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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

a solução...

06.01.18, Joana Marques

Estou em casa dos meus pais porque parti a perna e não conseguia sobreviver sozinha.

Juntou-se a mim e ao Vasco a Alice.

 

E continuamos em casa dos meus pais.

Porque a minha perna continua pouco católica.

Porque moro num segundo andar sem elevador e carregar a Alice e compras é complicado.

Descer com o Vasco e Alice, subir com o Vasco e Alice.

O Vasco a fugir.

Joana a mancar de uma perna.

Não me parece divertido.

E porque a minha casa vai entrar em obras por tempo indeterminado e era parvo mudar-me durante 15 dias e voltar para casa dos meus pais.

Senhor Ludovino acha que sim. Senhor Ludovino acha que podia perfeitamente viver numa casa em obras.

É provável que Senhor Ludovino ache que a Síria é também um bom local para se viver.

 

Estar em casa dos meus pais é chato.

Já não vão para novos. E mais uma pessoa adulta, uma bebé e um cão é mais ou menos o quíntuplo do trabalho.

Não se queixam. Acho que até gostam de me ter por cá mas eu não me sinto muito bem.

A Dona Gracinda dá uma ajuda aqui em casa, todas as manhã.

A Dona Gracinda não foi contratada para me aturar a mim, ao Vasco e à Alice.

Tem muito mais trabalho e não é justo. Também, ela não vai para nova.

Eu também não. Mas isso são contas de outro rosário...

 

O meu irmão, cunhada e sobrinhos estão fora. Até Julho/Agosto.

O meu irmão tem uma empresa e arranjou um contrato simpático num outro país.

Noruega.

Hummmmm, Noruega? Este nome diz-me alguma coisa...

Em conversa com a minha cunhada, diz-me ela:

- Porque é que não te mudas para nossa casa?

-

Achei logo boa a ideia.

A Alice podia ficar no berço da Margarida e tudo. Eu teria um escritório como deve ser.

 

Assim, este fim de semana, estou de mudança para a casa deles.

Neste momento sou o Cristiano Ronaldo das mudanças....imbatível!

Os meus pais vão continuar a ficar com a Alice enquanto trabalho.

De Cascais ao Estoril é um pulinho. E por isso parece-me ser uma boa solução...

Será importante para mim perceber se consigo dar conta do recado.

Filha, cão, trabalho, compras, casa, Sporting e Joana.

Até porque a partir de agora, durante muitos anos, será esta a minha vida.

 

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green is the new black!

06.01.18, Joana Marques

Os meus pais têm garagem mas é raro porem o carro lá dentro.

A garagem dá para dois carros mas como está cheia de tralha só dá para um.

Só a usam quando vão de férias para fora, por exemplo.

No dia a dia estacionam dentro do quintal à frente da porta da garagem.

Quem chega a seguir, estaciona atrás. Entre o portão e a garagem dá bem para três carros.

 

Como estou cá em casa e às vezes é o meu carro que fica mais perto do portão, se o meu pai quiser sair pega no meu carro em vez de estar a tirar o meu carro, a tirar o dele e depois voltar a pôr o meu carro lá dentro.

Combinámos deixar as chaves e os documentos dos carros num móvel à entrada de casa.

 

Quando um de nós quer sair vê qual é o carro que está mais perto do portão, pega nas chaves e nos documentos e vai à sua vida.

 

Acordei cedo.

É sábado, eu sei mas eu sou madrugadora todos os dias da semana. Todos os dias do mês. Todos os dias do ano.

Às 6h da manhã já andava a passear-me pelo paredão. O Vasco foi comigo!

Está frio. Não façam isto!

 

Às 7h estava em casa, à espera do acordar da Alice.

Tratei dela. Dei-lhe o pequeno almoço.

Sentei-a ao meu colo a ler um livro.

Entretanto os meus pais acordaram.

Trataram deles. Brincaram com a Alice.

Pelas nove, aqueles olhos vivos começaram a querer dormir.

Adormeceu sem problemas. Deixei-a com os meus pais e fui às compras.

Peguei no carro do meu pai e fui ao Cascais Shopping. Ao Continente.

Estacionei o carro onde sempre estaciono.

As pessoas normais estacionam o carro o mais perto possível do Centro Comercial.

Eu, gosto de deixar o carro o mais perto da saída. Manias...

 

Pego num carrinho.

Faço as compras.

Pago.

Tudo muito rápido. Tenho uma lista de compras e não tenho nunca grandes indecisões.

 

Vou com o carrinho cheio de compras até ao meu lugar.

É sempre mais ou menos o mesmo.

E o meu carro tinha desaparecido.

Tinha a certeza que tinha deixado o carro ali, naquele lugar.

Desde sempre deixo o carro naquele espaço.

Quando não está disponível deixo no mais próximo.

 

Procurei um segurança não encontrei.

Voltei à zona do Continente avistei um segurança e disse-lhe que o meu carro tinha desaparecido.

O segurança era do Continente não podia fazer nada mas simpaticamente chamou o segurança do centro comercial.

Expus novamente o meu problema.

- O meu carro estava naquele lugar e desapareceu.

O segurança achou estranho e disse-me para ir ao local.

E simpaticamente empurrou o carrinho das compras.

- No lugar do meu carro que é preto está um carro verde.

- Tem a certeza absoluta que estacionou nesse lugar?

Perguntou-me o segurança.

- Tenho a certeza absoluta.

- Já me aconteceu achar que tinha estacionado num local e afinal estar no piso errado.

Disse o segurança do Continente que também nos acompanhou.

- Também me aconteceu a mim. E à minha mulher, vezes sem conta.

Acrescentou o segurança do Centro Comercial.

- Nunca me aconteceu. Entro sempre pelo mesmo sitio e estaciono sempre no mesmo local para não me enganar.

Disse eu. Com toda a certeza do mundo.

 

Chegámos ao local.

- Estão a ver?? Está um carro verde estacionado no meu espaço. O meu carro é preto.

O segurança do Centro Comercial dá uma volta pelo piso. Não estavam assim muitos carros. Já não é Natal.

O segurança do Continente faz a mesma coisa. Os dois à procura de um carro preto da marca x.

Nada de carro preto da marca x.

O segurança do Centro Comercial diz que realmente não está lá um carro preto da marca x e diz que vai chamar a polícia.

Não percebi se havia um polícia no Centro Comercial ou se veio de fora.

Mas não demorou muito.

Exponho mais uma vez o meu problema.

O meu carro tinha desaparecido.

O polícia pede-me os documentos do carro. Eu entrego os documentos.

 

E, sim. O meu carro é preto. O do meu pai é verde.

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que falta de chá...

05.01.18, Joana Marques

Quando era pequena queria ser crescida.

Acho que é comum a muitas crianças.

Sentar-me à mesa com a minha avó a beber um chá dava-me a ilusão de ser crescida.

A minha avó bebia chá todos os dias. Cidreira.

E eu nem era apreciadora. Mas bebia só para me sentir crescida.

Era um dos momentos preferidos do meu dia.

 

A verdade é que este pequeno prazer tornou-se um vicio. E hoje em dia não passo sem beber chá.

Adoro chá.

Cidreira como o que a minha avó bebia. Mas não só.

A oferta é tão vasta que é uma pena ficarmos só pela cidreira.

 

Sabem aquelas pessoas que temos de dar algum presente e não sabemos bem o quê e acabamos por recorrer a chocolates?

Pois no meu caso é chá. Os meus amigos oferecem-me chá.

Quando me querem oferecer um mimo. Esse mimo é chá. Sempre chá. E eu fico nas nuvens.

 

Hoje passou por aqui a minha amiga Ana e a minha amiga Cátia.

Queriam conhecer a Alice. Conheceram a bela adormecida.

Trouxeram-lhe um presente.

E um mimo para mim. Chá!

De uma das minhas marcas preferidas. Pukka.

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Adorei, mas estranhei o risinho e as gargalhadas.

E depois, fez-se luz na minha cabeça...

Ainda esta semana comi comida de gato....que falta de chá!

E um detox vem mesmo a calhar!

 

é assim que me recebem??

05.01.18, Joana Marques

Saí de casa cedo. Precisava ir a Lisboa tratar de algumas questões, na loja do cidadão.

Fui ao meu antigo trabalho. Devia uma visita desde nem sei quando.

Aproveitei para almoçar com duas amigas.

Palavra puxa palavra. E as conversas são como as cerejas. Quando olhei para o relógio já eram 15 horas.

Demorei uma eternidade para chegar a casa. Isto com chuva é outra coisa......

São Pedro entusiasmado. Toca de atirar água cá para baixo...ou foi a Carmen??? Isto agora tem nome de gente...

 

Deixei a Alice com os meus pais. E o Vasco também....

Ainda lhe dei o pequeno almoço. À Alice. E ao Vasco enchi a tigela da comida e da água...

Chovia. Chovia. Chovia.

Ganhei coragem e fiz-me à estrada.

 

Cheguei.

Vasco amuado. Porque me ausentei o dia todo. É normal no bicho.

Ainda por cima passei o mês de Dezembro com a perna partida, sempre em casa e com ele. Deve pensar que me aposentei....

 

Alice.

Quando me viu fez as maiores trombas da história. Nem os elefantes...meus amigos, nem os elefantes!

Demorei um bocado a conseguir conquistá-la de novo. E a fazê-la rir.

Parece que não gostou muito do abandono materno.

 

Quando a entreguei à minha mãe para poder ir à casa de banho.

Começou num berreiro que se ouviu...na margem sul.

Demorei muito tempo a acalmá-la. E agora adormeceu.

O Vasco já se juntou a mim.

Faz-se de ofendido mas dura pouco tempo.

 

 

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O dia todo fora. Chuva. E frio. Ah! E a loja do cidadão...

Ansiosa por voltar para casa.

E é assim que me recebem....

 

e o amor?

04.01.18, Joana Marques

A Alice apareceu na minha vida inesperadamente.

Tinha-me candidatado há tanto tempo que já não fazia conta. Já me tinha esquecido.

Podia ter dito que não. Mas não hesitei por um segundo.

 

Depois de ter dito que sim. E de já estar tudo certo. Comecei a contar aos que me estão mais próximos.

Os meus pais receberam bem a notícia.

Os meus sobrinhos adoraram a notícia.

Os meus irmãos disseram que eu estava doida.

 

E os meus amigos mais próximos apoiaram-me mas...

- Já percebeste que com uma filha vais ficar solteira para sempre???

 

É claro que quando disse que sim, que ficava com a Alice não pensei nisso. Depois sim...

E percebi que se não encontrar o amor, ou ele não me encontrar a mim. Encontrei um amor maior...

Um não invalida o outro, eu sei.

 

No amor sou um bicho complicado.

Antes de a Alice aparecer já estava sozinha.

Porque sou complicada. Porque sou picuinhas em muitas coisas. Em muitos pormenores.

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Quando me apaixono o meu nível de envolvimento é grande.

Se estiver com alguém estou devotadamente com essa pessoa.

Não me passeio por outras ruelas. Nem espalho charme noutros jardins.

E só assim vale a pena. Para mim...

 

É claro que da outra parte espero o mesmo.

Não estou a dizer que se isole do mundo. Seria um disparate.

Mas há atenções, graças e comentários que só devemos ter com a nossa pessoa.

E isso não é fácil de encontrar.

Se juntarmos a isso uma filha. Será pior?

A maioria dirá que sim. Eu digo que não.

 

Se alguém quiser ficar comigo, tendo eu uma filha, é porque é alguém superior. Maior que o comum dos mortais.

E é provável que eu me deixe de coisas.

E aceite amar de uma vez por todas.

 

 

 

sopa da semana

04.01.18, Joana Marques

A vinda da Alice mudou tudo.

Tudo. Tudo.

Tenho a sorte de ter os meus pais a ajudarem. Se estivesse nisto sozinha nem sei como seria.

O tempo. A falta dele. É o busílis da questão.

Antes da Alice era super organizada. Tinha tempo de cozinhar e fazer o que me desse na cabeça.

Complicado ou simples. Era só escolher.

Esta última semana percebi que as coisas mudaram mesmo.

 

Descurar a minha alimentação está completamente fora de questão.

É entrar num ciclo vicioso.

Má alimentação dá origem a pouca energia, ficar doente e apática.

E por não ter energia e estar apática faz com que não me apeteça comer como deve ser porque a asneira é mais fácil e as tentações andam por aí....

Já passei por isso e não quero voltar!

O que aprendi no ultimo ano é que alimentar-me bem é a diferença entre ter uma vida boa ou uma vida miserável.

E as minhas boas energias estão no topo, nos dias em que como 4 a 5 peças de fruta (diferentes) e muitos verdes à refeição, acompanhados de uma porção de carne ou peixe.

Organizar-me como escrevi neste post não vai ser de todo possível. Pelo menos todas as semanas.

Para além de me faltar o tempo para cozinhar. Falta-me também o tempo para comer.

 

 

Não tendo tempo e não querendo descurar a minha alimentação, virei-me para a sopa.

Uma alternativa fantástica.

Já era fã. Agora sou super fã. É para continuar até a Alice sair de casa....daqui a uns 30 anos.

 

Faço uma sopa forte que me sacie e me dê força. E saúde. Principalmente saúde.

Esta sopa substitui uma refeição.

Quando uma pessoa está cheia de fome.

Não tem tempo para nada.

Mas não quer desgraçar-se com a primeira barbaridade que encontra pela frente. Sopa é a solução.

Se for bem feita, é muito nutritiva.

Saciante.

Fácil de aquecer. E ainda mais fácil de comer.

 

Esta semana foi assim:

Usei uma panela de pressão.

Uma grande panela de pressão.

8 litros de capacidade.

8 litros de boas energias!

Coloquei na panela uns 4 dedinhos de água.

(Se quiserem uma sopa forte e robusta precisam de muito pouca água)

Juntei à água, um peito de frango;

uma batata doce grande;

uma cebola grande;

uma courgette grande;

uma couve flor,

e espinafres até encher a panela.

Depois de tudo cozido acrescentei uma tigela de grão cozido.

Passei tudo.

É mais fácil de comer...

 

 

Não há cá desculpas..para não comer bem!

E sinto-me....assim!

 

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somos o que comemos....

03.01.18, Joana Marques

Este ano que começa trouxe-me novas rotinas.

Já não saio muito cedo para ir correr. Saio muito cedo para ir andar.

Neste momento só 3 km. Ou a perna zanga-se a sério.

Regresso e tomo o pequeno almoço.

Entretanto a Alice acorda e trato dela.

Tenho a sorte de estar em casa dos meus pais. Ficam com ela enquanto trabalho.

Começo às 8h. Nem um minuto depois.

Despacho dados e mais dados.

Faço um intervalo pelas 11h. E vou visitar a Alice que por esta hora está a acordar da sua sesta da manhã.

Retomo o trabalho.

Faço uma pausa para almoço.

Se estiver tudo feito já não volto para o trabalho. Amanhã também é dia.

Se não, volto e fico até fazer tudo o que tinha planeado.

 

Hoje, já não voltei.

Esperei que a Alice acordasse. Dei-lhe o lanche. E fui até casa da minha tia Luz.

Ainda não conheciam a Alice. O meu tio foi operado e a minha tia não quis deixá-lo sozinho.

Apareci lá por volta das 16h.

A minha tia pegou logo na Alice. E esta desfez-se em sorrisos.

- Joana fiz paté de camarão. Vai à cozinha e prova. Tens tostas na despensa.

A minha tia faz o melhor paté de camarão de todo o sempre. Já lhe pedi a receita mas não consigo que fique tão bom.

Como a minha tia sabe que eu adoro.Tem sempre feito quando sabe que passo lá por casa.

 

Entro na despensa.

Tiro as tostas.

Abro o frigorífico e tiro uma caixinha. Só eu é que sou fanática pelo paté e por isso a minha tia faz pouco.

Toca de espalhar paté em algumas tostas. Não muitas.

Coloco as tostas num prato e volto para a sala.

Noto o paté diferente. Bom, mas diferente.

- Está mesmo bom. Mas tem um sabor diferente.

- A sério? Fiz exatamente da mesma maneira. Será que é por ser pouco?

- Talvez. Parece que tem um sabor muito mais acentuado a mar.

- Devo ter carregado no camarão.

 

Terminei o meu repasto.

A Alice continuava no colo da minha tia. O meu tio a fazer todo o tipo de graças.

E eu volto à cozinha.

Ainda pego em mais tostas, espalho paté. Como.

Continuei a comer que nem uma alarve. Na cozinha. A vergonha impedia-me de regressar..

Parecia que não comia desde o ano passado.

Mesmo espetacular o paté.

Diferente? Sim!

Melhor? Sem dúvida!

-Joana??

- Só um bocadinho, estou a arrumar tudo.

Ainda não. Estava era a comer paté. Tinha tirado uma colher da gaveta. E toca de comer paté.

Até que, tive de ser forte.

Voltei a pôr a caixinha do paté no frigorífico.

Fechei a caixa das tostas e voltei a colocá-las na despensa.

Com um sentimento de vergonha.

- Não devia ter comido tanto. Se a minha mãe sabe põe-me de castigo com esta idade.

Voltei para a sala.

Estive mais um pouco. E voltei para casa.

 

Passado uma hora, talvez...

 Tocou o telefone de casa dos meus pais. Era a minha tia...

- Olha lá Joana, quase não tocaste no paté. Estive a provar e é igual ao de sempre.

- Não toquei no paté??? Comi mais de metade da caixinha....

- A caixa do paté parece intacta. Se não tivesses aparecido na sala com as tostas diria mesmo que não tinhas comido nada...

 

Concluindo...eu Joana, lambuzei-me toda na comida do gato.

A caixinha do paté era outra...

Ponto positivo, um bom paté está agora à minha disposição na secção de comida para animais num qualquer hiper ou supermercado...

Ponto negativo, não é assim que se inicia um novo ano....

 

Somos o que comemos!

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quem conta um conto....

03.01.18, Joana Marques

Como se diz. Acrescenta um ponto.

E parece que o facto de eu ser mãe tem feito as delícias de muitos conhecidos e amigos meus.

Amigos queridos que me têm ligado a dar os parabéns.

Conhecidos, também queridos que têm feito o mesmo. Seja por telefone. Por messenger. E até aqui no blog.

Quiosquianos, espetaculares. Como sempre!

E depois...

....depois há quem queira tirar nabos da púcara.

 

José. Mais conhecido por Nélia, trabalhou comigo durante um tempo.

Deixou de trabalhar para a minha empresa, no tempo em que eu trabalhava em Portugal, por influência direta minha.

Não achei o sistema em que trabalhava bom e contratei outras pessoas.

É conhecido por Nélia porque há pouco mais de um ano andou a passear-se pela Internet com este nome.

Incluindo aqui no blog. E noutro....

Inventou umas coisas. Tentou criar um conflito entre mim e outra pessoa. E quase conseguiu.

Até que percebi quem era e acabou-se.

Ligou-me.

- Olá, Joana queria desejar-te um bom ano.

- Obrigada, igualmente.

- Ah! Ouvi dizer que tens uma filha...

- Ouviste bem, é verdade...

- A sério? Vê lá que nunca tinha dado conta de nada....hummmmm....estás com alguém?

- Estou! Por acaso estou, com o Vasco, o cão...está mesmo aqui ao pé de mim...

- Ah! Ah! Joana...não era isso....tiveste uma filha...quem é o pai?

- Não faço a mínima ideia...

- A sério? Mas tu...como assim?

- Não sei quem é o pai. A sério que não sei...

 

E sim, deixei correr a conversa porque me estava a divertir...

(eu sei...na próxima reencarnação nasço na forma de papel higiénico...)

 

- Nem parece teu! ADN. Já ouviste falar? Os candidatos a pais são obrigados a fazer.

- Hummmm. Não sei. Sabes é literalmente um mundo de homens a testar...não sei se vale a pena...

- Um mundo de homens?? Bem.......Joana. Tenho te a dizer que estou boquiaberto...

 

Mal a Nélia sabia que ainda ia ficar mais...

 

- Olha, a tua ideia não é má. Vou falar com o meu primo Diogo que é advogado para me orientar.

- Ah! Fazes bem.

- Zé!

- Diz.

- Um bom ano para ti. Pode ser que sejas tu o sortudo. E o teu teste de ADN tenha uma correspondência de 100%. Boa sorte!

- Hummmm?? Como assim? Joana....nós nunca....pois não? Hummm......Adeus.......olha, falamos noutra altura.......tenho de desligar....

 

Não percebi a reação.

Ou a Nélia tem memória de peixe e anda com este mundo e o outro.

Ou a minha reputação de maluca está em alta e ele achou que eu podia MESMO convocá-lo......

 

Eu sei, a fazer sofrer pessoas desta maneira. Quando esgotar todas as minhas vidas vou para o inferno...

Alice. Report!

02.01.18, Joana Marques

Ainda está a encontrar um lugar por aqui.

Todos os dias está mais adaptada que os anteriores. E isso é bom.

Também nós nos estamos a adaptar a ela. A ajustar e a reajustar a nossa vida.

 

Acorda muito bem disposta pelas 7 horas da manhã.

E adormece por volta das 9 horas da noite.

Acho que tem um radar incorporado porque no dia 31 de Dezembro não adormeceu à hora esperada.

E só fechou os olhos às duas da manhã.

Quando a festa terminou.

 

Chegou cá assustadoramente calada mas passados uns dias começou a palrar e agora ninguém a cala.

Participa nas conversas. À força.

Argumenta connosco. E acha que tem razão.

Também argumenta com o Vasco. E ele com ela...

 

Tem um apetite voraz. Habituada a papas e só a papas.

Por aqui faço-lhe sopa, que vou diferenciando ao longo da semana.

Experimenta tudo com cuidado. Porque tudo é diferente. Mas gosta de tudo.

Gosto de a pôr na cadeirinha e deixar bocadinhos de fruta para ir saboreando.

Vai comendo ao ritmo dela. Ao mesmo tempo que palra e bate com as pernas...

Come sempre tudo...

Adora bananas. O Vasco também.

Cuidados redobrados porque corre o risco de ser assaltada.

 

A Alice não tem dentes. E eu, mãe comecei a ficar preocupada.

Quando fui com ela ao pediatra perguntei logo.

Sossegou-me e disse que é assim mesmo.

O mais parvo é que sou muito descontraída comigo. Mas com a Alice estou a tornar-me numa mãe daquelas....

 

Depois da sesta da tarde e de lanchar, adora estar ao meu colo.

Agarro num livro, e vou-lhe lendo uma história.

Todos os dias.

O livro que temos estado a ler chama-se: "Pelo meu Sporting" e foi uma prenda de Natal.

Os textos de Luís Miguel Pereira são maravilhosos e os desenhos de Pedro Ribeiro Ferreira, espetaculares.

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A Alice já é sócia do melhor clube do mundo.

Ao contrário dos outros primos e dos tios, todos sócios no primeiro dia de vida, a Alice foi só aos oito meses.

Como se diz, mais vale tarde do que nunca.

 

Já escolhi os padrinhos da Alice. Não tive dúvidas.

A madrinha será a Madalena, a minha sobrinha mais velha. E o padrinho, o meu sobrinho mais velho, o Pedro.

A Madalena ainda não a conhece porque está em Barcelona. E desencontrou-se com a Alice no Natal.

O Pedro conhece-a e anda doido. Passa por cá todos os dias para a ver. E dá-lhe presentes. Já tive de o chamar à atenção. Não queremos uma Alice demasiado mimada....só um bocadinho.

 

A Alice adora um elefante que o Pedro lhe deu, é o brinquedo preferido dela.

O elefante mexe as orelhas e ela fica doida de alegria.

Pronto. Há um boneco que ela ainda gosta mais.

É um cão. E mexe-se ainda mais que as orelhas do elefante. Chama-se Vasco. E adora tirar-lhe as meias.

Quando ela está a brincar...ele vai. Tira-lhe uma meia e depois a outra.

E ela ri-se. Muito.

Ao fim do dia. Quando já está mais cansada e mais rabugenta. Só o Vasco lhe arranca gargalhadas.

E é tão bom ouvi-la rir-se...

 

A Alice adora música. E um dos melhores momentos, do dia, é quando dançamos.

A minha perna implora-me para não o fazer. O meu coração diz que sim, que o faça sem restrições.

O coração está a ganhar à perna, 20-0!

 

O padrinho Pedro ofereceu-lhe umas botas mega pirosas com um laço rosa atrás. Ela adora.

E não deixa de forma nenhuma que eu lhe tire as botas. Só a dormir. E com muito jeitinho.

Quando lhe deixarem de servir vou ter um problema.

 

Em tão pouco tempo já mudou.

Na expressão. Nas bochechinhas. E nos olhos. Muito vivos e curiosos.

 

certo. Por linhas tortas...

02.01.18, Joana Marques

2017!

Acabou por ser um ano estranho para mim.

Foi bom profissionalmente. Mas estranho.

Se eu não tivesse tanta capacidade de adaptação não tinha conseguido.

Porque tudo ia mudando. E mudando. E mudando.

Entrei para a empresa em Abril.

Peguei no projeto de Oslo em primeira mão.

Entreguei-o prontinho. Achei a determinada altura que ficaria por Oslo durante um tempo.

A gerir o que tinha construído.

 

A minha empresa não concordou. E lá fui eu para Inglaterra pegar em mais projetos.

Os tempos que passei por Inglaterra foram muito intensos. Muito trabalho. Agitação.

Uma pessoa habituada à calmaria de Oslo e passa do 8 para o 80.

Achei que não era vida para mim.

Já nem queria ficar por Oslo nem nada. Queria mesmo era voltar.

Ainda não sabia sequer da Alice. Aliás nem me passava pela cabeça que no final do ano teria esta surpresa.

Falei com os meus superiores. E fiz pressão até não aguentarem mais...

Acabaram por ceder.

Pediram-me para acompanhar no local o projeto de Amesterdão.

E eu lá fui. Mas só pensava em voltar...

E voltei. De maneira torta mas voltei.

 

Começa uma nova vida.

Hoje. Agora.

Já tenho um projeto atribuído.

Vou desenvolvê-lo por cá.

Nem todos os projetos precisam de acompanhamento no local.

Vou trabalhar a partir de casa.

 

Só que...e lá vêm as linhas tortas outra vez...

Já estava a pensar fazê-lo.

E já tinha falado com os senhorios.

Resolvi apresentar uma proposta de compra de uma casa no meu prédio.

Seria mais fácil comprar uma casa nova. Mas gosto tanto do meu canto!

Preciso de um escritório decente. E a Alice precisa de um quarto decente.

Quando a Alice apareceu, andava em negociações com os donos da casa. E pronto. A escritura é dia 17 de Janeiro.

 

Depois. Bem, depois obras. Provavelmente demoradas.

Enquanto isso vou ficando por aqui, por casa dos meus pais. Eternamente, em casa dos meus pais.

Já me apetece tanto voltar...e começar a vida.

Em 2017, tive este sentimento tantas vezes. A vida em suspenso.

À espera de acabar Oslo.

À espera de voltar para casa.

À espera de ficar em Oslo.

À espera de sair de Londres e voltar para casa.

À espera de terminar Amesterdão....enfim..

À espera da perna....à espera, à espera, à espera...

2017 acabou por se acertar.

Dissipar dúvidas que tinha.

O tempo de espera acabou por ser o certo, ainda que por linhas tortas...

 

Em 2018. Sinto que nada mudou. Ou ainda pouco mudou. Continuo à espera.

Do que acho que é certo. Ainda que mais uma vez .......por linhas tortas....

 

 

 

let's dance...

01.01.18, Joana Marques

Engraçada a vida.

Tive sempre muita pressa de viver.

E de viver tudo de uma vez.

Deve ter sido por isso que saí de casa aos 17.

De ter comprado a minha primeira casa com pouco mais de 20.

A noite de ontem nunca era passada em casa.

De preferência fora do país.

Paris. Nova Iorque. Rio de Janeiro, maravilhoso! Tailândia. No ano passado Barcelona.

E muitos outros.

Foram tantos que perdi a conta.

Se pensar um pouco chego lá. Mas a minha natureza hiperactiva quer que avance.

 

Ontem à noite passei a noite com a minha família. Não é a primeira vez.

Mas foi diferente. E especial.

Passei a meia noite a dançar. Com a Alice. Something Stupid.

E a cantar. Porque é mais forte do que eu.

E percebi que é isto o futuro.

O futuro é uma dança.

E uma dança só vale a pena ser partilhada com quem mais gostamos.

Até ao mínimo detalhe. Até ao final da música.

 

Ainda bem que a música continua hoje.

Que continue para todos nós em 2018.

Enquanto tivermos música, dancemos. Bem ou menos bem. Dancemos.

 

O Vasco escolheu um slow.

Uma música quase parada. Mas ritmada.

Ao ritmo da sua respiração. E do seu ressonar.

Lá chegou a 2018!

 

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