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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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21
Out17

espelho meu, espelho meu....

Joana Marques

Tenho andado a 1000.

Muito trabalho. Muito, muito trabalho.

Sem tempo para nada.

Hoje fui trabalhar. Porque tudo o que tenho para fazer é muito. E as coisas não aparecem feitas sozinhas.

O tempo está entre:

- Não sei se deprimo.

- Não sei se corto os pulsos.

O Vasco. Foi para o trabalho comigo. E esteve o dia todo com humor de cão.

Eu percebo. Trabalhar ao sábado é mesmo chato....

 

Cheguei a casa. Cansada. Com fome.

Entre deprimir. E cortar os pulsos. Preferi algo mais produtivo.

Fui para a cozinha.

Mas não demorei muito. Nem 5 minutos...

O que queria mesmo era comer alguma coisa boa.

Saciante.

Enrolar-me numa manta.

E ver televisão.

Nem que fosse por 5 minutos.

 

Já tinha experimentado algumas vezes. E nunca tinha corrido bem. Ficavam sempre borracha.

Como mudei de ingredientes. Dei-lhe o benefício da dúvida. E experimentei outra vez.

E deu nisto:

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 E por isso pergunto.

 

Espelho meu, Espelho meu...

haverá no universo mais próximo

algum bolinho melhor que o meu??

 

Se estão com dúvidas, olhem lá bem para ele outra vez....

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 Um ovo

Uma colher de sopa de coco ralado

Uma colher de sopa de farinha de amêndoa

Uma colher de sopa de cacau

Uma colher de sopa de açúcar de coco (podem colocar menos ou mais, depende do nível de gulodice)

Duas colheres de sopa de leite de coco

Uma colher de café de fermento

Canela se gostarem. Coloquei uma colher de chá bem cheia.

Micro-ondas dois minutos.

Coloquei uma calda de chocolate por cima. Porque eu mereço...

 

E pronto.

Sejam felizes! Como eu fui....

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06
Out17

liquidificador. E a magia acontece...

Joana Marques

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Nunca. Na vida dela. Precisou de um liquidificador. A minha avó Maria.

Fazia pratos deliciosos.

Ser alimentada por ela, era um privilégio.

E nunca precisou dele. Do liquidificador. Simplesmente, fazia magia.

 

Também a minha avó Adélia. Fazia magia. Por mais que tente chegar às fatias douradas que fazia no Natal. Não consigo.

E liquidificador. Claro que não.

É certo que passei menos tempo com ela. Mas não me parece que tivesse um, nas entranhas, da sua casa no Porto.

Quando morreu, herdei o livro de receitas dela. E em nenhuma delas fala neste objeto.

 

A minha mãe. Que cozinha como ninguém. E tem um saber que ninguém lhe tira.

Só o cheirinho que sai da cozinha quando lá está. É logo diferente. E é sempre melhor....

Não tem nenhum. Já lho apresentei. Olhou para ele. E disse-me que não. Não precisava.

- Mais coisas para encher a cozinha?? Não...

 

Eu. Joana. Durante muitos anos não tive. Até porque não precisava. Cozinhava pouco. Ou nada.

Depois. Fui frequentando workshops e fui ficando convencida.

E decidi comprar um.

Comprei o mais barato do mercado. Convencida sim, mas não estava rendida.

Até porque o bicho que comprei tinha menos capacidade motora que eu quando estou com um ataque de asma...

Simplesmente, mudava de som. O cheiro. Era esquisito. E desligava.

Recuperava o fôlego.

E lá começava ele. Mudava de som. Cheiro esquisito. E, puff...

-Oh! Céus...

 

Até que um dia.

Mudou de som. Cheiro esquisito.

Cheiro esquisito intenso.

Muito intenso.

Muito, muito intenso.

Fumo.

Morreu.

(um minuto de silêncio )

 

Comprei outro. Desta vez. Já estava 100% convencida e rendida.

Apostei num que tivesse capacidade para picar gelo. Foi carote. Mas fiz bem.

Pico tudo.

Carne incluída. E por isso faço almôndegas e hambúrgueres em casa. Por exemplo.

 

De um momento para o outro o liquidificador passou a ser um bem de primeira necessidade.

Faço tudo lá.

Sopas. Bolos. Smoothies. Bolachas. Farinhas.

Todos os dias o uso.

Embora olhe para ele, quase sempre com um sorriso amarelo.

Limpar o liquidificador é uma seca.

Mesmo na máquina de lavar.

 

Ontem ao folhear o livro de receitas da minha avó Adélia.

Encontrei o bolo de cenoura que ela fazia.

Tantas recordações na minha cabeça.

Tentei fazer uma versão.

O dela leva farinha de trigo. Que tem glúten. E por isso estava fora de questão...

 

 

Juntei:

raspa de uma laranja

sumo de uma laranja

duas colheres de sopa de óleo de coco

400 g de cenoura cozida (aproximadamente)

quatro colheres de sopa de farinha de amêndoa

uma colher de sopa de trigo sarraceno

uma colher de chá de fermento

3 ovos

3 a 4 colheres de açúcar de coco (ou mais, depende da gulodice...)

Tudo no liquidificador. Pois claro! 

Untei uma forma de bolo inglês.

Este é um passo importante.

Untem e besuntem a lata...este bolinho é tipo lombriga em intestino doce....agarra-se que é uma festa...

(também podemos optar por forminhas de queques)

Deixei no forno durante 30 a 40 minutos a 180º.

Servi com uma calda de chocolate

(um quadradinho de chocolate derretido numa colher de chá de óleo de coco)

 

 

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É bom quente ou frio. E faz mesmo lembrar o da minha avó.

Vou-lhe chamar bolo de cenoura da avó Adélia.

Só porque sim. 

01
Out17

Outubro. Já não é verão. Ainda é bom...

Joana Marques

Todos os meses têm o seu encanto.

Pessoalmente prefiro o verão. Nunca me canso do verão.

Calções e alcinhas. A minha indumentária preferida.

 

Outubro.

Começa a pedir um pouco mais de roupa.

Em Oslo, os dias já estão frescos. E são muito mais pequenos. Pelo menos eu acho.

 

Sabe bem. Ficar em casa, também.

A ver um filme, uma série. Ou a tricotar para os dias que não tardam em chegar.

Winter is coming!

E não é só na série. Também na vida real.

 

Sabe bem. Ficar enrolada numa mantinha. A beber um chocolate quente.

 

Juntem 125 ml de leite de coco a 125 ml de água.

Uma a duas colheres de cacau em pó. Depende da gulodice!

Mexam até ferver. Para incorporar todos os ingredientes.

Por cima coloquei raspas de lima. Porque gosto muito deste sabor.

 

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Aqui está o melhor néctar de sempre.

Fortificante. Viciante. Retemperador.

Sem glúten. Sem caseína. Sem lactose. Sem ovo.

É só ser feliz. E desfrutar.

E viver Outubro.

Já não é verão....mas ainda é bom!

 

21
Set17

Carmita. Bonita.

Joana Marques

Um dia destes depois de sair do trabalho. Fui às compras.

Num mercadito perto. Os vendedores são praticamente todos estrangeiros.

É por aqui que encontro frescos de qualidade. E variedade.

 

Estava eu concentrada a escolher batata doce.

Uma mão. Vinda do nada. Começa a bater-me.

Em choque. Olhei.

Era uma senhora. Mais velha que eu.

Rapidamente percebi que até nos entendíamos.

Chama-se Carmita. Tem 62 anos. É cabo-verdiana.

Está na Noruega há mais de 30 anos.

O marido emigrou para Portugal. E veio para cá pouco depois. Com a empresa.

Carmita juntou-se a ele uns anos depois.

 

Carmita ensinou-me a escolher batata doce.

- Escolhe sempre pelas mais pesadas. E nada de batata doce fininha.

Fui escolhendo e perguntando se estava bem...

Acho que consegui apanhar o jeito.

 

Ensinou-me também uma forma de cozinhar batata doce de forma rápida e eficaz.

É tão fácil e tão rápido. Nem acreditei.

Só quando experimentei. Comprovei!

 

Batata doce (com alguma dimensão) no micro-ondas - 6 a 8 minutos. (depende da potência do micro-ondas e do tamanho da batata)

Quando estiver pronta. Virar. 2 minutos.

E está pronta.

 

Ontem. Para o trabalho. Resolvi experimentar.

Bife de frango grelhado.

Aproveitei o micro-ondas para pôr em prática os conhecimentos adquiridos.

Espetacular!

 

E o melhor?

Hoje dois colegas meus, trocaram a nhanha de batata. Que comem todo o santo dia.

Por batata doce. E usaram o mesmo processo!

 

Carmita. Bonita!

Obrigada! 💚

 

 

19
Set17

vocês sabem. De quem eu estou a falar!

Joana Marques

Isto de comer sem glúten. É muito bonito.

Sente-se. Sobretudo nos níveis de energia. E na concentração. Ah! E na resistência. E resiliência.

Mas e as massas??

 

Eu. A maior viciada em massas que o mundo já viu.

Parece mentira mas há menos de 6 meses, a massa entrava em quase todas as minhas refeições.

E de repente têm glúten e não há nada a fazer.

Existem massas sem glúten mas fazem parte da categoria de processados que eu não como.

E por isso só havia uma solução.

Se não há. Faço eu!

E fiz!

 

Peguei em 5 colheres de trigo sarraceno.

Um ovo.

Uma mão cheia de espinafres.

Liquidificador.

 

Saiu de lá uma massa verde. Peganhenta. Impossível de trabalhar!!

Cheguei a pensar...

  ....o sonho acabou aqui.

 

Nitidamente o sarraceno, ovo e espinafres não me conhecem. Juntei farinha teff à festa!

Até conseguir trabalhar a massa.

Consegui chegar a isto:

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Por estranho que pareça a massa é muito fácil de trabalhar.

É certo que não estiquei a massa numa máquina. Fiz de forma manual. E também deu!

Comecei por tirar porções de massa. E enrolar esses bocadinhos.

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Tornei os rolinhos o mais fino que consegui.

É muito giro! Parece plasticina!!

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Cosi a massa no molho de um guisado de lulas e chocos que tinha feito. Para ganhar sabor.

Água a ferver. Cinco minutos.

Escorri a massa.

Não partiu!

Parecia massa verdadeira!

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Adicionei a massa ao guisado.

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E...

...ficou bom!

Mil ideias na cabeça. Agora.

Posso substituir o espinafre por tomate. Ou beterraba. Ou abóbora. Posso ter massas de todas as cores.

E de todos os sabores.

 

E lasanha. Posso fazer lasanha!!

Ai, vida boa!!

 

Isto não é tortellini.

Nem stelline.

Nem fusilli.

Muito menos farfalle.

Kanelone, nem pensar!

 

 

 Isto é: Bas Dostini. 💚

Uma massa em honra de...

...vocês sabem de quem eu estou a falar!

 

 

07
Set17

caldo de osso! Porquê? (post com receita)

Joana Marques

Quando tinha 15 anos fui a um otorrino.

Andava com dores de garganta. E tinha amigdalites umas atrás das outras.

Nasci na década de 80. Mesmo no início.

E nessa altura as pessoas com 15 anos eram completamente autónomas.

Fui sozinha.

Mandou-me fazer análises e um ou outro exame (já não me recordo bem o quê).

Receitou-me qualquer coisa para o meu mal. E adeus.

 

Voltei para mostrar os resultados. Sozinha, pois claro.

O senhor olhou para os exames.

Para a minha garganta.

Já com o tratamento feito.

E disse-me que o melhor seria tirar as amígdalas.

Disse-me para falar com os meu pais.

Que não era urgente mas era aconselhável. E que podíamos esperar para as minhas férias escolares.

Disse que sim. Pois claro.

Pernas para que vos quero. Saí de lá a correr antes que ele viesse atrás das minhas amígdalas.

Cheguei a casa e disse que estava tudo bem.

Resumindo e concluindo. Joana ainda tem todas as peças.....amígdalas incluídas.

 

Quando tinha 18 anos. Andava com dores abdominais. Umas digestões complicadas.

Tive azar. Consultei o meu tio espetacular (lê o blog). Não é médico gastroenterologista. Mas é meu tio. E pronto!

O Sr. meu tio pegou em mim. E toca de marcar todos os exames evasivos e não evasivos à minha barriga.

Foi horrível.

Entretanto passou-me para as mãos de uma colega dele.

Não se descobriu nada. Eu sofri que nem uma condenada. Demorei uma eternidade a recuperar.

Disse-me que tinha cólon irritável.

Receitou-me uns comprimidos. Para não ter dores.

Ainda tomei. Desisti porque não senti qualquer benefício.

 

Entretanto, ao longo do tempo, a minha barriga. Especialmente do lado direito dava sinais.

Uma dorzinha. Um ardor. Às vezes um calor.

É óbvio que já não cometi o erro anterior.

Caladinha que nem um rato ou acabas com tubos inseridos no corpo.

Quando mudei a alimentação. Melhorei substancialmente. Muito mesmo.

Mas ás vezes a dor acordava.

Continuei caladinha. E sossegadinha.

Não me interpretem mal. Tenho um respeito enorme pelo trabalho dos médicos.

Mas eu não aprecio muito que trabalhem na minha pessoa. Se possível...médicos só como tios ou amigos. 

 

 

Entretanto, fui lendo. Vários livros. E consultando vários sites.

Vale o que vale.

No blog conto experiências minhas.

Só isso.

Não quer dizer que estejam certas...

.....ou que sou um exemplo a seguir. Nada disso!

 

Li um livro. Que me deu uma nova perspetiva sobre tudo isto.

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Segundo o autor. A maioria das doenças começa no intestino. Tratando o intestino, tratamos a doença.

Para ter intolerâncias alimentares e uma doença inflamatória (asma) é porque tenho o chamado intestino permeável. 

Porque é que eu sei?

Ter intolerância alimentar é ter um corpo que reage ao consumo de vários alimentos.

Porque a barreira intestinal que devia ser um cofre fechado e só deixar passar os nutrientes.

Deixa passar para o lado de lá tudo e mais alguma coisa.

O meu corpo, através do meu sistema imunitário vai atacar essas partículas.

E cria inflamação.

E essa inflamação manifesta-se dependendo de cada um.

Nas mais variadas doenças. Eu tenho asma. O meu vizinho do lado pode ter eczema. Ou artrite.

 

Provavelmente e possivelmente teria, espero já não ter, disbiose.

Disbiose é quando a nossa flora intestinal está desequilibrada. Mais bactérias más do que boas.

 

Na nossa flora intestinal temos vários tipos de bactérias:

- as que se dedicam a remoer os vegetais, outras são especialistas em proteínas, existem as especialistas em gorduras e em açucares....etc.

- Também podemos ter fungos. Que nos podem atrapalhar muito. E se nos apanharem num momento de fraqueza podem dar cabo de nós. Malvados.

- Podemos ter parasitas. Não vamos falar sobre isso, mas são mais vulgares do que se pensa...blhec..

 

O importante é ter uma flora intestinal equilibrada. Isso consegue-se, segundo o livro, não alimentando as bactérias más que gostam sobretudo de açúcar e coisas...pouco saudáveis.

Ao mesmo tempo convém cicatrizar as paredes do intestino. Este pode ter ficado em mau estado por diversas razões, disbiose, ou por exemplo devido ao consumo de glúten. De açucares e porcarias...

 

Um dos alimentos aconselhados, para este processo de cicatrização, é o caldo de osso.

 

À primeira vista pareceu-me esquisito. Pesquisei bastante. Antes de o fazer.

Diz que beber caldo de osso:

- reduz a inflamação. (não posso comprovar porque aparentemente andava bem)

- Protege ossos, dentes e articulações. (não posso comprovar porque nunca tive qualquer problema a este nível)

- ajuda a emagrecer. (não posso comprovar porque não quero perder peso e por isso não fiz por isso)

- pele, cabelo e unhas saudáveis. (noto uma diferença bastante grande a este nível, não sei se será do caldo...pode ser coincidência)

- ajuda ao funcionamento do aparelho digestivo. (noto diferença na minha dor do lado direito que praticamente passou...não na sua totalidade mas melhorou...pode ser coincidência)

 

Como faço o caldo?

Em primeiro lugar convém ter uma panela grande. Se for uma panela de pressão melhor.

É muito chatinho de fazer. E se o tivermos de fazer todas as semanas....é melhor desistir.

Pode ficar no frigorífico uma semana. E congelar o resto.

Podem usar qualquer tipo de ossos. Mas deve ter tutano. Eu tenho usado de vaca. Peço para cortar em 3.

 

Ingredientes:

Osso.

6 dentes de alho.

uma tigela de cebola cortada.

uma tigela de cenoura cortada.

uma tigela de alho francês cortado.

3 colheres de sopa de sumo de limão ou vinagre.

Podem colocar sal a gosto (eu não ponho)

Podem usar especiarias (também não ponho)

Na receita só o osso e o sumo de limão é obrigatório.

O resto podem abdicar. Ou colocar apenas dois ou três ingredientes.

Eu costumo pôr todos. São alimentos prebióticos que ajudam na conservação das boas bactérias.

 

 

Numa panela coloquem água, o osso e o sumo de limão (ou vinagre) durante 30 minutos. A repousar. Sem estar ao lume. (a quantidade de água é conforme a quantidade que queremos fazer)

Quando esse tempo passar, coloquem em lume brando, até ferver. Vai-se formar uma espuma em cima. Tiram a espuma.

Depois disso, colocam todos os ingredientes dentro da panela.

Tapem a panela.

Deixo em lume brando durante 6 a 7 horas. Convém de duas em duas horas destaparem a panela e verem se ainda tem caldo. Se tiver diminuído muito acrescentem.

Como é um processo demorado, se de repente quiserem ir para a cama, apaguem o fogão e continuem no dia seguinte. O obejtivo não é incendiar a casa....

Se não usarem panela de pressão o processo é mais longo. 7 horas não chegam....

Quando terminarem. Coam o caldo. De forma a ficarem apenas com o liquido.

Se quiserem aproveitar o que sobra. Podem fazê-lo.

Deixam o caldo arrefecer.

E colocam-no no frigorífico.

No dia seguinte, o caldo deve ter uma camada de gordura, linda e fofa por cima. Não é para comer.

É para tirar e deitar fora.

O verdadeiro caldo está por baixo desta camada de gordura.

O caldo bom. E bem feito. Vai estar gelatinoso. Mesmo gelatinoso.

Quando o aquecem no micro ondas é que fica liquido.

Se for só liquido e nada de gelatinoso é porque colocaram pouco osso.

 

Por enquanto, vou continuar a beber. Costumo beber uma caneca de caldo antes de ir para a cama.

Até prova em contrário mal não faz.

Se faz bem, ou não....o tempo o dirá....

 

 

15
Ago17

Jaqueline. Mas podem chamar-me Jaq...

Joana Marques

Com todas as mudanças na minha alimentação.

Aos poucos fui descobrindo novos sabores. Mas também substitutos.

Se uma pessoa der um jantar em casa convém ter uma sobremesa à altura.

E fiquei muito feliz quando cheguei à receita do Grão Vasco.

 

E quando uma pessoa tem daquelas fomes?

Precisa de um doce ou mata a primeira pessoa que passa à frente.

Antigamente era fácil. 

Um chocolate. Milka. KitKat. Snickers.

Ou, bolachas.

 

E agora? Um quadrado de chocolate negro.

Apazigua um pouco mas há dias em que não é suficiente.

Não é. Não senhor!

 

Fiz-me à estrada. Ou melhor ao forno...e toca de experimentar 1001 combinações.

E comer bolachas. E mais bolachas. 

Umas melhores.

Outras piores.

Outras ainda, intragáveis.

 

O objetivo era simples. 

Encontrar uma receita. Com ingredientes bons. Com calorias, claro! Mas não calorias ocas. Daquelas com zero nutrientes.

Que fossem boas. Muito boas. Daquelas bolachas que comer uma é pouco. Porque são espetaculares.

E, passados uns dias ainda fossem comestíveis. 

 

E descobri. 

Chamam-se Jaquelines. Mas para os quiosquianos, amigos do peito são Jaq's.

E são assim...

jaq.jpgE a receita?

Simples. Muito simples.

Ingredientes:

2 ovos
120 g de óleo de coco
100 g de açúcar de coco
140 g de farinha de amêndoa
160 g de farinha de grão de bico. 
1 colher de chá de fermento 
Sal(opcional)
60 g de pedaços de chocolate (+75% de cacau)
(Coloquei no liquidificador, ficou em pó e por isso ficaram tão escuras.
Podem usar como pepitas.)
 
Bater os ovos com o óleo de coco.

Juntar todos os secos.
Juntar os secos com os ovos e o óleo de coco.
 
Colocar num tabuleiro, forrado com papel vegetal.
Untado com óleo de coco.
 
Bolinhas de massa.
Achatem-nas.
Forno.

7 minutos de forno a 180º .

Desligar o forno e deixar estar uns 10 a 15 minutos.

(no meu forno é assim..mas cose muito rápido)

 

O João já testou a receita.

Asseguro-vos. Está vivo. De boa saúde.

Continua do Benfica.

E diz que gostou.

E as dele ficaram assim:

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Sim.

Ficaram muito mais bonitas que as minhas! 

09
Ago17

o melhor ovo Kinder. É este!

Joana Marques

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(imagem retirada daqui)

 

Para mim, o abacate é um dos melhores alimentos que existe.

Tem imensos benefícios para a saúde.

Pele. Combate estrias, rugas e celulite.

Cabelo. Aumenta a hidratação e o brilho.

Cérebro. Estimula a circulação e aumenta a capacidade de concentração.

Dá energia. Habituei-me a comer abacate antes ou depois de correr. Antes, comia um chocolate...

 

Os dias em que como abacate correm melhor.

Não tenho muita explicação.

Sinto mais energia.

Boa disposição.

As minhas pilhas duracell duram...até ao dia seguinte.

Tem proteínas. Gorduras, o famoso omega 3. Fibras. Vitamina C. Vitamina A. Vitamina E. Ácido Fólico. Potássio. E fósforo.

 

Tem um problema. Um problema mínimo. Mesmo, mesmo pequenino.

Detesto o sabor.

E quanto mais como, mais detesto.

Assim ao ponto de olhar para o abacate e preferir atirar-me à ração do Vasco.

Até que encontrei a solução.

 

Smoothie. Verde!

- Uma banana.

- Uma maçã.

- Meio abacate.

- Uma mão cheia de rúcula.

- Uma colher de chá de kale. (opcional)

- polpa de meio limão.

- umas folhas de espinafre.

- Canela.

 

E voilá! Problema resolvido. 

Bebe-se muito bem. Sem qualquer tipo de sacrifício. 

E o abacate? Qual abacate?? Parece que não está lá....

 

...matei dois coelhos de uma só cajadada!

Como abacate!

Bónus! Ingiro uma quantidade considerável de outras coisas saudáveis...

O corpo agradece. 

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31
Jul17

Isto não é uma cenoura!

Joana Marques

Estava eu a passear-me por um mercado local.

Daqueles que eu gosto.

Cheio de legumes, frutos e cores.

Quando no meio do colorido, vejo isto:

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-Ai! Credo! Coitadinha da cenoura...será albina?

Fui-me embora.

Voltei.

Olhei outra vez.

Aquela cenoura.

Que não era cenoura, intrigou-me.

Ou seria uma cenoura.....com um problema...

Não, não era uma cenoura...

Até podia ser uma cenoura...com um défice de cor....

 

Fiquei a olhar para ela.

Até que a senhora dona da cenoura albina:

- Quantas quer?

- Uma....

 

E pronto!

Lá fui eu para casa acompanhada por uma cenoura que não era uma cenoura.

Resolvi enviar uma foto, para algumas pessoas, com a pergunta:

- O que é isto?

 

Queridos quiosquianos...

...estão bem sentados?

Isto, não é fácil de ler....

 

 

(a minha cunhada)

- É uma cenoura anémica??

- É...claro!

 

(o meu pai)

- Não sei.

- Nem eu!

 

(o meu sobrinho Pedro) 

- Oh! Puseste a cenoura na lixívia???

(sem comentários)

 

(a minha sobrinha Inês)

- Ah! Eu sei o que isso é!

- Boa! Como se chama?

- Acho que é um rabanete.

-

- Rábano?

- Não. É uma beringela...

- Ah! tens razão. É uma beringela.

 

(o meu irmão?)

- É um brinquedo do Vasco?

- Ainda não é....mas pode vir a ser...

 

(o meu primo António)

- É um doce do Algarve. Mas tu não estás na Noruega?? Há doces do Algarve na Noruega?

- Há. Tens é de saber pedir em Norueguês!

 

- É uma Pastinaca? Parece-me uma pastinaca. Ou então é uma cenoura mas a fotografia ficou sem cor.....

- Óbvio! Uma Pastinaca.....

 

 

E esta resposta certa veio da minha amiga Maria que sabe tudo e mais alguma coisa.

Pelo menos sobre legumes, frutos e todo o mundo agrícola.

 

Pastinaca ou cherovia é o nome da dita cuja.

Prima da cenoura.

Chegam a ser mais ricas que a cenoura em certos nutrientes.

Contém pequenas quantidades de ferro e vitamina C mas são muito ricas em potássio.

São uma excelente fonte de fibras. E nós precisamos de muitas fibras para alimentar as bactérias boas.

Tem cálcio. E tem magnésio. E ter magnésio é espetacular. O magnésio é um dos nutrientes que nos dão energia...

 

O que é que podemos fazer com esta cenoura deslavada....

Neste momento gosto de ralar e colocar na salada por exemplo mas estou fã deste petisco.

 

Descasca-se.

Corta-se em rodelas muito fininhas.

Dispõem-se num tabuleiro.

Acrescentei banana porque ainda tinha espaço no tabuleiro.

Borrifei com óleo de abacate. Podem usar de coco ou azeite. O que preferirem.

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Forno pré-aquecido.

170º a 180º.

10 a 15 minutos.

Desligar o forno. E esperar mais 10 minutos.

Verificar se já estão estaladiças.

Repetir o processo até estarem estaladiças.

Chips! Tão bom! Enquanto se vê um filme ou para levar para o trabalho!

Coloquei canela e açafrão. É ao gosto de cada um...claro!

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Podem usar outros frutos ou legumes: maçã, ananás, batata doce...

Se gostarem deste tipo de petisco podem optar por algo mais profissional.

Um desidratador. Parece-me um bom investimento.

 

 

É tão bom.

Descobrir novos alimentos.

Novos sabores.

Experimentar novas receitas.

Estou a adorar, mudar a minha vida alimentar. Só coisas boas!!

 

 

24
Jul17

pão sem glúten. Passo a passo.

Joana Marques

Já tinha referido que não estava satisfeita com a receita de pão que estava a seguir.

Entretanto, experimentei várias receitas. Sempre piores. Com ovo, sem ovo.

Inventei outras receitas. Nada de nada.

Comprar pão sem glúten estava completamente fora de opção.

É um alimento processado.

E eu só como alimentos processados em casos extremos.

 

Tanta experiência fiz. Lá consegui.

Cheguei a esta receita.

Gostei muito do resultado.

Já sabe a pão.

Embora o aspeto deixe a desejar...

Experimentei com 5 farinhas. E com estas funciona.

Ao longo do tempo vou experimentando trocar uma farinha por outra e vou dizendo que resulta ou não.

 

Antes de começar apresento-vos um objeto indispensável.

Para muitas receitas.

Sobretudo para fazer pão.

A Joaninha.

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A Joaninha é um temporizador.

E é imprescindível.

Fazer pão tem muitos tempos diferentes e é muito normal uma pessoa esquecer-se de um pão a levedar e só perceber no dia seguinte...já me aconteceu!

Se não tiverem uma Joaninha. Podem usar um telemóvel por exemplo.

Com a certeza absoluta que durante o processo podem sujar as mãos e o telemóvel.

 

Ingredientes:

7g de fermento de padeiro.

1 colher de café de açúcar. Usei açúcar de coco.

200 ml de água. Depende se gostam do pão mais ou menos hidratado. Podem usar até 250 ml.

50 g de farinha de Quinoa.

50 g de farinha de Castanha.

50 g de farinha de Teff.

50 g de farinha de Amêndoa,

50 g de Polvilho Azedo.

Sal a gosto. Usei uma colher de café.

Uma colher de azeite. (opcional)

7 g de goma xantana. Em Portugal podem comprar no celeiro, no jumbo...

 

Recomendações importantes:

- Nunca se junta o fermento diretamente com o sal. Mata o fermento.

- A água deve estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está muito quente, esperem um pouco.

Mata o fermento.

- A água dever estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está fria, aqueçam um pouco. Não reativa o fermento.

- Algumas pessoas dizem que a goma xantana pode provocar alergias. Devem ter isso em conta. É feita de milho. No meu caso não notei qualquer tipo de reação.

- Data de validade do fermento.

 

 

1º Passo.

Numa tigela juntar o fermento e a colher de açúcar. Misturem tudo.

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 Depois juntamos a água e mexemos. Tem de ficar uma mistura homogénea.

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O fermento é um organismo vivo.

É um fungo.

Gosta de conforto.

Há alguma coisa melhor na vida que uma temperatura quentinha, e uma vida docinha?

Claro que não! Ora aí está, o fermento vai renascer.

Tapem a tigela com uma toalha.

E coloquem-no no local mais confortável da casa.

Não deve apanhar correntes de ar. Deve estar abrigado.

Por exemplo dentro de um forno microondas. (sem estar ligado, obviamente)

Ou numa marquise solarenga.

Não espreitem...

......deixem estar o fermento sossegado!

 

Chamem a Joaninha.

E esperem 15 minutos.

 

Entretanto, não vão ficar à espera do fermento. Vão pôr mãos à massa.

Pesar tudo.

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Juntar tudo.

Não esquecer o sal e a colher de azeite.

Com isto tudo já passaram 15 minutos.

O nosso fermento deve estar prontinho.

Deve estar com este aspeto.

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Se não notarem qualquer diferença do preparado anterior é porque não conseguiram reativar o fermento.

Nesse caso mais vale não usar.

Se usarem é provável que o pão não chegue nunca a pão.

Ou repetem a operação ou então troquem de fermento.

Deve ficar algo leitoso. E deve ter um cheiro próprio que só o fermento tem.

Juntem às farinhas, goma xantana, sal e azeite, o fermento e a água.

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E comessem a amassar. Podem fazê-lo com as mãos.

Não aconselho.

É uma massa sem glúten, pouco elástica.

Agarra-se a tudo e mais alguma coisa.

É horrivelmente peganhenta.

Eu costumo amassar com a batedeira.

Com as varas próprias para massas.

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Três a cinco minutos e está amassado.

Se acharem que querem pôr mais água acrescentem. Água morna. Sempre morna.

Sim, eu sei! Um aspeto horrível...

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Coloquem a massa dentro da forma.

Usei uma forma de bolo inglês.

Convém estar untada. Usei óleo de abacate. (podem usar de coco, azeite ou uma qualquer gordura)

Se por experiência própria souberem que na vossa forma fica tudo pegado podem optar por forra-la com papel vegetal.

No meu caso não é preciso.

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E sim, o aspeto horrível continua.

Tenham atenção se a massa está bem espalhada.

Tentem não formar buracos sem massa.

Podem alisar a massa molhando a mão com água e passando por cima.

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A massa vai levedar.

Coloquem a forma num local abrigado.

Pode ser onde colocaram o fermento anteriormente.

Tapem com uma toalha.

Não vale espreitar!

 

Chamem a Joaninha.

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Quando passarem os 50 minutos liguem o forno. 180º.

Chamem outra vez a joaninha e marquem 10 minutos.

O pão deve levedar num total de 60 minutos.

 

Passaram os 60 minutos e a massa deve ter crescido.

É sem glúten cresce sempre menos mas ainda assim...devem ver alguma difererença.

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Se quiserem e este passo é absolutamente opcional, podem colocar-lhe sementes.

Como fica um pão feio sempre ajuda a disfarçar.

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Neste caso coloquei nozes, sementes de abóbora e de girassol.

Não aconselho as nozes, têm tendência a queimar depressa.

Vai ao forno.

Depende do vosso forno.

O meu forno é o chamado adiantado mental.

Tem a triste ideia de queimar. Por isso anda entre os 160º e os 170º ao longo da cozedura.

Deve durar entre 40 a 60 minutos.

Podem chamar a Joaninha e marcar 20 minutos.

Se acharem que está muito torrado por cima tapem-no com papel vegetal.

Pelo menos na primeira, segunda vez podem usar, a partir daqui, a Joaninha de 10 em 10 minutos.

Com a repetição da receita facilmente se apercebem o tempo ideal de cozedura, no vosso forno.

Tirem do forno.

E desenformem quando quiserem.

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E quando estiver frio podem e devem provar. É bom!

Não fica muito alto.

Não fica muito bonito.

Mas o sabor vai compensar.

Podem cortá-lo em fatias e congelá-lo. Não perde qualidades.

Dizer que este passou o teste mais difícil.

O teste do ovo estrelado!

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Como nota final dizer que pode parecer muito difícil mas não é.

A primeira vez, será mais, mas facilmente entra na rotina e é como cozinhar outra coisa qualquer.

 

Atualização: se dobrarem a receita.

Fica um pão com um tamanho espectacular.

Parece mesmo um pão de forma daqueles que comprava antigamente.

Sem E's e cenas...

Aqui está ele. Barradinho com manteiga de amêndoa...

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