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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

antes da Alice. Depois da Alice!

08.01.18, Joana Marques

Antes da Alice, o Vasco comia o seu pequeno almoço e ia dormir outra vez.

Depois da Alice, o Vasco toma o seu pequeno almoço e fica à espera.

À espera da comida que cai das mãos da Alice.

Costumo dar-lhe  a comida mas gosto que ela também coma por ela. E deixo sempre fruta numa tigela.

A Alice agarra no bocadinho de banana e às vezes cai.

Às vezes nem chega ao chão! Entra logo para a boca do cão.

A Alice não gosta de perder comida e reclama. Nada a fazer.

 

Hoje, quando deixei a Alice em casa dos meus pais, o Vasco foi connosco.

Ia cheio de pressa.

Quase me atropelou à saída de casa.

E só não entrou no carro, primeiro do que eu, porque não tinha as chaves.

Antes da Alice, o Vasco costumava ir no banco da frente ao meu lado.

Depois da Alice, vai no banco de trás ao lado da cadeira.

Com a boca aberta e a língua de fora faz a Alice rir que nem uma perdida.

 

Antes da Alice, o Vasco gostava sempre de ir à janela.

E se apanhava alguém desprevenido, ladrava que nem um perdido.

Depois da Alice, só tem olhos para ela!

 

Antes da Alice, o Vasco nunca queria ficar.

Hoje, quis ficar em casa dos meus pais.

Deixei, porque os meus pais concordaram.

Ainda que coma as plantas da minha mãe, escave túneis no quintal e corra que nem um perdido entre os canteiros.

Achámos que podia ser um conforto para a Alice. E lá ficou.

 

Antes da Alice, sempre que chegávamos a casa, o Vasco ia descansar.

A vida de cão é dura. E aquela beleza toda vem das longas sestas que faz por dia.

Depois da Alice, chegamos a casa e Vasco está onde está a Alice.

A Alice gosta muito de uns cubos que eram do seu padrinho Pedro.

Costumamos construir torres.

A Alice gosta de deitar tudo abaixo. O Vasco também. E também gosta de roubar cubos...

...e acha que a Alice tem de os ir buscar.

Por causa disso, a Alice já quase gatinha. Ainda falta o quase.

 

Antes da Alice, gostava deste cão. Mais do que consigo escrever.

Depois da Alice, gosto deste cão. Muito mais do que antes.

Este cão é assim como um recheio que se põe numa sanduiche.

É a marmelada saudável. O queijinho fresco, fresquinho. A manteiga de amêndoa acabada de fazer.

Ele que não saiba que escrevi isto.

Ou ainda come este post!

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que se lixe o glúten...

08.01.18, Joana Marques

Desde Abril, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que comi glúten.

Quando os meus tios me visitaram em Oslo, posso ter comido glúten num bolinho norueguês.

Quando cheguei a Portugal com a perna partida e me deu na cabeça, afogar as mágoas em Pastéis de Belém.

E no Natal!

Não sendo celíaca, não preciso de ser 100% rigorosa com o glúten.

E em 2018 sou capaz, ainda não sei quando, de começar a introduzir o glúten. Pouco a pouco para perceber se há ou não reação.

Continuo a fazer o meu pão sem glúten, para mim.

A minha família pediu-me pão normal. Daquele, feito com farinha de trigo.

Tal como eu fazia antes de emigrar.

Enquanto estive em casa dos meus pais, não deixei que comprassem. Eu fiz o pão.

 

Se comprarem pão em grandes superfícies, leiam os ingredientes.

Façam esse favor a vocês próprios e à vossa família.

Vejam a quantidade de aditivos que tem um simples pãozinho.

Se comprarem numa padaria, em alguns casos poderá ser pior.

Porque não temos, sequer, acesso à lista de ingredientes!

 

Para fazer pão, bom pão, é apostar numa boa farinha.

Integral. E de trigo biológico. Por exemplo.

Tenho escolhido da marca Seara e tenho gostado muito.

 

Ingredientes:

500 g de farinha de trigo

450 ml a 500 ml de água morna

Uma saqueta de fermento de padeiro tenho usado da marca Condi

Duas colheres de azeite (opcional)

Uma colher de chá de açúcar (usei de coco)

Sal a gosto

 

Convém terem um objeto deste tipo:

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A joaninha.

Um temporizador que nos ajuda a não nos esquecermos do pão.

Podem usar um telemóvel...

 

1º Passo:

Numa tigela juntar o fermento, o açúcar e a água morna.

Mexer tudo. E deixar a repousar num local abrigado. Pode ser dentro do forno por exemplo.

Esperar 15 minutos.

 

2º Passo:

Juntar a farinha com o azeite, o sal e a água.

Misturar tudo muito bem.

Eu gosto de amassar à mão mas também podem amassar com uma batedeira.

(usar as varetas próprias)

A massa deve ficar ligada entre si.

Uma boa massa não suja as mãos.

Para adquirir a consistência desejada podem usar mais farinha ou mais água.

Deixar levedar uma hora.

Mais uma vez escolham um local abrigado.

 

3º Passo:

O pão levedou uma hora, deverá ter aumentado de tamanho.

Amassem outra vez.

Não tanto quanto a primeira vez.

E coloquem a massa na forma que queiram levar ao forno. Eu estou a usar uma forma de silicone redonda mas também pode ser numa forma de bolo inglês. Também podemos dividir a massa e fazer pães pequeninos.

Deixem levedar mais uma hora.

 

4º Passo:

Depois de levedar esta segunda vez vai diretamente para o forno.

O meu tem cozido num forno a gás, a 200º, entre 30 a 40 minutos.

Convém monitorizar o pão se o estiverem a fazer pela primeira vez.

Os fornos a gás são todos diferentes e nem sempre muito certos.

Com a prática o processo fica mais simples e muito mais fácil.

 

5º Passo:

Comer o pão.

Uma maravilha!

Digo eu que não como glúten mas já provei várias vezes a minha obra!!

Era Natal....

 

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