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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

gosto de Janeiro

09.01.18, Joana Marques

É um mês que começa com uma festa.

E isso não é para quem quer.

Só para quem pode! E Janeiro, pode!

 

Com as resoluções feitas e pensadas é o primeiro mês do resto da minha vida.

É em Janeiro que penso que este ano posso tudo. E mais alguma coisa.

 

É um mês frio e por isso convida ao aconchego da manta. Dos filmes. Das séries. Das pinturas. Do tricot e do crochet.

E de um chocolate quente. E outro. E mais outro.

Ou chá. Quentinho, de limão ou gengibre. Ou os dois juntos.

É o mês das sopas quentes. E fortes.

Da comida de conforto. Guisados. Assados. E de carnes bem temperadas!

 

O mês por excelência para estrear uma agenda nova.

Ou no meu caso começar de raiz um "bullet journal".

Tempo de usar autocolantes giros e marcadores coloridos.

E marcar os eventos da vida, como se fossem de vida ou de morte.

 

Já passou a euforia do Natal A trabalheira do Natal. E a passagem de ano.

O amontoado de gente nas lojas e nos supermercados.

Já não há a pressão de comprar isto ou aquilo.

Nem de fazer uma montanha de coisas que as festas exigem.

É o mês que podemos viver devagarinho. E saborear tudo com calma. Porque é grande. Enorme.

 

Está frio. Temos uma desculpa para usarmos chapéus. Gorros giros. Cachecóis e luvas.

Casacos longos e compridos. E botas! Podemos usar botas! E se chover podemos usar galochas giras e impermeáveis.

 

Não é o meu mês preferido. Mas gosto de Janeiro.

É o mês dos começos, bons. E dos recomeços.

É o recomeçar da aventura que é a vida....

 

janeiro.jpg

(imagem)

 

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mães! Como é que conseguem??

09.01.18, Joana Marques

Mudei-me para casa do meu irmão.

Agora só sou eu, a Alice e o Vasco.

Ontem de manhã, preparei a Alice e fui deixá-la a casa dos meus pais.

É uma bebé que acorda quase sempre bem humorada.

Fez a viagem toda a rir que nem uma perdida. Quem tem um Vasco tem tudo, quem não tem arranje.

 

Cheguei a casa dos meus pais.

Tirei-a da cadeirinha.

E entreguei-a ao meu pai.

Sempre bem disposta e a rir.

Quando me viu ir embora, começou num berreiro...desgraçado.

Ainda, voltei. Peguei nela. Calou-se. Foi sol de pouca dura....mal virei costas, só a ouvia chorar....

Resultado. Fiz a viagem de volta a Cascais a chorar.

É a chamada solidariedade!

Sou uma chorona profissional. E não aguentei.

Cheguei a casa. Peguei no telemóvel e tinha uma mensagem do meu pai.

Uma foto da Alice, fresca e fofa, com o Vasco ao lado.

Liguei, para o meu pai, que confirmou.

- Não foi nada. Chorou um bocadinho mas passou-lhe logo. Fica descansada.

 

Hoje.

A mesma coisa.

Só que hoje a choradeira começou mais cedo.

Mal a sentei na cadeirinha do carro começou a rezingar.

E quando a deixei ao colo da minha mãe. Foi o fim....

É provável que vocês que me estão a ler em Trás os Montes, tenham ouvido por aí qualquer coisa: berros da Alice.

Uma coisa é certa a pequena tem uns belos pulmões.

Outra coisa certinha! A infelicidade dela mexe muito com a minha.

Fiz novamente o caminho Estoril-Cascais lavada em lágrimas...sou uma triste.

Tal como ontem, recebi uma mensagem do meu pai, com uma foto da Alice.

Parecia um sportinguista depois de ganhar o campeonato. A extravasar felicidade por todos os poros....

 

Conheço muitas mulheres que são mães...e não me parece que passem o dia a chorar...

Como é que conseguem, mesmo??

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