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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

rumário. Com U.

22.01.18, Joana Marques

Estou a morar em casa do meu irmão até a minha casa ficar um sitio habitável.

Na segunda feira passada tocaram-me à campainha.

Era a vizinha de cima.

 

Os vizinhos de cima são muito amigos do meu irmão.

Conheço-os das festas de anos dos meus sobrinhos.

E de outras almoçaradas que às vezes dão em casa. Têm duas gémeas de 4/5 anos.

Elisabete, a vizinha tinha na mão um aquário com um peixe preto lá dentro e uma caixinha cilíndrica com a comida do peixe.

Quando me viu, fez um ar tão admirado, achei que não me conhecia.

Eu também estranhei porque a família do meu irmão já cá não está desde Outubro.

- Ah! Joana? Tenho ouvido pessoas aqui em casa pensei que tinham voltado.

 

Contei-lhe a história da minha casa e porque tinha ocupado aquela.

- Queres que fique com o peixe?

- Se não te importares. Vamos passar uns dias ao norte. Voltamos segunda feira para evitar o trânsito de domingo.

- Sem problemas. Vai descansada.

 

O cão não estava em casa. Estava em casa dos meus pais com a Alice.

Peguei no peixe.

E comecei a olhar para ver se encontrava um local seguro para o bichinho.

Achei que ficava bem no móvel da sala.

Numa prateleira alta.

 

À tarde fui buscar a Alice e o Vasco.

E mal entra em casa. O cão dá conta.

Posição de ataque. Virado para a prateleira do peixe. Orelhas à escuta.

Porque como todos sabemos é super perigoso aquele tipo de peixe.

E a qualquer momento pode saltar do aquário e vazar uma vista a um de nós.

 

Fiquei preocupada. E se cão se atira à estante e vem tudo parar cá abaixo.

E se conseguir chegar ao aquário.

E se bebe a água......coisas que me passaram pela cabeça.

Em vão a preocupação.

O cão logo sentiu um odor a fralda suja.

Bastante mais aliciante que um peixe cabisbaixo dentro de um aquário.

Nunca mais olhou para ele.

E eu relaxei.

O cão falhou. Eu falhei.

Quem é que eu quero enganar...falhei eu....

 

Dizer em minha defesa.

Todos os dias tenho de tratar da Alice e do Vasco.

Tenho de fazer jantar e almoço. Faço de uma vez só, para a semana toda, mas tenho de o fazer.

Todas as semanas faço pão.

Todas as semanas faço leite de aveia e de amêndoa.

Arrumo a casa, limpo, passo a ferro, organizo a roupa...enfim, sabem como é.

Ah! E trabalho ...tenho uma profissão a tempo inteiro.

Fui para o Alentejo o fim de semana...e tive de fazer as malas..

 

 

Isto não serve de desculpa para o que eu fiz.

Digamos que levei o #rumoaoesquecimento demasiado  a sério.

E, mais.

Confundi as personagens.

E esqueci-me. Mesmo, mesmo bem esquecido. Do peixe.

 

Lembrei-me dele hoje de manhã.

Porque fui ao móvel buscar um livro que o meu pai me tinha pedido e reparei que o peixe estava estranhamente parado.

Nem queria acreditar.

Foi um dos momentos mais deprimentes da minha vida.

Apelei a quem achei que me podia ajudar naquele momento trágico.

- Alice! O peixe morreu....Vasco, o peixe está morto!

 

 Para além de me ter esquecido do peixe.

De ter deixado o peixe morrer.

Ainda apelei a duas entidades...conhecidas e reconhecidas mundialmente por darem vida a peixes falecidos.

Vasco e Alice. Alice e Vasco.

Sim, senhor! Sanidade mental, TOP!

 

Saí de casa.

Deixei a Alice e o Vasco na casa dos meus pais.

Com um camadão de nervos em cima.

Como é possível eu ter-me esquecido do peixe.

Não contei nada aos meus pais porque ainda estava em choque.

Cheguei a casa e resolvi ir comprar um peixe. Um substituto. Pôr no aquário. E fingir que sou uma pessoa de confiança.

 

 

Liguei para o veterinário do Vasco.

- Olha lá sabes onde vendem peixes pequeninos. Em preto. Assim, daqueles bolachudos...

- Joana. Em primeiro lugar bom dia! Em preto? Conheço peixe espada preto...diz que a praça de Benfica tem bastante qualidade..nunca lá fui mas a minha mãe costuma lá ir e gaba muito a praça...posso-lhe perguntar se tem lá alguém de confiança...

- NÃO É NADA DISSO. Fiquei de tomar conta do peixe espada do vizinho e esqueci-me de o alimentar e o peixe morreu..e preciso de o substituir..

- O teu vizinho tem um peixe espada em casa??

- Não. É um peixe preto..não é espada...é só preto e é daqueles que tem bochechas...ou orelhas...parece o Dumbo em peixe...estás a ver??

- O Dumbo em peixe? Devo ter faltado a essa aula...

 

Do outro lado alguém estava prestes a sufocar com a história.

Deste lado, alguém estava prestes a rebentar uma veia no cérebro.

- Calma. Passa nas lojas de animais e vai perguntando. E vais ver que encontras.

 

Peguei no peixe cadáver, coloquei-o numa caixinha pequenina. Do ikea. Daquelas com tampa azul.

E saí de casa.

Toda a minha planificação do dia por água abaixo. Que se lixe.

Joana.

#rumoaopeixepretoebolachudo.

Ó senhores. Perdi a conta às lojas de animais que fui.

Hoje. Olhei para pelo menos um milhão de peixes.

Comparei tamanhos.

Comparei bochechas.

Comparei guelras.

Comparei preto com preto.

Liguei a meio mundo. À procura de lojas de animais.

Um bom início de semana, portanto.

 

Se encontrei o peixe?

Preto?

E bolachudo?

O Dumbo em forma de peixe.

Um peixe em forma de Dumbo.

 

Sim.

Mas a que preço.

Tive de ir à margem sul.

A um local chamado Vale de Figueira (acho eu).

Ao Bricomarché.

Mostrei o cadavérico. E um senhor simpático pôs-me diante de um aquário.

Trouxe dois. Antes que um estivesse doente...e quinasse, também.

Um foi para dentro do aquário. Outra para dentro de um copo. O suplente.

 

E quando a campainha tocou. E a vizinha recebeu o peixe.

- Bem, Joana. Até parece maior. E olha que vivaço que ele está...

Só me apeteceu dizer...

...Devias ter passado por cá de manhã...tão mortiço e em decomposição...

 

E sim.

Tenho um peixe dentro de um copo.

Pretinho.

Bolachudo. Parece que tem asas nas bochechas.

Chama-se #rumário. Com U.

azar ao jogo. Só ao jogo...

21.01.18, Joana Marques

Para além da casa onde vivem, os meus pais têm mais 3 casas.

Uma no Algarve que a minha mãe herdou de uma tia. Herdou uma ruína que com o tempo se transformou numa casa bem gira.

Passei lá muitos Agostos. Sobretudo Agostos, mas também Julhos, algumas passagens de ano e muitos fins de semana.

 

Têm a casa no Alentejo que o meu pai herdou dos pais. A casa da minha avó Maria e do meu avô Joaquim e que foi dos meus bisavós.

Uma casa cheia de história. Em bom estado mas antiga.

 

E uma casa na Sertã.

Quando a minha irmã comunicou ao meu pai que ia seguir design de interiores o meu pai disse-lhe:

- Porque é que não escolhes uma profissão a sério.

- Mas é uma profissão a sério!

Para o meu pai não era.

E precaveu-se. Comprou uma ruína na Sertã. E tinha como objetivo fazer daquilo algo relacionado com turismo de habitação.

A minha irmã fez o gosto ao dedo e decorou a casa como ninguém. Está absolutamente magnifica.

E se não fosse o stress anual relacionado com os incêndios que rondam a zona 20 vezes em Julho, Agosto e outras tantas em Setembro, seria considerado o paraíso...

Não se construiu mais nada lá porque a minha irmã desde o dia em que acabou o curso até hoje sempre teve trabalho.

O meu pai deu o braço a torcer. E quando a minha sobrinha quis seguir as pisadas da mãe...nem uma palavra!

 

No Natal deste ano fomos confrontados com algo que não estávamos nada à espera.

Os meus pais apanharam-nos todos juntos e disseram-nos que nos queriam oferecer as casas.

- Já não estamos para novos e começam a dar trabalho e assim ficava cada um com a sua...

 

Nem consegui dizer nada. Foi um choque para mim.

A constatação.

A herança.

Não reagi muito bem. Nem eu nem os meus irmãos.

Mas tanto insistiram que lá aceitámos.

 

Perguntaram-nos se queríamos alguém a avaliar as casas. Porque é óbvio que não valem o mesmo.

Dissemos que não. Que nos entendíamos.

E decidimos tirar à sorte.

3 papelinhos: Alentejo. Algarve. Sertã.

 

Tirou a minha irmã primeiro. É a mais velha. Algarve.

Tirou o meu irmão a seguir. Alentejo.

Tirei eu. Sertã.

 

A minha irmã.

- Preferia a Sertã.

Eu.

- Troco contigo.

Trocámos.

O meu irmão.

- Preferia o Algarve.

Eu.

- Troco contigo.

Trocámos.

Eu.

- Queria tanto, tanto o Alentejo!!

 

Rimos que nem parvos.

Os três com azar ao jogo.

- Olha que três....

 

Insignificante. Porque temos o principal.

A sorte de nos termos cruzado nesta vida.

Da melhor maneira possível...há lá sorte maior que ter irmãos?

 

 

o juramento...

20.01.18, Joana Marques

Quando tinha 8 anos.

Na escola. Tinha dois grandes amigos.

A Cátia e o Miguel.

Andávamos sempre juntos. Éramos unha com carne.

O pai do Miguel trabalhava numa empresa espanhola e passava cada vez mais tempo em Espanha.

Um sábado de manhã fui às compras com a minha mãe e encontrámos a mãe do Miguel.

Em conversa com a minha mãe disse-lhe que era provável daí a uns tempos irem todos viver para Espanha porque o marido passava a maior parte do tempo lá.

Não disse nada ao Miguel. Mas ele sabia.

 

Dividíamos os trabalhos de casa. E antes da escola começar encontrava-me com eles e trocávamos os tpc's.

Se tínhamos 3 contas para fazer, cada um fazia uma e depois era só copiar.

Uma tática infalível. Só usada pelos melhores amigos, os que podemos confiar.

Sabemos que no quinto aperto não contam nada a ninguém quanto mais no primeiro.

E nós sabíamos que em caso de desconfiança, os adultos não tinham tempo de nos apertar até à morte...

 

Entre a cópia, a conta de multiplicar e a de dividir o Miguel disse-nos que ia morar para Espanha.

Chorámos os três.

E nesse dia chorámos outra vez. Porque não fizemos os trabalhos de casa como deve ser e a professora contou aos nossos pais.

Foi um dia dos diabos.

 

No dia seguinte o Miguel disse-nos que tínhamos de jurar que íamos ficar sempre amigos.

-Sim, juramos. Respondi eu e a Cátia.

- Não é assim que se jura. Disse o Miguel.

- Como é que se jura?

 

O Miguel explicou-nos. Tínhamos de cuspir na mão. E com um aperto de mão, como faziam os homens, selar o juramento.

Numa fase em que tudo me dava volta ao estômago, incluindo os beijos na boca.

Tive de me abstrair bastante para fazer tal coisa.

- Tens a certeza que é assim?

- Tenho. Vi num filme com o meu irmão.

O Miguel tinha um irmão fixe. O meu só servia para me roubar o tulicreme do pão.

 

O juramento funcionou. Somos amigos até hoje.

A Cátia nunca saiu da minha beira.

O Miguel foi para Espanha. E depois para Inglaterra. Mas acabava sempre por vê-lo nas férias de Natal. Vivíamos próximo.

Perdi contacto com o Miguel quando comecei a trabalhar e saí de casa. E os meus pais saíram de Campo de Ourique e mudaram de telefone fixo.

Só que a vida dá voltas e voltas. E quando eu pensava que nunca mais o ia ver.

No Natal de 2012 em pleno Colombo. E com milhares de pessoas lá dentro. Alguém me bate no ombro. Era o Miguel.

Jantámos, nesse dia. E ele contou-me que estava a viver na Nova Zelândia. E que ia ficar por um mês em Portugal, depois voltaria.

Convidei-o para jantar em minha casa. Convidei a Cátia, claro! E uma outra amiga minha, a Raquel.

Nesse dia o Miguel apaixonou-se pela Raquel e a Raquel pelo Miguel.

Nunca mais se largaram.

Ele voltou para a Nova Zelândia. Mas regressou três meses depois. Casaram. E são felizes.

Actualmente, vivem na Nova Zelândia, e têm dois filhos...Sportinguistas.

 

 

Hoje de manhã. Acordei.

E fiz o que tenho feito neste último mês.

Vou espreitar o berço da Alice.

Gosto de olhar para ela.

 

Olho para ela.

Sinto-me uma sortuda.

E agradecida.

Alguém que eu não conheço.  Achou que merecia ser abençoada desta maneira.

Não mudava nada nela.

Porque é perfeita.

 

Desperto.

Os meus pensamentos são interrompidos por um bafo quente e húmido.

Enquanto eu olhava para ela por cima do berço.

O Vasco olhava para ela pelas grades da cama.

Os dois em silêncio a zelar pelo sono dela.

 

Acordou.

Viu-nos.

Riu-se tanto que até os olhos se fecharam outra vez.

Deu-me os braços para a tirar da cama.

 

Peguei nela.

E sentei-me num cadeirão.

Com ela ao colo.

O Vasco pôs a cabeça no meu colo em cima dos pés da Alice.

Com o braço esquerdo segurei a Alice.

Com o direito fiz festas ao cão.

 

Os 3.

Geneticamente diferentes.

Unidos pelo amor. Para sempre.

Um juramento selado....

 .....por aquele ribeiro de cuspo...saido diretamente da boca do cão.

 

 

o trolley...

19.01.18, Joana Marques

Uma vida passada a viajar e a trabalhar em aviões percebi que tanto mulheres como homens viajam cheios de tralha.

Não todos. Claro! Mas a maioria.

 

Quando viajo gosto de ir leve.

Só o indispensável tem lugar. E mesmo assim, muitas vezes fica de fora...

Por exemplo, não levo maquilhagem nenhuma. Até porque não uso muito no dia a dia.

Quando viajo é absolutamente desnecessária.

Levo roupa escolhida a dedo. Que ocupe pouco espaço. E que se lave facilmente.

Nunca levo 3 ou 4 biquínis, por exemplo. Escolho um e já está.

Já viajei com amigas que levavam um look diferente para todos os dias.

Secador de cabelo e cheguei a viajar com pessoas que levavam o ferro de engomar.

E sapatos. Muito sapatos. O champô e o amaciador que usam. E o creme hidratante. E mais uma quantidade de coisas completamente desnecessárias.

Fazer uma mala destas deve ser um pesadelo. E desfazê-la ainda pior.

Detesto desfazer malas...para mim é o pior da viagem.

 

 

Estou para ir passar o fim de semana ao Alentejo.

E rapidamente percebi que vou cheia de tralha.

A Alice é em parte responsável pelo acréscimo. É uma bebé e eu tenho de prever algumas situações.

Mas com a tralha da Alice posso eu bem. O pior é a tralha da diva aqui de casa. O cão.

É o ursinho. E o coelhinho.

Um boneco em forma de frango que os meus tios lhe ofereceram, faz muito barulho mas não passa sem ele.

A cama.

A comida normal.

Os biscoitos preferidos. Porque pode ver uma aranha e descompensar.

Os biscoitos dos dentes. Porque pode ver uma osga e descompensar.

Uma caixinha com frango assado. Porque pode ver uma osga e uma aranha e enfartar.

A trela/coleira azul que é a preferida e às vezes recusa-se a sair sem ela.

Umas gotas que está pôr nos olhos.

E umas gotas para os ouvidos em caso de se queixar.

Medicação para o ouvido porque pode precisar de medicação mais forte em caso das gotas não funcionarem.

Champô porque é mais do que certo que se vai embodegar.

E a escova porque quando se embodegar vai dar jeito tê-la por perto.

 

Para mim, vai um saquinho de mão.

Para Alice, uma mochila.

Para o cão vai um trolley.

Bom fim de semana.

 

Alice. Report! #2

18.01.18, Joana Marques

Não tem dentes. Ainda não tem dentes.

Nem vestígios de que virá a ter dentes.

 

Ri-se muito. Muito.

Sorri a toda a gente mas colo só quer de quem conhece.

E diz adeus.

Quando na rua se metem com ela, ela sorri e depois diz adeus.

Parece que as quer ver pelas costas.

 

Parece que é feita de borracha.

Começou a gatinhar. E gatinha a toda a velocidade quando é para ir atrás do Vasco.

Com a pressa e falta de coordenação. Desfaz-se no chão.

Rapidamente volta à base. E retoma o rumo. E lá vai ela atrás do cão.

O Vasco ganha sempre.

Ela bem refila. E tenta. Não desiste. E nunca chora.

 

Ainda chora quando a deixo em casa dos meus pais.

Ou quando está ao colo e a passo para colos menos conhecidos.

De resto pouco chora.

Mais para a noite quando está mais cansada é capaz de dar o ar de sua graça.

 

Adora cor de rosa. Ou a mãe adora vesti-la de cor de rosa.

Não sei bem.

Gosto mesmo de a ver de cor de rosa com um laço na cabeça.

 

Come bem. E dorme muito bem.

O que para mim é uma dádiva dos céus.

Adianto muita coisa quando está a dormir.

Porque as tarefas aumentaram bastante.

Mas continuo com tempo para as minhas coisas. Porque trabalho menos horas, também.

 

Gosta muito de música.

De folhear um livro comigo.

Adora o Vasco.

Não tem noção da força e às vezes o cão apanha.

Nunca se chateia porque é o melhor amigo dela.

 

Têm sido dias bons...

 

#rumoaoesquecimento

18.01.18, Joana Marques

Podia dizer que esta aguarela foi feita propositadamente para este post mas não seria verdade.

Esta aguarela foi feita para eu oferecer a uma pessoa. Uma pessoa importante para mim.

Que amei. E que amo ainda.

Essa pessoa gostava de uma aguarela que eu fiz. Péssima, por sinal.

Eu pintei esta para lhe mostrar o que é uma aguarela a sério.

Já a pintei há algum tempo. E foi a primeira aguarela que fiz, usando uma técnica que aprendi na Noruega.

Como foi a primeira não está perfeita. Mas eu gosto bastante dela.

A foto não a favorece. Na minha opinião.

A pintura é do Cais Palafítico da Carrasqueira, vá se lá saber porquê achei que tinha a ver com a pessoa em questão.

 

Queria ter-lha oferecido quando regressasse a Portugal.

Só que as coisas complicaram-se.

E eu adiei o nosso encontro. Adiei demasiado. Eu sei.

Mas o meu cérebro falou mais alto.

 

As relações desgastam-se. É um facto.

E o meu último ano não foi fácil para a pessoa em questão. Acho eu.

- Vou voltar. Não vou voltar. Afinal quero voltar. Vou de férias mas vou para a Grécia. Não quero ir a Portugal. Afinal quero voltar a Portugal. Afinal, decidi ficar em Oslo. Olha! Não...vou voltar para Portugal...enfim. Avanços e recuos. Recuos e avanços.

O meu último ano também não foi fácil para mim.

Algumas coisas, não consegui entender.

E por defeito ou feitio fechei-me. Para ele foi incompreensível.

Achei sempre que não era suficiente para ele. E continuo a achar.

A Alice parece-me que foi o ponto final.

Parágrafo.

 

Não resultou. Paciência.

É porque não é o homem da minha vida.

 

Se não é o homem da minha vida tenho de o esquecer o mais depressa possível.

Comecei a apagá-lo aqui.

Como sou pessoa para planificar tudo...também planifiquei este esquecimento.

Desde o post já segui vários passos.

Todos no timing que tinha planeado.

E está a resultar...aos poucos vou conseguindo!

Acreditem que já fiz muitos progressos.

 

Este será outro passo. Importante.

Não será #rumoao37.

Será #rumoaoesquecimento.

 

 

Podia deitar a aguarela para o lixo. Mas não tenho coragem.

Vou sortear a aguarela.

Para a ganhar só têm de comentar este post. De forma não anónima!

Têm até dia 25 de Janeiro.

A aguarela está datada e assinada atrás. Tamanho A4.

Espero que participem em força!

 

 

P1181765.JPG

 

 

à beira de um ataque de nervos. O cão!

17.01.18, Joana Marques

Desde que o Vasco é gente passei a ter cuidado com o telemóvel.

Depois de vários comidos, desmembrados e atirados pela janela passei a ter cuidados extremos.

Mas...

...às vezes escapa...

Com a Alice ainda escapa mais vezes. Se precisa da minha atenção, deixo tudo incluindo, o telemóvel

Deixo assim o bichinho à mercê do BICHO!

 

Na segunda feira o meu telemóvel desapareceu repentinamente.

A Alice acordou da sua sesta da tarde. E eu fui ter com ela.

Num segundo estava em cima de uma mesa de apoio e no segundo seguinte já não estava.

Tinha a certeza absoluta que o tinha deixado em cima da mesa.

O culpado. O Vasco.

Chamei-o. E perguntei-lhe...

- Vasco, onde é que está o meu telemóvel??

- Não sei de nada. Não vi nada. E tenho raiva de quem sabe.

 

Suspirei. E comecei à procura do telemóvel.

Desisti logo. A Alice precisava de mim e um telemóvel é só um telemóvel.

Pensei que o iria encontrar, um dia destes.  Provavelmente partes dele. Se olhasse com muita atenção talvez detetasse algum vestígio no cocó do bicho papão. Foi isso que aconteceu ao meu ipad....uma parte dele acabou numa rua de Carcavelos embrulhado em caca de cão...

 

Tratei da Alice.

Fralda.

Lanche.

Fui passear o cão à rua. Com a Alice.

Voltei a casa. E insisti.

- Vasco, mostra lá à dona, onde está o telemóvel??

- Tenho fome. Tenho fome. Tenho fome.

- Vasquinho, querido...por favor.

- Tenho fome. Tenho fome. Tenho fome.

Alimentei o cão.

Dei banho à Alice. O cão já ressonava.

Brinquei com a Alice. O cão sonâmbulo juntou-se a nós no quarto. E dormiu.

Deixei a Alice na cadeirinha e comecei a preparar o jantar dela. O cão sonâmbulo juntou-se a nós na cozinha. E dormiu.

Sim, o cão tem camas em praticamente todas as divisões...ou sofás!

A Alice jantou.

Fomos para a sala. E li-lhe uma história. O cão sonâmbulo juntou-se a nós na sala. E dormiu.

A Alice começou a fechar os olhos. Deitei-a...

 

- Agora sou só tu e eu...mafarrico! Onde é que está o TELEMÓVEL!

- Outraaaaaaaa vez a mesma conversaaaaaa. Teeeeeeenho taaaaaaaantooooooo sooooooooooonooooo.

É assim que ele me trata...com desprezo, mesmo desprezo....

 

Desisti. Liguei aos meus pais pelo telefone fixo a dizer que não tinha telemóvel.

 

Recebi uma mensagem via messenger de um amigo meu e lá lhe conto o meu karma....

- Já experimentaste ligar para o telemóvel???

- Não...não me ocorreu...CLARO que já liguei. Está no silencio por causa da Alice.

- Ah...pois...olha lá, não tens antivírus no computador?

- Tenho...

- E tens o telemóvel na mesma conta?

- Sim, tenho o telemóvel, o portátil e o mini portátil...

- Vê na página deles como localizar o telemóvel, pode ser que te safes!

 

Fui até à página da mcafee e entrei na minha conta.

Selecionei o meu telemóvel. Nem sei muito bem o que raio fiz. Andei por lá meio perdida.

Cheguei a uma página que dava a localização do meu telemóvel. Não me ajudou nada porque eu sabia onde ele estava. Sabia que estava em casa. Dentro ou fora da barriga do cão, essa era a questão.

Apareceu-me um botão azul, no site. Cliquei.

E de repente. Um alarme tocou em minha casa. Um alarme como deve ser.

E percebi que o telemóvel estava dentro da cama do Vasco. O Vasco estava a dormir por cima dele.

O Vasco apanhou o susto maior da vida. A dormir deliciado da vida. Só vi o cão dar um salto. Parecia um atleta do salto à vara.

 

 

A Alice acordou assustada com o alarme.

O Vasco ficou assustado com o alarme.

Eu recuperei o telemóvel. 

 

 

A Alice voltou a dormir passados 10 minutos. Em paz...

O Vasco ficou a tremelicar.

E a chorar.

Não saiu do pé de mim.

Enquanto estive na sala aconchegou-se a mim. Sempre a tremer numa grande lamuria...

Dei-lhe mais comida. Os biscoitos preferidos. Nada...

Dei-lhe os biscoitos dos dentes que ele adora. Nada...

Dei-lhe frango assado que ele idolatra. Nada...

Ou melhor. Tudo. Comeu tudo. Continuava a tremer e a chorar.

Dei beijinhos. Fiz festinhas. Tremideira. E choro.

 

Ficou com medo da cama que estava no escritório. E quando teve de passar pela porta do escritório. Quase enfartou.

 

Quando me deitei. Ele deitou-se comigo.

Tive uma noite maravilhosa. Com um cão agarrado a mim. E a chorar no meu ouvido.

 

 

Só adormeceu na manhã seguinte.

Quando eu peguei na cama e a fechei no porta bagagem.

Não voltou a dormir no escritório. Não vá o malandro do escritório passar-se e começar aos guinchos....

 

 

esta vida de fotógrafa está a dar cabo de mim...

16.01.18, Joana Marques

Pois eu decidi que este ano, 2018, era o ano em que punha de parte a minha aversão fotográfica.

Falei com o meu primo António.

Pelos vistos gosta de desafios impossíveis e aceitou na hora ensinar-me. Isto pensei, eu antes de começar...

Agora já não penso assim.

Para o meu primo é altamente divertido tentar ensinar-me. Vai do riso às lágrimas em menos de nada.

E as lágrimas nem sempre são de alegria. Parece que a maioria das vezes são de desespero.

 

Começámos ainda em 2017. Andava eu sem fazer nada e com a perna partida.

Ainda não tinha a Alice. Nem sonhava em ter a Alice.

Tivemos uma primeira sessão teórica.

O homem falou imenso.

Quando as pessoas falam muito comigo, em assuntos aborrecidos. A minha atenção é desviada para coisas mais fixes!

Ou seja...tudo!

De vez em quando voltava à realidade...

- Estás a perceber?

- Tudo!

Mentira. Nem sequer tinha ouvido nada...adiante..

Combinámos umas saídas para tirar fotos.

E o meu primo passou o tempo aos gritos. Enquanto ia espreitando a minha máquina...

- Mais para a esquerda. Enquadra. Não é nada disso....JOANA!

Difícil vida, a minha. Detesto que mandem em mim. Que me digam faz isto e faz aquilo. Eu é que sei.

Difícil a vida dele. Porque arranjou uma pessoa muito difícil de ensinar.

 

 

Depois. Ganhei coragem e disse-lhe:

- Acho que já sei fazer isto sozinha. Vai lá à tua vida. Não te empates comigo. A sério...

- Tu? Sozinha??

Depois, lá concordou. E acordámos eu enviar-lhe as fotos que vou tirando antes de as publicar no instagram.

Tem uma regra que inventou. Nada de muitas fotografias de um único local.

Por exemplo, quando for a Nova Iorque só posso publicar três. Se chegar a conseguir três fotografias aprovadas....

 

O titulo lá em cima é enganador.

Tenho gostado..muito.

É claro que as fotos não são uma maravilha.....mas para mim, lerda, estou a gostar.

Estão tortas, azar...é uma questão de olhar delas numa outra perspetiva.

 

As fotos que tirei antes de ter a Alice são tiradas de manhã muito cedo.

Isto porque alguém me disse uma vez que era a melhor hora para tirar fotos.

Depois da Alice, tive de mudar o horário. Que se lixe a luz, o sol e o raio que os parta.

Eu é que sei. Joana no comando!

 

Quando vou buscar a Alice e o Vasco vou sempre dar uma volta e tirar fotos.

Tenho uma predileção por tampas de esgoto.

Infelizmente não passaram nas malhas da censura. Não sei porquê mas o meu primo veta sempre as tampas de esgoto.

Escrevam o que eu digo...eu vou conseguir pôr no meu instagram tampas de esgoto! Aprovadas e recomendadas pelo António!

 

Queria sobretudo ter uma galeria de fotografias. Sem serem perfeitas. Nunca vão ser!

Que me tocassem e me dissessem alguma coisa.

E até agora está a acontecer..

 

Para além de tudo. Tem sido muito divertido!

Tem valido a pena por tudo.

Pelas reações que tenho recebido no instagram. Obrigada! A sério...

Por um ou outro email que recebi a dizer que tinham criado uma conta de instagram propositadamente para me seguir.

Logo a mim....que sou só uma Joana. Obrigada!

 

E...

Estejam atentos...tampas de esgoto vão surgir!

Num instagram perto de si!!

fotografia.png

 

 

let the fun begin...

16.01.18, Joana Marques

Trabalhar em casa é bom..

Já aqui escrevi sobre as vantagens. E uma ou outra desvantagem.

Mas o melhor deste meu novo trabalho é que às vezes vou ter de ir aos sítios...

E o melhor é que a minha empresa está espalhada pelo mundo todo...

 

Entre o final de Janeiro e o principio de Fevereiro começa uma das partes boas..

Nova Iorque.

Já lá estive várias vezes. Conheço bem, mas Nova Iorque é Nova Iorque.  E nunca se diz que não a Nova Iorque.

Posso levar alguém comigo. Vou com a minha irmã.

Com três filhos. Um marido. E dois cães. Precisa de sair um bocado da rotina.

Vai ser espetacular.

Ah! Pois. Vou ter de trabalhar....mas se tudo correr bem também vou ter tempo de viver a cidade.

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a competição mais dura de todas. Ser mãe...

16.01.18, Joana Marques

Quando era miúda a minha mãe queria que eu fosse para o ballet.

A minha irmã praticava desde os cinco.

O meu irmão era rapaz escolheu karaté. E eu rapariga estava confinada ao ballet.

Tinha 4/5 anos e bem disse à minha mãe que não queria. Queria antes karaté como o meu irmão.

Pois, sim...e alguém ouvia o que eu dizia?

Claro que não.

A minha irmã bem me tentou convencer e conseguiu em certa parte porque me mostrou uma bailado.

E nesse bailado o bailarino levantava a bailarina. E a bailarina levantava voo como se fosse um avião..

E eu queria ser um avião.

 

Aulas e aulas de ballet e ninguém fez de mim um avião.

Pior, a postura rígida do ballet quase me matou.

Eu, hiperativa. E aquela coisa de levantar a perna 1000 vezes até ficar perfeito, deixava-me em estado de chaleira borbulhante.

Comecei a fugir da aula e a ir espreitar a aula do meu irmão.

Muito mais gira. Muito mais ação. Aquilo sim, era coisa para mim...

Os senhores do ginásio combinaram comigo. Deixavam-me fazer uma aula de karaté por semana se a outra fosse de ballet.

Devo ter sido a única pessoa do mundo que praticou karaté com uma fatiota cor de rosa...de ballet!

 

A minha mãe descobriu. Porque o meu irmão deu com a língua nos dentes.

Falou comigo. E lá conseguimos encontrar um meio termo...naquele tempo, karaté era demasiado para uma menina. Pelo menos para a minha mãe.

E com 7 anos comecei a praticar ginástica desportiva.

A minha mãe ainda tentou negociar a rítmica...mas tinha floreados a mais para mim.

 

Enquanto pratiquei ginástica nunca senti na pele o lado negro da competição. Havia competição, sim, mas boa, saudável.

O que me lembro destes tempos era o espírito de entreajuda.

Ainda tenho muitas amizades desses tempos. Tenho mais amizades de pessoas que conheci na ginástica do que na escola.

 

A competição má vinha dos pais.

Os pais que vinham falar connosco a dizer que tinhamos feito isto ou aquilo e que deviamos ter sido desclassificadas.

Os pais que falavam com os juízes porque o filho deveria ter mais uma décima milésima.

Os pais que iam pedir satisfações aos treinadores porque o filho deveria ter sido escolhido para um certo aparelho e não o outro.

Os pais. Os pais dos outros.

Os meus, estavam sempre caladinhos que nem ratos.

Às vezes nem estavam. Tinham 3 filhos e não podiam estar em todo o lado ao mesmo tempo.

Nunca me lembro de terem entrado neste tipo de competição.

Nunca nos compararam a ninguém. Nem nas notas escolares. Nem na altura. Nem na estupidez.

 

Foi por isso que demorei a encaixar um encontro imediato que tive ontem...

No pediatra, assisti a uma cena caricata.

Duas mães, discutiam qual das duas tinha tido um parto pior.

Uma tinha feito cesariana. Os pontos tinham infetado. E só conseguiu ter uma vida normal passado um trilião de meses.

Outra tinha tido a cria de parto normal e tinha levado pontos até ao cocuruto da cabeça.

 

Começaram a comparar o peso dos miúdos.

Com um mês. Com dois meses......graças a Deus que os putos tinham 6 meses.

Se tivessem 50 anos, ainda lá estavam a comparar grama com grama.

 

 

Seguiu-se a comparação das façanhas dos dois pequenos.

E no final, mesmo antes de entrar, comparavam os tamanhos de Gabriel e Bruno.

Depois, fui chamada e não assisti ao resto.

E pensei no desgaste que é ser mãe assim.

Ter de competir grama com grama. Centímetro com centímetro.

 

Não escolhi ser mãe para perder.

Vou dar o meu melhor todos os dias da minha vida.

Vou adoptar o estilo dos meus pais. Com uma pequenina diferença...

Vou ensiná-la a voar sozinha...no tempo dela, ao ritmo dela...

..e tanto me faz se quiser escolher karaté ou ser lutadora de sumo...

...quero é que seja feliz! Muito feliz.

 

E que ao fim do dia se sinta leve, leve como um avião....a voar.....

 

 

 

 

mães! Como é que conseguem...#2

15.01.18, Joana Marques

Fui com a Alice às vacinas.

 

A Alice tem quase 9 meses e não tenho qualquer indicação se já levou ou não alguma vacina.

Provavelmente não.

O pediatra achou por bem começar.

Deixámos passar estes primeiros tempos. 

Para vermos como seria a adaptação dela.

Na minha opinião adaptou-se bem. Parece que está connosco desde o primeiro dia.

É uma miúda rija. Não é de chorar muito. Mas é de rir muito, muito...quando está bem disposta.

À noite, quando está muito cansada só o Vasco a faz rir. Isso e se dançarmos as duas. Irresistível!

 

Hoje demos inicio a essa fase. Vacinas.

Lá fui eu.

Com ela.

 

Alice!

Levou a vacina. Ficou muito séria. Meio espantada.

- O que é isto. O que é que está a acontecer?? O que é que me estão a fazer...ah! pronto já passou...

 

Mãe da Alice!

-Não façam isso.

- Vou chorar..

- Já estou a chorar..

-Estou a ver tudo a andar à roda!

- Estou a ver tudo numa névoa...

 

- CUIDADO! Disse a enfermeira...

Alguém me agarrou.

Alguém me sentou num banco.

Alguém me obrigou a beber uma água com açúcar...

 

E não. Não foi por causa do sismo....

 

 

 

 

porque escolhi fraldas reutilizáveis...

14.01.18, Joana Marques

Tento ao máximo preservar o planeta. Não sei se estarei sempre à altura mas tento...

Faço reciclagem desde o início.

Ensinei os meus pais a fazerem.

Os meus vizinhos, não tendo sido nada bem sucedida com o Sr. Ludovino.

Tenho em atenção o consumo de água, por exemplo.

No meu terraço instalei umas caleiras para apanhar a água da chuva.

Essa água serve para regar plantas, lavar o chão do terraço, etc.

Consumo, a maioria das vezes apenas os produtos do país onde estou.

É óbvio que é pouco. E se calhar podia fazer mais...

A verdade é que tento juntar o útil ao agradável.

Ou seja, fazer o máximo possível sem mexer muito com a minha comodidade.

Ponho muitas vezes a minha comodidade à frente...

 

A Alice usa fraldas como todos os bebés.

De noite, a Alice usa fraldas descartáveis de uma boa marca.

É uma bebé que dorme muito bem e muitas horas. E acho importante que esteja confortável.

 

De dia, também quero que esteja confortável mas é diferente.

Eu, a minha mãe ou o meu pai, estamos sempre por perto e por isso a fralda é logo mudada.

E optei por fraldas reutilizáveis.

Não são fraldas, horríveis de pano, usadas por mim e pelos meus irmãos.

Eu, nascida em 1981 já usei algumas descartáveis mas a maioria eram de pano.

 

Um bebé gasta cerca de 8000 fraldas.

Um atentado!

Hoje em dia temos opções confortáveis para os bebés, mais baratas para os pais e amigas do ambiente.

Estas fraldas, parecem mais caras mas ficam pagas ao fim de pouco tempo.

São impermeáveis e têm uma parte absorvente. Esta parte absorvente deita-se fora depois de suja.

 

A parte exterior da fralda vai-se lavando. Sem grande drama...

Podem ser lavadas cerca de oitocentas vezes.

As que a Alice está a usar já foram usadas pelo meu sobrinho e ainda estão em perfeitas condições.

Tenho cuidado ao lavá-las. 

Lavo-as na máquina, claro! Mas com um detergente ecológico.

Tal como também lavo o resto da roupa da Alice.

Até agora tem corrido bem.

Temos a Alice em perfeitas condições.

 

E sim, dá um pouco mais de trabalho que as descartáveis.

Para mim é um preço justo a pagar....

O planeta agradece!

E prepara-se para receber daqui a alguns anos os filhos da Alice. 

E os seus netos...

 

Oh! Socorro...um dia destes vou ser avó...

 

bolo de laranja

14.01.18, Joana Marques

Queria conseguir fazer um bolo.

Daqueles bolos que se fazem numa forma. Daqueles bolos que oferecemos a alguém quando vamos almoçar lá a casa.

Queria que o bolo não tivesse glúten. E fosse minimamente saudável.

E que fosse bom.

Muito bom. Daqueles bolos que comemos uma fatia e temos de comer outra logo a seguir.

Para além disso, queria um bolo que no dia seguinte ainda fosse bom.

 

Juntei farinhas mais farinhas. Ovos. Fruta.

E frutos secos. E o caneco. E mais o diabo.

Fiz testes que nunca mais acabam.....

 

E....

Minha gente. Consegui.

Aqui está ele. Um bolo que não desilude pequenos. Não desilude graúdos. Nem Vascos...

Um bolo que pode ser chamado de..............bolo de laranja!

 

5 ovos

300g de farinha de amêndoa

raspa de uma laranja

sumo de uma laranja

uma colher de chá de fermento

100g de açúcar de coco

uma colher de chá de goma xantana (opcional)

 

Bater as claras em castelo.

Num outro recipiente juntar os outros ingredientes.

 

Depois de tudo misturado, juntar às claras.

Forno médio. 25 a 30 minutos.

Derreti 100 g de chocolate com uma colher de sopa de óleo de coco e barrei o bolo.

(usei 80% cacau da vivani mas podem usar um qualquer)

Este último passo é opcional.

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