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Quiosque da Joana

31.07.18

O dia em que conheci a sementinha....

Joana Marques

Desde o dia que descobrimos que estava grávida começámos a planear certas coisas.

Não corremos logo para o médico. O Pedro disse que não valia a pena.

Até às doze semanas o risco é grande. A mãe natureza normalmente sabe o que faz. E as sementinhas que sejam inviáveis normalmente não vingam.

Estou com pouco mais de 7 semanas. Tudo pode acontecer.

 

Com o passar dos dias fomos ganhando um pouco mais de confiança e começamos a falar no local onde seria acompanhada.

Tinha duas hipóteses. 

O hospital privado onde o meu tio trabalha. Ou uma maternidade pública.

Tendo em conta que o hospital do meu tio acaba com uma palavra que não simpatizo: "luz".

Decidi-me logo pela segunda hipótese.

A minha mãe esteve a um passo de me deserdar quando lhe contei o motivo pelo qual não iria para o hospital onde o meu tio trabalha.

Pode parecer parvo. Mas...

....vou tentar ter um filho ou uma filha que seja Sportinguista. O nome. A vista. Credo. Não ia correr bem...

...possivelmente ia parir com vista para...vocês sabem do que é que eu estou a falar. E eu ia enfartar de certeza...

A criança ia ficar marcada para sempre.

Carimbada. Com Carnide ou Benfica como Junta de Freguesia onde nasceu. (Não sei a qual das duas pertence o hospital....)

Maternidade pública aqui vou eu.

 

O Pedro ficou animado. Porque conhece lá praticamente toda a gente.

E disse-me que ia falar com uma médica que tinha sido professora dele. O homem confia-lhe os rins se for preciso...

Quase fiquei com ciúmes...

...até lhe perguntei:

- Olha lá tiveste algum caso com ela?

O homem fez o ar mais aparvalhado de sempre, desde Março. Antes disso pode ter feito ares piores. Quem sabe? Eu não...

Fomos hoje de manhã.

 

Gostei muito da médica.

Ouvi atentamente o que me disse. Até fazer a ecografia. 

Ouvimos o coração. Chorámos. Eu e o Pedro. A médica não.

Eu muito mais do que o Pedro. O Pedro ficou os olhos marejados. Eu fui atropelada por um tsunami descontrolado.

O Pedro ia-me explicando o que já se conseguia ver na ecografia. Ainda pouco.

Mesmo com as explicações todas só consegui ver o costume. A cabeça. E o corpo num todo.

Nada mau...

 

Estou de 7 semanas e um dia.

Já sabíamos isso.

É mais ou menos do tamanho de uma amora. Ainda no domingo fizemos um sumo na máquina nova que tinha amoras. E era uma delícia.

Pesa 1 grama. Um grama de gente! Fixe!

O Vasco pesa 30 kg. É quase a mesma coisa.

 

O coração já bate. E bate muito depressa e forte.

O cérebro está-se a desenvolver a uma velocidade vertiginosa.

E durante esta semana vai dividir-se em três partes. Pai, filho e Espírito Santo. Será??

Não é. Segundo o Pedro uma parte virá a ser responsável pela memória, raciocínio e resolução de problemas.

Por exemplo:

Slimani do Sporting saiu para o Leicester. Quantos Slimanis há no Sporting?

As outra partes não decorei. No meu caso, parece-me que algo falhou na sétima semana. 

A memória não é o meu forte, quando a informação é demasiado erudita...

 

Os outros órgãos estão também em ebulição mas ainda não funcionam. 

- Querida sementinha quando começares a fazer xixi o teu pai paga-te um gelado...saudável...

Na ecografia estava todo mexilhão.

Deve ter percebido hoje, que não vai ter de nascer naquele hospital cujo nome não deve ser pronunciado. E isso anima qualquer um...

Ou isso. Ou vai ser profissional do sapateado..

 

A certa altura. A consulta era entre o Pedro que percebia o que a médica dizia. E a médica que percebia as perguntas do Pedro e sabia responder.

Depois da ecografia feita. Foi o descalabro para mim. 

Depois de ouvir o coração a bater. Queriam o quê??

Bla, bla, bla wiskas saquetas......

Está tudo bem. Essa parte percebi.

 

Ainda lhe perguntei se era normal eu não ter qualquer sintoma. 

Nada. Nada de enjoos. Nada de xixis a mais. Nada de sono. Choradeira, sempre. Mudanças súbitas de humor, não me parece mas vou perguntar a opinião do Vasco.

Disse-me que há gravidezes assim. E para não andar a apregoar aos sete ventos porque tenho sorte e a sorte às veze muda.

E pode mudar neste preciso momento.

 

O dia do parto será 18 de Março. A data é meramente indicativa. Uma segunda feira.

Um excelente dia para ter uma criança.

Assim como assim, as segundas feiras são sempre lixadas.

Se tiver um filho a uma segunda ganharei o dia.

E ganhar o dia a uma segunda tem que se lhe diga. 

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Diz que recebi em minha casa dois elementos daqueles que ninguém quer ver nem vestidos com a camisola do Slimani.

Se não conhecem a história deviam querer conhecer para ver como Joaninha sofre!

E ainda não entrei em trabalho de parto!

 

Há um ano no Quiosque!

Será uma cenoura? Ou não é uma cenoura?

Se não conhecem a história deviam querer conhecer para ver, Joaninha e suas dúvidas existênciais!

 

 

E depois de terem lido tudo, tudo, tudo....seguiam a Joaninha!

Nunca se nega o pedido de uma grávida de sete semanas e um dia....

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30.07.18

criei um monstro....

Joana Marques

Quando conheci o Pedro já tinha mergulhado no espírito da comida saudável. E nada nem ninguém me ia fazer recuar...

Já não conseguia, rotular o meu regime alimentar. Já há algum tempo tinha abandonado o Paleo.

Comecei a comer glúten, com moderação, em Dezembro.

E logo aí, adeus Paleo.

Não comia processados. Nisso não cedi nem vou ceder.

Comia o mais natural possível. Comida de verdade. Ou o mais verdadeira possível. Hoje em dia....enfim. Nada é garantido.

 

O Pedro deve ter reparado logo, que eu era meio radical.

Sou mesmo radical. Não consigo ser de outra maneira.

E neste almoço, comi uma salada. Ele comeu pizza.

 

No almoço seguinte. Na praia, levei eu o almoço. Comida de verdade. Feita por mim.

Ele foi experimentando. E acho que gostou. Disse-me que sim que tinha gostado. Podia ser só por simpatia mas não me pareceu.

Mesmo assim ainda ouvi umas bocas...

- Este pão é bom. Onde é que compras?

- Sou eu que o faço...

- Ah! Ah! Sabes que há sítios que vendem pão, não sabes?

Fui contemplada com esta e outras pérolas.

 

Quando estivemos em Dublin. Foi mais ou menos o mesmo.

Eu comi o mais saudável que consegui.

Ele comeu o que costumava comer, uma massa qualquer com uma molhanga.

E outras iguarias que não me recordo.

A massa ficou-me na memória.

Tinha muito bom aspeto mas a comida triste tem sempre bom aspeto.

Costuma cheirar bem e tudo.

E o sabor, senhores. Bom! 

O pior é o resto....

 

Nos primeiros tempos conversámos muito sobre isto. Os estilos diferentes que tínhamos.

Disse-lhe que estava absolutamente convicta de que o que estava a fazer era o correto para a minha saúde e que não ía mudar. Para mais tinha uma filha e queria que ela tivesse também bons hábitos alimentares.

Como é óbvio não ia gostar menos dele por ele enfardar pipocas, lasanha e pizza como se não houvesse amanhã. Mas em frente à Alice não...

...as crianças não são o que ouvem.

São o que veem fazer.

E se ele estivesse ao lado dela a comer batatas fritas de pacote (que têm açúcar para nos viciar...) era um bocado difícil que ela olhasse com boa cara para os espinafres! 

 

Quando ele veio viver comigo disse-lhe:

- Durante o dia come o que te der na cabeça. Aqui em casa, desde que a Alice esteja a ver, tens de comer como nós.

Ele concordou mas notei que não fez qualquer sacrifício em adaptar-se ao novo regime alimentar.

Mais...

...começou a pesquisar sobre o assunto. Apresentou-me novos caminhos.

Por exemplo, estava completamente fechada às leguminosas. E ele deu-me a conhecer os benefícios. Hoje sou completamente fã de lentilhas, grão e todo o tipo de feijão.

Apresentou-me aos integrais. E a uma quantidade de alimentos que eu não conhecia. Nem ele...

 

O homem que em Março estava entupido de pipocas.

Cachorros quentes.

Pizzas.

Batatas fritas de pacote.

E todo o tipo de comida que não interessa ao menino Jesus. Nem a Slimani.

O homem que não sabia cozinhar. Comia fora a maior parte dos dias. Ou então comia em casa dos pais e trazia os restos para casa.

 

Converteu-se a um novo estilo de vida. Num abrir e fechar de olhos.

Perdeu 5 kg que o andavam a chatear desde não sei quando. Eu só o conheci em Março, não sei muito bem desde quando...é que andava chateado com os 5 kg.

Baixou o colesterol. Não era nada exorbitante mas para lá caminhava...

Começou a dormir melhor. E a sentir-se menos cansado.

Tinha um eczema meio chatinho que está desaparecido. 

Com resultados visíveis é mais fácil mudar. E não querer voltar atrás.

Já começou a tentar mudar os hábitos dos pais. Aqueles processados com muitos E´s já não entram lá em casa.

 

 

Neste momento, cozinhamos a meias. Aproveitamos um dos dias de folga dele para cozinhar para a semana inteira.

Às vezes é durante a semana outras vezes ao sábado.

Dá ideias.

Pesquisa novos pratos.

Ajuda-me a fazer a lista de compras e a planear as refeições.

Experimenta. Prova.

E é um roubador de comida.

Ainda não chega aos calcanhares do Vasco mas.....é um aprendiz à altura.

Estou desconfiada que o aprendiz um dia destes supera o mestre. 

 

Na sexta-feira. Saía às 16h. 

Apareceu em casa às 18h.

Trazia uma caixa. Lembrei-me do dia em que comprou a máquina de fazer pão.

Estava tão contente.

- É uma máquina de sumos.

- Nós não precisamos de uma máquina de sumos!

Ele acha que sim.

Não para fazer os sumos tradicionais com 5 laranjas, por exemplo. Mas...

.......sumos que combinam fruta, de preferência fruta muito alcalina por exemplo: toranja, limão, lima; com frutas com um índice glicémico baixo e vegetais.

A fruta corta completamente o sabor dos vegetais. É só preciso ter atenção às quantidades.

O corpo absorve mais facilmente alguns nutrientes desta forma.

Não deixámos de comer fruta da maneira tradicional, nada disso.

A fruta tem nutrientes, nomeadamente fibras que se perdem quando é feito o sumo.

A máquina também dá para fazer smoothies. E gelados. Saudáveis.

Ah! E dá para fazer leite vegetal. Fazia todas as semanas leite de amêndoa e demorava algum tempo. Agora, num fósforo está feito o leite.

  

Pedro. O convertido.

Está mais papista que o papa.

Está mais Joanista que a Joana. 

....criei um monstro....quiosquianos.

Criei um monstro....

 

 

 

 Há dois anos no Quiosque!

Declarei o meu amor eterno ao melhor dia da semana. O sábado!

 

Há um ano no Quiosque!

Com a vossa licença. Vou ali chicotear-me.

Não escrevi nem uma linha....

 

 

Já seguem o Quiosque??

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29.07.18

nas bocas do mundo ...#36

Joana Marques

36!

Este número que por acaso gosto. Não sei porquê. Parvoíces....

Pertence à Happy!

Presenteou-nos a todos nós que lemos o blog, com um post sobre tricot.

E com um trabalho lindíssimo que está a fazer.

 

Não te esqueças de nos dizer qual é o fio.

Não tenho esse, tenho a certeza. No meio dos 1245322 novelos que tenho aqui em casa.

Não tenho esse. E começo a achar que me faz muita falta.

Tens MESMO de dizer....não se contraria uma grávida! Certo!

Não desejo comer uvas. Não desejo comer pasteis de bacalhau. Ou de nata! Ou de belém. Desejo apenas e só saber o nome do fio...

... Com mil Slimanis, o bebé ainda nasce com cara de novelo....

 

Obrigada!

Continua o trabalho e mostra-nos o final!!

 

Há dois anos no quiosque!

1º post. Vasco!

2º post. Do tempo em que eu comia gelados fora de casa!

(nenhum dos posts teve comentários...ninguém lia o quiosque...)

 

Há um ano no quiosque!

Não escrevi nenhum post.Triste Joana, muito triste! E parva.... 

 

 

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28.07.18

spoiler alert!

Joana Marques

Olá, Joana de 17 anos!

Sou eu! A Joana, de 37 anos!

Tenho tantas coisas para te contar!

Tantas coisas para te dizer!

Tantas dicas. E conselhos. Para refletires!

 

Eu sei. Eu conheço-te!

Vais-te virar para mim e dizer com ar de quem tudo sabe... não precisas de nada. Vais conseguir sozinha.

Verdade!

Vais mesmo!

Vais te esbardalhar.

Escangalhar. E moer toda.

Ao final do dia. Da semana. Do mês. Ou do ano. Vais juntar as peças. E voltares a ser tu.

 

A primeira coisa que tenho para te dizer é: honra-te a ti própria! Para poderes confiar em ti.

Qualquer outra pessoa pode falhar-te. São humanos. Têm a vida deles. 

Tu é que não podes falhar a ti própria.

És a única pessoa que não te pode falhar. 

Se sentires a tua vida a ser sabotada, nunca deve ser porque fizeste mal a ti própria, alguma coisa que não dependia de ti correu mal. Acontece!

Aconteça o que acontecer.

Deves ser sempre a pessoa em quem mais confias.

E a pessoa que podes sempre contar.

 

 

Simplicidade é a chave da tua felicidade.

Simples. Mas com significado. Deve ser o teu lema de vida.

Nos primeiros anos vai ser difícil de cumprir. Mas mantém esta palavra na tua cabeça. Não te esqueças dela.

Digere-a. Leva o teu tempo.

Um dia vais perceber que é mesmo assim.

Uma casa simples. Um roupeiro simples. Uma refeição simples. Uma vida sem grande bagagem. Um vida leve. Levezinha...

 

 

Equilíbrio.

Não feches a porta às opiniões dos outros. Às explicações. E a tudo o que ouves.

Saber ouvir é uma virtude. E tu, deixa-me que te diga, Joana de 17 anos. Não a tens!

Presta atenção aos outros. E ao que te rodeia mas no fim quando tiveres que decidir.

Sê coerente contigo. E consistente. Não tentes ser perfeita. Não és aos 17 anos. Posso-te dizer que não o és aos 37. E pelo andar da carruagem nunca serás.

Se fores coerente com o que acreditas, sem virar as costas aos outros. Estarás a honrar-te. E voltamos à primeira dica.

Não é fácil. Como diz Jorge Jesus, tens de ser muita forte.

Ah! Pois...tu não sabes quem é Jorge Jesus. Spoiler alert!

Ainda vais ouvir falar dele....

Limpinho. Limpinho. Cara Joana de 17 anos!

 

 

Dá-te com toda a gente. Toda a gente tem coisas para te ensinar. E tu precisas tanto de aprender.

Ouve o que têm para te dizer.

Mas não desperdices o teu tempo a discutir o sexo dos anjos. A comprar guerras desnecessárias.

Não te deixes influenciar. Nem manipular. 

Repara, Joana de 17 anos. Voltamos sempre à primeira dica. Honra-te. E nunca ficarás zangada contigo.

Vai à luta nas grandes questões. Nas outras afasta-te e faz tricot!

- Eu não faço tricot!

Spoiler alert!

Ah! Ah! Claro que não! Só falei em tricot como podia ter falado em teres um cão ou assim!

Coisa que não queres para a tua vida, eu sei.

Eu sei!

Tanto cocó de cão que vais limpar...Joana de 17 anos.

- O que é que disseste?

Nada. Nada. Estava a pensar alto. 

 

 

 

Come mais fruta. Ou melhor, come fruta nem que seja uma vez por semana!

E dizendo isto. Come melhor!

Já viste o que andas a comer, Joana de 17 anos?

E exercício físico. Já agora.

Spoiler alert! Vais encontrar algo que gostas de fazer daqui a uns anos. Por isso não é preocupante.

Água! Bebe mais água.

Por enquanto sou só eu para te lembrar, Joana de 17 anos...

Spoiler Alert!

Vais ter de esperar ainda um tempo. Mas daqui a uns anos terás alguém ao teu lado que te lembrará disso de 5 em 5 minutos.

Aprende a cozinhar!

-

Não faças isso! Não te escangalhes a rir. Respeita os mais velhos. Respeita a Joana de 37 anos.

Spoiler Alert!

Um dia vais ver que não é assim tão descabido. Um dia vais adorar cozinhar. Um dia será uma atividade que farás com verdadeira paixão.

 

 

Não tenhas medo. O máximo que pode acontecer é esbardalhares-te mais uma vez.

Para quem quis ser um avião. Esbardalhanço mais esbardalhanço. O que interessa é que te levantes. Nem que seja pela milésima vez...

Eu sei que tu. Joana de 17 anos. Olhas para a tua pequena sobrinha Madalena. E quase morres quando vês uma fralda suja. Achas que ter filhos não é para ti. 

Spoiler alert.

Um dia vais mudar de opinião. Porque vais ter pelo menos uma filha. Que te chegará às mãos de forma surpreendente.

Melhor dizendo. Tu achas que te vai chegar às mãos. Mas não.

Ela vai chegar-te ao coração e esse é o teu melhor lugar.

As nossas pessoas entram diretamente para lá. Sem passar pela casa da partida...

 

Não tenhas pressa em nada.

Parece parvo estar-te a dizer isto, Joana de 17 anos.

Ninguém tem mais pressa que tu neste momento.

Trabalhas. Estudas. Viajas. Tens um namorado que gostas razoavelmente. É boa pessoa e trata-te bem. Mas...

.....não te contentes com amores menores. Nem percas tempo com eles.

Lá teremos nós de voltar à primeira dica. Honra-te.

Trata bem de ti. Exige o céu. Mais do que o céu. O amor é maior do que tudo.

Se não o encontrares terás em ti uma pessoa feliz.

Não tens de o fazer quando toda a gente o fizer. Mais uma vez. Honra-te. E tudo vai dar certo.

Spoiler alert!

Olhos abertos. Ouvidos atentos. Rins em alerta! Quando não estiveres para aí virada aparecerá.

Também vai entrar para o teu melhor lugar. O coração.

 

 

Tem orgulho em ti.

Sem cair no absurdo de achares que és perfeita.

Spoiler alert.

Tem orgulho no ovo estrelado desmanchado. Mas tenta fazer melhor para a próxima.

Tem orgulho no 10 que vais ter a Direito. Mas tenta tirar um 11 para a próxima.

Tem orgulho na pintura que fizeste no teu quarto quando tiveres a tua primeira casa. Tenta melhor para a próxima ou contrata alguém, aquilo ficou uma vergonha, Joana de 17 anos. Uma vergonha!

 

 

- E que mais tens para me dizer, Joana de 37 anos?

Um blog! Vais ter um blog!

- Um quê? Ó Joana de 37 anos?? Bebes???

Spoiler Alert!

Joana, Joana de 17 anos. A 28 de Julho de 2016 vais começar a escrever num blog.

Vai-se chamar: Quiosque da Joana. E vais adorar...

 

 

- Eu vou ter um quiosque? Vou vender o quê no quiosque?

Joana de 17 anos. Não vais vender nada. Vais partilhar. 

Ainda não sabes. Não percebes. Ainda não viveste o suficiente para saber.

Partilhar! Não te esqueças nunca desta palavra! 

Tenta fazer dela o melhor que conseguires....

Esta é a minha ultima dica.

Joaninha de 17 anos. Fica bem.

Não te esqueças...

.......voa, voa!

 

 

Este blog faz hoje 2 anos. 

Há dois anos o primeiro post foi assim!

 

Há um ano! Foi assim!

 

Faz hoje um ano também que a Catarina escreveu sobre o Quiosque.

Obrigada!

 

 

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27.07.18

o círculo vicioso

Joana Marques

Olho para trás 30 anos e volto aos tempos em que era uma miúda, morava em Campo de Ourique com os meus pais e irmãos.

Às horas das refeições. 

Na cozinha sempre tivemos à nossa disposição fruta e mais fruta.

Comíamos fruta, aos lanches mas com o passar do tempo cada vez menos...

A partir do momento em que achámos que éramos gente e que podíamos escolher era raro escolhermos fruta.

A nossa escolha recaía para o pão com fiambre. E o tão amado Tulicreme.

 

Às nossas refeições tínhamos muitas vezes empadão de batata, de arroz ou de massa. Porque éramos 5 à mesa. E o empadão era muito prático e todos gostávamos.

Rissóis. Croquetes. 

Bifes com batatas fritas. 

Legumes também apareciam e muitas vezes, mas não eram os eleitos. Para mim e para os meus irmãos iam ficando no prato.

Peixe. Gostávamos. E comíamos. Os legumes também mas a batata cozida acabava por ganhar.

Quando era miúda havia sempre sopa em casa. Mas como foi sendo posta de parte. A minha mãe deixou de a fazer.

 

Ao pequeno almoço.

Nestum de mel para mim.

Cerelac para a minha irmã.

E o meu irmão comia o seu pãozinho, torrado ou não, com manteiga (às vezes margarina) e bebia o seu copo de leite com um achocolatado da moda.

 

Eu nasci a comer. Bem e sem problemas.

As crises de asma que tinha de quando em vez é que me tiravam o apetite.

Mal ficava boa voltava a comer.

Gostava de tudo mas com o tempo o nosso comportamento é moldado em função das nossas preferências mas também das dos outros.

Sempre lutei contra o peso baixo.

Sempre foi muito fácil para mim perder peso.

Quando, aos 17 anos fui morar sozinha. O descalabro começou. 

A trabalhar e a estudar.

Pouco tempo. Nenhum conhecimento.

Não sabia cozinhar. Nem sabia comprar.

Comia no trabalho sempre que podia. E quando não podia, comia na faculdade. Ou comprava qualquer coisa fora para comer.

Crises de rinite incríveis.

Crises de asma aos magotes.

Intoxicações alimentares aos molhos.

Doente todos os dias.

A sorte é que mesmo doente nunca fico com má cara. Ou o meu trabalho como hospedeira tinha ido pelo cano.

 

Questionava-me todos os dias. Porquê?

Porque raio é que não me sentia bem.

Nauseada. Cansada. Sem paciência. Falta de ar por todos os poros.

Consultei meio mundo de médicos. Tive sorte, naquela altura, podia ver médicos à frente sem me apaixonar por eles

Diagnosticaram-me uma coisa e outra. Medicação às centenas. 

Melhorias. Só enquanto estava a tomar a medicação. Quando parava voltava ao mesmo.

Voltava outra vez aos comprimidos. Cortisonas. Ficava melhor. 

O papel de toxicodependente nunca foi a minha cara. Não fiquei parada. Comecei a tentar perceber o que se passava.

E este foi o primeiro passo.

Neste momento, a saber tudo o que sei hoje, já não o fazia. 

Não é uma cura. É um remendo que fazemos no nosso corpo.

Na altura, salvou-me a vida. A minha qualidade de vida subiu exponencialmente. Mas não baixei os braços e continuei a querer saber mais...

Este último ano tem sido preponderante. E a entrada do Pedro na minha vida, fundamental. Acho que posso dizer que tem sido reciproco.

Fui eu que o fiz pensar de outra forma, fui eu que o fiz ter o clique Mas é ele que nos tem orientado a seguir o rumo certo.

Aos 3. Alice, Pedro e Joana.

O Vasco...continua na onda do frango assado.

 

 

 Voltando a Campo de Ourique.

A minha irmã sempre comeu muito pouco e mal.

A minha mãe morria de preocupação por ela comer pouco.

Lembro-me da minha mãe lhe dar 20 escudos várias vezes por semana para ela comprar um bolo no bar da escola.

Era o lanche dela. E a minha mãe ganhava o dia quando ela o fazia. 

A minha irmã sempre foi gordinha. 

Tal como a minha sobrinha Madalena. A filha mais velha da minha irmã.

Morei com ela em Barcelona.

E vi os maus hábitos que tinha.

Na altura eu já tinha adotado definitivamente uma alimentação saudável. E ela aderiu?

Não! Não consegui passar-lhe a mensagem.

Eu comia saudável. Ela comia pizza.

Eu comia saudável. Ela comia um hambúrguer com batatas fritas.

Sopa. Sim, sempre! Eu comia sopa. Ela não.

 

 

Tenho 37 anos. 

Mais ou menos, com a idade que tenho hoje, o meu pai foi chamado de pré-diabético.

Aos 45 anos, era oficialmente diabético. Muitos comprimidos. Para o resto da vida.

Com a minha idade a minha mãe tinha uma doença auto-imune ainda por diagnosticar.

Viria a descobrir o nome da doença quando tinha 43 anos. Uma doença crónica. Com medicação para o resto da vida.

 

A minha sobrinha Madalena está cá de férias.

E foi fazer análises de rotina.

O choque. Para a família.

Não para mim. Colesterol com valores proibitivos.

Assim como vários outros valores completamente fora dos parâmetros normais.

Foi medicada. Mas....

Falei com ela. Mostrei-lhe as alternativas...

Disse-lhe para voltar ao médico e perguntar se podia fazer uma tentativa de 3 a 6 meses de dieta. Se desse resultado não tomava a medicação.

Ainda é nova. O corpo ainda responde bem...

O médico concordou mas alertou-a para muitos dos perigos. Também no imediato mas sobretudo a longo prazo.

O Pedro também falou com ela...

Não para a assustar ou para a alarmar mas para ela ter conhecimento e consciência do que pode ser a vida dela.

 

Disse-lhe para ela ver este filme. Chama-se: Fat, Sick and Nearly Dead. Um caso extremo, é certo. Mas muito atual.

Está na netflix, eu vi por lá. Mas também está no youtube.

Toda a gente devia ver. São dois episódios.

O primeiro, contado na primeira pessoa...de alguém que teve muita coragem. De mudar. 

Mudar não é fácil. Eu que o diga. Os primeiros tempos em 2009, em que mudei a alimentação, foram muito, muito difíceis para mim....

 

A miúda está animada. E com força de vontade...

..penso que o problema maior será quando voltar para Barcelona...

...mas não vamos morrer de véspera. Um dia de cada vez.

 

A geração dos meus pais teve pouca informação.

Foi fácil num determinado momento perderem-se.

A publicidade ajudou a fomentar maus hábitos. A determinado ponto, certas coisas apresentadas como saudáveis, não o eram...

Atualmente ainda é assim, mas hoje temos mais informação e só caímos se quisermos...

 

A minha geração, a partir de um certo momento, ano 2000 para a frente começou a ter muito mais informação.

Mas cometemos os mesmos erros ou piores. 

Não sei muito bem porquê. Já vimos o mal que fez aos nossos pais.

Continuamos a insistir...

 

 

A geração da minha sobrinha.

Nasceu dentro da informação.

Os seus pais, da minha geração, não estavam muito informados e devem ter feito asneira. Pelo menos alguns...

Agora têm toda a informação disponível e continuam no mau caminho. 

Tantos miúdos novos com peso a mais. Dentro deste círculo perigoso.

 

 

Com a minha filha.

Sou muito, muito rigorosa na alimentação. Em casa.

Por aqui não há açúcar. Nem gomas. Nem doces no geral.

Já lhe têm oferecido guloseimas. Não proíbo. Ela que prove. E coma se gostar...

Sabendo sempre, que eu não lhe irei comprar nada disso...

Um dia. Terá de viver por ela. Espero que saiba fazer as escolhas certas.

Não cometa os mesmos erros que eu cometi.

 

E se os cometer?

Que tenha cabeça. Para sair do círculo mais vicioso e perigoso que existe.

 

Não descurem aqueles sintomas chatos.

O pingo no nariz.

Tosse.

Azia.

Articulações.

Digestões difíceis.

Dores de cabeça.

Excesso de peso.

Problemas de pele. Acne. Eczema...

 

Não acreditem à primeira nem à segunda naquele diagnóstico...ah! e tal és alérgico ao pó.

Ou ao pólen.

Há algo mais por trás destas alergias.

Porque é que as temos?

Porque não curar a causa e não o sintoma...

Perguntem. Investiguem. Aprendam...

Não se habituem a viver mal. 

 

Coragem!

Tomar a decisão...e depois.

Sair do círculo.

 

 

Consultem um médico.

Um nutricionista. Não têm de o fazer sozinhos.

 

 

 

Há um ano no Quiosque, andava parva e também não escrevi post! 

 

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26.07.18

menino. Ou menina? saber. Ou não saber!

Joana Marques

Por mim só sabia no dia em que nascesse.

Não tenho curiosidade? Tenho...mas sobrevivo.

Seria a minha cenourinha para o parto.

Uma pessoa tem tanta curiosidade que faz força com mais convicção. Só para saber o que lá vem...

Um despachar mais eficente. A criança nasce depressa e bem. E surpresa...

E pronto. Já está. 

Não custa nada sonhar....

É como quando chega a encomenda da Amazon cheia de coisas boas.

Uma pessoa corre para abrir a caixa e o conteúdo é tão bom, tão bom....que até se esquece que doeu um bocado a pagar.....

 

 

 

O plano era ir às consultas e pedir à médica para não me dizer. Nada.

Os testes que terei de fazer. Nunca, o sexo do bebé seria solicitado.

Nunca. 

Só no dia D. Saberia.

Plano perfeito!

Por mim pode estar o Padrão dos Descobrimentos dentro da ecografia que eu não consigo ver nada. 

Tantas vezes olhei para ecografias de barrigas de amigas.

- É um rapaz! Vê-se tão bem..

- Vê? Onde?? 

Nas ecografias só consigo ver cabeças. E o corpo......pronto. Como um todo.

Sou uma triste.

Mas ao mesmo tempo existe uma razão de ser, para ser uma triste.

Sozinha, não corro o risco de descobrir se é João. Se é Mariana.

 

O universo. Como se sabe. É alguém com um sentido de humor perverso.

E deu-me a conhecer o Pedro. O pai da sementinha.

E o pai da sementinha sabe ver ecografias.

Ainda lhe perguntei como quem não quer a coisa.

- Sabes ver qualquer ecografia ou só ecografias com rins estraçalhados?

- Sei ver todas mas sou especialista em rins. 

- E isso quer dizer?
- Quer dizer que conheço o rim melhor que a palma das minhas mãos mas consigo ver e detetar a maioria das irregularidades noutras ecografias e de outros órgãos...

- Consegues ver numa ecografia se é menino ou menina?

- Claro. Se já for visível...

- E vais querer ir comigo às ecografias?

- Vou a todas...isso é pergunta que se faça?

 

E pronto. O Pedro comeu a minha cenourinha. Num segundo e meio.

 

Não faz sentido ele saber e eu não.

Assim como assim, se souber antes de ele ou ela nascer, consigo organizar tudo.

E isso é importante. Depois de nascer deve ser um tempo meio louco...

Vou comprar poucas coisas porque a sementinha herdou muitas coisas dos meus sobrinhos e dos filhos e filhas dos meus amigos e amigas.

Vou comprar-lhe a primeira roupinha. Ainda não sei bem mas deve ser branco. Ou uma cor neutra.

Só para vestir roupa nova no dia em que nasce.

E a partir daí vou gerindo o que tenho. E tenho muita coisa.

 

Já não falta muito tempo para saber.

Segunda-feira entro nas 7 semanas.

Vou ter de fazer um teste de despiste de várias doenças às 10 semanas. 

Devo ficar a saber por volta dessa altura.

 

menino. Ou menina...

...o importante é que tenha saúde. E seja um bom ser humano...

 

Uma coisa é certa. Tem sido até ao momento uma sementinha exemplar.

Tem poupado a mãe.

Enjoos. Cansaço. Xixi aos milhões. Irritação. 

Nada. Nem sinal.

 

 

#SementinhaNoRumoCerto

 

E vocês quiosquinas e quiosquianos que já passaram pelo mesmo...quiseram saber?

Foi de alguma forma útil?

Contem-me tudo!!

 

 

Há um ano no Quiosque não escrevi post! 

 

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25.07.18

o Vasco sabe...

Joana Marques

O Vasco sempre foi doido varrido.

O início de vida difícil deve ter deixado algum parafuso meio solto. E quando menos se espera....

É o primeiro cão que tenho e por isso não tenho como comparar.

Os meus avós do Alentejo tinham um mas nunca me lembro de ele ser como o Vasco.

 

Por ser lindo de morrer. Pelo início de vida. Sempre foi um cão muito mimado.

Quando está com muita gente e muita gente tenta fazer-lhe festas. Fica tímido. E esconde-se atrás de mim...

Uma postura..."não me toca" que eu sou uma estrela.

Se essas pessoas estiverem a comer a postura "não me toca" passa logo. É o mais simpático dos cães.

Quando está de barriga cheia afasta-se e arranja um bom sitio para dormir.

E se alguém o vai chatear faz ares de:

- Vou só abanar o rabo uma vez para mostrar que sou simpático. Já está! Desampara-me a loja ó humano que eu tenho de pôr o sono em dia...

 

É nestas alturas.

Quando menos se espera.

Com ele a dormir no terraço.

E eu a trabalhar. Ou a fazer qualquer outra coisa que ele se lembra da minha existência, sente saudades, lembra-se que gosta de mim. Nem sei!  E........

 

Cão bala.

Em silêncio.

 

Levanta-se.

Sem qualquer barulho.

 

Prepara-se.

Caladinho que nem um rato.

 

Já vai no ar.

Shiuuuu!

 

E...

....acabou de aterrar ao meu colo.

O silêncio terminou. Porque eu acabei de dar um grito. 

Pelo susto.

Pelas patas cravadas na barriga.

Por ter uma língua do tamanho da A1 a varrer a minha cara. Pescoço. E a tudo o que ele conseguir deitar a língua.

Não pensem que acontece uma vez por ano. Claro que não. Acontece muitas vezes. Mais do que uma vez por semana.

 

Quando chego a casa.

Depois de passar uns dias fora. Não vamos falar nisso. É brutal.

Nos dias comuns. Já é uma festa.

Muitas vezes a Alice vai para o chão depressa para eu poder agarrar o Vasco.

Depois de um abraço sentido. Umas festas. O rapaz volta ao terraço. E ao sofá....

 

Hoje chegámos de férias.

O Vasco ficou em casa dos meus pais.

A mesma tristeza de sempre.

O Pedro deixou-me em casa com a Alice e foi buscar o Vasco.

Já a tentar prever a loucura que seria. Era só adiar. Por um bocadinho. 

- Vou busca-lo. Ponho-lhe a trela. Entra em casa com trela e não o deixo atirar-se.

 

Assim foi.

O Pedro foi busca-lo. O Vasco ignorou o Pedro. Continuou deitado em sofrimento.

O Pedro pegou nele. Depositou-o no carro. 

Quando chegou à garagem. Abriu-lhe a porta. Tirou-lhe o "cinto" que o prende ao banco. E....

...ala que se faz tarde. Quando deu por isso. Já não tinha cão.

O cão fugiu sem deixar rasto.

 

Estava eu na minha vida.

A Alice a dormir.

E eu a pôr a roupa suja na máquina.

A arrumar o que tinha de arrumar. Quando ouvi um estrondo.

-É uma bomba? Um terramoto?

Não. Era o Vasco.

À porta de entrada. Abri-lhe a porta. E ali estava o meu menino...

...feliz da vida. Festas por todo o lado. Lambidelas. Amor e mais amor. 

Tudo a que tenho direito.

Mas...

.....em momento algum tentou chegar à barriga.

 

O Pedro apareceu 5 minutos. Muito ofegante.

Tinha subido as escadas mais depressa que o Bolt em dias de 100 metros. Parecia um asmático num dia mau...

- Não sei como é que aconteceu. Um momento estava no carro. No outro momento já não estava. Estava como morto e no minuto seguinte foi o cão mais agil que já vi...foi tudo tão rápido que mal o vi fugir. 

 

- Não te preocupes. Correu tudo bem! O Vasco sabe.......

 

 

 Há um ano no Quiosque!

Um post sobre a minha irmã! E não só! Também tem Joana!

Parabéns! Muitas felicidades!

Gosto de ti como o Vasco gosta de frango assado!

 

 

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19.07.18

5 semanas e 3 dias...

Joana Marques

Segundo as contas do Pedro.

Começa a contar desde o dia 11 de Junho. Altura em que ainda não estava grávida.

Diz ele que devo ter ficado grávida lá para dia 25, 26 de Junho.

A semente ainda é uma sementinha. Mas já deve estar agarrada com unhas e dentes à parede do meu útero.

 

Tem o tamanho de um floco de aveia mas já tem coração. O coração é do tamanho de uma semente de chia!

Se estiver a correr tudo bem. Este fim de semana não será um fim de semana normal. 

Entre sábado e domingo. O coração vai começar a bater...

Pelo Sporting!! Pelo Sporting! Não dês já um desgosto à tua mãe!

 

Se estiver tudo a ser feito como planeado os rins também já começaram a ser formados.

Faz-te à vida sementinha. Não dês já um desgosto ao teu pai!

 

Já tem também em formação o fígado, ossos e músculos.

Ele ou ela já recebe oxigénio através da placenta.

Isto é tão entusiasmante. Eu estou a fazer um ser humano!

Eu sei que muita gente já o fez. E muita o está a fazer. Mas eu...

....sinto que ganhei o campeonato do mundo de qualquer coisa.

Apetece-me ir estrada fora com o carro vestido de cachecóis.

E a buzinar pela marginal...

OMG! Estou grávida e a alucinar...

 

Por enquanto a minha vida tem sido muito facilitada.

Nem um sintoma. 

Ou melhor um! 9 de Julho devia ter sido contemplada pelo aparecimento do período e é óbvio que está desaparecido em combate! Vai lá com Deus! Lá para Abril cá te espero!

De resto. Nada!

Enjoos. Zero.

Sono e cansaço. Zero.

Xixi de 30 em 30 segundos. Zero.

Irritação. Nada...ou estou que ninguém me atura e não dei conta? Pessoas que têm estado comigo nestes dias, ajudem-me!

Fome ou desejos estranhos. Zero.

Chorar a toda a hora. Sempre! Desde que sou gente...se calhar estive grávida a minha vida toda e só descobri agora...

Ainda é tão pequenino ou pequenina! Ainda não percebeu as suas potencialidades...

Feto que se preze...faz algum estrago!

 

A semana passada não foi fácil para mim.

Fiquei muito feliz com a notícia, claro! Mas fiquei com um medo enorme de falhar tamanho empreendimento.

Valeu-me o Pedro e a sua infinita paciência.

- Olha para o Vasco e para a Alice, parecem filhos de alguém que falhou?

- Mas não fui eu que os fiz....eles já estavam feitos quando chegaram às minhas mãos...

 

Desde dia 7 de Julho, dia que descobri que estava grávida, tenho feito todos os dias um teste de gravidez.

Nunca se sabe, a sacaninha da sementinha pode achar que está no slide and Splash e toca de se atirar útero fora.

Ou pode ter medo do escuro.

Ou ter claustrofobia...

 

Percebi porque é que toda a minha vida fui forreta, para poder chegar aos 37 anos e derreter tudo em testes de gravidez.

Todos os dias. Todos os testes. Deram positivos. Mais uma vez o Pedro...

- Faz, se te sentires mais segura. 

Todos os dias quando chega do trabalho, apanha-me sempre meia em choque...e preocupada...

- Tiveste alguma dor forte? Um corrimento anormal? Uma hemorragia? São os sinais de alarme..se tiveres algum ou outro qualquer que aches anormal, diz-me e vamos ao médico. Se não tiveres nenhum sinal de alarme, mas a tua intuição disser que alguma coisa não está bem, vamos ao médico. A intuição é muito importante. Então, alguma coisa?

- Não tenho nada. Estou bem...

- Não tens de ter medo nenhum. Tirando tudo aquilo que não podemos controlar tens tudo o que precisas para ter uma gravidez santa. A alimentação é correta. Nunca fumaste. Nunca bebeste. És uma otimista. Ainda por cima não és hipocondríaca, nem nada! Tens tudo a favor..

 

O Pedro começou a ler um livro sobre o assunto.

Tem pelo menos 5000 páginas. (estou a exagerar, claro!)

Está escrito em inglês.

Tem montes de figuras. 

 

 

A verdade é que me sinto perfeitamente normal, fisicamente falando.

E já acalmei muito, psicologicamente falando.

Hoje é o terceiro dia que não faço o teste de gravidez.

Já estou mais confiante. Sem grandes foguetes. Um dia de cada vez. 

Ainda saem da minha boca perguntas completamente estúpidas, como ontem...

- Pedro e se eu espirrar??

 

Ainda o estou a ouvir.....a rir....

.......ouviu-se zimbabwe...

 

Vamos de férias uns dias.

Yeah!

 

Há um ano no quiosque!

Uma alternativa saudável de pequeno almoço!

 

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Joana Marques

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  • Ana Silva

    Quando na altura li este post pensei. " Epá isto é...

  • Paula Rocha

    Boa Joana, pena eu ser do Benfica e viver no Porto

  • Joana Marques

    ...e o Sporting é o nosso grande amor....

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    Obrigada! Viva o Sporting!

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    Reconheço te esse mérito Joana haja mais como tu

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