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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

amar não é para meninos..

14.02.18, Joana Marques

Todos o queremos. Mas nem sempre estamos à altura.

Por incompetencia.

Por cobardia.

E por medo.

Porque sim. Ou porque não. Sem razão. Ou por todas as razões.

Viramos as costas ao amor.

Porque é difícl.

Muito dificil.

O que parece fácil. É tão dificil.

 

Amar não é para meninos.

É pior que caminhar sobre arames. Descalça.

Muito pior. Exige destreza. Também.

Confiança.

E confiar no outro é difícil.

Não devia ser. Mas é.

 

 

Amar é tão fácil E tão dificil ao mesmo tempo.

Exige um coração grande. Um arcaboiço. Uma armadura.

Para se poder abrir. E nunca mais fechar. Ao amor. A esse amor.

Quando acontece...

.....é primavera no nosso coração.

 

Amar não é para meninos.

A primavera acaba todos os anos.

E dá início ao verão. Mais maduro. E com menos descoberta.

Ao Outono. Mais escuro.

E ao Inverno frio. E solitário.

 

Amar não é para meninos.

É para duas pessoas. Grandes. Maiúsculas.

Com coração.

Que sobrevivam. A ventos. Chuva. E instagram.

Porque às vezes não é amor. É só vontade.

 

Um dia destes.

Vou deixar de ser menina.

E passar a ser mulher.

E vou amar como gente grande.

 

tecer. A vida!

14.02.18, Joana Marques

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(foto)

 

Conheci a Margarida e o seu trabalho através do grupo handmade life.

Tem 49 anos. E tem um filho de 19.

A minha pipoca tem 9 meses.

Fico sempre espantada quando os filhos das pessoas têm 19 anos.

Parece impossível. E inatingível para mim.

 

A Margarida esteve ligada uma vida inteira à industria avícola.

Tendo passado por várias tarefas e cargos.

 

A vida trocou-lhe as voltas há 3 anos. Ficou desempregada.

Ao mesmo tempo que passava por todo o processo burocrático que é estar desempregada, aceitou o convite de uma tecedeira da sua terra. Para aprender.

E aprendeu.

Nunca mais se separou do tear. Montou um em casa.

 

Agarrou o que aprendeu, mas...

....ganhou asas.

Na sua cabeça foram aparecendo novos processos. Misturou o tradicional com o novo. O novo com a sua imaginação.

E nasceram peças. Únicas.

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 (fotos)

 

Podem conhecer mais peças e este projeto vistem a página de facebook.

Para o dia dos namoradas, nada melhor que um projecto apaixonante!

 

 

 

Têm ou conhecem algum projeto. Querem vê-lo divulgado? enviem um email

para: joanatmarqueshr@sapo.pt

 

Esta divulgação é totalmente gratuíta!!

Gosto de boas ideias e quero divulgá-las!!

 

Não se esqueçam de acompanhar o nosso grupo  handmade life  no facebook!

 

 Nesta rubrica do Quiosque:

conheçam. A Cutchi

conheçam. A Feltros Linhas e Cia

conheçam. A Marta e o seu projeto.

conheçam. Beijos de Algodão.

conheçam. A claudycostura.

Jasmim.

não tenho. Mas se tivesse...

13.02.18, Joana Marques

Não tenho namorado.

Mas se tivesse fazia-lhe este bolo.

E se ele não gostasse, mandava-o ir dar uma volta.

Porque este bolo. É.....indescritível.

Não é um bolo para todos os dias. Até porque dá trabalho a fazer.

É um bolo para ocasiões especiais. Como o dia dos namorados.

Com a vantagem de poder ser feito antecipadamente.

 

Leva poucos ingredientes.

E pode ser feito do tamanho que nos der jeito.

Eu faço-o só com duas camadas.

Mas podem fazer um arranha céus...

 

O bolo é feito em duas partes.

1ª parte. Suspiro.

6 claras em castelo.

Junto 150 g de açúcar de coco.

Continuo a bater.

Divido este preparado em duas partes.

Em papel vegetal e em circular coloco no forno, em dois tabuleiros.

Para que o suspiro fique bom é preciso muita paciência.

Eu costumo colocar o forno baixinho. Durante 10 minutos.

Desligo 10 minutos.

Ligo outra vez. Durante 10 minutos.

Desligo 10 minutos.

Faço isto durante uma hora e meia. Mais ou menos.

No final desligo e deixo estar uma hora dentro do forno.

Cuidado para não queimar. É preciso ser muito vigiado.

Sempre que desligo o forno. Troco os tabuleiros de lugar. Para apanharem o mesmo calor.

 

2ª parte. Mousse de chocolate.

Podem usar a mousse do costume.

Eu gosto desta.

6 gemas.

2 ovos.

Claras em castelo.

Duas colheres de sopa de óleo de coco.

200 g de chocolate. Usei 85% de cacau.

Derreti o chocolate com o óleo de coco.

Juntei o chocolate, o óleo de coco às gemas.

E depois as claras em castelo.

Este mousse de chocolate fica muito consistente. Gosto assim. Tipo bombom aveludado.

 

Colocar um suspiro num prato.

Encher de mousse de chocolate.

Colocar o outro suspiro por cima.

E encher o topo de mousse de chocolate.

Colocar amêndoas laminadas por cima. E frutos vermelhos.

Antes de servir. Aqueçam o forno. Desliguem e coloquem lá dentro o bolo.

Quando o provarem.

Céus!

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Correm o risco. Um sério risco. De estarem perante um amor para a vida toda.

Feliz dia dos namorados.

um brinde. Aos dias simples...

12.02.18, Joana Marques

A Rita foi minha colega na escola.

Conhecia-a no 7º ano. E fomos colegas até ao 9º ano.

Até ao 12º ano fomos falando.

Partilhávamos a mesma escola. Não a mesma turma.

E depois seguimos vidas separadas.

Eu sempre a perguntar pela Rita, quando estava com alguém dessa altura.

Ela sempre a perguntar por mim, quando estava com alguém dessa altura.

Chegava-me aos ouvidos:

- Que giro, estive com a Rita outro dia e ela também perguntou por ti.

Ela ouvia a mesma coisa.

 

Com estes desencontros todos. Encontrei-a no facebook.

E falámos. E combinámos.

Foi na altura que eu estava de partida para Barcelona. E adiámos.

Depois fui para a Grécia. Noruega.

E voltei. De perna partida.

E finalmente. Hoje. Mais de 15 anos depois. Chegou o dia.

Combinámos almoçar em Belém porque ela trabalha lá.

Num restaurante daqueles de nome e renome.

 

Mas....

Não sei se repararam, hoje está um dia maravilhoso.

Pelo menos, por aqui.

Um sol, que nos faz agradecer a vida...

 

Peguei num pão que tinha feito ontem.

Umas azeitonas que trouxe do Alentejo.

Um queijinho que trouxe da Sertã. Mais umas frutas. E umas águas.

Uma toalha aos quadrados verdes. Com um remate feito em crochet.

Aqueci uma sopa à Alice.

Fui busca-la a casa dos meus pais.

Rumei até Belém.

13h. Hora marcada.

Não sabia o que esperar.

Se calhar a Rita já não era aquela miúda simples. Até porque hoje em dia tem um cargo importante num banco...

E as pessoas mudam.

Vai achar que eu sou doida...

Afinal, é, a mesma que conheci.

 

Estendemos a toalha. Mesmo ali. Na relva. Perto da Torre de Belém.

Dei a sopa à Alice que se portou muito bem.

Tirei-a do carrinho e andou por ali na relva.

Depois caminhámos junto ao Tejo.

Conversámos durante duas horas.

Parece que tinha sido ontem. Que nos tínhamos visto pela última vez.

 

 

Foi tão bom! Hoje foi mesmo um dia bom...

Um brinde. À amizade.

Um brinde. Aos dias felizes.

Um brinde. Aos dias simples.

o poder de um espirro

11.02.18, Joana Marques

Passei o fim de semana na Sertã. Na casa que agora é da minha irmã.

O tempo ajudou. Ontem esteve um dia muito bom.

O Vasco correu que se fartou. E a Alice brincou cá fora.

Dormiu a sesta da tarde na rua e tudo. Ao nosso lado.

 

A minha irmã, o marido e a Inês ficaram lá. A aproveitar o fim de semana prolongado.

Mas eu não. Não podia.

Não me posso dar ao luxo de não trabalhar amanhã.

Estou com trabalho até ao pescoço.

 

Passei por Carcavelos.

Para deixar uma fatura.

Amanhã, vão entregar o chão dos quartos. E convém confirmar se vem mesmo aquilo que foi encomendado.

Já tive más experiências outras vezes.

 

Mal entrei no prédio.

Apareceu o Sr. Ludovino.

Muito combalido.

Muito queixoso.

-Nem sabes, acho que desloquei a bacia.

- A sério? Então? Caiu.

- Não. Espirrei...

 

Não me contive.

Comecei a rir. E não consegui parar.

- Faz pouco, Joana. Quando tiveres a minha idade vais ver como é.

Não consegui parar.

Continuei a rir.

Com a Alice ao colo. O Vasco ao lado.

Ria que nem uma perdida.

Fui a casa deixar a fatura. Sem conseguir parar de rir.

Fiz a viagem para casa, a rir.

E cada vez que me lembro do ar do Sr. Ludovino. Não consigo parar.

 

O pior.

Ri-me tanto. Sem parar. Por tanto tempo.

Acho que desloquei o maxilar. 

 

O efeito de um espirro. Anca e maxilar abatidos.

Imaginem, quando este homem se constipar...

  

 

mais histórias do Sr. Ludovino aqui.

 

gorro em crochet. Passo a passo

11.02.18, Joana Marques

Adoro gorros.

São os meus melhores amigos.

Friorenta. Só deixo de ter frio acima dos 25º. O ideal de temperatura para mim é acima de 30º.

Aos 35º acho que morri e fui para o céu.

E aos 40º sinto-me perfeitamente bem. Consigo correr e tudo.

Por ser assim. Quando comecei a aprender a tricotar os gorros, boinas e chapéus foram uma prioridade.

Comecei por tricotar gorros com duas agulhas e depois unia-os com uma costura. Nunca ficavam muito bem.

Depois aprendi a tricotar com 5 agulhas e deixei de ter o problema das costuras.

Tempo. Tricotar um gorro demora algum tempo.

 

Comecei a aprender crochet. E o crochet é muito mais rápido.

Certos trabalhos, até os prefiro em crochet.

Têm aspeto mais artesanal. mais rústico.

 

Tinha aqui uns restos de um fio que adoro. Woolyboo. Da rosários 4.

Este fio é: 50% algodão. 35% Bambú. 15% lã.

Ideal para bebés. Na minha opinião.

Comprei aqui. Adoro esta loja online. São muito rápidos nas entregas e muitas vezes para além da encomenda, oferecem-nos esquemas de peças para podermos tricotar.

Queria crochetar um gorro para a Alice. Mas a meio do caminho percebi que o fio não chegava.

Acabei por fazer este passo a passo. E fiquei com um gorro para um recém nascido.

Este esquema adapta-se a qualquer tamanho. É uma questão de fazer mais ou menos carreiras.

 

1ª carreira.

Começar por fazer um anel mágico.

Fazer duas correntes.

E 9 pontos altos.

Unir com um ponto baixíssimo.

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2ª carreira.

Subir duas correntes.

Em cada ponto anterior fazer dois pontos altos.

Unir com um ponto baixíssimo.

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3ª carreira.

Subir duas correntes.

Fazer dois pontos juntos, um ponto, dois juntos, um ponto...até ao final da carreira.

Unir com um ponto baixíssimo.

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4ª carreira.

Subir duas correntes.

Fazer dois pontos juntos, um ponto, um ponto, dois juntos, um ponto, um ponto...até ao final da carreira.

Unir com um ponto baixíssimo.

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5ª carreira.

Subir duas correntes.

Fazer dois pontos juntos, um ponto, um ponto, um ponto, dois juntos, um ponto, um ponto, um ponto...até ao final da carreira.

Unir com um ponto baixíssimo.

 

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Como é um gorro para recém nascido. Paro por aqui os aumentos.

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Para cabeças maiores têm de continuar os aumentos.

Pode acontecer nos últimos pontos das carreiras não bater certo.

Por exemplo se estão a fazer aumentos de 4 em 4 pontos. No final podem sobrar 6 ou 7.

Não se preocupem. Podem optar por fazer ou não o aumento.

O que costumo fazer é numa carreira faço o aumento, na outra a seguir se acontecer o mesmo não o faço.

 

 

Próximas carreiras.

Subir duas correntes.

Fazer um ponto em cada ponto anterior. Até ao tamanho desejado.

Unir com um ponto baixíssimo.

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Podem terminar com um padrão simples.

Eu gosto de fazer um ponto diferente no final. Para lhe dar uma graça diferente.

 

Ultima carreira.

Subo duas correntes.

Faço 4 pontos altos nesse ponto.

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Deixo dois pontos sem fazer nada e prendo com um ponto baixíssimo no terceiro.

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Depois é só seguir o padrão até ao fim.

Subo duas correntes.

Faço 4 pontos altos nesse ponto.

Deixo dois pontos e prendo no terceiro.

Mais uma vez. Pode acontecer, no final não bater completamente certo.

É uma questão de gerirem isso ao longo da ultima volta.

Podem ter de deixar apenas um por fazer e não dois. No final não se nota...

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Gosto de lhe colocar uma fitinha à volta.

Com um laço.

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Deixo aqui uma tabela de medidas para gorros.

Pode ser que vos seja útil. São medidas aproximadas.

 

De qualquer forma, o truque é simples.

Para saber o diâmetro a crochetar é medir o perímetro da cabeça e dividir por 3.

 

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 Bom trabalho!

Já agora, algum passo a passo que gostariam de ver aqui no Quiosque?

Se tiverem alguma sugestão, deixem nos comentários.

 

 

 Juntem-se ao handmade life.

Sigam-me no instagram.

E no facebook.

E se gostaram do post, partilhem-no. Pode ser que ajude alguém...

se eu tivesse um aneurisma. Tinha rebentado. Ontem.

10.02.18, Joana Marques

Ontem, passei à tardinha por Carcavelos.

Tinha combinado com a engenheira. Decidir algumas coisas. Para começarmos a ver a luz ao fundo do túnel.

 

Entro no prédio.

E Sr. Ludovino aparece.

Em ponto de rebuçado.

- Nem sabes! A minha televisão avariou.

Sr. Ludovino é o maior consumidor de novelas que Portugal já viu.

Acho que a TVI e a SIC juntas trabalham diretamente só para ele.

Entro em casa dele.

 

Experimento o comando. Nada.

Verifico os cabos. Parecia tudo em ordem.

- Deve ter avariado mesmo.

Sr. Ludovino. Tão infeliz.

- Não fique assim, tem uma na varanda.

- Está muito frio na varanda.

Ainda me ofereci para mudar a televisão da varanda para a sala. mas não aceitou.

- Se quiser vamos os dois comprar uma televisão nova.

- O Miguel (o filho) trata disso.

 

A engenheira deve ter ouvido a minha voz e apareceu.

Pediu licença para entrar. E entrou na sala.

Nisto. Olho para a televisão e vejo que estão duas saquetas de cromos na parte da frente da televisão.

- É para os miúdos. (os netos)

Ao que parece um supermercado anda a oferecer cromos.

Tiro os cromos.

E com o comando. Ligo a televisão.

O Sr. Ludovino olha para mim como se eu fosse a santa protetora dos idosos sem televisão.

- Ah! Joana...

A dona Helena é apanhada de surpresa.

- Ó Helena! Os cromos naquele sitio não deixam o comando ligar a televisão. É como se o comando tivesse um preservativo. Percebes??? Um preservativo!!

 

A engenheira com um ar impávido e sereno.

A dona Helena sem perceber bem o que se tinha passado.

O Sr. Ludovino demasiado entusiasmado.

 

Ó Meu Deus.

Apoderou-se de mim uma vontade de rir.

Mas não podia.

Com esforço que fiz. As lágrimas escorriam pela cara abaixo.

- É das alergias. É das alergias.

 

Se eu tivesse um aneurisma. Tinha rebentado. Ontem.

 

mais histórias do Sr. Ludovino aqui.

já somos mais de 300..

09.02.18, Joana Marques

Em meados de 2017 criei no facebook o grupo Handmade Life.

A meu ver, as artes manuais são pouco acarinhadas em Portugal.

Quem as faz precisa de ter visibilidade. Dar o seu trabalho a conhecer.

Venda ou não, os seus artigos deve mostra-los.

Da comidinha boa, ao bordado, passando pelo desenho, pintura, tricot, crochet. Tudo e mais alguma coisa tem lugar no nosso grupo.

 

Quem quiser fazer parte desta comunidade. Junte-se a nós.

E comece a partilhar.

Já somos mais de 300. Grão a grão. Pessoa a pessoa. Somos cada vez mais.

De partilha em partilha. Vamos ficando todos cada vez mais ricos.

 

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pisem-no. Com cuidado!

09.02.18, Joana Marques

A minha irmã é designer de interiores.

Quando, aos 17 anos disse em casa que queria seguir esta área. O meu pai achou que nunca em tempo algum iria ter emprego.

Lá tirou a licenciatura e com uma colega de faculdade abriram uma empresa.

A empresa teve sempre trabalho.

Entretanto a minha irmã teve 3 filhos e nem sempre acompanhou a empresa e os projetos como a colega.

Não veio mal ao mundo. Em algumas fases a minha irmã ficou em casa. Noutras trabalhou em casa.

Ás vezes pegava apenas em pequenas coisas.

As duas entendiam-se muito bem. E tudo correu bem.

 

Só que..

A sócia da minha irmã divorciou-se.

E o marido tinha também parte da empresa.

Não chegaram a acordo. Nunca.

A coisa ficou feia.

Ainda tentaram vender a parte deles à minha irmã. Mas não aceitou. Não era a mesma coisa.

Uma outra colega da minha irmã ainda falou com a minha irmã. No sentido das duas serem sócias.

A minha irmã não quis.

A empresa acabou vendida a esta terceira pessoa.

E fechou passados 6 meses.

 

A minha irmã com uma agenda cheia de contactos continuou a trabalhar.

E nunca parou.

É feliz no que faz.

Tem atelier em casa. Permite-lhe acompanhar os filhos mais de perto.

Trabalha ao ritmo dela.

Está com um projeto muito giro.

Um hotel pequenino perto de Sintra.

Um projeto que já tem uma dezena de meses.

Pede-me muitas vezes para colaborar.

Se precisa de um quadro especifico. De um desenho.

Desta vez pediu-me. Azul. E branco. Para ser um tapete.

Descontruído. Nada certinho.

- Surpreende-me.

Desenhei isto.

Ela gostou.

Daqui a uns tempitos será um tapete.

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 Se o encontrarem alguma vez. Pisem-no com cuidado!

 

o mês que passou

08.02.18, Joana Marques

Janeiro foi um bom mês.

Uma agradável surpresa.

Tendo em conta que foi o primeiro mês da minha vida que tive uma filha.

Um trabalho novo.

Uma casa nova. No sentido em que não é a minha casa.

Muitas adaptações. Tudo correu sobre rodas. Excepto a minha perna...

 

Em Janeiro fiz duas escrituras.

A da casa que comprei no meu prédio. E a da casa do Alentejo.

Mudei de planos em relação à casa de Carcavelos.

Inicialmente, queria ficar cá em baixo com a cozinha, a sala, o escritório e um outro quarto que podia ser atelier para os meus 1012 hobbies.

Em cima seriam os quartos.

Mudança de planos.

Em cima continuo com a sala que tinha. Porque tem um terraço enorme agregado à sala e é muito mais fixe assim.

No verão a sala é mais o terraço que a própria sala. Se a sala ficasse cá em baixo teria apenas uma varandinha.

A cozinha fica a que está. Ou seja em cima. Porque ainda está em muito boas condições. E não precisa de obras.

O meu quarto passa a escritório.

E o atual escritório já é um atelier. Misturado com um escritório. Passa a ser só atelier.

As aguarelas. Pincéis. Canetas. Lápis. Lãs. Teares. Agulhas. Barro. Soda caustica...

Sim, eu tenho um fornecedor de soda caustica. Não, não sou perigosa. É para fazer sabão.

Enfim. Tudo o que tenho, ocupa muito espaço.

 

Cá em baixo, ficarão os quartos.

Resumindo. Vou gastar menos de metade e as obras ficarão prontas em menos tempo. Só vantagens.

 

Li dois livros e meio.

Este. Já tinha começado em Dezembro. Por isso, só conta metade.

Li este. E este.

 

Tricotei uma camisola. Ainda falta fazer os acabamentos. Quando estiver pronta, mostro.

Fiz fisioterapia. Num centro, mas também em casa.

Ainda não consegui correr mas comecei a fazer caminhadas.

Tenho usado uma aplicação chamada asics. Onde vou pondo os quilómetros que vou fazendo.

Segundo a aplicação em janeiro andei aproximadamente 182 km. Em 31 dias.

Nada mau para uma inválida.

 

Fui a Nova Iorque.

E foi tão bom!

O meu projeto foi muito bem recebido. E a minha empresa ficou a ganhar.

 

Tirei fotos.

A maioria más.

Mas a que tirei à Estátua da Liberdade encheu-me o coração.

Também gostei da que tirei a uma bicicleta.

Até agora são as minhas preferidas.

 

Escrevi cerca de 50 post's no blog.

Deve ter sido o mês que escrevi mais. Desde que o Quiosque viu a luz do dia.

 

Cozinhei. Para mim. E para a Alice.

Virei-me muito para as sopas.

A Alice não come papas. Eu também não....

Como não comemos processados. A sopa é uma alternativa muito saudável para as duas.

Faço 5 a 6 sopas diferentes por semana, para a Alice.

E uma para mim.

 

Não consegui ver quase nada na televisão.

Comecei a acompanhar a série "call the midwife". Netflix.

Estou a adorar. Mas sem tempo para ver a série de uma vez só...

 

 

Para além de tudo.

O melhor de tudo.

Fui mãe. Algo que serei até ao resto da minha vida.

E tudo o que já fui. É o que mais gosto de ser.

Ser mãe é mesmo, mesmo bom...

 

Fevereiro, tem menos dias.

Vamos ver o que consigo fazer dele...

 

a falar francês

07.02.18, Joana Marques

As obras em minha casa já começaram.

E eu tento acompanhar como posso.

Tento lá ir pelo menos dia sim, dia não.

A obra está a cargo da empresa do meu irmão.

Não é a especialidade deles mas eu fiz um choradinho tão grande que acabaram por aceitar.

 

A empresa do meu irmão tem dois sócios. Ele e um grande amigo, colega de faculdade.

Com a crise, o meu irmão e o sócio acabaram por emigrar para Angola.

Depois, ficou só o sócio e o meu irmão voltou.

Mas concorreu a uma obra na Noruega e emigrou outra vez.

Neste momento, o sócio continua em Angola. O meu irmão na Noruega e cá têm à frente da empresa uma engenheira.

Nasceu em França. Filha de pais portugueses.

Ainda pouco fala português.

 

Combinei com ela depois de almoço. Em Carcavelos. Em minha casa.

Quando cheguei.

Ouvi ao longe a voz do Sr. Ludovino.

- Ó diabo. Não me digas que está a ralhar com a engenheira...

Voei até à entrada do prédio.

- SERÁ QUE PODIAM...

- Boa tarde! O que é que se passa? Perguntei eu...

- Ela não percebe patavina do que eu digo...

- Eu sei, não sabe português...só fala francês...

- POR ISSO É QUE EU ESTOU A FALAR ASSIM....

Disse ele muito alto e a gesticular...para mim e para a engenheira...

- Para ver se ela percebe alguma coisa...por CAUSA DAQUELA TORNEIRA DA GARAGEM, PODIAM IR LÁ DAR UMA VISTA DE OLHOS..

- Sr. Ludovino, Sr Ludovino...francês não é falar português em voz alta...

- MAS EU ESTOU A ARTICULAR AS PALAVRAS TÃO BEM...

- Sim, mas a senhora não é surda...é só francesa...

 

E convencê-lo??

 

mais histórias do Sr. Ludovino aqui.

Um sorriso, uma gargalhada e uns olhinhos encantadores...

07.02.18, Joana Marques

skype. É um instrumento fundamental para quem trabalha em casa.

Uso-o muitas vezes. Normalmente, para falar com o meu chefe que está em Inglaterra.

Hoje tinha uma reunião marcada.

Pontualidade britânica. Nem um minuto a mais. Nem um minuto a menos.

Ali estávamos nós a "discutir" detalhes, sobre o projeto que tenho em mãos. Angola.

Um ar sério. Dele.

Um ar sério. meu.

 

Dados, muitos números. Conclusões. Que já tenho. Embora tenha trabalhado ainda pouco no projeto.

 

E. Do outro lado.

O meu chefe mostra um sorriso de orelha a orelha.

Olhei, outra vez. Para confirmar que não estava a ver coisas...

O meu chefe começa a rir às gargalhadas.

- Será que meti o pé na argola e disse uma blasfémia qualquer. Em inglês?

- Será que não reparei e comecei a falar em português com ele?

- Oh! Não! Será que disse aquela palavra começada por F? Caneco...

 

Não.

Ao meu lado.

Mesmo, mesmo colado a mim.

De pé.

Com as patas em cima da secretária.

Estava o cão.

Com a língua de fora.

Um sorriso brutal.

A fazer olhinhos ao meu chefe.

....

 

vezes 4!

07.02.18, Joana Marques

O Vasco detesta calor.

Aqueles dias muito quentes. Abafados. E escaldantes. Dão cabo dele.

Anda aos caídos. Com um humor de cão.

Adaptou-se bem à Noruega. Muito bem. Demasiado bem. Tenho ideia que foi o clima fresquinho que o ajudou.

 

Esta semana. Tem estado muito frio.

Para poupar a Alice do frio mudei um pouco a rotina.

Na segunda feira ficou comigo.

Trabalhei durante as sestas dela.

E como adormece entre as 19h e as 20h. Trabalhei a partir dessa hora.

Na terça feira tive de a ir deixar nos meus pais. Mas, saí de casa só às 10h. Já aquele frio da manhã se tinha ido embora.

Estava frio, mas às 7h da manhã é bem mais agreste.

 

Hoje tive de a deixar cedo.

Enquanto a estava a preparar. E a transformar uma menina de 9 meses no abominável homem das neves.

Roupa mais roupa e mais roupa. Via-se o nariz e pouco mais.

Vasco o cão. Foi dando sinais que também queria sair.

Até porque precisava de fazer o seu xixi e cocó matinal.

 

Estou ainda a morar na casa do meu irmão.

O prédio do meu irmão tem 4 andares. E cada família ocupa um piso.

A casa do meu irmão é no rés do chão. E tem porta diretamente para o jardim do condomínio.

O carro é estacionado quase à porta de casa dentro do condomínio.

 

Saí com a Alice e o Vasco. Fecho a porta.

E o Vasco fica no tapete da entrada.

Põe uma pata na relva. E chora.

Tira a pata da relva.

Experimenta com a outra. E guincha.

Queria fazer xixi. Queria fazer cocó. Mas sem ficar com as patas enregeladas.

Lá conseguiu. Com uma mestria nunca vista.

Fez o xixi mesmo, mesmo perto do tapete. E o cocó.....também.

Um exercício de equilibrio só à altura de grandes Vascos.

 

Mas, ele queria ir para o carro. E entrar no carro implicava andar. E andar implicava pisar o chão. E o chão estava frio.

E.....

-Não! Não ponho as patas nesse chão.

Desvalorizei. Ignorei.

- JOANA! Não ponho as minhas patas nesse chão.

Choradeira. Aflição.

Abri o carro.

Coloquei a Alice na cadeirinha.

 

O drama. O horror. A tragédia. Estavam naquele tapete.

Os olhos diziam tudo.

Passou o meu vizinho de cima.

Aquele, que tem um peixe em casa. Diferente, do que tinha anteriormente. Vocês sabem do que é que eu estou a falar...

- O que é que se passa?

- O cão está com frio.

- Só isso? Parece tão aflito...

- Só isso.

 

Com tanta choradeira. Apareceu à janela uma vizinha do rés do chão do prédio ao lado.

- Ah! Coitadinho! O que é que ele tem??

- O chão está gelado. E ele sente frio nas patas.

Digo eu, sem fazer grande alarido. A arrumar uma quantidade de tralha no carro.

- Não sei se será bem isso...

Diz o meu vizinho, que ficou a ver o desfecho do caso do cão enregelado.

 

Volto ao tapete.

Uma lamuria só.

Pego nos 30 kg de cão.

Deposito-o no carro.

Era uma vez um cão feliz da vida....

Era uma vez dois vizinhos boquiabertos...por verem um cão a ser Vasco...

 

Cheguei a casa dos meus pais.

O meu pai veio cá fora para me ajudar.

Abri a porta do carro.

O cão saiu do carro?

Claro que não...

Tirei a Alice. Passei-a ao meu pai.

E depois, tirei o Vasco. Ao colo....

 

O mais chato é que quis voltar comigo.

E eu, voltei a pegar nele. A pôr no carro.

O meu pai só se ria.

 

Quando cheguei a Cascais.

Recusou-se a sair do carro.

Eu bem lhe disse.

- Vá, desce! Já não está tanto frio!!

A minha capacidade de persuasão anda uma lástima....e aqui está a prova...

30 kg. Outra vez.

 

Com isto tudo.

Parece-me que encontrei o meu próximo projeto de tricot....

.....vezes 4!