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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

handmade life

15
Ago17

Jaqueline. Mas podem chamar-me Jaq...

Joana Marques

Com todas as mudanças na minha alimentação.

Aos poucos fui descobrindo novos sabores. Mas também substitutos.

Se uma pessoa der um jantar em casa convém ter uma sobremesa à altura.

E fiquei muito feliz quando cheguei à receita do Grão Vasco.

 

E quando uma pessoa tem daquelas fomes?

Precisa de um doce ou mata a primeira pessoa que passa à frente.

Antigamente era fácil. 

Um chocolate. Milka. KitKat. Snickers.

Ou, bolachas.

 

E agora? Um quadrado de chocolate negro.

Apazigua um pouco mas há dias em que não é suficiente.

Não é. Não senhor!

 

Fiz-me à estrada. Ou melhor ao forno...e toca de experimentar 1001 combinações.

E comer bolachas. E mais bolachas. 

Umas melhores.

Outras piores.

Outras ainda, intragáveis.

 

O objetivo era simples. 

Encontrar uma receita. Com ingredientes bons. Com calorias, claro! Mas não calorias ocas. Daquelas com zero nutrientes.

Que fossem boas. Muito boas. Daquelas bolachas que comer uma é pouco. Porque são espetaculares.

E, passados uns dias ainda fossem comestíveis. 

 

E descobri. 

Chamam-se Jaquelines. Mas para os quiosquianos, amigos do peito são Jaq's.

E são assim...

jaq.jpgE a receita?

Simples. Muito simples.

Ingredientes:

2 ovos
120 g de óleo de coco
100 g de açúcar de coco
140 g de farinha de amêndoa
160 g de farinha de grão de bico. 
1 colher de chá de fermento 
Sal(opcional)
60 g de pedaços de chocolate (+75% de cacau)
(Coloquei no liquidificador, ficou em pó e por isso ficaram tão escuras.
Podem usar como pepitas.)
 
Bater os ovos com o óleo de coco.

Juntar todos os secos.
Juntar os secos com os ovos e o óleo de coco.
 
Colocar num tabuleiro, forrado com papel vegetal.
Untado com óleo de coco.
 
Bolinhas de massa.
Achatem-nas.
Forno.

7 minutos de forno a 180º .

Desligar o forno e deixar estar uns 10 a 15 minutos.

(no meu forno é assim..mas cose muito rápido)

 

O João já testou a receita.

Asseguro-vos. Está vivo. De boa saúde.

Continua do Benfica.

E diz que gostou.

E as dele ficaram assim:

jaqjoao.jpg

Sim.

Ficaram muito mais bonitas que as minhas! 

09
Ago17

o melhor ovo Kinder. É este!

Joana Marques

abacate.jpg

(imagem retirada daqui)

 

Para mim, o abacate é um dos melhores alimentos que existe.

Tem imensos benefícios para a saúde.

Pele. Combate estrias, rugas e celulite.

Cabelo. Aumenta a hidratação e o brilho.

Cérebro. Estimula a circulação e aumenta a capacidade de concentração.

Dá energia. Habituei-me a comer abacate antes ou depois de correr. Antes, comia um chocolate...

 

Os dias em que como abacate correm melhor.

Não tenho muita explicação.

Sinto mais energia.

Boa disposição.

As minhas pilhas duracell duram...até ao dia seguinte.

Tem proteínas. Gorduras, o famoso omega 3. Fibras. Vitamina C. Vitamina A. Vitamina E. Ácido Fólico. Potássio. E fósforo.

 

Tem um problema. Um problema mínimo. Mesmo, mesmo pequenino.

Detesto o sabor.

E quanto mais como, mais detesto.

Assim ao ponto de olhar para o abacate e preferir atirar-me à ração do Vasco.

Até que encontrei a solução.

 

Smoothie. Verde!

- Uma banana.

- Uma maçã.

- Meio abacate.

- Uma mão cheia de rúcula.

- Uma colher de chá de kale. (opcional)

- polpa de meio limão.

- umas folhas de espinafre.

- Canela.

 

E voilá! Problema resolvido. 

Bebe-se muito bem. Sem qualquer tipo de sacrifício. 

E o abacate? Qual abacate?? Parece que não está lá....

 

...matei dois coelhos de uma só cajadada!

Como abacate!

Bónus! Ingiro uma quantidade considerável de outras coisas saudáveis...

O corpo agradece. 

sv.jpg

 

31
Jul17

Isto não é uma cenoura!

Joana Marques

Estava eu a passear-me por um mercado local.

Daqueles que eu gosto.

Cheio de legumes, frutos e cores.

Quando no meio do colorido, vejo isto:

1 (3) (3).JPG

-Ai! Credo! Coitadinha da cenoura...será albina?

Fui-me embora.

Voltei.

Olhei outra vez.

Aquela cenoura.

Que não era cenoura, intrigou-me.

Ou seria uma cenoura.....com um problema...

Não, não era uma cenoura...

Até podia ser uma cenoura...com um défice de cor....

 

Fiquei a olhar para ela.

Até que a senhora dona da cenoura albina:

- Quantas quer?

- Uma....

 

E pronto!

Lá fui eu para casa acompanhada por uma cenoura que não era uma cenoura.

Resolvi enviar uma foto, para algumas pessoas, com a pergunta:

- O que é isto?

 

Queridos quiosquianos...

...estão bem sentados?

Isto, não é fácil de ler....

 

 

(a minha cunhada)

- É uma cenoura anémica??

- É...claro!

 

(o meu pai)

- Não sei.

- Nem eu!

 

(o meu sobrinho Pedro) 

- Oh! Puseste a cenoura na lixívia???

(sem comentários)

 

(a minha sobrinha Inês)

- Ah! Eu sei o que isso é!

- Boa! Como se chama?

- Acho que é um rabanete.

-

- Rábano?

- Não. É uma beringela...

- Ah! tens razão. É uma beringela.

 

(o meu irmão?)

- É um brinquedo do Vasco?

- Ainda não é....mas pode vir a ser...

 

(o meu primo António)

- É um doce do Algarve. Mas tu não estás na Noruega?? Há doces do Algarve na Noruega?

- Há. Tens é de saber pedir em Norueguês!

 

- É uma Pastinaca? Parece-me uma pastinaca. Ou então é uma cenoura mas a fotografia ficou sem cor.....

- Óbvio! Uma Pastinaca.....

 

 

E esta resposta certa veio da minha amiga Maria que sabe tudo e mais alguma coisa.

Pelo menos sobre legumes, frutos e todo o mundo agrícola.

 

Pastinaca ou cherovia é o nome da dita cuja.

Prima da cenoura.

Chegam a ser mais ricas que a cenoura em certos nutrientes.

Contém pequenas quantidades de ferro e vitamina C mas são muito ricas em potássio.

São uma excelente fonte de fibras. E nós precisamos de muitas fibras para alimentar as bactérias boas.

Tem cálcio. E tem magnésio. E ter magnésio é espetacular. O magnésio é um dos nutrientes que nos dão energia...

 

O que é que podemos fazer com esta cenoura deslavada....

Neste momento gosto de ralar e colocar na salada por exemplo mas estou fã deste petisco.

 

Descasca-se.

Corta-se em rodelas muito fininhas.

Dispõem-se num tabuleiro.

Acrescentei banana porque ainda tinha espaço no tabuleiro.

Borrifei com óleo de abacate. Podem usar de coco ou azeite. O que preferirem.

1 (11) (1).JPG

 

Forno pré-aquecido.

170º a 180º.

10 a 15 minutos.

Desligar o forno. E esperar mais 10 minutos.

Verificar se já estão estaladiças.

Repetir o processo até estarem estaladiças.

Chips! Tão bom! Enquanto se vê um filme ou para levar para o trabalho!

Coloquei canela e açafrão. É ao gosto de cada um...claro!

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Podem usar outros frutos ou legumes: maçã, ananás, batata doce...

Se gostarem deste tipo de petisco podem optar por algo mais profissional.

Um desidratador. Parece-me um bom investimento.

 

 

É tão bom.

Descobrir novos alimentos.

Novos sabores.

Experimentar novas receitas.

Estou a adorar, mudar a minha vida alimentar. Só coisas boas!!

 

 

24
Jul17

pão sem glúten. Passo a passo.

Joana Marques

Já tinha referido que não estava satisfeita com a receita de pão que estava a seguir.

Entretanto, experimentei várias receitas. Sempre piores. Com ovo, sem ovo.

Inventei outras receitas. Nada de nada.

Comprar pão sem glúten estava completamente fora de opção.

É um alimento processado.

E eu só como alimentos processados em casos extremos.

 

Tanta experiência fiz. Lá consegui.

Cheguei a esta receita.

Gostei muito do resultado.

Já sabe a pão.

Embora o aspeto deixe a desejar...

Experimentei com 5 farinhas. E com estas funciona.

Ao longo do tempo vou experimentando trocar uma farinha por outra e vou dizendo que resulta ou não.

 

Antes de começar apresento-vos um objeto indispensável.

Para muitas receitas.

Sobretudo para fazer pão.

A Joaninha.

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A Joaninha é um temporizador.

E é imprescindível.

Fazer pão tem muitos tempos diferentes e é muito normal uma pessoa esquecer-se de um pão a levedar e só perceber no dia seguinte...já me aconteceu!

Se não tiverem uma Joaninha. Podem usar um telemóvel por exemplo.

Com a certeza absoluta que durante o processo podem sujar as mãos e o telemóvel.

 

Ingredientes:

7g de fermento de padeiro.

1 colher de café de açúcar. Usei açúcar de coco.

200 ml de água. Depende se gostam do pão mais ou menos hidratado. Podem usar até 250 ml.

50 g de farinha de Quinoa.

50 g de farinha de Castanha.

50 g de farinha de Teff.

50 g de farinha de Amêndoa,

50 g de Polvilho Azedo.

Sal a gosto. Usei uma colher de café.

Uma colher de azeite. (opcional)

7 g de goma xantana. Em Portugal podem comprar no celeiro, no jumbo...

 

Recomendações importantes:

- Nunca se junta o fermento diretamente com o sal. Mata o fermento.

- A água deve estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está muito quente, esperem um pouco.

Mata o fermento.

- A água dever estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está fria, aqueçam um pouco. Não reativa o fermento.

- Algumas pessoas dizem que a goma xantana pode provocar alergias. Devem ter isso em conta. É feita de milho. No meu caso não notei qualquer tipo de reação.

- Data de validade do fermento.

 

 

1º Passo.

Numa tigela juntar o fermento e a colher de açúcar. Misturem tudo.

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 Depois juntamos a água e mexemos. Tem de ficar uma mistura homogénea.

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O fermento é um organismo vivo.

É um fungo.

Gosta de conforto.

Há alguma coisa melhor na vida que uma temperatura quentinha, e uma vida docinha?

Claro que não! Ora aí está, o fermento vai renascer.

Tapem a tigela com uma toalha.

E coloquem-no no local mais confortável da casa.

Não deve apanhar correntes de ar. Deve estar abrigado.

Por exemplo dentro de um forno microondas. (sem estar ligado, obviamente)

Ou numa marquise solarenga.

Não espreitem...

......deixem estar o fermento sossegado!

 

Chamem a Joaninha.

E esperem 15 minutos.

 

Entretanto, não vão ficar à espera do fermento. Vão pôr mãos à massa.

Pesar tudo.

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Juntar tudo.

Não esquecer o sal e a colher de azeite.

Com isto tudo já passaram 15 minutos.

O nosso fermento deve estar prontinho.

Deve estar com este aspeto.

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Se não notarem qualquer diferença do preparado anterior é porque não conseguiram reativar o fermento.

Nesse caso mais vale não usar.

Se usarem é provável que o pão não chegue nunca a pão.

Ou repetem a operação ou então troquem de fermento.

Deve ficar algo leitoso. E deve ter um cheiro próprio que só o fermento tem.

Juntem às farinhas, goma xantana, sal e azeite, o fermento e a água.

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E comessem a amassar. Podem fazê-lo com as mãos.

Não aconselho.

É uma massa sem glúten, pouco elástica.

Agarra-se a tudo e mais alguma coisa.

É horrivelmente peganhenta.

Eu costumo amassar com a batedeira.

Com as varas próprias para massas.

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Três a cinco minutos e está amassado.

Se acharem que querem pôr mais água acrescentem. Água morna. Sempre morna.

Sim, eu sei! Um aspeto horrível...

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Coloquem a massa dentro da forma.

Usei uma forma de bolo inglês.

Convém estar untada. Usei óleo de abacate. (podem usar de coco, azeite ou uma qualquer gordura)

Se por experiência própria souberem que na vossa forma fica tudo pegado podem optar por forra-la com papel vegetal.

No meu caso não é preciso.

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E sim, o aspeto horrível continua.

Tenham atenção se a massa está bem espalhada.

Tentem não formar buracos sem massa.

Podem alisar a massa molhando a mão com água e passando por cima.

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A massa vai levedar.

Coloquem a forma num local abrigado.

Pode ser onde colocaram o fermento anteriormente.

Tapem com uma toalha.

Não vale espreitar!

 

Chamem a Joaninha.

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Quando passarem os 50 minutos liguem o forno. 180º.

Chamem outra vez a joaninha e marquem 10 minutos.

O pão deve levedar num total de 60 minutos.

 

Passaram os 60 minutos e a massa deve ter crescido.

É sem glúten cresce sempre menos mas ainda assim...devem ver alguma difererença.

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Se quiserem e este passo é absolutamente opcional, podem colocar-lhe sementes.

Como fica um pão feio sempre ajuda a disfarçar.

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Neste caso coloquei nozes, sementes de abóbora e de girassol.

Não aconselho as nozes, têm tendência a queimar depressa.

Vai ao forno.

Depende do vosso forno.

O meu forno é o chamado adiantado mental.

Tem a triste ideia de queimar. Por isso anda entre os 160º e os 170º ao longo da cozedura.

Deve durar entre 40 a 60 minutos.

Podem chamar a Joaninha e marcar 20 minutos.

Se acharem que está muito torrado por cima tapem-no com papel vegetal.

Pelo menos na primeira, segunda vez podem usar, a partir daqui, a Joaninha de 10 em 10 minutos.

Com a repetição da receita facilmente se apercebem o tempo ideal de cozedura, no vosso forno.

Tirem do forno.

E desenformem quando quiserem.

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E quando estiver frio podem e devem provar. É bom!

Não fica muito alto.

Não fica muito bonito.

Mas o sabor vai compensar.

Podem cortá-lo em fatias e congelá-lo. Não perde qualidades.

Dizer que este passou o teste mais difícil.

O teste do ovo estrelado!

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Como nota final dizer que pode parecer muito difícil mas não é.

A primeira vez, será mais, mas facilmente entra na rotina e é como cozinhar outra coisa qualquer.

 

19
Jul17

overnight. O pequeno almoço..

Joana Marques

Quando publiquei este post, percebi que o pequeno almoço deve ser uma dor de cabeça para muita gente.

Até hoje foi um dos post's com mais visualizações. Não tendo destaque. É porque foi mesmo importante.

 

Aqui há uns dias chegou-me aqui a casa este livro.

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Quando olhei para o titulo achei que podia não se adaptar a mim...

Eu não sou uma criança. Nem vivo com uma grande família. O livro é tudo de bom.

Comecei por folhear o livro. À pressa. E gostei logo muito dele.

Adapta-se perfeitamente ao meu estilo de vida.

Cheio de dicas e ideias.

Muitas receitas que aproveito. Praticamente todas. E muitas ideias para eu própria inventar as minhas receitas.

 

Uma das sugestões que mais gostei chama-se overnight.

E o que é um overnight?

É algo espetacular.

Resumidamente: já não há desculpas para comer mal porque não temos tempo de manhã, para fazer isto ou aquilo.

Este pequeno almoço faz-se na véspera.

Não vou deixar a receita do livro. Obviamente.

Vou deixar-vos com a minha versão que é diferente da do livro. Bastante diferente.

 

Na noite anterior, coloquei num copo uma dose de iogurte de coco.

Juntei-lhe granola. E frutos vermelhos.

Misturei tudo muito bem e esmaguei alguns frutos vermelhos.

No dia seguinte de manhã. Uma explosão de sabores. O doce da granola e da fruta sentia-se por toda a parte.

Para mim foi suficiente, mas para os mais comilões podem acrescentar um pão sem glúten barrado com manteiga de amêndoa, por exemplo.

Ou um ovo cozido. Não ao overnight, ao pequeno almoço...

Ou simplesmente duplicar a dose. Triplicar?

Se rebentarem...não me denunciem, se faz favor...

Rápido. Muito rápido.

Saudável. Muito saudável.

 

P7180539.JPG

E pensem em todas as conjugações que podem fazer.

Frutas.

Muitas frutas à disposição.

Granola.

E sementes.

Iogurtes de coco, amêndoa, cabra, kéfir, leite de coco.

O céu é o limite...

Vale tudo menos tirar olhos e usar iogurtes.....daqueles cheios de açúcar. BLHEC!

 

06
Jul17

o tempo. Passa a correr...

Joana Marques

5h30 da manhã. Toca o despertador. O meu. Especial.

Já estava acordada desde a 5h. Mas não quis fazer-lhe essa desfeita.

Não sei se o engano. Acho que não o engano. Ele já sabia que eu estava acordada.

Saio de casa e vou correr.

Regresso às 6h30. Entro no duche. Canto uma música que não me sai da cabeça.

Visto a roupa de trazer por casa. Se vestir a roupa a sério. Vou-me sujar..

Cheia de fome.

 

Bato um ovo.

Junto-lhe 2 colheres de sopa de kefir.

E duas colheres de sopa farinha de trigo sarraceno.

Mexo tudo. Micro-ondas, 3 minutos.

Numa frigideira ponho uma colher de sopa de óleo de coco.

Quando os 3 minutos terminam tiro o pãozinho que acabei de fazer.

Parto-o em dois.

Ponho-o a torrar na frigideira.

Preparo uns mirtilos.

E uns morangos.

Barro a tosta com manteiga de amêndoa.

E como calmamente.

pequenoalmoço.jpg

Visto a roupa que tenho separada desde Domingo.

Fico pronta em 10 minutos.

Sapatos. 8 cm.

Pego no cão.

- Não quero ir.

- Tens de ir.

- Não vou.

- Vai já à minha frente...ó rafeiro.

- Pronto! Eu vou. Contrariado....mas vou.

 

Lentamente avança. Um passeio curto. Do tamanho da vontade dele.

Deixo o cão em casa.

Vou para o trabalho

10 minutos a andar depressa.

Chego ao trabalho são 7h30.

Despacho trabalho. Muito trabalho.

Subo escadas. Desço escadas. Subo outra vez.

Preciso de dados. Se pedir por mail nem daqui a uma semana.

Desço.

Subo.

E mais uma vez.

Duas.

Três.

Reunião.

Hora de almoço

Vou a casa.

Passeio o cão. De bom humor.

 

Descongelo um lombo de salmão.

Grelho.

E desfio.

À parte ponho alface.

Rúcula.

Espinafre.

Espargos.

Frutos secos.

Acrescento tomate.

Azeite. Não esquecer o azeite.

 Saboreio calmamente.

salada.jpgRetemperada. Volto ao trabalho.

Mais calmo que de manhã. Mas mesmo assim....

A tarde passa num fósforo.

Chego a casa.

Quase às 21h.

Pego no cão. Vou dar uma volta com ele.

O estômago. Reclama.

 

Duas batatas doce.

Um inhame.

3 cenouras.

Uma cebola.

Um peito de frango.

Água.

Vai a cozer.

Trituradora. Puré.

Cogumelos salteados em azeite.

Por cima os cogumelos, um fio de azeite, pinhões, canónigos e mais uns vegetais que tinha por casa.

Sai uma sopa.

Retemperadora.

Janto com calma.

sopa1.jpg

Arrumo a cozinha.

Vou passear o cão.

Aproveito a última meia hora do dia para escrever este post.

 

E assim se passou mais um dia.

Os dias vão. E não voltam...

O tempo. Passa a correr...

 

30
Jun17

verde! De inveja....

Joana Marques

O que raio é que esta mulher inventou agora?? Perguntam vocês....

 

Descobri recentemente como fazer biomassa de banana verde.

Já tinha comprado algumas vezes.

É caro.

E por isso foram muito poucas vezes, mesmo.

Para além de caro, aparece com um ou outro conservante. Esta receita não tem nem um....

 

 

É difícil de fazer? E os ingredientes são caros?

Não. E não.

E tem vantagens?

Muitas!

As bananas verdes têm amido resistente.

Quando as bananas amadurecem este amido transforma-se em açúcar, não tão saudável para nós.

 

Este amido resistente não é digerido no estômago.

Passa diretamente para o intestino.

E vai ao encontro das nossas bactérias boas.

Diz que elas adoram biomassa de banana verde.

É um alimento probiótico.

 

E aqui para nós.

Toda a gente. Mesmo toda a gente deve ter um dia especial de vez em quando. Mesmo que tenha nascido bactéria...

Porque não fazer hoje feliz a nossa microflora intestinal. Até vão pensar que é Natal.

 

Alimentar bem a flora intestinal é a vantagem principal mas existem outras.

A biomassa de banana verde está carregada de vitaminas, cálcio, potássio e magnésio.

E mais:

- controla o peso;

- é muito saciante;

- ajuda a combater o colesterol;

- controla a glicémia;

- fornece energia;

- e não tem aquele sabor a banana um bocado enjoativo...

 

 

E o que precisam?

 

Precisam de bananas. Verdes.

Quanto mais verdes melhor.

Tiram as bananas do cacho. Com cuidado porque não pode ficar a polpa a ver-se.

Lavam as bananas muito bem. Costumo lavar com uma escovinha.

1 (2) (2).JPG

Colocam-se as bananas na panela de pressão.

Cobrem-se com água a ferver. Tem mesmo de ser a ferver.

Quando a panela de pressão começar a dar sinais de impaciência é esperar cerca de 8 a 10 minutos. Desligam.

Esperam que a panela fique sem pressão e abrem.

Como podem ver na foto, as bananas podem abrir. Acontece.

Não há qualquer problema. Como foram bem lavadas...

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Queridas pessoas que não têm panela de pressão.

Ou que sejam um perigo com uma nas mãos.

Também podem fazer biomassa de banana verde e fazerem felizes a vossas bactérias.

O processo é igual mas o tempo de cozedura demora 40 minutos a uma hora.

 

Tiram a casca da banana. Cuidado que estão muito quentes!!

Colocam no liquidificador ou na varinha mágica.

E fica assim:

1 (12) (1).JPG

Não se acanhem! É este o momento ideal para provarem!

 

Depois de pronta podem guardá-la no frigorífico durante uma semana.

Mas podem congelá-la. E podem tê-la congelada durante 3 a 4 meses.

Costumo colocar em forminhas para gelo ou as que uso para fazer gomas.

E quando está tudo congelado coloco dentro de um saquinho de congelação.

Assim tenho em doses individuais e nunca se estraga nada.

 

A biomassa de banana verde, para além de a poderem comer, como costumam comer um iogurte, com granola, por exemplo.

Pode ser utilizada em muitas receitas.

Gelados. Batidos. Molhos. E iogurtes.

Ou então para um snack de emergência.

 

E de repente temos fome.

Muita fome.

Muita, muita, muita fome....

 

Toma lá.....uma coisa super saudável. Com sabor e saciante.

Toma lá que é para aprenderes....

Bombons!

Derreter chocolate em óleo de coco (para cada quadrado uma colher de chá de óleo de coco).

Envolver cada cubinho de biomassa congelada no chocolate.

O chocolate fica sólido rapidamente.

E quando tivermos fome......está mesmo ali à mão!

Não tem glúten. Não tem lactose. Não tem ovo.

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E a banana normal? Madura? Enjoativa....

verde! De inveja...

Obrigada, João pela ajuda na última foto!

06
Jun17

banana bread...

Joana Marques

No tempo em que fui hospedeira viajei muito.

Sempre gostei de viajar, nessa altura e foram vários anos aproveitei tudo o que consegui.

Um dos países que gostei de visitar mais foi a Austrália.

Já lá estive três vezes.

A primeira vez que lá fui não saí de Sidney e arredores. Passei lá a passagem de ano. Foi memorável.

A segunda vez, em 2009 já ia com outros planos.

Juntei as férias desse ano e folgas e estive por lá quase um mês e meio.

Éramos seis. E fizemos uma parte da costa, rumo ao sul. De caravana.

Parávamos quando queríamos.

Comíamos quando nos apetecia.

Fizemos praia. Andámos pelo campo. Conhecemos pessoas espectaculares.

Ensinaram-me a pescar.

O momento alto da viagem foi quando, depois de várias tentativas, pesquei um peixe! Sim, estava vivo!

Quando estávamos a regressar a Sidney. À base.

O nosso estado era de "mortos vivos".

E decidimos parar numa terra chamada Millthorpe.

Procurámos um hotel. Pensão...qualquer coisa.

Precisávamos com urgência de um banho quente e de uma cama.

Indicaram-nos uma quinta. Um casal geria a quinta e também uma espécie de turismo de habitação.

Uma simpatia. Acolheram-nos muito bem.

Um casal jovem. Com dois filhos.

Para além da quinta e da pousada, tinham ainda uma pequena loja.

 

Foi nessa altura que provei pela primeira vez banana bread. Não é um pão, não é um bolo, é banana bread.

Adorei.

Provavelmente porque já estava fora de casa há muito tempo. Mas também porque era bom.

Pedi-lhe a receita. Achei que me ia mandar dar uma volta. Mas não.

Deu-me a receita. Fiz em casa. Consegui fazer igual.

Depois a vida dá voltas.

E eu não como glúten há mais de dois meses.

Mas não posso passar sem o meu banana bread.

E por isso. Depois de várias tentativas. Aqui fica a receita de um. Versão Paleo.

 

Ingredientes.

2 bananas.

2 ovos

40 g de óleo de coco liquido

40 g de açúcar de coco

80 g de farinha de coco

80 g de farinha de amêndoa

60 g de leite de coco

uma colher de chá de canela

uma colher de chá de fermento

 

Misturar os ingredientes líquidos todos: bananas esmagadas, ovos, óleo de coco e o leite de coco.

Misturar os ingredientes secos todos: açúcar de coco, farinhas de coco, farinha de amêndoa, canela e o fermento.

Juntar tudo. Mexer. Colocar numa forma de bolo inglês. Forno pré aquecido a 170º. Cozer durante 30 a 40 minutos a 170º.

 

Se quiserem podem colocar por cima do bolo uma calda de banana. Fica mais bonito e mais guloso.

Numa frigideira anti-aderente colocar meia chávena de água (a quantidade de água depende da quantidade de calda que querem fazer), 2 colheres de açúcar de coco.

Em lume brando ir mexendo e esperar até formar uma calda.

Cortar uma banana  e colocar na calda.

Deixar cozer.

E colocar por cima.

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(handmade life)

01
Jun17

Grão Vasco. A receita!

Joana Marques

Grão Vasco.

É uma homenagem a quem me tem feito companhia nos últimos tempos.

A quem me tem aturado estes meses todos. Sempre de forma paciente!

Uma forma de agradecimento ao mais eficiente dos despertadores.

 

 

Aqui vai a receita da melhor sobremesa que já fiz na vida, chamada Grão Vasco.

 

Inicialmente queria imitar a torta de laranja da minha avó Maria. Em versão Paleo.

Como não tenho tabuleiro de tortas aqui e não me apetecia comprar fiz numa forma redonda sem buraco.

O resultado foi surpreendente.

É delicioso. Bom. Muito bom. Apetece comer tudo de uma vez...

Não é bem um bolo. Não é bem um pudim. É o céu dentro de uma sobremesa...

 

Ingredientes:

6 ovos

3 laranjas

200 g de açucar de coco

50 g de farinha de amêndoa

40 g de óleo de coco

uma colher de chá de fermento

 

Juntamos os ingredientes secos: açucar, farinha de amêndoa e fermento.

Juntamos a raspa das 3 laranjas.

E mexemos tudo.

Os ingredientes secos vão incorporar os sabores e aromas da raspa de laranja.

 

Juntamos aos secos o sumo das 3 laranjas.

Se deixarem cair polpa não há problema

Mexam.

À parte partimos os ovos e com uma vara de arames batemos.

Incorporamos a gema com a clara.

(não é preciso batedeira)

Juntamos os ovos ao preparado anterior.

Misturamos tudo bem.

Acrescentamos no fim o óleo de coco liquido.

Colocamos numa forma.

O forno deve estar pré aquecido a 170º/180º

Esteve dentro do forno 30 minutos a 170º.

Devem ir espreitando para não se queimar.

Quando desenformarem vão perceber que aparece uma espécie de caramelo no prato.

Não tirem. É delicioso.

Não fica uma sobremesa bonita de encher o olho.

O sabor compensa!

Juntei chocolate preto derretido em óleo de coco.

Para cada fatia, um quadradinho de chocolate derretido com uma colher de café de óleo de coco.

1 (30) (3).JPG

Este Quiosque já tem uma sobremesa oficial: Grão Vasco!

Obrigada, João pela ideia! Grão Vasco é mesmo um grande nome!

 

26
Mai17

leite e farinha de coco....

Joana Marques

O leite de coco contém muitos nutrientes, vitaminas, minerais tais como: potássio, cálcio e cloreto.

Possui ácido láurico que tem propriedades anti-bacterianas, anti-virais, anti-fúngicas, anti-microbiano e anti-inflamatórias.

Estimula o sistema imunológico.

Se o comprarem vejam sempre o rótulo.

Se tiver muitos E's...não comprem! É pior a emenda que o soneto.

Fazer leite coco é muito fácil.

Precisam disto!

1 (29) (1).JPG

É um coador de tecido.

Comprei o meu, num workshop que fiz sobre leites vegetais.

Em Portugal vendem-se na loja dos chineses.

Existe um aparelho que se chama chufamix que podem usar em vez do coador.

Eu não tenho porque acho muito caro.

Precisam também de um liquidificador.

Têm de passar por todos os passos que expliquei no outro post que falei de coco.

Desta vez não devem comer a polpa.

Coloquem metade da polpa cortada no liquidificador.

5.JPG

Não é preciso tirar a parte castanha.

Juntar 150 ml de água.

E o liquidificador faz o resto.

Convém que fique uma pasta quase líquida.

Cuidado com o liquidificador.

Podem ir parando e deixar o pobre descansar!

Quando derem por terminada esta parte colocam a pasta no coador...e depois é só espremer...espremer...

A verdade? Parece que temos uma vaca em casa....só que bem comportada!

Depois de não sair nem mais uma gota do coador não deitem fora os resíduos!!

 

Passamos à segunda parte do coco.

Juntam desta vez 100 ml de água e o procedimento é o mesmo.

Quando colocarem a pasta no coador.

No final coloquem os 50 ml de água a "limpar" o liquidificador para não perderem nada.

Podem fazer o leite de coco com mais água e ficará leite magro ou com menos água e ficará mais concentrado.

Depende do que querem fazer com ele.

Se fizerem gelados, por exemplo, dá jeito ter um leite de coco muito consistente!

Podem também escolher a água.

Eu uso da torneira mas podem fazê-lo com água mineral.

No final terão isto!

1 (17) (1).JPGSe não usarem nos próximos dias (um, dois dias) congelem.

Dá muito jeito, porque é um processo ainda demorado...e assim está sempre à mão.

Vão perceber que a água tem tendência a separar-se da polpa do coco.

É normal.

No que compramos também acontece!

 

E os restos?

Coloquem-nos numa frigideira anti-aderente.

4 (2).JPG

E em lume muito baixo devem deixar secar.

E isto é a farinha de coco.

Quanto mais fininha melhor por isso quando passam no liquidificador devem mesmo deixar estar algum tempo.

Quando acharem que está seca podem peneirá-la.

E deixar ao ar durante um dia.

Podem depois fechá-la numa caixa.

Deve mesmo estar seca ou então vai-se estragar.

Normalmente aproveito o dia que faço a farinha e faço também pão e gasto-a toda.

Não à perigo de se estragar....

7.JPG

Terminar por dizer que em Portugal um coco custa aproximadamente 0,70€.

Uma lata de leite de coco bom custa mais de 2€. E alguns têm E's...

Uma embalagem de farinha de coco custa mais de 3€.

 

Espero que seja útil e que não façam o mesmo que a minha irmã.

Foi à loja dos chineses comprar o coador.

Comprou um coco.

Furou os olhinhos do coco.

Tirou a água.

Atirou o coco ao chão.

Lá o conseguiu partir.

Separou a casca da polpa.

Cortou aos bocadinhos.

Liquidificador.

Coador.

Espremeu...tudo o que o que havia para espremer.

Colocou o leite num frasco e ligou-me...

- Joana, não consigo usar isto...parece mesmo leite!

Deixo aqui a etiqueta que usei na garrafa do leite.

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