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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

um quarto de volta...

24.01.18, Joana Marques

Antes de ter ido para fora usava sobretudo o carro para me deslocar entre Carcavelos e Lisboa.

Como ia para o trabalho muito cedo não me apetecia muito ter de ir para a estação do comboio a pé, apanhar o comboio e depois o autocarro...

Mas, muitas vezes em Lisboa andava de autocarro ou de metro.

Cheguei a tirar o passe, para me deslocar, entre os mais variados locais.

Tive de ter o cartão Lisboa Viva.

 

Agora que regressei, percebi que tinha o cartão caducado.

E, sem pressas comecei a pensar em arranjar um novo.

Falei nisso ao meu pai que me arranjou, não sei bem onde, o impresso.

Preenchi-o e fui a um daqueles quiosques onde se compram passes.

Estava uma fila considerável.

Esperei. E quando chegou a minha vez. A senhora, mal humorada, olhou para a minha fotografia e disse-me que não aceitava.

Agarrou no impresso e na foto. E foi tudo ao ar.

Passou ao próximo.

E eu andei a apanhar do chão aquilo que tinha voado.

A fotografia tem 5 anos. O cabelo está mais comprido.

Mas sou eu...olhando para a foto e para mim. Ninguém tem dúvidas.

Posso ter mais uma ou duas rugas.

Dos 31 aos 36 não há mudanças radicais...salvo raras excepções.

Não me apetecia nada ter de ir tirar fotos novas. Um desperdício de tempo e de dinheiro.

 

Quando estava a rastejar no chão. Entre o impresso e a fotografia.

90º descaído para a esquerda. Estava outro quiosque. De outra empresa.

Um quarto de volta. E entreguei o impresso e a foto.

Fui muito bem atendida. E hoje fui buscar o cartão.

Não me orgulho muito do que fiz...

Mas um passe!

É apenas um passe....

....até as regras para a carta de condução estão mais flexíveis...e as fotografias do cartão do cidadão são válidas por 10 anos!

 

 

desrespeito à autoridade..

24.01.18, Joana Marques

Hoje de manhã o cão armou-se em fino. E pela primeira vez desde que a Alice cá está quis ficar em casa.

Antecipei-me e pus #rumário em cima do móvel. Onde o primo morreu...

Não se assustem que #rumário não vai morrer. Coloquei um lembrete no telemóvel a dizer...

- Não te esqueças do peixe, palerma.

Tem resultado. #rumário, não se manifesta muito, mas parece feliz.

 

Saí eu com a Alice, o Vasco ficou.

Regressei a casa. Comecei a trabalhar...

E o Vasco mudou-se da sala para o escritório e ali esteve. Eu a trabalhar. Ele a dormir.

Sim, senhor. Vida de cão. A escrava que trabalhe.

 

A escrava almoçou em casa.

A escrava foi passear o cão.

A escrava voltou a trabalhar.

 

Às 16h decidi ir buscar a Alice.

Peguei nas chaves do carro. E tive companhia. Estava doido de alegria. Passear de carro. Olé!

Entrou para o carro. Depois entrei eu.

E aí vamos nós.

Quase a chegar a casa dos meus pais, estava uma rua cortada num dos sentidos. Pareceu-me estarem a arranjar um candeeiro.

Ainda estive parada, em fila.

Um polícia coordenava o trânsito.

Fez um sinal para os carros que estavam na minha faixa avançarem.

E nós, devagar, devagarinho lá fomos.

O Vasco, doido de alegria.

 

Passei pelo polícia. Estava virado de costas para falar com um dos senhores das obras.

Carro parado. Janela aberta. Vasco com a cabeça de fora.

O cão enche os pulmões de ar.

Encosta o focinho à cabeça do polícia.

E ladra mais alto que os metallica em concerto.

O polícia com o susto atirou um salto e foi contra uma barreira.

 

Ainda pensei fechar as janelas. Não abrir as portas. E fugir, fugir, fugir...

Podia ser que ninguém me encontrasse....no Canadá.

Mas, não. Saí do carro. À espera de um raspanete e de uma multa por excesso de barulho. É que aquele ladrar, de certeza, ultrapassou os níveis legais de decibéis.

Tive sorte.

O polícia não levou a mal.

E o Vasco ainda foi contemplado com uma quantidade de festas...

...há pessoas simpáticas