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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

tough little girl...

02.02.18, Joana Marques

Vasco.

Está histérico. E louco de felicidade.

Não trabalhei hoje. Estive o dia todo com ele e com a Alice.

Passeámos sem pressas.

Fomos à praia. Fomos ao jardim.

Almoçámos.

Dormiram os dois a sesta de manhã e de tarde.

E como se proporcionou. O Vasco aprendeu uma habilidade nova.

 

Sentei a Alice no chão.

Fiz-lhe origamis de várias figuras e com papel colorido.

E ela diverte-se a olhar para eles.

E a pôr e a tirar os origamis de dentro de uma caixa.

É uma brincadeira tão simples e que ela adora.

O Vasco, apareceu de repente. E tirou-lhe a chucha.

Fugiu.

Ficou entre a porta do quarto com a chucha.

- Nha nha nha...eu tenho a chucha e tu não.

A Alice.

Primeiro ficou meia atarantada.

- O que é que aconteceu? O que é que aconteceu?

Depois percebe.

Olha para o Vasco.

E ri-se que nem uma perdida.

E faz-se à estrada. A gatinhar tenta recuperar o que lhe pertence.

O cão com a alegria e a loucura deixa cair a chucha no chão.

Eu apanho e dou uma limpinha à Alice.

 

Continuamos nas nossas brincadeiras.

E o Vasco ronda. Rouba uma meia à Alice.

A Alice ri-se às gargalhadas.

 

O Vasco olha para as minhas meias.

Não teve coragem.....

stop! Ninguém pára o Vasco...

02.02.18, Joana Marques

Perto da casa dos meus pais há um sinal de stop.

Segundo os meus pais, sempre que o Vasco está em casa deles e eu paro no sinal de stop o Vasco sabe que estou a chegar.

E vai para o pé da porta.

Esta situação tem-me deixado muito apreensiva. Devo confessar.

Ou ando a pôr perfume a mais. Ou o meu odor corporal, já teve melhores dias.

 

Ontem também parei no stop.

 E lá aconteceu.

Os meus pais estavam na sala a ver televisão.

E de repente saiu do escritório um cão a alta velocidade.

Derrapou no chão de madeira.

Bateu na porta da cozinha.

- A Joana chegou.

 

Ainda fui deixar a minha irmã a casa dela.

Mora perto dos meus pais.

Entrei para cumprimentar o meu cunhado, o meu sobrinho Pedro e a minha sobrinha Inês.

Numa casa bem perto, um cão dava saltos, ladrava e dizia:

- A Joana vem aí, a Joana vem aí. O que fazem aí parados...a Joana vem aí!

Uma pessoa até acha que é importante.

Nem o presidente da junta tem este tipo de recepção.

 

Cheguei por volta das 22h.

Estacionei o carro.

Ainda não tinha saído do carro já o ouvia.

Mais. Já o via.

Se espreitasse pelo muro. Via, pela janela, um vulto de qualquer coisa aos saltos.

Era o Vasco.

Os meus pais abriram a porta.

E ninguém pára o Vasco....

Num momento estava a abrir o portão. No outro tinha um cão de 30 kg ao colo. A lamber-me a cara.

 E já não houve Joana para ninguém. Ele não deixou.

Não consegui cumprimentar o meu pai nem a minha mãe convenientemente....é por estas e por outras que eu vou acabar solteirona...

 

A Alice já estava a dormir. E não acordou com o alarido. O que parece mentira.

Acabei por ficar a dormir em casa dos meus pais. Com companhia...claro!

Hoje de manhã tinha 30 kg em cima das minhas costas. E um focinho colocado no meu pescoço...

 

Mal acordei fui logo ao quarto da pequena.

Queria ver a Alice acordar.

E vi.

Lá estava eu. E o cão. De sentinela.

A olhar para ela.

Quando me viu. Fez o sorriso mais bonito que eu já vi.

E eu....

....eu chorei como uma Madalena...