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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

o usurpador...

10.02.17, Joana Marques

Ontem!

O meu despertador do costume acordou-me às 5h30.

Estava frio.

Muito frio.

Lá me levanto do paraíso que é a minha cama.

Como qualquer coisa.

Equipo-me.

Vou correr.

Estava frio.

Muito frio.

6 km.

 

Chego a casa.

Entro na banheira.

Um duche.

Demoro uns 10 minutos a sair do banho.

Estava frio

Muito frio.

Visto-me.

Seco o cabelo.

Tomo o pequeno almoço.

Saio para o trabalho.

 

Chego cedo.

Despacho montes de tarefas.

O cão dorme refastelado no sofá.

Às 10h entram 3 colegas meus.

Precisam de aprender a trabalhar com um software novo.

Sou eu que lhes dou formação.

O meu gabinete tem uma porta que dá para uma sala de reuniões.

Equipada com projetor.

A sala estava ocupada. Decidi que podíamos ficar pelo gabinete.

Desde que cheguei instalei um projetor portátil.

Liguei-o ao computador que tenho na secretária.

Nem posso acreditar que liguei tudo sozinha, nada ardeu e funciona até hoje.

Equipa que ganha não se mexe. NINGUÉM toca no projeto!

OUVIRAM???? NINGUÉM! NINGUÉM!

Toda a gente ouviu.

Daqui até Marte...passando por Saturno...toda a gente sabe que não é para mexer no projetor.

Até o Vasco sabe! ....mais ou menos...

 

Os meus colegas sentaram-se no sofá. Dois tinham Ipad e o outro um portátil pequeno.

Dei as explicações que tinha a dar.

Alguns apontamentos.

E eles ficaram a trabalhar autonomamente.

 

Saio para ir à casa de banho.

Páro na copa para comer qualquer coisa.

Entro no gabinete novamente.

- Alguma dúvida?

- Não...

 

Toca o telefone.

Uma colega do piso 2 pede-me para lá ir.

Saio.

Demoro 10 minutos.

 

Regresso.

E vejo os meus 3 colegas fora do gabinete.

No open space.

Estranhei.

Quando entrei no gabinete percebi tudo!

vasco3001.jpg

 É tão melhor um sofá de veludo que uma cama de cão...

um novo animal doméstico? Parece!

08.02.17, Joana Marques

Pronto! Não é bem um animal doméstico. É antes um eletrodoméstico!

Mas fofo!

 

Há muito, muito tempo que andava a pensar comprar um.

Só que são caros. E eu tinha algumas reticências em relação a este tipo de bicho.

Quando cheguei aqui a esta casa deparei-me com um aspirador pequeno e com o poder de sucção de um velhote de 125 anos.

Varrer com a boa e velha vassoura era mais eficaz do que com o pobre aspirador.

Ainda pensei comprar um. Voltar com um aspirador para Portugal não me agradava. Nada! Desisti.

 

Um dia andava aqui por casa a olhar para as prateleiras da despensa. E avistei-o.

Ao longe, muito ao longe lá estava ele. Ao alcance de um escadote.

Novo. Novinho em folha! Por estrear.

 

Comecei a desembalar o bichinho.

- Nunca aprendes. Isto por acaso é teu??? Para pores a manápula em cima???

Liguei para a senhoria.

- Usa-o. Comprei-o porque a inquilina anterior se queixou que o aspirador antigo não estava bom.

 

É muito intuitivo. Não tive qualquer dificuldade em montar as peças e pô-lo a trabalhar.

slim1.jpg

 

No início achei que era um bichinho que tinha em casa. Outro!

Até deixava as luzes acesas enquanto ele trabalhava.

É tão querido!

As patinhas são tão fofinhas. Parece uma centopeia...sem aquela parte má de ser centopeia. Centopeia, em modo fofo!

É muitaaaa forte! Por exemplo: consegue abrir uma porta!!

Não gosta de ser pegado ao colo. Parece o Vasco quando faz a chinfrineira a caminho do veterinário.

Passa-se com fios. Fica aflito. O Vasco costuma ganir em casos de aflição, este apita por todos os lados.

Como é muito baixinho consegue aspirar tudo debaixo da cama, cadeiras e sofás.

Quando não tem bateria apita e volta à base. Tão bem mandado este "piqueno"...

 

Mal chegue a Carcavelos, compro um.

A verdade é que sabe bem enquanto ele trabalha, estar a fazer o que mais gosto.

Ou então a adiantar outro tipo de trabalho.

No início deixava a casa toda por conta dele. Agora não. Fecho-o numa assoalhada de cada vez.

E os meus animais?

Sr. Romeu não aprecia muito.

Sr. Vasco é quem manda em casa e não é um simples aspirador que o tira do sério.

Podem saber mais sobre esta maravilha vendo o vídeo.

 

back to basics

06.02.17, Joana Marques

Sou uma pessoa com grande dificuldade em ver a realidade.

Tal como ela é.

 

O facto é que a realidade pode pôr-se à minha frente.

Deitar-me a língua de fora e fazer troça de mim que eu continuo a achar que está tudo bem.

 

Este post que escrevi recentemente mostra exactamente a pessoa que sou.

Para mim está tudo bem mesmo quando não está.

Pode o mundo estar completamente a desmoronar que eu, Joana, acho que as coisas não estão assim tão más.

Quando toda a gente já percebeu que não vai dar certo...eu ainda estou muito longe de deitar a toalha ao chão.

 

Muitas das coisas que consegui na vida foi por ser assim.

Acredito até ao fim.

Mesmo, mesmo até ao fim.

E às vezes o universo tem pena de mim e dá-me a mão.

 

Como se costuma dizer: quanto maior é o sonho maior é a queda.

E às vezes, o universo encarrega-se de me atirar mesmo lá para o fundo.

Mas não é fácil. O universo tem mesmo de pôr por escrito. Para eu ver com os meus próprios olhos.

Sinais. Eu não consigo ver. Tem mesmo de ser curto e grosso.

 

Nestas alturas lá venho eu a descer degraus. Até ao piso -10 da vida.

A vantagem....

- Há vantagens em descer ao piso -10 da vida?

- Claro que há!

(estão a ver como é que eu funciono....há sempre volta a dar...)

A vantagem é que nestas alturas só há uma saída...seguir em frente...subir novamente.

 

Back to basics....

Voltar aos poucos à rotina..

Fazer o que mais gosto...

Ter muito pouco tempo livre mas aproveita-lo até ao limite....

Pintar....outra vez...

Cozinhar...

Passear o cão...

Estar o mais próximo possível das pessoas que gosto e que gostam de mim...

Desligar-me de tudo o que é artificial.

 

Aceitar o que aconteceu e perceber...sobretudo aprender!

Esperar por um novo amanhecer....

Recomeçar tudo de novo outra vez....

Continuar a acreditar....

........e a lutar por aquilo em que acredito..

rendida ao bacalhau fresco...

06.02.17, Joana Marques

Depois de ter insultado todos os tipos de bacalhau. Excepto o verdadeiro...

Depois de ter dado a conhecer, a toda a gente, que padecia de saudades de bacalhau. De bacalhau verdadeiro!

Depois de ter chateado a minha família toda. E a minha família é muito grande!

Depois de ter recebido tanto bacalhau e de ter ligado a cada um dos meus tios, irmãos e primos. A dizer:

- Por favor! Não enviem mais bacalhau.

- Mas não era isso que querias?

- Sim....mas não é preciso que entre em vias de extinção...

- Mas já alguém te enviou? Além de nós?

-

 

Eis que cozinhei bacalhau fresco.

Uma receita inventada por mim.

E fiquei rendida ao manjar.

O molhinho é tão bom. Tão bom!

Quando morrer e for para o céu é só isto que vou comer...

 

 1 lombo de bacalhau fresco;

Duas rodelas de pimento verde;

Duas rodelas de pimento amarelo;

Duas rodelas de pimento vermelho;

3 ou 4 tomates cereja inteiros;

Cebola;

Azeite;

Quadradinhos de abóbora;

Uma pera cortada em quadradinhos (sim...a fruta!);

Uns camarões para alegrar;

Tudo no forno envolto em papel de alumínio.

Acompanhar com brócolos. E pãozinho caseiro...

 

30 (11).JPG

Eu Joana. Penitencio-me. Por ter andado a chatear meio mundo....

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver numa ilha deserta.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver na Sibéria.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver com uma tribo africana.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver na Austrália rodeada de tubarões.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver acompanhada de um ladrão de comida, chamado Vasco.

 

(sapo)- Então Joana? Já aprendeste a lição?

(Joana)- SIM.

(sapo) - Não estou tão certo disso. Repete....

(Joana) -

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver com uma seita religiosa que só come relva.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver na estação espacial internacional.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver num episódio da Teoria do Big Bang onde só se come comida étnica.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver num buraco negro. Tipo túnel do metro.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver nos EUA.

 

 

(Sapo) - Nos EUA? Estás a gozar...... alguma vez o Trump te deixa entrar lá?? Tem juízo...começa de novo...

(Joana) -

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver com um grupo de extraterrestre que só come bolas de naftalina.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver na selva africana.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a viver em Plutão. E a comer bolas de naftalina.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja em meditação no Tibete.

 

Nunca mais pedir aos meus familiares e amigos que me enviem bacalhau.

Nem que eu esteja a morar em Barcelona e goste verdadeiramente de bacalhau fresco...

...

05.02.17, Joana Marques

"A gente podia poder costurar o tempo, bordando em 
cima dos erros para que eles sumissem.

Costurar as pessoas que gostamos pertinho, costurar os domingos um mais perto do outro.


Costurar o amor verdadeiro no peito de quem a gente ama, costurar a verdade na boca dos seres.

Costurar a saudade no fundo do baú para ela não fugir.

Costurar a auto-estima lá em cima, para nunca cair.


Costurar o perdão na alma e a bondade na mão.

Costurar o bem no bem e o mal sobre o mal.

Costurar a saúde na enfermidade e a felicidade em todo o lugar e ir costurando a vida, um pouquinho de esperança em cada dia e muita coragem em cada ser humano."

 

Janaína Cavallin

costurando1.jpg

 

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03.02.17, Joana Marques

Vi este blog pela primeira vez através de um destaque. Tenho ideia que em Dezembro.

Gostei. Mas estava sem tempo de me passear por lá.

Perdi-lhe o rasto.

 

Encontrei-o outra vez quando voltou a ter um destaque um dia destes.

Aí sim, já me perdi por lá.

Li post's. Vi as fotos.

É o blog que eu gostava que o quiosque fosse.

Tem boas ideias.

Boas sugestões.

É um blog bonito.

Visitem-no e não lhe percam o rasto!

vou ficar para tia...

02.02.17, Joana Marques

Andava muito queixoso de um ouvido.

Como qualquer macho que se preze é hipocondríaco...mas também tem tendência para inflamações.

Dei-lhe o beneficio da dúvida.

Fui com ele ao veterinário.

 

Foi bem. E portou-se razoavelmente.

Um ou dois xixi's fora do sítio...mas quem não tem incontinência urinária, na presença de um médico, que atire a primeira pedra..

Não me envergonhou..

Segundo o veterinário com umas gotas fica fino.

Paguei.

Aceitou umas festinhas da menina da caixa.

Um senhor que estava com outro cão, fez-lhe também umas festas.

Sr. Cão! Mr simpatia!

Ele dá a pata. Ele dá beijinhos.

 

O veterinário aparece e dá-me uma embalagem das gotas que lhe tenho de administrar.

Faz-lhe uma festa. O cão, corresponde.

Dá-lhe um biscoito. Vasco é o seu melhor amigo a partir dali. Pede-lhe outro.

O veterinário dá. Os olhos do Vasco brilham.

 

O veterinário acompanha-me até ao carro e despede-se de mim com dois beijinhos.

Rosna. O cão.

Ameaçadoramente...

Se o veterinário não se vai embora tenho ideia que lhe atacava uma perna...

O veterinário fecha a porta e ele ainda fica a rosnar não vá o espanhol arrepender-se e voltar...

2 (2).jpg

É por estas e por outras...

...que eu tenho a certeza que vou ficar para tia..

...ninguém terá coragem de enfrentar a fera!

estou a falar do cão....o meu mau feitio...fica para outro dia!

 

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