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Quiosque da Joana

handmade life

06.12.17

1ª divisão. Definitivamente...

Joana Marques

No seguimento deste post.

Acho que a primeira divisão está garantida.

Falta-me voar.

Mas com o tempo chego lá!

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Na vida de uma tricotadeira, tricotar uma camisola é um passo muito importante.

O nosso sonho é tricotar todas as malhas que vestimos.

A nossa maior ambição é tricotar todas as malhas vestidas por nós, pela família, vizinhos e amigos.

Este é um super passo.

 

Já terminei a camisola e ficou espetacular.

Sou a pessoa mais otimista que conheço. E mesmo assim, o resultado final superou as minhas expectativas.

Fica-me tão bem!

Parece que foi feita para mim...

A vantagem é que tricotando a nossa própria camisola podemos escolher o fio.

E neste caso escolhi um azul escuro, merino4us da rosários 4.

De qualidade superior. Macio. Aconchegante.

Tão bom que pode ser usado em bebés.

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O mérito vai sobretudo para a Nionoi.

A Nionoi tem um canal no youtube. É portuguesa. E é uma super tricotadeira.

Peguei nos 4 vídeos que ela fez para a rosários 4 e segui-os. Não na totalidade.

Até porque tive de alterar ligeiramente o esquema.

A camisola mais pequena do esquema feito pela Nionoi e que podem descarregar aqui era enorme para mim.

Tive de começar com muito menos malhas.

Também alterei o desenho. A Nionoi sugere uma camisola mosaico, com duas cores. Linda, por sinal.

Mas como era a primeira camisola tive medo de me enforcar em tantos fios. Para além disso, o padrão de desenho funciona de 18 em 18 malhas e como alterei o início, para funcionar tinha de entrar em cálculos de malhas e não me apeteceu...para a próxima talvez.

 

Adoro a minha camisola. Adoro. Adoro.

Se me vissem vestida com ela iam-me dar razão...é absolutamente perfeita!

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E na minha mente.

Vários projetos.

Vários, não! Milhares....milhões.

Se é para sonhar que seja em grande!

Próxima camisola: verde ou castanha? É esta a dúvida do momento!

 

14.11.17

primeira divisão...

Joana Marques

Foi mais ou menos por esta altura, em 2012 que decidi aprender tricot.

Comentei com várias amigas minhas, mas só a Ana ficou entusiasmada com a ideia.

Decidimos aprender juntas.

Na minha casa ou na dela. Assistimos a vídeos. Seguimos tutoriais.

Começámos por tricotar cachecóis. A peça mais maçadora de sempre.

 

Cheios de erros. Malhas trocadas e buracos. Assim ficaram os cachecóis. Um pior que o outro.

As agulhas tinham sido compradas numa loja dos chineses. Eram demasiado grossas para o fio.

Escolhemos um fio acrílico horrível. Difícil de trabalhar e que dava um aspeto deprimente à peça.

Azul, o meu. Amarelo, o da Ana.

Tudo erros de principiantes.

Mesmo assim.

Ficámos inchadas de orgulho, quando terminámos as nossas primeiras peças.

Se houvesse um campeonato. No que diz respeito ao tricot.

Tínhamos ficado, em último lugar, nas distritais.

 

Quando já dominávamos, mais ou menos a técnica.

Decidimos investir um pouco mais.

Investimos no tipo de agulhas. Começámos a tricotar com agulhas de bambu.

E não só. Investimos em livros.

E, muito importante.

Frequentámos workshops.

Eu aprendi a tricotar meias e ensinei-lhe. Ela aprendeu a tricotar casaquinhos de bebés e ensinou-me.

E por aí fora.

Durante um ano. Os nossos sábados foram passados em workshops.

Nunca fizemos o mesmo. Partilhámos sempre o conhecimento.

Ganhámos o gosto. Pelo menos eu ganhei. E acho que posso falar pela Ana.

Tricotámos mantas. Golas. Xailes. Meias. Luvas. Casaquinhos de bebé. Tapa fraldas. E botinhas.

Começámos a ser uma referência para os nossos amigos.

Sempre que alguém conhecia alguma grávida, recorria a nós antes de comprar.

Futebolisticamente, falando. Nessa altura, frequentávamos a divisão de honra.

 

Até que. Eu e a Ana de forma consciente. Tomámos de assalto a primeira divisão.

Começámos a tricotar uma camisola. Faz hoje uma semana.

Não somos candidatas ao título. Claro que não.

Somos o Tondela. Estamos a trabalhar com afinco. Mas sempre com um pé na divisão de honra.

Prognósticos, meus amigos. Só no fim do jogo. Até porque ainda não jogámos contra o Sporting e o Porto.

Para já a minha camisola está assim:

 

4 (44).JPG

A parte pior ainda falta. As mangas e o decote.

Estou a tricotar em azul escuro porque já tinha o fio em casa.

E para primeiro trabalho resolvi não investir muito...

O fio é o merino4us da Rosários 4.

É um merino de muito boa qualidade. Preço acessível. E acabamento 5 estrelas.

A minha camisola parece estar a ser tricotada à máquina.

O mérito não é meu. É mesmo do fio.

 

Daqui a umas semana vos direi.

Se estou de pedra e cal na primeira divisão.

Ou, pelo contrário...desci ao campeonato distrital do Botswana.

 

23.08.17

o vestido manchado...

Joana Marques

Há uns meses entrei numa Zara, em Barcelona.

E vi um vestido.

Adorei o vestido.

Azul.

Bom corte.

Tecido de qualidade.

Nem pensei duas vezes.

Peguei nele.

É meu. Ou melhor, é para a minha sobrinha.

 

Antes de pagar o vestido.

Olhei mais uma vez.

E com olhos de amor. Achei que o vestido me ficava mesmo bem a mim.

Estava na minha mão um vestido para 12 anos. Para mim seria pequeno.

Saí da fila.

E voltei para perto dos vestidos. Não havia para 13/14 anos. É o meu número na Zara Kids.

Voltei para a fila.

Continuava a olhar para o vestido. E achei, se calhar o vestido de 12 anos até me fica bem.

Um pouco justo...talvez.

Saí da fila.

 

Fui ao provador. Ficava-me bem. Se fosse ligeiramente maior.....

Ficava-me bem...picuinhices à parte...

Voltei ao local dos vestidos e resolvi comprar também um para mim.

Não havia.

Perguntei.

Não havia.

E noutra Zara.

Também não.

 

Voltei para a fila. Paguei o vestido.

Saí da loja.

O vestido é meu.

Não.

O vestido é da minha sobrinha.

 

O vestido é meu.

Não.

O vestido é da minha sobrinha.

O vestido foi mesmo para a minha sobrinha.

 

Aproveitei que os meus pais estiveram comigo na altura. E levaram o vestido para a miúda.

Ligou-me. Adorou o vestido.

12 (1).JPG

No mês passado a minha cunhada ligou.

A pequena tinha ido dar um passeio.

De uma varanda. Uma gota.

Ou várias.

Devia ser lixívia.

E o vestido ficou manchado. 

 

Juro que não tive nada a ver com isso.

Quando decidi dar o vestido.

Já tinha fechado o assunto.

Dei de boa vontade!

 

- Podes-me enviar o vestido?

A minha cunhada assim o fez.

Como vestido estava arruinado mas na minha cabeça já estava a ter ideias.

A parte da saia. Fiz uma almofada.

Foi só coser as laterais. Aproveitei as costuras que o vestido já tinha.

Fiz uma renda.

sololatte.jpg

Usei um fio que nunca tinha experimentado. Solo Latte. Da Rosários 4. 

Adorei este fio. O acabamento fica muito bonito. E é muito fácil de trabalhar.

E o resultado final. 

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Quem tiver vontade de fazer uma mandala em renda, igual, pode seguir o esquema.

Não tem de aplicar em almofada.

Pode-se colocar numa moldura.

Num bastidor.

Ou até numa manta.

Com fio mais grosso pode servir de base para um tapete.

16 (1).JPG

 

11.08.17

em crochet. Passo a passo!

Joana Marques

Quando estamos a iniciar crochet ou tricot. O que é que nos dão para fazer??

Cachecóis. Um enjoo.

É um projeto quilométrico.

Demora imenso tempo.

E uma pessoa ou desiste.

Ou se atira do quarto andar...com o fio enrolado no pescoço.

 

Este é um projeto para iniciantes.

Muito simples.

Mas com imensas aplicações.

E é rápido de fazer.

 

Precisam de:

Fio à escolha.

Uma agulha adequada ao fio.

Um botão.

E o resto aparece por milagre.

 

Começam por fazer um anel mágico.

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 Dentro deste anel mágico 3 correntes.

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 E a seguir. Dois pontos altos.

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Juntamos duas correntes.

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 Seguidas de 3 pontos altos.

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Duas correntes. Três pontos altos. Duas correntes.

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Três pontos altos. Duas correntes.

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 E finalizamos a primeira carreira com um ponto baixíssimo.

9 (46).JPG

Se conseguiram chegar até aqui. Parabéns!

Já têm a vossa peça praticamente pronta. O resto é sempre igual.

 

2ª carreira:

3 correntes

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 3 pontos altos.

9 (49).JPG

Duas correntes.

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Um ponto alto.

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 Seguido de 4 pontos altos. (um total de 5 pontos altos).

Duas correntes.

9 (55).JPG

5 pontos altos.

Duas correntes.

5 pontos altos.

Duas correntes.

Um ponto alto.

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Concluir a volta com um ponto baixíssimo.

9 (59).JPG

3ª carreira.

Funciona da mesma forma.

3 correntes.

5 pontos altos.

Duas correntes.

7 pontos altos.

Duas correntes.

7 pontos altos....finalizar com um ponto alto e um ponto baixíssimo.

9 (60).JPG

Se continuarem com o mesmo método.

11 carreiras depois chegam a isto:

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Um quadrado de crochet.

Agora é só unir...

.....pelo avesso da peça.

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Outra união.

8 (26).JPG

 

 Depois de cosida.

Viram a peça pelo lado direito.

8 (28).JPG

Botão!

Onde quiserem.

8 (30).JPG

E podem alindar......

8 (1).JPG

Para este projeto usei o fio woolyboo, da Rosários 4. 

Esta carteirinha vai diretamente para a minha sobrinha Margarida.

Para guardar o seu boletim de vacinas.

Nasce em Outubro!

 

Se fizerem mais pequeno dá para colocar um telemóvel.

Maior, uma bolsinha para um tablet.

Com um fio nobre podem fazer uma clutch.

Se colocarem um cordão pode ser uma malinha.

A minha sobrinha de 12 anos tem várias. Com várias combinações de cores ficam muito giras!

 

Podem jogar com o botão.

Se colocarem mais acima ficará uma carteirinha quadrada.

Mais abaixo retangular.

Deixo aqui o esquema. Provavelmente é mais fácil de seguir que as minhas explicações e fotos...

 9 (19).JPG

Alguma dúvida....estou por cá...

23.07.17

terminado!

Joana Marques

Dizia eu neste post que não gostava muito de trabalhados.

Não há regra sem excepção e gostei deste.

É um trabalhado discreto.

2 (18).JPG

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Usei o fio woolyboo da rosários 4. Cor 11. Agulhas de tricot número 5.

Este fio é composto por 50% de algodão, 35% de bambú e 15% lã.

É muito macio. Muito fácil de trabalhar.

 

Foi o primeiro esquema idealizado por mim.

E o resultado final foi este:

 

2 (15).JPG

2 (1) (2).JPG

 

 

Joana Marques

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