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Quiosque da Joana

handmade life

14.01.18

bolo de laranja

Joana Marques

Queria conseguir fazer um bolo.

Daqueles bolos que se fazem numa forma. Daqueles bolos que oferecemos a alguém quando vamos almoçar lá a casa.

Queria que o bolo não tivesse glúten. E fosse minimamente saudável.

E que fosse bom.

Muito bom. Daqueles bolos que comemos uma fatia e temos de comer outra logo a seguir.

Para além disso, queria um bolo que no dia seguinte ainda fosse bom.

 

Juntei farinhas mais farinhas. Ovos. Fruta.

E frutos secos. E o caneco. E mais o diabo.

Fiz testes que nunca mais acabam.....

 

E....

Minha gente. Consegui.

Aqui está ele. Um bolo que não desilude pequenos. Não desilude graúdos. Nem Vascos...

Um bolo que pode ser chamado de..............bolo de laranja!

 

5 ovos

300g de farinha de amêndoa

raspa de uma laranja

sumo de uma laranja

uma colher de chá de fermento

100g de açúcar de coco

uma colher de chá de goma xantana (opcional)

 

Bater as claras em castelo.

Num outro recipiente juntar os outros ingredientes.

 

Depois de tudo misturado, juntar às claras.

Forno médio. 25 a 30 minutos.

Derreti 100 g de chocolate com uma colher de sopa de óleo de coco e barrei o bolo.

(usei 80% cacau da vivani mas podem usar um qualquer)

Este último passo é opcional.

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08.01.18

que se lixe o glúten...

Joana Marques

Desde Abril, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que comi glúten.

Quando os meus tios me visitaram em Oslo, posso ter comido glúten num bolinho norueguês.

Quando cheguei a Portugal com a perna partida e me deu na cabeça, afogar as mágoas em Pastéis de Belém.

E no Natal!

Não sendo celíaca, não preciso de ser 100% rigorosa com o glúten.

E em 2018 sou capaz, ainda não sei quando, de começar a introduzir o glúten. Pouco a pouco para perceber se há ou não reação.

Continuo a fazer o meu pão sem glúten, para mim.

A minha família pediu-me pão normal. Daquele, feito com farinha de trigo.

Tal como eu fazia antes de emigrar.

Enquanto estive em casa dos meus pais, não deixei que comprassem. Eu fiz o pão.

 

Se comprarem pão em grandes superfícies, leiam os ingredientes.

Façam esse favor a vocês próprios e à vossa família.

Vejam a quantidade de aditivos que tem um simples pãozinho.

Se comprarem numa padaria, em alguns casos poderá ser pior.

Porque não temos, sequer, acesso à lista de ingredientes!

 

Para fazer pão, bom pão, é apostar numa boa farinha.

Integral. E de trigo biológico. Por exemplo.

Tenho escolhido da marca Seara e tenho gostado muito.

 

Ingredientes:

500 g de farinha de trigo

450 ml a 500 ml de água morna

Uma saqueta de fermento de padeiro tenho usado da marca Condi

Duas colheres de azeite (opcional)

Uma colher de chá de açúcar (usei de coco)

Sal a gosto

 

Convém terem um objeto deste tipo:

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A joaninha.

Um temporizador que nos ajuda a não nos esquecermos do pão.

Podem usar um telemóvel...

 

1º Passo:

Numa tigela juntar o fermento, o açúcar e a água morna.

Mexer tudo. E deixar a repousar num local abrigado. Pode ser dentro do forno por exemplo.

Esperar 15 minutos.

 

2º Passo:

Juntar a farinha com o azeite, o sal e a água.

Misturar tudo muito bem.

Eu gosto de amassar à mão mas também podem amassar com uma batedeira.

(usar as varetas próprias)

A massa deve ficar ligada entre si.

Uma boa massa não suja as mãos.

Para adquirir a consistência desejada podem usar mais farinha ou mais água.

Deixar levedar uma hora.

Mais uma vez escolham um local abrigado.

 

3º Passo:

O pão levedou uma hora, deverá ter aumentado de tamanho.

Amassem outra vez.

Não tanto quanto a primeira vez.

E coloquem a massa na forma que queiram levar ao forno. Eu estou a usar uma forma de silicone redonda mas também pode ser numa forma de bolo inglês. Também podemos dividir a massa e fazer pães pequeninos.

Deixem levedar mais uma hora.

 

4º Passo:

Depois de levedar esta segunda vez vai diretamente para o forno.

O meu tem cozido num forno a gás, a 200º, entre 30 a 40 minutos.

Convém monitorizar o pão se o estiverem a fazer pela primeira vez.

Os fornos a gás são todos diferentes e nem sempre muito certos.

Com a prática o processo fica mais simples e muito mais fácil.

 

5º Passo:

Comer o pão.

Uma maravilha!

Digo eu que não como glúten mas já provei várias vezes a minha obra!!

Era Natal....

 

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 instagram

04.01.18

sopa da semana

Joana Marques

A vinda da Alice mudou tudo.

Tudo. Tudo.

Tenho a sorte de ter os meus pais a ajudarem. Se estivesse nisto sozinha nem sei como seria.

O tempo. A falta dele. É o busílis da questão.

Antes da Alice era super organizada. Tinha tempo de cozinhar e fazer o que me desse na cabeça.

Complicado ou simples. Era só escolher.

Esta última semana percebi que as coisas mudaram mesmo.

 

Descurar a minha alimentação está completamente fora de questão.

É entrar num ciclo vicioso.

Má alimentação dá origem a pouca energia, ficar doente e apática.

E por não ter energia e estar apática faz com que não me apeteça comer como deve ser porque a asneira é mais fácil e as tentações andam por aí....

Já passei por isso e não quero voltar!

O que aprendi no ultimo ano é que alimentar-me bem é a diferença entre ter uma vida boa ou uma vida miserável.

E as minhas boas energias estão no topo, nos dias em que como 4 a 5 peças de fruta (diferentes) e muitos verdes à refeição, acompanhados de uma porção de carne ou peixe.

Organizar-me como escrevi neste post não vai ser de todo possível. Pelo menos todas as semanas.

Para além de me faltar o tempo para cozinhar. Falta-me também o tempo para comer.

 

 

Não tendo tempo e não querendo descurar a minha alimentação, virei-me para a sopa.

Uma alternativa fantástica.

Já era fã. Agora sou super fã. É para continuar até a Alice sair de casa....daqui a uns 30 anos.

 

Faço uma sopa forte que me sacie e me dê força. E saúde. Principalmente saúde.

Esta sopa substitui uma refeição.

Quando uma pessoa está cheia de fome.

Não tem tempo para nada.

Mas não quer desgraçar-se com a primeira barbaridade que encontra pela frente. Sopa é a solução.

Se for bem feita, é muito nutritiva.

Saciante.

Fácil de aquecer. E ainda mais fácil de comer.

 

Esta semana foi assim:

Usei uma panela de pressão.

Uma grande panela de pressão.

8 litros de capacidade.

8 litros de boas energias!

Coloquei na panela uns 4 dedinhos de água.

(Se quiserem uma sopa forte e robusta precisam de muito pouca água)

Juntei à água, um peito de frango;

uma batata doce grande;

uma cebola grande;

uma courgette grande;

uma couve flor,

e espinafres até encher a panela.

Depois de tudo cozido acrescentei uma tigela de grão cozido.

Passei tudo.

É mais fácil de comer...

 

 

Não há cá desculpas..para não comer bem!

E sinto-me....assim!

 

sopa.jpg

 

22.12.17

em Quiosquiano. Com tradução!

Joana Marques

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 Quiosquianos!

A Joana e o Vasco desejam

a todos os que passam por este Quiosque

Um Natal cheio de Amor!

 

 

Receita dos Quiosquianos

130 g de manteiga (usei ghee)

100 g de açúcar de coco (podem pôr mais ou menos conforme a preferência)

2 ovos

150 g de farinha de coco

Meia colher de chá de goma xantana (opcional)

As especiarias que mais gostarem (usei canela e noz moscada)

Sal (se acharem que precisa)

Uma colher de chá de fermento em pó.

Juntar tudo.

Mexer muito bem. Com as mãos.

Estender a massa com um rolo sem a deixar muito fina.

Usar cortadores que gostem.

Forno a 180º. Atenção, se cozerem muito não são boas. Se ficarem no ponto são espetaculares!

Podem servir simples, com chocolate por cima ou com qualquer outra iguaria.

Se as conseguirem furar podem colocá-las na árvore de Natal.

 

 

10.12.17

croquelines

Joana Marques

Quando deixei de comer glúten comecei por experimentar fazer um pão que levava polvilho doce.

Por inabilidade minha. Nunca ficou como eu gostava. Vi muitas fotografias desse pão espetaculares.

O meu comia-se mas não era assim nada de jeito.

 

Depois quando criei a minha própria receita. Não coloquei polvilho doce.

O mais trágico é que tinha a casa cheia de polvilho.

Na altura estava na Noruega. E quando encontrei polvilho doce, qual formiga, resolvi armazenar.

Já passei por vários países e sempre com o polvilho doce atrás.

 

No dia em que parti a perna.

Estava eu de madrugada a arrumar a minha tralha para voltar a casa. E choco de frente com o polvilho doce. Trouxe-o.

 

Até que resolvi dar-lhe uso.

Não sei muito bem mas não simpatizava muito com esta espécie de farinha.

Sempre que o usei. O resultado não foi grande coisa.

Até que...as croquelines surgiram na minha vida.

Croque...porque ficam super crocantes.

Lines porque são primas das minhas amadas jaquelines.

 

Croquelines.

Mais fáceis de fazer que as Jaq's. Muito saborosas.

Um biscoito despretensioso. Mas que sabe bem.

Experimentem com café. Ou chá.

A receita é super simples.

 

Um ovo.

Duas colheres de açúcar (usei de coco).

uma colher de sopa mal cheia de óleo de coco derretido.

Canela (opcional)

Polvilho doce. (5 a 8 colheres de sopa)

Tudo ao molho e fé em Deus.

A quantidade do polvilho depende do tamanho do ovo.

Eu usei um ovo biológico pequenino e coloquei 6 colheres.

A massa tem de ficar moldável...sem se agarrar às mãos.

Enquanto estiver liquida continuem a colocar polvilho.

E a mexer.

Podem fazer o formato que quiserem.

Vai ao forno a 170º, entre 15 a 20 minutos.

Têm de encontrar um ponto de equilibrio, se ficarem pouco tempo no forno não ficam crocantes e não se chamam croquelines. Se ficarem muito tempo ficam muito secas.

No fim podem envolver as croq's em chocolate.

Usei 99% cacau da Vivani.

 

Eu e o polvilho doce fizemos as pazes.

Definitivamente.

É Natal.

 

Se têm na vossa vida um polvilho que não gostem.

É tempo de abrirem espaço para ele. Quem sabe um dia não têm uma surpresa.

C-R-O-C-A-N-T-E!

 

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27.10.17

derrete-se na boca. E também nas mãos...

Joana Marques

Tenho escolhido chocolate com mais de 80% de cacau. De preferência acima dos 90%.

A minha escolha tem recaído para esta marca. Penso que também se vende em Portugal.

 

 

Precisava de ter chocolate à altura. Dos meus gostos e necessidades.

Apetecia-me algo mais do que o chocolate propriamente dito.

Tornou-se pobre. A partir de um certo ponto.

E os que são mais ricos....têm açúcar, ou leite.

Ou algum aditivo. Que nunca me foi apresentado. E que eu dispenso.

 

Se não há. Tenho de ser eu a fazer...

As quantidades que usei podem variar e serem adaptadas às preferências de cada um.

 

150 g de chocolate (uso 92% cacau da Vivani)

40 g de coco ralado

150 g de amêndoa torrada. (podem trocar a amêndoa por avelãs, nozes...ou o que quiserem)

uma colher de chá de óleo de coco

 

Derretam o chocolate com o óleo de coco.

Torrem a amêndoa partida ou inteira. (eu costumo partir em metades)

Para torrar a amêndoa é só colocar num tabuleiro no forno e retirar quando estiver mais dourada.

Juntem o coco ralado, a amêndoa ao chocolate derretido com o óleo de coco.

Coloquem num recipiente forrado a papel vegetal, no frigorífico. Duas a três horas.

E pronto!

Depois é só cortar.

Vão ficar com bocadinhos de chocolate meio toscos. Mas muito bons.

Se quiserem algo mais apresentável. Escolham forminhas individuais. As de silicone para não pegar.

 

Costumo acompanhar com o café.

Também gosto de acompanhar com fruta.

Não abusar. Deve ser comido com alguma moderação.

- Percebeste, Joana???

-

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21.10.17

espelho meu, espelho meu....

Joana Marques

Tenho andado a 1000.

Muito trabalho. Muito, muito trabalho.

Sem tempo para nada.

Hoje fui trabalhar. Porque tudo o que tenho para fazer é muito. E as coisas não aparecem feitas sozinhas.

O tempo está entre:

- Não sei se deprimo.

- Não sei se corto os pulsos.

O Vasco. Foi para o trabalho comigo. E esteve o dia todo com humor de cão.

Eu percebo. Trabalhar ao sábado é mesmo chato....

 

Cheguei a casa. Cansada. Com fome.

Entre deprimir. E cortar os pulsos. Preferi algo mais produtivo.

Fui para a cozinha.

Mas não demorei muito. Nem 5 minutos...

O que queria mesmo era comer alguma coisa boa.

Saciante.

Enrolar-me numa manta.

E ver televisão.

Nem que fosse por 5 minutos.

 

Já tinha experimentado algumas vezes. E nunca tinha corrido bem. Ficavam sempre borracha.

Como mudei de ingredientes. Dei-lhe o benefício da dúvida. E experimentei outra vez.

E deu nisto:

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 E por isso pergunto.

 

Espelho meu, Espelho meu...

haverá no universo mais próximo

algum bolinho melhor que o meu??

 

Se estão com dúvidas, olhem lá bem para ele outra vez....

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 Um ovo

Uma colher de sopa de coco ralado

Uma colher de sopa de farinha de amêndoa

Uma colher de sopa de cacau

Uma colher de sopa de açúcar de coco (podem colocar menos ou mais, depende do nível de gulodice)

Duas colheres de sopa de leite de coco

Uma colher de café de fermento

Canela se gostarem. Coloquei uma colher de chá bem cheia.

Micro-ondas dois minutos.

Coloquei uma calda de chocolate por cima. Porque eu mereço...

 

E pronto.

Sejam felizes! Como eu fui....

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06.10.17

liquidificador. E a magia acontece...

Joana Marques

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Nunca. Na vida dela. Precisou de um liquidificador. A minha avó Maria.

Fazia pratos deliciosos.

Ser alimentada por ela, era um privilégio.

E nunca precisou dele. Do liquidificador. Simplesmente, fazia magia.

 

Também a minha avó Adélia. Fazia magia. Por mais que tente chegar às fatias douradas que fazia no Natal. Não consigo.

E liquidificador. Claro que não.

É certo que passei menos tempo com ela. Mas não me parece que tivesse um, nas entranhas, da sua casa no Porto.

Quando morreu, herdei o livro de receitas dela. E em nenhuma delas fala neste objeto.

 

A minha mãe. Que cozinha como ninguém. E tem um saber que ninguém lhe tira.

Só o cheirinho que sai da cozinha quando lá está. É logo diferente. E é sempre melhor....

Não tem nenhum. Já lho apresentei. Olhou para ele. E disse-me que não. Não precisava.

- Mais coisas para encher a cozinha?? Não...

 

Eu. Joana. Durante muitos anos não tive. Até porque não precisava. Cozinhava pouco. Ou nada.

Depois. Fui frequentando workshops e fui ficando convencida.

E decidi comprar um.

Comprei o mais barato do mercado. Convencida sim, mas não estava rendida.

Até porque o bicho que comprei tinha menos capacidade motora que eu quando estou com um ataque de asma...

Simplesmente, mudava de som. O cheiro. Era esquisito. E desligava.

Recuperava o fôlego.

E lá começava ele. Mudava de som. Cheiro esquisito. E, puff...

-Oh! Céus...

 

Até que um dia.

Mudou de som. Cheiro esquisito.

Cheiro esquisito intenso.

Muito intenso.

Muito, muito intenso.

Fumo.

Morreu.

(um minuto de silêncio )

 

Comprei outro. Desta vez. Já estava 100% convencida e rendida.

Apostei num que tivesse capacidade para picar gelo. Foi carote. Mas fiz bem.

Pico tudo.

Carne incluída. E por isso faço almôndegas e hambúrgueres em casa. Por exemplo.

 

De um momento para o outro o liquidificador passou a ser um bem de primeira necessidade.

Faço tudo lá.

Sopas. Bolos. Smoothies. Bolachas. Farinhas.

Todos os dias o uso.

Embora olhe para ele, quase sempre com um sorriso amarelo.

Limpar o liquidificador é uma seca.

Mesmo na máquina de lavar.

 

Ontem ao folhear o livro de receitas da minha avó Adélia.

Encontrei o bolo de cenoura que ela fazia.

Tantas recordações na minha cabeça.

Tentei fazer uma versão.

O dela leva farinha de trigo. Que tem glúten. E por isso estava fora de questão...

 

 

Juntei:

raspa de uma laranja

sumo de uma laranja

duas colheres de sopa de óleo de coco

400 g de cenoura cozida (aproximadamente)

quatro colheres de sopa de farinha de amêndoa

uma colher de sopa de trigo sarraceno

uma colher de chá de fermento

3 ovos

3 a 4 colheres de açúcar de coco (ou mais, depende da gulodice...)

Tudo no liquidificador. Pois claro! 

Untei uma forma de bolo inglês.

Este é um passo importante.

Untem e besuntem a lata...este bolinho é tipo lombriga em intestino doce....agarra-se que é uma festa...

(também podemos optar por forminhas de queques)

Deixei no forno durante 30 a 40 minutos a 180º.

Servi com uma calda de chocolate

(um quadradinho de chocolate derretido numa colher de chá de óleo de coco)

 

 

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É bom quente ou frio. E faz mesmo lembrar o da minha avó.

Vou-lhe chamar bolo de cenoura da avó Adélia.

Só porque sim. 

01.10.17

Outubro. Já não é verão. Ainda é bom...

Joana Marques

Todos os meses têm o seu encanto.

Pessoalmente prefiro o verão. Nunca me canso do verão.

Calções e alcinhas. A minha indumentária preferida.

 

Outubro.

Começa a pedir um pouco mais de roupa.

Em Oslo, os dias já estão frescos. E são muito mais pequenos. Pelo menos eu acho.

 

Sabe bem. Ficar em casa, também.

A ver um filme, uma série. Ou a tricotar para os dias que não tardam em chegar.

Winter is coming!

E não é só na série. Também na vida real.

 

Sabe bem. Ficar enrolada numa mantinha. A beber um chocolate quente.

 

Juntem 125 ml de leite de coco a 125 ml de água.

Uma a duas colheres de cacau em pó. Depende da gulodice!

Mexam até ferver. Para incorporar todos os ingredientes.

Por cima coloquei raspas de lima. Porque gosto muito deste sabor.

 

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Aqui está o melhor néctar de sempre.

Fortificante. Viciante. Retemperador.

Sem glúten. Sem caseína. Sem lactose. Sem ovo.

É só ser feliz. E desfrutar.

E viver Outubro.

Já não é verão....mas ainda é bom!

 

21.09.17

Carmita. Bonita.

Joana Marques

Um dia destes depois de sair do trabalho. Fui às compras.

Num mercadito perto. Os vendedores são praticamente todos estrangeiros.

É por aqui que encontro frescos de qualidade. E variedade.

 

Estava eu concentrada a escolher batata doce.

Uma mão. Vinda do nada. Começa a bater-me.

Em choque. Olhei.

Era uma senhora. Mais velha que eu.

Rapidamente percebi que até nos entendíamos.

Chama-se Carmita. Tem 62 anos. É cabo-verdiana.

Está na Noruega há mais de 30 anos.

O marido emigrou para Portugal. E veio para cá pouco depois. Com a empresa.

Carmita juntou-se a ele uns anos depois.

 

Carmita ensinou-me a escolher batata doce.

- Escolhe sempre pelas mais pesadas. E nada de batata doce fininha.

Fui escolhendo e perguntando se estava bem...

Acho que consegui apanhar o jeito.

 

Ensinou-me também uma forma de cozinhar batata doce de forma rápida e eficaz.

É tão fácil e tão rápido. Nem acreditei.

Só quando experimentei. Comprovei!

 

Batata doce (com alguma dimensão) no micro-ondas - 6 a 8 minutos. (depende da potência do micro-ondas e do tamanho da batata)

Quando estiver pronta. Virar. 2 minutos.

E está pronta.

 

Ontem. Para o trabalho. Resolvi experimentar.

Bife de frango grelhado.

Aproveitei o micro-ondas para pôr em prática os conhecimentos adquiridos.

Espetacular!

 

E o melhor?

Hoje dois colegas meus, trocaram a nhanha de batata. Que comem todo o santo dia.

Por batata doce. E usaram o mesmo processo!

 

Carmita. Bonita!

Obrigada! 💚

 

 

Joana Marques

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