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Quiosque da Joana

handmade life

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10
Jan17

um almoço de negócios! Diferente...

Joana Marques

Todos nós temos pessoas que admiramos na nossa área profissional.

No meu ramo, há alguém que venero desde os meus 20 anos.

A Carolyn J. é alemã tem cerca de 50 anos.

Trabalha em Dortmund neste momento mas já trabalhou por todo o mundo.

Quando percebi que o Sporting ia a Dortmund enviei-lhe um mail.

Explicava-lhe quem era, que iria a Dortmund no início de Novembro e que gostaria de visitar a empresa dela.

É claro que enviei por enviar. Nunca pensei que fosse lido.

A verdade é que 15 dias depois recebo um email da secretária a confirmar a minha visita.

 

Em Novembro lá fui.

Nervosa e não era pelo Sporting.

Visitei a empresa, irmã da minha.

Vi o trabalho que fazem.

Conversámos.

Falei-lhe do projeto de Barcelona.

Sempre de forma acelerada e afogueada.

Ou não me chamaria Joana Marques...

Ela sempre muito sóbria, muito profissional.

E disse-me que gostaria de ir a Barcelona ver como é que funcionava.

Disse que sim, que seria bem-vinda.

Pediu-me o meu contacto.

Nunca pensei...

 

Em Dezembro liga-me.

- Joana? Daqui é Carolyn..

- Hummmm?

- A Carolyn de Dortmund..

Até me sentei...

Não podia ser..

Nem consegui dizer nada..ou até disse, mas nada de jeito..

Era para me dizer que gostaria de passar por Barcelona e ver o projeto em funcionamento.

Disse que sim.

Claro que sim.

Outra vez que sim.

E com medo que a senhora achasse que afinal eu até tinha um atraso mental...parei de falar.

 

E não é que tenho mesmo um atraso mental?

Não é que combinei com ela para dia 6 de Janeiro.

Dia de reis.

Espanha.

E não é que só me lembrei disso no dia 5.

 

Comecei a entrar verdadeiramente em pânico quando tentei fazer reservas em vários restaurantes e nada.

Uns estavam fechados.

Outros estavam esgotados.

Não podia levar a senhora ao Burger King da estação de serviço.

 

Comecei a pensar no sítio onde mais gosto de comer.

E não foi preciso pensar muito para perceber que esse sítio é a minha casa.

E foi assim que decidi que o nosso almoço seria em minha casa.

Eu, Carolyn, Vasco e Romeu.

 

No dia 5, tive uma reunião longa.

Os espanhois até reviravam os olhos.

E eu também porque percebi que já não ia encontrar nada aberto.

 

Tinha salmão.

Vegetais em bom estado.

Um arroz branco.

Sobremesa: o pão-de-ló da minha avó Adélia.

E foi assim.

Tudo simples.

Como se costuma dizer menos é mais.

 

Fui buscá-la ao aeroporto.

Disse-lhe que o almoço iria ser diferente.

Estranhou quando lhe disse para entrar no prédio.

Estranhou ainda mais quando lhe disse para entrar em casa.

 

Foi um almoço espectacular.

É uma pessoa ainda melhor do que eu imaginava.

É genial no trabalho que faz.

Muito simples.

Falámos muito.

E provavelmente por estarmos em casa os assuntos foram mais pessoais do que propriamente de trabalho.

 

Falou-me da família e pelas dificuldades que passaram.

Falou-me dos filhos. Do marido.

O Vasco portou-se bem!

 

E o Romeu.

Bem o Romeu é um gentleman...

...trata toda a gente aos beijinhos!

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