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Quiosque da Joana

handmade life

Quiosque da Joana

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13
Jun17

a partilha....

Joana Marques

Tenho uma amiga que conheci nos tempos em que eu era hospedeira.

Chama-se Marie.

É islandesa mas neste momentos mora nos Estados Unidos.

É professora universitária. No campo da robótica.

Casou com um Japonês.

Também ele professor universitário. No campo da robótica.

Têm um filho.

Adolescente.

Para mal dos pecados deles é mesmo um puto de carne e osso.

Não é um robot. Tem sentimentos e tudo.

O puto é tão diferente dos pais que os deixa de boca aberta com as coisas que diz.

Já caí no erro de almoçar com o casal.

É deprimente.

A conversa dos dois vai dar sempre ao trabalho.

E eu percebo muito pouco de robótica.

Sendo sincera...não percebo nada.

Quando uma pessoa está à rasca e quer à força toda integrar-se na conversa, fala do tempo, certo?

Certo! Até na Noruega funciona.

Errado! Com este casal ou falas de robótica ou falas de robótica.

 

Com ele nunca almocei sozinha.

Com a Marie já. E é diferente. A conversa já vai para outros campos, em que eu também posso dizer qualquer coisa.

Mesmo que estejamos em desacordo. Aprendo sempre alguma coisa.

Tem uma cultura. Um ponto de vista. E opiniões que me fazem pensar. E crescer.

 

Um dia num desses almoços explicou-me que estava a trabalhar e a fazer investigação tendo como objeto de estudo: "a cadeira de rodas".

Disse-me ela que tinha descoberto uma forma de fazer virar a cadeira de rodas com mais segurança.

Ao que eu perguntei:

- E o que vais fazer? Já regista-te a patente? Vais começar a produzir cadeiras? 

Já estava a imaginar uma fábrica a produzir cadeiras de rodas em série e a Marie a mudar-se com o seu japonês e o seu filho de carne em osso, para uma ilha deserta.

Mai Tai's, sol e mar, o resto dos dias deles....pensei eu que sou gestora de profissão.

 

Olhou para mim e disse-me.

- Não. Vou publicar a minha descoberta. E esperar que alguém pegue na ideia e a melhore. Se eu registar a patente durante um tempo ninguém pode mexer nisto e a descoberta fica estagnada. E queremos é que mais alguém trabalhe nisto e desenvolva o conceito.

 

Achei isto de um altruísmo sem explicação.

Digno de alguém brilhante. Não só de cabeça mas também de coração.

A partilha é dos atos mais nobres de um ser humano.

Dá a possibilidade de outros poderem pegar no que deixámos e assim tentar fazer melhor.

Se estivermos sempre a começar do zero, o mundo não avança. E não tenhamos ilusões, haverá sempre alguém melhor do que nós. E ainda bem. Só assim nos superamos.

Não querendo comparar-me com a Marie, nem com o trabalho espetacular que faz, posso de alguma forma partilhar o pouco que sei. E quem dá o que pode a mais não é obrigado.

 

Por essa razão criei o grupo handmade life.

 

Se eu tiver uma receita boa, qual é o mal de a partilhar. Porque raio vou guarda-la para mim?

Se eu descobrir uma loja mesmo, mesmo boa porque não partilharei?

Se encontrar uma página no facebook que tem peças únicas, não faz sentido guarda-la para mim, ou faz?

E sim eu tenho um blog, mas qualquer pessoa pode partilhar um post do seu blog, por exemplo.

Se tiver mais visualizações com isso, melhor. É mesmo para divulgar que a página serve. 

Podemos aprender todos uns com os outros.

E desta forma melhorar a nossa vida...mesmo que seja devagarinho...

 

25
Mar17

um granny por dia....

Joana Marques

Em Carcavelos tenho tanto fio que posso a qualquer momento abrir uma loja.

Quando me mudei para Barcelona levei alguma coisa. Pouco.

Só que descobri uma loja espetacular. Com preços do outro mundo.

Ainda fiz algumas coisas. Porque o tempo escasseava, contam-se pelos dedos de uma mão.

Neste momento em Barcelona tenho tanto fio que posso a qualquer momento abrir uma loja.

Se juntar Barcelona e Carcavelos posso abrir uma MegaStore.

 

Quando vim para a Grécia. Vim órfã de projeto.

E estar órfã de projeto. Entristece-me.

Mal cheguei percebi que tinha de arranjar qualquer coisa para fazer.

Encontrei uma loja da especialidade e comprei uma agulha nº3 e algodão fininho.

E comecei um novo projeto.

É um projeto longo. 

Deve estar acabado daqui a uns 6 meses. Porque é feito lentamente. Exatamente como eu gosto.

Todos os dias faço um granny square. Básico. Simples. E diferente. Pelo menos nas cores.

No fim de cada semana tenho de ter feito 7.

Ao fim do mês tenho de ter 30.

E só paro quando decidir o tamanho da manta. Ainda não sei. Logo se vê.

1 (1) (2).JPG

É assim que eu gosto de viver a vida.

Construída um pouco todos os dias. Acrescentada.

Flexível.

Resiliente.

Não é para desistir.

Nem trocar.

Porque quando achamos que vale a pena não se troca.

Nem se passa à frente.

 

Sem pressas e sem pressões.

Com tempo. O que vale a pena é demorado.

E já não estou órfã de projeto.

 

09
Mar17

anti-stress...

Joana Marques

Uma das coisas que me deixa zen e num estado de acalmia, tipo mar morto é o desenho.

Sempre que tenho tempos mortos. Começo logo à procura de uma caneta e desenho...

Depende da disposição, às vezes aparecem desenho mais adultos outras vezes mais infantis...ou então tudo junto!

Um destes dias estava eu a desenhar.

Desenhei um peixe.

Depois outro.

Um a rir. Outro sério...

Depois desenhei um risco e depois outro paralelo. Depois preenchi o que estava entre eles...

...é como aquela história da conversa ser como as cerejas....também podemos aplicar esse ditado aos desenhos...

 

Quando dei por terminado o meu maravilhoso trabalho , alguém me pediu para tirar cópia para o pintar....

Lembrei-me de o partilhar....

...como se fosse um daqueles livros para colorir para adultos que agora se usa...só que feito por mim...

 

Eu também estou a colorir o meu....

1 (3).jpg

Escolhi 5 cores.

Pinto 10 elementos de cada cor.

E pinto de 4 em 4 elementos.

E estou a aplicar a técnica mosaico.

Não está acabado....é um anti-stress é para se ir fazendo, com calma e sem perfecionismo...

 

 

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