Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

handmade life

17
Out17

o pintainho

Joana Marques

Segredo

 

"Sei um ninho.

E o ninho tem um ovo.

E o ovo, redondinho,

tem lá dentro um passarinho

novo.

 

Mas escusam de me atentar:

nem o tiro, nem o ensino.

Quero ser um bom menino

e guardar

este segredo comigo.

E ter depois um amigo

que faça o pino

a voar..."

 

Miguel Torga

 

 

vasco (5).jpg

O Vasco tratou-o como se fosse um irmãozinho mais novo.

O pintainho teve medo. Rapidamente percebeu que Vasquinho ia por bem. E deixou-se conquistar.

Uma hora juntos. Ficaram amigos.

 

 

16
Out17

éramos 5

Joana Marques

Éramos 5.

Foi num verão. Antes das férias grandes. Devia ter uns 6 anos.

Tinha seis anos. Porque em Outubro ia para a primeira classe. E não falava noutra coisa.

O meu pai e a minha mãe decidiram que íamos os cinco. Eles, eu e os meus irmãos.

Passear. Por sítios que eu e os meus irmão não conhecíamos.

Luso. Vimeiro. Coimbra. Águeda. Viseu.

 

As aulas já tinham acabado. O meu pai tirou uma semana de férias. Lá fomos nós.

Sem grandes planos. Almoçávamos e jantávamos onde dava. A uma hora qualquer.

Dormíamos em pensões. Ou pequenos hóteis.

E fomos subindo. O país.

Vila Real. Vila Nova de Foz Coa.

 

Foi tão bom.

Agora acho que foi bom.

Na altura. Eu tinha de ir no meio. No carro. Porque nenhum dos meus irmãos abdicava da janela.

E eu falava. Falava. Falava.

A minha mãe falava com o meu pai.

O meu irmão e a minha irmã. Mais velhos. Passavam o tempo a dormir. Ou a conversar com os meus pais.

E eu. Sabia lá eu, conversar.

Éramos 5. Uma família. A minha família.

O meu irmão pré adolescente. A minha irmã adolescente. E eu. A mais nova. A mais chata. A que ia no carro. No meio.

Um dos dias.

Tinham-me roubado o pão com tulicreme. Ao pequeno almoço.

Disseram à minha mãe que eu não queria beber o leite.

Era branco.

Toda a gente sabia que eu só gostava de leite com chocolate.

A minha mãe obrigou-me a beber o leite.

Tinha nata. Quase morri.

Ia, no carro. No meio.

Triste e deprimida.

A minha vida era um chatice.

Os meus irmãos eram os piores do mundo.

E os meu pais não gostavam nada de mim. Só dos meus irmãos.

 

Nesse dia.

Tivemos um furo.

Em Santa Comba Dão.

Não sei muito bem porquê. O meu pai não conseguiu mudar o pneu.

É claro que eu. No alto dos meus 6 anos. Achei que tinha de me meter na conversa.

E como ninguém tinha paciência para me dar atenção.

Fiz. O que uma pessoa altamente inteligente deve fazer....

Chorei.

Berreiro épico.

Daqueles com direito a estender-me no chão.

E a gritar.

E a envergonhar a família até à quinta geração.

Já era tarde. E os meus pais decidiram ficar numa pensão. E arranjar o carro no dia seguinte.

 

Éramos 5.

4 + eu.

Eu chorava.

A minha família já nem ligava. Eram doutorados em birras épicas de Dona Joana.

Foi então. Que uma senhora me deu a mão.

A dona da pensão.

Com uma grande, grande paciência. Não me largou mais.

Foi dos actos mais generosos que tiveram para comigo.

Sentia-me mesmo triste.

Hoje, sei que não tinha razão para tal. Na altura, não sabia a sorte que tinha. Nem lhe dava valor.

 

Esta pensão. Ardeu entre ontem e hoje.

Não sei se ainda é das mesmas pessoas.

Só sei que ardeu.

 

Éramos 5.

Temos sorte.

Ainda somos 5.

 

Infelizmente, hoje, algumas famílias não podem dizer o mesmo.

Para elas.

 

15
Out17

posso voltar para Portugal. Descansada.

Joana Marques

É por esta altura que começamos a ouvir notícias sobre o orçamento de estado.

Ouvimos isto. Ouvimos aquilo. Ligamos uma coisa à outra. Ou não.

Pelo que percebi. Posso voltar para Portugal.

Afinal o que mexe?

french-fries.png

 Batatas fritas (+0,14€)

Não consumo.

 

bolachas.jpg

 Bolachas (+0,20€)

As únicas bolachas que como são as Jaq's feitas por mim.

Também inventei umas crackers.

Precisam de ser, de alguma forma, aperfeiçoadas e por isso ainda não publiquei a receita.

Com queijinho são mesmo divinais...

 

 

cerveja.jpg

 cerveja (+0,01€)

Não consumo.

Já devo ter provado.

Nem me lembro do sabor.

O aumento também é irrisório.

A não ser para alguém que consuma banheiras e banheiras de cerveja.

 

jack.jpg

 Whisky e outras bebidas destiladas (+0,05€)

Também não consumo.

Já pensei usar para desinfetar feridas e assim, mas tenho-me ficado pela água oxigenada.

Jack Daniels, só porque acho graça ao nome.

Se continuar fora do país, pode muito bem ser o nome do meu próximo animal doméstico.

Vasco, deixa muita gente com ar de

 

cigarro-clipart-1.jpg

 Tabaco (+0,10€)

É óbvio que não, não e não.

Tanta comida saudável.

Tanto blá, blá, blá...e depois entregava assim a alma ao criador??

Não!

E esturricar dinheiro desta maneira. A minha religião, simplesmente não permite...

 

gasolina.png

Gasolina (o preço será atualizado conforme a inflação)

Inflação, amiga....congela! Se faz favor....

 

beetle-car-clip-art_p.jpg

ISV e IUC, aumentam cerca de 1,4%.

Como diz o outro, façam as contas.

Nos carros elétricos haverá um incentivo de 2250€, se for trocado por um carro a gasolina.

Em principio, não preciso de carro mas nunca se sabe.

Se precisar, vou ter de abdicar do incentivo.

Ainda não me mentalizei para andar com a extensão elétrica e cenas.

Terei de pagar mais 1,4%. Joana, faz as contas.

 

 

Cartoon-piano-clipart.jpg.png

 Instrumentos musicais.

Prevê-se uma descida do Iva de 23% para 13%.

Uma notícia fantástica para mim.

Sempre quis ter um piano em casa.

Os meus pais, abençoados, pagaram durante 5 anos, aulas de piano.

Para mim e para os meus irmãos.

Lá íamos nós a uma rua macabra para lá de Campo de Ourique.

A casa de uma professora. Chamada Eunice.

Menina Eunice era maravilhosa.

Mas vivia com 5 ou 6 gatos.

E eu, Joana saia de lá sempre a pingar do nariz e com os olhos mais vermelhos que as camisolas daquele clube cujo o nome não deve ser pronunciado, nem escrito.

 

casa.png

Se comprar o piano tenho de mudar de casa.

A minha casa de Carcavelos é pequena que dói.

A boa notícia é que se comprar uma casa que tenha pelo menos 30 anos, tenho desconto no IMI e no IMT.

 

E é isto!

Um orçamento. Feito à medida para mim.

Voltamos a falar. Quando receber a fatura do IRS.

 

09
Out17

a tradição. Já não é o que era...

Joana Marques

Olho para trás.

E vejo.

O meu avô na sala. E a minha avó Maria na cozinha.

Nem sei se o meu avô alguma vez entrou na cozinha.

Provavelmente sim. Mas não tenho essa imagem presente na minha cabeça.

A minha avó teve 5 filhos. Homens. Nunca me lembro de os ver na cozinha.

As noras, sim. A minha mãe. E as minhas tias. Dividiam tarefas.

Era normal. Ninguém se queixava.

 

 

Olho para trás.

E vejo.

O meu avô na sala. E a minha avó Adélia na cozinha.

Embora tivesse empregada desde sempre. Algumas coisas eram sempre feitas por ela.

Adorava cozinhar. E tinha umas mãos de fada.

A empregada ajudava. Só ajudava! 

Em almoços ou jantares importantes. Ela é que idealizava. E fazia.

Quem vinha de fora. Era desconvidado a entrar na cozinha. Até a minha mãe que era filha.

A dona da casa e da cozinha era a minha avó Adélia.

 

Olho para trás.

E vejo. A nossa cozinha em Campo de Ourique.

Um pouco mais flexível que nas cozinhas da geração anterior.

Mas o meu pai pouco fazia. Porque o meu pai pouco sabia.

Ainda me lembro o dia em que a minha mãe deixou sopa a fazer na panela de pressão.

- João, vou só aqui abaixo, à mercearia.

O pobre do meu pai. Ia enfartando. O caneco da panela de pressão começou numa chiadeira.

O meu pai não fez mais nada.

Saltou do sofá.

Abriu a porta de casa. E fechou o gás do prédio. Todo!

Se o objetivo era calar a panela de pressão conseguiu....

Se o objetivo era pôr a vizinha do primeiro direito a chamar-nos nomes....também foi bem sucedido.

 

Adoro tradições.

O Natal. A Páscoa. Os nossos aniversários. Os almoços com toda a família.

Ter à mesa aqueles que já não estão. Com histórias. Comida. E cheiros...

O riso do meu irmão a lembrar o meu avô paterno.

E o meu sobrinho mais velho que tem o cabelo da cor do meu avô materno.

A maneira de andar da minha irmã que lembra a minha avó Adélia.

E os meu olhos iguaizinhos aos da minha avó Maria.

 

Algumas tradições fazem sentido.

Outras ainda bem que não resistem ao tempo.

Chama-se evolução.

 

Quando coloquei a receita do bolo de cenoura nunca pensei que alguém a fizesse.

Mas no fim de semana tive duas surpresas.

Boas surpresas.

 

Primeiro apareceu-me esta imagem no instagram.

Bolo de cenoura feito pelo Ricardo. E ao lado algo apetitoso, também.

Estamos à espera da receita!

bolocenoura2.jpg

 

Mais tarde.

Do João Farinha.

bolocenoura1.jpg

Homens!

A tradição. Definitivamente. Já não é o que era....

....e ainda bem!

 

08
Out17

Preferem estar bem ou mal acompanhados?

Joana Marques

Tentei explicar aqui.

O papel delas na nossa vida.

É provável que a explicação tenha ficado aquém. Sou apenas uma curiosa. Que gosta de ler.

Estou a falar de bactérias. Sim de bactérias.

 

Aqui está um vídeo. Muito bem feito.

Explica o papel das bactérias. Na nossa vida.

Vistas por nós como algo indesejável. Muitas delas são a chave para a nossa qualidade de vida. Ou não.

 

 

São tão importantes.

O nosso estado de espírito depende delas. E as nossas escolhas também.

Todos os dias temos tentações em forma de alimentos. Com aspeto delicioso.

Alguns sabemos que fazem mal.

Outros, estão mascarados de saudáveis. Se calhar até são piores que os anteriores.

Pelo menos, os primeiros não enganam ninguém.

Nós temos uma palavra a dizer. Até um determinado ponto.

Se estivermos perante a companhia errada. Podemos acabar a fazer tudo o que ela querem.

 

É fácil de perceber.

Se optarmos por alimentos não saudáveis e viciantes seremos acompanhados todos os dias.

Todos os momentos, por bactérias incrivelmente maléficas.

Algumas até nos agridem e enfraquecem as paredes do nosso intestino.

Provocam doenças graves.

Obesidade. Diabetes. Depressão. Alzheimer. Parkinson.

E muitas outras. Podem ter a sua causa em intestinos com disbiose. (ainda é objecto de estudo)

Fungos e parasitas. Tudo de mão dada.

Horríveis. Aproveitam-se de uma fraqueza nossa e sugam-nos...até poderem...

....sabem as finanças???

...ao pé desta gente....são verdadeiros meninos do coro...

 

É com este tipo de gentinha que se querem dar??

 

Se optarmos por alimentos. Verdadeiros alimentos.

Daqueles que crescem nas árvores e na terra. Estaremos bem acompanhados.

Nós e as bactérias.

 

As ditaduras nunca funcionam bem.

E por isso.

Há espaço para a asneira. Desde que não seja diária.

Vejam.

7 minutos que perdem. O resto da vida que ganham....

...e não é tão chato como o meu post...

 

 

 

04
Out17

Já fiz. Nunca fiz. Desafio

Joana Marques

Desafio vindo da Happy. Aqui vai...

desafio.jpeg

 

Eu nunca fiz um interail

Nunca.

Na altura em que as pessoas costumam fazer tal coisa, tinha começado a trabalhar.

Estudava ao mesmo tempo.

E todo o tempo era pouco para tudo.

 
Eu já participei num concurso
 
Quando andava na terceira classe participei num concurso de contos.
O meu conto era tão diferente e aparvalhado que ganhou.
Ganhei uma boneca, como prémio.
Foi uma loja de Campo de Ourique que patrocinou o evento.
E nesse mesmo dia estava pregada na loja.
A implorar ao senhor para trocar a minha boneca por um jogo de matraquilhos.
O senhor olhou para mim de lado várias vezes. Lá acedeu. Fui feliz enquanto o jogo durou.
 
 
Eu nunca conheci a pessoa que mais admiro.
Porque nasci em 1981.
E a pessoa que queria ter conhecido é José de Alvalade.
Tinha tanta coisa para falar com ele.
Impressões para trocar.
Queria perguntar-lhe:
- Como se faz, o que fizeste??
 
Eu já caí na rua.
Montes de vezes.
Sempre de forma épica.
Digna de registo.
Quedas merecedoras do melhor programa de apanhados.
As minhas quedas todas davam posts para pelo menos uns 4 anos. Incluindo feriados e fins de semana.
 
Conto uma.
Tinha uns 14 anos.
Andava no Pedro Nunes (a escola).
Estavamos sem professora de inglês há muito tempo.
E de repente corre o rumor pela escola. Um professor. Giro. Na turma do lado. E nós?
 
Pois aqui a totó, pendurou-se numa escada para seguir o professor com os olhos. E ver se vinha para a nossa sala. Desequilibrei-me.
Voou a minha mala. Que se abriu.
Voou o meu estojo de lata.Voaram canetas. E lápis.
Voou a Joana propriamente dita.
 
Aterrei aos pés do professor.
Nada como, entrar a matar. E causar uma bela primeira impressão...
 
E não fui à aula porque abri o queixo e dei cabo de um joelho.
O professor era mesmo giro, chamava-se Humberto, tinha uma pronúncia inglesa americanizada. E era um professor como deve ser...a sério!
Humberto, amigo, se lês o quiosque....diz....hello! 
...Sou eu! O ovni.......
......era como ele me chamava...
  
   
 
 Eu já desmaiei
Sim, sim e sim. Não é bom.
 
 
Eu nunca estive em coma alcoólico.
 
Nunca.
Não sei bem em que idade é que se costuma ficar em coma alcoólico mas presumo quer seja no fim do liceu e pela universidade fora...pois.
Demasiado tempo livre, será?
Nessa altura estava a trabalhar e a estudar. Não tinha tempo para nada.
Tem algo de positivo ficar neste estado?? Ou é só parvo...
 
Eu nunca experimentei drogas.
 
Café, conta? 
Ok! Pronto. Bombinha da asma!
Não, nunca experimentei sequer.
Não faço ideia do aspecto, do cheiro ou a que sabe.
Nem tenho qualquer intenção de experimentar. Acho parvo, também...
 
 
Eu nunca me vinguei de alguém que me fez mal.
 
Posso não ficar calada e dizer alguma coisa.
A maioria das vezes ignoro a pessoa até à exaustão.
E ignorar, a maioria das vezes é o pior que lhes pode acontecer.
 
 Eu nunca tive um acidente. 
Nunca tive mas já estive muito perto.
Na A1.
De noite.
Na faixa da direita ia um carro com luzes apagadas a uns 50km à hora.
Tive de mudar de faixa de repente.
Ou abalroava o dito.
A sorte é que não vinha ninguém na faixa do meio.
Ou estava a escrever este post, a partir do céu. Via satélite.
 
 Eu já andei de avião.
 
Fui hospedeira durante 15 anos (mais ou menos).
Sim, já andei de avião...e adoro!
É o meio de transporte da minha vida.
Mais uma vez, Adoro!
Fico sempre extasiada a olhar para um avião. E perceber que é um privilégio viver no nosso tempo.
 
 
Eu nunca bebi demais.
 
Claro que não. Já sou insuportável sóbria. Seria um pesadelo para o mundo.
A verdade é que não bebo.
Em nenhuma circunstância.
Ou melhor bebo, água. E agora, entrei na moda dos sumos verdes....
 
 Eu já confundi uma pessoa com outra.
 
Claro que sim. Nem seria normal da minha parte se não o fizesse.
Em Carcavelos encontrava muitas vezes uma senhora na rua.
Dizia-lhe sempre bom dia. Porque achava que era uma vizinha minha.
Quando me aproximava dela via que afinal não era.
Comecei a ter mais cuidado.
A verdade é que a senhora me cumprimenta até hoje. Ou cumprimentava, já lá não estou...
Se calhar deve-me confundir, com outra pessoa, também...
 
Eu já me perdi num país/cidade estrangeira.
 
 
Óbvio, que sim! Nem é preciso ser estrangeiro.
Já dei por mim em ruelas de Lisboa que não sei onde vão dar.
Perdermos-nos. É das melhores coisas da vida.
 
 
Eu nunca tive uma experiência paranormal.
 
A verdade é que não acredito nisso. Se me acontecer alguma coisa de estranho vou simplesmente pensar que é uma corrente de ar. Ou similar.
 
Eu já roubei.
 
Sim. Leite.
Este post já vai longo...não vale a pena desenvolver....
 
 
Eu já apaguei coisas do facebook.
 
Sim. Porque às vezes as publicações não ficam como eu gosto. E tenho de apagar.
 
 
Eu nunca traí alguém. 
Não.
Nunca.
E se o fizer, por favor......colete de forças, Avenida do Brasil.....Júlio de Matos.
 
Eu já deixei de falar com alguém que me magoou.
 
Não aconteceu muitas vezes.
Mas já aconteceu.
 
Respondi com sinceridade a todas as perguntas?
O que é que acham......
Sim!
 
Obrigada, Happy!
E a próxima vitima....João.
Conta lá coisas....
 
 

Eis as regras

 Responder a todas as perguntas apenas com "Eu já" ou "Eu nunca" .

 Responder à última pergunta com "sim" ou "não".

 Colocar a imagem oficial do desafio (obrigatório).

 Referir quem vos passou o desafio.

 Passar o desafio a pelo menos 4 pessoas.

Só passo ao João porque o João vale por 4. 

E como sou sempre das últimas a responder, acho que toda a gente fez.

02
Out17

10 anos. Com uma má fotografia...

Joana Marques

cartãodocidadão.jpg

Olho. Com tristeza para a minha foto. Do cartão do cidadão.

Na verdade, nem olho muito. Tento sempre esconder o dito, que tem a foto. No ponto mais recôndido da carteira.

 

Lembro-me do dia em que o tirei.

O dia mais frio desse ano. 7 kg de roupa em cima, ou mais. Lá fui, apressadamente, tirar o cartão do cidadão.

Tinha feito o agendamento. 15 dias antes. E à hora marcada fui chamada.

Depois de proceder ao pagamento. E a todos os procedimentos.

Seguiu-se. O frente a frente. Com a máquina.

 

Lê impressões digitais, recolhe assinaturas e tira fotografias. Que espetáculo de máquina.

Assinatura....ok!

Impressões digitais....a custo, lá foi.

A foto. Tirou...só que....

.... captou...tudo.

 

Se é feio perguntar a idade a uma senhora.

Muito mais feio. É captar olheiras. E ares cansados e adoentados.

Com os impostos que pagamos. Devíamos ter máquinas com photoshop incorporado.

E sair de lá uma cidadã linda, maravilhosa e com bom ar!

Nada disso.

 

Era Fevereiro. Ainda a recuperar de uma maleita grave que tinha tido em Janeiro.

Estava com um ar de choco sem tinta, deslavado.

Era sexta feira.

Tinha chegado essa madrugada da Alemanha. O Sporting tinha jogado com o Wolfsburg. Tinha perdido.

Estava com um ar de choco cansado, triste, sem tinta e deslavado.

E foi assim.

- Olhe em frente.

Olhei em frente.

- Pode sorrir.

Fixe!

- Não, não, não. Não pode mostrar os dentes.

Oh! Não! Como é que se sorri sem mostrar os dentes?

Vou tentar. Assim? Não. Devo parecer parva.

Vou experimentar de outra maneira. Se calhar é melhor...

..e perdida nos meus pensamentos.

 

Zás!

(traiçoeiramente, como uma facada que se dá nas costas.....

.......assim me tiraram a fotografia)

 

- Já está! Ficou muito bem!

 

Como já está? Se ainda estava a arranjar uma estratégia. De posicionamento.

 

Uns dias depois.

Tinha o resultado do desastre na minha mão.

Claro que não fiquei bem. Garantidamente, não fiquei nada bem.

5 anos de tristeza. 5 anos!  

Sempre que tenho de mostrar o cartão do cidadão. É deprimente.

Ali estou eu. Com ar de choco cansado, triste, sem tinta e deslavado.

Ainda me falta pouco mais de um ano. De má fotografia. Muito má fotografia.

 

 

Hoje, entram em vigor.

Novas regras.

Novos procedimentos. No que diz respeito ao cartão do cidadão.

O novo cartão do cidadão terá novas funcionalidades.

O cancelamento do mesmo poderá ser feito online ou telefonicamente.

E a sua renovação também poderá ser feita no portal do cidadão, por exemplo.

 

Prazo de validade. 10 anos.

Pior que 5 anos. Com uma má fotografia.

Serão 10 anos...de tormento!

 

Ironizando, obviamente!

A verdade é que me agrada. O prazo de 10 anos...

Até porque, na próxima próxima foto....vou ficar um estrondo! 

01
Out17

Outubro. Já não é verão. Ainda é bom...

Joana Marques

Todos os meses têm o seu encanto.

Pessoalmente prefiro o verão. Nunca me canso do verão.

Calções e alcinhas. A minha indumentária preferida.

 

Outubro.

Começa a pedir um pouco mais de roupa.

Em Oslo, os dias já estão frescos. E são muito mais pequenos. Pelo menos eu acho.

 

Sabe bem. Ficar em casa, também.

A ver um filme, uma série. Ou a tricotar para os dias que não tardam em chegar.

Winter is coming!

E não é só na série. Também na vida real.

 

Sabe bem. Ficar enrolada numa mantinha. A beber um chocolate quente.

 

Juntem 125 ml de leite de coco a 125 ml de água.

Uma a duas colheres de cacau em pó. Depende da gulodice!

Mexam até ferver. Para incorporar todos os ingredientes.

Por cima coloquei raspas de lima. Porque gosto muito deste sabor.

 

1 (13) (4).JPG

Aqui está o melhor néctar de sempre.

Fortificante. Viciante. Retemperador.

Sem glúten. Sem caseína. Sem lactose. Sem ovo.

É só ser feliz. E desfrutar.

E viver Outubro.

Já não é verão....mas ainda é bom!

 

29
Set17

perguntas estúpidas. Respostas....

Joana Marques

ponto.jpg

 

Enerva-me a ineficiência.

Custa-me perder tempo.

Procrastinar. Fazer depois. Ou fazer em modo devagar, devagarinho...

Enerva-me. Pronto!

 

Se é para fazer. É para fazer. Já. Agora.

No projeto que estou envolvida. Tenho de trabalhar com os Noruegueses. Eficientes.

Com ingleses. Têm dias.

E com espanhóis.

Muitas idas a Espanha podiam ter sido evitadas se o telefone funcionasse.

Se pedir alguma coisa pelo telefone. Ou por email.

Dizem que sim. Dizem sempre, sempre que sim....

Só que não. Não chegou. Nem ontem, nem hoje. Chegará amanhã??

Claro que não! É sábado. 

 

É mais prático.

Muito mais prático.

Poupo tempo e tudo.

Apanhar um avião.

E aterrar à porta do gabinete.

E só sair dali.

Quando tiver tudo! Na minha mão...

 

Estou em Londres.

E precisava de uns dados.

Liguei para Barcelona.

Do outro lado...a pergunta!

- Queres para hoje? 

E eu respondi.

- Não. Pode ser para daqui a dois anos. Mas, por favor envia por correio expresso! Antes que se extravie...

 

Ficou muito chateado comigo.

E é claro. Ainda não recebi os dados.

E amanhã é sábado.

E depois domingo....

.....

Mais sobre mim

foto do autor

Um grupo no facebook para quem gosta de crafts!

  •  
  • Sigam-me

    Instagram

    Comentários recentes

    Calendário

    Outubro 2017

    D S T Q Q S S
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    293031

    Arquivo

    Mensagens

    Subscrever por e-mail

    A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.