Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

eu não posso.

17.08.17, Joana Marques

Tenho estado por Barcelona.

Umas colegas minhas do trabalho gabaram muito uma quinta de produtos biológicos. Nos arredores de Barcelona.

Encomendamos por email e depois vamos lá buscar.

Um engano. Não gostei nada. A qualidade deixa muito a desejar.

 

O Vasco foi comigo.

 

Na volta do caminho.....

Ia numa estrada com 2 faixas.

A da direita, onde eu estava, ia ter a Barcelona.

A da esquerda, a outro lado qualquer. Não faço a mínima ideia.

Quem queria chegar a Barcelona tinha de, obviamente, ficar na faixa da direita.

 

Estavam 3 carros à minha frente.

O primeiro, um branquinho, estava na faixa da esquerda. Fez pisca. À ultima hora. Entrou na faixa da direita.

O carrinho do meio. Entrou no tempo certo na faixa da direita.

O carro que ia à minha frente. E que estava já na faixa da direita.

Fez pisca e saiu.

E fez pisca novamente e entrou.

Devia estar perdido.

Ou arrependeu-se.

 

Tive de travar.

Nada de especial.

A minha distância para o último carro era grande.

 

Atrás de mim.

Um carro. Quase me abalroou.

Olhei pelo retrovisor e estava a criatura a gesticular feito totó. E a buzinar.

"Buzino, logo existo"...

Nitidamente deve ter faltado às aulas de filosofia ou então é tão totó que não percebeu corretamente a mensagem de Descarte.

 

Continuei o caminho.

E fui ter a uma estrada com 3 faixas.

A minha faixa da direita converteu-se na faixa do meio.

Eis que aparece a criatura. Pela direita. A buzinar. A gritar.

Chamou-me de maluca para cima.

E insultou desde a minha mãe, pai, tias, tios e provavelmente o presidente da junta de freguesia de Carcavelos. 

 

Enganou-se. Se pensava que lhe ia responder.

Eu, não. Mas o cão passou-se.

Se o tivesse soltado. O Vasco tinha comido o homem. 

Continuei na minha vidinha. A tentar acalmar o cão.

O Vasco já tinha chamado o homem de maluco para cima.

 E tinha insultado a mãe, o pai, as tias, os tios e o presidente da junta de freguesia de totozisse de baixo.

 

Entretanto.

Buzina ao rubro. Do senhor totó.

Insultos de toda a espécie.

Ultrapassou-me pela direita.

Pôs-se à frente do meu carro. E travou a fundo.

É claro, que eu já estava preparada para isso.

Os inergúmeros são muito previsíveis. 

O cão estava doido. 

O cão já estava rouco.

Ia preso e comecei a ter medo que arrancasse o banco com o tamanho do protesto.

 

Infelizmente, não decorei a matricula.

Era um mercedes preto.

Matrícula portuguesa.

Uma criatura do sexo masculino. 40 anos. 45. Por aí.

 

Se teve tal comportamento.

É provável que o volte a ter.

Normalmente, a falta de inteligência e discernimento não é falha momentânea.

É para a vida. Digo eu.

Ou então é falta de atenção. E de amor...

Pobre totó. Ninguém gosta dele.

 

Peço-vos por favor.

Se encontrarem alguém no vosso caminho. Com esta descrição.

Abracem-no.

Peguem-lhe pela cintura.

E espetem-lhe um beijo na boca.

Eu infelizmente não posso. O Vasco arranca-lhe a cabeça.

 

conheçam. A Marta e o seu projeto...

16.08.17, Joana Marques

A Marta tem 46 anos. Casada. Dois filhos.

Mora e trabalha em Alverca. 

Para além de todas as tarefas que uma mulher e uma mãe tem de despachar todos os dias. O que lhe dá mesmo prazer é o projeto que iniciou há 12 anos.

Desde sempre. Se dedicou a todo o tipo de manualidades. Fimo. Madeiras. Telas. Etc.

Mas foi com umas camisolas que pintou para os filhos que começou mais a sério.

Com esses trabalhos vieram as encomendas. E parecendo que não faz toda a diferença.

Foi por esta altura que começou também a participar em feiras de artesanato.

 

Neste momento trabalha essencialmente com tecido.

Faz peças. Personalizadas.

Daquelas que fazem a diferença num enxoval de um bebé.

Se for menina...

12122537_1039421422757880_5876958856287083493_n.jpg

Se for menino...

1 (3) (4).jpg

Na nossa cozinha.

1 (6) (1).jpg

 

Na nossa carteira.

1 (5) (4).jpg

 E na organização dos nossos pequenos tesouros...

1 (8) (2).jpg

A Marta é:

- autodidata. 

- perfecionista.

- persistente.

Nota-se! Só assim se justifica o resultado final!

 

Confesso que tive muita dificuldade em escolher as fotos para colocar no post.

É só uma pequena amostra. Muito, muito pequena.

Desafio-vos a conhecer a obra na sua totalidade.

Podem visitar o blog. O facebook. O instagram.

 

 

Têm ou conhecem algum projeto. Querem que apareça por aqui? enviem um email para: joanatmarqueshr@sapo.pt

 

Não se esqueçam de acompanhar o nosso grupo handmade life no facebook!

 

 Nesta rubrica do Quiosque:

conheçam. A Cutchi

conheçam. A Feltros Linhas e Cia

 

 

Jaqueline. Mas podem chamar-me Jaq...

15.08.17, Joana Marques

Com todas as mudanças na minha alimentação.

Aos poucos fui descobrindo novos sabores. Mas também substitutos.

Se uma pessoa der um jantar em casa convém ter uma sobremesa à altura.

E fiquei muito feliz quando cheguei à receita do Grão Vasco.

 

E quando uma pessoa tem daquelas fomes?

Precisa de um doce ou mata a primeira pessoa que passa à frente.

Antigamente era fácil. 

Um chocolate. Milka. KitKat. Snickers.

Ou, bolachas.

 

E agora? Um quadrado de chocolate negro.

Apazigua um pouco mas há dias em que não é suficiente.

Não é. Não senhor!

 

Fiz-me à estrada. Ou melhor ao forno...e toca de experimentar 1001 combinações.

E comer bolachas. E mais bolachas. 

Umas melhores.

Outras piores.

Outras ainda, intragáveis.

 

O objetivo era simples. 

Encontrar uma receita. Com ingredientes bons. Com calorias, claro! Mas não calorias ocas. Daquelas com zero nutrientes.

Que fossem boas. Muito boas. Daquelas bolachas que comer uma é pouco. Porque são espetaculares.

E, passados uns dias ainda fossem comestíveis. 

 

E descobri. 

Chamam-se Jaquelines. Mas para os quiosquianos, amigos do peito são Jaq's.

E são assim...

jaq.jpgE a receita?

Simples. Muito simples.

Ingredientes:

2 ovos
120 g de óleo de coco
100 g de açúcar de coco
140 g de farinha de amêndoa
160 g de farinha de grão de bico. 
1 colher de chá de fermento 
Sal(opcional)
60 g de pedaços de chocolate (+75% de cacau)
(Coloquei no liquidificador, ficou em pó e por isso ficaram tão escuras.
Podem usar como pepitas.)
 
Bater os ovos com o óleo de coco.

Juntar todos os secos.
Juntar os secos com os ovos e o óleo de coco.
 
Colocar num tabuleiro, forrado com papel vegetal.
Untado com óleo de coco.
 
Bolinhas de massa.
Achatem-nas.
Forno.

7 minutos de forno a 180º .

Desligar o forno e deixar estar uns 10 a 15 minutos.

(no meu forno é assim..mas cose muito rápido)

 

O João já testou a receita.

Asseguro-vos. Está vivo. De boa saúde.

Continua do Benfica.

E diz que gostou.

E as dele ficaram assim:

jaqjoao.jpg

Sim.

Ficaram muito mais bonitas que as minhas! 

a caçadora de heranças...

14.08.17, Joana Marques

Convivo muito mal com a morte.

Com a minha mas sobretudo com a morte dos que me estão mais próximos.

Estremeço quando o telefone toca a horas estranhas.

E quando alguma coisa de diferente acontece. Acho que pode ser um sinal.

Eu sei que é parvo. Muito parvo.

A minha parte racional não compreende. É mais forte do que eu.

Tenho medo. Reajo mal. E volto a ter medo. 

Sou super, hiper hipocondríaca em relação aos meus.

E aviso-os.  E ralho com eles quando cometem erros gastronómicos por exemplo.

Sou mesmo, mesmo neurótica. E não há nada a fazer.

 

 

Quando tinha 13 anos. A minha avó Maria morreu.

De repente.

Num momento estava connosco. No outro seguinte já não.

Este acontecimento marcou a minha vida para sempre. E eu nunca mais fui a mesma.

Não superei. Nunca consegui.

Passado pouco tempo morreu o meu avô. E eu percebi que se pode morrer de amor.

E isso convive comigo todos os dias.

 

Para mim, ir a um funeral ou a um velório é horrível.

É claro que ninguém gosta.

E provavelmente sofrem tanto ou mais do que eu.

 

Mas de alguma maneira ou de outra, são menos expressivos.

Mesmo com pessoas que não me são próximas choro sempre baba e ranho.

Sem conseguir controlar o que quer que seja.

 

Na sexta feira. Foi um dia muito intenso no meu trabalho.

A meio do dia recebi um telefonema da minha tia Luz a dizer que o pai de um amigo tinha morrido.

Nos anos 70 os meus tios conheceram um casal de ingleses no Estoril. Ficaram amigos. 

A minha tia fez durante muitos anos parte da administração de uma instituição de solidariedade social.

Estes amigos ingleses contribuiram muito para a tal instituição.

Tinha estado umas 3 vezes com eles. Em casa dos meus tios. A última vez, há uns 15 anos.

 

Os meus tios estão de férias no Algarve. 

Os filhos foram de férias para fora do país e eles ficaram a tomar conta dos netos.

Para eles, seria dificil ir a Inglaterra ao funeral. E pediram-me a mim....

É claro. Disse que sim. 

Ao mesmo tempo. Disse sim. Ao mesmo tempo. Já tinha as lágrimas nos olhos. 

Fiquei logo ansiosa.

O funeral era em Edimburgo. Estava em Londres.

- Compra flores. Disse-me a minha tia.

Consegui sair do trabalho por uns minutos para ver das flores.

Segui o conselho de uns colegas e lá fui a uma loja indicada por eles.

Como não sei qual é a moda verão 2017. Funeralmente falando.

Segui as indicações da senhora da loja.

Saí de lá com uma palma. Cheirosa. Com umas fitas azuis.

Sou do Sporting. Não sou do FCP. Mas já estava por tudo...

 

No dia seguinte.

Saí às 4h da manhã de casa.

Eu e o cão.

A viagem era longa.

Fui fazendo o caminho com calma. Parei de hora em hora. Conforme podia.

Passeava o cão. 

Comia qualquer coisa.

Tudo sem pressas. Tinha tempo de chegar.

Mas sempre com o stress de ter de ir a um funeral.

Muito ansiosa. 

 

Já passava das 13h quando o GPS me diz que cheguei.

Parei em frente de um palacete.

Olhei para a propriedade. Murada. Um campo imenso. Tive tanta pena de não ser rica.

Já sabia que eram muito ricos. 

Confirmei que são muito, muito ricos.

Antes de entrar ainda passeei o Vasco. Que voltou para dentro do carro. E iniciou a sua querida e adorada sesta.

Tirei as flores do carro.

 

Dei o meu nome ao porteiro.

Os meus tios já tinham avisado que eu estaria lá a representá-los.

Indicou-me a entrada.

Eu linda e transtornada. Com as flores na mão.

Entrei na capela quando alguém me diz que não aceitam flores.

O senhor que morreu era ecologista e obviamente era contra este tipo de prática.

Disseram-me que o dinheiro devia ser canalizado para uma das muitas obras de solidariedade que o senhor patrocinava.

Pois claro! O que é que eu podia fazer??

Podia tentar vendê-las no OLX.

Ou pô-las no prego.

- Alguém quer comprar flores??? 

Não disse isso. Só pensei. Dei meia volta.

 

Voltei ao carro para deixar as flores.

Voltei a entrar.

Mais uma vez. Desgraçadamente infeliz. A explodir de tristeza.

Estava muita gente.

Tentei ver se encontrava os amigos dos meus tios.

Já não os via há uns bons anos. Deviam estar mudados. 

 

Lá dei com eles. 

Quando consegui chegar a eles já eu chorava desalmadamente. Entre fungadelas. Assoadelas.

Apresentei-me.

Quando disse quem eu era. Não devem ter percebido nada.

Lá me encostei a uma parede.

A chorar. Disfarçadamente.

Era a única pessoa a choramingar.

 

O senhor tinha 97 anos.

Vários problemas de saúde.

E por isso, foi uma morte mais ou menos previsível.

 

É claro que me tentei conter mas não deu. 

Nestas alturas. Nem pensar.

Choro ainda mais.

Choro por quem morreu.

Choro pelos familiares.

Choro pelo aquecimento global.

Choro pelos passarinhos órfãos.

Choro pelo estupor da Coreia do Norte que é feio como a morte.

Choro por isto e por aquilo.

Choro por tudo e por nada.

Choro. Ponto.

 

De repente sinto alguém a puxar-me o braço.

Um homem mais ou menos da minha idade puxa-me e arrasta-me para dentro de um cubículo.

E no meio do meu vale de lágrimas:

- Ouve lá. Aqui não há nada para ti. Vai-te embora ou chamo a polícia.

- O que o meu avô fazia era lá com ele. A nossa família não vai embarcar em nada do que possas dizer ou fazer. Não cedemos a chantagem.

Até que se fez luz. 

O rapazinho, neto do velhote.

Viu-me arranjadinha.

Ainda jovem.

Bonitinha.

Chorosa. 

2+2= 4.

Achou que eu era amante do velhinho. 

Aquele choro todo, só podia querer dizer isso.

A fingida, da Joana. Chorava. Para amolecer os corações. E depois.

ZZZZZZZZZZZZás...

Apanhava toda a gente desprevenida. E pumba. Escandaleira. 

- Onde é que está a minha herança???

 

 

Ainda assisti ao funeral e a todas as exéquias.

É claro que ficou tudo esclarecido.

E o neto pediu-me desculpa.

No final peguei no carro e fui para Manchester onde apanhei o avião para Barcelona.

E quando já estava no ar. Lembrei-me.

- Ó caneco! Esqueci-me das flores no porta bagagem.

 

Só espero que a pessoa que encontre as flores seja mais descontraída do que eu. 

Se fosse comigo ia achar que era um sinal.

E não iria dormir pelo menos durante um mês.

 

o desafio da Carol...

13.08.17, Joana Marques

A Carol desafiou-me a responder a estas 10 perguntas.

Obrigada, Carol!

Adoro desafios...

 

 

Oferecem-te uma viagem no tempo que não podes recusar. Viajas 10 anos para trás ou para a frente?

 

Teria de escolher 10 anos para trás.

Não que seja nostálgica com o passado. Ou que o queira mudar...

Saber o que se vai passar para a frente é que não.

A seu tempo saberei...

 

 

Um filme que te arrependes de ter visto?

 

 Vários.

 Sempre que vejo um filme de terror arrependo-me logo.

 

  

Prepara-te para fazer duas das escolhas mais difíceis deste mundo [ou talvez não]: um telemóvel com wi-fi mas sem carregador ou um telemóvel com carregador mas sem wi-fi?

 

  

Tenho de optar pelo telemóvel com carregador.

Ainda vejo o telemóvel como um aparelho que serve para telefonar.

E sem carregador. Não serve para muito....

 

Fotografar ou ser fotografada?

 

 

As fotos que eu tiro são as piores do mundo. 

Por isso é melhor ser fotografada.

Também não gosto muito...mas é menos mau!

 

 

Se tivesses obrigatoriamente de apagar o blog amanhã, qual era o título do último post que irias escrever no blog?

 

 

O meu blog já esteve com fim à vista muitas vezes. 

E quando sinto que vai acabar, ou terá menos conteúdos, costumo escrever um post a avisar.

Só que essa vontade de terminar o blog passa num instante e por isso os post's em que anuncio o fim, tornam-se ridículos...

Por isso, neste momento se ele terminasse por alguma razão não colocaria nada. 

Porque no segundo seguinte era provável que já tivesse mudado de ideias outra vez. 

 

 

Tens [ou já tiveste] alguma celebridade que consideres como o teu ídolo?

 

Sim.

Muitos.

Quase todos ligados ao Sporting.

 

Uma saída com amigos: discoteca até de madrugada ou jantar e ficam todos em casa a conversar?

 

Detesto discotecas.

Não frequento.

Jantar. Em casa. Com o meu grupo de amigos. É o meu programa preferido de sempre.

 

 

Qual foi a frase que alguém alguma vez te disse e que nunca esqueceste [não precisa de ser profunda, há frases que simplesmente nos ficam na cabeça]?

 

Há uma frase/lema que eu sigo na minha vida. 

 "Vai em frente. Tens medo? Vai com medo...

 Tem me ajudado muito. 

 O medo pode ser paralisante. Mas nunca devemos deixar de fazer algo por ter medo.

 

  

Quando estás no carro ouves rádio ou escolhes a música que queres ouvir?

 

 Música. 

 Quando estava em Portugal gostava de uma ou duas rádios.

 Só que às horas em que ia para o trabalho, a música era pouca.

 Muita publicidade. E depois montes de gente a falar. Tudo ao molho e fé em Deus. Para ver se tinham piada.

 Às vezes até têm. Outras é só deprimente.

 Música escolhida por mim. E estou segura.

  

Se pudesses voltar atrás no tempo e dizer alguma coisa que ficou por dizer [porque só te lembraste depois, é o que acontece sempre], o que dirias?

 

  

De certeza que não disse em todos os momentos, tudo o que queria dizer.

Mas na verdade não me lembro disso.

O passado é passado. 

O futuro é o futuro.

O que interessa é o agora.

 

 

E como tenho de indicar alguém.

Vou indicar o suspeito do costume. Divirto-me sempre a passar-lhe a batata quente.

Desculpa lá João.

E já agora.

E para ficar em família...

Bem-vinda aos desafios! Graça!

Respondam lá às dez perguntas se faz favor....

aqueles dias generosos....

12.08.17, Joana Marques

Há dias assim.

Dias que me surpreendem pela generosidade. Dos outros para comigo.

Ontem. Foi um deles. Hoje também.

 

Hermione.

O João diz que eu sou a Hermione do Crochet.

E enviou-me esta foto via messenger.

hermione.jpg

Ainda estava no trabalho.

Entro no facebook e dou de caras com esta publicação no grupo handmade life.

basdosta.jpg

basdosta2.jpg

Obrigada, Áurea!

NA NA NA NA NA BAS DOSTA

NA NA NA NA NA BAS DOSTA

 

 

Hoje, numa das paragens que fiz, da minha longa viagem.

Vejo que o José da Xã, me tinha dedicado o vídeo do golo do Sporting.

Neste post.

 

E de repente quando olho. Tenho um destaque.

destaque1.jpg

Obrigada a todos.

Pela generosidade. E por estarem aqui comigo....

em crochet. Passo a passo!

11.08.17, Joana Marques

Quando estamos a iniciar crochet ou tricot. O que é que nos dão para fazer??

Cachecóis. Um enjoo.

É um projeto quilométrico.

Demora imenso tempo.

E uma pessoa ou desiste.

Ou se atira do quarto andar...com o fio enrolado no pescoço.

 

Este é um projeto para iniciantes.

Muito simples.

Mas com imensas aplicações.

E é rápido de fazer.

 

Precisam de:

Fio à escolha.

Uma agulha adequada ao fio.

Um botão.

E o resto aparece por milagre.

 

Começam por fazer um anel mágico.

9 (25).JPG

 Dentro deste anel mágico 3 correntes.

9 (28).JPG

 E a seguir. Dois pontos altos.

9 (36).JPG

Juntamos duas correntes.

9 (37).JPG

 Seguidas de 3 pontos altos.

9 (41).JPG

Duas correntes. Três pontos altos. Duas correntes.

9 (43).JPG

Três pontos altos. Duas correntes.

9 (45).JPG

 E finalizamos a primeira carreira com um ponto baixíssimo.

9 (46).JPG

Se conseguiram chegar até aqui. Parabéns!

Já têm a vossa peça praticamente pronta. O resto é sempre igual.

 

2ª carreira:

3 correntes

9 (47).JPG

 3 pontos altos.

9 (49).JPG

Duas correntes.

9 (50).JPG

Um ponto alto.

9 (52).JPG

 Seguido de 4 pontos altos. (um total de 5 pontos altos).

Duas correntes.

9 (55).JPG

5 pontos altos.

Duas correntes.

5 pontos altos.

Duas correntes.

Um ponto alto.

9 (58).JPG

Concluir a volta com um ponto baixíssimo.

9 (59).JPG

3ª carreira.

Funciona da mesma forma.

3 correntes.

5 pontos altos.

Duas correntes.

7 pontos altos.

Duas correntes.

7 pontos altos....finalizar com um ponto alto e um ponto baixíssimo.

9 (60).JPG

Se continuarem com o mesmo método.

11 carreiras depois chegam a isto:

8 (14).JPG

Um quadrado de crochet.

Agora é só unir...

.....pelo avesso da peça.

8 (23).JPG

Outra união.

8 (26).JPG

 

 Depois de cosida.

Viram a peça pelo lado direito.

8 (28).JPG

Botão!

Onde quiserem.

8 (30).JPG

E podem alindar......

8 (1).JPG

Para este projeto usei o fio woolyboo, da Rosários 4. 

Esta carteirinha vai diretamente para a minha sobrinha Margarida.

Para guardar o seu boletim de vacinas.

Nasce em Outubro!

 

Se fizerem mais pequeno dá para colocar um telemóvel.

Maior, uma bolsinha para um tablet.

Com um fio nobre podem fazer uma clutch.

Se colocarem um cordão pode ser uma malinha.

A minha sobrinha de 12 anos tem várias. Com várias combinações de cores ficam muito giras!

 

Podem jogar com o botão.

Se colocarem mais acima ficará uma carteirinha quadrada.

Mais abaixo retangular.

Deixo aqui o esquema. Provavelmente é mais fácil de seguir que as minhas explicações e fotos...

 9 (19).JPG

Alguma dúvida....estou por cá...

estar fora do país. Responsabilidade!

10.08.17, Joana Marques

"não pergunte o que o seu país poderá fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo seu país."

 

Ouvi pela primeira vez esta frase ao meu pai. Estava a citar JFK. 

Nunca mais me esqueci dela.

Para mim faz todo o sentido.

E acho que o meu comportamento se foi moldando em torno dela.

 

Quando eu era miúda era um pequeno demónio à solta.

Fiz a cabeça em água aos meus pais e irmãos.

O mais extraordinário é que, quando passava férias em casa da minha avó ou em casa dos meus tios, o meu comportamento melhorava.

Quando a minha mãe nos ia buscar.

Não perguntava pela Sofia.

Não perguntava pelo Tiago.

A pergunta era sempre a mesma:

- Como é que se portou a Joana?

 

E levava as mãos à cabeça à espera do pior. Era com incredibilidade que ouvia...

- Portou-se bem.

Não era só a minha mãe que não acreditava.

O meu pai também ficava com um ar de desconfiado.

Tanto um como outro achavam que era dito, apenas, por simpatia. 

 

A verdade é que fora de casa era diferente.

E se eu me portasse mal? Era eu. Mas também os meus pais....

E desde muito nova que tomei consciência disso.

 

Tal e qual como agora.

Estando fora do país.

Sinto esse peso.

Se alguma coisa não correr bem, não sou só eu que estou em causa. Mas o meu país.

É muito fácil extrapolar. Generalizar. Dizer: 

- Os portugueses são todos assim.

 

Por isso.

Todos os dias me levanto com esse sentimento de responsabilidade.

De alguma forma,  o bom nome do país e do povo português depende um pouco de mim.

Todos os dias trabalho. Com isso no pensamento.

Para além das saudades.

Estar fora do país é também isto...é tentar ser sempre melhor!

Por mim, claro!

Mas também pelo país ao qual pertenço.

 

o melhor ovo Kinder. É este!

09.08.17, Joana Marques

abacate.jpg

(imagem retirada daqui)

 

Para mim, o abacate é um dos melhores alimentos que existe.

Tem imensos benefícios para a saúde.

Pele. Combate estrias, rugas e celulite.

Cabelo. Aumenta a hidratação e o brilho.

Cérebro. Estimula a circulação e aumenta a capacidade de concentração.

Dá energia. Habituei-me a comer abacate antes ou depois de correr. Antes, comia um chocolate...

 

Os dias em que como abacate correm melhor.

Não tenho muita explicação.

Sinto mais energia.

Boa disposição.

As minhas pilhas duracell duram...até ao dia seguinte.

Tem proteínas. Gorduras, o famoso omega 3. Fibras. Vitamina C. Vitamina A. Vitamina E. Ácido Fólico. Potássio. E fósforo.

 

Tem um problema. Um problema mínimo. Mesmo, mesmo pequenino.

Detesto o sabor.

E quanto mais como, mais detesto.

Assim ao ponto de olhar para o abacate e preferir atirar-me à ração do Vasco.

Até que encontrei a solução.

 

Smoothie. Verde!

- Uma banana.

- Uma maçã.

- Meio abacate.

- Uma mão cheia de rúcula.

- Uma colher de chá de kale. (opcional)

- polpa de meio limão.

- umas folhas de espinafre.

- Canela.

 

E voilá! Problema resolvido. 

Bebe-se muito bem. Sem qualquer tipo de sacrifício. 

E o abacate? Qual abacate?? Parece que não está lá....

 

...matei dois coelhos de uma só cajadada!

Como abacate!

Bónus! Ingiro uma quantidade considerável de outras coisas saudáveis...

O corpo agradece. 

sv.jpg

 

conheçam. A Feltro Linhas e Cia!

08.08.17, Joana Marques

A Feltro Linhas e Cia pertence à Áurea e à Paula.

Muito diferentes entre si. Diz que uma delas tem verdadeira vocação para linhas, agulhas e costura.

A outra diz que é mais bola. Mais Sporting 

Afinal, acho que não é bem assim.

Se olharmos para as peças.

E para todos os infinitos pormenores.

Arriscarei a dizer que o talento está dividido irmãmente pelas duas.

fantoches dedo_branca neve e sete anoes.jpg

A história da Feltro Linhas e Cia deve ser semelhante a muitas outras.

Aparece por acaso. E depois por acaso. Cresce. Porque tem qualidade.

E a qualidade? Nunca é por acaso.

coracoes_viana.jpg

No Natal. De 2012.

A Áurea e a Paula decidem presentear os amigos com algo feito por elas.

Pensaram em bolachas.

Mas como alguns amigos estão longe não era muito viável.

Acabaram por fazer, decorações de Natal, em feltro.

 

Devem ter gostado da experiência. Nunca mais pararam... 

Começaram a fazer corações de Viana. Sardinhas. Galos de Barcelos.

sardinha Lx 2013_2.jpg

Os amigos viram. Os amigos também quiseram...

E os amigos dos amigos.

E os amigos dos amigos dos amigos dos amigos...

Sabem como é?

Alguém diz a alguém. Que depois diz a mais alguém...o passa palavra vale mais que toda a publicidade do mundo.

 

.......ah! e depois aparece a Joana..

...que pede, suplica e implora....

- Oh! E se fizessem uma Joaninha como deve ser....

E assim nasceu a Bas Dosta...

joaninha_verde.jpg

Podem conhecer outros trabalhos da Feltro Linhas e Cia no facebook.

 

 Têm ou conhecem algum projeto artesanal. Querem que  apareça por aqui? enviem um email para: joanatmarqueshr@sapo.pt

 

Não se esqueçam de acompanhar o nosso grupo handmade life no facebook!

 

 Nesta rubrica do Quiosque:

conheçam. A Cutchi.

um cão. Às vezes faz a diferença...

07.08.17, Joana Marques

Na quinta-feira passada saí do trabalho pelas 18h.

Neste momento nem é trabalho, é formação.

O que me deixa num estado de nervos considerável.

O tempo que perco nesta formação é o tempo que não perco a trabalhar.

Tanto trabalho a acumular.

E eu estava tão bem lançada em Oslo.

Tudo certinho.

Tudo direitinho.

E agora esta formação.

 

Cheguei a casa. Passava pouco das 18h30.

Comecei a subir as escadas.

E ouvi. Lá ao longe. Um canídeo. Hiper contente. Aos saltos.

Vou subindo.

Até ao sexto andar, é muita escada para subir.

Quando já estou a alcançar o meu patamar vejo uma miúda sentada à minha porta. Teria uns 6 a 7 anos.

Caneco! Está uma miúda à minha porta.

  

Eu confesso. Frequento muitas lojas online. Etsy. Amazon. Fnac.

Juro pela minha saúde.

Não me lembrava nada, de ter encomendado uma criança.

  

Aproximo-me da porta e a pequena pergunta-me:

- Posso brincar com o teu cão?

 

Fiquei meia desorientada. Precisei de uns segundos para pensar...

Lembrei-me que a pequena devia ter mãe e perguntei por ela.

Afinal, são minhas vizinhas. Moram no quarto andar.

Desci com a menina. 

Toquei à campainha.

Apareceu a mãe da menina. Ficou com um ar muito surpreendido de me ver. A mim.

Mas sobretudo à filha. Por estar comigo, certamente!

  

A menina que se chama Sophie devia ter ido brincar com um miúdo que mora ao meu lado. 

Bateu à porta. Ninguém apareceu. 

Como tinha visto o Vasco num dos dias da semana.

Bateu à minha porta.

O Vasco deve ter resmungado qualquer coisa.

E a menina resolveu esperar à minha porta.

  

A mãe. Um olhar triste. Muito triste disse à Sophie para entrar em casa.

A menina com um olhar triste lá entrou.

Eu ia passear o Vasco. Disse à mãe que a menina nos podia acompanhar.

A mãe ficou dividida.

Por um lado disse que sim.

Por outro nem por isso. Queria ir às compras. E tinha receio de não estar quando voltássemos.

Disse-lhe que não tinha problema. Que tocava e se não tivesse lá ninguém a menina ficava em minha casa.

Subi as escadas com a menina.

Abri a porta.

Nem sei como é que o cão não tinha ido parar ao 7º andar.

Tais eram os saltos. Parecia que tinha uma cama elástica nas patas...

Peguei no cão. Descemos.

  

Percebi que havia ali qualquer coisa de errado.

Não pela menina. Que se portava como uma criança. Embora triste. Continuava a ser uma criança.

Mas pelo Vasco.

O Vasco portou-se lindamente ao lado dela.

E ele só se porta assim. Quando sabe de alguma coisa.

Muito paciente. Sem corridas doidas. Sem queixumes. Sem ares de diva. 

  

Voltei a casa.

Toquei no quarto andar. Ninguém.

Subi até ao sexto.

A menina sentou-se ao lado do Vasco. Brincaram.

Às tantas já andava por cima dele. Puxava-lhe o rabo. Ria-se. Uma diversão total.

Ele. 5 estrelas.

  

A campainha tocou.

Era a mãe.

Ao longe observou a filha e disse:

- Há um mês atrás o meu filho de 4 anos morreu. Leucemia. Não via a Sophie a rir-se desta maneira há muito tempo. 

  

E de repente percebi. O bom comportamento do Vasco.

Sophie tem vindo para cá brincar com o Vasco. E têm-se divertido os dois...

...porque este cão sabe sempre estar à altura......

 ....e fazer a diferença quando é preciso. 

 vascoesophie.jpg

 

lar. Doce lar...

06.08.17, Joana Marques

5 de Agosto de 2003

Tinha 22 anos. Era uma miúda.

Trabalhava desde os 17. No mesmo sítio. Ou seja pelo mundo.

Era hospedeira. E tinha amor à camisola.

Nesse dia. Fez ontem 14 anos. Fui chamada de urgência. Às 20h.

Lá fui. Precisavam de mim num voo. Madrid.

Nem costumava fazer Madrid. Mas se precisavam de mim. Estava pronta a servir a minha empresa. Como sempre.

Tinha tido uma semana alucinante. Daquelas sem horários. Sem rotina.

Este bónus não vinha a calhar. Mas...

Ainda por cima, teria de ficar lá para o dia seguinte.

Tudo bem. Desde que conseguisse chegar a tempo.

A tempo de ver a história a ser feita. A tempo de participar na história.

 

 

 

6 de Agosto de 2003.

Acordei cedo. Em Madrid.

Hoje era um grande dia.

Daqui a pouco estaria em Lisboa.

E mal podia esperar.

Tinha crescido no velhinho Estádio José de Alvalade.

Lembro-me de esfolar lá os joelhos por ser uma bruta a correr entre as bancadas.

Naqueles últimos anos diferentes estados de espírito. Passaram por mim.

Deixar o Estádio antigo partiu-me o coração. Mas é assim...

Por outro lado tinha de o deixar ir. Era bom sinal. Era sinal de evolução. E quem está parado morre.

Há 14 anos atrás o novo estádio foi inaugurado.

A nossa casa.

O nosso futuro.

 

 

Eram 12h. Devia estar a sair de Madrid.

Eram 12h30 quando o comandante nos disse que iríamos sair mais tarde.

Eram 13h. E mal podia respirar.

Eram 14h. E mal conseguia pensar. Tinha a aflição estampada no olhar.

Chegámos a Lisboa às 17h30. Mais ou menos. Com várias horas de atraso.

Quando me despachei de todas as tarefas.

Supliquei por boleia. Pedi a um colega meu que tinha uma mota que me levasse.

Do aeroporto a Alvalade é um tirinho. 

E de mota. É mesmo já ali.

De mota. Sem capacete. E com o meu colega a praguejar.

Eu sei que não se faz. Mas vale tudo pelo Sporting.

 

Cheguei a horas.

Ainda com o coração na boca. Mas não interessa. 

Estive lá.

Fiz parte da história.

Juntei-me à minha família toda.

Pais. Irmãos. Cunhado. Sobrinhos. Tios. Primos. Amigos.

E a todos os outros. Sendo sportinguistas. São também meus amigos. Família, portanto.

Foi um dos dias mais bonitos da minha vida.

O dia da nossa casa.

A partir desse dia, já perdi a conta das vezes que lá fui.

Para mim é um lugar único do mundo.

Nunca fui tão feliz num lugar como sou ali.

É só entrar. Que me sinto em casa! Lar, doce lar....

A nossa casa faz hoje 14 anos. 

E eu estive lá.

 

a segurança. E as suas falhas!

04.08.17, Joana Marques

Já esta semana num outro post escrevi que estou em Londres.

Foi no post que contei como o Vasco foi roubado. Por um pássaro.

 

A minha empresa tem apresentado ao longo do tempo algumas falhas de segurança. Algumas graves.

Decidiram tratar do assunto. E fomos todos chamados para fazer formação.

Não ao mesmo tempo, claro.

Esta semana calhou-me a mim.

 

Antes, entrava e saía de alguns sectores da minha empresa com um cartão.

Em Oslo, a minha empresa sou eu. Só eu.

Mas mesmo assim, tinha um cartão que estava de acordo com o sistema de Oslo.

 

Em Barcelona já somos mais. E lá tinha eu e os outros, o cartão.

O cartão dava-nos acesso a todos os sectores para os quais tinhamos permissão para entrar.

 

Tudo mudou.

A impressão digital lidera.

Um sistema moderno. Feito por grandes génios do século XXI.

Um leitor capaz de ler as impressões digitais, os números do euromilhões de Janeiro de 2032 e o número de pedras nos rins que eu terei na próxima reencarnação.

No primeiro dia, apareceu o engenheiro número 1.

Que nos explicou tudo e tudo.

Como é que funciona.

As vantagens.

E é infalível.

O engenheiro número 1 não previu que no meio da multidão estivesse a rapariga portuguesa.

Com mãos de camionista.

Mentira!

Até tenho umas mãos macias. 

Só que de tanto trabalhar com estas mãos.

Pintar.

Aplicar tintas.

Solventes.

Diluentes.

Lixar madeiras...etc.

As mãos pelos vistos recentem-se de alguma forma.

  

O engenheiro número 1 não acredita na falha do sistema e inspeciona as mãos da rapariga portuguesa.

E pede para mais uma vez colocar os indicadores no sensor.

Nada.

O engenheiro número 1, chama o engenheiro número 2.

O engenheiro número 2 não acredita.

E diz para a rapariga portuguesa passar com os indicadores no sensor.

A rapariga portuguesa passa os indicadores no sensor.

O sensor fica vermelho.

Quer dizer que leu tanto as impressões digitais da rapariga portuguesa como as do Pai Natal.

Passa outra vez.

Vermelho.

O engenheiro número 2 não quer acreditar.

Pega nas mãos da rapariga portuguesa e olha atentamente.

O engenheiro número 2 diz para o engenheiro número 1 que as mãos são normais.

A rapariga portuguesa está a morder partes da boca para não se desmanchar a rir.

O engenheiro número 2 pede para a rapariga portuguesa pôr os indicadores.

Vermelho.

A máquina foi a arranjar.

 

Novo dia. Novo amanhecer.

Pequena multidão passa pelo sensor.

Verde!

Engenheiro número 1 contente da vida.

Rapariga portuguesa passa pelo sensor.

Vermelho.

Engenheiro número 1, chama engenheiro número 2.

Engenheiro número 2 pede para a rapariga portuguesa colocar os indicadores.

Vermelho.

Engenheiro número 2 em desespero pede para a rapariga portuguesa colocar os dedos do meio no sensor. Os dedos da asneira.

Vermelho.

Engenheiro número 2 pede à rapariga portuguesa para lavar as mãos com um liquido que cheira a mofo.

Rapariga portuguesa lava as mãos.

Engenheiro número 2 pede à rapariga portuguesa para colocar os indicadores.

Vermelho.

Dedos da asneira.

Vermelho.

Engenheiro número 2 chama engenheiro número 3.

Engenheiro número 3 não acredita. E rapariga portuguesa volta a pôr os indicadores.

Vermelho.

Dedos da asneira.

Vermelho.

Anelares.

Vermelho.

Mindinhos.

Vermelho.

Fui salva pelo polegar esquerdo.

O engenheiro número 1 sorri.

O engenheiro número 2 faz um ar competente.

E o engenheiro número 3 acha que foi ele que salvou a situação.

A semana vai correndo.

E a rapariga portuguesa entra na empresa o resto dos dias com o polegar esquerdo.

 

Só que...a rapariga portuguesa está em casa dos tios.

E os tios têm uma sapateira descolada.

Rapariga portuguesa telefona à tia e pergunta se pode colar a sapateira.

Porque rapariga portuguesa não consegue viver assim...

Com o aval da tia, rapariga portuguesa compra super cola 3.

E cola a sapateira. E os dedos.

E não consegue tirar a cola com água. E liga à tia para saber onde tem o álcool.

A tia diz que não há. Há acetona.

Rapariga portuguesa tenta acetona. Não sai.

Rapariga portuguesa compra álcool. E usa-o.

Não sai tudo com o álcool mas disfarça.

Mas rapariga portuguesa sente a cola no polegar e indicador esquerdos.

Rapariga portuguesa vai trabalhar.

 

A multidão passa pelo sensor.

Verde.

O polegar esquerdo da rapariga portuguesa passa pelo sensor.

Vermelho.

O engenheiro número 1 chama o engenheiro número 2.

O engenheiro número 2 chama o engenheiro número 3.

O engenheiro número 3 chama Deus.

A máquina foi a arranjar.

...estou mesmo a ver que para a semana vou ter de entrar com os pés....

 

isto de ter um blog....

03.08.17, Joana Marques

Num impulso criei este blog. Um segundo.

No segundo seguinte já tinha o nome e tudo.

Dois minutos depois já estava a escrever o primeiro post.

No sapo é assim. Fácil, muito fácil criar um blog.

O que eu não estava a contar era criar uma empatia tão grande com as pessoas que por aqui passam.

Sou normalmente uma pessoa de trato acessível. Mas considerar amigo...é outra coisa.

Um ano depois posso dizer que conheci por aqui pessoas que guardo e guardarei no coração.

Algumas visitam-me todos os dias. Ou quando podem.

Umas deixam o seu favorito. Outras o seu comentário.

Outras escrevem textos tão simpáticos como a Catarina, na passada sexta feira.

 

Hoje foi a vez da Cátia. Espreitem lá o que escreveu sobre mim....

 

Isto de ter um blog é assim.....

....é virtual?

Nem por isso...para mim é cada vez mais real!

Porque faz parte da minha vida...todos os dias!