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Quiosque

handmade life

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24
Jul17

pão sem glúten. Passo a passo.

Joana Marques

Já tinha referido que não estava satisfeita com a receita de pão que estava a seguir.

Entretanto, experimentei várias receitas. Sempre piores. Com ovo, sem ovo.

Inventei outras receitas. Nada de nada.

Comprar pão sem glúten estava completamente fora de opção.

É um alimento processado.

E eu só como alimentos processados em casos extremos.

 

Tanta experiência fiz. Lá consegui.

Cheguei a esta receita.

Gostei muito do resultado.

Já sabe a pão.

Embora o aspeto deixe a desejar...

Experimentei com 5 farinhas. E com estas funciona.

Ao longo do tempo vou experimentando trocar uma farinha por outra e vou dizendo que resulta ou não.

 

Antes de começar apresento-vos um objeto indispensável.

Para muitas receitas.

Sobretudo para fazer pão.

A Joaninha.

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A Joaninha é um temporizador.

E é imprescindível.

Fazer pão tem muitos tempos diferentes e é muito normal uma pessoa esquecer-se de um pão a levedar e só perceber no dia seguinte...já me aconteceu!

Se não tiverem uma Joaninha. Podem usar um telemóvel por exemplo.

Com a certeza absoluta que durante o processo podem sujar as mãos e o telemóvel.

 

Ingredientes:

7g de fermento de padeiro.

1 colher de café de açúcar. Usei açúcar de coco.

200 ml de água. Depende se gostam do pão mais ou menos hidratado. Podem usar até 250 ml.

50 g de farinha de Quinoa.

50 g de farinha de Castanha.

50 g de farinha de Teff.

50 g de farinha de Amêndoa,

50 g de Polvilho Azedo.

Sal a gosto. Usei uma colher de café.

Uma colher de azeite. (opcional)

7 g de goma xantana. Em Portugal podem comprar no celeiro, no jumbo...

 

Recomendações importantes:

- Nunca se junta o fermento diretamente com o sal. Mata o fermento.

- A água deve estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está muito quente, esperem um pouco.

Mata o fermento.

- A água dever estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está fria, aqueçam um pouco. Não reativa o fermento.

- Algumas pessoas dizem que a goma xantana pode provocar alergias. Devem ter isso em conta. É feita de milho. No meu caso não notei qualquer tipo de reação.

- Data de validade do fermento.

 

 

1º Passo.

Numa tigela juntar o fermento e a colher de açúcar. Misturem tudo.

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 Depois juntamos a água e mexemos. Tem de ficar uma mistura homogénea.

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O fermento é um organismo vivo.

É um fungo.

Gosta de conforto.

Há alguma coisa melhor na vida que uma temperatura quentinha, e uma vida docinha?

Claro que não! Ora aí está, o fermento vai renascer.

Tapem a tigela com uma toalha.

E coloquem-no no local mais confortável da casa.

Não deve apanhar correntes de ar. Deve estar abrigado.

Por exemplo dentro de um forno microondas. (sem estar ligado, obviamente)

Ou numa marquise solarenga.

Não espreitem...

......deixem estar o fermento sossegado!

 

Chamem a Joaninha.

E esperem 15 minutos.

 

Entretanto, não vão ficar à espera do fermento. Vão pôr mãos à massa.

Pesar tudo.

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Juntar tudo.

Não esquecer o sal e a colher de azeite.

Com isto tudo já passaram 15 minutos.

O nosso fermento deve estar prontinho.

Deve estar com este aspeto.

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Se não notarem qualquer diferença do preparado anterior é porque não conseguiram reativar o fermento.

Nesse caso mais vale não usar.

Se usarem é provável que o pão não chegue nunca a pão.

Ou repetem a operação ou então troquem de fermento.

Deve ficar algo leitoso. E deve ter um cheiro próprio que só o fermento tem.

Juntem às farinhas, goma xantana, sal e azeite, o fermento e a água.

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E comessem a amassar. Podem fazê-lo com as mãos.

Não aconselho.

É uma massa sem glúten, pouco elástica.

Agarra-se a tudo e mais alguma coisa.

É horrivelmente peganhenta.

Eu costumo amassar com a batedeira.

Com as varas próprias para massas.

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Três a cinco minutos e está amassado.

Se acharem que querem pôr mais água acrescentem. Água morna. Sempre morna.

Sim, eu sei! Um aspeto horrível...

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Coloquem a massa dentro da forma.

Usei uma forma de bolo inglês.

Convém estar untada. Usei óleo de abacate. (podem usar de coco, azeite ou uma qualquer gordura)

Se por experiência própria souberem que na vossa forma fica tudo pegado podem optar por forra-la com papel vegetal.

No meu caso não é preciso.

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E sim, o aspeto horrível continua.

Tenham atenção se a massa está bem espalhada.

Tentem não formar buracos sem massa.

Podem alisar a massa molhando a mão com água e passando por cima.

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A massa vai levedar.

Coloquem a forma num local abrigado.

Pode ser onde colocaram o fermento anteriormente.

Tapem com uma toalha.

Não vale espreitar!

 

Chamem a Joaninha.

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Quando passarem os 50 minutos liguem o forno. 180º.

Chamem outra vez a joaninha e marquem 10 minutos.

O pão deve levedar num total de 60 minutos.

 

Passaram os 60 minutos e a massa deve ter crescido.

É sem glúten cresce sempre menos mas ainda assim...devem ver alguma difererença.

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Se quiserem e este passo é absolutamente opcional, podem colocar-lhe sementes.

Como fica um pão feio sempre ajuda a disfarçar.

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Neste caso coloquei nozes, sementes de abóbora e de girassol.

Não aconselho as nozes, têm tendência a queimar depressa.

Vai ao forno.

Depende do vosso forno.

O meu forno é o chamado adiantado mental.

Tem a triste ideia de queimar. Por isso anda entre os 160º e os 170º ao longo da cozedura.

Deve durar entre 40 a 60 minutos.

Podem chamar a Joaninha e marcar 20 minutos.

Se acharem que está muito torrado por cima tapem-no com papel vegetal.

Pelo menos na primeira, segunda vez podem usar, a partir daqui, a Joaninha de 10 em 10 minutos.

Com a repetição da receita facilmente se apercebem o tempo ideal de cozedura, no vosso forno.

Tirem do forno.

E desenformem quando quiserem.

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E quando estiver frio podem e devem provar. É bom!

Não fica muito alto.

Não fica muito bonito.

Mas o sabor vai compensar.

Podem cortá-lo em fatias e congelá-lo. Não perde qualidades.

Dizer que este passou o teste mais difícil.

O teste do ovo estrelado!

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Como nota final dizer que pode parecer muito difícil mas não é.

A primeira vez, será mais, mas facilmente entra na rotina e é como cozinhar outra coisa qualquer.

 

Atualização: se dobrarem a receita.

Fica um pão com um tamanho espectacular.

Parece mesmo um pão de forma daqueles que comprava antigamente.

Sem E's e cenas...

Aqui está ele. Barradinho com manteiga de amêndoa...

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16
Jul17

granola feita em casa. É tudo de bom!

Joana Marques

Durante muito tempo comi cereais de pequeno almoço dos mais normais.

Comprava-os e comia-os, porque me sabiam bem.

Açúcar? Nunca foi uma preocupação minha. Ser processado. Muito menos.

 

Quando fiz o meu yorktest, comecei a verificar que praticamente todos os cereais de pequeno almoço estavam fora da minha alimentação.

Durante um tempo comprei corn flakes.

Encontrei uma ou outra marca que podia comer.

Misturava-os em iogurte por exemplo.

 

Mais tarde, descobri a granola.

Lia muito bem os rótulos.

E se na lista de ingredientes não constasse nada proibido para mim, era uma escolha certa!

Descobri uma granola que adorava. Esta.

Sempre que a encontrava no supermercado. Era minha.

Tinha dois contras. Era muito cara. E não era feita por mim.

Com o passar do tempo achei que devia começar a fazer a minha própria granola.

Depois de pesquisar receitas. Experimentar. Cheguei à receita que sigo normalmente.

 

Podemos colocar na granola tudo que o que quisermos.

- Sementes (sésamo, abóbora, girassol, chia, etc)

- Frutos secos (amêndoa, nozes, pinhões, avelãs, etc)

- Passas.

- Fruta desidratada.

 

 

Normalmente quando faço a granola, uso o que tenho, há mais tempo em casa.

Para que nada se estrague.

 

A regra que uso é:

- Para cada 500 g de secos, 200 g de mel e duas colheres de óleo de coco.

Passo os secos no liquidificador. Para triturar ligeiramente. Não queremos ter amêndoas inteiras mas também não queremos ter farinha.

Envolvo tudo em lume brando.

Espalho num tabuleiro previamente coberto com papel vegetal.

Coloco no forno. A 180º.

Vigiar com muita atenção.

De 5 em 5 minutos convém mexer.

Devem retirar do forno quando estiver dourada. Deve levar entre 20 a 30 minutos.

Quando retirarem do forno, convém continuar a mexer até arrefecer.

Quando estiver fria podem colocar dentro de um frasco.

 

Por muito boa seja a granola que compram, esta é muito melhor.

A que faço nunca tem aveia.

Porque não gosto de aveia.

Sei que é muito saudável mas ainda não faz parte das minhas preferências.

Vai com o tempo. Quem sabe um dia não é o meu ingrediente preferido.

 

Com o tempo começamos a perceber o que queremos encontrar na nossa granola.

O que gostamos mais.

Esta granola tem:

- 100 g de amêndoa;

- 100 g de nozes;

- 100 g de sementes de girassol;

- 100 g de sementes de abóbora;

- 50 g de sementes de sésamo;

- 25 g de sementes de papoila;

- 25 g de sementes de chia.

 

51 (16) (1).JPG

Acompanhei com leite de coco e mirtilos.

E aqui está um snack bom e saudável.

 

26
Abr17

nem acredito que é saudável...

Joana Marques

Quando comemos alguma coisa que nos sabe bem desconfiamos sempre. Pelo menos comigo acontece.

- Tão bom! Será saudável..

Já lá diz o ditado: "se é bom, ou faz mal, ou é pecado"!

E por isso uma sobremesa muito boa que ainda por cima faz bem, faz desconfiar qualquer um!

Se juntarmos a isto o ditado "não há regra sem exceção" tudo faz sentido.

Aqui está a exceção...

É sem glúten!

É sem lactose!

É sem ovo!

É vegan!

É espetacular!

 

A minha primeira sobremesa paleo!

 

Ingredientes:

4 maçãs médias ou 3 maçãs grandes

150 ml de leite de coco

2 colheres de sopa de óleo de coco

200 g de amêndoa triturada (ou 200 g de farinha de amêndoa)

100 g de açúcar de coco

canela a gosto

noz moscada a gosto

 

Tirar a casca às maçãs e cortar.

Colocar as maçãs cortadas num recipiente que possa ir ao forno.

Polvilhar as maçãs com o açúcar de coco. Não usar todo.

Juntar o açúcar que sobrou com a amêndoa, a canela e a noz moscada.

Juntar e incorporar o leite de coco e o óleo de coco ao preparado anterior. Mexer bem.

Barrar a maçã com este preparado.

Forno pré aquecido a 180º.

Colocar no forno 30 a 40 minutos.

Fica uma sobremesa docinha.

Se gostarem de sobremesas menos doces usem maçã reineta.

Também podem usar mais amêndoa e menos açúcar de coco.

 

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25
Nov16

massa de arroz com frango e mexilhões...

Joana Marques

Gosto desta receita porque para além do sabor não tem glúten...

Não tenho grandes problemas com o glúten mas desde que fiz o yorktest, o glúten apareceu a amarelo...naquela zona de fronteira...posso comer mas não devo abusar..

A massa de arroz que uso já partilhei no instagram.

Já experimentei várias, para mim esta é a melhor de todas.

É uma das refeições que tem lugar cativo na minha marmita.

 

 

Uma colher de sopa de óleo de coco (opcional)

Uma colher de sopa de azeite

Uma cebola picada

Massa de arroz

Duas porções de frango. (podem usar restos )

Mexilhões a gosto

Tomate cereja

Brócolos

Sal a gosto

 

 

Numa frigideira anti-aderente, juntar o  óleo de coco, azeite a cebola picada, o tomate e o sal.

Deixar até a cebola cozer.

À parte cozer o frango. Desfiar. (reservar)

Na água do frango cozer a massa de arroz. (reservar)

Cozer os brócolos. Cortar os brócolos. (reservar)

Juntar o frango, a massa, os brócolos e os mexilhões na frigideira. Mexer tudo.

Gosto de juntar rúcula, agrião e espinafre quando vou comer. É opcional...eu gosto muito muito de verdes!

 

massadearroz.jpg

 

(o Quiosque está no instagram e no facebook)

10
Nov16

arroz thai com açafrão

Joana Marques

Aprendi a fazer num workshop e fiquei fã.

Esta não é a receita original.

Esta é a minha receita.

Depois de experimentar várias combinações esta é a que mais gosto.

É excelente para levar na marmita para o trabalho.

Aguenta bem uns dias no frigorífico e não perde qualidades quando aquecida.

Tenho sempre uma caixinha no congelador para um dia de emergência...em que me apeteça comida reconfortante..

Tenho amigos que me pedem para a fazer quando vêm a minha casa, tenho outros que me dizem...faz comida normal!

A peste, mais conhecida por Rodrigo, também conhecido pelo meu sobrinho mais novo só come peixe desta forma..

 

Aqui fica:

 

Meia caneca de chá de leite de coco

Uma colher de sopa de óleo de coco

Uma colher de sopa de azeite

Uma cebola picada

Uma chávena de chá de arroz thai (ou outro à escolha!)

Dois lombos de peixe (usei pescada)

Camarões a gosto

Uma manga cortada aos cubos.

Sal a gosto

Açafrão a gosto

 

Juntar o leite de coco, óleo de coco, azeite a cebola picada e o sal.

Deixar até a cebola cozer.

Passar com a varinha mágica.

Acrescentar o açafrão. Acrescentar água.

Colocar o arroz a cozer.

Quando estiver quase cozido colocar o peixe e o camarão.

Quando estiver tudo cozido acrescentar a manga.

PB090038.JPG

 Acompanhar com salada de alface, rúcula e agrião.

 

E os camarões??

Onde estão os camarões?

 

Joana comeu camarões enquanto estava cozinhar.

Joana comeu camarões quando arrumou o arroz nas caixinhas.

Joana ainda abriu as caixinhas para roubar mais camarões.

Joana é uma ladra de camarões.

Joana não é de confiança quando está perto de camarões.

Joana está para os camarões como Donald Trump está para a reunião anual da tupperware..

Não façam como a Joana....protejam os camarões..

 

(o Quiosque está no instagram e no facebook)

 

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