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Quiosque da Joana

13.08.18

dias simples. Receitas simples...

Joana Marques

Fã número um desta receita.

Por mim comia isto todos os dias.

É muito versátil. Pode-se variar todos os dias o recheio.

E todos os dias é bom.

Melhor. Não dá trabalho nenhum a fazer....

Os ingredientes que vou colocar são os que usei desta vez.

Mas já tenho usado outros. É abrir o frigorífico, olhar lá para dentro e surpresa!

Por exemplo, hoje usei queijo Feta porque era o que tinha. Já usei queijo de cabra curado e ficou muito bom, também.

 

 

Ingredientes:

- Duas fatias de pão.

Usei o meu pão sem glúten que já tinha uma semana mas ainda estava bom!

- Dois tomates.

- Um cogumelo Portobello. 

- Rúcula.

- Queijo Feta.

- Azeite.

- Um dente de alho.

- Manjericão.

- Orégãos.

 

Numa frigideira colocar azeite e deixar aquecer.

Quando estiver bem quente colocar as fatias do pão.

Virar. Não deixar queimar. Nem tostar demasiado.

Não pretendemos torrar o pão. Apenas tosta-lo por fora.

Passar o dente de alho pelo pão tostado. Se não gostarem não têm de o fazer. Fica bom na mesma.

Na frigideira que tostámos o pão, aproveitamos o azeite (se não tiver suficiente acrescentamos) colocamos um tomate cortado em pequenos pedaços, o cogumelo cortado, manjericão e orégãos. Deixamos cozinhar uns minutos. 

 

À parte juntamos a rúcula, o queijo e o outro tomate.

Quando o cozinhado estiver pronto juntamos tudo e colocamos por cima das fatias do pão.

Aproveitar o molhinho do cozinhado para regar o pão. E também um fio de azeite.

Soberbo!

Temos aqui pano para mangas.

Basta trocar os ingredientes e nova receita! Novos sabores.

É tão bom cozinhar!

É tão bom comer...

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Há dois anos no Quiosque!

A minha forretice e .....

as coisas que gosto de fazer para me entreter.

Ainda os tenho em Carcavelos!

 

 

Há um ano no Quiosque!

O desafio da Carol.

Respondido por mim....

 

12.08.18

O consultor...

Joana Marques

Nasci em Lisboa e vivi em Lisboa até aos 20 anos.

17 anos em Campo de Ourique. E o restante no Campo Grande.

Alfacinha de gema.

Corri o risco de ficar como aquelas pessoas que não sabe bem de onde vem os ovos.

Definitivamente não saem de dentro da galinha ou seria nojento. Devem ser feitos numa fábrica lá para os lados de não sei bem...

 

Os meus pais não deixaram.

Os meus avós também não. Sobretudo a minha avó.

As férias que eu passava no Alentejo contribuíram e muito para não me tornar numa Alfacinha mete nojo.

Andava entre a água da rega e as couves. Tomava banho de mangueira.

Sujava-me. Toda!

Ia apanhar rãs ao riacho e depositava-as no tanque da minha avó. Ainda hoje não há melhor som do que acordar ao som dos passarinhos e do coaxar das rãs.

Era picada por melgas, mosquitos e por vespas. Era alérgica. Era o diabo.

No verão as minhas sardas explodiam.

Ficava bronzeada sem ter ido uma única vez à praia.

O bronze confundia-se com a sujidade. E a sujidade com o bronze.

A minha mãe esfregava-me as pernas no banho e como deixava de sair sujidade concluía que era do sol.

Tão bom! Melhor que as Caraíbas!

..

 

Ao bronze juntava-lhe nodoas negras. Pouco negras, mais roxas. E galos na cabeça.

Rompia os joelhos vezes sem conta. Rompidela por cima de rompidela. Quando se é criança nada dói....

...só o ter de ir para a cama e deixar de brincar.

Ao domingo era um sarilho.

Vestir-me para ir à missa era um desafio!

- João, já olhaste para a Joana. As pessoas ainda vão pensar que lhe batemos.

Parecia que tinha apanhado uma sova de cinto, mas não. Só tinha vivido à grande durante a semana.

No Alentejo rebolava no pó.

E na palha que estava no celeiro. 

Adotava todo o tipo de bicho. Desde formigas, caracóis, gatos e rãs...

Comia morangos diretamente da planta. Comia tomates como quem come maçãs.

Comia figos até rebentar. E ameixas da ameixoeira lá do fundo. As ameixas perto de casa não eram lá grande coisa.

Subia às árvores e como não sabia descer atirava-me cá para baixo.

No tempo das cerejas comia cerejas e caroços.

E ficava aflita durante uns dias...

- E se me nasce uma cerejeira na barriga??? Como é que vai ser....

30 anos depois tenho algo a crescer na barriga mas não se pode adjetivar de cerejeira...

 

30 anos depois. Este pedaço de Alentejo é meu.

E tive vontade de voltar atrás. Retomar a horta da minha avó. No mesmo local. 

É um desperdício ter terra e não fazer nada. E não só....

...eu tive uma infância tão boa. Tão feliz. Quero fazer o mesmo pelos meus filhos ou filhas....

 

Desde que fiquei com a casa a ideia foi tomando forma na minha cabeça.

Coincidiu com o aparecimento da Alice.

Não quero que ela fique uma criatura citadina com medo de escaravelhos.

Fazer um escândalo sempre que vê uma lagartixa...

A miúda é muito rosa e vaidosa...vamos ver o que é que eu consigo fazer daqui.

 

Antes do Pedro existir. 

O homem não nasceu em Março. Já existia.

Antes do Pedro existir na minha vida, já eu andava com estas ideias.

E a tentar perceber onde é que podia adquirir conhecimento.

Tive sorte, porque o Pedro também é curioso. Gosta de aprender. E vibra tanto quanto eu quando percebemos que conseguimos ter simultaneamente courgettes normais mas também redondas!

Joana e Pedro. Os mete nojo do Campo.

Geeks. Nerds. Da courgette normal e redonda. Do tomate. Da alface. Dos brócolos. Dos melões e das melancias.

 

TANTO TEMPO! TANTO TEMPO, SENHORES!

Que eu passei a assistir aquelas aulas de programação orientada por objetos.

Não teria sido mais útil o ISCTE ter pegado em mim e dito:

- Joana, isto não é para ti! Vai lá estar um mês com o Tio Luís e aprende a fazer alguma coisa de útil!

Isto sim, tinha sido de valor.

 

Luís. Luís Marques.

Conhecido por tio Luís do Casão.

Porque se chama Luís e porque mora num sitio que se chama de Casão...não sei bem porquê.

Tio Luís era primo da minha avó Maria.

Também é meu primo mas eu chamo-lhe tio. 

Tem quase 90 anos e sempre o chamei tio.

Tio Luís do Casão é o meu consultor para a área da agricultura.

Tem me ensinado, aos poucos, que eu não vou para nova e assimilar uma nova disciplina é sempre complicado.

Foi ele que me deu as sementes. Em frasquinhos.

Como é analfabeto não escreve o nome nos frascos. Desenha em cada frasco o tomate, a melancia ou o feijão.

- Estas, Joana! As de Lisboa não chegam aos calcanhares destas...devolve-me os frascos. Fazem-me falta!

Temos um sistema de rega automática mas tio Luís passa pela horta muitas vezes, para ver se está tudo bem.

Quando chego ao Alentejo está tudo fresco.

Quando vê que as coisas se vão estragar, colhe e guarda no frigorífico dele. E depois dá-nos quando aqui chegamos.

Já lhe disse muitas vezes para ficar com as coisas ou dar a quem achar que precisa.

Ele diz que sim que o faz. A verdade é que quando aqui chegamos temos sempre muita coisa à espera.

Foi ele que me convenceu a semear feijões.

- Toma lá estes feijõezinhos. Deita-os na terra...são bons!!

Na altura ainda não comia feijões.

Aceitei por educação.

Não os semeei. Ficaram por aqui, dentro de um armário.

Um dia acordei cedo e vi o frasquinho a olhar para mim.

Larguei as sementes na terra.

Nasceram.

Cresceram.

Fizeram-se feijoeiros.

O tio Luís ligou-me um dia destes.

- Quando é que vens? O feijão já se pode apanhar....

Na sexta-feira, eu e o Pedro fizemos o gosto ao dedo.

Apanhámos os feijões. Uma parte deles.....

Tirámos uma foto só para marcar o momento!

E fizemos uma sopa com eles. A sopa estava mesmo boa mas pode ter só sido impressão nossa...

...coisas de mete nojos do campo. Geeks. Nerds.

 

Eu sei que sou suspeita! 

São lindos, estes feijões!

Ou é só o coração de mãe a falar??

 

 

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 O meu consultor!!

O melhor de todos!

 

 Há dois anos no Quiosque!

Trabalhava em Lisboa para uma empresa portuguesa.

Entretanto privatizada e vendida a uns franceses.

As saudades que eu tenho de trabalhar lá.

Da minha equipa.

Do meu chefe.

 

Há um ano no Quiosque!

Um brinde à generosidade dos "colegas" do Sapo.

Aos leitores do Quiosque.

E também ao Sapo, o melhor senhorio de sempre!

 

11.08.18

como é que te chamas?

Joana Marques

Quando decidimos ficar juntos, decidimos ter mais filhos.

O número não está fechado. Andamos ao sabor do que o universo nos quiser dar.

Eu tenho 3 irmãos, o Pedro é filho único, não por opção dos pais mas porque aconteceu.

Já tínhamos a Alice e não queríamos ter só a Alice. 

Mas se por alguma razão não conseguíssemos ficar grávidos não stressaríamos por isso. Já tínhamos a Alice. E a Alice é um mundo...

Antes de casarmos. 

Antes de saber que íamos casar. 

Já andávamos a falar de nomes para os bebés que iríamos ter.

Ter filhos foi um dado adquirido assim que nos conhecemos. Não sei bem porquê...

Terá sido da idade? Alguma água que bebemos....ou excesso de probióticos?

Bebés. Bebés. E mais bebés...

 

Andámos à volta do nome Maria.

Maria não podia ser.

Ou punha Maria a todas as filhas e a Alice não é Maria (não fui eu que escolhi o nome da Alice).

Ou colocar só a uma filha e não a todas, não!

Maria era o nome da minha avó.

É um nome especial para mim. E não podia escolher uma filha em detrimento de outra.

Maria nunca será usado por nós. 

 

Se há um ano alguém me dissesse que iria pôr o nome Mariana a uma filha diria que essa pessoa era uma alucinada da vida...

Mariana é o nome da minha mãe e não sou muito fã a nomes que passam de pais para filhos e de avós para filhos.

Mariana acabou por entrar subtilmente e ficou.

 

A minha sogra chama-se Ana Maria e achámos graça por ser o nome ao contrário do nome da minha mãe.

Em conversa com a minha sogra e depois de ela me contar a história da melhor amiga dela, Mariana.

E da promessa que tinha feito em dar o nome da amiga se tivesse tido uma filha. A vontade de escolher o nome aumentou.

Não disse nada mas na viagem de regresso a casa perguntei ao Pedro.

- O que achas de se chamar Mariana, se for menina?

- Gosto!

Ficou fechado. Não pensámos em mais nenhum nome.

A mãe do Pedro ficou radiante e a partir desse momento torce para que seja menina.

A minha mãe também ficou contente. É a única Mariana na nossa família e diz que é preciso com urgência aparecer outra.

A minha mãe também é  pró Mariana!

 

Mas pode ser um rapaz....

O meu pai chama-se João André. O meu sogro Manuel João.

Vai ser João.

Se a miúda é Mariana pelas duas avós. O miúdo é João pelos dois avós.

O meu pai tem a certeza que é um João. O meu sogro tem a certeza absoluta que é um João.

 

Se não gostássemos dos dois nomes optaríamos por não fazer a homenagem aos avós.

Mas como conseguimos chegar a nomes que os dois gostamos e achamos bonito ter algum significado.

Apelidos só vamos colocar dois. Um meu, outro do Pedro.

Eu tenho dois nomes próprios e 5 apelidos e penei muito na escola. Escrever o meu nome completo era escrever 1,5 km de palavras....

E já que é para destralhar...

...... só terá um nome próprio.

Mariana R. R. Ou João R. R.

Os dados estão lançados.

Neste momento pequena Guadalupe já é menino ou menina mas só ela/ele é que sabe.

 

 

Ás vezes falo com Guadalupe e pergunto-lhe:

- Como é que te chamas?

Silêncio!

Um segredo muito bem guardado envolto em dois gramas de gente.

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Ter noção é uma virtude e a falta de noção nasceu comigo. 

O universo sabe o que faz!

 

 

Há um ano no Quiosque!

Um post que teve destaque na página principal do Sapo.

Quem quiser iniciar-se nas artes do crochet este é o projeto ideal!

Demora pouco tempo a fazer. Ficam com uma peça feita por vocês.

Tem utilidade, pelo menos para mim....

 

 

 

 

10.08.18

Guada quê?

Joana Marques

O senhor Ludovino tem estado no Algarve de onde é natural.

Primeiro foi com o filho mais velho passar uma parte de Julho.

Agora está sozinho com a mulher e aguardam a chegada do filho mais novo.

Deve lá estar até meados de Setembro se não se chatear de lá estar.

- Não há nada aqui. 

- Não se passa nada aqui.

- Ai, Joana tenho tantas saudades.

- Nem acredito que me convenceram a passar férias aqui.

- Se passares um dia por aqui deixa-me voltar contigo.

- Que ideia dos meus filhos! Passar férias no Algarve quando podemos passar férias em Carcavelos.

- Estou isolado não falo com ninguém.

- Já fiz as malas e estou pronto para voltar mas ninguém me dá boleia.

- E se me dá alguma coisa durante a noite não há um hospital decente para me socorrer.

- Olha lá! Não queres vir passar cá uns dias. Tens é de trazer o Pedro...NÃO TE ESQUEÇAS DO PEDRO!

 

Sempre que lhe telefono é isto.

O senhor Ludovino está em sofrimento no Algarve. Porque sim e porque sim.

Ontem liguei-lhe e para mudar de assunto. E parar com as lamurias todas. Disse-lhe!

- Senhor Ludovino, ainda não lhe contei. Estou grávida!

- Grávida?? Outra vez?

- Outra vez, como?? Nunca estive grávida na vida....

- Ah! Pois devo estar a confundir com outra....

- Ainda está muito no início, não sabemos se é menino ou menina..

- Ah!

- Vai se chamar João ou Mariana...

- Mariana?? Que raio de nome escolheste!! Devia ser Guadalupe...

- Guada quê???

- Guadalupe...isso é que é um nome! 

- Vai ser Mariana, se for uma menina...

- O teu marido sabe?

- Claro...foi escolhido pelos dois...

- Olha, fala-lhe de Guadalupe....ainda vão a tempo de mudar.

 

 

E sim. Até sabermos de que raça é a criança será chamada de Guadalupe.

Guada quê?

Gaudalupe.

Neste momento, Guadalupe já não é bem uma semente.

Já é um feto.

E por isso precisa de um nome com outro estatuto.

Guadalupe é para lá de perfeito.

 

Quase, quase a entrar na nona semana, Guadalupe é do tamanho de uma framboesa.

Já tem pernas e tem braços.

Já consegue sentir o próprio coração se colocar a mão no peito no lado certo.

Se for como a mãe deve andar uma bocado às aranhas, a tentar perceber onde é que é a direita, onde é que é a esquerda.

Custa-me a acreditar mas o Pedro, pai de Guadalupe diz que já sente movimentos bruscos ou ruídos fortes, será?

Pode ser que lá cheguem os beijinhos da irmã Alice.

O pai de Alice e Guadalupe ensinou-lhe a dar beijinhos na minha barriga.

E ela dá...não só a mim.

Também já apanhou as barrigas do pai e do Vasco....o frango assado ficou muito sensibilizado.

 

Eu continuo sem qualquer sintoma maléfico. Daqueles que dão que fazer. E que são desagradáveis.

Já fiz análises.

Foi duro.

Quase faleci.

O senhor que me tirou sangue parecia um liquidificador, sem tampa. 

Enquanto o senhor falava, mãe de Guadalupe era abençoada por microrganismos húmidos e voadores. 

Sem se poder desviar. Quando se tem uma agulha espetada num braço é chato fazer movimentos bruscos.

O pai de Guadalupe quase ficou com uma hérnia de tanto conter o riso.

 

Vamos de férias uns dias. 

Vamos andar pelo Alentejo mas daremos um saltinho a Marrocos.

O Quiosque não fechará totalmente. Mãe de Guadalupe já escreveu alguns posts. 

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Um almoço daqueles de cortar os pulsos.

Eu, a minha solteirice e os homens tristes que me apareciam à frente.

 

Há um ano no Quiosque!

Uma reflexão sobre estar fora do país e a responsabilidade que sentia!

Não sei se neste momento o Quiosque é lido por alguém que está fora do país como eu estive.

Se sim, um abraço forte....

 

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09.08.18

por uma vida simples! #2

Joana Marques

Um dia, acordamos e mal reconhecemos o espaço onde vivemos!

Foi o que me aconteceu a mim.

O plano era ter uma vida simples. Uma vida leve. 

O plano não foi bem concretizado e à minha volta tinha tudo aquilo que precisava mas também o que não precisava.

Era preciso decidir. Escolher o caminho.

Eu escolhi destralhar e voltar ao plano inicial.

Demorou semanas e semanas. As semanas, deram lugar a meses.

 

1ª fase!

Foi preciso começar por algum lado.

Queria ter feito tudo num dia. Desisti.

Achei que conseguia numa semana. Também não consegui.

Consegui num mês. E não completamente....

No primeiro mês de destralhanço comecei pela roupa e companhia.

 

Comecei primeiramente pelas blusas, camisolas e casacos. Partes de cima.

Incrível a quantidade de roupa que comprava.

Uma camisola barata aqui.

Uma blusa baratinha ali.

A blusa baratinha era girinha mas quando chegava a casa não dava com nada do que tinha.

Então tinha de comprar a saia a condizer. Só que eu sou friorenta e em dias de frio a saia não dava jeito:

- Olha que calças tão giras que aqui estão.

Lembro-me que na altura só casacos de malha cinzentos idênticos tinha 7.

Coloquei tudo em cima da cama para ter noção das milhentas peças que tinha.

Todas as peças dessa estação passaram pelas minhas mãos.

 

O que é que eu fiz?

Criei três grupos.

1º grupo. As escolhidas.

2º grupo. Não tenho bem a certeza.

3º grupo. Não vos quero nem pintadas de verde e branco.

 

1º grupo. 

Escolhi as peças para usar durante essa estação. 

Entre casacos de malha. Blusas. Camisolas. Devo ter escolhido um total de 15 peças.

As que restaram. Arrumei numa caixa na arrecadação.

Nessa estação não as usei mas no ano seguinte fiz a troca. Parecia que tinha ido às compras!

 

2º grupo.

Guardei dentro de uma caixa durante 6 meses.

Como não precisei de nada, nem me lembrei de nenhuma das peças que lá estavam, dei a roupa.

 

3º grupo.

As que estavam estragadas deitei fora.

As que estavam em boas condições. Dei.

 

 

Depois de ter arrumado o assunto partes de cima.

Peguei nas calças. Saias e vestidos e fiz o mesmo.

A minha casa ficou logo mais leve.

Habituei-me a não comprar cores que não combinam com nada nem com ninguém. Aposto sempre nos básicos.

E ando sempre simples. E acho que ando bem....pelo menos eu gosto. É isso que interessa.

 

 

Depois de ter o roupeiro mais leve.

Dediquei-me à roupa interior.

Percebi que as minhas gavetas de interiores quase não abriam e quase não fechavam. Tal era a carga que tinham.

O que estava estragado deitei fora.

O que estava bom tirei da gaveta para escolher.

Numa semana, vamos supor que preciso de 7 pares de meias. Um pouco mais...

Posso ir correr, posso precisar até 10 pares. Mais do que isso não, porque entretanto vou lavando roupa. E no verão não preciso nem de metade mas....

....fiquei com 10 pares de meias na gaveta.

As restantes jazem numa caixa na arrecadação.

Sempre que umas meias se rompem é só dar um pulo à arrecadação e trazer umas novas.

Se por acaso passo por uma loja com preços em conta.

As chamadas oportunidades.

Compro.

Imaginemos que compro 4 pares.

Ou vão para a caixa que está na arrecadação.

Ou vão para a gaveta das meias e sai de lá a quantidade de pares que entraram. E volto a ter na gaveta 10 pares.

 

O mesmo se passa com a roupa interior.

Fiz a conta à quantidade que precisava numa semana. Deixei a mais uma ou outra peça e pronto.

 

A arrumação também sofreu alterações. 

Passei a ter as gavetas organizadas da forma que relatei neste post.

Em vez de estarem todas umas por cima das outras estão em mini secções criadas pelos separadores de feltro que fiz.

Ajuda muito. Quando abrimos a gaveta visualizamos logo as peças todas e não desarrumamos meio mundo quando deitamos a mão.

 

O passo seguinte. Sapatos.

Tenho muitos sapatos. Estão na arrecadação.

A cada estação passo pela arrecadação e escolho 4 pares. E são esses 4 pares que calço durante o verão. Ou o inverno.

É muito mais simples. A escolha é mais rápida no dia a dia. E mais fácil, também.

 

Malas. Não tenho tantas como sapatos mas o processo escolhido foi o mesmo.

Escolhi 2 malas. E o resto descansa em paz na arrecadação até nova ordem.

Na estação seguinte troco  e parece que fui às compras. Só que não.

Às vezes estragam-se e deito fora. Claro.

Às vezes preciso mesmo de comprar uma mala nova. É a vida.

 

Acessórios. Tinha tantos. Podia ter aberto uma banca na feira de Carcavelos.

Não o fiz.

Relógio tenho apenas um, que uso. Os outros estão na arrecadação.

Quando troco a roupa da estação, troco de relógio, se me apetecer.

Tal como faço com os outros acessórios.

Uso um fio que a minha avó Maria me deu.

Tenho 3 ou 4 pares de brincos, porque às vezes apetece.

Tenho 3 ou 4 pulseiras. Porque sim.

Cintos tenho um ou dois. Depende da roupa que escolhi para essa estação.

 

Neste momento compro muito pouca roupa.

A minha arrecadação que inicialmente estava cheia de caixas tem ao longo do tempo ficado mais aliviada, também.

Tudo tem um tempo de vida e a roupa não é excepção.

Tento sempre aproveitar até ao fim ou dar uma nova vida às peças. Como relatei aqui neste post.

Como compro pouco, quando compro opto por comprar um pouco melhor mas sempre com cabeça.

Não é fácil. Muitas vezes fico com um nó na garganta por não comprar a peça. Mas....

.....não quero nunca mais fugir ao meu plano inicial.

Porque a tentação é grande deixei de seguir no facebook, no instagram e os blogs de pessoas que me aliciavam com peças.

- Olha tão gira que eu estou. Compra igual! Compra igual!

Não comprava...tenho alguma força de vontade! Mas às vezes ficava com alguma ansiedade ou até remorso...

- Porque é que és assim, Joana! Porquê! Porque não és como as pessoas normais...

Voltar ao caos que já vivi, nem pensar. Por isso nunca claudiquei...

 

A Alice também já vive assim. Porque eu quero!

Os avós, os tios e os amigos é que me têm dado cabo do esquema.

- É só uma boneca para a menina.

E a menina já tem mais bonecas que o razoável.

No quarto só tem duas. Quando se estragarem fazemos a troca.

Se não precisar de as trocar, um dia serão dadas a alguém que lhes dê uso.

 

Neste momento estou a ensinar o Pedro a fazer o mesmo.

Não sou ditadora. Não o obrigo a mudar.

Só lhe mostro, com o meu exemplo, que é muito bom estar pronta em 5 minutos.

O tempo que poupo pode ser empregue em tanta coisa melhor!

 

Só há uma coisa que ainda não tive coragem de destralhar...o frango assado do Vasco! 

 

 

O primeiro post desta série, está aqui.

 

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Foi destaque no sapo.

Até essa altura nunca tinha tido tantas visualizações. Tive mesmo muitas.

É um dos posts mais lidos de sempre no blog.

Todos os dias é lido sobretudo no Brasil (não sei bem porquê...alguma partilha feita, talvez!)

Chama-se desabafos de uma mulher solteira e é sobre a minha solteirice crónica da época. 

Mal eu sabia...que um dia iria ao médico...e pimba!

 

 

Há um ano no Quiosque!

O melhor ovo kinder...não é bem um ovo kinder!

 

 

 

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08.08.18

o que comemos todos os dias...

Joana Marques

Mudar não é fácil.

Não é fácil mudar rotinas.

Sair da nossa zona de conforto.

O desconhecido assusta sempre.

 

Para ser mais fácil interiorizar um novo estilo de vida não devemos nunca pensar no que vamos deixar de comer.

No que faz muito mal.

Na proibição.

Nada disso. Viver de forma saudável não deve ser castrador

Pelo contrário.

Temos de olhar para tudo aquilo que podemos experimentar. Para a liberdade que temos de poder escolher.

Todos os alimentos que não conhecemos e vamos passar a conhecer.

As novas receitas. O que vamos aprender.

A energia a mais que vamos ter.

A felicidade meia parva que nos aparece não sei bem de onde.

Comer saudável não é deixar de comer o que mais gostamos. É poder comer de tudo com a vantagem de podermos experimentar muito mais.

Se o arco íris tem tantas cores porque é que só vestimos de amarelo?

É mais ou menos o mesmo.

Temos tantos alimentos à disposição porque é que só comemos arroz como acompanhamento?

 

Aqui em casa temos alimentos que comemos todos os dias.

Dê lá por onde der. Estes alimentos entram na nossa alimentação. Sempre!

 

Um.

Os alimentos que têm ómega 3.

Linhaça. Chia. Nozes. Avelãs. Amêndoas. Existem muitos mais. Coloco estes para exemplificar.

Compramos a granel.

Guardamos no frigorífico para se conservarem melhor.

Todas as semanas tiramos a dose semanal.

A chia demolhamos. As nozes comemos às metades normalmente.

 

A linhaça transformamos em farinha.

O corpo assimila melhor. Colocamos em smoothies. Em sumos. Na granola. Na sopa. No pão.

Nem nos apercebemos que estamos a consumir um dos alimentos mais saudáveis.

 

Usamos todo o tipo de sementes. Girassol. Abóbora. Sésamo. Papoila. Etc.

Polvilhamos as saladas com elas.

Colocamos em smoothies, na sopa ou na salada. Muitas vezes acrescentamos também no pão.

 

 

dois.

Probióticos

Muito importantes. 

No ano passado quando fiz a dieta que relatei neste post, fiz um tratamento com probióticos (em cápsulas).

Foi aqui que começou a mudança na minha flora intestinal.

Habituada a arroz branco, batata, arroz branco e mais batata...não é nada fácil ter de digerir verdes, linhaça e todas as novidades que comecei de repente a comer. 

Segundo o Pedro os probióticos que tomei foram muito insuficientes e por isso quando ele mudou de alimentação fez ele próprio um tratamento com probióticos e eu aproveitei a boleia e fiz também.

Resultado. Digiro tudo sem problemas. E como bónus....não me apetece nada, absolutamente nada processado ou pouco saudável.

Até aquelas coisas que eu adorava.

Baba de camelo. Passo.

Tiramisú. Passo.

Pastel de Belém. Passo.

Aqueles bifes de meio kg cheios de molhanga. Passo.

Enfim. Estão a ver o filme.

Onde é que podemos encontrar probióticos.

Iogurtes (preferencialmente caseiros, existe por aí muito iogurte que faz mais mal do que bem).

Kefir. Vegetais fermentados: chucrute, kimchi, por exemplo. Kombucha, para quem tem problemas com lactose e produtos de origem animal é uma boa opção.

De todos os alimentos que referi anteriormente a nossa preferência vai para a kombucha. E para os vegetais fermentados.

Antes de ter feito o tratamento com probióticos com cápsulas não conseguia digerir nenhum destes alimentos.

Já são alimentos da pesada.

E a introdução deles na alimentação deve ser feito gradualmente e com cuidado.

Começar com uma colher de sopa de fermentados e ver a reação.

Comer disto como se o mundo fosse acabar pode dar origem a um desarranjo intestinal épico.

 

 

três.

Folhas verdes.

Quanto mais escuro for o verde melhor.

Espinafres. Rúcula. Couve galega. Dente de leão.

Comemos todos os dias. Pelo menos uma vez por dia comemos em salada, ou seja crú.

Ou em smoothies.

Uma manga. Gengibre. Umas folhas de espinafre. O smoothie sabe a manga e não a espinafre. Parece que o espinafre nem está lá.

Mais uma vez. Quem não está habituado deve começar a introdução destes alimentos de forma gradual

Comemos no mínimo 4 porções de vegetais por dia.

Nem só de verde escuro vive o homem e temos a atenção em ter um prato cheio de cor.

Parecendo que não anima logo uma pessoa.

 

 

quatro.

Antioxidantes. Muitos!

Bagas goji. Frutos vermelhos.

Nem todos os dias há cá em casa frutos vermelhos. Fruta no geral há sempre.

Não repetimos fruta por dia.

Comemos de todo o tipo. 2, 3 peças por dia. Às vezes mais. Depende dos apetites.

Misturamos em salada. Já experimentaram colocar bocadinhos de pêssego numa salada? É maravilhoso.

Fazemos smoothies. Gelados. Sumos. Ou simplesmente comemos fruta tal e qual como veio ao mundo.

 

cinco.

Líquidos.

Não fosse o homem especialista em rins e me lembre 10 vezes por dia que devo beber água.

Não só de água vive o homem. Temos chás maravilhosos. Nesta altura do ano, frio ou gelado.

Sumos. Gelados de fruta. Tisanas. Leites vegetais feitos por nós. (Atenção aos rótulos!! Muita atenção!)

Muito por onde escolher. Só desidrata quem quer....

 

seis.

Descobrimos novos alimentos que complementam os pratos como gente grande.

Quinoa. Arroz integral. Millet. Massas integrais. Aveia. Trigo sarraceno. Soba.

Juntamos-lhe. Favas. Grão de bico. Feijão (existem montes e montes de variedades há venda). Lentilhas de todas as cores. Ah! E ervilhas. Adoramos ervilhas!

Usamos cogumelos com frequência. Às vezes são consumidos crus na salada.

Em muitas refeições, cada vez mais abdicamos da carne. Não tanto do peixe.

 

Não comemos tudo todos os dias. Variamos sempre. As nossas refeições nunca são monótonas.

Comemos todos os dias uma refeição de sopa.

E outra de salada. No tempo quente.

Quando está mais frio misturamos os crus com os cozidos para aquecerem.

A terceira refeição é normalmente quente. 

Para as mini refeições. Existem tantas opções.

Uma sanduíche feita com o nosso pão com manteiga de amêndoa, caju, avelãs ou tahini. 

Um smoothie.

Um bolo feito por nós. Todas as semanas há qualquer coisa de diferente aqui em casa.

Pipocas. Ou não fosse o homem viciado.

Fruta.

Um sumo acabado de fazer. Acompanhado destas bolachas. Ou destas. Ou então destas.

 

Os alimentos que ingerimos estão diretamente ligada à nossa saúde.

Aos nossos níveis de energia.

E à nossa felicidade.

Ter saúde é ser feliz. E ser feliz é ter saúde.

Aqui em casa servimos pratos com comida feliz.

E não nos proibimos de comer qualquer coisa que nos apeteça mas...

....depois de um banquete diário quem tem estômago para mais?

 

 

 

 

Para planearem tarefas vejam este post.

Para planearem refeições vejam este post.

Para as vossas receitas podem usar estes formulários.

E quando forem às compras podem usar estas tabelas.

 

Há dois anos no Quiosque!

Foi neste post que eu apresentei o Vasco ao mundo!

(tem a fotografia mais.......

......nem vou adjetivar, digam de vossa justiça!)

 

Há um ano no Quiosque!

A Feltro Linhas e Cia!

Têm de ver ou rever....vale muito a pena!

 

 

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07.08.18

Joana, mãe de muitos...

Joana Marques

No seguimento, dos acontecimentos que relatei neste post! 

 

 

Ligou-me a minha sogra.

- Já comprei fio cor de rosa.

- Rosa??? Não é arriscar muito...

- Não! Vou começar a tricotar a mantinha hoje.

- Hoje? Não será muito cedo?

- Não! Vou começar pela manta, depois avanço para outro tipo de peças.

- A Ana é que sabe, não é preciso ser já, temos tempo.

- Tempo? Março é já ao virar da esquina e eu quero fazer peças a duplicar. Para a Mariana e num tamanho maior para a Alice. Para andarem iguais.

- Não se está a precipitar? Daqui a 3 semanas já sabemos com toda a certeza...

- Oh! Joana, não te preocupes. Já ficam feitas....

- Já?

- Sim, se não for menina agora, será para a próxima....

 

 

 

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07.08.18

o sinal...

Joana Marques

Não sou crente. 

Não acredito em nada. A não ser claro, no poder do café!

A minha mãe é católica praticante. O meu pai também só acredita no poder do café...

Os pais do Pedro são católicos assim como o Pedro.

 

No meu post de 7 de Julho descrevi um pouco da história da família do Pedro.

O Pedro é filho único não por opção mas porque assim aconteceu.

O plano dos pais dele era ter mais filhos mas o destino assim não o entendeu.

O Pedro, o meu Pedro demorou muito tempo a chegar. 

A minha sogra diz que já achava que não iam conseguir ter filhos.

Soube que estava grávida um dia depois de ter ido à Igreja de Nossa Senhora do Castelo. Em Sesimbra.

E atribui essa ida, ao milagre de ter ficado grávida.

Eu não acredito mas respeito a fé. Respeito profundamente.

Muitas vezes gostava de também eu conseguir viver dessa forma. Parece-me muito mais simples. Não digo mais fácil....mais simples.

 

A minha sogra já me tinha dito. Muitas vezes!

- Tens de lá ir. 

Dizia-me sempre que lá ia a casa. Ao telefone. 

Disse ao Pedro várias vezes.

Eu já estou grávida. Esse primeiro milagre já aconteceu mas ainda faltam 7 meses de jornada!

Fiz-lhe a vontade. Aproveitámos que hoje o Pedro só entrava às 16h e lá fomos.

Eu. A Alice. O Pedro. Os pais do Pedro. E os meus pais.

A minha mãe não conhecia a igreja e de tanto ouvir falar também quis ir.

 

Se não conhecem. É uma visita que aconselho. Mesmo não crentes.

A igreja fica dentro das muralhas do Castelo.

Toda a envolvência é magnifica. Sesimbra lá em baixo.

E uma vista para o mar de cortar a respiração.

 

Cá fora a minha sogra disse-me.

- Ainda descobres hoje se é rapariga ou rapaz. Está atenta aos sinais...

Eu fiz um ar de:

- Não acredito nisso.

A minha sogra é muito boa onda e riu-se. 

A minha mãe fez uma cara de quem me ia atirar falésia abaixo.

- Ou te portas como deve ser ou atiro-te falésia abaixo.

Mais ou menos assim.

 

Entrámos na igreja.

É linda. Os painéis de azulejos são absolutamente magníficos. E o altar soberbo.

Não sou crente mas gosto muito de arte sacra. E tudo o que a envolve.

É uma igreja antiga mas muito bem conservada.

Do tempo de D.Sancho I.

Ao longo do tempo a Igreja teve várias alterações.

Esteve em ruínas durante vários anos. Esteve fechada. Reabriu no início do século.

 

No tecto.

1 (148) - Cópia.JPG

Para mim, não crente.

É um M. Porque a Igreja é também chamada de Igreja de Santa Maria.

Mariana ou João o teste genético o dirá. Daqui a três semanas saberemos.

 

Para as avós, crentes.

É um sinal. 

Não há dúvidas.

Vem aí uma Mariana. 

Mais. A minha sogra ainda foi mais longe.

Consegue ver nesse M.

Um A. De Alice.

....

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Não escrevi post!

 

 

Há um ano no Quiosque!

Um post sobre o Vasco!

Este post foi destaque na página principal do Sapo.

O Vasco é um cão destacado...não sei porquê.

 

 

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06.08.18

Não desperdice esta oportunidade!

Joana Marques

Antes de casarmos, eu e o Pedro fomos convidados para jantar em casa de um colega dele.

Em Maio, acho eu...

 

Eu já o conhecia do hospital. A ele é à mulher, ele é médico e ela enfermeira.

Para mim os jantares fora terminaram desde que tenho a Alice.

Este foi uma exceção. Porque insistiram muito. Porque é um dos melhores amigos do Pedro desde o tempo da faculdade.

Nessa noite a Alice ficou em casa dos meus pais. 

Achei que era mais estável para ela.

No dia seguinte fui busca-la de manhã e passou o dia comigo. 

 

Hoje foi a vez de retribuirmos o jantar. Hoje era o primeiro dia de férias deles. E como amanhã viajam, tinha mesmo de ser hoje!

O Pedro saiu do hospital às 8h da manhã.

Teve tempo de descansar.

A Alice foi para casa dos meus pais. E eu aproveitei o repouso do Pedro para trabalhar.

Já tinha o jantar planeado e meio preparado.

Quando o Pedro acordou almoçámos. Fomos às compras, comprar o pouco que faltava.

Passámos por casa dos meus pais. A Alice e a prima Margarida estavam a dormir. Trouxemos os meus sobrinhos.

Ficaram por aqui de tarde.

Eu e o Pedro fomos avançando com os preparativos.

Ainda estivemos com os miúdos.

E antes de trocar os meus sobrinhos pela Alice deixámos a mesa pronta.

 

E o Vasco? Perguntam vocês...

O Vasco anda doente com o calor.

Hoje já esteve mais fresco mas tem andado de rastos.

Passa os dias estendido na casa de banho. Qualquer uma....

Apanhar o fresco dos mosaicos é o que o vai salvando.

Bem lhe dou água com gelo. O cão chora com o calor.....

 

É claro que ter convidados em casa com um cão como o Vasco é um desafio.

Nunca sabemos....

NUNCA SABEMOS....

 

Chegou o Carlos. Chegou a Paula.

A Alice nestes dias nunca vai para a cama a horas.

Quer ficar.

Eu deixo.

Já tinha jantado mas esteve sentada na cadeirinha e foi petiscando da nossa comida. Sempre bem disposta...

Até que adormeceu. E eu fui deita-la.

 

Ficámos os 4. 

E o Vasco? Perguntam vocês?

Meu rico filho! Nem deu sinal de vida.

Lá continuava na casa de banho.

Antes do jantar passei por lá e deixei-lhe...adivinham?

Frango assado, claro!

E água. 

O frango foi logo. A água foi indo aos poucos....

Deixei-lhe água na banheira. Não muita...o bastante para se ir refrescando...

 

 

Estávamos nós a conversar.

Por acaso tive sorte....não falaram de trabalho. Ou estaria lixada. Com L do tamanho de um pequeno cachalote!

Dois médicos, uma enfermeira e uma Joana...

Senti o Vasco.

Subia as escadas...

..um degrau de cada vez. E cada vez com mais pressa...

Tínhamos a porta do terraço aberta e corria uma aragem. Se calhar foi por isso que decidiu aparecer.

Lá vinha ele.

Um pequenino enfarte. No meu coração.

Tudo se espera do cão.

À porta da sala lá estava ele.

O focinho molhado, deduzi que tivesse bebido a água que lhe deixei.

Depois percebi que deve ter estado dentro da banheira....

....deitado. Com água até ao dedo mindinho...

Estava molhado mas nada demais...

 

O cão olhou para nós.

O cão dirigiu-se a nós.

O cão escolheu o Pedro!

Quem dá comida, quem é? O Pedro!

Quem não diz nunca que não? O Pedro!

Por isso em alturas de banquete. O Pedro é o escolhido!

O Pedro apresentou o Vasco ao Carlos e à Paula.

Ao mesmo tempo fez-lhe uma festa.

O Vasco levantou-se e ficou quase ao nível do Pedro.

E contente abriu a boca. O Vasco sabe sorrir e rir. E por isso...riu-se para o Pedro.

E quando se riu...saiu da boca dele...

.....uma bola de sabão.

 

Uma bola de sabão a voar na minha sala.

Vimos todos.

Achámos todos.

-Olha, olha estou a ver coisas...credo! Ia jurar que saiu uma bola de sabão da boca do cão!

 

Duas, três bolas de sabão.

- O que raio é que está a sair de dentro da boca do cão?

- Parecem bolas de sabão!

- Nãaaaaaaaaaaaaao. 

 

Muitas bolas de sabão a sobrevoar a minha sala.

- Eu acho que são mesmo bolas de sabão!

- Como?

- Não pode ser. Não pode ser.

 

E de repente naquela sala. 4 adultos riam-se como nunca se tinham rido na vida.

Chorámos a rir.

O narizes ficaram ranhosos.

O nosso jantar esteve em vias de ver a luz do dia.

A dor na barriga era tão ou maior do que se tivéssemos feito 45 abdominais em 2 minutos.

E o cão?

O cão cuspia bolas de sabão...

 

Entretanto fui à casa de banho. Ver com os próprios olhos.

Eu faço os meus próprios sabonetes.

O Vasco comeu um sabonete de azeite.

Já liguei ao veterinário. Vamos estar atentos mas em principio não haverá problema. 

 

Sempre que tiverem uma festa e precisarem de animação pensem em nós....

...fazemos casamentos.

Baby showers.

 

Batizados.

Aniversários. Primeira comunhão. Crisma..tudo o que vem à rede é peixe!

Festas da aldeia.

Festas da cidade. Festas de vilas e de terras assim, assim....

Neste momento atuamos em Carcavelos. Mas estamos disponíveis para conquistar o mundo....

Não desperdice esta oportunidade!

 

....eu faço sabonetes. O Pedro costura rins. A Alice tem uma varinha mágica. A sementinha dá piruetas e mais piruetas dentro do meu útero.

E o cão cospe bolas de sabão...

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Não escrevi post!

 

 

Há um ano no Quiosque!

Um post sobre o Vasco!

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O Vasco é um cão destacado...não sei porquê.

 

 

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06.08.18

miúdos de férias: jogo das palavras...

Joana Marques

A minha miúda Alice está sempre de férias!

Ainda não está na escola.

É provável que só vá para a escola (infantário) em Setembro de 2019. Logo se vê.

Mas tenho aqui por casa dois miúdos de férias, a minha sobrinha Carlota e o meu sobrinho Rodrigo.

Filhos do meu irmão.

A Margarida, a irmã mais nova está com os meus pais.

O Rodrigo e a Carlota também dormem lá em casa mas passam por aqui as tardes para sair um pouco de casa dos avós.

 

Tenho a praia aqui a dois passos e moro numa zona com bastantes espaços verdes.

Mas a esta hora....não!

Estamos em casa até ficar mais fresquinho.

É preciso entreter os miúdos.

Televisão não é opção. Nem computador. Telemóvel ainda não têm....

 

Jogamos ao jogo das palavras. Tantas vezes joguei este jogo com os meus irmãos e com os meus pais.

Quando estávamos de férias era certo e sabido que tinhamos de jogar às palavras!

Nunca me lembro de ter ganho um....mas não vamos falar de coisas tristes!

Não deixa de ser giro! Muito giro!

As regras são simples. Muito simples. O material é mínimo....

É preciso um quadriculado. Podem usar folhas quadriculadas ou mesmo fazer as grelhas manualmente.

E um lápis para cada pessoa! Ou não...podem partilhar.

 

Regras!

Podem jogar várias pessoas. Eu vou exemplificar apenas com duas pessoas: Joaninha e Slimani.

O primeiro jogador escreve uma palavra na grelha. Pode ser escrita na vertical ou na horizontal.

E corta as letras que usou no alfabeto.

Durante o jogo, cada jogador só pode repetir uma letra, uma única vez!

Por exemplo:

Joaninha joga e escreve!

 

 

7(1) (1).jpg

É a vez do segundo jogador.

Slimani tem de escrever uma palavra, como o jogador um colocou a palavra na vertical.

Slimani tem de colocar a sua palavra na horizontal.

Corta as letras que usou na sua palavra exceto a letra que já lá estava.

7(2).png

Joaninha volta a jogar.

Coloca uma palavra na grelha.

A palavra, não pode ser escrita de forma isolada, tem sempre de tocar em pelo menos uma letra de uma palavra já escrita.

Quanto mais letras lá estiverem menos letras gasta e isso é uma vantagem....

A partir daqui as palavras podem ser colocadas na horizontal e na vertical.

Não esquecer de riscar as letras usadas.

E não esquecer que cada jogador pode repetir uma letra, apenas uma e só uma vez.

As palavras podem ultrapassar a grelha quer dizer que precisamos de grelhas maiores. Só isso!

 

7(3) (1).png

O jogo termina quando um dos jogadores não conseguir escrever mais palavras.

Podem elevar o nível de dificuldade do jogo e jogar numa língua estrangeira!!

Podem fazer o download das grelhas aqui!

Divirtam-se!

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Um livro que adorei ler.

Já o li umas 5 ou 6 vezes e descubro sempre coisas novas...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Um aniversário especial!

 

 

A jogadora número um, Joaninha está por aqui, também!

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Joana Marques

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