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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

a sorte que tenho

05.03.18, Joana Marques

Está a descobrir o mundo.

Agora que se põe de pé. A vida dela mudou.

Já percebeu que não pode tirar as mãos. Já cai menos.

Já percebeu que segurar-se ao sofá é mais seguro. Do que o cão. O cão tem vida própria e vontades próprias.

No sábado de pé agarrada ao sofá, soltou uma mão e segurou o comando.

Eu sei que não é nada demais. Todos nós fizemos isso um dia. Mas...

Emociono-me. Quando a vejo crescer. E a trilhar o próprio caminho.

 

É sossegada. Consegue passar períodos consideráveis a brincar. Comigo.

Não estou a apostar em brinquedos muito elaborados.

Prefiro interagir com ela. 

Uma caixa com origamis coloridos lá dentro é o bastante para uma tarde diversão.

Cubos coloridos também são do agrado dela.

E uma boneca. Tem uma boneca que não larga. E que vai connosco para todo o lado.

O Vasco bem tenta tirar-lhe a boneca. Não deixa. Luta até ao fim...

 

É muito menina.

Muito rosinha.

Quando lhe visto roupa que gosta. Ri-se. E aponta para o casaco. Para a camisola. Para a  saia....

Gosta de se ver ao espelho.

Não sei se percebe que é ela. Provavelmente só vê uma miúda gira a sorrir.

 

Fala o seu próprio dialeto.

Está sempre, sempre a falar. E todos os dias acho que vai dizer qualquer coisa percetível.

Ainda não aconteceu.

 

Tem a mão leve.

Estou a ensinar-lhe que não pode andar para aí a distribuir chapadas e chapadas.

Não faz festas ao Vasco. Agarra-lhe o pelo.

Também a estou a ensinar a fazer festinhas. Porque agarrar e bater, dói.

As coisas aqui por casa têm o mesmo tratamento.

É tudo tratado às três pancadas.

Ainda não tirei nada do lugar. Com paciência lá lhe explico que não pode mexer.

Se lhe digo:

-Não, Alice não.

Pára de mexer. Olha para mim, ainda com a mão no fruto proibido. 

Continuo a dizer que não. E ela atira-me um sorriso.

Bem me derreto. Mas não posso dar parte fraca. 

A vontade é grande. Se é! Mas não posso ceder...

É difícil ser mãe.

 

Dorme bem. Come bem.

Gosta muito de sopas. E de fruta.

A sopa fica por minha conta.

A fruta come sozinha.

Enquanto estou na cozinha a despachar coisas e mais coisas. Vou falando com ela.

Responde ela. Responde o Vasco. Responde a Julieta. Toda a gente me responde. Acho que ninguém me percebe verdadeiramente...que se lixe. Eu finjo que sim!

A Alice está na cadeirinha. E vai comendo com tempo a fruta que lhe ponho num prato.

Às vezes. Muitas vezes. O prato vem parar ao chão. Outra vezes uma parte da fruta.

O cão aspira. Rei da República das bananas, mangas e frango assado.

Por esta altura já a Julieta foi afastada das imediações.

E suja-se. Muito. Mas...

Acho importante estes tempos. 

Quero, conforme possa, educa-la com tempo.

 

É um polvo. É mais do que um polvo. Um polvo só tem oito tentáculos. E quando a estou a vestir parecem uns 100.

O Vasco também não ajuda. Porque acha giro andar a fazer palhaçadas nas minhas costas.

Adora o banho. E com os 100 tentáculos. Toma banho ela. Eu. E o cão.

A Julieta é demasiado pomposa para estar dentro de uma casa de banho com 3 selvagens e uma banheira cheia de água.

 

 

É uma miúda simpática. Sorri a toda a gente. E diz adeus.

Se não lhe dão atenção resmunga. E reclama. Incluindo com o cão.

 

Todos os dias. Me perco a olhar para ela.

Parece mentira. A sorte que tenho.

 

 

 

 

Escher. A exposição..

04.03.18, Joana Marques

"Somente aqueles que tentam o absurdo conseguem o impossível"

Maurits Cornelis Escher

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Finalmente.

Consegui ir à exposição.

Achei eu que conhecia bem a obra do artista.

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Não. O meu conhecimento, afinal, era só sobre a ultima fase do seu trabalho.

O início. O princípio. Escapavam-me.

O enquadramento da sua obra, na vida, também.

 

As obras do artista, ao longo da exposição, colocam o nosso cérebro à prova.

O que vemos à partida. É pouco para tudo o que cada obra transmite.

É uma exposição para se ver lentamente. O que parece à primeira vista não é. Temos de olhar duas, três, quatro vezes. Muitas vezes.

 

 

Escher nasceu na Holanda em 1898 e morreu em 1972.

Não foi um aluno brilhante. Pelo contrário.

Andou meio perdido até encontrar Samuel Jessurun de Mesquita. Mesquita, orientou Escher, a estudar artes gráficas em vez de arquitectura.

Depois de terminar os estudos, Escher viajou para Itália. Este país terá uma influência tremenda na sua obra. Facto que eu desconhecia.

As obras que fez sobre Itália à noite são absolutamente geniais.

Simples. Simples. Só preto. E branco. Nada de cinzento.

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Foi em Itália que conheceu a sua mulher.

Ao longo da sua vida viajou pela Suíça. Bélgica. Espanha.

Alhambra é uma influência fundamental na sua obra.

É por aqui que surge a fase das pavimentações.

Alguns esboços que faz parecem saídos de uma aula de Educação Visual de miúdos de 5º ano.

Para logo a seguir nos contemplar com tesselações complexas que não percebemos ao primeiro olhar.

Para nos ajudar a decifrar muitas das obras, à entrada facultam-nos um audioguia, precioso.

Algumas obras são tão complexas que só alguém entendido em Matemática chegará lá. Eu sou só uma gestora...curiosa.

 

Ao longo da exposição, vão aparecendo atividades interativas que nos põe à prova.

É engraçado ver como os museus mudaram. Quando era mais miúda andávamos em bicos de pés. Hoje podemos, mediante algumas regras, interagir com as obras. Tirar fotos. Partilhar. Convidar os outros a participar. A juntarem-se.

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E as selfies?

Usando os conceitos idealizados por Escher, ao longo da exposição, podemos ir tirando selfies engraçadas para mais tarde recordar.

 

A exposição está dividida em 7 partes.

 

Período Inicial

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Tesselações

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 Estrutura do Espaço

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Metamorfose

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Paradoxos Geométricos

 

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 Trabalho Comissionado

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 Eschermania

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Horário: 10h – 20h (todos os dias)

Contactos: escheremlisboa@gmail.com

Museu de Arte Popular

 Av. Brasília – 1400-038 Lisboa

Belém

 

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Bilhete Inteiro € 11,00 + gastos de gestão  (o preço do bilhete inclui audioguia)

Bilhete Reduzido € 9,00 + gastos de gestão   (+ de 65 anos e estudantes universitários de até 26 anos (com documento); mobilidade reduzida com acompanhante gratuito. O preço do bilhete inclui audioguia)

Bilhete Jovens € 9,00 + gastos de gestão    (dos 11 aos 18 anos com documento. O preço do bilhete inclui audioguia)

Bilhete Universitários  € 8,00 + gastos de gestão  (Todas as segundas-feiras, para todos os estudantes universitários sem limites de idade, com certificado universitário. O preço do bilhete inclui audioguia)

Bilhete Criança € 4,00 + gastos de gestão   (dos 5 aos 10 anos. O preço do bilhete inclui audioguia)

 

Até dia 28 de Maio.

Não percam...

 

 As fotografias estão hiper tortas.

Desculpem.

Não consegui fazer melhor...

 Mais uma razão para visitarem a exposição...lá, está tudo direitinho!

 

 

um dia de chuva

03.03.18, Joana Marques

Acordei cedo.

Comi o pequeno almoço calmamente. Tomei banho.

Despachei algum trabalho. Do trabalho. Coisas urgentes.

Tirei a loiça da máquina de lavar.

Máquina da roupa cheia. Lavou. Estendi.

Fiz festas ao cão. Carente.

Lavei as casas de banho.

Fiz festas à gata. Com o cão lá ao fundo a ver tudo. Mas a fingir desinteresse absoluto.

Li dois capítulos do meu livro.

A Alice acordou.

Tratei dela. E de toda a logística.

Fomos passear o Vasco.

Feliz da vida. Com chuva.

Feliz da vida. Com lama.

Entrámos em casa. A Alice ficou na cadeirinha. E eu dei banho ao cão.

Olhei para o relógio ainda eram 7h30 da manhã!

 

Peguei na Alice e deixei-a em casa dos meus pais.

Passei por Carcavelos. A semana que passou foi tão conturbada que nem deu tempo para perceber se ainda tenho casa.

Não vi o Sr. Ludovino.

A casa parece na mesma como a lesma.

Deixei ficar o carro.

Estava em Carcavelos era um desperdício não ir à praia. Fui à praia.

Apanhei chuva até aos ossos.

O mar estava alterado. Se não fosse isso acho que tinha tido coragem. Para dar um mergulho.

Às vezes faço isso. Hoje não era dia.

 

Voltei para Cascais. Tomei um banho muito quente.

Vesti-me.

E pus-me a caminho de Belém.

Tinha combinado. Às 10h no Museu da Arte Popular com um amigo meu. O Gustavo.

O Gustavo mora no Porto. E queria muito ver a exposição.

Deixei o carro perto da estação fluvial de Belém. Apetecia-me tanto andar...

Apetecia-me mesmo era correr mas não podia ser....

Chovia pouco.

Antes de chegar ao Padrão dos Descobrimentos. São Pedro. Passou-se. E começou a chover....MUITO.

Vento.

O meu chapéu de chuva ficou feito num oito...

Com um chapéu perneta. Tentei chegar. Dignamente....

 

A meio do caminho. Ligou-me o Gustavo.

- Já cá estou.

- Estou quase a chegar.

E, nisto.

Trovoada.

Apostas perdidas! Sim.

Salto de paraquedas! Sim.

Corridas longas! Sim.

Perna partida e varicela tudo ao mesmo tempo! Sim.

Ser dona do Vasco! Sim.

Trovoada! Não.

Lamento. Trovoada não é a minha onda.

Há 4 meses pensaria.

- Ai, ai, ai....se eu morrer quem é que vai querer ficar com o cão.....

Atualmente vem me à cabeça.

- Minha rica filhinha...órfã...

 

Entre piscinas de água. Trovoada. Chuva. E o chapéu de chuva em condições deploráveis.

Cheguei ao museu. O Anticristo. Molhado.

Calças que se podiam espremer. Cabelo que mais parecia ter saído do banho.

Um impermeável. Mais conhecido por Niágara. A escorrer água por todos os lados.

Ao longe vi o Gustavo.

Que me acenou.

Lá diz o velho ditado. Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.

- Uau, Joana. Estás linda!

Sim, estava linda. Uma linda lástima.

Ainda pensei que não me deixassem entrar no museu. Tal era o estado.

A exposição é maravilhosa. Pelo menos achei. Mas eu sou apaixonada por Escher.

Faz parte do meu top de artistas preferidos.

 

A meio da exposição diz o Gustavo.

- Este espaço é gelado. Estou cheio de frio.

- Eu estou cheia de fome. Atirei eu.

 

Lá dentro ouvia-se a trovoada.

Convidava a ficar ali.

Mas....não dava para ficar ali para sempre. Até porque o espaço começou a ter muita gente.

Ganhámos coragem.

Fomos almoçar a um italiano em Algés.

Comemos uma massa espetacular.

Conversámos. E conversámos. Rimos. A recordar os velhos tempos...

Quando éramos novos. E ainda mais parvos.....

Já não nos víamos há uns 10 anos. Fomos colegas de bordo durante muito tempo.

Voltámos a Belém. Deixou-me junto ao meu carro.

Voltou para o Porto.

Eu voltei a casa. Já com a Alice.

Ainda fomos passear o cão. Que adora lama. E acabou na banheira mais uma vez....

 

A Alice já dorme. E eu ainda vou a meio do meu dia.

Faça chuva. Ou faça sol.

A vida parece sempre curta. O tempo passa muito depressa.

E a minha lista de afazeres, está como as nuvens do céu. A transbordar!

Está a ser um belo dia. De chuva!

 

 

 

é oficial....

02.03.18, Joana Marques

Vou ter de saltar de paraquedas.

Perdi uma aposta que fiz com a minha cunhada.

O Sporting está afastado do campeonato...

 

É a segunda aposta que perco este ano..

Azar ao jogo. Sorte ao amor...

É o que se diz por aí....

 

Se é verdade ou não. É o momento certo para o universo o demonstrar!

Pelo sim, pelo não....vou calçar os meus sapatinhos de cristal!

 

caderneta de cromos #1

02.03.18, Joana Marques

Sempre dormi pouco.

A verdade é que não preciso dormir mais. Sempre me senti bem assim.

Hiperativa assumida. Muito tempo deitada começa a enervar-me.

Um mundo para viver. Tanta coisa para fazer.

 

Quando era pequena. Bebé.

Dizem os meus pais, sempre que olhavam para dentro do berço eu estava acordada.

Aqueles olhos grandes verdes azulados. Azuis esverdeados. A olhar para eles.

A minha mãe nunca me disse. Mas deve ter pensado que eu era no mínimo o anticristo.

Já tinha criado dois filhos. Normais. E apareci eu para lhe trocar as voltas.

Dormia de noite. Dormia bem. Umas 5 horas.

De dia, nem pensar.

 

Quando tinha uns 8, 9 anos acordava cedíssimo ao fim de semana.

Ia para a cozinha. E preparava o pequeno almoço para a minha família toda.

Às vezes fazia panquecas. Outras vezes, preparava os cereais do meu irmão e da minha irmã.

Fazia café para os meus pais.

E torradas.

Em momentos mais inspirados fazia bolos. Numa altura em que as crianças não eram de cristal e podiam andar alegremente soltas em casa.

Batia o bolo à mão porque a batedeira ia acordar a casa inteira.

E depois. Esperava. Que toda a casa acordasse.

Esperava...

Esperava..

Tipo 5 minutos...

Depois a impaciência tomava conta de mim...e ia acordar toda a gente.

Durante muitos anos tive a vida por um fio. Vivi no limite.

Os meus irmãos não me deram uma facada por acaso.

Ainda hoje. O bolo mais odiado lá de casa. É o bolo mármore.

Lembra-lhes. Todas as horas de sono perdidas....e nunca recuperadas...

 

Este é um dos cromos. Da minha caderneta.

É uma nova rubrica aqui no Quiosque. Descrever características minhas. Somadas dão a Joana.

 

Cada um de nós é um ser único e especial. É isso que nos dá graça.

É por isso que nos apaixonamos perdidamente por algumas pessoas. E abominamos outras.

É por isso. Por esse je ne c'est quoi, inexplicável que se apaixonam por nós. E não pela vizinha do lado.

Cada particularidade nossa é um cromo. Colado numa grande caderneta. Que é cada pessoa.

Também vocês com um blog deverão ter características engraçadas que queiram partilhar.

Sintam-se à vontade. E desvendem também a vossa caderneta de cromos.

 

Este é o meu primeiro cromo.

Algum para a troca?

 

 

 

big brother is watching you...

02.03.18, Joana Marques

O Vasco não faz a mínima ideia de que é um cão.

Nunca ninguém lhe disse:

- Vasco, és um cão.

 

Adotei-o com dias de vida. Meio morto.

Nos primeiros dias alimentei-o com uma seringa. Gotinhas pequeninas de leite.

E massajava-lhe a barriga.

Nunca teve uma mãe cadela que o tratasse como um cão.

Só uma mãe Joana que o tratou da melhor forma que arranjou. Sendo que essa forma pode ter falhado.

Aliás, falhou mesmo!

Mãe Joana fez dele um cão a achar que é o último copo de água no deserto. A última bolacha do pacote.

O macho alfa. O rei cá de casa. O Vasco.

Nós obedecemos.

Vasco no comando. Todos os segundos.

 

Vasco. É um ser assoberbado com as responsabilidades que a vida lhe deu.

É um despertador eficaz. Um dorminhoco eficiente. Um entertainer espetacular.

Vasco não perde tempo com miudezas.

Não reage aos outros cães. Porque ele é um soberano. E um soberano não olha cá para baixo.

Um bom soberano olha, claro! Mas Vasco é um ditador. E por isso, não se dobra a qualquer canito que lhe apareça pela frente.

Vasco leva à loucura os outros cães. Que se esforçam ladrando efusivamente. Por um grama de atenção.

Vasco não quer saber. Ele é mais frango assado e uma sesta de duas horas a seguir.

 

Vasco, tem um bom coração. E, segundo as suas regras, deixa entrar no seu reino outros seres.

Considera-os inofensivos.

Aranhas. Não! Cabras. Também não! Pássaros nem pensar!

Gatos, pode ser.

E assim, entrou Julieta.

Para o Vasco.

- Pffffffffffff. Quero lá saber disso. Eu sou o rei da republica das bananas, mangas e frango assado.

Mas.....

...quando pões um estranho cá em casa. Convém ficar de olho.

E se esse estranho passa, mesmo não querendo a coisa, perto da tua tigela. Vinte olhos não chegam.

Para o Vasco basta um.

Como sabem. Anda cheio de trabalho. E pôr os dois olhos num ser inferior. É demasiado. Quanto mais vinte.

Um basta.

Dá para controlar o passado. O presente. E o futuro da gata. E ainda sobra para...

...deixa cá ver o que é o jantar...

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É assim, o Vasco por estes dias. 

Um olho bem aberto. Não vá a gata. Essa estranha. Matar-nos a todos durante o sono.

 

 

ainda bem que te abri a porta

01.03.18, Joana Marques

Hoje fizemos os últimos exames.

Teremos todos os resultados para a semana.

O pediatra garante que não é nada. O que temos já dá para saber que não é nada de grave.

- Então e porquê que aconteceu?

Não sabe. Diz ele, que pode ter sido uma fissura que cicatrizou.

Isto porque a Alice todos os dias se levanta e cai. Vezes sem conta. Já dá um ou dois passos agarrada.

Nunca desiste. Por mais que caia e cai muitas vezes. Levanta-se outra vez. E experimenta até mais não...

O pediatra diz que uma destas quedas deve ter corrido menos bem.

Como não é de se queixar. Passou. No momento. E só apareceu na fralda.

 

É claro que eu não estou totalmente convencida.

É claro que até aos 20 anos de idade, vou lhe examinar o xixi com uma lupa.

 

Foi uma semana muito difícil.

Sobretudo para ela.

Uma criança não devia passar por isto.

Quando vê uma pessoa de bata chora. Aconteceu ainda agora no Pingo Doce.

E primeiro que eu, a consiga sentar na cadeirinha do carro....

.....aquele corpo é mais flexível que uma contorcionista chinesa.

Dá luta, muita luta!

É difícil de torcer....e de convencer...

...estou desconfiada que um dia destes vai querer ser um avião e eu não estou preparada....

 

 

Quiosquianos. Meus queridos quiosquianos.

Mais uma vez. Foram espetaculares.

Agradeço. Muito.

Desejo-vos o dobro do que nos desejaram.

 

Agradeço a um quiosquiano chamado José que tem um blog aqui no sapo mas já não publica nada desde a idade média.

- José, a preguiça é um dos 7 pecados mortais. Publica lá alguma coisa!!

 

O José é irmão de um grande amigo do meu irmão e ganha a vida a dissecar cérebros de ratinhos.

Pois. José, eu não sou um rato. mas se dissecasses o meu cérebro neste momento...terias uma surpresa desagradável...

O José, deu-me um contacto de um médico especialista.

Agradeço a dica.

Já marquei a consulta.

Sem a interferência do José. Porque não gosto muito de cunhas. E este é um dos valores que quero passar à Alice.

Em princípio será só para tirar as últimas teimas. Mas ficarei mais descansada.

 

Apareceu inesperadamente na minha vida.

Sem eu estar a fazer conta.

Enquanto, dorme a sesta da tarde.

Olho para ela.

E vejo. A sorte. Que tenho.

 

Da minha casa. Da minha vida. Do meu coração.

Alice.

- Ainda bem que te abri a porta.

 

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