Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

o melhor método contraceptivo

09.04.18, Joana Marques

De madrugada.

A dormir. Fisicamente em coma. Mas com o cérebro a funcionar.

Pensei.

E se desse um beijinho ao Pedro. Assim, sem ele dar conta. Só porque sim.

Viro-me.

Chego-me.

E...

- Yeak! Nunca tinha reparado que o Pedro tinha esta estrutura óssea. E o cheiro? Cheira mesmo ao......VASCO???

- Uuuuff!

 

O Pedro deve ter-se apercebido de alguma coisa e diz-me, meio a dormir.

- Joana...

- Não sou eu. Do teu lado esquerdo está a mesinha de cabeceira. Do teu lado direito está o Vasco.

- Aos meus pés...

Estico o braço. Por cima do Vasco. Para lhe dar a mão.

- Pedro, dorme. Aos teus pés deve ser a gata.

.

.

.

.

.

.

.

- Miaaaaaaaaaau.

Risos. Às quatro da manhã.

nas bocas do mundo....#18

08.04.18, Joana Marques

Na sexta-feira ao visitar o blog da Fátima.

Dou de caras com uma referência ao quiosque.

Não tinha recebido notificação alguma.

E por isso fiquei com medo de alguma vez ter deixado escapar....um ou outro passeio do quiosque.

Neste caso sou leitora do blog da Fátima, por isso mais dia menos dia ia lá parar. E ia ler tudo, tudo....

Se ainda não conhecem este blog é uma oportunidade para o começarem a ler.

É espreitar, aqui!

 

Tag. Primavera

08.04.18, Joana Marques

Fui desafiada pela Daniela. Do blog Reticências.

A responder a algumas perguntas.

Aqui vai!

 

primavera.jpeg

 Qual é a tua cor preferida da Primavera?

 

Há uma cor que me acompanha o ano inteiro. O Verde. Por razões clubísticas.

Mas...

...a verdade, verdadinha. É que gosto de muitas cores.

A vida é para colorir. Dia a dia. E eu faço o que posso.

Gosto muito do azul do céu. Do amarelado, alaranjado do nascer e do pôr do sol.

Gosto da paleta de cores que as flores nos dão. Branco. Amarelo. Púrpura. Lilás.

E a Alice, ensinou-me a gostar de rosa. Ainda não idolatro. Mas já o tolero bem.

Não gosto de preto. É muito raro usar preto. Deixa-me triste. E remete-me para maus momentos.

 

E como com ela chegam os intensos raios de sol,os óculos escuros vêm a calhar.

Qual é o teu modelo preferido?

 

Sempre fui muito minimalista. Pessoalmente falando.

O mínimo. Indispensável. Para andar apresentável.

Sempre o mais prático possível.

Fugi sempre de óculos de sol que achava desnecessários.

Mas...

...acabei por me render. E tenho alguns pares. Que uso habitualmente.

Óculos de sol ou não. Gosto de modelos grandes. Que me encham a cara. Acho giro...

 

O que mais gostas de fazer nesta estação?

 

Cada estação tem o seu encanto.

Embora seja mais adepta de verão. Consigo encontrar pontos positivos em todas.

 

Na primavera. Há todo um mundo de possibilidades.

Os dias ficam maiores. Convidam a passeios ao entardecer. Ver o pôr do sol é sempre um bom programa.

Para quem gosta de acordar cedo como eu. Ver nascer o sol. Está sempre nos meus planos.

 

Agora que estou a tentar ganhar o gosto por fotografar.

É um desafio interessante.

Ir passeando por aí.

Sem repetir lugares e tirar fotografias para partilhar no instagram.

 

Adoro jardinagem.

Devo ter mais de 100 vasos no meu terraço.

É nesta fase que tudo começa a acontecer.

 

Ah! Passear o cão.

Depois dos dias frios e invernosos em que andar pela rua é um suplicio.

Agora começa a ser um verdadeiro prazer.

 

Correr.

Depois do esmigalhamento épico, da minha perna.

É aproveitar que está praticamente tudo no lugar.

 

Nesta primavera.

Há no entanto.

Um programa que sobrepõe todos os outros.

Quando se tem uma filha da idade da minha.

Que está a descobrir o mundo.

E olha para tudo pela primeira vez.

É bom tentar fazer esse exercício.

Aprender com ela. A ver tudo novamente. E a saborear cada pormenor.

 

Um perfume cujo aroma te lembre esta altura

 

Tenho um perfume que uso sempre.

Miracle. Da Lâncome.

Já tentei mudar. Mas não consigo.

Este cheiro. Sou seu. E nada mais é tão parecido comigo.

 

Em casa.

O cheiro de todas as flores que vão abrindo no terraço.

É uma festa. Para todos os nossos sentidos.

Uma explosão de cores. E odores.

 

A tua coisa preferida sobre a Primavera

 

Depois do recolhimento do Inverno.

A Primavera liberta-nos. Abre-nos as portas.

Tantas coisas boas na Primavera.

O céu mais limpo. O sol menos tímido. A temperatura mais amena.

O início da época das saladas. Deliciosas e fáceis de preparar.

Enquanto no inverno estou sempre à espera que passe para começar a bonança.

Na primavera é diferente.

P de Primavera. P de presente.

É a vontade de viver. Neste momento. Os presentes que temos no presente.

 

Para responderem a esta tag vou nomear:

Cátia.

Happy.

Cs.

Bruxa Mimi.

A desconhecida.

 

Se quiserem aceitar o desafio têm de responder às perguntas e devem colocar no início do post a imagem correspondente à tag. E podem nomear alguém para dar seguimento...à Primavera!

 

Muito Obrigada, Daniela!

Gostei muito do convite. E do desafio.

 

 

 

 

nas bocas do mundo...#17

07.04.18, Joana Marques

Ontem.

Alguém. A Cátia.

Teve a coragem. De contar. A verdade.

Infelizmente não tive coragem de o fazer. E preferi queimar a lasanha.

E deitar as culpas todas para cima da Joaninha. Pobre Joaninha....

 

Cátia. Mulher corajosa. Revela tudo.

Num texto. Que devem ler...

De futuro. Vou tentar ser mais precisa. Quando relatar os acontecimentos aqui de casa....

E poupar a Joaninha...

Desculpa, Joaninha....desculpa!

 

como um puzzle..

07.04.18, Joana Marques

Ontem. Sexta-feira.

O Pedro saiu aqui de casa às 7h da manhã para garantir que às 8h estava no hospital.

Chegou às 7h30.

Fez-me prometer que ia almoçar com ele.

Não me dava jeito nenhum.

Tinha de trabalhar, claro. Mas queria aproveitar a pausa do almoço para ir às compras.

A minha despensa, já teve melhores dias.

Eu sei que sou eu que faço os meus horários mas se começar a baldar-me as coisas não se fazem sozinhas.

Trabalhar em casa exige muita disciplina. E rigor.

O homem tanto insistiu que acabei de dizer que sim.

Combinámos num restaurante perto do hospital.

Disse-me pelo menos umas 100 vezes para não me atrasar porque só conseguia ter no máximo dos máximos uma hora de almoço.

Disse.

- Sim senhor...vai lá descansadinho. Que eu chego a horas.

O homem lá foi.

 

Saí de casa cedo. Para garantir que chegava. Sem atrasos.

Depois da lasanha queimada.

De o homem ter virado gata borralheira.

Achei que era melhor não esticar muito a corda.

Chovia muito.

Cheguei meia hora mais cedo.

E lugar para estacionar??

Querias....

Andei às voltas. De um lado para o outro.

Continuava a chover.

20 minutos para a hora marcada.

Mais umas voltas.

Ainda pensei deixar no parque que costumo usar quando vou ao hospital mas a chover tanto não me apetecia chegar ensopada ao restaurante.

Continuei a circular. Mais uma voltinha.

Nada.

Outra voltinha.

Nada.

10 minutos.

Nada de lugares.

Apeteceu-me começar a chorar. Como se sabe. Se uma pessoa chora. Aparece logo, logo um lugar de estacionamento.

É imediato!

 

Faltavam uns 5 minutos. Quando vi um carro a sair.

Estava na rua das traseiras. Do restaurante.

Estacionei.

Chovia desalmadamente.

Fui pagar o estacionamento ao parquímetro.

E com estas brincadeiras todas. Estava em cima da hora.

Resolvi. Entrar pelas traseiras do restaurante. Ou ia atrasar-me....mesmo.

Bati à porta.

Abriu-me a porta um moço. Novo. Muito magricela. Mal me viu.

- Não queremos nada.

Eu. De chapéu de chuva na mão. Disse.

- Ouça o que tenho para dizer antes de me fechar a porta. Posso entrar por aqui???

- Não é permitido.

- Está uma pessoa dentro do restaurante. Que é nem mais nem menos que o homem da minha vida. Se eu tiver de ir dar a volta...vou ficar ainda mais ensopada. Vou chegar atrasada. E peço-lhe por tudo que me deixe entrar....por favor! Por favor!

O rapaz olhou para mim. Hesitou. Olhou outra vez.

- Por favor! Por favor!!

- Entre. Se lá dentro lhe perguntarem o que é que está aqui a fazer diga que quis ver a cozinha porque tem alergias. Sobretudo se for o nosso chef. O da jaleca escura.

- Esteja descansado.

Entrei. Passei por uma cozinha limpérrima. Com uma azáfama só vista. E vi um homem vestido de escuro. Achei que era o tal chef. Com medo que me fizesse ir à volta, atirei-lhe com..

- Estou aqui para ver a vossa cozinha. Sou alérgica a...........pistachios...

Podia ter dito amendoins. Amêndoas. Nozes. Lactose...mas não. Pistachios foi o que me veio à cabeça.

- Não é este. Não é este.

Disse-me o moço magrinho.

 

Saí da zona da cozinha, através de uma porta. E avistei o Pedro.

Não tirava os olhos da porta de entrada do restaurante. Nitidamente ansioso.

Peguei num bocado de miolo de pão. De uma mesa. Fiz uma bolinha. E atirei-lhe a bolinha de pão.

Caiu dentro do copo dele. O homem deu um pulo. E depois viu-me.

Com um ar meio desorientado.

- Mas......

- Entrei pela cozinha. É onde há comida.

 

Mal digo isto. Vejo que o Pedro não está sozinho. Ao lado dele está um senhor. E do lado oposto estava uma senhora.

Com idade para serem os pais do Pedro.

Com mil Fábios Coentrões devolvidos. Eram os pais do Pedro.

Quase enfartei.

Tanto ameaço. Um dia destes será. Vou enfartar à séria.

 

O almoço correu bem. O Pedro comeu à pressa para voltar ao trabalho.

Saiu quando chegou a hora dele.

Nós continuámos. À conversa. E a comer com calma.

Falei-lhes da Alice. E como é que chegou até mim.

Mostrei-lhes fotos da Alice.

Gostei muito deles.

Temos algo importante e em comum. Os três gostamos muito do Pedro. E isso será sempre algo que nos ligará.

 

 

No final. Pedi ao pai do Pedro se fazia favor de tirar o meu carro do estacionamento.

Estava ensanduichado entre dois carros e o prognóstico não era bom.

Amanhã vamos almoçar a casa deles.

A Alice também vai.

 

Como um puzzle.

Uma peça de cada vez. É assim, a vida...

 

real life

06.04.18, Joana Marques

Real life. É a tag que mais uso no meu blog.

Desde os primeiros dias de blog.

Porque o mote deste blog é mesmo a vida, tal como ela é.

A minha. Exatamente como é. Sem tirar nem pôr.

Esta tag. Nunca fez tanto sentido como ontem.

 

Despedi-me do Pedro de manhã.

Ia almoçar a casa dos meus pais. E ele à casa dos pais dele.

Disse-me que depois de almoço queria fazer umas compras. Passar pelo hospital.

Depois disso. #rumoaCascais

 

A Alice tinha sido acordada, com o barulho do Vasco, de manhã.

Nunca consegui que dormisse à tarde.

Sentei-a na cadeirinha da cozinha.

E enquanto lhe falava, ia adiantando o jantar.

Tinha uma massa feita da semana passada. Era só cozer.

Cogumelos e frango.

E tinha uma lasanha. Feita.

 

A meio da tarde recebi uma mensagem do Pedro a dizer que estava no hospital e ainda ia demorar.

Chegava lá para as 18h.

Tinha a lasanha pronta. Só precisava de 20 minutos de forno. Coloquei a lasanha no forno do fogão. Desligado. A aguardar pelas 17h30. Assim, quando o Pedro chegasse podíamos ir comendo.

Amassei pão. Coloquei-o dentro do forno elétrico para levedar.

 

Pelas 17h. A Alice estava completamente intragável.

Só o Vasco lhe tirava um sorriso.

Tentei dar-lhe sopa. Não quis. Na Alice é estranho. Come muito bem. Mas o sono tem destas coisas.

Comecei a dar-lhe bocadinhos de fruta. Que adora.

Eram 17h30, com a Alice ao colo, liguei o forno do fogão.

E. Usei a minha joaninha. O meu temporizador maravilha. Que nunca me deixa ficar mal.

1 (7) (1) (1).JPG

20 minutos. E a lasanha. Ia ficar uma maravilha.

Voltei para a sala com a Alice. E com a fruta. E com o Vasco atrás.

A Alice completamente imprópria.

Dei-lhe fruta. Atirou a fruta ao Vasco. O Vasco aproveitou. Claro!

A Alice chorava. E quando via o Vasco sorria. E chorava outra vez.

Dei-lhe beijinhos. Tentei acalma-la.

E nisto. O Vasco. Largou a correr e foi para a varanda.

Estranhei.

Pensei que a Alice. E a sua fralda...mas não.

Logo a seguir. Percebi. Porque raio é que quis respirar ar puro.

Fumo. Vindo da cozinha.

A minha joaninha falhou. A lasanha estava queimada.

 

A Alice. Imprópria. E sem o Vasco. Parecia o fim do mundo.

A Alice chorava, muito. E o Vasco na varanda.

- Lá, lá,lálá...quem não apanha fumo sou eu...

 

A campainha tocou. Era o Pedro.

Podia dizer-vos que lhe abri a porta de forma sexy envolta numa nuvem de fumo.

E é verdade. A parte do fumo. Só a parte do fumo.

 

A forma sexy fica para outra altura.

Nos meus braços estava a Alice. Possuída de sono. Num berreiro épico.

Disse-lhe para entrar. Dentro do Apocalipse.

Expliquei-lhe que o jantar estava queimado.

Que o cão tinha desertado para a varanda.

E eu precisava de ir adormecer a Alice.

 

O Pedro ainda tentou fazer uma festinha à Alice. Que ainda chorou mais alto.

- Vai lá. Não te preocupes, nem tenho fome.

 

Fui com a Alice para o quarto.

Embalei-a.

Li-lhe uma história.

Dei-lhe beijinhos.

Sem pressas.

Eram umas 19h quando voltei a ver o Pedro.

 

Enquanto estive com a Alice.

Pedro. Esse grande querido.

Tirou a loiça da máquina.

Resgatou a lasanha queimada.

Deitou a lasanha fora.

Lavou o pirex.

Fez ovos mexidos.

Juntou-lhe espinafres e cenouras que eu tinha no frigorífico.

Jantámos. Num clima enevoado. E romântico. Provocado pelo meu desastre culinário.

O Vasco. Na varanda.

 

Vimos o jogo do Sporting.

Ainda tentámos ver netflix.

Mas desistimos porque temos muita coisa a dizer um ao outro.

Finalmente consegui dormir como deve ser. Porque tive toda a minha gente no mesmo tecto.

 

Hoje de manhã fui acordada pelo Vasco. Que ignorou por completo o Pedro.

Quando cheguei à cozinha.

Percebi que me tinha esquecido do pão.

Tenho agora uma nhanha fermentada que não sei se vou conseguir aproveitar....

 

Fiz panquecas de banana, cacau, farinha de amêndoa e calda de chocolate para o pequeno almoço. 

A Alice acordou. E foi Pedro que a trouxe para se juntar a nós.

Bem disposta. Já atirou beijinhos a todos.

O Vasco continua na varanda. Nem por nada entra na cozinha.

Toda a gente tem uma cruz na sua vida. E a do Vasco é o seu olfato.

Já lhe tive de dar banho porque pelos vistos o pêlo dele cheirava a lasanha carbonizada.

E isso parecendo que não é incomodativo. Quando o encontrei dentro da banheira. Percebi.

 

Foi um dia. Comum.

Uma cena do nosso quotidiano.

Muitas se seguirão. Mais jantares falecerão. Muitas birras a Alice terá.

Faz parte. De ser família.

É assim a vida. Tal como ela é. 

A realidade em todo o seu esplendor.

 

Com a certeza. Aconteça o que acontecer.

Enquanto estivermos todos juntos. As noites de sono vão ser tranquilas.

 

 

 

com o rei na barriga...

05.04.18, Joana Marques

Cheguei com o Pedro a Lisboa.

Enviei uma mensagem ao meu pai a dizer que tinha chegado bem.

Recebi a resposta:

- Não precisas de vir já. A Alice está a dormir e o Vasco aguenta mais um tempo. Aproveita.

Lembrei-me que o meu pai lê o blog. E por isso sabe de tudo.

Deixei o Pedro em casa. E fiquei por lá mais uma hora.

À despedida apeteceu-me começar aos gritos...

- Arranquem-me o coração mas não me tirem o homem...

 

Deixei-me de coisas. E rumei até ao Estoril.

Estava a estacionar o carro ao cimo da rua. Já ouvia um cão. A ladrar. A fazer barulho. A descabelar-se.

A perturbar o sossego de uma rua pacata e familiar.

- Arranquem-me o coração mas deixem-me ir ter com a Joana!

 

Mal dei conta tinha o cão ao colo. Com coração e tudo. Ele e eu.

O meu pai abraçou-me e disse-me ao ouvido.

- Estou muito feliz por ti.

Com o fogo de artificio todo. A Alice acordou.

À euforia do cão. Juntou-se a euforia da Alice.

Dei o almoço à Alice.

Almocei lá em casa dos meus pais.

 

E depois.

Peguei nos dois. E chegamos a casa.

Um dia lindo. Um céu maravilhoso. Está calor.

Abri todas as janelas. Para a luz entrar.

Sentei a Alice na cadeirinha da cozinha.

Está tão feliz. E tão acordada. Parece-me que hoje não há sesta para ninguém.

 

De repente, entrou pela varanda um abelhão. Daqueles que faz um senhor zumbido.

O Vasco ficou deslumbrado.

Se fosse uma aranha tinha cortado os seus pulsos peludos.

Como é um abelhão. Ficou ainda mais eufórico.

A Alice olhou para o abelhão. Ouviu o zumbido. Deve ter achado que era um desenho animado.

A abelha Maia na cozinha.

Apontava para o abelhão enquanto se ria. Batia palmas. E quase deitou a cadeira abaixo.

- Viva o abelhão! E todos os abelhões do mundo.

 

O Vasco voou de uma ponta da cozinha à outra.

E numa ginástica só vista em Cristiano Ronaldo.

Abriu a boca.

Atirou-se.

E almoçou o abelhão.

 

Tenho a certeza que ouvi o abelhão e o seu zumbido.

Goela abaixo.

Mesmo antes de mergulhar no suco gástrico do estômago do cão.

Se aquele estômago consegue digerir aros de soutiens. Um abelhão é um passeio no parque. Ou no estômago!

 

A Alice bem olhou para ver se via o abelhão. Ria-se tanto. Tive medo que deixasse de respirar.

Vasco, é um comedor profissional. Leva muito a sério o seu ofício.

Uma vez engolido nada mais será aparecido.

 

A gata olhou para nós com um ar de virgem ofendida.

E eu.

Ainda me dói o corpo todo. Tal foi o contorcionamento. Provocado pelo riso.

 

Aqui em casa. Os dias são muito leves. Como algodão.

Às vezes juntamos-lhe açúcar. Mais do que a conta. Não fica enjoativo. Mas....

.....descompensamos. Todos juntos. Assim, um bocadinho...

 

O Pedro está a chegar. Para se juntar à fábrica de algodão doce.

Logo hoje.

Que o cão está com o rei na barriga.

 

B.Log

05.04.18, Joana Marques

Adoro este projeto. Mesmo. De coração.

Já tem 5 anos. Mas eu, descobri-o recentemente.

Como todos os bons projetos. Começou de forma inesperada. E como todos os bons projetos. Ganhou asas. Voou.

Porque todos nós. Queremos oferecer. Prendas únicas e diferentes.

Aos que nos são importantes.

Namorado. Ou namorada.

Mulher. Ou marido.

Avó. Avô. Mãe. Pai. Padrinho. Madrinha.

 

Parece-me que se pedir à Sofia, "a mãe" deste projeto.

Um presente personalizado para o Vasco. Vai conseguir... surpreender-me.

Um frango assado emoldurado, quem sabe?

A Sofia é mãe de 4 rapazes.

18, 15, 5 anos e 4 meses.

José, João, Afonso e António.

Para além disso. Dinamiza uma página chamada: "Partilhar Ombro Amigo".

Este projeto tem uma missão importante.

Partilha experiências. Desenvolve atividades. Acima de tudo divulga. E ajuda-nos a perceber melhor o autismo.

 

Voltando ao nosso bebé de hoje.

Baby. Log.

Dá destaque. De forma personalizada.

Ao amor mais especial do mundo. O nosso.

Ao filho mais especial do mundo. O nosso.

Ao marido mais especial. À história mais especial. À pessoa mais especial.

Torna um dia igual a todos os dias. Num dia especial. E esse dia nunca mais se esquece.

 

Espreitem lá. E digam lá se não gostavam de receber um presente destes.

E de o oferecer, também...

bl22.jpg

bl9.jpg

 

bl3.jpg

 

bl8.jpg

 

 

bl2.jpg

 

bl30.jpg

 

bl6.jpg

 (As imagens são daqui)

 

Podem seguir a Baby Log no Facebook. E também no instagram.

Fiquem atentos. Às novidades.

Não percam este projeto de vista!

 

 

 

Têm ou conhecem algum projeto. Querem vê-lo divulgado? enviem um email

para: joanatmarqueshr@sapo.pt

 

Esta divulgação é totalmente gratuíta!!

Gosto de boas ideias e quero divulgá-las!!

 

Não se esqueçam de acompanhar o nosso grupo  handmade life  no facebook!

 

 Nesta rubrica do Quiosque:

conheçam. A Cutchi

conheçam. A Feltros Linhas e Cia

conheçam. A Marta e o seu projeto.

conheçam. Beijos de Algodão.

conheçam. A claudycostura.

Jasmim.

Arte D'Alma

metamorfose

04.04.18, Joana Marques

Se me pedirem para descrever os últimos dias a palavra certa é: loucura.

Para mim. Uma obsessiva. Por ter tudo controlado. Ter tudo à minha maneira. Tem sido terrível.

Muitas noites de insónia.

Mais ainda porque do outro lado está um ser, chamado Pedro, com vida própria. Antes de perguntar já fez.

Eu não estou habituada a isso.

Normalmente perguntam-me antes de agir. Normalmente estou eu no comando.

Nesta situação, não estou. Ainda estou a aprender a gerir tudo....irónico.

Muito irónico para a gestora que há dentro de mim.

 

Na segunda feira deixei ao fim da tarde a Alice e o Vasco em casa dos meus pais.

Ontem saímos cedo. E custava-me estar a acorda-la de madrugada.

De segunda para terça fiquei em casa do Pedro. Em Lisboa. Já estávamos a meio caminho do aeroporto.

O Pedro saiu do hospital à meia noite. E de manhã quando me encontrei com ele deu-me as chaves de casa.

Ainda lhe disse que ia ter ao hospital. Ou esperava à porta do prédio. Mas não...deu-me a chave.

É assim, o homem. Cheio de certezas.

 

 

Ontem. Num voo para Londres.

Chegámos ainda com algum tempo disponível.

Aproveitei para lhe mostrar a empresa para a qual trabalho.

Só para ele ficar a conhecer um pouco mais do meu mundo.

Apanhámos o avião para Dublin e fui a correr para a reunião.

Uma reunião muito importante. É o início. De um trabalho que me irá acompanhar durante muito tempo.

O nível de concentração da gestora está em fanicos.

A cabeça da gestora está completamente desarrumada.

E quando viu no meio dos seus apontamentos, o que viu. Teve muita vontade de despedir, a Joana, do Pedro.

1 (8) (3).JPG

Metamorfose.

O início da mudança.

Deixar acontecer. Porque tudo vai mudar. Para melhor.

 

Quiosque. Com gente dentro...

03.04.18, Joana Marques

Joana. A espalha brasas.

Era assim que o meu avô Joaquim me chamava.

Quando eu estava lá no Alentejo tudo mexia.

Qual terramoto. Sem demorar o tempo comum dos terramotos. Quais 30 segundos.

O reboliço era constante. As réplicas insistentes. Só parava por umas 5 horas. Enquanto dormia.

 

Joana. Levada da breca.

Era assim que era conhecida em Campo de Ourique.

- Joana? A filha do João e da Mariana. Aquela que é levada da breca? O que é que ela fez desta vez?
Saía do infantário. E corria. Com as pernas todas até chegar a casa.

Na minha mão. Os desenhos. Do dia. Para mostrar à minha mãe.

E quando cresci. Não acalmei.

Sempre que recebia um teste bom. Saía do Pedro Nunes a correr. Para chegar a casa depressa. E mostrar o teste.

Ainda hoje sou assim. Não tanto mas ainda sou.

O querer partilhar. Espalhar pelo mundo.

 

 

 

28 de Julho de 2016. Quinta-feira.

- Joana? A filha do João e da Mariana. Aquela que é levada da breca? O que é que ela fez desta vez?

Criei este blog.

Nada de especial. Só criei o blog.

Escolhi o sapo. Aconselhada pela minha prima Joaninha. Que já cá tinha estado.

"Blogs com gente dentro. " Prometia o sapo.

 

Li. Achei que sim. Nada como experimentar.

Fui escrevendo.

Sinceramente. Achei que não ia durar muito tempo.

Começamos por ter 10 leitores por dia. Ou menos, se for sábado. Ou feriado.

Desanimamos. Mas um dia recebemos o primeiro comentário.

Achamos estranho. E depois um favorito.

Temos um destaque. E subimos mais um pouco. Começam a seguir-nos.

Sobrevivi o primeiro mês.

O segundo. E cheguei ao Natal.

Fiz 6 meses em Janeiro de 2017. Nunca pensei.

Entrei numa fase em que era uma obrigação para mim escrever um post.

Tive vontade de mandar o blog e a obrigação às urtigas.

Passei por uma fase muito difícil da minha vida em Março de 2017. Quando estive na Grécia. Deixou marcas em mim para sempre.

Vivi na Noruega.

Contei as histórias do cão.

Da minha vida.

Dos meus desastres. Dos meus desafios. Contei a história dos piolhos.

E de quando fui surpreendida pelos meus tios.

A minha mudança alimentar passou por aqui.

As minhas receitas novas.

Os meus esquemas de tricot.

Quando quero uma receita já não vou ao meu livro de receitas. Passo aqui pelo quiosque.

Se quero repetir um esquema. Consulto o passo a passo.

Às vezes tenho curiosidade de ver o que escrevi há um ano. E fico perplexa por descobrir episódios que já nem me lembrava.

Convidei a Ana. Porque a determinado momento achei que era muito centrado em mim.

Também por isso a Ana me disse que não queria continuar.

- É teu. Mesmo teu. O blog é Joana por todos os lados.

É verdade. Mesmo verdade. Porque eu ainda continuo aquela miúda que corria pela Ferreira Borges com os desenhos na mão. Só que virtualmente...

 

715 posts. 15642 comentários. 4433 reações.

É um blog pequeno. Modesto. E nunca passará disso.

Se tivesse de destacar o que mais gosto.

Destacaria a...

.. Amizade.

 

 Amizade.

É a palavra que definiu. Define. E definirá este blog.

Este quiosque tem gente dentro. Tal e qual.

A prova, provada que nem sempre a publicidade é enganosa. Às vezes é mesmo verdade.

 

O carinho que têm pelo Vasco.

O incentivo que me deram quando parti a perna.

As palavras que deixam à Alice.

O tempo que partilham comigo quando visitam o blog. E quando o comentam. Quando me dizem Bom Dia pelo instagram. Os comentários no facebook.

As palavras de ânimo sempre que os dias não correm bem.

A Bas Dosta. A Joaninha verde. Presa na caixa para dar sorte. Nesta fase parece-me que já pode ver a luz do dia...

Aquelas conversas. Espelhado versus espalhado. Que só eu e um quiosquiano entende.

O Sporting e sempre o Sporting.

O estar a torcer pela gravidez de alguém. Para que o pequeno nasça com saúde.

Quando referem o quiosque nos vossos espaços.

O ficar de sorriso na cara quando me enviam a foto dos vossos bebés e achar que cresceram muito.

O escreverem um mail a contarem-me uma parte das vossas vidas e perceber que já faço parte um bocadinho.

Dizerem-me que fizeram uma receita minha e ficou boa.

Tirarem tempo da vossa vida para me escreverem a dizer:

- Tens um erro no post de hoje!

E quando me dizem.

- Hoje estava triste mas passei por aqui e fiquei melhor do que estava.

O quiosque é tudo isto. E muito mais.

 

 

Finalmente. Neste últimos dias.

A energia positiva no caso Pedro.

Como eu consegui gerir uma área da minha vida muito delicada para mim.

Onde sou completamente inábil. E só com um empurrão lá cheguei.

Tenho a impressão que não teria chegado a bom porto se não fossem também vocês.

Eu e o Pedro estamos muito gratos. 

 

Se isto não for amizade. Não sei o que será.

Eu e vocês.

A amizade no seu melhor.

Genuína.

Verdadeira. Com gente dentro.

 

 

só mais um! só mais um...

02.04.18, Joana Marques

O mais certo é daqui a uns minutos o número tenha diminuído. Em vez de aumentar.

Muita gente vem ao engano. Arrepende-se.

Dá um passo atrás.

E nesse dia. É contagioso. Uns quantos se arrependem...

 

Não custa pedir.

Só mais um. Só mais um...

Quem será o quiosquiano gostador número mil?

Será hoje. Amanhã? No Natal?? 30 de Fevereiro de 2045 à tarde.

Nem o Vasco dá palpites...nem o Vasco!

 

fb (1).jpg

 

sinais de alarme

02.04.18, Joana Marques

Uma pessoa percebe que o seu caso de paixonite amorosa é extremamente grave quando apresenta este comportamento.

Estes sintomas.

Sinais de alarme.

 

Sai do Alentejo a horas impróprias. Muito impróprias mesmo.

Só para chegar à porta do hospital.

Um bocado antes das oito.

Para ter a certeza que o vê e lhe dá um beijo de bom dia.

 

Não quer saber se ele vai achar excessivo.

Se a vai considerar uma stalker. Das piores.

Obsessiva.

Ou qualquer coisa do género.

Azar. Problema dele.

 

Vem o caminho todo. A ouvir uma playlist do Spotify.

Baladas. Sorri porque o amor é lindo.

Baladonas. Chora porque o amor é lindo.

Dramalhões. Chora porque o amor pode dar para o torto.

E deixa de chorar. Instantaneamente.

Quando se lembra que vai ver o homem e não pode aparecer com cara de joelho e olheiras do tamanho da ex URSS.

 

Pelo caminho.

Cruza-se com Michael Bolton.

Ouve pela primeira vez na vida as músicas dele com atenção.

Said I loved you but I lied
‘Cause this is more than love I feel inside
Said I loved you but I was wrong
'Cause love could never ever feel so strong
Said I loved you but I lied

 

E percebe.

Encontrou um guru.

Que a guiará até ao fim dos seus dias.

A partir desse momento Michael Bolton no comando.

Até chegar a Lisboa.

 

É este o meu estado.

Vou ali entregar o resto da minha alma ao criador.

1%, nem tanto.

O resto...deixei-a no hospital. Quando lhe dei um beijo de bom dia.

 

mais gata borralheira. Menos João ratão.

01.04.18, Joana Marques

Todas as Pascoas da minha infância foram passadas no Alentejo.

A minha, a do meu irmão e da maior parte dos meus primos.

A minha avó Maria teve 5 filhos, todos rapazes. 17 netos, 15 rapazes e duas raparigas. Eu sou a mais nova.

 

Tal como todas as férias escolares. As da Páscoa eram uma bênção. Para os meus pais e para os meus tios.

Podiam tirar férias nossas.

A minha avó Maria adorava. O meu avô Joaquim também.

E nós, contávamos os minutos para ir para lá.

Domingo de Páscoa era o dia em que toda a gente se juntava.

Ao almoço. Os meus avós. Os filhos. As noras. Os netos e as netas. Todos juntos na sala grande.

Uma mesa a perder de vista.

Recordo-me sobretudo das gargalhadas.

De ir percebendo ao longo da vida. Que tudo isto não tem preço. E nunca mais se repete.

 

Ao sábado. A minha avó fazia folares pequeninos para todos.

Todos participávamos. Ajudávamos a amassar. É claro que era uma maneira de nos manter entretidos. Não púnhamos as mãos nos verdadeiros.

Iam ao forno. E nós ficávamos à porta do forno até estarem prontos.

Já se sabe que o folar. É um bicho. Capaz de desertar e só aparecer no Natal...

Quando a minha avó os tirava do forno.

Um era para nós.

Dizia-nos para esperar. Estava quente.

Repartíamos por todos. Todos os anos achávamos que era melhor que o do ano anterior.

 

 

A minha avó cortava uma fita verde. E punha-a em volta de cada folar. Depois de estarem frios.

No almoço de domingo.

Oferecia-os. Um. A cada um. De nós.

Todos os anos.

 

Quando tinha cinco anos.

Já queria ser um avião. Gostava de subir às árvores. Trepar muros.

Jogar à bola com o meu irmão e os amigos dele.

Adorava brincar com carrinhos. E desprezava as bonecas que tinha no quarto.

O desgosto maior da minha mãe. Era olhar para as fotos de família.

Em todas estava eu. Com o joelho esfolado. O nariz derreado. Um galo na testa.

Ah! E nódoas. Também aparecia sempre medalhada.

Em 1986. Ter brincadeiras de rapaz. Tirava o sono à minha mãe.

Tanto sucesso com a minha irmã Sofia. E lá andava eu a estragar-lhe o álbum de fotografias e todos os planos que tinha feito para mim.

Nessa Páscoa. A minha tia Carmo trouxe-me um conjunto de chávenas de chá. Daqueles que se davam à miúdas. Para elas treinarem.

 

Domingo.

Depois de almoço. A minha mãe. Disse-me.

- Vai lá brincar com o presente da tia Carmo.

E eu lá fui.

Ausentei-me. Magiquei. Pensei.

E decidi. Que toda a gente tinha de beber um chá pelas minhas chávenas.

Não tinha chávena para todos. A minha avó maravilhosa e com uma paciência infinita. Foi buscar chávenas verdadeiras.

Para eu poder servir a todos o meu chá.

O bule estava cheio de água.

E eu comecei a distribuir um bocadinho de água por todas as chávenas.

A minha mãe estava deliciada.

Finalmente. Joana, mais gata borralheira. Menos João ratão.

A minha família com as chávenas na boca. A fingir que iam beber o chá.

Entra o meu avô alvoraçado.

- Ninguém bebe nada. Ninguém bebe nada. A Joana foi buscar a água à sanita.

Todos os olhos em mim.

- Não chego ao lava loiça, nem ao lavatório. Não consigo abrir a torneira do bidé. O tanque fica muito longe. Eu puxei o autoclismo antes....

 

Parece-me até hoje uma explicação razoável.

Não acham?

Não me recordo bem.

Tento sempre apagar as más memórias.

Mas se bem me lembro continuo de castigo até hoje.

 

 

Para todos vocês uma Páscoa feliz.

Com tudo o que merecem.

A dose certa de doce.

A dose certa de riso.

A dose certa de amor.

 

Pág. 4/4