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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

de uma quiosquiana chamada Joana...

28.05.18, Joana Marques

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Luís de Camões

 

Faz hoje 22 meses que comecei o blog.

Foram tão bons estes meses.

Mas a vida muda. As prioridades também.

E o tempo, nem sempre colabora....

 

Não é um adeus definitivo.

É um até já.

Até um dia destes.

Aqui.

Provavelmente aqui. Onde mais poderia ser?

Não há casa melhor do que esta. E nunca haverá.

Um beijo para todos.

De uma quiosquiana chamada Joana.

 

Alice, onde está o teu dói dói?

27.05.18, Joana Marques

O Pedro trabalhou ontem.

Saiu às 16h.

Por milagre saiu mesmo a horas. Quando chegou ainda tivemos tempo de dar uma volta por Cascais.

Pegámos em nós. Na Alice. E no cão.

Todos felizes. Excepto o cão. Preguiçoso.

Quando percebeu que íamos passear. Sem ser a volta ao quarteirão habitual. Quase enfartou.

Parecia que lhe estavam a tirar um rim pelo umbigo.

 

Aterrámos no Parque Marechal Carmona. Sentados na relva. Eu e o Pedro.

A Alice a aproveitar a relva. Para andar. Rebolar. Passear a sua boneca. E dar pontapés a uma bola...

#temosronalda!

O Vasco. A dormir. A dormitar. A espreguiçar-se. A dormir outra vez.

A ressonar. A acordar mais bem disposto. A focinhar o saco do lanche. E a ter sorte....

 

Saímos do parque. Descemos até perto da praia dos pescadores.

Tínhamos o carrinho da Alice mas deixámos que fosse pelo próprio pé uma parte do caminho.

Estávamos mesmo em frente ao hotel Baía. A Alice viu um pombo. E desatou a correr atrás dele.

Assim de repente.

Eu que ando com 234000 olhos na miúda. Quando dei conta, estava estatelada no chão.

Tirem-me os rins. Pelo nariz.

Tirem-me os pulmões aos bocadinhos.

Façam o meu fígado de cebolada.

Tudo junto e ao mesmo tempo.

Tenho a certeza que não dói tanto, como doeu, aquele segundo em que vi a miúda caída no chão.

 

Mal caiu. Levantou-se logo. Sem grande alarido. A miúda é rija...

Virou-se para nós a apontar para o pombo que já tinha voado dali para fora.

Pareceu-me mais abananada pelo pombo que pela queda.

O joelho. Aquele joelhinho tão perfeitinho. Esfolado.

 

Do outro lado. Estava a mãe. Eu.

Que me atirei em pranto à miúda.

As lágrimas a correrem cara abaixo.

A tentar respirar, sem conseguir.

 

A Alice só chorou. Porque me viu chorar.

Assustou-se com o meu desvario todo.

...sim, eu sei. Sou uma mãe e peras....

 

Voltámos para casa. A Alice foi ao colo do Pedro. Sem qualquer tipo de queixas.

O Vasco foi ao meu lado. Porque deve ter percebido que eu não estava mesmo bem.

Este cão é um amigalhaço que eu tenho. Dos melhores amigalhaços que podia ter arranjado.

 

Chegámos a  casa, o Pedro tratou do joelho da Alice.

Disse-me para eu ficar na sala, ele tratava do resto.

Fiquei na sala. Com o Vasco a consolar-me.

Focinho no meu colo a dizer...

- Não me importo que sejas parva. Gosto de ti e pronto...

 

A Alice não chorou com o curativo.

O Pedro achou por bem não colocar nenhum penso, diz que é superficial e que cura mais depressa assim.

O Pedro apareceu na sala com a Alice ao colo. Sorridentes. Os dois.

Eu estava à beira de um enfarte, uma embolia, um avc e uma paragem cardíaca.

Tudo junto, ao mesmo tempo.

 

A Alice pediu para ir para o chão e foi a correr brincar com a cozinha dela.

Voltou à sua vidinha normal...

Eu chorei que nem uma parva. Mais uma vez.

O Pedro, com muita calma e muito querido, disse-me o óbvio.

- Vai acontecer muitas vezes. É mesmo assim...

- Eu sei. O problema é esse mesmo. Cada vez que acontecer vou morrer um bocadinho. Como é que os meus pais conseguiram?

 

Hoje.

Acordou bem disposta. Sem se queixar do joelho, claro!

A única queixosa sou eu....

E...

..... quando o Pedro lhe perguntou.

- Alice, onde está o teu dói dói?

A miúda. Apontou para mim....

 

 

 

trabalho de equipa...

23.05.18, Joana Marques

O Vasco sabe abrir armários.

Abre.

Mas nunca os fecha.

 

A Alice adora armários abertos.

Diverte-se a tirar tudo cá para fora.

Ontem apanhou aberto um armário onde costumo arrumar os sapatos.

Tirou um sapato. Tirou o outro. E mais outro.

Eu bem vi mas deixei estar.

- Diverte-te Alice!

Tive uma ideia.

 

O Vasco abre armários.

A Alice tira tudo o que lá está dentro.

E eu. Só tenho de ir buscar uma caixa.

Arrumar tudo lá dentro.

E deixar em Carcavelos.

Pena é que chegada a Carcavelos, a caixa não se arruma sozinha.

Também não se pode querer tudo...

 

Estamos de partida de Cascais.

Para Carcavelos.

Lar doce lar!

Finalmente. Vou voltar para casa....

.....

 

 

nas bocas do mundo...#30

22.05.18, Joana Marques

Foi ontem...

Acho que foi ontem...

A minha vida anda tão corrida que perdi a noção do tempo. Dos dias. E das horas. Às vezes, nem sei em que ano estou.

Mas....

....tenho quase a certeza que foi ontem.

Tive esta surpresa.

Apareceu por aqui uma notificação. Do blog da equipa do Sapo.

A Carolina respondeu às perguntas da equipa e referiu o Quiosque como espaço que costuma visitar.

Obrigada, Carolina!

Fui apanhada de surpresa.

Completamente....

Foi ontem, não foi?

 

Também eu costumo visitar o blog da Carolina.

Não costumo comentar porque comento muito pouco. Mas sou assídua.

Comecei a ler o blog dela por uma razão meia parva....

....adoro o nome Carolina. Tão simples quanto isso.

Posso estar enganada mas acho que leio todos os blogs das várias Carolinas que por aqui andam pelo Sapo.

Visito a primeira vez pelo nome. Fico se gosto do blog.

Se ainda não conhecem. Visitem o espaço da Carol!

Vale muito a pena.

 

Urgente. Comprar um detetor de incêndio...

21.05.18, Joana Marques

Mudei.

Desde que me apaixonei pelo Pedro.

Se neste dia deixei queimar a lasanha. E podíamos qualificar tal, como um acidente. Coisas que acontecem.

Se vos disser que desde esse dia já aconteceu mais 3 vezes.

Ainda hoje deixei queimar a quinoa que tinha para o jantar.

Ando distraída. Desconcentrada. E no mundo da lua.

 

Não é só na comida que eu tenho feito estragos.

Já queimei uma toalha de mesa que estava a passar a ferro.

Porque a meio da tarefa. Fui buscar o telemóvel. E pus-me a ver a primeira foto que tirámos juntos.

E depois as fotos de Dublin. E do Alentejo.

E depois fumo. E não era fumo branco.

Cheiro a queimado. E pumba. A toalha estava queimada....

 

Ainda hoje de manhã. Num skype com o chefe do chefe do meu chefe.

Ele comentou.

- Estás a rir.... Estás com uma cara tão bem disposta.

Caí em mim. Não estava a ouvir nada do que o senhor me estava a dizer.

Nada. Nadica. De nada.

O homem a falar. A falar. A falar. E eu feita tonta a rir-me do que o Pedro me tinha dito de manhã quando saiu para o trabalho.

 

O sorriso parvo. Dura o dia todo.

Estou desconfiada que mesmo a dormir devo estar a sorrir.

Podem dizer os maiores impropérios de sempre.

Eu continuo a sorrir. E a ver o mundo cor de rosa.

Hoje almocei com umas amigas. E quando reparei.

Estava completamente a leste da conversa.

A conversa tomou um rumo inesperado.

Um assunto chato. Relacionado com o trabalho de uma outra amiga.

E eu....

....sorria. A pensar no homem.

 

 

Dou por mim. A olhar para o homem.

Gosto de o ver com a Alice.

Gosto de o ver comer.

Gosto de olhar para ele quando ele não sabe que estou a olhar para ele.

E gosto de olhar outra vez. E perceber a sorte que tive de um dia o ter encontrado.

Gosto de ficar à janela a vê-lo passear o Vasco.

Gosto de o ver dormir.

De noite.

Acordo e certifico-me se está a respirar.

É uma pessoa muito tranquila. E só estou verdadeiramente bem se ele estiver no mesmo tecto que eu.

Quando ele faz noite. É um verdadeiro suplicio para mim. Pensar.

No homem. Sozinho. Rodeado de rins por todos os lados. Ó vida!

 

Coro. Como nunca corei na minha vida.

E toda a gente sabe. Uma sportinguista não cora. Ou não deve. Ter a cara com as cores da concorrência não é bonito.

Eu coro. Como gente grande. Ou gente miúda.

Coro. À grande.

Quando ele olha para mim. Coro. Como um pimento vermelho. Maduro.

Quando ele me elogia. Coro. Tenho a sensação que a minha cara vai incendiar a qualquer momento.

Quando ele sorri. Consigo sentir uma verdadeira tempestade. A aproximar-se.

Raios e coriscos. Me valham....

A Galp e a BP estão já a entrar em ação. Um dia destes vai sair uma circular que me vai impedir de frequentar bombas de gasolina. O risco de incêndio é grande. E uma realidade.

 

E as pernas bambas. Tipo gelatina. Já alguém sentiu??

Ou comecei a ter osteoporose precoce.

Da perna partida não pode ser. Porque acontece nas duas.

É do Pedro. E da presença dele.

Tem a mania de me dar mão. Ou de pôr o braço à minha volta.

E isso dá cabo da minha estabilidade psicomotora.

 

A respiração ofegante.

Estou desconfiada que não é asma.

É Pedro.

Mal o homem se chega perto de mim e a taquicardia começa.

E não só.

A respiração fica muito mais acelerada.

Só me recordo de uma situação pior que esta.

Tinha 7 anos.

Tive um principio de pneumonia e tinha tanta falta de ar.

O meu pai embrulhou-me num cobertor e levou-me à pressa para o hospital.

 

Não sendo igual. É semelhante.

Também agora apanhei um vírus.

Que tomou conta de mim. E me apanhou de surpresa.

A diferença é que não me quero ver livre dele.

Se não me quero ver livre dele.

Vou continuar a incendiar toalhas de mesa. Lasanhas. E quinoa.

E a corar.

Risco de incêndio elevadíssimo. Tal e qual as acendalhas no verão.

 

Devia.

Pensar.

Seriamente.

Em adquirir. Com urgência.

Um detector de incêndio aqui para casa.

 

post feito em parceria...

21.05.18, Joana Marques

Tal como referi aqui.

Aqui por casa andamos em negociações. Sobre isto e sobre aquilo.

Sem stress e sem grandes questões mas....

....em negociações.

O Pedro acha que se estamos juntos as tarefas inerentes a uma casa devem ser divididas pelos dois.

Eu sou feminista. Concordo. Até porque se trabalharmos em equipa a vida é bem mais fácil...

Nada de muito rígido. Do género: Já lavei a casa de banho 4 vezes este mês e tu duas....

Aliás, conversando chega-se a um entendimento.

Por exemplo, a semana passada, andei a semana toda em stress por causa de um relatório que tinha de entregar e o Pedro socorreu-me várias vezes nas minhas tarefas.

Quando ele tiver uma urgência ou uma semana com mais trabalho farei o mesmo. Claro.

 

 

O Pedro não sabe cozinhar.

Diz que quando andava na faculdade, em Lisboa.

Comia na cantina e à noite voltava ao Montijo, a casa dos pais.

Jantava lá.

 

Depois, quando terminou o curso.

E começou a trabalhar.

Fazia mais ou menos a mesma vida.

 

Quando comprou casa e deixou de morar com os pais.

As coisas não se alteraram muito.

Comia no bar do hospital.

Nos dias de folga ia a casa dos pais.

Nos dias em que comia em casa tinha sempre comida congelada.

Feita pela mãe ou comprada por ele.

 

E fazia ovos.

Os ovos mexidos que ele faz, são os melhores ovos mexidos do mundo.

A sério...

Anos e anos de experiência.

 

E assim chegou aos 41 anos de existência.

Ano em que teve um encontro imediato com um ser chamado Joana.

 

Desde que veio aqui para casa que me anda a convencer a contratar uma empregada.

Diz que trabalho muito.

Que ele não consegue acompanhar o ritmo.

Diz que quer colaborar mas muitas vezes nem sabe como.

Que não sabe cozinhar.

- É só aprenderes. Conseguiste tirar medicina....e achas que não sabes cozer brócolos? Operas rins todas as semanas e achas que não sabes assar um frango??

 

Combinámos. Umas lições básicas de culinária.

- Além de aprenderes, vais ver que ainda te divertes. É muito bom cozinhar....

Assim foi.

Ensinei-lhe a fazer uns muffins de vegetais que ele gosta muito.

Mostrei-lhe que não tinha qualquer segredo.

- É tão fácil...que parece mentira!

Costumo usa-los para fazer pequenas refeições. Lanches.

Ou refeições maiores se acompanhar com grão. Quinoa. Ou trigo sarraceno.

 

Na semana passada.

O Pedro chegou e eu não estava em casa.

Tinha ido a Campo de Ourique provar o meu vestido de noiva.

O homem apanhou-se sozinho em casa. E toca de fazer os muffins que eu lhe tinha ensinado.

Quando cheguei.

Cheirava a muffins.

As forminhas eram testemunhas que os muffins tinham sido feitos.

 

Mas nada de muffins...

...Pedro, esse grande querido.

Fez os muffins.

E quis provar para ver se tinham ficado bons.

 

Comeu um.

-Será que ficaram mesmo bons, ou foi impressão minha?

Comeu o segundo.

- Isto está mesmo bom. Vou comer o terceiro e ficam os outros para a Joana.

- A Joana não come tanto. Vou comer outro.

Quarto.

- É pá. Nem acredito! Fui eu que fiz sozinho! Quem diria...eu que só sei fazer ovos mexidos.

Quinto.

- Vou comer o último. Limpo todos os vestígios...e nunca ninguém saberá que eu comi os muffins todos.

 

Quando percebi que ele tinha comido os muffins. Pus as mãos à cabeça.

Não por não ter tido a oportunidade de provar a obra.

Mas porque achei que lhe podiam fazer mal.

Não fizeram. Pelo menos que eu desse conta.

 

Ontem. Aproveitou que eu fui ao Jamor.

E tratou de repor os muffins.

Quando eu cheguei. Estava todo sorridente.

- Consigo mesmo, fazer isto bem!

 

Ingredientes

Numas forminhas de queques colocar tudo aquilo que quiserem.

O Pedro usou em cada muffin:

Tomate.

Pimento laranja.

Espargos.

Cogumelos.

Camarão.

Cortou tudo aos bocadinhos.

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Para seis muffins, 4 a 5 ovos batidos com um garfo.

Por cada ovo acrescentar uma colher de farinha de aveia.

(se preferirem podem colocar só os ovos batidos)

Temperar a gosto.

Estes foram temperados com oregãos e sal.

Dividir pelas 6 forminhas.

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 Vai ao forno.

E 20 minutos depois. É provar. E comer...

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Estão muito bons!

Costumo fazer 3 tipos de muffins. Por semana. Num total de 18.

É só trocar os ingredientes.

Os temperos.

E a refeição é logo diferente.

 

Este post foi feito em parceria com o Pedro.

Uma parceria que se espera duradoura. Para a vida toda...

Para além de ter feito os muffins.

Ainda tirou as fotos.

 

 

foi bonita a festa..

20.05.18, Joana Marques

Hoje voltou a ser Sporting.

E foi uma festa. Muitas crianças!

Senti-me novamente em família. Rodeada de amigos.

Um estádio maioritariamente vestido de verde e branco. Foi muito bom de ver...

Infelizmente...

....mais contido do que o normal.

Quem não sente não é filho de boa gente.

E 99% dos sportinguistas são boa gente. No nosso coração está uma ferida aberta....

....ainda sem cicatrização à vista.

 

 

.....parabéns aos jogadores da minha equipa. Sporting Clube de Portugal. Pelo trabalho realizado esta época.

Todos nós temos dias bons. Todos nós temos dias maus. Faz parte de se ser humano.

Não foi fácil. Nós agora sabemos que não foi fácil.

 

Parabéns aos nossos capitães.

Preferia que me insultassem a mim. Do que porem em causa o vosso profissionalismo, entrega e esforço.

Acreditem que os adeptos estão convosco, sempre estiveram e estarão no futuro.

 

Parabéns ao nosso treinador.

Jorge Jesus.

Não gostei da sua contratação.

E olhei sempre de lado para ele. Para mim não era Sporting.

Mudei de ideias. Tem sido Sporting nestes últimos tempos.

Soube escolher o lado certo. O nosso lado.

 

Parabéns ao departamento médico do Sporting.

Excelente trabalho numa época com muitos, muitos jogos.

Lesões. Viagens.

E milagres. Fizeram muitos milagres.

 

 

Parabéns ao Aves que ganhou a taça. Soube ganhar...

O futebol é só isto.

Uma festa.

Às vezes ganhamos. Outras vezes perdemos.

Hoje perdemos.

 

Regressei a casa.

Com o cachecol a esvoaçar na janela do carro. A mostrar ao mundo o meu orgulho e a minha pertença.

Sporting sempre. Sempre Sporting.

Viva o Sporting.

 

 

hoje vou ao Jamor...

20.05.18, Joana Marques

Desde que sou gente, acompanho o Sporting.

Comecei por ir acompanhada pelo meu pai. Mais tarde pelo meu irmão.

Cresci em Alvalade.

 

Quando me tornei gente.

Não precisava de ninguém.

Fui muitas vezes sozinha ver o Sporting.

Sobretudo fora do país.

Uma grande parte da minha vida foi condicionada pelo Sporting.

E pela minha presença em jogos.

Não só de futebol. De tudo e mais alguma coisa. O Sporting é o clube mais eclético do país.

 

Quando fui viver para Barcelona. No final de 2016. Este ciclo quebrou-se.

Estava sozinha em Barcelona. Ou melhor. Não estava sozinha. Estava com o cão.

Não podia ir aqui e ali ver jogos e deixar o cão sozinho em Barcelona.

Segui para a Grécia. Noruega. Inglaterra. Amesterdão.

Voltei a Portugal no final de 2017. Com uma perna partida.

Passados uns dias, varicela.

Estavam reunidas todas as condições para não voltar a Alvalade. Nem a lado nenhum.

Gostava de ir, claro! Mas achava que estava tudo bem. E que a minha presença era só mais uma. No meu lugar iria outra pessoa que faria a festa como só os sportinguistas sabem fazer.

No final de Dezembro. A Alice apareceu na minha vida.

E tornou-se a minha prioridade.

Em Alvalade as coisas estavam a correr mais ou menos bem. Deixei-me estar.

 

Até que. Num jogo de nervos. Muitos nervos. O Sporting eliminou o Porto da taça de Portugal.

Finalistas.

Toda a gente queria bilhetes.

O meu pai perguntou-me se contava comigo.

- Não. Já deve estar bom tempo nessa altura, vou aproveitar o dia para estar com a Alice.

O meu pai comprou 6 bilhetes. Para ele e para a minha mãe. Para a minha irmã, cunhado e para os meus dois sobrinhos.

A festa do futebol. Chama famílias inteiras ao estádio.

Com estes últimos acontecimentos. A minha mãe começou a dizer que era melhor ficarem por casa.

E eu comecei a ter vontade de ir.

É agora que precisam de mim.

A minha mãe deu-me o bilhete.

 

Se perdermos. Sobreviverei. Triste...mas sobreviverei. Como tantas vezes o fiz.

Voltarei para Cascais.

Com o cachecol preso no vidro do carro.

A mostrar ao mundo.

O orgulho que tenho em ser do Sporting.

 

Se ganhar.

- Querida buzina. Prepara-te. Vou-te usar. Até dares o último suspiro.

 

Viva o Sporting!

 

tarte de pêra...

17.05.18, Joana Marques

Esta é uma das receitas que mudou a minha vida.

É fácil de fazer.

Rápido.

E é bom que se farta.

Não me canso de fazer isto. Não me canso de comer isto.

 

 

Ingredientes:

Uma pêra.

Um ovo.

Uma colher de farinha de aveia

geleia de coco (mel, ou outro adoçante)

 

Pincelar uma frigideira pequena com geleia de coco (ou outro adoçante...peganhento!)

Colocar por cima uma pêra cortada aos bocados.

Bater o ovo (de preferência com a batedeira) e com uma colher misturar a farinha de aveia.

Tapar a pêra com a mistura formada pelo ovo e pela aveia.

Deixar cozinha em lume brando.

Retirar. Comer.

Se quiserem fazer para a familia toda é só aumentar os ingredientes e o tamanho da frigideira.

 

 

Aqui está um exemplo de algo muito simples.

Muito. Muito bom!

Bastante mais saudável. Que o comum bolinho. Vendido a cada esquina.

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estou a criar uma sportinguista....

17.05.18, Joana Marques

Antes de nascer já era Sportinguista.

Quando nasci. Tornou-se oficial.

 

Poucas horas depois, o meu pai foi ao antigo Estádio de Alvalade. Tornar-me sócia.

Entrei para uma família. E nunca mais quis sair.

Foi por isso que no dia em que conheci a minha filha fiz o mesmo por ela. Tornei-a sócia.

E comecei o melhor e o maior projeto da minha vida. Criar uma sportinguista...

Pretendo fazê-lo até poder. Até ela me deixar.

 

Eu sei que não devo ver as coisas desta forma mas....

...se um dia ela me disser que não é do Sporting vou achar que falhei como mãe.

Não a vou deserdar, obviamente. O amor de mãe é superior a tudo.

Mas vou tentar perceber onde errei e tentar fazer melhor com os meus netos.

 

....acho que não vai acontecer. Não vou falhar, nesta importante empreitada.

A Alice é do Sporting! E vai continuar a ser...

 

A incredibilidade. Tem feito parte dos meus últimos dias.

A verdade. É que andamos todos (ou quase) cabisbaixos.

Não pode ser!

Tenho a certeza que este mau momento vai passar.

A verdade vem sempre ao de cima.

Mesmo que seja dura. Venha ela. Nós aguentamos. Sempre aguentámos!

 

Vamos recuar uns bons passos.

Vamos precisar de tempo. Vamos precisar de todos. Os verdadeiros Sportinguistas.

E...

....vamos sair mais fortes. E melhores.

O Sporting precisa de todos os Sportinguistas. Os verdadeiros!

O Sporting precisa de mim.

A curto prazo. Domingo. Lá estarei a apoiar a minha equipa. O meu clube. A minha família.

 

A longo prazo. O resto da minha vida. A criar uma sportinguista.

Ou vários.

Uma equipa de futsal.

Ou futebol, se for preciso.

....porque a família sportinguista é a melhor de todas. Sei eu. Faço parte dela....desde 1981!

 

Viva o Sporting!

 

A revolução. Tem um nome...

15.05.18, Joana Marques

Vai fazer um ano e um mês. 13 meses.

Adora mimo. Mas tem de ser ela a pedir.

Eu. Joana. A peganhenta. Não tenho sorte nenhuma.

Ela decide quando quer colo. Ela decide quando quer que lhe leia um livro.

Ela decide quando quer andar às cavalitas do pai.

Ou transformar o Vasco num burrinho de carga.

Até agora era o Vasco que mandava.

Agora nem tanto.

Até porque ele gosta dela...e trata-a com mimos e caramelo.

Uma revolução. Aqui por casa.

 

 

 

Adora sair de casa.

Gosto de lhe cantar canções.

E canto tudo e mais alguma coisa.

Gosto de lhe cantar "o malhão".

Ouvi vezes sem conta a minha avó Maria a canta-lo.

Fazia uma roda com os netos. E cantávamos todos juntos.

Só que...

...a canção diz...

"Comer e beber, ai tirim-tim-tim
Passear na rua!"

E era uma vez. Uma Joana entalada.

Às vezes não dá jeito. Ir passear a pequena à rua.

Se não for. Temos o caldo entornado.

Uma revolução. Algo nunca visto. Aqui por casa.

 

 

Diz mamã. Diz olá.

Diz banana. (incorretamente...mas temos tempo)

E lixou tudo ontem. Começou a dizer não.

Estamos a insistir na palavra papá.

Precisa de mais algum tempo. É muito recente esta figura.

Uma revolução na vida dela. Outra. A juntar a tantas que já passou.

 

A Alice teve a sorte de herdar muitas coisas dos filhos dos meus amigos.

E dos primos.

Quase não comprei roupa. E brinquedos. Tem mais do que a conta.

Quando fez anos. Disse a toda a gente:

- Não precisamos de nada. Só de vocês.

 

Só que...

...os meus pais ofereçam-lhe um carrinho de bebé.

A Alice adorou. Não só passeia a boneca preferida dela. Como, percebeu que dá um jeito dos diabos.

Como tem rodas. E a locomoção da Alice ainda é meio torta. Serve de andarilho.

É vê-la a deslizar corredor fora. Com o carrinho. Uma revolução na vida dela.

Parece-me que o carrinho já deu a volta ao mundo umas 3 ou 4 vezes.

 

 

Os meus amigos.

Fizeram orelhas moucas. À minha recomendação. Juntaram-se e compraram uma cozinha à Alice.

Vinha numa caixa. Desmontada.

- Olha é uma cozinha.

Disse o Pedro.

- Montamos amanhã.

Os dias foram passando. E foi ficando na caixa. Tal e qual Elias sozinho na arrecadação.

Um dia cheguei a casa. Com a Alice. O Pedro já tinha chegado.

Quando a Alice entrou no quarto. Gritou de felicidade.

Tinha a cozinha. Enorme. Cor de rosa. Equipada. Com tudo o que uma cozinha deve ter.

Como não saía do quarto. E dá-nos mais jeito que brinque na sala. Para nós controlarmos.

Mudámos a cozinha para a sala.

É por isso é que temos uma cozinha....na sala.

Fica lindamente com a decoração...

Que se lixe a decoração. O que interessa é que a miúda se sinta feliz.

Anda de um lado para o outro. Toda contente. De pé. E sem se cansar....

Fico. Perplexa. Com o desembaraço dela.

Esta miúda ainda revoluciona a gastronomia mundial. Vão ver!

 

 

Temos a trela sempre à mão de semear porque o Vasco sempre que quer ir à rua pega na trela e vem ter connosco...em linguagem de Vasco quer dizer.

- Estou aflito. Aflito. Muito aflito. Daqui a 30 segundos....vai acontecer o pior....Eu estou a avisar! Vai acontecer o pior!!

Há uns dias. A Alice. Pegou na trela do Vasco.

Toca de falar a linguagem dela.

Eu e o Pedro. Nada. Sem perceber. Nada.

Até que o pequeno ser. Zangou-se. Muito.

Estava para ali a explicar-se. E ninguém conseguia chegar lá...

- Ó céus! São burros. Os meus pais são burros!

Fui buscar um cão de peluche. E prendi-o à trela.

Era isso. Era mesmo isso.

Alice passou montes de tempo de um lado para o outro a passear o cão.

Espero que não tente com o Vasco. Ou podemos ter pequena Alice em modo...boomerang revolucionário.

 

Come bem. Dorme bem. Pesa como chumbo.

Precisa muito de rotinas.

Os dias que são diferentes. Desorienta-se um bocado.

Tento sempre. Que os dias sejam mais ou menos iguais. Dá-lhe segurança.

É uma bebé muito alegre. E expansiva.

É muito simpática.

E doce. Toda ela é um bombom cor de rosa. Um algodão doce. Cor de rosa.

Todos os dias olho para ela. E me pergunto...

...como é que é possível. O universo me ter dado este presente.

Revolucionou a minha vida.

Aqui está a prova de que as revoluções às vezes correm bem!

 

A revolução. Tem um nome.

Alice.

 

 

 

ninguém pára a Joana...

15.05.18, Joana Marques

A verdade. Verdadinha. É que nos conhecemos faz hoje dois meses.

E aos poucos estamos a conhecer a pessoa. Com quem partilhamos a vida.

Tem sido tudo pacifico. E fácil.

Em alguns aspetos somos muito parecidos.

Noutros...andamos em negociações.

 

O Pedro acha que eu trabalho muito.

Eu acho que não. Acho que trabalho o normal.

Diz ele que depois de trabalhar 8 horas no hospital (nunca são 8 horas é muito raro o dia que sai a horas...), já não tem vontade de fazer grande coisa.

São diferentes os trabalhos. O dele lida com pessoas doentes. É bastante mais exigente que o meu.

Neste momento só lido com números.

E os números. São fixes. Portam-se sempre da mesma forma.

Quando termino o trabalho. Termino o trabalho.

Não fico a pensar que a coluna XZ do excel vai rejeitar a célula XZ3. Nada disso.

Fica tudo guardado. Até ao dia seguinte.

 

Quando, neste dia, almoçámos.

Foi há pouco tempo. Mas parece há uma eternidade.

O Pedro provou o pão. E perguntou-me onde o tinha comprado.

Disse-lhe que era eu que o fazia.

O homem fez um ar de espanto, admiração e pasmice...

- Sabes que podes comprar o pão já feito?

Apeteceu-me responder-lhe torto, mas...

- Se comprar o pão já feito, não controlo a qualidade da farinha, a quantidade de fermento, a quantidade de sal...já leste a lista de ingredientes do pão?

- Não.

- Lê! Quando comprares pão num hipermercado dá-te ao trabalho de ler. Não é só farinha, água e fermento....tem muitos brindes pelo meio.

O homem calou-se. Mas mais tarde voltou à carga...

- Tens alguma razão no que diz respeito ao pão mas não achas que mais vale, às vezes, comprares...semana sim, semana não, do que fazer pão todas as semanas...não sei como é que aguentas.

- Antes que me faças a pergunta, vou já responder...não tenho nenhum fornecedor de doping....Sou só eu....

- Um dia destes estoiras. Ninguém consegue fazer tanta coisa, durante tanto tempo....

- Já cá cantam 37 anos. Sem estoiro. E com asma....imagina o monstro que estás a criar!

 

O homem ficou-se. Mas...

....voltou à carga em casa dos meus pais.

É assim. Sempre que não fica convencido com os meus argumentos...pergunta aos meus pais.

- Olha, Pedro. Faz como nós e não ligues. A Joana é mesmo assim...desde miúda que era assim. Despachada e hiperativa. Nunca parava. As horas que estava a dormir eram uma bênção...pena que eram poucas!

 

Na semana passada. Apareceu com uma caixa grande.

Achei que fazia parte da mudança de casa.

Não.

Era uma máquina de fazer pão.

Não te zangues! Comprei a mais barata de todas. Experimenta. Se gostares...é sempre mais um tempo que tens...

Experimentei.

Não liguei nenhuma às receitas que estavam no livro da máquina. Quando comecei a ler duas colheres de leite pó....desliguei...

Experimentei uma receita minha.

Metade Trigo. Metade Aveia. Uma colher de alfarroba. Água mesmo peso da farinha. Fermento.

Ficou muito bom.

O Pedro. Esse grande querido. É um cavalheiro. Disse:

- O teu é melhor mas....este também é bom. E ficas com mais tempo. O que me dizes?

Pessoalmente, acho que o da máquina ficou melhor que o meu. E por isso, respondi-lhe afirmativamente...

 

À noite. Depois de jantar. Tinha o computador no colo.

- O que raio é que estás a fazer a esta hora?

Perguntou-me o Pedro.

- Estou a contactar o meu fornecedor de soda cáustica.

-

- Agora que não faço pão, posso voltar a fazer sabonetes....

-

 

mousse de chocolate. Quem gosta?

13.05.18, Joana Marques

A minha avó Adélia fazia a melhor mousse de chocolate do mundo.

Sempre que lá íamos a casa, era certo que no frigorífico havia mousse à nossa espera.

Eu. Herdei o livro de receitas da minha avó.

E a receita que mais me entusiasmou e que procurei logo foi a da mousse de chocolate.

Encontrei.

Na altura o cuidado que tinha com a alimentação era zero. E por isso....

....ainda a fiz algumas vezes.

 

Com o passar do tempo. Quem lê este blog sabe....

...mudou-se o chip. E a mousse de chocolate da minha avó pode ser feita. Mas não deve ser comida.

 

Durante um tempo experimentei.

E experimentei.

Receitas de mousse de chocolate mais saudável.

Até andava satisfeita com esta. Que partilhei quando fiz 6 meses de blog.

Mas...

...ainda não estava como eu queria. Lá no fundo. Ainda me fazia lembrar o abacate.

Experimenta daqui.

Experimenta dali.

E....

...cheguei a esta mousse.

Sabor. Bom.

Consistência. Boa.

Sabe a chocolate. E não a abacate.

 

Ingredientes.

1 abacate pequeno.

Duas colheres de sopa de cacau em pó.

Uma colher de café de canela.

Duas colheres de sopa de geleia de coco. (podem usar mel...ou outro adoçante)

Duas colheres de sopa de leite de coco.

Derreter dois quadradinhos de chocolate (usei da vivani 85% cacau) e uma colher de chá de óleo de coco.

Juntar tudo no liquidificador. (ou usar a varinha mágica).

Acompanhei com frutos vermelhos.

Coloquem no frigorífico. Durante 30 minutos a uma hora.

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Aqui em casa ficou aprovada!

 

Vou usar como mousse.

Como recheio de tartes.

Para barrar bolachas. Ou pão.

neste bolinho. Do dia dos namorados.

 E que tal partilharem as vossas receitas, aqui!

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