas de Norueguês, o meu nível de conhecimento deste idioma é muito, muito avançado.

Sei dizer....

 

Olá - Hallo

Bom Dia - God Morgen

Obrigada - takk

Cão - hund

e mais importante que tudo o resto

Canela - Kanel

 

Pela mesma lógica Manela deve ser Manel, janela deve ser janel e como é óbvio, panela deve ser panel e chinela?? Não há nada que saber, em norueguês é chinel........

 

Oh! Não! Quem é que eu estou a enganar.....

....eu não sei nada de norueguês...

.....nada, rien, nothing, ingenting...

18
Abr17

a amizade. Segundo Vinicius de Moraes...

Joana Marques

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto

e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, 

eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, 

enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

 

E eu poderia suportar, embora não sem dor, 

que tivessem morrido todos os meus amores, 

mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !

 

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos 

e o quanto minha vida depende de suas existências ... 

 

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. 

 

Mas, porque não os procuro com assiduidade, 

não posso lhes dizer o quanto gosto deles. 

Eles não iriam acreditar. 

 

Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem

que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. 

 

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, 

embora não declare e não os procure. 

 

E às vezes, quando os procuro, 

noto que eles não tem noção de como me são necessários,

de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, 

porque eles fazem parte do mundo que eu, 

tremulamente, construí,

e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

 

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

 

E me envergonho, porque essa minha prece é, 

em síntese, dirigida ao meu bem estar. 

Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

 

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,

cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,

compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece 

é que a roda furiosa da vida 

não me permite ter sempre ao meu lado,

morando comigo, andando comigo, 

falando comigo, vivendo comigo, 

todos os meus amigos, e, principalmente, 

os que só desconfiam 

- ou talvez nunca vão saber -

que são meus amigos!

 

A gente não faz amigos, reconhece-os.

 


Vinicius de Moraes

 

para o J. que não quis ser meu amigo.

18
Abr17

last weekend...

Joana Marques

Estava na iminência de passar a Páscoa sozinha. Numa cidade que ainda não domino.

Os meus pais e irmãos vêm cá no próximo fim de semana.

Não podiam vir nos dois.

Fui salva pela minha amiga Maria que me convidou.

- Fim de semana em Berlim? Queres?

Estranhei. Berlim?

Afinal o fim de semana, não era um fim de semana de lazer. Tinha como objetivo assistir a um seminário sobre agricultura biológica. Podendo o sábado estender-se até domingo. E domingo sim, podíamos pôr em prática tudo o que aprendemos.

 

quintabio1.jpg

(a entrada da quinta, muito discreta)

 

A quinta de agricultura biológica não é muito grande. Tudo o que tem faz sentido naquele propósito.

Algumas coisas chamaram-me à atenção.

 

- As Joaninhas são bichinhos preciosos na agricultura biológica.

Porque combatem animais nocivos, como o piolho.

E por isso não têm de usar pesticidas.

Por acaso, sempre achei que quem tem uma Joaninha tem tudo, quem não tem arranje!

 

- Usam muitas ervas de cheiro no meio das mais variadas culturas.

Também elas ajudam a afastar a bicheza má.

 

- As abelhas são super importantes e por isso são muito estimadas.

A abelha está para eles como a vaca está para a Índia.

 

- Fazem criação de minhocas. Epígea Eisenia.

Com elas fazem compostagem a sério.

Segundo eles, este bichinho nojento como o caneco, transforma todo o tipo de matéria, em terra espetacular.

Vendem para fora.

Se estiverem interessados são baratinhas e nojentas. Muitas a 5€!

 

- Fizeram um lago artificial no meio da quinta.

Porque tinham pragas de caracóis e lesmas.

O lago atraiu sapos.

E os sapos são como o Sebastião, comem tudo, tudo, tudo...

 

- Recebem voluntários do mundo todo para aprender os conceitos.

Têm mão de obra gratuita o ano inteiro.

Tudo na quinta é feito com trabalho voluntário.

 

- As construções da quinta são feitas com lama.

Um método antigo.

O telhado é coberto de palha.

E aguentam-se com chuva e tudo.

Enquanto lá estive, choveu.

Refugiámos-nos na tenda de meditação e não entrou nem um pingo.

 

- As casas de banho. Temos mesmo de falar das casas de banho?

Vou falar das casas de banho.

Chamam-se casas de banho secas.

Não têm autoclismo como as casas de banho normais.

Situam-se no equivalente a um primeiro andar.

Têm sanita.

Mas os dejetos vão parar ao rés do chão.

Em vez de puxar o autoclismo cobre-se com serradura.

Apanha-se e põe-se dentro de um contentor.

Junta-se à festa a bela Epígea Eisenia. Em quantidades industriais.

Um ano depois têm terra boa. Aplicam-na nos produtos biológicos que vendem.

Nesta parte aqui, fiquei com vontade de me agarrar forte e feio aos produtos industrializados e aos pesticidas.

 

Também têm casas de banho normais. Para pessoas que tomam a pílula ou antibióticos.

Segundo eles, neste caso as Epígea Eisenia não dão conta do recado e a terra proveniente pode contaminar os solos.

Também aprendi que a pílula está a deixar os peixes do mar estéreis.

Apeteceu-me regurgitar o peixe que tinha comido ao almoço.

 

- A quinta tem porcos. Especiais.

Porque, este tipo de porco consegue arrancar e comer raízes indesejáveis. São prestáveis e trabalhadores enquanto fazem o que mais gostam, comer!

Fizeram-me lembrar a celebre frase de Confúcio:

 

"Escolhe um trabalho de que gostes e não terás de trabalhar um único dia da tua vida".

 

 - O lago e os dois pontos de água estão cobertos com plantas que filtram as impurezas da água e por isso a água é muito límpida.

 

- Os pontos de água estão em locais estratégicos da quinta e foram feitos quando retiraram a lama para construirem a loja biológica, a tenda da meditação e um pequeno local onde as pessoas se podem juntar e conviver. Só funciona aos fins de semana. Não sei se é um café ou uma tasca. É qualquer coisa entre os dois.

Como tinha um sofá.

Este foi o local preferido do Vasco.

Passou lá o domingo todo.

 

- A quinta parece caótica.

Muito desarrumada.

Cheia de erva e com culturas aqui e ali. É mesmo assim.

Quem vem de fora tem medo de pisar alguma coisa importante.

Às tantas não se percebe onde acaba o pousio e começam as culturas propriamente ditas.

 

- Os produtos da loja são caros. Mas segundo eles, vendem tudo. Para além dos hortícolas produzidos na quinta, vendem pão. Têm muitas variedades de pão: batata doce, azeite, beterraba, etc. E o pão é um dos produtos mais vendidos. As pessoas deslocam-se à quinta pelo pão e acabam por comprar muito mais.

 

quintabio2.jpg

(eu em exercício de funções, a plantar uma árvore)

 

É um conceito, no qual me identifico mas ainda não me sinto preparada para abraçar um projeto desta natureza.

Tenho andado a pensar no que vou fazer quando voltar a Portugal.

Algo deste tipo?

Acho que não.

A parte das casas de banho deu cabo de mim. E também não me estou a ver, criar Epígea Eisenia.

Vasquinhos sim, Epígea Eisenia, não!

Se valeu a pena? Claro que valeu a pena.

Um fim de semana diferente. E proveitoso.

17
Abr17

2 semanas...

Joana Marques

Tudo começou no Natal.

Quando uma amiga minha me ofereceu este livro.

paleo23.jpg

Sentia-me esgotada. E não era só do trabalho.

Tinha momentos de tristeza inexplicáveis.

O que li fez sentido. E achei que tinha de começar por algum lado. Pensei: vou tirar o glúten.

Há uns anos atrás, o meu teste de intolerância tinha dado o glúten na parte amarela.

Quando iniciei a dieta nessa altura, não comi glúten durante 6 meses. Depois voltei.

É extremamente difícil evitar o glúten. Tudo tem glúten. Ou quase.

 

 

Como fui para a Grécia em Março o processo demorou mais do que eu esperava.

Tinha em mente. Não ao glúten. Não aos alimentos processados. Se tiver mais do que um ingrediente que tenha sido eu a junta-los.

Entretanto fui tirando ideias. E descobri o regime Paleo. Foi um dia de sorte.

 

Quando fiz anos ofereceram-me este livro. Gostei.

Tem muitas ideias para refeições. Com todas as ideias podemos adaptar outras.

paleo24.jpg

Entretanto comecei a ler este livro.

Tenho aprendido muito. Sobre este regime. Sobre este estilo de vida. Sobretudo sobre ter saúde. E como devemos começar o mais rápido possível para em velhos termos qualidade de vida.

Chegar a velho é o melhor que nos pode acontecer. Quer dizer que estamos vivos. Que não tivemos nenhum acidente com facas e afins durante o nosso trajeto.

Que se chegue bem. Sem grandes mazelas. E encargos.

paleo25.jpg

Também aderi a um grupo no facebook: PALEO descomplicado. Têm feito a diferença. Tenho aprendido muito com todas as partilhas.

 

O que me propus no início. Há duas semanas era fazer 80% de refeições Paleo.

Só que me senti tão bem nos primeiros dias que deixem andar....e só deu Paleo.

2 semanas sem ter fome.

2 semanas sem comer açúcar.

2 semanas sem comer glúten.

2 semanas sem sentir a falta de nada.

Absolutamente nada.

Aquelas fomes repentinas, já eram.

Como bem, em qualidade. Não tenho restrições de quantidade.

Tenho restrições em laticínios e ovos. Já as tinha. Tendo em conta as minhas intolerâncias.

Tenho introduzido alguns alimentos aos quais sentia intolerância que agora já não faço reação. Por isso tenho alguma esperança em relação aos ovos.

Faz todo o sentido este tipo de alimentação. Sinto-me em casa. Ou melhor, na caverna!

E é óbvio que é para continuar. Se me sinto bem só faz sentido continuar...

 

Se quiserem saber o que nós comemos, é só seguir o esquema!

 

paleo1.jpg

 (tirei a imagem aqui)

 

15
Abr17

fim de semana de 4 dias...

Joana Marques

Ontem foi feriado na Noruega. Tal como em Portugal.

Segunda também é feriado.

A Noruega tem 16 feriados por ano.

Só em Maio temos 3.

 

Quase toda a gente aproveita estas mini-férias da Páscoa para ir para fora.

Eu não tinha grandes planos. Fui salva pela minha amiga Maria. Que me desafiou a passar estes dias em Berlim.

Aceitei.

 

berlin3.jpg

Chegámos ontem. Passeámos. Visitámos.

 

O objetivo da visita é outro.

Hoje iremos a um seminário sobre agricultura biológica e permacultura.

Amanhã se quisermos podemos experimentar e por as mãos na terra.

Estou ansiosa.

Tem tudo a ver comigo e com a fase pela qual estou a passar.

Segunda regresso.

O Vasco! Garantidamente deve ser o cão com mais milhas no corpo!

 

 

14
Abr17

eu queria ser suficiente...

Joana Marques

 

Diapositivo1 (2).PNG

 

Da próxima vez que eu gostar de alguém. E alguém gostar de mim. Quero ser suficiente.

 

Não quero que ache que eu sou o ser melhor do mundo. Isso seria um equivoco.

Especial, sim. Porque somos todos à nossa maneira. O melhor do mundo não.

 

Não quero que me considere alguém que tanto faz. Que o faça olhar para o lado.

Ser melhor que nada. Não. Também não quero.

 

Quero ser suficiente. Ser suficiente é a conta certa. Não é a mais nem a menos.

Ser suficiente. É ter os pés bem assentes na terra. Não num sonho. Ou num pesadelo.

 

Neste momento eu sou suficiente. Para mim. Tenho de ser.

Daqui a algum tempo pode ser que não.  Que encontre alguém que eu seja suficiente.  E que seja suficiente para mim.

E assim, sim. Podemos ser felizes.

 

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