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Quiosque da Joana

handmade life

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20
Jul17

tricotar um xaile. Passo a passo!

Joana Marques

Adoro tricotar xailes.

Usá-los já é outra conversa.

Depois de já ter tricotado muitos xailes diferentes.

Cheguei ao meu xaile preferido.

Não de tricotar. Mas de usar.

 

Xailes muito trabalhados.

Gosto de os tricotar, apenas.

Usar, não consigo. Acabo por desmanchá-los ou oferecer-los a alguém.

 

Xailes simétricos. Que sejam um triângulo perfeito.

Tricoto-os sem problemas.

São xailes que se iniciam no centro e se vão acrescentando pontos em todas as voltas.

Não gosto de os usar.

Sinto sempre que falta uma parte do xaile.

Parece que fica muito pequeno.

Fica-se assim com qualquer coisa pendurada no pescoço...sem grande utilidade.

 

Para eu usar o xaile tem de ser assimétrico, com um ponto simples e tem de ser comprido.

Um xaile deste tipo é muito versátil.

Pode ser um xaile de Verão ou de Inverno. Conforme o fio que se escolha.

E pode ser usado de várias maneiras.

Se for comprido fica giro porque pode dar várias voltas. E como é assimétrico fica com efeitos engraçados.

Na maioria das vezes uso-o como se fosse um cachecol.

 

Depois de ter entrado no mundo dos xailes.

Acabei como comecei. O que eu mais gosto é o mais fácil de fazer.

Em ponto mousse. É feito todo em liga.

Já tinha explicado o esquema aqui.

Hoje acrescento fotos.

Ao longo da explicação aparecem também vídeos. Para ajudar na parte mais difícil.

Qualquer pessoa que saiba tricotar consegue. É só seguir o esquema.

 

Vamos a isso?

Começamos com 3 pontos na agulha.

1 (18) (1).JPG

1ª carreira: é uma carreira ímpar.

Em todas as carreiras ímpares: tricotamos em liga todos os pontos e no último ponto fazemos um aumento.

Ficamos com 4 pontos na agulha.

1 (24) (1).JPG

2ª carreira: é uma carreira par. 

Em todas as carreiras pares: tricotamos o primeiro ponto em liga. O segundo ponto fazemos um aumento. Tricotamos em liga todos os pontos até aos dois últimos. Estes dois últimos pontos, tricotamos juntos.

Continuamos com 4 pontos na agulha.

1 (26).JPG

3ª carreira: é uma carreira ímpar.

Em todas as carreiras ímpares: tricotamos em liga todos os pontos e no último ponto fazemos um aumento.

Ficamos com 5 pontos na agulha.

1 (3) (2).JPG

 

4ª carreira: é uma carreira par. 

Em todas as carreiras pares: tricotamos o primeiro ponto em liga. O segundo ponto fazemos um aumento. Tricotamos em liga todos os pontos até aos dois últimos. Estes dois últimos pontos, tricotamos juntos.

Continuamos com 5 pontos na agulha.

1 (5) (3).JPG

Se conseguiram chegar até aqui. Já têm o xaile praticamente pronto!

Porque agora é sempre igual até ao fim!!

Acreditem, começar é a parte pior....

 

Se continuarem sempre com o mesmo esquema.

O vosso xaile vai crescendo. Assimetricamente!

1 (13) (3).JPG

 

(fio usado: woolybool, rosários4)

 

Quando parar?

Depende do que querem.

Depende do tamanho da pessoa que vai usar o xaile. E daquilo que pretendem.

Eu gosto dele muito comprido.

E largo.

Este que fiz, depois de bloqueado ficou com 42 cm por 2,25m.

x1.jpg

Para mim estas são as medidas certas para um xaile.

Depende sempre do fio usado.

Estas medidas servem essencialmente para nos guiarmos.

 

cp.jpg

No final. Bloquear o xaile.

E depois, é só usar!!

Não se esqueçam que podem aderir ao grupo handmade life e partilhar todos os vossos trabalhos!

Espero-vos lá!

14
Jul17

se a vida te der limões.....

Joana Marques

E se a vida te der limões faz uma limonada.

Sempre ouvi dizer isto.

 

Fernando Pessoa dizia...

 "Pedras no caminho?

Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo"

 

 

A verdade é que a vida não me tem dado limões ultimamente.

Também não tenho encontrado pedras.

Uns grãos de areia aqui e ali. Mas nada que um duche não resolva...

 

 

É o cão.

O cão é que me presenteia todos os dias.

Não com limões...não!

Pedras? Também não!

Paus.

vasco100.jpg

Pode estar em Barcelona.

Pode estar em Oslo.

É raro o dia que não chegue a casa com um.

Segui o conselho de Fernando Pessoa. Comecei a guardá-los.

Não dá para um castelo. Nem tão pouco para uma limonada.

Deu para isto.

50 (5).JPG

 

Juntei-lhe três aguarelas. Pintadas por mim.

E pronto.

Quando tiver um castelo.

Posso mirá-las enquanto bebo uma limonada....

 

13
Jun17

a partilha....

Joana Marques

Tenho uma amiga que conheci nos tempos em que eu era hospedeira.

Chama-se Marie.

É islandesa mas neste momentos mora nos Estados Unidos.

É professora universitária. No campo da robótica.

Casou com um Japonês.

Também ele professor universitário. No campo da robótica.

Têm um filho.

Adolescente.

Para mal dos pecados deles é mesmo um puto de carne e osso.

Não é um robot. Tem sentimentos e tudo.

O puto é tão diferente dos pais que os deixa de boca aberta com as coisas que diz.

Já caí no erro de almoçar com o casal.

É deprimente.

A conversa dos dois vai dar sempre ao trabalho.

E eu percebo muito pouco de robótica.

Sendo sincera...não percebo nada.

Quando uma pessoa está à rasca e quer à força toda integrar-se na conversa, fala do tempo, certo?

Certo! Até na Noruega funciona.

Errado! Com este casal ou falas de robótica ou falas de robótica.

 

Com ele nunca almocei sozinha.

Com a Marie já. E é diferente. A conversa já vai para outros campos, em que eu também posso dizer qualquer coisa.

Mesmo que estejamos em desacordo. Aprendo sempre alguma coisa.

Tem uma cultura. Um ponto de vista. E opiniões que me fazem pensar. E crescer.

 

Um dia num desses almoços explicou-me que estava a trabalhar e a fazer investigação tendo como objeto de estudo: "a cadeira de rodas".

Disse-me ela que tinha descoberto uma forma de fazer virar a cadeira de rodas com mais segurança.

Ao que eu perguntei:

- E o que vais fazer? Já regista-te a patente? Vais começar a produzir cadeiras? 

Já estava a imaginar uma fábrica a produzir cadeiras de rodas em série e a Marie a mudar-se com o seu japonês e o seu filho de carne em osso, para uma ilha deserta.

Mai Tai's, sol e mar, o resto dos dias deles....pensei eu que sou gestora de profissão.

 

Olhou para mim e disse-me.

- Não. Vou publicar a minha descoberta. E esperar que alguém pegue na ideia e a melhore. Se eu registar a patente durante um tempo ninguém pode mexer nisto e a descoberta fica estagnada. E queremos é que mais alguém trabalhe nisto e desenvolva o conceito.

 

Achei isto de um altruísmo sem explicação.

Digno de alguém brilhante. Não só de cabeça mas também de coração.

A partilha é dos atos mais nobres de um ser humano.

Dá a possibilidade de outros poderem pegar no que deixámos e assim tentar fazer melhor.

Se estivermos sempre a começar do zero, o mundo não avança. E não tenhamos ilusões, haverá sempre alguém melhor do que nós. E ainda bem. Só assim nos superamos.

Não querendo comparar-me com a Marie, nem com o trabalho espetacular que faz, posso de alguma forma partilhar o pouco que sei. E quem dá o que pode a mais não é obrigado.

 

Por essa razão criei o grupo handmade life.

 

Se eu tiver uma receita boa, qual é o mal de a partilhar. Porque raio vou guarda-la para mim?

Se eu descobrir uma loja mesmo, mesmo boa porque não partilharei?

Se encontrar uma página no facebook que tem peças únicas, não faz sentido guarda-la para mim, ou faz?

E sim eu tenho um blog, mas qualquer pessoa pode partilhar um post do seu blog, por exemplo.

Se tiver mais visualizações com isso, melhor. É mesmo para divulgar que a página serve. 

Podemos aprender todos uns com os outros.

E desta forma melhorar a nossa vida...mesmo que seja devagarinho...

 

25
Mar17

um granny por dia....

Joana Marques

Em Carcavelos tenho tanto fio que posso a qualquer momento abrir uma loja.

Quando me mudei para Barcelona levei alguma coisa. Pouco.

Só que descobri uma loja espetacular. Com preços do outro mundo.

Ainda fiz algumas coisas. Porque o tempo escasseava, contam-se pelos dedos de uma mão.

Neste momento em Barcelona tenho tanto fio que posso a qualquer momento abrir uma loja.

Se juntar Barcelona e Carcavelos posso abrir uma MegaStore.

 

Quando vim para a Grécia. Vim órfã de projeto.

E estar órfã de projeto. Entristece-me.

Mal cheguei percebi que tinha de arranjar qualquer coisa para fazer.

Encontrei uma loja da especialidade e comprei uma agulha nº3 e algodão fininho.

E comecei um novo projeto.

É um projeto longo. 

Deve estar acabado daqui a uns 6 meses. Porque é feito lentamente. Exatamente como eu gosto.

Todos os dias faço um granny square. Básico. Simples. E diferente. Pelo menos nas cores.

No fim de cada semana tenho de ter feito 7.

Ao fim do mês tenho de ter 30.

E só paro quando decidir o tamanho da manta. Ainda não sei. Logo se vê.

1 (1) (2).JPG

É assim que eu gosto de viver a vida.

Construída um pouco todos os dias. Acrescentada.

Flexível.

Resiliente.

Não é para desistir.

Nem trocar.

Porque quando achamos que vale a pena não se troca.

Nem se passa à frente.

 

Sem pressas e sem pressões.

Com tempo. O que vale a pena é demorado.

E já não estou órfã de projeto.

 

09
Mar17

anti-stress...

Joana Marques

Uma das coisas que me deixa zen e num estado de acalmia, tipo mar morto é o desenho.

Sempre que tenho tempos mortos. Começo logo à procura de uma caneta e desenho...

Depende da disposição, às vezes aparecem desenho mais adultos outras vezes mais infantis...ou então tudo junto!

Um destes dias estava eu a desenhar.

Desenhei um peixe.

Depois outro.

Um a rir. Outro sério...

Depois desenhei um risco e depois outro paralelo. Depois preenchi o que estava entre eles...

...é como aquela história da conversa ser como as cerejas....também podemos aplicar esse ditado aos desenhos...

 

Quando dei por terminado o meu maravilhoso trabalho , alguém me pediu para tirar cópia para o pintar....

Lembrei-me de o partilhar....

...como se fosse um daqueles livros para colorir para adultos que agora se usa...só que feito por mim...

 

Eu também estou a colorir o meu....

1 (3).jpg

Escolhi 5 cores.

Pinto 10 elementos de cada cor.

E pinto de 4 em 4 elementos.

E estou a aplicar a técnica mosaico.

Não está acabado....é um anti-stress é para se ir fazendo, com calma e sem perfecionismo...

 

 

19
Nov16

tricotar não é para meninos....

Joana Marques

peopleknitting_p47.png

 (homens a tricotar em público, Flórida 1918)

 

peopleknitting_p94.png

 (Um marinheiro italiano no início da Segunda Guerra Mundial)

tric14.png

 (trabalhador de uma fábrica, 1951)

 

 

tric.jpg

 (1880)

tric6 (1).jpg

 (taxista inglês, 1940, a tricotar entre viagens)

tric3 (1).jpg

 (rapazes de uma escola a tricotar para soldados da 1ª guerra mundial, 1918)

tric5.jpg

 (1939)

 

tric16.jpg

 (Joana Marques, 2016)

 

Todas as fotografias (à exceção da última)  estão num livro absolutamente delicioso: "People Knitting" de Barbara Levine.

 

Aproveitando a onda de pessoas improváveis que fazem tricot, neste site está outro exemplo!

Uma ternura!

Foi sugerido pela Ana Ferreira na caixa de comentários.

 (o Quiosque está no instagram e no facebook)

12
Nov16

something about christmas time...

Joana Marques

São tão fáceis de fazer e podemos fazer tantas coisas giras com eles:

pompom.jpg

(imagem retirada daqui)

Existem kit's para fazer pompons!

Este é da Phildar. É lindo!

Está à venda aqui!

Gosto tanto....tanto...

(tenho um........comprei nos chineses )

 dot.jpg

Acho que vou ter de comprar um para a minha sobrinha....

...Pode ser que ela não goste e eu tenha que ficar com ele...

Devias ter vergonha...Joana..

 (o Quiosque está no instagram e no facebook)

09
Nov16

Workshop...#2

Joana Marques

Enquanto fazia compras num supermercado em Barcelona descobri um placard.

Um placard maravilhoso.

Com todo o tipo de informação.

Workshops! Muitos!

E assim se dinamiza a economia!!

 

Vi um workshop que me interessou. Vários até. Um deles quis fazer logo.

Papel! Velho que vira novo!

Inscrevi-me.

O bom é que não tinha horas marcadas. Fiz em três dias diferentes. E a horas diferentes.

Não acabei a peça lá porque tinha um avião para apanhar. Terminei em casa.

 

Adorei!

Dá muito, muito trabalho!

 

Tudo começa com jornais velhos. Fazemos uma pasta com água e papel velho (neste caso jornais).

Depois de bem amassado passa-se por uma varinha mágica. Sim, a da sopa!

Depois deste processo coa-se a pasta. O meu formador usou uma meia. Diz ele que é o processo mais barato e que funciona melhor!

Acrescentamos cola e amassamos tudo.

E está pronto para modelar.

 

Escolhemos a figura a modelar.

Eu queria fazer um urso!!

Vejam o filme!!

Não foi um urso que saiu...

 

Depois da parte da modelação que para mim foi extremamente difícil, pintamos.

A parte da pintura fiz em casa.

 

O mais surpreendente...é que olhando para a peça ninguém diria que um dia foi um jornal!

 

 

...e já está marcado novo workshop....

 

(o Quiosque está no instagram e no facebook)

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