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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

é oficial....

02.03.18, Joana Marques

Vou ter de saltar de paraquedas.

Perdi uma aposta que fiz com a minha cunhada.

O Sporting está afastado do campeonato...

 

É a segunda aposta que perco este ano..

Azar ao jogo. Sorte ao amor...

É o que se diz por aí....

 

Se é verdade ou não. É o momento certo para o universo o demonstrar!

Pelo sim, pelo não....vou calçar os meus sapatinhos de cristal!

 

caderneta de cromos #1

02.03.18, Joana Marques

Sempre dormi pouco.

A verdade é que não preciso dormir mais. Sempre me senti bem assim.

Hiperativa assumida. Muito tempo deitada começa a enervar-me.

Um mundo para viver. Tanta coisa para fazer.

 

Quando era pequena. Bebé.

Dizem os meus pais, sempre que olhavam para dentro do berço eu estava acordada.

Aqueles olhos grandes verdes azulados. Azuis esverdeados. A olhar para eles.

A minha mãe nunca me disse. Mas deve ter pensado que eu era no mínimo o anticristo.

Já tinha criado dois filhos. Normais. E apareci eu para lhe trocar as voltas.

Dormia de noite. Dormia bem. Umas 5 horas.

De dia, nem pensar.

 

Quando tinha uns 8, 9 anos acordava cedíssimo ao fim de semana.

Ia para a cozinha. E preparava o pequeno almoço para a minha família toda.

Às vezes fazia panquecas. Outras vezes, preparava os cereais do meu irmão e da minha irmã.

Fazia café para os meus pais.

E torradas.

Em momentos mais inspirados fazia bolos. Numa altura em que as crianças não eram de cristal e podiam andar alegremente soltas em casa.

Batia o bolo à mão porque a batedeira ia acordar a casa inteira.

E depois. Esperava. Que toda a casa acordasse.

Esperava...

Esperava..

Tipo 5 minutos...

Depois a impaciência tomava conta de mim...e ia acordar toda a gente.

Durante muitos anos tive a vida por um fio. Vivi no limite.

Os meus irmãos não me deram uma facada por acaso.

Ainda hoje. O bolo mais odiado lá de casa. É o bolo mármore.

Lembra-lhes. Todas as horas de sono perdidas....e nunca recuperadas...

 

Este é um dos cromos. Da minha caderneta.

É uma nova rubrica aqui no Quiosque. Descrever características minhas. Somadas dão a Joana.

 

Cada um de nós é um ser único e especial. É isso que nos dá graça.

É por isso que nos apaixonamos perdidamente por algumas pessoas. E abominamos outras.

É por isso. Por esse je ne c'est quoi, inexplicável que se apaixonam por nós. E não pela vizinha do lado.

Cada particularidade nossa é um cromo. Colado numa grande caderneta. Que é cada pessoa.

Também vocês com um blog deverão ter características engraçadas que queiram partilhar.

Sintam-se à vontade. E desvendem também a vossa caderneta de cromos.

 

Este é o meu primeiro cromo.

Algum para a troca?

 

 

 

big brother is watching you...

02.03.18, Joana Marques

O Vasco não faz a mínima ideia de que é um cão.

Nunca ninguém lhe disse:

- Vasco, és um cão.

 

Adotei-o com dias de vida. Meio morto.

Nos primeiros dias alimentei-o com uma seringa. Gotinhas pequeninas de leite.

E massajava-lhe a barriga.

Nunca teve uma mãe cadela que o tratasse como um cão.

Só uma mãe Joana que o tratou da melhor forma que arranjou. Sendo que essa forma pode ter falhado.

Aliás, falhou mesmo!

Mãe Joana fez dele um cão a achar que é o último copo de água no deserto. A última bolacha do pacote.

O macho alfa. O rei cá de casa. O Vasco.

Nós obedecemos.

Vasco no comando. Todos os segundos.

 

Vasco. É um ser assoberbado com as responsabilidades que a vida lhe deu.

É um despertador eficaz. Um dorminhoco eficiente. Um entertainer espetacular.

Vasco não perde tempo com miudezas.

Não reage aos outros cães. Porque ele é um soberano. E um soberano não olha cá para baixo.

Um bom soberano olha, claro! Mas Vasco é um ditador. E por isso, não se dobra a qualquer canito que lhe apareça pela frente.

Vasco leva à loucura os outros cães. Que se esforçam ladrando efusivamente. Por um grama de atenção.

Vasco não quer saber. Ele é mais frango assado e uma sesta de duas horas a seguir.

 

Vasco, tem um bom coração. E, segundo as suas regras, deixa entrar no seu reino outros seres.

Considera-os inofensivos.

Aranhas. Não! Cabras. Também não! Pássaros nem pensar!

Gatos, pode ser.

E assim, entrou Julieta.

Para o Vasco.

- Pffffffffffff. Quero lá saber disso. Eu sou o rei da republica das bananas, mangas e frango assado.

Mas.....

...quando pões um estranho cá em casa. Convém ficar de olho.

E se esse estranho passa, mesmo não querendo a coisa, perto da tua tigela. Vinte olhos não chegam.

Para o Vasco basta um.

Como sabem. Anda cheio de trabalho. E pôr os dois olhos num ser inferior. É demasiado. Quanto mais vinte.

Um basta.

Dá para controlar o passado. O presente. E o futuro da gata. E ainda sobra para...

...deixa cá ver o que é o jantar...

vasco12 (3).jpg

É assim, o Vasco por estes dias. 

Um olho bem aberto. Não vá a gata. Essa estranha. Matar-nos a todos durante o sono.