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Quiosque da Joana

31.10.16

o dia em que fui cardiologista....

Joana Marques

Aos domingos é dia de almoço de família. Em casa dos meus pais.

Não estamos sempre os 3 filhos, genro, nora e os 5 netos...

Vai sempre alguém mas nem sempre estamos todos.

O meu cunhado fez anos na semana passada e por isso era um almoço especial, daqueles que dura o dia inteiro e só acaba perto da hora do jantar....

Não foi em casa dos meus pais, foi em casa da minha irmã...

Fui acompanhada. O Vasco. Faz parte da família mas também porque vou para Barcelona esta semana e precisava de o deixar na tia.

 

Uma refeição em família é demasiado bom!

É aqui que me sinto bem e que percebo onde pertenço.

Por mais amigos que tenha, a minha família é o meu porto de abrigo........

Os almoços acabam sempre por recordar histórias...antigas.

Não sei bem porquê mas entro sempre nelas...


 

Há muitos anos atrás...

Também um domingo.

Também em Outubro.

Tinha eu 7 anos.

Estávamos todos no Alentejo, em casa da avó Maria.

Em vez de sobrinhos tinha primos. O meu primo Filipe era o meu melhor amigo.

Tinha mais dois anos que eu. (Tinha e tem!)

Naquele tempo as crianças não eram de vidro, pelo menos as que já tinham irmãos mais velhos e eram arraçadas de pit bull cruzado com um caniche.....(tipo eu!)

Andávamos à solta, quais cavalos selvagens. Sem horas. Sem destino.

 

Eu e o Filipe chegámos atrasados, muito atrasados ao almoço. Sujos. Muito sujos. Eu disfarcei mas vinha a coxear...e trazíamos uma caixa de cartão...

 

A minha mãe estava possuída.

Quando nos viu chegar:

- Onde é que vocês estiveram??? Faltaram à missa.

Olhei para a minha mãe à beira de um ataque de nervos.

Faltar à missa e chegar atrasada ao almoço de domingo tudo num só dia! Dava direito a pelo menos um ano no inferno. Traduzido, um ano sem televisão e sem sobremesa, tudo ao MESMO tempo!

 

Antes de responder olho para o meu pai para ver se estava com um ar sério. Respiro fundo, estava normal..

- Estivemos a brincar aos médicos. Respondo eu.

 

Toda a sala se calou. Toda a gente olhou para nós. Não percebi...

 

O meu pai, lá viu que eu tinha 7 anos e o Filipe 9. Não devia ser nada de preocupante.

- Explica-nos lá, o que é brincar aos médicos? Perguntou ele, divertido.

Viro-me para o Filipe e digo:

- Eu explico! E expliquei.

- Eu e o Filipe apanhamos lagartixas.

lagartixa.jpg

 

O ar horrorizado da minha mãe e da minha irmã.

 

Eu prossegui...

- Seguro na lagartixa. O Filipe abre a lagartixa e vemos o coração a bater...

 

Continuei..

- A seguir, o Filipe segura na lagartixa e eu coso a lagartixa. É assim que brincamos aos médicos...

 

O ar perplexo da sala. Nunca me vou esquecer do olhar:

- da minha avó,

- do meu avô,

- da minha mãe,

- do meu pai 

- dos meus tios

 

- é mentira, não acreditem! Deve ter visto nos desenhos animados. Diz a minha irmã...

Toda a gente se ri.  Dizem que sim com a cabeça e concordam com ela...

 

E eu, Joana, abro a caixa de cartão e tiro lá de dentro, uma lagartixa, espetacularmente cosida, com pontos e contrapontos..

De dentro da caixa sai também:

- um carrinho de linhas e uma agulha que eu tinha tirado discretamente da caixa de costura da avó Maria,

- a navalhinha do meu avô que foi roubada por mim, no dia anterior, enquanto estava a dormir no sofá. Foi só ter a mão leve, fazer pouco barulho e tirar com cuidado de dentro do bolso!

 

Já não me lembro bem mas alguém quase desmaiou naquela sala...

- Não gritem que assustam a lagartixa. Dizia eu com um ar zangado, a quem ameaçava ter uma síncope...

 

- Não sei o que te fazer, Joana. Dizia a minha mãe.

- Achas que isso são brincadeiras? Dizia a minha tia..

 

A minha irmã tinha fugido...com medo da lagartixa.

O meu irmão Tiago quis pegar na lagartixa.

O meu primo António também.

 

- Afastem esse bicho. Gritava a minha tia.

- NÃO ASSUSTE A LAGARTIXA. Dizia eu...

...claro que apanhar a lagartixa, abrir a lagartixa e coser a lagartixa não assustaram o bicho...os gritos sim...toda a gente sabe que estraçalham os nervos da melhor das lagartixas..

 

-  Ai, João, onde é que nós errámos? Dizia a minha mãe ao meu pai.

 

A minha avó Maria ria. E perguntou-me...

- E porque é que estás coxa?? E o Filipe tem as pernas todas esgadanhadas?

- Quisemos fazer o mesmo ao galo....e fomos atacados...

 

galo.png

 

E sim, a ideia tinha sido minha...

Nunca mais apanhei lagartixas na vida.

No ano seguinte, eu e o Filipe mudámos o foco e começámos a apanhar borboletas...com um camaroeiro que ele desviou da casa de férias do tio Luís...

A ideia do roubo do camaroeiro foi minha.

A ideia de caçar borboletas, também!

E sim, fiquei de castigo.

Das duas vezes!!

 

....e ontem, quase trinta anos depois....chorámos a rir com a história......

olhei para os meus sobrinhos e tive pena...que não tenham sido crianças nos anos 80..

 

 

30.10.16

e agora algo completamente diferente..

Joana Marques

Tenho 5 sobrinhos.

 

A Inês tem 14 anos e está no nono.

 

Ligou-me na sexta-feira. Aflita.

- Preciso de ajuda mas a mãe não pode saber.

- ??

 

- Tenho uma ficha de Matemática para resolver até segunda e não pesco nada disto. TENS DE ME AJUDAR!

 

Combinámos para ontem às 15h.

Uma ficha monstra, só de problemas.

Variados...que é para não ser monótono.

Sempre gostei de Matemática.

Sempre foi a minha disciplina de eleição mas com o tempo e com os anos algumas competências vão se perdendo!

 

Na ficha estava este problema:

prob1.jpg

Resolvi-o e cheguei a uma das respostas mas estou meia insegura......

Alguém? Com jeitinho??

(não digo já quanto me deu e como pensei para não influenciar!)

28.10.16

o meu prédio....#6

Joana Marques

Antes de morar nesta casa morava em Algés. Numa casa alugada.

Nunca gostei de Algés. Mas que saudades tenho do franguinho assado da Zínia!!

Era central. Mais do que Carcavelos. Mas a confusão era mais do que muita.

Vivia numa das ruas principais.

Carros a toda a hora. Trânsito e poluição.

Comecei a ter vontade de mudar de casa.

E comecei seriamente a pensar em comprar a minha própria casa.

 

Os meus pais e a minha irmã moravam no Estoril e o meu irmão em Cascais e por isso achei que devia procurar por esses lados.

Comecei a visitar sites de imobiliárias e numa dessas visitas deparo-me com a minha casa. Olhei para o preço e achei cara. Estávamos em setembro de 2004.

Todas as semanas, às vezes, várias vezes por semana lá ia espreitar ao site, a minha casa.

Em janeiro de 2005 o preço da casa baixou. Pedi para visitar a casa.

Adorei.

Senti-a como minha.

 

Era de um casal que já tinha uma filha e que estavam grávidos de um Duarte.

Por mim tinha logo dito que sim mas o meu lado mais racional disse-me para esperar.

Uns dias mais tarde fiz outra visita, desta vez com os meus pais.

Acabei por dizer que sim. No fim de abril fizemos a escritura.

Como o casal ainda não tinha feito a escritura da casa nova e o processo estava atrasado deixei-os continuar lá em casa até resolverem a situação. Eu continuava em Algés.

Deixaram a casa no fim de Junho.

 

Fui de férias.

Só no fim de Agosto é que apareci lá em casa.

Entro no prédio. Deparo-me com o Senhor Ludovino.

- Onde é que vai?

- Vou para casa. Comprei a casa do segundo andar à Sandra e ao Paulo.

 

- Ah! Então é você???

Eu muito encolhida...a tentar subir as escadas.

 

- Vai viver sozinha?

- Sim.

Olha para mim de alto a baixo.

 

- O seu pai deixa?

- Sim. Já moro sozinha desde os 17 anos.

 

- Se fosse minha filha só saía à rua acompanhada por mim. Como é que se chama?

- Joana.

 

- O que é que faz na vida?

- Sou assistente de bordo..

 

- Olhe, temos reunião de condomínio amanhã às 21h no primeiro andar.

- ?

 

- Suba. Eu aproveito e vou avisar o Manel.

- Ele não sabe da reunião?

 

- Não. Acabei de marcar.

No dia seguinte lá apareci eu para a mais surreal das reuniões que eu já participei na vida...

-Vamos votar.

-??

- Para a administração do prédio.

 

- Mas não têm já uma?

- Temos, é aqui o Manel mas eu estou descontente. Voto em si Joana! Ó Manel, escreve aí na ata que ganhou a Joana.

-Como assim? Se mais ninguém votou..

- O Manel não pode votar nele. E não vai votar em mim que sou velho. Tem de votar em si. Ganhou.

-

- Manel vá lá buscar a pasta do prédio. 

- Mas eu ainda não disse que sim.

 

Ninguém me ouviu. Quando dei por mim estava com um saco plástico cheio de papeis. Com duas ou três pastas lá dentro.

Vi-me grega para perceber as contas.

O ano seguinte foi mais fácil.

A verdade é que se há prédio fácil de administrar é o meu porque é pequeno...

- Joana, já fizeste as contas? Pergunta-me o Sr. Ludovino no dia 1, 2, 3 de Janeiro todos os anos.

 

- Sr. Ludovino, estão aqui as contas finais do ano que passou.

- Para que é que eu quero isso...papel a mais tenho eu!

 

Todos os anos se faz a reunião.

- Joana, não pode passar de Janeiro...

Todos os anos se faz a reunião. Em Janeiro!

- Faz o bolo de mel..e chocolate quente. Não faças chá...isso é para doentes!

Coloco sempre na ordem de trabalho: "eleição de nova administração"...ganho sempre!

home-heart.jpg

  

27.10.16

tempos livres #8

Joana Marques

No fim de semana passado queria ter ido ao Alentejo.

Até porque tinha 6 boas razões para lá ir.

Os meus netos!!

 

Na quinta-feira fiz serão no trabalho.

E na sexta apresentei-me com o saco de viagem pronto e com o Vasco.

Sim, o Vasco foi comigo para o trabalho.

Adora.

Ser o centro das atenções é a praia dele.

 

Às tantas já nem sabia dele.

Circulava entre a sala de trabalho e a copa.

À espreita de mimo de um lado e comida do outro.

Se o Rui (o veterinário) tivesse visto, tinha-me tirado a tutela do Vasco.

Sou uma péssima educadora e ficou mais uma vez confirmado!

 

O meu trabalho é uma treta. Adoro o que faço. Mas ando cansada. Muito cansada.

Cheguei a um ponto em que já não tenho paciência. Preciso de descanso e de paz.

Preciso de férias. Nem que seja uma semana.

Numa ilha deserta, pode ser?

O pior neste momento é que não consigo planear nada. Todos os meus planos saem furados. É mau para mim mas também para os outros. Não é bonito estar sempre a desmarcar. Não é bonito estar sempre a dizer: "hoje não posso".

 

Queria ter saído entre as 10h e as 11h da manhã para o Alentejo.

Afinal, almoço por cá, pensei.... e vou depois de almoço.

 

Depois de almoço já não vou...vou à tarde, antes da avalanche das 17h.

Não. Não fui.

Acabei por ficar por cá. Aparece sempre qualquer coisa para me estragar os planos. É incrível!

Fiquei mas o fim de semana não ficou estragado.

Retomando o meu hobbie anterior. Aproveitei para ampliar a minha parede de pratos.

Gostei do resultado.

as fotos estão más...eu sei!

sorry...

11(13).jpg

 

11(11).jpg

 

 

26.10.16

o meu super poder...É?

Joana Marques

Em Agosto passei um dia na casa do Alentejo dos meus pais

Cheguei no sábado à noite. Dormi. Saí no domingo depois de almoço.

Não estava sozinha.

O Vasco, o cão, acompanhou-me.

 

Alentejo, Sertã ou Algarve é sinónimo de liberdade para o Vasco. Como as casas estão muradas. É o dia sem trela.

Ele adora e eu também. Os animais devem ter liberdade e o estar fechado em casa parte-me o coração.

Tem sempre o mesmo tipo de comportamento.

Fica doido de alegria nas primeiras horas de liberdade. Corre, salta, ladra, às vezes atira-se para dentro da piscina...até no inverno...

Umas horas depois aparece em casa. Quer é mimo, dormir e estar quentinho.

 

Os meu pais no Alentejo contam com a ajuda do Sr. Horácio. Vai dando um olho pela casa e pela quinta. Quando estou no Alentejo por pouco tempo nem o vejo. Entra pelo portão das traseiras e acabo por nem dar conta. Quando vou com mais tempo passo por casa dele. E falamos regularmente ao telefone. Ou ligo eu ou ele. Ligou-me em Setembro.

 

- A Suzy vai ter filhotes.

- A Suzy??

Para mim Suzy é a minha colega de trabalho, Susana que tratamos por Suzy...

 

- Sim. Uma cadela que eu gosto tanto. Diz ele com ar pesaroso.

- Cadela??

 

- Sim. Não se lembra da Suzy? Uma cadelinha muito sossegada. E logo lhe aconteceu isto.

Estranhei a voz. Continuava com ar triste e como se fosse uma tragédia.

- Ah! a cadela....

 

- Acho que foi o seu cão.

-

 

- Sim, o seu cão.

- O VASCO??

 

- Sim, quando cá esteve em Agosto.

- Tem a certeza?

 

- Tenho, a certeza absoluta. A cadela nunca tinha tido ninguém. Anda sempre comigo. O seu cão apanhou e olhe...pobrezinha, não teve outro remédio...

- Acha que a obrigou a alguma coisa?

 

- Não estou a ver a Suzy a oferecer-se. O seu cão de alguma forma a forçou..

- Acha que não foi consentido?

 

- Já viu o tamanho dela? Como é que podia a pobre ter fugido de um cão desse tamanho?

- Pareceu-lhe descontente, Sr. Horácio?

 

- Descontente, não direi mas está prenha..nunca mais foi a mesma...

- Sr. Horácio, ela tem é saudades do Vasco..

 

- Não posso ficar com mais cães. Já tenho a Susy e a Boneca.

- Quando nascerem diga-me que de certeza alguém quererá ficar com eles. Filhos da Susy e do Vasco...

 

Já nasceram...recebi a foto dos meus netos e acho que são espetaculares....alguns deles parecem-se bastante...aqui, com a avó..nos olhos!

São só meninos....

netos.jpg

Já têm todos destino! Já têm todos casa...mas vão ficar mais um pouco com a mãe...

Como é que eu convenci as pessoas a ficarem com mais um membro na família?

 

- A mãe é uma cadela muito sossegada e bem comportada!

- E o pai?

- A mãe tem 3 anos e são os primeiros filhotes!

- E o pai?

- A mãe é de porte pequeno!

- E o pai?

- A mãe é uma excelente mãe, não sai de perto deles...é muito carinhosa!

- E O PAI???

- A mãe é muito leal ao seu dono......teve um pequeno deslize porque o pai dos filhotes é um cão completamente irresistível!

- ah! ok! O pai é o Vasco, certo?

-

-

- Não te preocupes, eles saem à mãe.....

-

 

avo.jpg

 

25.10.16

o corrector ortográfico nas mãos erradas! Nas minhas...

Joana Marques

Já não é a primeira vez que acontece mas desta vez foi pior...

Estava a meio de uma reunião a confirmar outra, por mensagem...

 

- Joana, confirma a reunião?

- Confirmo o sismo.

(tradução: confirmadíssimo!)

 

- O sismo? Qual sismo???

- Desculpe. Queria dizer confirmo o sismo e não confirmo o sismo..

(tradução: Desculpe. Queria dizer confirmadíssimo e não confirmo o sismo..)

 

- Confirma o sismo ou não confirma o sismo? Onde foi o sismo?

- Já não ligo!

(tradução: já ligo)

 

- Já não liga, porquê??

- Queria dizer já não ligo e não já não ligo!

(tradução: Queria dizer já ligo e não já não ligo!)

 

- Joana, não estou a perceber..

- Não vou ligar..

(tradução: Já vou ligar)

 

- Está bem, Joana...então não ligue...

- Dê-me 5 minutos e já não ligo..

(tradução: Dê-me 5 minutos e já ligo..)

 

Mal saí da reunião..corri para ligar ao Senhor...do outro lado, alguém bem disposto..e compreensivo..

- Sabe as mensagens que acabou de receber? Esqueça...o corrector ortográfico..

- (risos) E a reunião?

- Está confirmada..

- (risos) E o sismo?

- Não confirmo o sismo..

-

-

lg.jpg

 

24.10.16

e o despertador não tocou...

Joana Marques

Desde que tenho um cão que o meu acordar mudou...radicalmente!

Nunca quis partilhar o quarto com ele. Cada macaco no seu galho.

 

Quando era pequenino, a cama dele estava no escritório.

Ficava de coração partido sempre que ia dormir e o deixava sozinho.

Tinha uma mantinha e um cãozinho de peluche que era meu.

Ainda hoje dorme muitas vezes com o cãozinho de peluche.

 vasco127.jpg

Quando cresceu e passou a ser mais autónomo começou a aparecer no meu quarto.

Ainda pequeno não conseguia saltar para a minha cama.

Limitava-se a ganir até eu acordar.

E acertava sempre na hora.

Uns minutos antes do despertador lá estava ele.

O pior..sábados, domingos, feriados e férias...todos os dias são iguais.

 

Dormia com a porta aberta. Passei a dormir com a porta encostada.

Sem problema.

O Vasco cresceu.

E passou a ter força suficiente para empurrar a porta.

Dormitava no tapete ao lado da cama e quando achava que eram horas...toca de fazer a chinfrineira do costume.

 

Comecei a fechar a porta.

Voltei ao meu descanso.

Durante 3 ou 4 dias acordei como uma pessoa normal.

O despertador tocava e eu lá me levantava...

 

O Vasco aprendeu a abrir a porta. Qual artista de circo.

Já com um tamanho considerável, punha-se de pé e lá abria a porta.

Como se apercebeu que a primeira coisa que eu fazia era calçar os chinelos.

Começou a achar bem acordar-me à chinelada. E eu comecei a ser vítima de violência doméstica. 

 

Todos os dias acordo da mesma maneira.

Um cão que me atira os chinelos para cima.

Salta para cima de mim. Com a língua do comprimento do Chile dá-me lambidelas do pescoço até ao alto da cabeça.

Eu acordo. Que remédio!

Certifica-se que estou bem acordada. E vai à vida dele. Volta para a sua caminha preferida. Normalmente no terraço.

 

Mas hoje de manhã foi diferente. Acordei com o despertador. Com o verdadeiro despertador.

E percebi que o meu despertador mais fiel tinha falhado.

Acontece aos melhores!

vascodorme.jpg

 

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Joana Marques

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