Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

eu já sei norueguês....

14.09.17, Joana Marques

Mentira!

Não sei nada....

 

Depois da primeira aventura. E da segunda.

Tudo estabilizou. E foi correndo.

Interrompi as aulas para ir de férias. E no tempo em que fiquei em Barcelona. Mas não deixei de praticar.

Em Barcelona inscrevi-me num Instituto de línguas. Com um método diferente.

Vou lá e estou o tempo que quiser. Aprendo sozinha e ao meu ritmo. Se precisar de um professor para tirar dúvidas tenho de marcar.

Voltei para a Noruega.

O meu professor estava de férias. Fui durante esse tempo acompanhada por outra professora.

Fui estudando em casa. E mostrando o trabalho feito.

Na forma escrita já me vou safando.

Na oralidade.....sem comentários. É melhor nem falar....

Entretanto voltei às aulas tradicionais esta semana.

 

Estou na fase em que acho que  já sei alguma coisa. Mas não sei nada.

 

Como sou uma pessoa sem noção do ridículo.

Divirto-me! A entrar em lojas e pedir algo. Em norueguês. 

 

- Notter. (nozes)

-

Nunca percebem à primeira! Incrível!

 

- Notter. (nozes)

- Noter! (notas)

E aparecem com notas porque acham que eu quero trocar dinheiro....

 

este post não é a canção das doce...

13.09.17, Joana Marques

Ontem,

O jogo. O passeio com o cão. O frio.

0-3

1-3

2-3

Vou ou fico?

Acabou o jogo. Vou.

Jantei. O cão nem comeu. Aquele passeio tão longo. Deixou-o extenuado. E foi dormir.

 

Meia noite, deitei-me.

Ainda peguei no meu livro.

E adormeci.

 

Uma da manhã!

 

A minha cama é invadida. Por quem??

- Keanu Reeves.

- Não. Foi pelo cão....

Espraiou-se cama fora. E ganiu numa aflição desmedida.

Eu, à beira de uma síncope acendi a luz do candeeiro. O cão esticadinho.

- Deve ser da barriga. Pensei eu.

E toca de lhe ir apalpando a barriga. Para detetar onde, como e porquê?

Qualquer sitio que eu tocasse gania. Muito. E uma espécie de soluçar. Uma aflição pegada.

Um ar muito aflito.

Os meus pais acordaram.

Os três, às aranhas. O que é? O que não é?

3 pessoas com ideias. Todas parvas. E um cão que não sabe falar...

 

Tentei que o Vasco se levantasse.

Recusou.

- Deve estar magoado numa pata. Disse o meu pai.

Comecei a examinar. Unhas, dedos, patas, pernas. Tudo. Em tudo o que eu tocava o cão gania.

Estranho.

 

Duas da manhã!

 

- Será que ele viu uma aranha?

Eu, a minha mãe e o meu pai. De rabo para o ar a examinar a casa toda. Cozinha. Casa de banho. Sala. Entrada.

Nada.

- Ele tem medo de mais algum bicho? Perguntou a minha mãe.

- Não sei bem. Acho que não vai à bola com lagartixas.

Digo eu.

A minha mãe entra em pânico só de pensar que pode estar alguma entre nós.

- Osgas. Também não. Rastejantes, não aprecia. Mas gosta de ratos, por exemplo.

A minha mãe quase chamou o corpo de bombeiros.

Só para prevenir que era socorrida.

- E baratas? Pergunta o meu pai.

- Não tem medo. Até gosta de brincar com elas.

Esta informação foi demais para a minha mãe. Penso que nunca mais será a mesma...

 

Chamei o Vasco.

Lá saiu da minha cama e veio ter comigo. Mas a aflição continuava.

Já ponderava pegar no cão e ir com ele a um veterinário.

Pela Noruega fora....

A tocar às campainhas...

- Olá, sabe-me dizer onde fica o veterinário mais próximo?? Aberto às duas da manhã??

 

Como ele veio ter comigo. E andava bem. Não podia ser da parte das patas e companhia.

Mas se eu lhe tocasse no pêlo da pata direita. Era uma chinfrineira do caneco.

 

três da manhã!

 

- Dá-lhe a comida preferida. Disse a minha mãe.

Não aceitou. Tal era a aflição.

Um cão que consegue comer uma embalagem de guardanapos em 5 minutos. Não queria comer...

Voltei à primeira hipótese. Barriga.

Toca de apalpar aqui. Ali.

O drama. O horror. E a tragédia. E um cão ofendido. A ganir. A soluçar. E a gemer por tudo quanto é sitio...

- É melhor ir passear com ele. Pode ter um desarranjo qualquer. E não me apetece nada, andar a limpar nhanhas castanhas e com cheiro a cocó a esta hora do dia...

Vesti-me. Como se fosse para a Sibéria.

 

quatro da manhã

 

Lá o convenço a sair comigo.

Tanto é o alarido.

Pego nele ao colo.

Se estivesse à espera que descesse a escada, ainda agora estava entre o segundo e o terceiro andar.

Moro no terceiro.

O meu pai vai à frente para abrir a porta da rua.

Joaninha, voa voa. Escada abaixo. Com um cão ao colo.

O mais rápido que consegui.

Ponho o cão fora do prédio.

O meu pai acompanhou-me porque achava que eu podia ser raptada.

Ou roubada.

Ou qualquer coisa terminada em "ada".

 

Saímos do jardim que faz parte do meu prédio.

O cão faz xixi. Vamos falando com ele. E eu com o meu pai. O meu pai comigo.

Vasco para aqui. Vasquinho para ali.

E Vasquinho. Contente da vida.

 

E eu percebi...

 

Soluços. O Vasco tinha estado com soluços.

Quem nunca ficou descompensado quando teve um ataque do soluços que atire a primeira pedra!!

 

 

quatro horas e meia da manhã

 

Voltámos a casa.

Voltámos a dormir.

5h30...o meu despertador estava ao serviço!

Pontual!

Como sempre.

 

 

 este post não é a canção das doce...

não foi bem bom!

eu cá não sou supersticiosa...

12.09.17, Joana Marques

Na minha vida. Pessoal. Profissional. Não acredito em nada.

Acredito no poder do café. 

Com as mudanças alimentares já não preciso dessa muleta.

Neste momento, acredito no que sempre acreditei.

No trabalho. Empenho. E mais trabalho. Alguma inspiração.

E às vezes não chega. E o que se deve fazer?

Ainda mais trabalho!

 

No que diz respeito ao Sporting. Tudo muda.

Acho que tudo é um sinal.

Deixei de ouvir os relatos na TSF porque o Sporting uma vez não ganhou.

E comecei a ouvir na Antena 1. E desde que ouço na Antena 1, nunca perdeu.

Não ouço os relatos sempre. Só às vezes. Mas têm de ser na Antena 1!

 

Este ano temos a Bas Dosta. 

A Joaninha feita pela Áurea e pela Paula.

basdosta.jpg

A Bas Dosta foi uma vez ao estádio.

Ganhámos mas não foi muito convincente.

Voltou a sair de casa noutro jogo.

Não correu muito bem.

Um dia ficou dentro da caixa e o Sporting ganhou 5-0. 

E pronto. Assim se decidiu que Bas Dosta até ao final da época vai permanecer sossegadita.

E fechada. 

Não se mexe nem para limpar o pó.

A Áurea e a Paula são boas pessoas.

E devem perceber mais ou menos a minha angustia. Lá a têm trancada!

 

Hoje.

O jogo ia começar. 

E quem é que quer ir à rua????

Vasco!

- Agora??

- Claro que é agora!

- Não aguentas 45 minutos??

- Olha esta...claro que não aguento. Quero ir à rua. Quero ir à rua. Quero ir à rua. Quero ir à rua. 

 

Já o tinha levado à rua às 15h e pouco, quando cheguei a casa.

E às 18h30. Já com o Sporting e o jogo no horizonte.

Mas a bexiga deste cão não contempla jogos de futebol.

Nem sequer o Bas Dost.

O que é inexplicável!

 

Lá fomos os dois.

Xixi, aqui. Cocó, acolá.

Mais uma volta ao quarteirão.

E o jogo entretanto deve ter começado.

Já eu tinha passado do estado conformado.

Para o estado de abstração total.

E pensava noutra coisa qualquer. 

 

Recebo uma mensagem do João Farinha a dizer que o Sporting estava a ganhar.

E esta? O Sporting está a ganhar.

Outro golo. Gelson.

2-0

Pensei.

- Vou mas é ficar na rua até o jogo acabar. Isto de eu estar ao frio está a dar sorte.

E lá fiquei eu. E o cão. 

A criar raízes. 

 

Não queria arriscar.

Ou melhor...até arrisquei! Uma pneumonia. Mas foi por amor. 💚

Porque em Oslo...enfim. O tempo....não vamos falar sobre isso!

 

E o final! 

Dramático, ou não fosse o Sporting.

1-3

2-3

E eu já não sabia se ficava ao frio ou ia para casa.

Aguentei-me....

 

Eu cá não sou supersticiosa. Nada. 

Só, sou muito...

...em circunstâncias especiais! 

 

o cúmulo....

12.09.17, Joana Marques

....do otimismo, é!

 

De manhã.

Enquanto estou a ser acordada de forma abrupta e violenta pelo cão.

Naquele momento em que ainda não estou acordada mas também já não estou a dormir.

 

Pensar...

....que bom...hoje é sábado...

 

 

nunca é....

conheçam. ClaudyCostura

12.09.17, Joana Marques

A Cláudia. 39 anos. Tem desde sempre uma grande paixão pela costura.

Nem sempre é fácil dedicarmos-nos a 100% às nossas paixões. 

Se cruzarmos os braços, então não é fácil nem difícil.

A Cláudia foi em frente. E conseguiu agarrar o sonho!

Arregaçou as mangas e criou o seu próprio projeto.

Tem uma filha. E já se sabe que para os nossos há sempre tempo.

 

Foi por aqui que começou.

Como a filha faz patinagem, começou por criar o seu equipamento de treino.

E como diz o outro, passito a passito. 

Toca de criar o equipamento de competição.

foto5.jpg

Foi-se aperfeiçoando.

Aprendendo.

E hoje cria peças para a filha.

Para ela, também.

E para quem quiser.

foto 3.JPG

Roupa prática e confortável como convém.

Com tecidos diferentes.

21369534_1524895304263490_3201685160125281117_n.jpg

É tão deprimente quando andamos todos de igual....

A Cláudia faz tudo. E isto é comum a todas as pessoas e projetos que tenho divulgado. 

Arrisco a dizer que este projeto é o segundo filho da Cláudia.

E a sorte que teve???

A modelo escolhida é linda....💚

foto 6.JPG

Podem seguir o trabalho da Cláudia no facebook.

E no instagram.

 

 

Têm ou conhecem algum projeto. Querem que apareça por aqui? enviem um email para: joanatmarqueshr@sapo.pt

 

Não se esqueçam de acompanhar o nosso grupo handmade life no facebook!

 

 Nesta rubrica do Quiosque:

conheçam. A Cutchi

conheçam. A Feltros Linhas e Cia

conheçam. A Marta e o seu projeto.

conheçam. Beijos de Algodão.

 

Sobral de Monte Agraço já tem um parque infantil...

11.09.17, Joana Marques

Quem se lembra desta famosa frase?

Ou melhor, quem é que daqui tem uma certa idade para se lembrar disto??

 

Para os mais novos a explicação.

Esta frase aparecia num anúncio a um detergente de roupa.

O spot publicitário contava a história de como a terra não tinha um parque infantil.

Construiram um parque infantil.

Sujaram-se, na construção. Mas lá estava o detergente da roupa para salvar a situação.

E assim, concluía-se no final que Sobral de Monte Agraço já tinha um parque infantil.

 

Esta frase ficou sempre na minha memória. 

Até porque em casa, usávamos e abusávamos dela.

E porque raio é que eu me fui lembrar de tal coisa???

 

Porque.

Eu, Joana tenho finalmente um coração verde. 💚

Quem é cliente aqui do quiosque, se calhar recorda-se deste meu pedido!

Sempre foi uma necessidade. Mesmo, mesmo necessidade. Ter um coração verde  (💚).

Sendo eu sportinguista. É deprimente andar a usar a concorrência.

É claro que fiz o post.

Sem expectativas.

Embora às vezes, confesso, espreite a caixinha das figurinhas aqui do sapo.

Nunca se sabe. Embora eu saiba que não.

 

Não é que no meu post de sexta a desconhecida comenta com um coração verde. (💚).

Não sei de onde veio. O que interessa é que apareceu.

E eu, fiz ctrl c e ctrl v e consegui pagar na mesma moeda. 

Toma lá 💚. Dá cá 💚.

 

Obrigada. Obrigada. Obrigada.

Sobral de Monte Agraço já tem um parque infantil.

E, Joaninha Marques já tem o seu 💚.

 

Em agradecimento e em honra à desconhecida, esta semana, em todos os comentário lá estará um 💚.

 

 

Já li. Vou ler...

10.09.17, Joana Marques

Devoradora de livros durante uma boa parte da vida.

Naquele tempo, em que o tempo chegava para tudo.

As férias rendiam. Os fins de semana também.

 

Este ano obriguei-me a ler mais. E tenho cumprido.

Aos poucos adquiro, novamente o prazer da leitura.

Tinha ficado perdido....lá para trás. Nem sem bem quando.

 

Acabei de ler este livro.

4 (2) (1).JPG

A surpreendente história de uma mulher.

Muito diferente das mulheres do seu tempo.

Finais do século XIX. Inícios do século XX.

Uma vida mais preenchida que a vida de muitas de nós.

Sem duvida, uma boa descoberta.

 

Vou ler.

Este.

4 (3).JPG

Muito curiosa para saber o que me reserva. 

 

E vocês o que estão a ler?

Sugestões de leitura? O que recomendam?? 

💚

a sócia n.º4

08.09.17, Joana Marques

Maria de lourdes Borges de Castro.

Destacou-se no Sporting em ginástica. Pertenceu à primeira equipa que conquistou o campeonato nacional.

Adepta de atletismo. Acabou por ingressar também na equipa de vólei e de natação do clube.

 

Teve uma educação muito moderna. Tendo em conta a época em que foi menina.

Adepta fervorosa. Sportinguista.

Diversas vezes distinguida. Prémio Stromp. Leão de ouro. Leão de Ouro com Palma.

 

Em 2010 saltou de paraquedas. Com 84 anos. Uma leoa. De verdade! 

 

Sócia do clube desde o dia em que nasceu. Era a sócia mais antiga do Sporting. Mas também do país.

Filha de um dos primeiros associados. O seu pai, Humberto, sócio desde 1906. Tinha ele 12 anos.

 

Tinha 94 anos. E deixou-nos.

Um dia triste para nós. Que somos Sporting.

 

Uma estrelinha verde. Outra. Para nos ajudar a iluminar o nosso caminho.

 

marialourdes.jpg

 

caldo de osso! Porquê? (post com receita)

07.09.17, Joana Marques

Quando tinha 15 anos fui a um otorrino.

Andava com dores de garganta. E tinha amigdalites umas atrás das outras.

Nasci na década de 80. Mesmo no início.

E nessa altura as pessoas com 15 anos eram completamente autónomas.

Fui sozinha.

Mandou-me fazer análises e um ou outro exame (já não me recordo bem o quê).

Receitou-me qualquer coisa para o meu mal. E adeus.

 

Voltei para mostrar os resultados. Sozinha, pois claro.

O senhor olhou para os exames.

Para a minha garganta.

Já com o tratamento feito.

E disse-me que o melhor seria tirar as amígdalas.

Disse-me para falar com os meu pais.

Que não era urgente mas era aconselhável. E que podíamos esperar para as minhas férias escolares.

Disse que sim. Pois claro.

Pernas para que vos quero. Saí de lá a correr antes que ele viesse atrás das minhas amígdalas.

Cheguei a casa e disse que estava tudo bem.

Resumindo e concluindo. Joana ainda tem todas as peças.....amígdalas incluídas.

 

Quando tinha 18 anos. Andava com dores abdominais. Umas digestões complicadas.

Tive azar. Consultei o meu tio espetacular (lê o blog). Não é médico gastroenterologista. Mas é meu tio. E pronto!

O Sr. meu tio pegou em mim. E toca de marcar todos os exames evasivos e não evasivos à minha barriga.

Foi horrível.

Entretanto passou-me para as mãos de uma colega dele.

Não se descobriu nada. Eu sofri que nem uma condenada. Demorei uma eternidade a recuperar.

Disse-me que tinha cólon irritável.

Receitou-me uns comprimidos. Para não ter dores.

Ainda tomei. Desisti porque não senti qualquer benefício.

 

Entretanto, ao longo do tempo, a minha barriga. Especialmente do lado direito dava sinais.

Uma dorzinha. Um ardor. Às vezes um calor.

É óbvio que já não cometi o erro anterior.

Caladinha que nem um rato ou acabas com tubos inseridos no corpo.

Quando mudei a alimentação. Melhorei substancialmente. Muito mesmo.

Mas ás vezes a dor acordava.

Continuei caladinha. E sossegadinha.

Não me interpretem mal. Tenho um respeito enorme pelo trabalho dos médicos.

Mas eu não aprecio muito que trabalhem na minha pessoa. Se possível...médicos só como tios ou amigos. 

 

 

Entretanto, fui lendo. Vários livros. E consultando vários sites.

Vale o que vale.

No blog conto experiências minhas.

Só isso.

Não quer dizer que estejam certas...

.....ou que sou um exemplo a seguir. Nada disso!

 

Li um livro. Que me deu uma nova perspetiva sobre tudo isto.

363608_3_a-cura-dos-intestinos.jpg

 

Segundo o autor. A maioria das doenças começa no intestino. Tratando o intestino, tratamos a doença.

Para ter intolerâncias alimentares e uma doença inflamatória (asma) é porque tenho o chamado intestino permeável. 

Porque é que eu sei?

Ter intolerância alimentar é ter um corpo que reage ao consumo de vários alimentos.

Porque a barreira intestinal que devia ser um cofre fechado e só deixar passar os nutrientes.

Deixa passar para o lado de lá tudo e mais alguma coisa.

O meu corpo, através do meu sistema imunitário vai atacar essas partículas.

E cria inflamação.

E essa inflamação manifesta-se dependendo de cada um.

Nas mais variadas doenças. Eu tenho asma. O meu vizinho do lado pode ter eczema. Ou artrite.

 

Provavelmente e possivelmente teria, espero já não ter, disbiose.

Disbiose é quando a nossa flora intestinal está desequilibrada. Mais bactérias más do que boas.

 

Na nossa flora intestinal temos vários tipos de bactérias:

- as que se dedicam a remoer os vegetais, outras são especialistas em proteínas, existem as especialistas em gorduras e em açucares....etc.

- Também podemos ter fungos. Que nos podem atrapalhar muito. E se nos apanharem num momento de fraqueza podem dar cabo de nós. Malvados.

- Podemos ter parasitas. Não vamos falar sobre isso, mas são mais vulgares do que se pensa...blhec..

 

O importante é ter uma flora intestinal equilibrada. Isso consegue-se, segundo o livro, não alimentando as bactérias más que gostam sobretudo de açúcar e coisas...pouco saudáveis.

Ao mesmo tempo convém cicatrizar as paredes do intestino. Este pode ter ficado em mau estado por diversas razões, disbiose, ou por exemplo devido ao consumo de glúten. De açucares e porcarias...

 

Um dos alimentos aconselhados, para este processo de cicatrização, é o caldo de osso.

 

À primeira vista pareceu-me esquisito. Pesquisei bastante. Antes de o fazer.

Diz que beber caldo de osso:

- reduz a inflamação. (não posso comprovar porque aparentemente andava bem)

- Protege ossos, dentes e articulações. (não posso comprovar porque nunca tive qualquer problema a este nível)

- ajuda a emagrecer. (não posso comprovar porque não quero perder peso e por isso não fiz por isso)

- pele, cabelo e unhas saudáveis. (noto uma diferença bastante grande a este nível, não sei se será do caldo...pode ser coincidência)

- ajuda ao funcionamento do aparelho digestivo. (noto diferença na minha dor do lado direito que praticamente passou...não na sua totalidade mas melhorou...pode ser coincidência)

 

Como faço o caldo?

Em primeiro lugar convém ter uma panela grande. Se for uma panela de pressão melhor.

É muito chatinho de fazer. E se o tivermos de fazer todas as semanas....é melhor desistir.

Pode ficar no frigorífico uma semana. E congelar o resto.

Podem usar qualquer tipo de ossos. Mas deve ter tutano. Eu tenho usado de vaca. Peço para cortar em 3.

 

Ingredientes:

Osso.

6 dentes de alho.

uma tigela de cebola cortada.

uma tigela de cenoura cortada.

uma tigela de alho francês cortado.

3 colheres de sopa de sumo de limão ou vinagre.

Podem colocar sal a gosto (eu não ponho)

Podem usar especiarias (também não ponho)

Na receita só o osso e o sumo de limão é obrigatório.

O resto podem abdicar. Ou colocar apenas dois ou três ingredientes.

Eu costumo pôr todos. São alimentos prebióticos que ajudam na conservação das boas bactérias.

 

 

Numa panela coloquem água, o osso e o sumo de limão (ou vinagre) durante 30 minutos. A repousar. Sem estar ao lume. (a quantidade de água é conforme a quantidade que queremos fazer)

Quando esse tempo passar, coloquem em lume brando, até ferver. Vai-se formar uma espuma em cima. Tiram a espuma.

Depois disso, colocam todos os ingredientes dentro da panela.

Tapem a panela.

Deixo em lume brando durante 6 a 7 horas. Convém de duas em duas horas destaparem a panela e verem se ainda tem caldo. Se tiver diminuído muito acrescentem.

Como é um processo demorado, se de repente quiserem ir para a cama, apaguem o fogão e continuem no dia seguinte. O obejtivo não é incendiar a casa....

Se não usarem panela de pressão o processo é mais longo. 7 horas não chegam....

Quando terminarem. Coam o caldo. De forma a ficarem apenas com o liquido.

Se quiserem aproveitar o que sobra. Podem fazê-lo.

Deixam o caldo arrefecer.

E colocam-no no frigorífico.

No dia seguinte, o caldo deve ter uma camada de gordura, linda e fofa por cima. Não é para comer.

É para tirar e deitar fora.

O verdadeiro caldo está por baixo desta camada de gordura.

O caldo bom. E bem feito. Vai estar gelatinoso. Mesmo gelatinoso.

Quando o aquecem no micro ondas é que fica liquido.

Se for só liquido e nada de gelatinoso é porque colocaram pouco osso.

 

Por enquanto, vou continuar a beber. Costumo beber uma caneca de caldo antes de ir para a cama.

Até prova em contrário mal não faz.

Se faz bem, ou não....o tempo o dirá....

 

 

sigo a dieta da moda. E gosto....

07.09.17, Joana Marques

Por incrível que pareça, já passaram 5 meses sobre a minha mudança alimentar.

Não foi a grande mudança. A grande mudança foi aqui!

Mas ainda assim, foi uma mudança. Média.

O que me propus:

- comer sem glúten durante 3 meses. Já lá vão 5. E vou continuar.

- deixar de comer alimentos processados durante 3 meses. Já lá vão 5. E vou continuar.

- deixar de comer açúcar branco durante 3 meses. Já lá vão 5. E vou continuar.

 

Quando andava a ler e a informar-me sobre o assunto esbarrei no regime Paleo.

E resolvi adoptá-lo para mim. Não totalmente.

 

Como me senti? Bem. No geral muito bem!

E por isso foi extremamente fácil.

O segredo é nunca ter fome e estar saciado.

Descobrir alimentos que saciem.

Trocar os alimentos que nos dão fome passado uma hora de os ter comido, por algo mais saciante.

Essa foi a revolução.

Deixei de ser escrava da comida, do lanchinho, da frutinha e da barrita de cereais.

Mas, não saio de casa sem saber garantidamente que tenho comigo uma maçã e uma mini caixinha com frutos secos.

A maçã volta muitas vezes comigo. Os frutos secos nem tanto.

 

Outra coisa que gostei foi da simplificação na minha cozinha. E nas compras.

Já não tenho 101 massas. E arroz. E legumes. E batata. E o diabo...

Não. Os acompanhamentos variam entre os brócolos. Couve-flor. Couve roxa. Espargos. Às vezes batata doce.

Carne e peixe. Sempre.

Faço smoothies todos os dias. Verdes, amarelos, laranja. E de todas as cores do arco-íris.

E bebo todos os dias uma caneca de caldo de osso. E noto que me faz bem.

 

Os resultados vão aparecendo.

Muita energia. E boa disposição. Uma capacidade de concentração top.

Pele, cabelo e unhas espetaculares. Muito, muito diferentes do que tinha antes.

Presumo que o interior também esteja melhor.

 

É claro que vou continuar.

Não lhe chamo Paleo.

Porque não como nada que tenha caseína. E os Paleo estão liberados, para a caseína, desde que não seja em excesso.

E vou comer alimentos que para os Paleo estão proibidos. Quinoa. Ervilhas. Favas. Grão.

Ah! E como fruta. Qualquer tipo de fruta.

E asneiras?

A verdade é que não me apetece nada do que se possa considerar asneira.

 

Se a minha dieta é da moda. Sem dúvida!

Porque a moda deve ser aquilo que nos faz bem.

A moda deve ser, o que nos fica bem.

 

Existe alguma coisa que nos fique, tão bem, como a saúde?

 

cara de....

06.09.17, Joana Marques

...eu não fiz nada.

Eu não estava sujo.

 

É a terceira vez esta semana que tomo banho sem precisar.

Segunda feira não rebolei na relva. Não estava verde.

Terça feira não fui para dentro de um lago lamacento.

E hoje. Não entornei para cima de mim, uma garrafa de azeite.

 

Pronto! Por acaso entornei mas foi um acidente. Ela apareceu. Assim do nada. À minha frente.

Eu comi o azeite todo, todo.

Para quê a necessidade do banho? Pergunto eu? Para quê??

Eu não fiz nada. Eu não fiz nada.....

vascobanho.jpg

 

na Noruega...

06.09.17, Joana Marques

A Noruega tem locais perdidos no tempo.

Povoados com uma mão cheia de casa.

Ou até menos.

Em Florli encontrei uma loja aberta. Sem ninguém para atender.

Se quisermos comprar algum produto da loja temos de usar o telefone.

E ligar para o número que deixam na mesinha do telefone.

 

Passados uns minutos aparece a pessoa para nos atender.

Diz que é muito maçador estar um dia inteiro na loja.

Prefere estar em casa a fazer as coisas dela.

 

Serão roubados?

Aparentemente não. Ou teriam de mudar de método. E passar o dia inteiro na loja....

velhos são os trapos....

05.09.17, Joana Marques

A minha mãe sempre foi muito ativa.

Nunca fez desporto de forma oficial.

Mas sempre se mexeu muito. Não é pessoa de ficar em casa. A ver os dias.

 

O meu pai sempre foi muito pouco ativo.

Trabalhava muitas horas na empresa. Muitas vezes sem tempo para refeições. 

Há 15 anos foi-lhe diagnosticado diabetes.

Estava com peso a mais, também.

 

Por essa altura e incentivado pela minha mãe, o meu pai mudou o estilo de vida.

Reformou-se. Saiu do stress do trabalho.

Mudaram de casa. Saíram de Lisboa e foram para o Estoril.

Começou a comer melhor. A dormir melhor. E a mexer-se.

A verdade é que a doença nunca avançou muito.

 

Nenhum deles faz desporto oficialmente.

Mas....

.....todos os dias. De Verão e de Inverno.

Dias de semana ou fins de semana.

Todos os dias, sem exceção andam 2 a 3 horas.

E depois têm outras atividades, por exemplo jardinagem. 

Os netos. 5! Quase 6! Ajudam-nos, a sentirem-se úteis. E dão outro sentido à vida.

E também ajudam com os netos caninos....tipo Vascos e assim...

 

Provavelmente, devido a isso. E também à vontade de espreitar o que se passava lá por cima. 

Conseguiram subir 4444 degraus. Sem grandes queixas. E em clima de festa....

 

Já enviaram fotos a toda a família. Espalharam a novidade. 

E parece-me que no próximo Verão, Florli terá muitas visitas.

Só a minha família esgota os aviões para a Noruega. Somos muitos! Mesmo, muitos!

Como se costuma dizer...

...velhos são os trapos...

o mundo será assim tão pequeno?

05.09.17, Joana Marques

No sábado, em Florli, já depois de ter subido os 4444 degraus.

E já ter olhado para a vista. Umas 3456 vezes.

De ter agradecido não sei a quem. Isto de não acreditar em nada, ás vezes é tramado.

Respirar o ar mais puro que existe.

Ouvido o som do silêncio.

Ter chorado por ter conseguido.

Por ter superado.

Por ter tido esta oportunidade na vida.

E por ter saúde.

E pelo meus pais estarem comigo e estarem bem.

...uma choradeira sem fim....é normal, na minha pessoa!

 

 

Já vinha a descer a montanha e passei por um mini povoado.

Com 3 casinhas perdidas no mundo.

E umas quantas ovelhas. Na sua vidinha. De produção de lã. E leite. E ovelhinhas.

Quando ouço o meu nome.

- Joana?

Porreiro! Sim senhora, Joana, agora deu-te para ouvir vozes....

Foi o que me passou pela cabeça.

 

- Joana???

Ouves vozes! E és tão egocêntrica que as vozes até dizem o teu nome.

 

- Joana, sou eu Frederic!

 

Oh! Não.

Querem lá ver.

Ouço vozes.

De homem.

E ainda por cima têm nome.

Mais, têm sotaque francês...até para mim, é elaborado demais!

 

Não fossem os meus pais estarem comigo.

E eu tinha corrido montanha abaixo para apagar o Frederic de vez...

- Joana? Aquele senhor deve conhecer-te....

Voz do meu pai! De confiança. Olhei.

Então não é que mesmo ali. Ao pé de mim.

Estava o sacana do administrador, que pertence à empresa francesa, que comprou a empresa portuguesa, onde eu trabalhei. 

E foi este sacana que deu cabo da minha equipa.

Pegou numa parte das pessoas e as levou para Paris.

 

Uma pessoa detestável, portanto!

Se querem saber. Antes ouvir vozes. E andar a comprimidos uma vida inteira.

Lá tive de o cumprimentar. E dizer que estava com muita pressa.

Muita pressa. Muita pressa. Desculpe. Mas estou com muita pressa.

 

O mundo é mesmo pequenino.

Uma noz.

Pena. Muita pena. Encontrar os Frederics desta vida.

 

O que me leva a questionar.

O mundo é assim tão pequeno?  

Porque raio é que nunca encontrei?

 Keanu Reeves?? 

 

.....a sério! Keanu se lês o Quiosque aparece!

Joana não se importa!! Aparece!

Nem que sejas apenas e só, uma voz na minha cabeça!!!

os números mágicos. Nem sempre são os do euromilhões...

04.09.17, Joana Marques

Era uma vez uma central hidroelétrica. Na Noruega. Construída há 100 anos.

Fica num povoado chamado Florli. E está desativada.

Um povoado fofinho. Saído de um conto de fadas. E só acessível de barco.

Lá em cima, do povoado, era angariada água que descia numa tubagem.

Para assim, alimentar as turbinas que estavam cá em baixo.

 

Todo o material necessário lá em cima era levado às costas.

Ainda bem que não tinham muito para subir...

...só...

.....4444 degraus.

 

E é esta a maior escada do mundo em madeira.

E eu, subi-a no sábado, com estas pernas que Deus me deu.

Ao longo da escadaria existem locais onde podemos descansar.

E às vezes temos de nos desviar porque há pessoas que parece que beberam uma poção mágica e trepam como se fugissem da lepra.

É nos aconselhado não descer a escada.

Mas algumas pessoas fazem-no.

O que atrapalha um bocado.

A escada só tem um sentido e alguém em contra-mão não vem nada a calhar.

 

Antes de chegar ao degrau número 100 já me sentia desgraçada.

Uma pessoa bem olha para ver se vê o fim. Nada....

Parece que as escadas vão terminar no céu.

A certa altura, achei que iam para além do céu....

 

E olhar para trás??

Nunca. Pronto! Poucas vezes....

É assustador. E aqui a criatura que escreve e que subiu as escadas não nasceu masoquista.

Segundo me disseram, a distância percorrida, é aproximadamente a altura de um prédio com quase 300 andares.

Coisa pouca!

 

 

E aqui a pessoa. Eu, Joana. Com boa vontade. Cheguei aos 200. Aos 300. Aos 1000....

...boa, só faltavam 3444. Estava quase, quase....

Continuei. Parei. Descansei. E já só faltavam 3000....

Quantos é que já tinha subido?? Quantos? 1444.

 

1444??? Só????????

Quando cheguei ao degrau 3500 lembrei-me de vocês. Ganhei coragem e olhei para trás.

 

 

 

Cheguei em muito mau estado lá acima...

Foi um desafio aos meus limites...

...demorei mais de duas horas a subir......

Para dificultar, os degraus não são todos iguais. Alguns mais altos que outros.

Não convinha arriscar muito....

...a queda era capaz de ser chata...

 

Ontem, tive dores em partes do corpo que não tinha ideia que existiam.

Hoje, menos do que ontem, mas ainda assim.....

Correndo o risco de ter ficado entrevada até aos 60 anos.

A vista. A paisagem. Compensou o sacrifício e o esforço.

O privilégio de ter conseguido. E o privilégio de ter conhecido. Um dos lugares mais bonitos que já vi!

 

4444(1).jpg

Os números mágicos.

Nem sempre são os do euromilhões.

4444(3).jpg

 Às vezes são os da superação!