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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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21
Abr17

vasco. A fazer sorrir os noruegueses...

Joana Marques

Quando saio do trabalho, às 15h, vou buscá-lo para ir dar uma volta.

Se tiver compras a fazer, faço depois. Primeiro está o Vasco e o seu passeio.

Desde que chegou, a preguiça impera. O seu lugar preferido continua a ser o sofá.

 

Ontem, cheguei a casa, tive uma receção digna da rainha de Inglaterra. Peguei na trela e saímos.

Andei com ele cerca de uma hora. Fomos a um parque que descobri no início da semana.

Toda a calma do mundo!

No caminho para o parque, Vasco, cheira.

Vasco faz xixi.

Vasco, olha para tudo e todos. Ninguém olha para nós. Ninguém quer saber de nós.

Os noruegueses são muito pouco sociáveis.

 

Chegamos ao parque, tiro-lhe a trela. Corre. Salta. Ladra. É uma parte boa do meu dia. E do dele também.

 

Quando estamos para voltar agarra num ramo de uma árvore. Como pega nele por uma ponta, o ramo arrasta-se no chão.

Tento tirar-lhe o ramo. Não deixou. Amigos, amigos, ramos à parte.

 

Lá seguimos caminho.

Joana e Vasco. Vasco e Joana. Arrastando um ramo pelas ruas de Oslo.

vasco (1).jpg

Joana e Vasco. Vasco e Joana. Fazendo barulho pelas ruas de Oslo.

Joana e Vasco. Vasco e Joana. Arrancando sorrisos pelas ruas de Oslo.

 

Os cães da Noruega não devem ser assim...digo eu!

Já vi alguns por cá e não me parecem capazes de roubar bollycaos, pratos de sushi ou de abrir torneiras

É preciso aparecer por cá um cão português para ensinar como se faz.

 

Quando chegámos a casa deitou o ramo fora.

Para que raio é que veio com um ramo na boca durante uma hora?

Pois.....

...não sei...e ele não sabe falar!

10
Abr17

a vida a passar-me ao lado....

Joana Marques

Já fui muito pouco de telemóveis e tecnologias.

Foi o meu pai que me deu o primeiro telemóvel. Toda a gente tinha menos eu.

Ligava tanto, tanto ao telemóvel que ficava em casa dias a fio.

 

Depois comecei a tê-lo comigo porque as pessoas ligavam.

E era chato não atender ou devolver a chamada.

Ilusão minha.

Até podia estar comigo mas estava no fundo da mala a maioria das vezes desligado. Sem bateria. Morto.

 

Com a chegada do Vasco a coisa piorou.

Adora telemóveis.

Gosta de brincar com eles e acaba por estragar os bichos.

E sim, já experimentei com um falso. É como os miúdos deteta o falso logo que lho dou.

Também já experimentei com telemóveis velhos. Quando a esmola é grande o santo desconfia. E o cão é tudo menos parvo.

Desde que ele chegou que tenta por todos os meios tirar-me o telemóvel.

Habituei-me a esconde-lo na gaveta da mesinha de cabeceira.

E quando estou na sala numa prateleira.

Fora do alcance de cães bisbilhoteiros.

 

O meu Ipad durou dois dias. Nem isso.

Tocaram-me à campainha deixei-o no sofá e quando voltei aterrou aos meus pés num estado pouco católico. Não teve arranjo.

 

Quando comecei este blog o meu telemóvel desapareceu misteriosamente.

Encontrei-o dentro da máquina de lavar roupa.

Tinha sido lavado e centrifugado.

O telemóvel não tem pernas.

Quem o pôs lá??

Resposta fácil.

 

A verdade é que com o passar do tempo, o telemóvel foi sendo cada vez mais importante.

Não propriamente a funcionalidade de fazer chamadas mas todas as outras.

O messenger tem sido um lugar muito frequentado por mim.

Estar longe também ajudou.

Se estivesse em Portugal provavelmente estava com as pessoas e não andava com o messenger de um lado para o outro.

 

Até para o blog é importante o telemóvel.

Faço alguma gestão através do telemóvel sendo que preferencialmente pelo computador.

Neste momento o telemóvel é um instrumento indispensável.

 

Na sexta feira de manhã, não é que o sacripanta do cão me apanhou o telemóvel.

Fui com jeitinho. Muito jeitinho.

- Vasco, Vasquinho.....

E ele recuou..

E eu..

- Vasco...

E ele todo contente com o telemóvel. Um salto.

- VASCO...

Parecia uma bola saltitona. Feliz da vida com o novo brinquedo.

E de repente o telemóvel atira o telemóvel ao ar e sai pela janela fora.

Moro num terceiro andar.

Ainda desci as escadas à pressa para constatar o inevitável.

O meu telemóvel estava morto para sempre.

No meio dos destroços ainda consegui salvar o cartão.

 

Pedi emprestado o telemóvel a uma colega...não foi bem pedir...implorei.

Enviei uma mensagem ao meu irmão e foi ele que publicou o post de sexta.

 

E depois foi ver a vida passar-me ao lado.

Mesmo, mesmo a passar-me ao lado.

As coisas a acontecerem em Portugal e eu sozinha na Noruega.

Foi assim que me senti o dia todo.

Esperei pelas três da tarde para sair do trabalho e comprar outro. Parece-me que foram anos.

E os preços? Por aqui são baratíssimos os telemóveis.....

 

03
Abr17

oslo. O cão...

Joana Marques

Cheguei na sexta à tarde.

O cão instalou-se no sofá e já não saiu de lá.

Eu tive de me contentar com um sofá mais pequeno.

Enchi-lhe a taça de comida. Nada.

Não pediu para sair. Pelos vistos só precisava de dormir. E até a bexiga colaborou.

 

E não, não me acordou. Devia estar ainda meio desorientado.

Quando acordei, dei conta que tinha comido tudo durante a noite.

Pediu-me para ir à rua.

Vesti-me depressa e lá fui com ele. Uma volta rápida.

Assim que chegámos voltou ao seu objeto mais adorado em Oslo. O sofá!

 

Ainda arrumei uma coisas. Organizei outras tantas. Preparei-me para sair.

Os meus pais estavam a chegar para passar o fim de semana.

Chamei-o. Nem se mexeu.

Disse-lhe que me ia embora. Nada.

Saí de casa e fiquei à porta. À espera de um ganido. Nada de nada.

Em Oslo, fica em casa sozinho .

Em Barcelona, não.

O que é que isto quer dizer??

Que em Barcelona vivo por cima de uma vala comum de elfos??? 

Um campo radioactivo??

Um cemitérios de pigmeus???

Um aterro sanitário??

Adiante.

 

Fui buscar os meus pais. Queriamos ter dado uma volta pela cidade. Estava preocupada com o cão.

E se acordou e não me viu?

E se os vizinhos chamam a comissão de proteção de menores em risco??

E se me tiram o cão?

 

Arrastei os meus pais para minha casa.

Quando chegámos.

Dormia. Tranquilamente.

Abriu um olho a custo. E saudou os meus pais. Abanou o rabo umas duas ou três vezes...

 

Almoçámos.

E ele pediu para ir à rua.

Voltámos a sair. 

Ficou a dormir.

 

À noite quando chegámos teve de nos ceder o sofá.

Não ia sentar os meus pais no chão.

 

Eu e o meu pai falamos alto, rimos alto.

E quando um de nós teve de ir à casa de banho. O apartamento quase foi abaixo...

 

vasco.jpg

 

28
Mar17

o cão. Sempre o cão...

Joana Marques

Chegaram novos voluntários.

Três eram brasileiros. E eu fiquei de lhes mostrar os cantos e os recantos da ilha.

Peguei no carro da associação e começámos a visita.

Um deles, o Marcelo, senta-se à frente.

O Vasco não concorda nada com isso.

Entra pelo banco de trás e aparece com cara de poucos amigos à frente.

Começa a dar focinhadas no ombro do Marcelo.

- Que quer o cão?

-

O cão queria o lugar dele, claro!

Como Marcelo não se mexia. O cão muda de estratégia.

Rosna-lhe ao ouvido.

E abocanha-lhe um braço.

Nada de especial. Fez sem doer.

Marcelo sai do carro aterrorizado.

O Vasco ocupa o lugar de Marcelo.

- Podes entrar. Lá para trás. Ele só queria o teu lugar!

Marcelo entra com um ar infeliz e lá ocupa um lugar no banco de trás.

 

Estaciono o carro cá em baixo, perto do porto.

As pessoas, olham. E comentam.

Da frente do carro, saio eu e um cão.

De trás saem três pessoas.

Entre elas Marcelo.

Cheio de medo.

Já foi abocanhado por um cão.

E tem medo do que possa vir aí...

- Ele vai solto? Não tem trela, não?

- Sim, tem trela mas confio nele...

-

 

Dou início à visita guiada.

Dou-lhe todo o tipo de conselhos que considero úteis.

Alguns foram-me passados por outros voluntários, pelo meu supervisor, por locais ou então aprendi por experiência própria.

Passamos por sítios irresistíveis da ilha.

A ilha é linda. Nota-se a degradação dos tempos de crise. Vê-se que não tem sido fácil.

Mas não deixa de ser linda.

Subimos uma colina.

Para verem a vista.

E nisto. Vasco. Continua a subir. Também ele estava com atenção às vistas. Um gato!

E corre, corre atrás do gato.

E eu corro atrás dele.

- VASCOOOOOOOO! VASCOOOOOOO!

E os voluntários cá em baixo. A assistir à cena...

E de repente....o gato corre e desce a colina....

E o Vasco corre atrás dele....

E eu corro atrás dos dois....

- VASCOOOOOOOO! VASCOOOOOOO!

E os voluntários cá em cima. A assistir à cena...

 

E o gato sobe a uma árvore...

...e o Vasco fica em baixo à espera...

E os voluntários abanam a cabeça....

E eu ponho a trela ao cão. Puxo-o. E ele vem. Sempre a olhar de lado para ver se vê o gato.

 

A cara dos voluntários diz tudo. Nem é preciso falarem. Falo eu:

- tenham calma, as outras pessoas são normais! 

 

03
Mar17

a felicidade não é ter.....

Joana Marques

Desde o primeiro dia que me surpreende.

Tem-me ensinado muitas coisas.

Tem-me mostrado o que é gostar incondicionalmente.

Amizade? Ele sabe bem o seu significado.

E diz presente em todos os momentos que merecem a pena.

Chatices do dia a dia e picuinhices parvas não conto com ele. Nesses dias faz-me a vida negra.

Em situações limite é o meu melhor amigo.

 

Incongruências tem várias. É tão parecido comigo!

Como se costuma dizer, não se sai às pedrinhas da calçada.

E como nasceu e foi abandonado.

Só me teve  a mim.

E deve me ter observado vezes sem conta.

Joanês é uma doença altamente contagiosa. Nem poupou o cão!

 

Não fica em casa sozinho mas faz uma viagem de avião com uma perna às costas.

Adora conforto. Mas nestas férias que são tudo menos convencionais tem tido um comportamento 5 estrelas.

Adora comer. Mas aqui também não tem tudo o que gosta. Nem tudo aquilo que tinha em casa.

Ainda não roubou ninguém.

 

Anda tristonho? Mal disposto?

Nada disso.

Anda feliz da vida!

Sem queixumes.

Afinal a felicidade não é ter. É ser. É estar. E é ficar....

....e a amizade é o valor mais importante desta vida...

vasco350.jpg

24
Fev17

o atentado na Suécia! Toda a verdade...

Joana Marques

Trump disse!

Os suecos gozaram...

O mundo riu-se...

O homem tinha razão....

Estamos perante o mais terrível dos terroristas e o seu cúmplice.

Uma ameaça a nível mundial. Que a Suécia faz questão de esconder.

Mais! Que a Europa não quer nem ouvir falar.

 

Mas o quiosque está bem informado.

Muito bem informado.

E sente-se no dever de fazer este alerta. A nível mundial, claro!

 

Aqui vai. Toda a verdade. E somente a verdade!

 

O temível terrorista...

vasco2500.jpg

 E o cúmplice. Tão ou mais perigoso...

romeu2500.jpg

 

Tenham cuidado. Tenham muito cuidado.

Pessoas, não têm nada a temer!

 

Mas se forem:

- Bollycaos, torneiras, sementes de girassol, donuts, bananas, pêssegos em calda ou cozido à portuguesa..fujam...com todas as pernas que Deus vos deu....F-U-J-A-M!

 

A sério....FUJAM....deixem tudo para trás....e FUJAM....refaçam a vida noutro continente ou quem sabe noutro planeta......

 

Diz que Oslo já começou a construir o muro....

Porque....eles vão a caminho!

 

 

 

23
Fev17

mister V! O canalizador....

Joana Marques

Os meus pais estão cá. Chegaram na sexta-feira.

Tem sido tão bom!

Tenho saído do trabalho ainda a horas de podermos passear. Vou-lhes mostrando as descobertas que fiz.

Morar numa cidade é tão diferente de visitar uma cidade.

 

Ontem, fomos dar uma volta. Com o Vasco.

Aproveitámos e parámos no parque do costume.

Vasco, o cão, feliz como nunca.

À solta e aos pinotes.

Iamos andando. O Vasco ia à nossa frente. Ou ao nosso lado.

Desviava-se quando queria explorar qualquer coisa.

Nós parávamos e continuávamos a conversar.

Sem pressas.

Todo o tempo do mundo.

 

A minha mãe diz:

- Tenho andado a reparar, este jardim está cheio de torneiras e todas a deitar água.

- Realmente! Que desperdício. Diz o meu pai.

- Não tem chovido muito, mas tem chovido. Reparem que a terra não está seca. Digo eu

- Ninguém percebe estes espanhóis. Diz a minha mãe.

 

Avançámos....

- Olha ali outra? A deitar água. Diz o meu pai.

- Inacreditável! Digo eu....

- Olha outra!

- E, ali outra!

- C'um caneco...

 

Até que....fez-se luz...

......ou melhor percebi porque raio é que tinham rebentado as águas...

 

 

vasco23f.jpg

 

Começámos a seguir o Vasco com os olhos.

E voilá!

Ele sabe abrir as torneiras...bebe água...mas fechar..

......fecha lá tu ó espanhol! 

 

Enquanto eu e o meu pai nos escangalhávamos a rir.

 

A minha mãe começou a olhar para todos os lados em stress. Começou por fechar uma...

......e o Vasco foi atrás dela e abriu-a outra vez...

 

Antes de sairmos ainda entrou dentro de um lago...aqueles peixinhos cor-de-laranja tornaram-se irresistíveis...

...tive de lhe pôr a trela...

 

E como se embodegou todo!

Terminou o dia assim...

vasco23e.jpg

 P.S.  só saímos do parque com as torneiras todas fechadas...

 

20
Fev17

o silêncio é de ouro...mas...

Joana Marques

Os meus pais, o meu irmão, cunhada e sobrinhos chegaram na sexta-feira.

O meu irmão e família passaram só o fim de semana, os meus pais ficam a semana inteira.

O Vasco desde que não esbarrem com o território dele até gosta de visitas. E o território dele sou eu e o sossego dele!

 

No sábado os meus pais saíram com os meus sobrinhos e assim dar algum espaço ao meu irmão e cunhada.

Eu, fiquei com o Vasco.

Um santo dia para o cão.

 

Ontem, acordei cedo como de costume.

Fui correr.

Fui às compras.

E por volta das 11h comecei a tratar do almoço para todos.

Chegaram por volta das 12h30. Ainda eu andava pela cozinha em preparativos.

A alegria costumeira de quem se reencontra finalmente.

Muita conversa.

Gargalhadas.

- Menos barulho. E os vizinhos? Dizia-nos a minha mãe.

 

Nós abrandávamos o ritmo mas depois mais uma história. Mais gargalhadas.

- Quem vos conhecer vai pensar que não vos dei educação. É preciso falar tão alto? Mais uma vez a minha mãe..

 

Eu sou a mais exagerada.

Mas eu e o meu irmão juntos, somos impossíveis.

E se acrescentarmos os meus sobrinhos.

E o meu pai.

E se juntarmos a minha cunhada que é do benfica. Nem parecia bem se não embirrássemos com ela...e quando se embirra, embirra-se em alto e bom som!

Isto tudo junto é igual à minha mãe em stress.

 

Soube-me tão bem este almoço!

Não pela comida..propriamente.

Pela companhia, claro!

 

O que é bom passa num instante e o meu irmão e a família tiveram de ir embora.

Saímos da minha casa.

E eu abro a porta do prédio e deparo-me com isto!

vasco1001.jpg

Alguém precisou de paz e sossego. Alguém precisou de silêncio.

E preferiu o patamar frio das escadas ao barulho de casa.

Sem darmos conta deve ter saído.

- Vocês estão a ver???? Até o cão acha que vocês fazem muito barulho. Quem vos conhecer, pensa de certeza, que foram criados ao Deus dará.

 

Fomos a pé até ao hotel onde ficou o meu irmão (a minha casa é muito pequena para albergar tanta gente).

No caminho a alegria de estarmos juntos.

- Mais baixo, se fazem favor. Até o cão fica incomodado.

 

E no aeroporto às despedidas. Quando o meu sobrinho gritou com a irmã.

- Menos barulho. Até o cão percebe e não gosta deste barulho todo.

 

E sim, o silêncio é de ouro....mas

..... sabe tão bem rir alto!

 

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