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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

the end....

20.09.16, Joana Marques

Ontem, relatei como, na sexta-feira, fiquei sem telemóvel (pessoal).

 

No sábado passei por casa da minha irmã para pedinchar um telemóvel ao meu sobrinho.

O puto junta dinheiro das mesadas para ir comprando telemóveis e por isso tem sempre dentro da gaveta uns que já não usa.

Perante a vasta oferta, acabei por escolher um LG que segundo o meu sobrinho é "bué podre".

 

Pareceu-me um pouco antigo como eu e por isso achei que teríamos uma convivência pacífica.

Não!

Passei o dia a recusar chamadas em vez de as atender.

Tem ecrã touch mas não funciona grande coisa. Quem é que eu estou a enganar...EU é que não funciono..

Queria enviar mensagens mas ligava às pessoas.

Andava à procura dos contactos e ía parar aos jogos.

Uma trapalhada.

 

Ontem foi dia de uma reunião com o Dr. Lopes.

O Dr. Lopes é o ódio de estimação do meu diretor.

Nunca soube porquê. Os dois odeiam-se. E azar dos azares, o Dr. Lopes é um dos nossos fornecedores e é importante. Ainda mais azar para o diretor, não o consegue substituir.

 

O diretor recusa-se a reunir com ele.

- Se eu o vejo vou-lhe às trombas.

Quando é preciso reunir, vou eu.

A reunião é sempre nos escritórios do Dr Lopes que se faz caro e por isso não se desloca.

Eu vou. O diretor fica em stress. Eu não. Nem gosto nem desgosto do senhor.

Já sei que vou ter de esperar mais de uma hora porque mais uma vez se faz caro.

Costumo levar trabalho e espero sem grandes questões.

 

Sou chamada para a reunião, finalmente.

Entro.

Começa a reunião.

Nada de mais.

O Sr. Lopes sai por um instante.

Vou à mala dar uma olhadela no telemóvel.

Esqueci-me do Iphone, outra vez.

Olho para o LG.

Montes de chamadas do diretor.

Uma mensagem.

- Dá notícias. Se for preciso vai-lhe às trombas.

Deu-me vontade de rir.

Rapidamente envio uma mensagem.

 

- Não te preocupes, está tudo bem.

 

Só que a Joana, info-excluída. Ser do século XVI. Não envia a mensagem que pretende. Envia uma que o telemóvel tem, pré-feita.

 

- Não posso atender. Estou no cinema.

 

Entretanto arrumo o telemóvel.

A reunião prossegue. Sem stress.

Acaba a reunião.

Despeço-me.

- Joana, já sabe se quiser deixar o seu trabalho, fale comigo.

Diz sempre isto. Todas as vezes que lá vou. Quer apunhalar o inimigo a todo o custo.

Saí de lá.

 

Estou no quinto andar. Começo a descer as escadas.

Tiro o telemóvel.

Vejo uma quantidade astronómica de mensagens.

Primeira coisa que me passa na cabeça.

Morreu alguém.

 

Começo a ver:

- No cinema??

- Onde é que esse filha da %&$# te levou??

- Não aceites nada do filho da %&$#.

- Onde é que é. Eu vou-te buscar e parto-lhe a tromba.

- Não olhes a meios se precisares dá-lhe um pontapé nos &%&$#"/.

- Esse filho de uma grande %&$#.

- Joana, sai já daí...que c$%&#& do Lopes não é flor que se cheire.

- Filho da p%$&

...........e continuava...

 

Estranhei e fui ver a mensagem que tinha enviado.

Ia-me despencando, escada abaixo.

 

Envio-lhe uma mensagem:

- Está tudo bem. O filme já acabou!  Teve um final feliz! 

 

lg.jpg

 

E a resposta é não....

19.09.16, Joana Marques

É incrível como a minha vida profissional me tem afastado dos meus amigos e até da minha família.

Continuo a enviar mensagens, falar com eles no messenger, a ligar mas estar com eles, estou cada vez menos.

Mexe comigo.

 

Uma amiga minha, a Margarida, ligou-me na sexta.

- Vou almoçar ao Vasco da Gama, aparece, não aceito desculpas.

 

Não me dava jeito nenhum.

Tinha coisas para despachar.

E tinha o workshop.

Em Corroios.

Fui ao almoço. Não tive coragem de recusar.

Cheguei cedo.

Estacionei junto a uns prédios cor-de-rosa no Parque das Nações.

Não se paga estacionamento.

Com a vantagem de poder ir a pé um bom bocado.

 

Antes de sair do carro dei conta que não tinha o Iphone (é o meu telefone do trabalho) mas tinha o Samsung.

Liguei para o trabalho e pedi para verem se tinha lá deixado o telefone.

Sim, estava lá. Respirei de alívio.

 

Enviei uma mensagem à Margarida:

- Já cá estou, liga-me quando chegares...só estou neste número.

Ponho o telemóvel no bolso de trás das calças, assim tinha a certeza que o sentia quando a Margarida me ligasse.

 

Vou à casa de banho.

Estavam a limpar a casa de banho.

Entro no cubículo.

O telemóvel cai dentro da sanita.

Soltei uns:

Ai! Ai!

$#%/&%#

Ah! Ah!

Ajoelho-me à beira da sanita e nem me apercebo que tenho os pés de fora do cubículo.

Ai! Ai! Ai!

$#%/&%#

Ah! Ah!

Tirei o telemóvel da sanita.

Saio do cubículo.

Está a senhora da limpeza e um segurança à minha espera.

Olham para dentro do cubículo à procura de mais alguém.

Olham em volta.

Olham para mim.

- Primeiro achei que se estivesse a sentir mal. Ainda bati à porta.

Disse a senhora da limpeza. E continuou.

- Mas depois.....

Parou com vergonha de querer dizer o resto.

Eu olho para eles sem perceber nada...

Prossegue o segurança.

- A Miriam foi-me chamar. Quando aqui cheguei, a senhora estava de joelhos e aos gritos. Sabe, já não é a primeira vez que estão duas pessoas dentro da casa de banho.

 

Até me saltaram as lágrimas.

Na minha pessoa o riso tem uma ligação direta com o saco lacrimal.

Começo a rir..

E como não consigo falar mostro um telemóvel molhado e falecido, dentro da minha mão. E um braço molhado até ao cotovelo...

 - O meu telemóvel caiu dentro da sanita! Pelos vistos quando aqui chegou estava a resgatá-lo..

 

O telemóvel não funcionava, claro.

Outro telemóvel no saco do arroz...

Fiquei preocupada com a questão da Margarida. Ia-me ligar e nada.

O segurança, Rony da Graça Moniz, pegou no telemóvel. Tirou o cartão. Fez o mesmo ao dele. Experimentou o meu cartão no telemóvel dele. Funcionava.

E eu lá falei com a Margarida, porque o número estava gravado no cartão...uma sorte!

E lá nos encontrámos.

E soube-me pela vida, este almoço!

 

Espelho meu, espelho meu

haverá alguém no mundo

que desgrace mais telemóveis

do que eu??

 

tempos livres #7

17.09.16, Joana Marques

No ano passado visitei uma prima minha que mora em Santa Fé, Novo México (EUA).

A oferta cultural é brutal.

Muito virada para o artesanato indígena.

Pintura, madeiras. Peças incríveis.

Santa Fé, não é uma cidade que faça parta da maioria dos roteiros turísticos mas devia fazer.

É linda!

Foi lá que o meu interesse em trabalhar com madeiras despertou.

Cheguei, mas não sabia onde aprender.

Uma amiga indicou-me um local em Corroios.

Tentei contactar telefónicamente, em Fevereiro, tive alguma dificuldade.

Acabei por enviar um email com os meus contactos e como não me disseram nada, esqueci o assunto.

Em Junho ligaram-me. Têm muita procura e por isso não tinham tido vagas anteriormente mas que me podia increver para Setembro.

Disse logo que sim.

Ontem, saí do trabalho, depois de almoço, rumo a Corroios.

Ah! Ah! como se fosse assim tão fácil.

No que toca à dupla: Joana + Carro, nada é fácil!

Perdi-me.

Muitas vezes.

Fui perguntando.

Lá cheguei.

Podíamos escolher entre um pássaro e um peixe.

Escolhi o peixe. Os outros 4 colegas escolheram o pássaro.

Peixes é o meu signo por muito que me custe.

Achei que não devia renegar o meu signo.

Próxima reencarnação serei leão.

Diz-me o formador, o peixe é mais difícil.

Pois, as minhas mãos cheias de bolhas...comprovam o grau de dificuldade!

Entrei lá às 17h, saí quase à meia noite.

Muitas paragens pelo meio.

P9170854.JPG

Não fiquei completamente fã.

Provavelmente vou parar por aqui.

Mas podem ser só as bolhas a falar!

 

Sr Cão #6

16.09.16, Joana Marques

Cheguei de madrugada a casa.

Dorida.

Sem fôlego.

E sem voz.

Madrid..foi duro. Perder assim...

Deito-me. Durmo 3 horas.

Acordo à mesma hora de sempre.

Vou correr. 10 km. Até corria mais mas espera-me um dia louco.

Chego ao trabalho.

Bebo café.

Afogo-me em papeis e relatórios.

Começam a chegar colegas.

Bebo café.

Reunião.

Café.

Gabinete.

Reunião.

Mais café.

Gabinete.

Vou almoçar. Vegan + café.

Cansada.

Reunião.

Outra reunião.

Saio.

Chego a casa.

Pego numa garrafa de água e em biscoitos para cão.

Vou para a estação do comboio de Carcavelos.

Chego ao Estoril.

Chego a casa da minha irmã.

O meu sobrinho abre-me a porta.

No cimo das escadas alguém dá sinal.

vascoquinta.jpg

Parece milagre diz o puto.

Xixi + baba. Tudo em cima de mim.

Pego no cão.

Dou-lhe um biscoito.

Feliz da vida. E eu? Cansada..

Puxa-me e faz xixi numa árvore.

Feliz da vida.

Faz cocó.

Apanho o cocó.

Vou com ele ao longo da marginal. Dou-lhe um biscoito.

Feliz da vida. Mete-se com um rapaz que vai a passar. O rapaz pára e faz-lhe uma festa.

Dou-lhe um biscoito.

Faz cocó. Apanho o cocó.

Chegamos à praia das Avencas. Quer parar.

Dou-lhe um biscoito. Não quer o biscoito. Dou-lhe água.

Sento-me no muro. Salta para cima de mim.

Quase caí. Ralho com ele.

Iniciamos a marcha.

Devagar, que sua excelência tem tempo.

Estou tão cansada!

Começa a chover.

Adora a chuva. Abranda o passo.

Vou falecer.

Faz cocó. Apanho o cocó.

Dou-lhe um biscoito.

Atira-se a mim. Fico com duas patas de cão marcadas no meu vestido azul.

Suspiro.

 

Demorei duas horas e meia da casa da minha irmã.

Finalmente em casa.

Molhados.

Mal cheirosos.

E no meu caso com dois carimbos no vestido.

E cansada...Não! Exausta...

Esta noite não dormi..

 

....entrei em coma!

 

 

os dias certos..

15.09.16, Joana Marques

Tenho estado estes dias fora. Barcelona, para variar.

Era para ir na segunda a uma hora decente mas problemas (de trabalho) atrás de problemas, fui ficando.

Fui só à noite.

Levava comigo as cinco agulhas de bambú e o fio para iniciar as minhas meias.

Comecei mas desisti.

Estava tão cansada.

Enganei-me 3 vezes.

 

Cheguei a Barcelona, ainda passei pelo escritório. Pedi uns relatórios. Fui para o quarto do hotel lê-los.

Estudar um pouco as situações para no dia seguinte tudo fluir.

O plano era estar em Barcelona até quarta e dar uma saltada a Madrid.

Olhar pelo meu Sporting.

 

Só que na terça recebo uma chamada de Lisboa a dizer, tens de vir. Precisamos de ti.

É isto a minha vida.

Apagar fogos.

 

No regresso também não toquei nas meias.

Aquela história do João e do destaque.

Já tinha em mente o que ia fazer.

Queria fazê-lo naquele dia.

Não ia agradecer ao rapaz daqui a 10 anos.

 

Estive a viagem toda a dobrar papel.

Tinha tirado da net um esquema de pinguim, em origami.

Aproveitei que os meus colegas espanhóis estavam distraídos para surripiar papel.

Tinha tudo! Esquema, papel e vontade!

 

Ali estava eu, Joana, 35 anos, num avião de regresso a Portugal, a tentar fazer pinguins em pleno voo.

Ao meu lado estava um senhor, chamado Carlos.

 

Tenho uma característica que nasceu comigo.

Eu falo com as pessoas.

E nunca me falta assunto!

Conhecendo ou não conhecendo..o que é que isso interessa??

No supermercado.

Na paragem do autocarro.

No avião. Etc.

 

O facto de estar a dobrar papel despertou a atenção do senhor e eu lá lhe contei a história toda. Que tinha um blog. Que o João me tinha pregado uma partida, etc, etc.

Contou-me que vinha de Barcelona do funeral da cunhada, mulher do irmão dele.

Estava em baixo.

Às tantas já estávamos os dois a dobrar papel e a fazer pinguins.

 

Contou-me episódios da vida dele e eu da minha.

Palavra puxa palavra e percebi que mora muito perto do meu primo António.

Conhecia o meu primo António.

A viagem acabou. Despedi-me dele.

 

Ontem liga-me o meu primo António.

- Passo por tua casa para deixar uma coisa.

- Deixa com Sr. Ludovino.

 

A verdade é que nunca mais me lembrei.

Ontem, cheguei muito tarde a casa e já não vi o Sr Ludovino.

Hoje de manhã lá estava ele à minha espera com um embrulho.

- Esteve cá aquele teu primo. Deixou isto.

 

Estranhei o embrulho bonito.

Chego ao carro e vejo o que é:

P9140813.JPG

 

 Abro o livro.

P9140816 (2).JPG

Fiquei sem palavras.

Há dias e dias...e depois há os dias certos.

 

um pinguim, um agradecimento e uma pergunta importante!

13.09.16, Joana Marques

Ontem entrei descontraidamente no ambiente sapo e apareceu isto!

reação.jpg

Demorei um bocadinho para entender o que era. Entrei no blog do João porque estava lá escrito o nome dele, saí..entrei outra vez...e desisti.

Passado um bocado entrei aqui e fez-se luz.

 

Só pensei: como é que é possível???

 

Li umas 10 vezes no mínimo...reli outras 10 e continuo a estranhar..porque não arranjo explicação para tal.

 

Não tenho palavras para o que o João fez.

Destacar o meu blog? Porquê?

 

O que posso dizer é que me sinto privilegiada por isso e por poder acompanhar o seu trabalho.

Quem consegue realizar um trabalho tão bom é com certeza um ser humano excepcional!

Um fora de série.

O que me leva à questão inicial: Porquê o quiosque???

 

Já lhe agradeci o gesto por mail, uma vez que não o conheço pessoalmente.

Sinto que tenho de agradecer publicamente.

 

Em 2014 visitei a Argentina.

Queria ver pinguins!

Adoro pinguins..aliás se alguém tiver a mais aí por casa..eu posso receber uma meia dúzia!

Passei por Buenos Aires, El Calafate e Ushuaia. (fui a mais alguns locais mas estes foram os que me marcaram mais)

E sim, vi muitos pinguins. Estive muito perto deles. São maravilhosos.

Foi uma viagem muito marcante para mim.

Já viajei pelo mundo todo. Esta viagem foi das mais importantes que fiz. Por várias razões.

 

Quando conheci o blog do João, chamou-me a atenção, o facto de ele ter feito uma viagem praticamente igual à minha, penso que um ano depois.

Fotografias espetaculares.

Fui a correr rever as minhas...que desilusão!

Como sou uma mulher com um grau de maturidade acima da média posso dizer com toda a certeza que as minhas fotografias estão más porque a minha máquina não presta...mentira!

Sou uma péssima fotografa...

 

Tenho quase a certeza que esta viagem feita pelo João o deve ter marcado, só pode ter marcado.

Espero, João que gostes de pinguins...

Obrigada!

 

 

P9130778.JPG

  Ah! E a pergunta importante:

João, estiveste em Buenos Aires, aprendeste a dançar tango??

 

A dúvida foi desfeita, a resposta foi dada: aqui !

morrer lentamente...

13.09.16, Joana Marques
Fui fazer a primeira prova de entrada no curso para ser assistente de bordo com 16 anos.
Estávamos em 1997.
Comecei a trabalhar aos 17.
Quando comecei a tirar o curso ninguém me levou muito a sério.
Alguns riam-se, outros gozavam, outros diziam que era maluca.
Quando assinei o meu primeiro contrato e contei às pessoas, foi a loucura.
 
Estudar e trabalhar??
- impossível conciliar;
- és doida varrida;
- não faças isso;
- vais estragar a tua vida;
- os aviões caiem muito e vais morrer jovem;
- não vais aproveitar a vida;
- vais desperdiçar os anos em que devias estar a estudar;
- não vais gostar do trabalho e depois é tarde.
 
 
A minha mãe não gostou da ideia, a minha irmã também não, os meus amigos próximos detestaram, a minha família ou não se pronunciou ou foi contra.
A verdade é que a opinião dos outros nunca foi muito importante para mim mas tanta negatividade à minha volta começou a pesar.
 
O meu pai manteve-se calado.
No dia anterior a eu entrar no primeiro avião em trabalho ofereceu-me um postal com este poema de Pablo Neruda.
 
 

pablo.jpg

A verdade é que os anos em que fui assistente de bordo foram maravilhosos.

Com querer tudo se consegue...ou quase tudo...

Momento duros? Claro...conciliar um trabalho sem horários com a faculdade não foi fácil.

No final, ficaram na minha cabeça os bons momentos...e os muito bons..e valeu a pena cada segundo.

Ganhei asas!

 

Joana, a co-piloto!

12.09.16, Joana Marques

Domingo, ontem, foi dia de casamento.

Um colega do trabalho casou. O Sérgio.

O ponto de encontro para o casamento era na Amadora. Tinha combinado com 4 colegas ir lá ter.

Nem sei muito bem como cheguei lá mas meia hora antes já lá estava e fiquei à espera.

Apareceu o Francisco com a família, mulher e dois filhos. E os outros três um pouco mais tarde.

Decidiu-se que ia o meu carro e o do Francisco. O carro do Francisco com o Francisco e a família e o meu, comigo e com os outros 3 colegas.

Passei logo a chave para a mão do Diogo.

Detesto conduzir.

Sentei-me no banco da frente, o Diogo condutor e os outros dois atrás.

Diogo, Joana, Manel e Miguel.

 

Tinha comigo o mapa primorosamente feito pelo Sérgio,  com o caminho para a quinta.

O Francisco conhecendo-me vira-se e diz:

- Sei onde é. É uma questão de não me perderem de vista. Sempre atrás do carro branco, ok?

- Vai descansado. Estamos sempre atrás de ti. Disse eu...com a maior das certezas!

 

Já se sabe. Um conta uma história, toda a gente se ri.

A rádio a tocar, toda a gente canta.

Estávamos na ponte sobre o Tejo...olho em frente.

Lá está o carro branco.

Fixe!

 

Mais cantorias e outra piada. Relembrar momentos insólitos do trabalho.

Carro branco, carro branco??

Check!

Mapa feito pelo Sérgio!

Check!

 

Na rádio passa "starlight" dos Muse...

É a loucura total!!

Carro branco???

Oh! Yeah!

 

Avistámos uma placa de trânsito que diz Grândola e sem dizermos nada uns aos outros...começamos todos:

"Grândola vila morena, terra da fraternidade...o povo é quem mais ordena...."

Carro branco?

YES!

 

Toca o meu telemóvel...é o Francisco.

- ONDE é que vocês estão???

- Que pergunta tão parva, estamos atrás de ti...olha eu a dizer adeus.

E todos numa grande festa a dizer adeus...e a apitar..

 

- Estou na igreja. O casamento vai começar agora...

- Olhem maltinha, o Francisco diz que está na Igreja e que o casamento vai começar..digo eu com um ar de: PENSAS QUE ME ENGANAS, Ó FRANCISCO!!

 

Risos...Risos e mais Risos...

 

- Na igreja?? 

Gargalhadas...

- Vamos ultrapassá-lo. Diz o Diogo.

 

Saímos da faixa da direita e começámos a ultrapassar o carro...

 

Diz o Manel:

- Todos a fazer o dedo do meio ao gajo...(não disse bem desta forma...mas vai dar ao mesmo)

 

Estamos a ultrapassar, o Diogo apita o carro, todos com os dedos preparados, levantados e apontados...

 

Não é o Francisco que vai dentro do carro.

É uma senhora que olha para nós, com o ar mais aparvalhado do mundo.

 

Olho para o mapa feito pelo Sérgio e olho outra vez...e viro-me para trás:

- Eu acho que o casamento é para os lados de Azeitão.

- É perto de Azeitão, é...diz o Manel.

- É na quinta do sogro, ele fala nisso há mais de um ano...diz o Diogo.

- Se todos nós sabíamos que o casamento é em Azeitão o QUE É QUE ESTAMOS A FAZER EM GRÂNDOLA??

 

E toda a gente se apercebe...confundimos o Mercedes do Francisco..por um Nissan Micra...

 

Chegámos, estavam a servir o almoço.

A noiva estava linda!

E vão ser felizes para sempre...

 

 

 

 

tempos livres #6

10.09.16, Joana Marques

Esta semana, no meu pouco tempo livre, pintei uma peça para juntar à que tinha feito aqui!

Investi em mais cores e neste momento já tenho uma variedade simpática que dá para puxar pela imaginação e ser mais criativa.

Semanas como a que tive deixam-me sem fôlego.

Cada vez mais a minha felicidade depende do tempo livre e do que faço com ele.

Correr, é um bem de primeira necessidade para mim, é o número da minha lista.

O resto vai ficando.

Chamo-lhe resto mas é tão importante!

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Escolhi o azul e amarelo.

Mais azul do que amarelo.

Não são cores que normalmente trabalhe.

Brinquei um bocadinho nas laterais para dar um ar mais descontraído.

A peça é da Zara Home.

Rota do chocolate...#2

09.09.16, Joana Marques

3 a 4 vezes por ano venho ao Porto.

O trabalho assim me obriga.

E não é obrigação nenhuma, adoro profundamente o Porto.

É uma cidade lindíssima.

Adoro as pessoas do Porto.

Adoro a comida do Porto.

Sinto-me como se estivesse em casa.

Hoje estou no Porto!

Quando cá venho aproveito para vir à sexta-feira para ficar o fim-de-semana.

Passeio pelo norte do país que é lindo. Guimarães, Braga, Viana, etc.

Quase me imagino a viver no norte do país....quase...no norte não há Estádio José de Alvalade e isso tem um peso muito grande na minha vida!!

Desta vez só fico um dia.

Não vou a Alvalade há uma eternidade e este fim-de-semana estou lá caída.

Hoje quando cheguei e de ser recebida, muito bem recebida como sempre!

Entro no gabinete e:

 

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Com mil canecos... esta gente perdeu a cabeça!

A rota do chocolate aqui e aqui!

(já foi tudo partilhado...........não ia comer isto tudo sozinha!!)

No meu trabalho ....

09.09.16, Joana Marques

O meu trabalho, não sendo fácil, fica facilitado com o grupo extraordinário que trabalha comigo. Os meus colegas são os melhores do mundo. E não é porque me dão chocolates. São mesmo fixes!

São boas pessoas. Pessoas mentalmente saudáveis com alguma dose de loucura.

 

Somos o departamento mais animado da minha empresa. Isso não quer dizer que não se trabalhe a sério.

 

Ás vezes alguém pergunta:

- há câmaras???

- Não, não há. Podes continuar....

 

Todos nós temos uma alcunha!

Todos!

Excepto o Diretor, que não trabalha diretamente connosco.

Vai aparecendo.

Vai perguntando.

Às vezes aborda o assunto das alcunhas.

-Então já tenho nome?

- Tens, é Sr. Diretor!

Ele sabe as nossas alcunhas todas e muitas vezes usa-as:

- Ó I-Tretas envia por mail o relatório x.

Pior, usa-as quando estão pessoas de fora:

- Ó baga gogi onde é que está o contrato y?

As pessoas ficam a olhar feitas parvas mas ele diverte-se à brava.

 

Entre nós não há cá Pedro ou Diogo, são sempre as alcunhas, nem damos conta.

Se eu ligo à tarde de casa para algum dos meus colegas.

- Olá, é a Joana, podes chamar o homem hamster?

 

Neste momento, estamos a contratar pessoas.

Andava de olho num rapazinho que foi aluno do meu tio na faculdade. Tenho seguido a carreira dele e desta vez convidei-o a ingressar na empresa onde trabalho.

Foi uma excelente contratação.

Mas o rapazinho ainda não entrou no espírito.

Tem cerca de 30 anos mas tem ar...

É um ratinho.

Um ratinho, copo de leite.

Muito atrapalhado.

Muito nervoso.

 

Começou na segunda-feira.

Tem andado em formação e pouco tem estado connosco mas quando está reparo que ele olha para nós com um ar...coitado!

Completamente deslocado.

Onde ele se veio meter......

Trabalhava num banco.

Comecei a desconfiar que o rapaz ainda voltava atrás e ía pedinchar o lugar de volta.

Ou ia fazer queixinhas à mãe e ela aparecia um dia a pedir explicações.

 

Ontem entra no meu gabinete para me entregar uns relatórios que tinha feito com o Diogo.

- Jorge, diz ao homem queque para introduzir aqui os dados do mês de Junho, dava jeito para eu levar para o Porto.

Ele diz que sim e não diz mais nada....um ar um bocado espantado.

-Então, alguma dúvida?

-Não. Nenhuma.

Saiu meio a cambalear. Quase tropeçou nas próprias pernas. Lá foi à vida dele.

Esqueci o assunto.

Daí a um bocado estou a passar pela copa e ouço uma conversa telefónica dele em que dizia, num tom de voz completamente transtornado :

 

- eu não percebo, ela chama Vasco, ao cão e homem queque, ao Diogo...

 

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