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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

Isto não é uma cenoura!

31.07.17, Joana Marques

Estava eu a passear-me por um mercado local.

Daqueles que eu gosto.

Cheio de legumes, frutos e cores.

Quando no meio do colorido, vejo isto:

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-Ai! Credo! Coitadinha da cenoura...será albina?

Fui-me embora.

Voltei.

Olhei outra vez.

Aquela cenoura.

Que não era cenoura, intrigou-me.

Ou seria uma cenoura.....com um problema...

Não, não era uma cenoura...

Até podia ser uma cenoura...com um défice de cor....

 

Fiquei a olhar para ela.

Até que a senhora dona da cenoura albina:

- Quantas quer?

- Uma....

 

E pronto!

Lá fui eu para casa acompanhada por uma cenoura que não era uma cenoura.

Resolvi enviar uma foto, para algumas pessoas, com a pergunta:

- O que é isto?

 

Queridos quiosquianos...

...estão bem sentados?

Isto, não é fácil de ler....

 

 

(a minha cunhada)

- É uma cenoura anémica??

- É...claro!

 

(o meu pai)

- Não sei.

- Nem eu!

 

(o meu sobrinho Pedro) 

- Oh! Puseste a cenoura na lixívia???

(sem comentários)

 

(a minha sobrinha Inês)

- Ah! Eu sei o que isso é!

- Boa! Como se chama?

- Acho que é um rabanete.

-

- Rábano?

- Não. É uma beringela...

- Ah! tens razão. É uma beringela.

 

(o meu irmão?)

- É um brinquedo do Vasco?

- Ainda não é....mas pode vir a ser...

 

(o meu primo António)

- É um doce do Algarve. Mas tu não estás na Noruega?? Há doces do Algarve na Noruega?

- Há. Tens é de saber pedir em Norueguês!

 

- É uma Pastinaca? Parece-me uma pastinaca. Ou então é uma cenoura mas a fotografia ficou sem cor.....

- Óbvio! Uma Pastinaca.....

 

 

E esta resposta certa veio da minha amiga Maria que sabe tudo e mais alguma coisa.

Pelo menos sobre legumes, frutos e todo o mundo agrícola.

 

Pastinaca ou cherovia é o nome da dita cuja.

Prima da cenoura.

Chegam a ser mais ricas que a cenoura em certos nutrientes.

Contém pequenas quantidades de ferro e vitamina C mas são muito ricas em potássio.

São uma excelente fonte de fibras. E nós precisamos de muitas fibras para alimentar as bactérias boas.

Tem cálcio. E tem magnésio. E ter magnésio é espetacular. O magnésio é um dos nutrientes que nos dão energia...

 

O que é que podemos fazer com esta cenoura deslavada....

Neste momento gosto de ralar e colocar na salada por exemplo mas estou fã deste petisco.

 

Descasca-se.

Corta-se em rodelas muito fininhas.

Dispõem-se num tabuleiro.

Acrescentei banana porque ainda tinha espaço no tabuleiro.

Borrifei com óleo de abacate. Podem usar de coco ou azeite. O que preferirem.

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Forno pré-aquecido.

170º a 180º.

10 a 15 minutos.

Desligar o forno. E esperar mais 10 minutos.

Verificar se já estão estaladiças.

Repetir o processo até estarem estaladiças.

Chips! Tão bom! Enquanto se vê um filme ou para levar para o trabalho!

Coloquei canela e açafrão. É ao gosto de cada um...claro!

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Podem usar outros frutos ou legumes: maçã, ananás, batata doce...

Se gostarem deste tipo de petisco podem optar por algo mais profissional.

Um desidratador. Parece-me um bom investimento.

 

 

É tão bom.

Descobrir novos alimentos.

Novos sabores.

Experimentar novas receitas.

Estou a adorar, mudar a minha vida alimentar. Só coisas boas!!

 

 

um ano...

28.07.17, Joana Marques

capuchinha.jpgEsta é a flor da capuchinha.

A capuchinha é uma planta especial.

Atrai Joaninhas.

E as Joaninhas são bichinhos importantes.

Ajudam a polinizar.

 

No último ano, a minha capuchinha tem sido aqui.

É por aqui que me tenho sentido bem muitas vezes.

É por aqui que tenho passado bons momentos.

Neste blog.

Neste espaço.

Não tenho a certeza se já consegui polinizar alguma coisa.

Pode ser que com o tempo chegue lá!

 

Hoje, o quiosque faz um ano.

Quando o criei foi mais ou menos assim que o idealizei.

Um blog onde pudesse escrever sobre tudo e sobre nada.

Sem nunca conseguir fugir ao tema.

Um blog aberto a todos e por isso se chama Quiosque.

Da Joana? Bem, esta parte é óbvia.

 

 

Aos que passam por aqui, deixo uma palavra de agradecimento.

Ao sapo blogs, outra!

 

Fui eu que o criei.

São vocês que o fazem existir.

 

 

a quem julgar o meu caminho...

25.07.17, Joana Marques

A minha irmã mais velha tinha acabado de ter a Inês.

Já tinha a Madalena com 8 anos, o Pedro com 2 e agora a Inês.

Andava exausta.

O meu cunhado estava a trabalhar.

A minha mãe ajudava no que podia mas mesmo assim...

Estávamos em férias escolares e tanto o Pedro como a Madalena estavam em casa.

 

Eu, com 21 anos, achava que sabia tudo. 

Olhava para os três.

Não percebia porque raio se queixava tanto a minha irmã.

Três anjos. Que sorte!

Não dão trabalho nenhum...

 

A minha mãe sugeriu que podia ficar a tomar conta da Madalena e do Pedro.

-A Madalena pode ir.....mas o Pedro...

O Pedro ainda era pequeno...

.....e a minha irmã não estava pronta para abdicar dele. Nem que fosse por um dia.

 

Eu sabia tudo. Tudo era canja.

- A mãe leva a Madalena e eu vou passear com o Pedro. Não te preocupes com o jantar. E não te preocupes que o entrego a horas decentes.

A minha irmã olhou para mim.

Muito calma.

Sempre calma. Disse que sim...

 

Peguei no puto. Toda a confiança do mundo e fui com ele passear para o Cascais Shopping.

Viagem até lá espetacular.

Os dois a cantar no carro. Quando me pede para pôr uma música qualquer que eu desconhecia...

- Oh, Pedro! Não conheço. Podemos ouvir antes esta?

Disse eu confiante...

- NÃO!

E começa uma berraria no carro.

Chego ao parque de estacionamento e tento acalmar o puto.

A coisa ficou por ali...

 

Sou um espetáculo.

Tenho mesmo jeito para crianças.

Fazem tudo aquilo que eu quero...

Adoram-me...

 

Pois, pois presunção e água benta cada qual toma a que quer.....

Entro numa loja de roupa e o puto atira-se para chão.

Pedro, em modo ovo estrelado.

Ainda fiquei na dúvida.

Fujo e finjo que não o conheço....uma possibilidade!

Não me parece que alguém me obrigue a fazer um teste de ADN.

Ou, digo que me pertence?

 

Fiquei. Que remédio.

Lá tentei persuadir o puto. Esticadinho no chão. Num berreiro.

Montes de gente a olhar. E com um ar...

- Oh!

- Tão triste quando não sabem educar uma criança.

- Os putos de hoje em dia não têm regras...

- Coitada, que mãe tão incompetente.

- Se fosse meu filho não fazia nada disto.

- Tão nova e já tem um filho.

 

Vários minutos de negociação.

A promessa de um carro telecomandado, um gelado, um bolo, um chupa-chupa e um rim.

Os dois rins. Em caso de tragédia, a sério!

Certificados de aforro. Um PPR. Um par de patins.

Ah! E uma pista de comboios.

Um cão, um gato e um canguru.

E foi só!

O puto fez o favor de se levantar.

 

O puto parecia bem disposto.

Continuámos o nosso passeio.

Os meus níveis de confiança já não estavam assim tão altos.

Mas também não estavam baixos.

 

Ok! Já tinham passado 5 minutos.

A minha irmã. Que exagerada.

O Pedro fez uma birra e depois? É uma criança. É normal...

Alguma vez este fofo é cansativo? Nunca...

Ó! É tão fofo este sobrinho. Dá cá um beijinho....

 

 

Entro na Chicco.

Ó....grande erro!

Mesmo, um grande erro....

Por instantes, larga-me a mão. E em meio segundo, perco-o.

Ouço um barulho!

- Credo. Parece que estão a destruir a loja.

- Ehhhhh! Eu conheço aquela pessoa que está dentro da montra...

- C'um caneco! É O PEDRO QUE ESTÁ DENTRO DA MONTRA!

Só tive tempo de o puxar.

Um manequim da montra veio junto com ele.

Eu só queria sair dali...pronto! Fugir!

Pedi muita desculpa. Peguei no Pedro. E adeuzinho...

Nem tive tempo de ver, como deve ser, os olhares reprovadores das pessoas.

Adoro esses olhares...daqueles que tudo sabem.

Também eu, tinha saído de casa da minha irmã com esse olhar...

...mal eu sabia, que nunca mais o iria fazer.....

 

O dia ainda não tinha acabado.

Ainda tinha de lhe dar o jantar.

- MAS PORQUE RAIO É QUE EU DISSE QUE LHE DAVA O JANTAR???

Durante o jantar.

Recusou-se a comer.

Embodegou-se todo com a sopa.

Embodegou-me a mim com a sopa.

Chorou.

Ameaçou vomitar.

Esperneou.

Andei eu, pela minha casa toda, a correr atrás dele com a colher de sopa. Embodeguei a casa toda.

Carpetes. Tapetes. Chão. Teria sido mais fácil se já tivesse um cão....comilão...

De um momento para o outro ficou todo ranhoso.

Assoou-se ao casaco.

 

Entreguei-o à minha irmã. Uma hora mais cedo que o combinado.

A minha irmã calma como sempre.

Pegou no filho e começou a tratar dos danos. Não sei muito bem se aquela roupa serviu mais alguma vez....

Eu fiquei com nódoas que nunca mais saíram...

Para não falar do trauma....Não vamos falar do trauma...

E da lição que aprendi? Sim, isso podemos falar...

 

"..a quem julgar o meu caminho, empresto os meus sapatos...."

 

A minha irmã Sofia faz hoje 46 anos.

...tem sido desde o dia que nasci uma referência para mim.

Sem grandes julgamentos ou palavras.

Apenas está....

.... a indicar-nos o caminho certo...

 

pão sem glúten. Passo a passo.

24.07.17, Joana Marques

Já tinha referido que não estava satisfeita com a receita de pão que estava a seguir.

Entretanto, experimentei várias receitas. Sempre piores. Com ovo, sem ovo.

Inventei outras receitas. Nada de nada.

Comprar pão sem glúten estava completamente fora de opção.

É um alimento processado.

E eu só como alimentos processados em casos extremos.

 

Tanta experiência fiz. Lá consegui.

Cheguei a esta receita.

Gostei muito do resultado.

Já sabe a pão.

Embora o aspeto deixe a desejar...

Experimentei com 5 farinhas. E com estas funciona.

Ao longo do tempo vou experimentando trocar uma farinha por outra e vou dizendo que resulta ou não.

 

Antes de começar apresento-vos um objeto indispensável.

Para muitas receitas.

Sobretudo para fazer pão.

A Joaninha.

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A Joaninha é um temporizador.

E é imprescindível.

Fazer pão tem muitos tempos diferentes e é muito normal uma pessoa esquecer-se de um pão a levedar e só perceber no dia seguinte...já me aconteceu!

Se não tiverem uma Joaninha. Podem usar um telemóvel por exemplo.

Com a certeza absoluta que durante o processo podem sujar as mãos e o telemóvel.

 

Ingredientes:

7g de fermento de padeiro.

1 colher de café de açúcar. Usei açúcar de coco.

200 ml de água. Depende se gostam do pão mais ou menos hidratado. Podem usar até 250 ml.

50 g de farinha de Quinoa.

50 g de farinha de Castanha.

50 g de farinha de Teff.

50 g de farinha de Amêndoa,

50 g de Polvilho Azedo.

Sal a gosto. Usei uma colher de café.

Uma colher de azeite. (opcional)

7 g de goma xantana. Em Portugal podem comprar no celeiro, no jumbo...

 

Recomendações importantes:

- Nunca se junta o fermento diretamente com o sal. Mata o fermento.

- A água deve estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está muito quente, esperem um pouco.

Mata o fermento.

- A água dever estar morna. Se colocarem o dedo e acharem que está fria, aqueçam um pouco. Não reativa o fermento.

- Algumas pessoas dizem que a goma xantana pode provocar alergias. Devem ter isso em conta. É feita de milho. No meu caso não notei qualquer tipo de reação.

- Data de validade do fermento.

 

 

1º Passo.

Numa tigela juntar o fermento e a colher de açúcar. Misturem tudo.

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 Depois juntamos a água e mexemos. Tem de ficar uma mistura homogénea.

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O fermento é um organismo vivo.

É um fungo.

Gosta de conforto.

Há alguma coisa melhor na vida que uma temperatura quentinha, e uma vida docinha?

Claro que não! Ora aí está, o fermento vai renascer.

Tapem a tigela com uma toalha.

E coloquem-no no local mais confortável da casa.

Não deve apanhar correntes de ar. Deve estar abrigado.

Por exemplo dentro de um forno microondas. (sem estar ligado, obviamente)

Ou numa marquise solarenga.

Não espreitem...

......deixem estar o fermento sossegado!

 

Chamem a Joaninha.

E esperem 15 minutos.

 

Entretanto, não vão ficar à espera do fermento. Vão pôr mãos à massa.

Pesar tudo.

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Juntar tudo.

Não esquecer o sal e a colher de azeite.

Com isto tudo já passaram 15 minutos.

O nosso fermento deve estar prontinho.

Deve estar com este aspeto.

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Se não notarem qualquer diferença do preparado anterior é porque não conseguiram reativar o fermento.

Nesse caso mais vale não usar.

Se usarem é provável que o pão não chegue nunca a pão.

Ou repetem a operação ou então troquem de fermento.

Deve ficar algo leitoso. E deve ter um cheiro próprio que só o fermento tem.

Juntem às farinhas, goma xantana, sal e azeite, o fermento e a água.

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E comessem a amassar. Podem fazê-lo com as mãos.

Não aconselho.

É uma massa sem glúten, pouco elástica.

Agarra-se a tudo e mais alguma coisa.

É horrivelmente peganhenta.

Eu costumo amassar com a batedeira.

Com as varas próprias para massas.

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Três a cinco minutos e está amassado.

Se acharem que querem pôr mais água acrescentem. Água morna. Sempre morna.

Sim, eu sei! Um aspeto horrível...

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Coloquem a massa dentro da forma.

Usei uma forma de bolo inglês.

Convém estar untada. Usei óleo de abacate. (podem usar de coco, azeite ou uma qualquer gordura)

Se por experiência própria souberem que na vossa forma fica tudo pegado podem optar por forra-la com papel vegetal.

No meu caso não é preciso.

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E sim, o aspeto horrível continua.

Tenham atenção se a massa está bem espalhada.

Tentem não formar buracos sem massa.

Podem alisar a massa molhando a mão com água e passando por cima.

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A massa vai levedar.

Coloquem a forma num local abrigado.

Pode ser onde colocaram o fermento anteriormente.

Tapem com uma toalha.

Não vale espreitar!

 

Chamem a Joaninha.

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Quando passarem os 50 minutos liguem o forno. 180º.

Chamem outra vez a joaninha e marquem 10 minutos.

O pão deve levedar num total de 60 minutos.

 

Passaram os 60 minutos e a massa deve ter crescido.

É sem glúten cresce sempre menos mas ainda assim...devem ver alguma difererença.

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Se quiserem e este passo é absolutamente opcional, podem colocar-lhe sementes.

Como fica um pão feio sempre ajuda a disfarçar.

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Neste caso coloquei nozes, sementes de abóbora e de girassol.

Não aconselho as nozes, têm tendência a queimar depressa.

Vai ao forno.

Depende do vosso forno.

O meu forno é o chamado adiantado mental.

Tem a triste ideia de queimar. Por isso anda entre os 160º e os 170º ao longo da cozedura.

Deve durar entre 40 a 60 minutos.

Podem chamar a Joaninha e marcar 20 minutos.

Se acharem que está muito torrado por cima tapem-no com papel vegetal.

Pelo menos na primeira, segunda vez podem usar, a partir daqui, a Joaninha de 10 em 10 minutos.

Com a repetição da receita facilmente se apercebem o tempo ideal de cozedura, no vosso forno.

Tirem do forno.

E desenformem quando quiserem.

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E quando estiver frio podem e devem provar. É bom!

Não fica muito alto.

Não fica muito bonito.

Mas o sabor vai compensar.

Podem cortá-lo em fatias e congelá-lo. Não perde qualidades.

Dizer que este passou o teste mais difícil.

O teste do ovo estrelado!

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Como nota final dizer que pode parecer muito difícil mas não é.

A primeira vez, será mais, mas facilmente entra na rotina e é como cozinhar outra coisa qualquer.

 

Atualização: se dobrarem a receita.

Fica um pão com um tamanho espectacular.

Parece mesmo um pão de forma daqueles que comprava antigamente.

Sem E's e cenas...

Aqui está ele. Barradinho com manteiga de amêndoa...

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terminado!

23.07.17, Joana Marques

Dizia eu neste post que não gostava muito de trabalhados.

Não há regra sem excepção e gostei deste.

É um trabalhado discreto.

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Usei o fio woolyboo da rosários 4. Cor 11. Agulhas de tricot número 5.

Este fio é composto por 50% de algodão, 35% de bambú e 15% lã.

É muito macio. Muito fácil de trabalhar.

 

Foi o primeiro esquema idealizado por mim.

E o resultado final foi este:

 

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64,43€ vezes dois...

21.07.17, Joana Marques

Não sou pessoa de hotéis. Detesto hotéis.

Para me sentir feliz preciso de me sentir em casa.

E sentir-me em casa nem sempre é fácil.

Pelo menos para mim que estive em Barcelona a viver, passei um mês na Grécia, de repente estava em Oslo.

Uma semana em Formentera, Barcelona novamente e aqui estou eu em Oslo outra vez.

 

A sensação de conforto que só uma casa sabe dar vai-se construindo.

Uma almofada aqui, uma mantinha ali. Um quadro na parede. Uma aguarela, etc.

Ao longo dos dias, semanas, meses vamos compondo o espaço.

E nem me demove saber que em finais de Outubro devo sair daqui.

E que até Outubro ainda devo passar por Barcelona várias vezes.

Não me demove porque a sensação de casa é muito importante para mim.

Ter as coisas dentro de malas e sacos à espera de me ir embora não funciona comigo.

Tem tudo de estar no lugar. No sitio que idealizei.

 

Ora a minha cozinha, aqui de Oslo, não tinha tudo o que precisava.

Faltava-lhe organização. E arrumação.

Uma cozinha tem de ser funcional.

Comecei por organizar o armário das panelas. Depois o dos pratos. Passei para as chávenas.

Dei uma volta nas caixas plásticas e nas tampas.

Um dos truques que aprendi ao longo do tempo é que a vida é muito curta para desesperar com caixas plásticas e tampas.

Se tivermos as caixas todas iguais.

Todas as tampas dão.

Fui ao Ikea comprar:

- pequenas: tampa azul.

- médias: tampa transparente.

- grande, só uma, para a sopa, tampa branca.

 

E depois faltava-me a arrumação.

A cozinha tem armários e duas prateleiras que não chegam para tudo o que preciso.

Comecei a pensar seriamente em adquirir mais duas prateleiras.

Só que a casa não é minha.

Quando fui ao Ikea andei por lá a ver prateleiras mas com as medidas que eu queria não encontrei.

 

Entretanto falei com a senhoria e perguntei se podia pôr duas prateleiras na cozinha.

Um dia apareceu aqui em casa porque não tinha percebido onde é que eu queria pôr as prateleiras.

O inglês dela, enfim.

O meu norueguês.....é uma maravilha mas não sei porquê ninguém percebe...

Estava um bocado indecisa.

Mostrei-lhe o meu sistema de arrumação de panelas. Pratos. Chávenas. E acabou por concordar.

 

Andei por aqui a ver. Perguntei. E fui parar a uma loja como o Aki. A diferença é que tem um nome impronunciável.

Lá comprei as prateleiras.

64,43€. Cada uma.

64,43€. Vezes dois.

Não contando com os 6 parafusos. Precisava de dez mas 4 estavam incluídos nas prateleiras.

Ah! E uma coisa muito glamourosa chamada bucha. Precisei de 6.

 

Pedi mais uma vez ajuda ao senhor boliviano que faz a manutenção lá no meu trabalho.

Emprestou-me um berbequim. Uma chave de fendas. E foi tudo o que precisei.

Umas medições. Um bocado de força. E uma tarde bem passada.

E um trabalho impecável!

Sou tão espetacular nestas coisas e tão fraquinha em spa's. E em compras. E zaras e cenas.

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A senhoria já cá veio ver a obra.

Ficou contente.

Reembolsou-me.

Os 64,43€ vezes dois, mais parafusos, mais buchas. É tudo por conta dela.

O melhor de dois mundos. É como ir à Disney e não pagar bilhete.

E sim, pegas verdes e brancas.

É a primeira coisa que faço quando chego a uma casa nova.

É o primeiro passo para me sentir em casa...

 

tricotar um xaile. Passo a passo!

20.07.17, Joana Marques

Adoro tricotar xailes.

Usá-los já é outra conversa.

Depois de já ter tricotado muitos xailes diferentes.

Cheguei ao meu xaile preferido.

Não de tricotar. Mas de usar.

 

Xailes muito trabalhados.

Gosto de os tricotar, apenas.

Usar, não consigo. Acabo por desmanchá-los ou oferecer-los a alguém.

 

Xailes simétricos. Que sejam um triângulo perfeito.

Tricoto-os sem problemas.

São xailes que se iniciam no centro e se vão acrescentando pontos em todas as voltas.

Não gosto de os usar.

Sinto sempre que falta uma parte do xaile.

Parece que fica muito pequeno.

Fica-se assim com qualquer coisa pendurada no pescoço...sem grande utilidade.

 

Para eu usar o xaile tem de ser assimétrico, com um ponto simples e tem de ser comprido.

Um xaile deste tipo é muito versátil.

Pode ser um xaile de Verão ou de Inverno. Conforme o fio que se escolha.

E pode ser usado de várias maneiras.

Se for comprido fica giro porque pode dar várias voltas. E como é assimétrico fica com efeitos engraçados.

Na maioria das vezes uso-o como se fosse um cachecol.

 

Depois de ter entrado no mundo dos xailes.

Acabei como comecei. O que eu mais gosto é o mais fácil de fazer.

Em ponto mousse. É feito todo em liga.

Já tinha explicado o esquema aqui.

Hoje acrescento fotos.

Ao longo da explicação aparecem também vídeos. Para ajudar na parte mais difícil.

Qualquer pessoa que saiba tricotar consegue. É só seguir o esquema.

 

Vamos a isso?

Começamos com 3 pontos na agulha.

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1ª carreira: é uma carreira ímpar.

Em todas as carreiras ímpares: tricotamos em liga todos os pontos e no último ponto fazemos um aumento.

Ficamos com 4 pontos na agulha.

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2ª carreira: é uma carreira par. 

Em todas as carreiras pares: tricotamos o primeiro ponto em liga. O segundo ponto fazemos um aumento. Tricotamos em liga todos os pontos até aos dois últimos. Estes dois últimos pontos, tricotamos juntos.

Continuamos com 4 pontos na agulha.

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3ª carreira: é uma carreira ímpar.

Em todas as carreiras ímpares: tricotamos em liga todos os pontos e no último ponto fazemos um aumento.

Ficamos com 5 pontos na agulha.

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4ª carreira: é uma carreira par. 

Em todas as carreiras pares: tricotamos o primeiro ponto em liga. O segundo ponto fazemos um aumento. Tricotamos em liga todos os pontos até aos dois últimos. Estes dois últimos pontos, tricotamos juntos.

Continuamos com 5 pontos na agulha.

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Se conseguiram chegar até aqui. Já têm o xaile praticamente pronto!

Porque agora é sempre igual até ao fim!!

Acreditem, começar é a parte pior....

 

Se continuarem sempre com o mesmo esquema.

O vosso xaile vai crescendo. Assimetricamente!

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(fio usado: woolybool, rosários4)

 

Quando parar?

Depende do que querem.

Depende do tamanho da pessoa que vai usar o xaile. E daquilo que pretendem.

Eu gosto dele muito comprido.

E largo.

Este que fiz, depois de bloqueado ficou com 42 cm por 2,25m.

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Para mim estas são as medidas certas para um xaile.

Depende sempre do fio usado.

Estas medidas servem essencialmente para nos guiarmos.

 

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No final. Bloquear o xaile.

E depois, é só usar!!

Não se esqueçam que podem aderir ao grupo handmade life e partilhar todos os vossos trabalhos!

Espero-vos lá!

 

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overnight. O pequeno almoço..

19.07.17, Joana Marques

Quando publiquei este post, percebi que o pequeno almoço deve ser uma dor de cabeça para muita gente.

Até hoje foi um dos post's com mais visualizações. Não tendo destaque. É porque foi mesmo importante.

 

Aqui há uns dias chegou-me aqui a casa este livro.

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Quando olhei para o titulo achei que podia não se adaptar a mim...

Eu não sou uma criança. Nem vivo com uma grande família. O livro é tudo de bom.

Comecei por folhear o livro. À pressa. E gostei logo muito dele.

Adapta-se perfeitamente ao meu estilo de vida.

Cheio de dicas e ideias.

Muitas receitas que aproveito. Praticamente todas. E muitas ideias para eu própria inventar as minhas receitas.

 

Uma das sugestões que mais gostei chama-se overnight.

E o que é um overnight?

É algo espetacular.

Resumidamente: já não há desculpas para comer mal porque não temos tempo de manhã, para fazer isto ou aquilo.

Este pequeno almoço faz-se na véspera.

Não vou deixar a receita do livro. Obviamente.

Vou deixar-vos com a minha versão que é diferente da do livro. Bastante diferente.

 

Na noite anterior, coloquei num copo uma dose de iogurte de coco.

Juntei-lhe granola. E frutos vermelhos.

Misturei tudo muito bem e esmaguei alguns frutos vermelhos.

No dia seguinte de manhã. Uma explosão de sabores. O doce da granola e da fruta sentia-se por toda a parte.

Para mim foi suficiente, mas para os mais comilões podem acrescentar um pão sem glúten barrado com manteiga de amêndoa, por exemplo.

Ou um ovo cozido. Não ao overnight, ao pequeno almoço...

Ou simplesmente duplicar a dose. Triplicar?

Se rebentarem...não me denunciem, se faz favor...

Rápido. Muito rápido.

Saudável. Muito saudável.

 

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E pensem em todas as conjugações que podem fazer.

Frutas.

Muitas frutas à disposição.

Granola.

E sementes.

Iogurtes de coco, amêndoa, cabra, kéfir, leite de coco.

O céu é o limite...

Vale tudo menos tirar olhos e usar iogurtes.....daqueles cheios de açúcar. BLHEC!

 

os noruegueses. Não percebem norueguês....

18.07.17, Joana Marques

Quando comecei a trabalhar tinha uma colega que era celíaca.

Nos anos 90, ser celíaco era mau.

Hoje em dia também é. Claro!

Mas hoje, há todo um mundo de alternativas.

Na altura as alternativas eram poucas e muito caras.

A Luísa, era assim que se chamava a minha colega, aproveitava todas as cidades por onde passávamos para procurar alternativas.

A grande luta da Luísa era conseguir fazer um bom pão.

Sem glúten e que tivesse sabor a pão.

 

Quase todas as semanas nos dava a provar um novo pão.

Variava o tamanho, a cor, a textura.

Uns melhores, outros piores mas a Luísa não desistia.

Infelizmente, perdi o rasto à Luísa.

Na altura não ligava muito.

Hoje dava-me muito jeito partilhar e conversar com a Luísa.

 

Contei aqui a receita que estava a usar no que diz respeito ao pão.

Fiz várias vezes.

Optei por fazer bolinhas e congelar.

Mas....não me satisfaz totalmente.

É diferente do pão, pão.

E um bom pão é imbatível.

A verdade é que cada vez sinto menos necessidade de comer pão.

Mas, há dias e dias. E há dias em que apetece.

 

Andava com uma ideia na cabeça.

Tentar cozinhar outros pães.

Outras receitas.

E tinha na minha cabeça um ingrediente que a Luísa falava muito: Goma Xantana.

Goma xantana serve para dar consistência à massa tal e qual como faz o glúten.

A ideia andava a vaguear na minha cabeça.

Ia e vinha.

E depois apoderou-se de mim.

Tarde demais. Já não estava em Barcelona. Tinha voltado para Oslo.

 

Fui ao supermercado.

E andei a ver os pães sem glúten.

Podia ser que se fizesse luz.

Não, não fez...

Não fazia ideia de como se dizia goma xantana em norueguês.

 

Quando na semana passada, estive na minha aula de norueguês, perguntei ao professor.

- Como se diz goma xantana em norueguês??

-

 

Resolvi ir ao tradutor do google.

E goma xantana em norueguês, é segundo o Google: xantangummi.

 

Saí de casa para passear o Vasco e passei numa loja, entrei e perguntei no meu melhor norueguês:

- Boa tarde. Tem xantangummi??

O Vasco.

- Uff?

A senhora da loja.

-

Ainda disse em inglês e em português.

Mas desatei-me a rir.

O ar da senhora da loja era demasiado cómico para eu ficar séria.

Saí da loja.

Insatisfeita? Não totalmente.

A norueguesa não percebeu o que eu disse, é certo.

Saí de lá sem goma xantana. Mas....

....alguém tinha percebido qualquer coisa do que eu tinha dito. Alguém tinha feito: Uff.

Nada mau...nem tudo estava perdido.

Bastava-me ir a uma loja e pedir para ser atendida por um cão...

 

Continuei a passear o Vasco.

E aparece à minha frente uma loja de produtos naturais.

Ou qualquer coisa do género.

Pelo que percebi em vez de venderem salsichas de carne.

Têm em stock montes de salsichas de soja, se procuramos bem....devemos encontrar com aloé vera...e assim.

 

Entrei.

Vi um homem.

Caneco...precisava mesmo era de um cão. Seja o que Deus quiser...

Preparei-me.

Respirei fundo.

E.

Perguntei, com o melhor norueguês de sempre.

Juro!

Melhor norueguês alguma vez falado na Noruega! Incluindo, Suécia e arredores....

- Boa tarde. Tem xantangummi??

Vasco.

- Uff!

- Não.

Ainda arrisquei e perguntei:

- Sabe onde se vende xantangummi?

- Não.

Foi um não, tão NÃO. Um não do tipo...

Se não vens comprar salsichas....não temos nada. Por favor, sai daqui. Sai daqui. Sai daqui.

 

 

Será que não percebeu o que lhe perguntei. Impossível.

Tinha falado na perfeição norueguês.

Também não saí insatisfeita de todo.

Se precisar de salsichas de soja, já sei onde há.

Acreditem....têm tantas!

Aquilo é coisa para render até ao Natal.......de 2034..

E....

Fiquei com a certeza que garantidamente eu e o Vasco partilhamos a mesma frequência.

Aquele uff, já não foi um uff de interrogação, foi um uff...estou-te a perceber.

Continua assim.

Estás no bom caminho.

 

Continuei o meu passeio.

E dou de caras com uma loja onde já fui.

Tem montes de coisas exóticas.

E é lá que consigo arranjar cocos e polvilho.

Tenho de pedir com antecedência. Mas dias depois tenho tudo à minha espera.

 

O Vasco não entrou. Não deixam. Ficou preso a um candeeiro.

- Boa tarde. Tem xantangummi??

O senhor sorriu e ausentou-se.

O meu coração explodiu de alegria. Goma Xantana, olé!

 

Falso alarme.

O senhor trouxe-me um saquinho de gomas em formato de urso.

Disse que não. Não era aquilo.

Peguei no Vasco e fui para casa.

Peguei no telefone e liguei para Lisboa.

Já vem a caminho....

 

Os noruegueses. Não percebem nada de norueguês.

Estou desconfiada que o Vasco percebe tudo.....

 

 

- Uff!

 

 

outlier....

17.07.17, Joana Marques

É um termo usado em Estatística.

É um valor atípico. Que difere muito. Para mais ou para menos. Sai completamente da norma.

Todos os gestores, como eu, conhecem-no bem. E não gostam muito dele.

 

Outlier.

Obriga-me a alterar. A mudar decisões que me roubaram horas e horas de trabalho.

Essa é a beleza do meu trabalho, também.

Adrenalina. Caos. E algumas vezes superação. Outras, só frustração.

Se pelo menos avisassem. Podiam enviar um sms!

- Jota, querida. Vou aparecer amanhã entre as 10h e as 11h..

Não. Aparecem simplesmente. E muitas vezes disfarçados. Para ver se passam despercebidos.

-Como eu vos odeio...outliers...

 

 

Há uns dias atrás, recebi um convite: de Pedro Correia.

Convidava-me a escrever um texto sobre o que eu quisesse. Com a dimensão que eu quisesse.

Para ser publicado no blog: "delito de opinião".

Sou seguidora do blog. Desde os primeiros tempos.

Gosto de o ler mas é muito diferente do Quiosque.

 

Nesse dia li-o com bastante mais atenção.

No lado direito do blog, estão o nome dos autores que lá escrevem.

O meu estado de alma mudou umas 50 vezes naquele dia.

Senti-me honrada, claro. Mas e o medo?

 

Comecei a pensar no que ia escrever.

Optei por algo com que me identifico.

Só que eu sou um outlier.

Sempre fui.

Estou sempre fora. Nunca sou a norma.

Por mais que tente.

Às vezes até me estou estou a encaixar. Um camaleão que acertou na cor. 

Só que é sol de pouca dura. Um interruptor que se liga. Ou desliga.

 

E pronto!

Fechem as portas à chave. Escondam o serviço de jantar...que aí vem ela. Eu!

 

 

Enviei ao Pedro, cheia de medo, o que tinha feito.

Diferente. Tão diferente.

Perdido por cem, perdido por mil.....

Podem espreitar.

E espero que gostem..

.....nem que seja um bocadinho pequenino....

 

Obrigada, Pedro!

Pelo convite e por abrir as portas a este outlier.....

... Saudações Leoninas!

 

granola feita em casa. É tudo de bom!

16.07.17, Joana Marques

Durante muito tempo comi cereais de pequeno almoço dos mais normais.

Comprava-os e comia-os, porque me sabiam bem.

Açúcar? Nunca foi uma preocupação minha. Ser processado. Muito menos.

 

Quando fiz o meu yorktest, comecei a verificar que praticamente todos os cereais de pequeno almoço estavam fora da minha alimentação.

Durante um tempo comprei corn flakes.

Encontrei uma ou outra marca que podia comer.

Misturava-os em iogurte por exemplo.

 

Mais tarde, descobri a granola.

Lia muito bem os rótulos.

E se na lista de ingredientes não constasse nada proibido para mim, era uma escolha certa!

Descobri uma granola que adorava. Esta.

Sempre que a encontrava no supermercado. Era minha.

Tinha dois contras. Era muito cara. E não era feita por mim.

Com o passar do tempo achei que devia começar a fazer a minha própria granola.

Depois de pesquisar receitas. Experimentar. Cheguei à receita que sigo normalmente.

 

Podemos colocar na granola tudo que o que quisermos.

- Sementes (sésamo, abóbora, girassol, chia, etc)

- Frutos secos (amêndoa, nozes, pinhões, avelãs, etc)

- Passas.

- Fruta desidratada.

 

 

Normalmente quando faço a granola, uso o que tenho, há mais tempo em casa.

Para que nada se estrague.

 

A regra que uso é:

- Para cada 500 g de secos, 200 g de mel e duas colheres de óleo de coco.

Passo os secos no liquidificador. Para triturar ligeiramente. Não queremos ter amêndoas inteiras mas também não queremos ter farinha.

Envolvo tudo em lume brando.

Espalho num tabuleiro previamente coberto com papel vegetal.

Coloco no forno. A 180º.

Vigiar com muita atenção.

De 5 em 5 minutos convém mexer.

Devem retirar do forno quando estiver dourada. Deve levar entre 20 a 30 minutos.

Quando retirarem do forno, convém continuar a mexer até arrefecer.

Quando estiver fria podem colocar dentro de um frasco.

 

Por muito boa seja a granola que compram, esta é muito melhor.

A que faço nunca tem aveia.

Porque não gosto de aveia.

Sei que é muito saudável mas ainda não faz parte das minhas preferências.

Vai com o tempo. Quem sabe um dia não é o meu ingrediente preferido.

 

Com o tempo começamos a perceber o que queremos encontrar na nossa granola.

O que gostamos mais.

Esta granola tem:

- 100 g de amêndoa;

- 100 g de nozes;

- 100 g de sementes de girassol;

- 100 g de sementes de abóbora;

- 50 g de sementes de sésamo;

- 25 g de sementes de papoila;

- 25 g de sementes de chia.

 

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Acompanhei com leite de coco e mirtilos.

E aqui está um snack bom e saudável.

 

se a vida te der limões.....

14.07.17, Joana Marques

E se a vida te der limões faz uma limonada.

Sempre ouvi dizer isto.

 

Fernando Pessoa dizia...

 "Pedras no caminho?

Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo"

 

 

A verdade é que a vida não me tem dado limões ultimamente.

Também não tenho encontrado pedras.

Uns grãos de areia aqui e ali. Mas nada que um duche não resolva...

 

 

É o cão.

O cão é que me presenteia todos os dias.

Não com limões...não!

Pedras? Também não!

Paus.

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Pode estar em Barcelona.

Pode estar em Oslo.

É raro o dia que não chegue a casa com um.

Segui o conselho de Fernando Pessoa. Comecei a guardá-los.

Não dá para um castelo. Nem tão pouco para uma limonada.

Deu para isto.

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Juntei-lhe três aguarelas. Pintadas por mim.

E pronto.

Quando tiver um castelo.

Posso mirá-las enquanto bebo uma limonada....

 

serendipity....

13.07.17, Joana Marques

"finding something beautiful without looking for it"

 

Vamos esquecer um livro?

Ou vários?

No restaurante.

No café.

Numa paragem de autocarro.

Numa estação de comboio. Num banco de jardim...

Não interessa o local. O importante é deixar o livro.

E esperar que alguém o encontre.

 

Este é o mote para uma ideia maravilhosa.

Não é minha, tenho pena.

Mas é tão boa, tão boa que tenho de fazer parte.

 

Deixei-o, num parque aqui perto da minha casa...

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Espero que quem o encontre fique feliz com o acaso deste dia.

Tenho esperança que vá parar às mãos certas.

Nunca o saberei. Faz parte do encanto.

 

 

Esqueça um livro. Espalhe conhecimento.

É um projeto a decorrer em alguns estados brasileiros. Com muitas participações.

E na Noruega....com a minha!

 

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