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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

bead stitch. Crochet

05.11.17, Joana Marques

É muito fácil de fazer. Fácil de aprender. E é muito divertido de executar.

Pode ser usado em várias peças diferentes.

Como é um ponto encorpado. Ficando a peça com textura.

Para além disso, é um ponto que cresce muito depressa.

 

Adoro este ponto. 

Chama-se bead stitch. E existem muitas variantes.

 

A que gosto mais é esta:

 

Começar por fazer correntes. O número que quiser.

Não esquecer que os números devem ser em número par.

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Em todos os pontos da corrente fazer um ponto baixo.

E no fim 3 correntes.

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Virar o trabalho e no ponto seguinte fazer um ponto alto.

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Dar uma laçada e puxar o fio em volta do ponto alto. 

(entre o ponto alto e as 3 correntes)

Ficar com 3 laçadas na agulha.

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Repetir este passo.

Mais duas vezes.

 

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Puxar todas as laçadas.

Sem dó nem piedade.

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Deixar um ponto por fazer.

E no seguinte fazer um ponto alto.

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Repetir o processo anterior.

Fazer isto até ao final da carreira. 

No fim, finalizamos com um ponto alto.

Duas correntes. Viramos o trabalho.

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Em todos os pontos seguintes.

Pontos baixos.

Até ao fim da volta. 3 correntes. Viramos.

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Repetimos a segunda volta. Com o bead stitch.

Repetimos até finalizarmos a peça.

Eu fiz um quadrado.

Usei o fio cashmerino da Debbie Bliss. Cor 003.

 

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Este ponto fica muito bem em mantinhas.

Podemos fazer a manta de uma vez ou então aos quadradinhos.

Eu, optei por fazer aos quadrados.

Vou juntando restinhos de lã.

Vou fazendo quadradinhos deste ou de outro ponto.

No fim é só juntar.

E sem stress, ficamos com uma mantinha. Maravilhosa!

 

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As redes sociais

04.11.17, Ana

Às vezes dou por mim saudosista de um passado sem redes sociais.

Tenho facebook, instagram, Pinterest e ravelry.

Ravelry é a rede social para quem tricota e faz crochet.

 

Não uso excessivamente mas gosto de as ter.

E quando digo que não uso excessivamente é relativo.

Não ando a pôr fotos do almoço, nem do jantar mas gosto de ir espreitando as novidades.

As pessoas que sigo, as marcas.

Tenho dois ou três grupos de amigos no messenger e trocamos mensagens com frequência.

Às vezes quando acordo, já começaram a falar entre eles e já tenho umas 50 mensagens por ler.

É difícil parar.

Pôr um ponto final.

Perceber se está a ser demais ou nem por isso. E assim, lá envio outra mensagem.

 

Muitas vezes, evito, mas já tem acontecido olhar para o telemóvel numa reunião ou a uma refeição e espreitar o que se passa neste novo mundo.

Aproximam-me das pessoas ou é uma ilusão?

Sinceramente, acho que nos aproxima de pessoas menos importantes e nos distancia dos que nos são mais chegados.

 

Não deixo de ter saudades, dos tempos sem redes sociais.

Em que uns quantos amigos à volta de uma mesa era a verdadeira rede social.

 

Este vídeo é muito dramático e exagerado. Ou não é?

 

 

daqui. Até à lua...

03.11.17, Joana Marques

Passava as férias no Alentejo.

As intermináveis férias de Verão.

Às vezes, uma parte das férias do Natal e da Páscoa.

Fins de semana. Muitos, ao longo do ano.

No Alentejo, com os meus avós era tratada por Joaninha. A neta mais nova e querida de sempre.

Em casa, era tratada como o traste mais novo.

Mentira! Eu é que achava que era tratada assim. Eu era chata. E a paciência tem limites. Eu sei disso....agora.

 

A melhor amiga da minha avó Maria, a avó Emília, dava-me passas de pêssego. Sempre que eu ia a casa dela.

E eu. Ia lá muitas vezes. Pelas passas. E não só...

A avó Emília tinha um tear. E eu ficava horas a vê-la trabalhar.

Sentava-me numa cadeirinha alentejana. Pequenina. E ficava ali a ver.

E a falar, claro. Muito...

Chamava-lhe avó. Não me era nada. Mas eu chamava-lhe avó.

 

Por alturas da Páscoa. Tinha eu os meus 5 anos.

Estávamos todos a lanchar lá em casa. Eu e os netos, o Pedro e a Rute.

E o Pedro. Deixou-nos brincar com uma retro-escavadora que ele tinha.

De plástico. Azul. E amarela.

Só que se arrependeu e tirou-nos a restro-escavadora. Assim. Uma limpeza.

A avó Emília viu. E disse ao neto..

- Ai seu grande magano. Quem dá e volta a tirar nasce-lhe um corno na testa.

 

Ó senhores!

Eu que era roubada pelos meus irmãos dia sim, dia sim. Fiquei mesmo feliz.

E logo que cheguei a Lisboa fartei-me de mirar os meus irmãos. E as respetivas testas.

Ainda não havia vestígios. Nada. De corno.

Mas como tinha estado fora. Podia ainda não ter chegado o efeito.

...aguardemos pelo corno na testa...pensava eu.

 

Chegou Junho. E Junho foi o mês que o meu irmão Tiago fez a 1ª comunhão.

Uma ocasião importante numa família católica como a minha.

Estava na segunda ou terceira filas da igreja. Com a minha irmã. O meu pai e a minha mãe.

Empoleirada no banco. Para ver se via tudo. Pelo meus olhos nada escapava. Porque eu não deixava!!

O meu irmão estava junto dos coleguinhas.

Deu-se início à missa.

E já para o final. Os meninos que iam fazer a primeira comunhão saíram. Para entrarem novamente.

O Padre dava a cada um, uma oferenda simbólica. Eles pegavam na oferenda e tinham de dizer qualquer coisa e entregar a outro padre no altar.

 

O padre entregou a oferenda ao meu irmão. Mas enganou-se.

Tirou-lha.

Antes dele ter tempo de lhe dar a oferenda certa. Intervim.

Não podia ficar calada.

E não transmitir uma informação ultra importante.

 

- Cuidado, quem dá e volta a tirar nasce-lhe um corno na testa.

Disse eu em alto e bom som ao Padre. De uma ponta à outra da igreja. Daqui até à lua.

Ouviu-se em todo o lado.

Com eco.

 

Não sei bem porquê. Fiquei de castigo. Três meses sem ver televisão. E um mês sem sobremesa.

 

A avó Emília continua a ser avó.

E também já é bisavó.

Faz hoje 99 anos.

Gosto dela. Daqui até à lua.

Com eco.

 

 

 

O mundo dos blogs

02.11.17, Ana

Adoro blogs. Alguns sigo-os religiosamente. Todos os dias. Ou quase.

Outros uma vez por semana, outros ainda de vez em quando.

Identifico-me com alguns bloggers, nem todos.

Mesmo assim gosto de os visitar e ler porque me dão uma perspetiva diferente sobre algumas questões.

Não temos de ser todos iguais, e pensar todos da mesma maneira. 

Que aborrecido seria se tal acontecesse.

Por exemplo: a moda dos botins vermelhos.

Se eu alguma vez os calçaria??

Claro que não. Acho horrível.

Se me importo de ler blogs que falem de botins vermelhos e tenham fotos.

Claro que não. Até gosto. Nem que seja para dizer...

- Credo. Nunca na vida.

 

Num blog.

Não exporia um filho meu, por exemplo.

Nem a mim me exponho, quanto mais um filho.

No entanto, não tenho qualquer objeção que alguém o faça.

Eu não o faria.

Mas quem o faz, fá-lo, de certeza, com a sua consciência tranquila. E ninguém tem nada a ver com isso.

 

Há algum tempo, tal como hoje, andava a ler os meus blogs de eleição quando de repente, numa mesma semana, saíram vários posts sobre uma determinada marca associada a uma dieta qualquer.

Li o primeiro.

Achei na minha inocência que a blogger se identificava com o produto.

Li o segundo.

Achei estranho.

Li o terceiro e juntei o primeiro com o segundo e o terceiro e percebi que se tratava de uma campanha publicitária.

Seria impossível que pessoas minimamente inteligentes se identificassem TODAS com um chourição de uma marca qualquer que se podia comer às pazadas e ainda assim ficarmos magras.

Achei um absurdo. Tudo.

E deixei de seguir alguns blogs. Por causa do incidente do chourição. Deixaram de ser credíveis para mim.

 

Entretanto.

Apareceu a campanha dos aquecedores a gás.

Todas as bloggers tinham aquecedores a gás nas suas salas.

Para além de seguros, aqueciam o ambiente, eram giros e ficavam bem com qualquer decoração.

Desta vez estava mais preparada.

Mesmo assim, achei pior a história do chourição.

Para mim, é mais fácil criar empatia com um aquecedor. Eu friorenta me confesso.

Do que com um produto daqueles. Blhec!

 

Neste momento, está a decorrer outra campanha.

E eu, estou curiosa, para ver quem vai ser apanhado.

Já vi em dois blogs.

É a campanha de um ambientador, para sanitas.

Já tinha visto a publicidade na televisão.

O anúncio é deprimente. E o produto vale cocó.

Alguém se identifica com aquilo?? Alguém??

Alguém usa aquilo? Ou acha que vai usar??

 

Será este tipo de estratégia eficaz?

 

Para mim um blog é algo pessoal. Cada um escreve o que quer. E sobre o que quer.

E não me choca absolutamente nada.

Nada.

Nada.

Promoverem um produto através do blog.

Posso fazê-lo um dia destes. Se me identificar.

Não consigo imaginar-me nunca a promover um ambientador de cocós.

Ou um chourição rançoso.

...e tantas outras coisas que me estão agora a passar pela cabeça...

o Vasco

01.11.17, Ana

Era sexta feira, e às sextas feiras costumava almoçar com a Joana.

Nem todas, mas a maioria.

Nessa altura, eu trabalhava em Lisboa e a Joana também.

Enviei-lhe uma mensagem a confirmar o almoço.

- Hoje não posso. Estou em casa de férias.

Estranhei.

- De férias??? 

- Sim. Depois conto-te.

Liguei a uma amiga nossa comum, a Cátia:

- Sabes alguma coisa da Joana. Convidei-a para almoçar e diz que está de férias. Sabes alguma coisa?

Nada sabia.

Como fiquei preocupada passei, à noite por casa da Joana.

A Joana apareceu à porta com um cão....morto. Foi o que eu achei.

- Não está nada morto. Põe a mão aqui e sentes o coração.

Quase não se sentia. Queria dizer-lhe que devia entrega-lo ao veterinário e acabar com o sofrimento do bicho.

Não tive coragem de lhe dizer.

Saí de casa da Joana e liguei outra vez à Cátia.

- A Joana está em casa com um cão morto. Acha que ele tem salvação mas não tem. Toda a gente vê isso menos ela. Não tive coragem para lhe dizer que o cão devia ser abatido. Podes falar tu, com ela??

- EU???? Eu não.

 No nosso círculo de amigos todos temos um bocadinho de medo da Joana. É muito intimidante, às vezes.

 

Se for possível de fazer ela já fez, com sucesso.

Se for impossível, esperamos 5 minutos e está feito.

Neste caso, esperámos mais de cinco minutos. 

A Joana lá conseguiu.

 

Só voltei a estar com a Joana passado um mês e tal. 

Com a Joana e com o Vasco.

E nem queria acreditar. 

Para se realizar um milagre, muitas vezes basta acreditar que é possível.

 

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Já lhe pedi desculpa muitas vezes por não ter acreditado nele. 

É um bicho generoso e já me perdoou.

 

a minha primeira festa de Halloween. Gostei..

01.11.17, Joana Marques

A verdade é que o Halloween não faz parte das minhas tradições.

Mas se vier para ficar não me importo.

Uma pessoa tem de se adaptar aos tempos...

 

Estreei-me ontem.

Pela primeira vez fui a uma festa de Halloween.

Fui, porque fui obrigada. Era no trabalho. No horário de expediente. E para não ir tinha de faltar ao trabalho.

Ainda bem que não faltei ao trabalho.

Tínhamos combinado na véspera cada um contribuir com alguma coisa para a festa.

E eu com pouca experiência em fazer comida aterradora tive de pensar.

Um bom bocado. O que raio é que vou levar...

 

No dia antes passei pelo supermercado para me inspirar.

E dei de caras com umas abóboras bem apessoadas.

Comprei 3. Eram pequeninas. E biológicas.

 

Cheguei a casa com várias ideias e decidi-me por uma tarte de abóbora.

Só que não tinha receita. Sem glúten. Sem lactose. E sem cenas tristes.

Tive de a inventar.

E não me saí mal!

Olhem só esta belezura...

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Deixei arrefecer. Provei. E gostei.

Não é o Grão Vasco. Dificilmente voltarei a criar uma obra dessa envergadura. Mas não me envergonha.

Ontem de manhã acordei cedo. Para variar. E fiz a tarte para a festa.

Acabou num instante. Nem consegui provar.

 

A festa propriamente foi muito gira.

Muitas pessoas de nacionalidades diferentes. Cada uma com as suas tradições.

O que partilhamos e o que aprendemos com os outros não tem preço.

 

Ah! Informação importante.

O Vasco também foi.

E foi mascarado de cachorro quente.

Hot Dog...para os amigos!

 

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