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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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22
Mai17

Vasco, o cão bipolar...

Joana Marques

Quando os meus tios chegaram e o Vasco os viu, foi só amor e carinho.

Ele deu beijinhos, deixou que lhe fizessem festinhas, deu a pata. Um querido!

A minha tia em pleno parque disse para o meu tio:

- Nem sei porque não temos um cão!

Tal foi o amor à primeira vista pelo Vasco.

Ao que o meu tio respondeu.

- Realmente, bem que podíamos ter um.

- É só chato quando saímos. Disse a minha tia.

- Deixamos com um dos miúdos. Respondeu o meu tio.

Dizer que os miúdos são os meus primos, um tem 40 anos e o outro 42.

 

Chegámos a casa.

Preparei o jantar.

Vasco, o amoroso e bem disposto.

Durante o jantar, esteve sempre em local estratégico.

A ver se lhe chegava alguma coisa.

Como sabe que eu não dou.

Vagueou entre a minha tia e o meu tio. Caíram que nem uns patinhos.

- Tão querido o teu cão, Joana! Disse um e depois o outro, sempre babados com a receção.

 

No dia seguinte, eu fui trabalhar e os meus tios já tinham o dia todo planeado.

Dei-lhes uma chave que tinha a mais. Para o caso de quererem voltar antes de mim.

Quando cheguei a casa nem vestígio dos meus tios.

 

Até que chegaram.

Com uma história para contar.

Tinham tentado ir a casa. Para lanchar e descansar um bocado.

O Vasco, apareceu do outro lado com um tom ameaçador.

Rosnava e ladrava.

Acabaram por desistir.

- Para a próxima, entrem à mesma. Nem sei o que lhe deu. Ele não faz mal a uma mosca.

- Talvez. Mas tivemos mesmo medo.

Dizer que por esta altura já o Vasco andava a fazer olhinhos de cão aos meus tios.

Um fofo. Este cão.

- Realmente, ele é tão querido. Fomos mesmo medricas. Disse a minha tia.

Jantar. Pedinchou comida ou não se chamasse Vasco João Marques!

 

No dia seguinte, sexta-feira. Acordei cedo como de costume. Fui ao ginásio do meu prédio.

Subi as escadas novamente.

Reinava a paz em minha casa.

Vasco no seu sofá. Todo estendido.

Os meus tios a acordar.

Tomei banho.

Eles também.

Eu com mais pressa porque ia trabalhar.

Tomei o pequeno almoço.

Lavei os dentes.

E depois vesti-me.

Estava pronta.

 

Saí. Quando saí os meus tios ficaram a tomar o pequeno almoço.

Passados uns 3 minutos recebo uma chamada.

O meu tio:

- Podes voltar a casa Joana, o Vasco encurralou-nos na cozinha.

- Como?

- Estamos fechados na cozinha.

- Como assim? Não conseguem abrir a porta??

- O Vasco encostou a porta e não conseguimos sair da cozinha. Mostra-nos os dentes e rosna. Podes vir cá?

Voltei.

Estavam as três almas na cozinha.

Não cheguei a ver o Vasco a rosnar.

Quando sentiu a minha presença ficou outra vez doce.

Para não haver mais contratempos e para os meus tios estarem à vontade fez-me companhia no trabalho.

 

vasconotrabalho.jpg

Querem amolecer o coração de um norueguês.

Sejam simpáticos? Não.

Ofereçam mousse de manga? Melhora um pouco mas não..

....Tenham um cão querido, fofo e amoroso para lhes apresentar!

Vasco João Marques foi uma simpatia no trabalho! E toda a gente gostou de um conhecer!

Um experiência a repetir.

02
Mai17

encontrei o pote de ouro! Atrás do arco-íris...

Joana Marques

O Vasco é um fofo!

Tenho a certeza que todos os que passam por aqui concordam.

 

O Vasco também é um chato! Há certos dias que não se pode com ele.

Quer toda a atenção do mundo. Não me deixa fazer nada e se é contrariado chora. Parece aqueles putos mimados que querem a mãe só para ele....o pai, a avó do lado da mãe, a avó do lado do pai, o avô do lado da mãe...o periquito, o vizinho do lado e se for preciso o padeiro.

 

Há certos dias que mal posso tomar banho.

Aparece sempre um focinho à espreita.

Eu fecho a porta claro, mas ele sabe abrir portas.

 

Há dias em que dá um passo e pede uma festa.

Depois outro e quer outra festa.

E depois outra.

 

Há dias em mal me consigo vestir.

Ele entra no quarto e rouba-me a roupa.

Já disse que ele sabe abrir portas?

 

E quando tenho gente em casa?

É tão ciumento que acabo sempre com um cão de 30 kg ao colo.

E se me mexo?

Bem, nem me atrevo....

 

Em Carcavelos encontrei um método infalível.

A máquina de lavar roupa.

Era doido pela máquina de lavar roupa.

E sempre que queria ter tempo para mim.

Um programa de uma hora e o cão ficava hipnotizado.

E quando não tinha roupa?

Não fazia mal. Os meus panos da cozinha...foram lavados vezes sem conta.

E o cão ali a olhar para o pano da loiça. E para a máquina.

 

Com o tempo este fascínio pela máquina de lavar roupa foi passando.

Ainda fica a olhar mas o fascínio acaba em 5 minutos.

Até que descobri. O pote de ouro. Atrás do arco íris.

Existe um canal que tenho aqui em Oslo. Não tinha em Carcavelos. Nem sabia que existia. Dog TV!

 

O Vasco adora!

Deita-se a olhar para a televisão e segue com atenção os seus primos de 4 patas que aparecem.

Não fica só a olhar.

Interage. Ladra. Solta uns suspiros....e está ali durante horas...

vascotv.jpg

Parte má.

Fiquei sem televisão.

Já tinha ficado sem sofá. Agora, adeus televisão.

Vejo pelo computador e já vou com sorte.

..... é por uma boa causa. Voltei a ter vida!

...quando voltar para Portugal, dê lá por onde der....Dog TV!

28
Abr17

o sumiço do presente...

Joana Marques

 

Eu e o Vasco agradecemos a todos os que ontem, simpaticamente, nos deram os parabéns. 

 

Recebeu um presente meu.

Não descansou enquanto não o abriu.

É obvio que comeu o papel que o embrulhava.

 

Era um cãozinho para ele brincar.

E para ele dormir acompanhado...um mimado, é o que é!

 

Hoje de manhã fui alertada pelo cheiro nauseabundo dos cocós.

Quando cheguei a casa percebi.

 

Não deve ter gostado da concorrência.

Durante a noite, qual canibal, comeu o cãozinho.

Sobrou qualquer coisa, uns restos...pequeninos

Até os olhos desapareceram....

 

Daqui a um ano volto a tentar!

27
Abr17

o Vasco faz anos!

Joana Marques

Faz hoje 3 anos que conheci o Vasco.

Era voluntária num canil e fomos chamados. Tinha aparecido uma ninhada de cães num terreno.

O dono do terreno contactou a câmara que nos contactou a nós.

 

Chegámos e nem queríamos acreditar. Encontrámos vários cachorros recém nascidos.

O veterinário que nos acompanhava garantiu-nos que embora sub-nutridos tinham salvação.

Pegámos nos cachorrinhos e acomodámos os bicharocos numa caixa.

Estava um dia abafado.

Os cachorrinhos tremiam de frio. Nunca me vou esquecer desta imagem.

E choravam. Um som que nunca mais saiu da minha cabeça.

 

Tínhamos os cachorros todos arrumadinhos e aconchegados na caixa e qual não foi o meu espanto.

Tropeço num outro cachorro.

Não gania.

Não tremia de frio.

Quase não se mexia.

Na parte traseira aparentava ter um fungo e por isso não tinha pelo.

Este cachorro era o Vasco.

 

O veterinário examinou-o e disse-nos que a pessoa que os tinha abandonado, provavelmente o tinha atropelado. Tal era a pressa de sair dali.

Segundo o veterinário:

- Esqueçam. Este não tem salvação.

O Vasco nem se juntou aos outros.

E eu nunca mais o larguei.

Fiz a viagem toda com ele ao colo. 

Fiz-lhe festinhas. Massajei-lhe a barriga como se fosse mãe dele. Falei com ele.

Estava gelado. Embrulhei-o numa echarpe cor-de-rosa que tinha ao pescoço.

Deixámos os cachorros no veterinário. Dois voluntários ficaram com eles. Passaram a noite com os cachorrinhos.

 

 

Trouxe o Vasco para casa.

Pensar que podia morrer sozinho partiu-me o coração.

Trouxe comigo alimentação e medicação.

Liguei para o trabalho a dizer que precisava de uma semana de férias.

E tratei dele.

Pacientemente. Todos os dias comia um pouco mais. E ficava mais forte.

Um dia mexeu-se mais.

No outro ganiu.

E depois abriu os olhos.

E sobreviveu. Contra tudo e contra todos. E eu ganhei um amigo. Verdadeiro!

vascopeq.jpg

 

Tornou-se uma peste.

Uma linda peste.

vasco501.jpg

 Um cão cheio de personalidade. Que me alegra os dias.

vasco500.jpg

Parabéns, querido Vasco!

Tem sido um privilégio!

21
Abr17

vasco. A fazer sorrir os noruegueses...

Joana Marques

Quando saio do trabalho, às 15h, vou buscá-lo para ir dar uma volta.

Se tiver compras a fazer, faço depois. Primeiro está o Vasco e o seu passeio.

Desde que chegou, a preguiça impera. O seu lugar preferido continua a ser o sofá.

 

Ontem, cheguei a casa, tive uma receção digna da rainha de Inglaterra. Peguei na trela e saímos.

Andei com ele cerca de uma hora. Fomos a um parque que descobri no início da semana.

Toda a calma do mundo!

No caminho para o parque, Vasco, cheira.

Vasco faz xixi.

Vasco, olha para tudo e todos. Ninguém olha para nós. Ninguém quer saber de nós.

Os noruegueses são muito pouco sociáveis.

 

Chegamos ao parque, tiro-lhe a trela. Corre. Salta. Ladra. É uma parte boa do meu dia. E do dele também.

 

Quando estamos para voltar agarra num ramo de uma árvore. Como pega nele por uma ponta, o ramo arrasta-se no chão.

Tento tirar-lhe o ramo. Não deixou. Amigos, amigos, ramos à parte.

 

Lá seguimos caminho.

Joana e Vasco. Vasco e Joana. Arrastando um ramo pelas ruas de Oslo.

vasco (1).jpg

Joana e Vasco. Vasco e Joana. Fazendo barulho pelas ruas de Oslo.

Joana e Vasco. Vasco e Joana. Arrancando sorrisos pelas ruas de Oslo.

 

Os cães da Noruega não devem ser assim...digo eu!

Já vi alguns por cá e não me parecem capazes de roubar bollycaos, pratos de sushi ou de abrir torneiras

É preciso aparecer por cá um cão português para ensinar como se faz.

 

Quando chegámos a casa deitou o ramo fora.

Para que raio é que veio com um ramo na boca durante uma hora?

Pois.....

...não sei...e ele não sabe falar!

10
Abr17

a vida a passar-me ao lado....

Joana Marques

Já fui muito pouco de telemóveis e tecnologias.

Foi o meu pai que me deu o primeiro telemóvel. Toda a gente tinha menos eu.

Ligava tanto, tanto ao telemóvel que ficava em casa dias a fio.

 

Depois comecei a tê-lo comigo porque as pessoas ligavam.

E era chato não atender ou devolver a chamada.

Ilusão minha.

Até podia estar comigo mas estava no fundo da mala a maioria das vezes desligado. Sem bateria. Morto.

 

Com a chegada do Vasco a coisa piorou.

Adora telemóveis.

Gosta de brincar com eles e acaba por estragar os bichos.

E sim, já experimentei com um falso. É como os miúdos deteta o falso logo que lho dou.

Também já experimentei com telemóveis velhos. Quando a esmola é grande o santo desconfia. E o cão é tudo menos parvo.

Desde que ele chegou que tenta por todos os meios tirar-me o telemóvel.

Habituei-me a esconde-lo na gaveta da mesinha de cabeceira.

E quando estou na sala numa prateleira.

Fora do alcance de cães bisbilhoteiros.

 

O meu Ipad durou dois dias. Nem isso.

Tocaram-me à campainha deixei-o no sofá e quando voltei aterrou aos meus pés num estado pouco católico. Não teve arranjo.

 

Quando comecei este blog o meu telemóvel desapareceu misteriosamente.

Encontrei-o dentro da máquina de lavar roupa.

Tinha sido lavado e centrifugado.

O telemóvel não tem pernas.

Quem o pôs lá??

Resposta fácil.

 

A verdade é que com o passar do tempo, o telemóvel foi sendo cada vez mais importante.

Não propriamente a funcionalidade de fazer chamadas mas todas as outras.

O messenger tem sido um lugar muito frequentado por mim.

Estar longe também ajudou.

Se estivesse em Portugal provavelmente estava com as pessoas e não andava com o messenger de um lado para o outro.

 

Até para o blog é importante o telemóvel.

Faço alguma gestão através do telemóvel sendo que preferencialmente pelo computador.

Neste momento o telemóvel é um instrumento indispensável.

 

Na sexta feira de manhã, não é que o sacripanta do cão me apanhou o telemóvel.

Fui com jeitinho. Muito jeitinho.

- Vasco, Vasquinho.....

E ele recuou..

E eu..

- Vasco...

E ele todo contente com o telemóvel. Um salto.

- VASCO...

Parecia uma bola saltitona. Feliz da vida com o novo brinquedo.

E de repente o telemóvel atira o telemóvel ao ar e sai pela janela fora.

Moro num terceiro andar.

Ainda desci as escadas à pressa para constatar o inevitável.

O meu telemóvel estava morto para sempre.

No meio dos destroços ainda consegui salvar o cartão.

 

Pedi emprestado o telemóvel a uma colega...não foi bem pedir...implorei.

Enviei uma mensagem ao meu irmão e foi ele que publicou o post de sexta.

 

E depois foi ver a vida passar-me ao lado.

Mesmo, mesmo a passar-me ao lado.

As coisas a acontecerem em Portugal e eu sozinha na Noruega.

Foi assim que me senti o dia todo.

Esperei pelas três da tarde para sair do trabalho e comprar outro. Parece-me que foram anos.

E os preços? Por aqui são baratíssimos os telemóveis.....

 

03
Abr17

oslo. O cão...

Joana Marques

Cheguei na sexta à tarde.

O cão instalou-se no sofá e já não saiu de lá.

Eu tive de me contentar com um sofá mais pequeno.

Enchi-lhe a taça de comida. Nada.

Não pediu para sair. Pelos vistos só precisava de dormir. E até a bexiga colaborou.

 

E não, não me acordou. Devia estar ainda meio desorientado.

Quando acordei, dei conta que tinha comido tudo durante a noite.

Pediu-me para ir à rua.

Vesti-me depressa e lá fui com ele. Uma volta rápida.

Assim que chegámos voltou ao seu objeto mais adorado em Oslo. O sofá!

 

Ainda arrumei uma coisas. Organizei outras tantas. Preparei-me para sair.

Os meus pais estavam a chegar para passar o fim de semana.

Chamei-o. Nem se mexeu.

Disse-lhe que me ia embora. Nada.

Saí de casa e fiquei à porta. À espera de um ganido. Nada de nada.

Em Oslo, fica em casa sozinho .

Em Barcelona, não.

O que é que isto quer dizer??

Que em Barcelona vivo por cima de uma vala comum de elfos??? 

Um campo radioactivo??

Um cemitérios de pigmeus???

Um aterro sanitário??

Adiante.

 

Fui buscar os meus pais. Queriamos ter dado uma volta pela cidade. Estava preocupada com o cão.

E se acordou e não me viu?

E se os vizinhos chamam a comissão de proteção de menores em risco??

E se me tiram o cão?

 

Arrastei os meus pais para minha casa.

Quando chegámos.

Dormia. Tranquilamente.

Abriu um olho a custo. E saudou os meus pais. Abanou o rabo umas duas ou três vezes...

 

Almoçámos.

E ele pediu para ir à rua.

Voltámos a sair. 

Ficou a dormir.

 

À noite quando chegámos teve de nos ceder o sofá.

Não ia sentar os meus pais no chão.

 

Eu e o meu pai falamos alto, rimos alto.

E quando um de nós teve de ir à casa de banho. O apartamento quase foi abaixo...

 

vasco.jpg

 

28
Mar17

o cão. Sempre o cão...

Joana Marques

Chegaram novos voluntários.

Três eram brasileiros. E eu fiquei de lhes mostrar os cantos e os recantos da ilha.

Peguei no carro da associação e começámos a visita.

Um deles, o Marcelo, senta-se à frente.

O Vasco não concorda nada com isso.

Entra pelo banco de trás e aparece com cara de poucos amigos à frente.

Começa a dar focinhadas no ombro do Marcelo.

- Que quer o cão?

-

O cão queria o lugar dele, claro!

Como Marcelo não se mexia. O cão muda de estratégia.

Rosna-lhe ao ouvido.

E abocanha-lhe um braço.

Nada de especial. Fez sem doer.

Marcelo sai do carro aterrorizado.

O Vasco ocupa o lugar de Marcelo.

- Podes entrar. Lá para trás. Ele só queria o teu lugar!

Marcelo entra com um ar infeliz e lá ocupa um lugar no banco de trás.

 

Estaciono o carro cá em baixo, perto do porto.

As pessoas, olham. E comentam.

Da frente do carro, saio eu e um cão.

De trás saem três pessoas.

Entre elas Marcelo.

Cheio de medo.

Já foi abocanhado por um cão.

E tem medo do que possa vir aí...

- Ele vai solto? Não tem trela, não?

- Sim, tem trela mas confio nele...

-

 

Dou início à visita guiada.

Dou-lhe todo o tipo de conselhos que considero úteis.

Alguns foram-me passados por outros voluntários, pelo meu supervisor, por locais ou então aprendi por experiência própria.

Passamos por sítios irresistíveis da ilha.

A ilha é linda. Nota-se a degradação dos tempos de crise. Vê-se que não tem sido fácil.

Mas não deixa de ser linda.

Subimos uma colina.

Para verem a vista.

E nisto. Vasco. Continua a subir. Também ele estava com atenção às vistas. Um gato!

E corre, corre atrás do gato.

E eu corro atrás dele.

- VASCOOOOOOOO! VASCOOOOOOO!

E os voluntários cá em baixo. A assistir à cena...

E de repente....o gato corre e desce a colina....

E o Vasco corre atrás dele....

E eu corro atrás dos dois....

- VASCOOOOOOOO! VASCOOOOOOO!

E os voluntários cá em cima. A assistir à cena...

 

E o gato sobe a uma árvore...

...e o Vasco fica em baixo à espera...

E os voluntários abanam a cabeça....

E eu ponho a trela ao cão. Puxo-o. E ele vem. Sempre a olhar de lado para ver se vê o gato.

 

A cara dos voluntários diz tudo. Nem é preciso falarem. Falo eu:

- tenham calma, as outras pessoas são normais! 

 

03
Mar17

a felicidade não é ter.....

Joana Marques

Desde o primeiro dia que me surpreende.

Tem-me ensinado muitas coisas.

Tem-me mostrado o que é gostar incondicionalmente.

Amizade? Ele sabe bem o seu significado.

E diz presente em todos os momentos que merecem a pena.

Chatices do dia a dia e picuinhices parvas não conto com ele. Nesses dias faz-me a vida negra.

Em situações limite é o meu melhor amigo.

 

Incongruências tem várias. É tão parecido comigo!

Como se costuma dizer, não se sai às pedrinhas da calçada.

E como nasceu e foi abandonado.

Só me teve  a mim.

E deve me ter observado vezes sem conta.

Joanês é uma doença altamente contagiosa. Nem poupou o cão!

 

Não fica em casa sozinho mas faz uma viagem de avião com uma perna às costas.

Adora conforto. Mas nestas férias que são tudo menos convencionais tem tido um comportamento 5 estrelas.

Adora comer. Mas aqui também não tem tudo o que gosta. Nem tudo aquilo que tinha em casa.

Ainda não roubou ninguém.

 

Anda tristonho? Mal disposto?

Nada disso.

Anda feliz da vida!

Sem queixumes.

Afinal a felicidade não é ter. É ser. É estar. E é ficar....

....e a amizade é o valor mais importante desta vida...

vasco350.jpg

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