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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

fui apanhar batatas....

30.04.17, Joana Marques

No fim de semana que passei em Berlim na quinta de agricultura biológica, perguntei se tinham o contacto de outras quintas na Noruega.

Deram-me dois.

Duas quintas de agricultura biológica que aceitavam voluntários.

 

Escolhi a que ficava mais perto de Oslo.

Enviei um email a dizer que estava disponível neste fim de semana.

A resposta deles foi afirmativa. Podia ir. Deram-me todas as indicações.

Ontem lá fui. Muito cedo.

Como não sabia quantas horas ia estar fora, o Vasco foi comigo.

 

Tive pena sobretudo de ser uma fotógrafa medíocre porque a paisagem é linda.

É abençoado quem tem a sorte de morar naquele local e tem o privilégio de ver todos os dias a natureza no seu melhor.

 

Como estamos na Noruega não há grande tempo para conversas. Apresentações simples e mãos à obra.

Devíamos começar às 8h da manhã. Mas como estamos na Noruega começámos às 8h da manhã!

 

Já me tinham dito no email que ia apanhar batatas.

Nunca tinha apanhado batatas na vida.

É fácil.

Não se usa maquinaria....nem sei se é possível. Desculpem a minha ignorância...

Usamos as mãos que Deus nos deu e se quisermos umas luvas. Usei as mãos....com luvas não dá jeito.

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Vamos escavando e encontrando as batatas.

Quando encontrava batatas era a felicidade suprema.

Nunca pensei que fosse tão feliz a apanhar batatas!

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 Mesmo quando algumas são do Entroncamento!

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Estavam lá mais duas voluntárias uma holandesa e outra da Estónia que estiveram o tempo todo descalças.

Assim como o casal que tem a quinta.

Eu gosto muito de terra, da natureza, do planeta mas ainda assim preferi as minhas botas todo o terreno.

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É claro que se o Vasco foi nos brindou com as suas coisas....

Com entusiasmo que ele fez isto achei que ia sair dali o Bas Dost!

Falso alarme!

 

Saí de lá a pensar que podia muito bem aproveitar a terra do Alentejo para semear batatas.

Depois lembrei-me que agora sou Paleo e que não como batata.

E voltei à estaca zero.

Sem planos para quando voltar para Portugal.

 

 

 

 

ai esta memória....

29.04.17, Joana Marques

Quando fui morar sozinha a organização da casa era ficção cientifica.

Tinha visto durante anos a minha mãe fazê-lo com uma perna às costas e eu achava que era fácil.

Um dia já eu morava sozinha cheguei do trabalho à tarde e trazia a ideia de fazer um bolo.

Ia receber uns amigos ao jantar e queria o bolo para sobremesa.

Quando comecei a separar os ingredientes, faltavam-me ovos.

Saí e fui ao supermercado comprar ovos.

Já que estava a fazer compras porque não ver este corredor e aquele?

E pôr isto e aquilo no carrinho.

Comprei o que precisava, o que ia precisar e o que não precisava de forma nenhuma mas que até me apeteceu comprar.

 

Sei que depois de ter gasto muito dinheiro e muito tempo voltei para casa.

Sem os ovos. Porque me esqueci dos ovos...

 

Decidi ter uma lista de compras sempre colada no frigorífico.

É mais fácil de gerir.

Sempre que acaba alguma coisa escrevo.

Sempre que me lembro de qualquer coisa escrevo.

Quando entramos no supermercado sabemos o que queremos e já nos dirigimos ao corredor certo.

 

Agora que sou paleo é mais fácil.

Os corredores a visitar são menos.

Mas sempre que em casa acaba uma ou outra coisa acrescento logo.

E quando planeio as refeições para a semana tenho a lista sempre à mão.

Dá jeito também para gerir as refeições: se esta semana colocar na lista brócolos, na próxima semana posso colocar feijão verde, por exemplo.

Depois é só pensar a outra parte da refeição.

Com a fruta é a mesma coisa: se esta semana comprei ananás para a próxima compro morangos.

Tento variar ao máximo.

 

Deixo-vos aqui a minha lista de compras.

Costumo imprimir frente e verso.

Corto a meio.

Dá para duas, três ou quatro vezes.

Depende da quantidade de compras.

 

E a memória fica livre para outras coisas........

norueguês. O faz tudo!

28.04.17, Joana Marques

A minha chefe, Anne, tem 46 anos. 4 filhos. O mais velho com 16 anos e o mais novo com 4.

Mora nos arredores de Oslo.

Todos os dias pega nos dois filhos mais novos e deixa um deles na escola primária e o outro na creche que temos aqui no trabalho.

Os outros dois filhos ficam com o marido. O marido trabalha ao lado de casa e a escola das crianças é também por lá.

Anne e o marido têm um rendimento mensal de cerca de 8000€ (estimativa feita por baixo é provável que recebam mais).

 

Vivem numa casa com jardim.

São eles com a ajuda dos filhos que tratam de tudo.

Não têm jardineiro, nem empregada doméstica.

Quando alguma coisa precisa de arranjo, nem que seja uma pintura é feita por eles.

Estes trabalhos na Noruega são caríssimos e as pessoas habituaram-se a saber fazer de tudo um pouco.

Anne tricota os gorros para os filhos, as meias e as camisolas.

É ela que arranja os bibes que os dois filhos mais novos usam na escola.

 

É também ela e o marido que cozinham.

Neste caso não tem grande ciência. Cozinhar na Noruega é abrir uma embalagem, atirar com o conteúdo para uma panela, acrescentar um copo de água e esperar entre 10 a 15 minutos.

E já está.

 

Têm um carro.

Normalmente é usado pelo marido.

Quando precisa de arranjo o marido sabe um pouco mais do que o básico de mecânica e resolve o problema.

Como gostam de cerveja, o marido aprendeu a fazê-la.

 

Compraram uma cabana fora da cidade e vão para lá quase todos os fins de semana para os miúdos terem contacto com a natureza.

É claro que a cabana foi remodelada por eles.

Segundo ela durante dois anos divertiram-se em família a arranjar e a deixar tudo ao gosto deles.

- Assim damos mais valor.

A cabana não tem energia elétrica e uma das funções dos filhos é procurar lenha para a lareira.

Até o mais novo ajuda.

Os putos andam a maioria das vezes descalços por lá.

É normal, segundo diz.

São crianças todo o terreno. Não são de vidro.

 

Um dia destes passei por casa deles.

Estavam a pôr a mesa para o jantar.

Cada um tem uma função.

O mais novo é o dos guardanapos.

Se falharem com a tarefa que lhes é pedida, não comem.

Parece drástico mas resulta!

 

Com 46 anos, Anne, faz inveja a muita mulher de 30.

É gira que se farta.

Em forma. Faz exercícios físico.

Com 4 filhos, o trabalho, a casa, a organização dos fins de semana na cabana, as compras, já a fazem estar em forma. Não é só isso. Anne pratica yoga. Em casa, claro!

Com uma aparência sóbria e irrepreensível, é a própria Anne que corta, pinta e penteia o cabelo.

E tudo o resto que a faz sentir bem.

 

Não serão todos certamente mas os que conheço são assim.

Autodidatas.

Independentes.

Quase suficientes. É uma característica do povo norueguês. O faz tudo!

....identifiquei-me...e ando a trabalhar para isso!

o sumiço do presente...

28.04.17, Joana Marques

 

Eu e o Vasco agradecemos a todos os que ontem, simpaticamente, nos deram os parabéns. 

 

Recebeu um presente meu.

Não descansou enquanto não o abriu.

É obvio que comeu o papel que o embrulhava.

 

Era um cãozinho para ele brincar.

E para ele dormir acompanhado...um mimado, é o que é!

 

Hoje de manhã fui alertada pelo cheiro nauseabundo dos cocós.

Quando cheguei a casa percebi.

 

Não deve ter gostado da concorrência.

Durante a noite, qual canibal, comeu o cãozinho.

Sobrou qualquer coisa, uns restos...pequeninos

Até os olhos desapareceram....

 

Daqui a um ano volto a tentar!

o Vasco faz anos!

27.04.17, Joana Marques

Faz hoje 3 anos que conheci o Vasco.

Era voluntária num canil e fomos chamados. Tinha aparecido uma ninhada de cães num terreno.

O dono do terreno contactou a câmara que nos contactou a nós.

 

Chegámos e nem queríamos acreditar. Encontrámos vários cachorros recém nascidos.

O veterinário que nos acompanhava garantiu-nos que embora sub-nutridos tinham salvação.

Pegámos nos cachorrinhos e acomodámos os bicharocos numa caixa.

Estava um dia abafado.

Os cachorrinhos tremiam de frio. Nunca me vou esquecer desta imagem.

E choravam. Um som que nunca mais saiu da minha cabeça.

 

Tínhamos os cachorros todos arrumadinhos e aconchegados na caixa e qual não foi o meu espanto.

Tropeço num outro cachorro.

Não gania.

Não tremia de frio.

Quase não se mexia.

Na parte traseira aparentava ter um fungo e por isso não tinha pelo.

Este cachorro era o Vasco.

 

O veterinário examinou-o e disse-nos que a pessoa que os tinha abandonado, provavelmente o tinha atropelado. Tal era a pressa de sair dali.

Segundo o veterinário:

- Esqueçam. Este não tem salvação.

O Vasco nem se juntou aos outros.

E eu nunca mais o larguei.

Fiz a viagem toda com ele ao colo. 

Fiz-lhe festinhas. Massajei-lhe a barriga como se fosse mãe dele. Falei com ele.

Estava gelado. Embrulhei-o numa echarpe cor-de-rosa que tinha ao pescoço.

Deixámos os cachorros no veterinário. Dois voluntários ficaram com eles. Passaram a noite com os cachorrinhos.

 

 

Trouxe o Vasco para casa.

Pensar que podia morrer sozinho partiu-me o coração.

Trouxe comigo alimentação e medicação.

Liguei para o trabalho a dizer que precisava de uma semana de férias.

E tratei dele.

Pacientemente. Todos os dias comia um pouco mais. E ficava mais forte.

Um dia mexeu-se mais.

No outro ganiu.

E depois abriu os olhos.

E sobreviveu. Contra tudo e contra todos. E eu ganhei um amigo. Verdadeiro!

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Tornou-se uma peste.

Uma linda peste.

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 Um cão cheio de personalidade. Que me alegra os dias.

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Parabéns, querido Vasco!

Tem sido um privilégio!

um grupo no facebook...

26.04.17, Joana Marques

Durante uns tempos não liguei nada ao facebook. Nada de nada.

Acabei por ter porque os meus amigos mais chegados tinham e achei que também devia ter.

Ainda hoje o meu grupo de amigos é menos de 20.

São aqueles amigos mais chegados e que não temos nada a esconder.

Podemos partilhar tudo, dizer tudo.

Porque somos tão poucos.

É como estar numa esplanada numa saída como tantas vezes fizemos.

Só que eu estou na Noruega.

Um amigo meu está no Dubai, outro na Itália e temos ainda outro exemplar na Dinamarca.

 

Há uns tempos atrás quis publicar um vídeo no blog e fiz a página para o quiosque.

Durante uns tempos não publicava lá nada.

Nem os posts.

Atualmente já tenho o cuidado de publicar o que vou escrevendo.

Há pouco tempo atrás comecei a publicar peças feitas por artistas que gosto.

Estas peças tanto podem ser costuradas, pintadas, cozinhadas, etc.

Tudo pode ser arte.

 

Quando me iniciei no regime alimentar Paleo comecei a seguir um grupo no facebook: Paleo Descomplicado.

Têm-me ajudado muito.

Pelas partilhas, pelo exemplo.

Tem corrido bem a minha experiência, comecei no início do mês mas já tive um dia complicado.

Um dia em que quase claudiquei.

Mas mantive-me firme.

E este grupo ajudou-me a manter o foco. Obrigada!

 

Por gostar tanto deste grupo aderi a um grupo de algo que gosto.

Crafts, trabalhos manuais.

Tudo aquilo que eu faço e que adoro fazer, tricot, crochet, bordado, costura.

Este grupo está relacionado com uma loja.

Pedi para aderir. Aceitaram.

Publiquei um trabalho meu mas não me deixaram publicar o trabalho.

Não sei se por não ter comprado o fio na loja.

Não atingi.

As minhas ovelhas foram discriminadas.

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Então resolvi criar eu própria um grupo.

Chamado: handmade life.

Para toda a gente ter um espaço que possa usar para publicar.

Trabalhos feitos por nós mas também ideias novas.

Partilhar tudo: um prato que tenha ficado espetacular, o primeiro tricot que pode não ter ficado grande coisa mas nos enche de orgulho, a colcha da avó, o naperon com 100 anos feito pela nossa bisavó. O primeiro amigurumi, o enxoval para o filho, a decoração do quarto que ficou maravilhosa, a loja nova que vai abrir, a loja que vende mais barato, etc.

 

Podemos tirar dúvidas. Partilhar receitas. E truques.

Tudo tem espaço no grupo.

E não há cá censura....

 

Se acharem que este espaço vos pode ser útil façam o favor de aderir.

nem acredito que é saudável...

26.04.17, Joana Marques

Quando comemos alguma coisa que nos sabe bem desconfiamos sempre. Pelo menos comigo acontece.

- Tão bom! Será saudável..

Já lá diz o ditado: "se é bom, ou faz mal, ou é pecado"!

E por isso uma sobremesa muito boa que ainda por cima faz bem, faz desconfiar qualquer um!

Se juntarmos a isto o ditado "não há regra sem exceção" tudo faz sentido.

Aqui está a exceção...

É sem glúten!

É sem lactose!

É sem ovo!

É vegan!

É espetacular!

 

A minha primeira sobremesa paleo!

 

Ingredientes:

4 maçãs médias ou 3 maçãs grandes

150 ml de leite de coco

2 colheres de sopa de óleo de coco

200 g de amêndoa triturada (ou 200 g de farinha de amêndoa)

100 g de açúcar de coco

canela a gosto

noz moscada a gosto

 

Tirar a casca às maçãs e cortar.

Colocar as maçãs cortadas num recipiente que possa ir ao forno.

Polvilhar as maçãs com o açúcar de coco. Não usar todo.

Juntar o açúcar que sobrou com a amêndoa, a canela e a noz moscada.

Juntar e incorporar o leite de coco e o óleo de coco ao preparado anterior. Mexer bem.

Barrar a maçã com este preparado.

Forno pré aquecido a 180º.

Colocar no forno 30 a 40 minutos.

Fica uma sobremesa docinha.

Se gostarem de sobremesas menos doces usem maçã reineta.

Também podem usar mais amêndoa e menos açúcar de coco.

 

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o dia que mudou a minha vida. Ainda antes de eu nascer!

25.04.17, Joana Marques

Um dia que mudou a minha vida.

Um dia que mudou o rumo da história.

Um dia que mudou o país e consequentemente o mundo. O meu, por exemplo!

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Pelas mãos dos Capitães de Abril, homens de coragem, fizemos a mais bela das revoluções.

A revolução dos cravos.

Quase sem sangue derramado.

 

O que temos nas mãos desde há 43 anos é uma democracia que devemos cuidar.

Por isso é importante, participarmos na vida do país.

Votar, sempre!

Expressar opinião.

Fazer do país, um país melhor todos os dias.

Para nós e para todos!

 

Termos consciência que o que temos, foi conquistado através do sangue, suor e lágrimas de outros que acreditaram que era possível. 

 

Portugal tem sido bem tratado? Não.

Mas em vez de nos lamentarmos, de chutar para canto e de dizermos que a culpa é do vizinho do lado porque não intervirmos, participarmos e tentarmos nós mudar o rumo do país.

 

Só um país de gigantes fez Abril....temos a obrigação moral de os honrar!

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Hoje é um dia muito importante para mim, mais importante que o meu aniversário, mais importante que o Natal, hoje é 25 de Abril.

O dia que mudou a minha vida. Ainda antes de eu nascer.

 

Estou a milhares de km de casa mas cá em casa hoje é dia de festa!

 

Norwegian Meterological Institute! Não brinquem com a portuguesinha...

24.04.17, Joana Marques

Uma pessoa é acordada às 5h da manhã de domingo. Pelo cão.

Melhor dizendo, eu fui acordada às 5h da manhã de domingo pelo cão.

Sem stress. É mesmo a minha hora.

Abro a gaveta da mesinha de cabeceira e tiro o telemóvel.

Tenho várias notificações. O costume, gmail, facebook e instagram. E outra que desconhecia.

Vou vendo uma a uma, até que chego à desconhecida.

Uma onda amarela invade o meu telemóvel.

Pela primeira vez na minha vida recebi uma notificação do AccuWeather.

Um alerta amarelo.

Risco de Incêndio Florestal.

 

A sério?? Risco de Incêndio Florestal em Oslo?

 

Até saltei da cama! Nasceu-me uma alma nova!

Calor! Meus amigos, calor!!

Vamos ter calor, lalala lalala!

Fabriquei os foguetes, atirei os foguetes, apanhei as canas e fiz a festa sozinha.

 

Que sorte que eu tenho, pensei! Ainda agora cheguei e o tempo já mudou a meu favor.

20 graus? 30 graus?

Espetacular, Oslo!

Boa, Noruega!

 

 

A esperança foi-se logo que abri os olhos como deve ser e vi a temperatura.

 

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Às 15h recebi outra notificação.

Uma loucura, estavam 6 graus.

O risco de Incêndio Florestal pelos vistos foi sol de pouca dura.

Afinal vem aí neve. E gelo. Em Abril. Quase Maio.

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Norwegian Meterological Institute!

A dar falsas esperanças à portuguesinha??

E ainda não contente...

...toma lá uma facada pelo coração adentro.

É neve, é gelo....só falta sair de casa e um pássaro acertar-me em cheio...

...e confirma-se hoje está mesmo frio...

 

a revolução na minha cozinha!

23.04.17, Joana Marques

Paleo falando....

Para além de ter mudado praticamente todos os ingredientes dos meus pratos. E isso foi meia revolução.

A revolução maior estava para vir.

A revolução na forma como confeciono os alimentos.

Foi a revolução total na minha cozinha!

 

 

Cozinhar a vapor!

Já tinha ouvido falar. Nunca tinha experimentado.

E não é preciso grandes coisas nem nada muito caro.

Podem adquirir este acessório para cozer a vapor. No Ikea ou noutro local qualquer.

 

Também existem panelas a vapor.

Se tiverem uma panela de arroz podem usar para cozer a vapor.

E existem panelas especiais que cozem só a vapor. Estas duas soluções são mais caras. Muito mais caras.

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(tirei a imagem daqui)

 

O alimento cozinhado desta forma é mais saudável. Não perde nutrientes na água.

E é uma forma mais ecológica de cozinhar porque gastamos muito menos água.

E o sabor é melhor. Muito melhor.

Podemos cozinhar vários alimentos juntos. Carne, vegetais, peixe. O que for preciso. E por isso poupamos tempo e trabalho.

 

Algumas informações que considero úteis:

Quando introduzimos os alimentos no acessório, a água deve estar quente. Mas não deve ferver.

O acessório com os alimentos não deve tocar na água. Se isso acontecer já não está a ser cozido a vapor.

Só deve ser temperado com sal (neste momento uso sal dos himalaias) depois de cozido.

Mas na água podem acrescentar ervas aromáticas para aromatizar os alimentos.

Temos de respeitar os tempos de cozedura. E ter em atenção que os que demoram mais tempo devem ficar em baixo e os outros em cima.

 

Se experimentarem vão notar a diferença. No sabor. Na cor e apresentação.

 

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vasco. A fazer sorrir os noruegueses...

21.04.17, Joana Marques

Quando saio do trabalho, às 15h, vou buscá-lo para ir dar uma volta.

Se tiver compras a fazer, faço depois. Primeiro está o Vasco e o seu passeio.

Desde que chegou, a preguiça impera. O seu lugar preferido continua a ser o sofá.

 

Ontem, cheguei a casa, tive uma receção digna da rainha de Inglaterra. Peguei na trela e saímos.

Andei com ele cerca de uma hora. Fomos a um parque que descobri no início da semana.

Toda a calma do mundo!

No caminho para o parque, Vasco, cheira.

Vasco faz xixi.

Vasco, olha para tudo e todos. Ninguém olha para nós. Ninguém quer saber de nós.

Os noruegueses são muito pouco sociáveis.

 

Chegamos ao parque, tiro-lhe a trela. Corre. Salta. Ladra. É uma parte boa do meu dia. E do dele também.

 

Quando estamos para voltar agarra num ramo de uma árvore. Como pega nele por uma ponta, o ramo arrasta-se no chão.

Tento tirar-lhe o ramo. Não deixou. Amigos, amigos, ramos à parte.

 

Lá seguimos caminho.

Joana e Vasco. Vasco e Joana. Arrastando um ramo pelas ruas de Oslo.

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Joana e Vasco. Vasco e Joana. Fazendo barulho pelas ruas de Oslo.

Joana e Vasco. Vasco e Joana. Arrancando sorrisos pelas ruas de Oslo.

 

Os cães da Noruega não devem ser assim...digo eu!

Já vi alguns por cá e não me parecem capazes de roubar bollycaos, pratos de sushi ou de abrir torneiras

É preciso aparecer por cá um cão português para ensinar como se faz.

 

Quando chegámos a casa deitou o ramo fora.

Para que raio é que veio com um ramo na boca durante uma hora?

Pois.....

...não sei...e ele não sabe falar!

primeiro estranha-se. Depois....

20.04.17, Joana Marques

Agora que já cá estou há mais tempo começo a aperceber-me de como este povo vive e como é.

Não gosto de tudo.

E há muita coisa que ainda me faz confusão.

Não é um país fácil para nós do sul.

 

 

Posso dizer que estou finalmente a gostar da Noruega.

E o que é que eu estou a gostar?

Muitas coisas. E coisas importantes.

 

Na Noruega a igualdade é uma realidade. Financeiramente falando.

Não se vê por aqui pessoas excessivamente ricas ou pelo contrário excessivamente pobres. Os padrões de vida são muito semelhantes. O ordenado de um médico, engenheiro, jardineiro ou de alguém que trabalhe num café é praticamente igual. Possibilita a que as pessoas tenham as profissões que gostem e não as escolham só porque são trabalhos bem remunerados.

 

Como toda a gente tem mais ou menos o mesmo nível de vida, é um país muito seguro. Ninguém inveja a televisão do vizinho porque tem uma igual. Não existem bairros de ricos ou de pobres. Pelo menos tão acentuadamente como em Portugal.

 

É um país muito virado para o ambiente e para a natureza. O que mais me espanta é ver as pessoas todas na rua quando está um frio dos diabos e eu acho que se está bem é em casa.

Se eles tivessem o clima Português...nem sei! Mudavam-se para a praia, no mínimo.

 

Oslo é a cidade mais limpa que já vi. Ao longo das ruas metro sim, metro sim temos um caixote do lixo.

Incentivam de forma ativa a compra de carros elétricos, por exemplo.

Os carros tradicionais são muito caros. Estão crivadinhos de impostos.

Os carros elétricos, por outro lado, não. Sem impostos.

São mais baratos na compra, podemos conduzi-los nas faixas bus e não pagam estacionamento em lado nenhum.

 

Incentivam a reciclagem, também de forma ativa.

Por exemplo se tivermos garrafas de plástico, só temos de nos dirigir a um supermercado e coloca-las numa maquineta.

A maquineta faz as contas e dá-nos dinheiro por elas.

Podemos usar este dinheiro numa compra no supermercado ou dá-lo para uma instituição.

É algo parecido com isto:

 

A Noruega é um país lindíssimo. Já comecei a visitar. Ainda vi pouco porque não saí muito de Oslo. Com tempo vou conseguindo ver mais. Já vi a Ópera de Oslo. Adorei. E a marina é espetacular.

 

A Noruega tem 16 feriados por ano. E cada trabalhador tem direito a 5 semanas de férias.

Podem escolher como querem esse tempo de férias, todo junto, à semana, dias pontuais.

O trabalhador escolhe. Ninguém o impede, nem diz nada.

 

A saúde é praticamente de graça. E é financiada pelo estado. Pagamos cerca de 10€ por consulta mas como toda a gente ganha no mínimo 25€/hora, 10€ é considerado irrisório. Tal como nos transportes não há cobradores de bilhetes, se formos ao médico há uma máquina onde se faz o pagamento. O principio é de confiar no cidadão. E ninguém sai sem pagar a consulta ou o bilhete de autocarro.

 

A eletricidade é muito barata! Mesmo barata. Estou cá desde dia 1 de Abril e gastei cerca de 3€. E um café custa os olhos da cara....enfim.

 

 

São pontuais. Muito pontuais. Toda a gente.

Incluindo os transportes públicos. Nunca esperei mais de 5 minutos por um autocarro, por exemplo.

 

Primeiro estranha-se, entranha-se.

E depois gosta-se.

em Maio volto à escola....

19.04.17, Joana Marques

Começo a ficar com urticária sempre que dou por mim a perder tempo.

Em Oslo, sozinha. Tenho de me mexer. Foi o que achei.

E mexer não tem a ver com exercício físico. Tenho corrido todos os dias. No ginásio do meu prédio.

Tem a ver com o facto de não aproveitar. Tenho de estar aqui, certo? Então tenho de me fazer à vida.

 

Comecei a investigar. A perguntar.

Descobri que Oslo tem uma Universidade (...grande novidade!! Só uma???).

Tem uma universidade que me interessa.

Existe uma cadeira de História de Arte que gostava de frequentar. Já que cá estou. Gostava de aprender alguma coisa.

Um dia quando for velhinha gostava de pensar:

- Olha, aprendi isto quando estava em Oslo.

 

Depois de me informar. De ter ficado histérica quando vi o programa da disciplina. De ter dado pulinhos de contente por ter percebido que era mesmo aquilo que eu queria.

Desci à terra.

As propinas eram intragáveis.

Pensei.

Fiz contas.

Ponderei hipotecar o cão. 

E o coelho.

Vender um rim. 

E uma veia da perna.

 

Até que encontrei uma saída. Na verdade ela é que me encontrou a mim.

 

Como tive de deixar na universidade os meus dados.

Contactaram o meu emprego para confirmarem que eu trabalhava lá.

A minha chefe chamou-me e disse-me o que tinha acontecido.

Eu lá lhe disse que não tinha a certeza se iria ou não. Ainda estava a pensar. Expliquei-lhe a razão.

Sou pobre.

 

E Senhora Dona Anne, a minha chefe, lá me disse que se eu estivesse disposta a aprender norueguês provavelmente não pagaria nada. 

 

Nesse dia voltei à universidade e lá confirmaram.

Se aprender norueguês, a língua viva mais morta do mundo, fizer um exame escrito e outro oral e passar,  não pago nada na cadeira de História de Arte.

Isto acontece porque já tenho número de identificação Norueguês e trabalho no país.

Nem queria acreditar.

Os deuses noruegueses deviam estar loucos.

Que felicidade a minha!

 

A partir de Maio volto à escola.

História de Arte à segunda, norueguês à quarta. Durante 6 meses!

A minha chefe ainda achou que as aulas de norueguês deviam ser em horário de trabalho. Não aceitei. Não consegui aceitar. Escolhi um horário das 16h às 18h.

 

Estou ansiosa pelas aulas de História de Arte. Até já tratei de arranjar um caderno para tirar apontamentos, tal é a ansiedade!

 

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Quanto as aulas de Norueguês, o meu nível de conhecimento deste idioma é muito, muito avançado.

Sei dizer....

 

Olá - Hallo

Bom Dia - God Morgen

Obrigada - takk

Cão - hund

e mais importante que tudo o resto

Canela - Kanel

 

Pela mesma lógica Manela deve ser Manel, janela deve ser janel e como é óbvio, panela deve ser panel e chinela?? Não há nada que saber, em norueguês é chinel........

 

Oh! Não! Quem é que eu estou a enganar.....

....eu não sei nada de norueguês...

.....nada, rien, nothing, ingenting...

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