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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

Todos juntos somos mais fortes!

31.08.18, Joana Marques

blogue da m-M foi o primeiro blog que visitei quando cheguei ao sapo.

Não foi escolhido por mim. Calhou.

Nem sei como fui lá parar.

A m-M visitou o meu. Eu voltei ao dela. 

Subscrevi o blog dela. Ela o meu.

Por uma brincadeira, já nem me lembro qual comecei a chama-la sócia. E pronto!

 

Visito o blgo da m-M com regularidade. A maioria das vezes não comento.

Como faço com a maioria dos blogs. O tempo não dá para tudo.

Essa é que é a verdade.

E porque é que hoje falo da m-M?

Infelizmente não é por um bom motivo. 

Mas acho também que é quase sempre possível dar a volta a um mau motivo.

E estou convicta que este será um mau motivo que podemos debelar. Mais, podemos debelar outros. No mundo inteiro.

 

A irmã da m-M tem 38 anos e foi-lhe diagnosticada algo chamado: "falência grave da medula".

Podem saber mais pormenores no post que a m-M escreveu.

 

Para se ser dador de medula óssea são precisos alguns requisitos, sendo os principais estes.

  • Ter entre 18 e 45 anos;
  • Peso mínimo de 50kg;
  • Altura superior a 1,5m;
  • Ser saudável;
  • Nunca ter recebido transfusões após 1980;

 

Podem ler tudo aqui!

 

O Pedro, o meu Pedro é dador de medula.

Eu, Joana não posso, porque não tenho 50 kg. Sim, meus amigos...peso pluma!

Hoje é a irmã da m-M. Amanhã podemos ser nós ou um dos nossos.

No ano passado o filho de um amigo meu recebeu um transplante de medula vindo dos Estados Unidos.

Salvou-lhe a vida. Diz que não pertencia a Trump. Por isso de confiança!

O miúdo tem 5 anos. E é um miúdo cheio de vida!

 

Passem a palavra. Todos juntos somos poucos.

Para a m-M e família, muita força! 

Estamos todos, todos a torcer. Essa medula nem sabe com quem se meteu!

Todos juntos somos mais fortes!

 

 

 Há dois anos no Quiosque!

Post 1:Oh! Não...nem me quero lembrar!

 

Post 2: Uma foto liiiiiiiiiinda do Vasco!

 

 

Há um ano no Quiosque!

Um dos posts mais vistos de sempre do Quiosque!

Para a maioria não deve dizer grande coisa mas quem gosta de tricotar...

...um esquema de um xaile é sempre bem-vindo!

 

 

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cinco miúdos no banco de trás...

30.08.18, Joana Marques

Cinco miúdos no banco de trás.

A caminho de um lugar encantado.

 

No dia antes tinha ouvido da boca da minha avó a história. Do lugar encantado. Como a minha avó lhe chamava.

Tinha-lhe feito repetir a história vezes sem conta.

Porque gostava da história.

Tinha 6 anos. E em Outubro ia para a escola. Ia aprender a ler e a escrever. E ia escrever esta história.

Estava de férias no Alentejo, em casa dos meus avós.

Comigo estava o meu irmão e os meus 3 primos mais novos.

 

 

Cinco miúdos no banco de trás.

Doidos de alegria por terem um dia diferente.

A cantar no banco de trás. A música que tínhamos andado a cantarolar o verão inteiro.

- Não é assim!

- É, é! Eu sei que é...

Dizia eu no alto dos meus 6 anos, sem uma única aula de inglês e a achar que EU é que sabia cantar.

Pontapés no Inglês de bradar aos céus. O meu avô lá me corrigia.

 

Cinco miúdos no banco de trás.

E de repente um grito.

- VOOOOOOOOOOOÓ o Tiago bateu-me!

- Não bati nada. Mentirosa....

- Vó o Tiago não lhe bateu só lhe tocou no cabelo. 

Disse o meu primo António e exemplificou.

- VOOOOOOOOOOOOOOOÓ o António puxou-me o cabelo. O António puxou-me o cabelo...

- Não puxei nada! Só toquei. 

- Ó VOOOOOOOOOOOOOOÓ. O Tiago ameaçou-me de morte. 

Risos no banco da frente.

- Ó Joana! 

- É verdade! Acabou de me atirar um olhar mortal. 

Mais risos no banco da frente.

- Diz-me lá o que é um olhar mortal?

Perguntou o meu avô.

- É aquele olhar que diz que nos faz morrer num segundo.

-Está descansada, o olhar do Tiago ainda não funciona dessa forma, lá para os 40 talvez...

- Funciona sim! Ainda ontem matei um carreiro de formigas só de olhar para elas...

Muitos risos no carro. O meu irmão amuou por ninguém acreditar nele.

 

 

Cinco miúdos no banco de trás.

Naquela altura a segurança rodoviária deixava muito a desejar.

O avô a conduzir.

A avó ao lado do avô. Aos pés uma cesta com tacinhas de arroz doce.

- Ó Joaquim olha as curvas! O arroz doce entorna....

- Não sou eu que faço a estrada.

- Vai devagar! Olha o arroz doce...

 

Cinco miúdos no banco de trás.

4 rapazes e uma miúda.

Os rapazes calados que nem ratos. A miúda continuava a cantar por todos os poros.

Os rapazes enjoados até ao tutano. A miúda continuava, com toda as suas forças a pôr à prova a resistência dos vidros do carro.

- Vó estou mal disposto.

- Parem o carro! Parem o carro. O Tiago vai vomitar verde!

- Ó Joana não digas disparates! Disse o meu avô.

- É verdade! Quando fomos a casa do tio Luís o Tiago vomitou verde. E quando fomos a casa da avó Adélia o Tiago vomitou verde...

- Aiiiii! Eu não quero que me vomitem para cima.

Disse o meu primo Filipe.

- Mais depressa vomitas tu para cima dos outros como fizeste quando fomos almoçar à Ericeira.

Respondeu-lhe o meu primo António.

- Joaquim, tens de parar o carro.

O meu avô parou o carro.

 

Cinco miúdos no banco de trás.

Em cinco minutos chegámos ao Cabo.

Cabo Espichel. O lugar encantado da minha avó.

Um lugar avassalador.

 

 

Cinco miúdos no banco de trás.

Saíram do carro sobre o olhar atento do meu avô.

Numa voz firme nos disse:

- Nada de correrias aqui. Se algum de vocês se porta mal nunca mais vem.

Respeitinho é muito bonito. Nem respirámos.

 

A minha avó contou-nos a sua história mais uma vez.

Visitámos a igreja.

Olhámos para o mar.

Sentados no chão. Com a vista mais bonita de todas comemos o arroz doce.

Despachei o arroz doce em 3 minutos. E posicionei-me à frente dos meus avós, do meu irmão e dos meus primos.

Arranjei um pauzinho que serviu de microfone.

A minha avó fazia anos e precisava de uma festa à altura.

Cantei. Cantarolei. Com uma afinação irrepreensível.

A sorte é que estava pouca gente. Ou azar....perderam uma exibição do caraças!

 

 

 

Faz hoje 99 anos que a minha avó nasceu.

Faz hoje 24 anos que a minha avó morreu.

 

Faz hoje 31 anos que fui pela primeira vez ao Cabo Espichel.

O lugar onde casaram os meus avós.

O lugar encantado da minha avó. A partir desse dia, passou a ser o meu lugar encantado.

Desde esse dia estive muito poucas vezes no Cabo Espichel.

Só lá vou em altura especiais. 

Não sendo crente. Há ali qualquer coisa que me faz sentir lado a lado com a minha avó.

A minha avó teve uma vida feliz porque sempre quis ser feliz.

A minha avó criou 5 filhos felizes.

O meu pai e os meus tios têm uma característica que muito poucas pessoas tem.

São felizes desde a mais minúscula célula até chegar ao coração.

É claro que já os vi tristes. Muitas vezes. A vida é assim...

Infelizes...não conseguem ser.

São assim porque tiveram uma mãe especial. A minha avó Maria.

 

Passei por lá hoje. Ao lugar encantado da minha avó....

Levei-os comigo. Alice. Mariana. Pedro. Vasco.

Para sentirem aquele lugar, como eu o sinto.

O meu lugar encantado passou a ser o deles.

 

 

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 Há dois anos no Quiosque!

Frango guisado com esparguete da Avó Maria.

 

Há um ano no Quiosque!

Não podemos tudo. Mas podemos muito...

Dizia-me a minha avó.

 

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Joanices...

29.08.18, Joana Marques

Hoje foi dia de consulta.

Espreitar a Mariana e ver o que anda a fazer. 

Está tudo bem com ela. E comigo. Sinto-me espetacularmente bem!

O Pedro foi comigo.

Estávamos os dois à espera da consulta, na companhia de duas grávidas.

Em avançado estado de gravidez. Uma mais do que a outra...

Conversavam entre elas.

Coisas da gravidez. E de grávidas...

 

- Tomas café? Faz-me tanta falta. A médica tirou-me o café logo no início e tantas saudades que eu tenho de beber um café.

- Bebo um por dia. Nem perguntei à médica, falei com o meu médico de família e ele disse-me que podia beber um.

Olharam para mim. E eu também respondi..

- Desde que soube que estava grávida não bebo café mas o que me têm dito é que se tiver a tensão arterial normal ou para o baixo, posso beber um, no máximo dois cafés por dia. 

 

A senhora que estava mais grávida, prosseguiu...

- E coca? Acham que também se pode? 

 

Grande maluca. Pensei eu...

Engoli em seco e disse.

- Nunca me meti em nada dessas coisas. 

- A sério?? Nunca? Não vejo a hora...tantas saudades...

Disse a mega grávida.

 

E a menos grávida diz:

- Como tenho tensão baixa, não tirei de todo. 

- E o médico deixou?? Perguntei eu alarmada.

- Nem perguntei....

 

 

Diz-me o Pedro ao ouvido.

- Coca de coca-cola. Não é coca de cocaína....

- Ah! Faz mais sentido....

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Post 1:

Já nem me lembrava disto...mas foi um momento de Joanice absoluta!

Tão eu!

 

Post 2:

O primeiro destaque na página principal.

 A reação. 

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1: Um Quiz!

Será que alguém adivinhou.

Claro que não!

 

Post 2: Mais uma Joanice!

 

 

 

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eu e a minha sogra...

28.08.18, Joana Marques

Quando o Pedro me pediu em casamento não tive dúvidas na resposta.

Disse que sim sem pestanejar.

Se tivesse tido dúvidas...

....bastava ter-me emprestado à mãe dele por um dia ou dois e eu tinha dito logo que sim.

 

A minha sogra é muito parecida comigo.

A minha sogra é mais parecida comigo que a minha mãe.

E isso não quer dizer que não ame profundamente a minha mãe...

...não se trata disso. É só uma constatação.

 

Uma das coisas que mais gosto de fazer é descobrir gavetas antigas. Arcas de outros tempos. E armários fechados.

Explorar. Descobrir pequenos tesouros.

É isso que tenho feito no Alentejo.

Desde que a casa é minha tenho andado pelo sótão a encontrar objetos que não via desde pequena. A descobrir objetos que não conhecia. A pedir ajuda ao meu pai para me explicar: como, onde e porquê?

 

Em conversa com a minha sogra percebi que também ela tem este gosto.

Tem imensos tesouros que pertenceram à sogra e à mãe dentro de uma arca.

Tem peças de linho ainda por bordar. Toalhas de renda feitas pela mãe que são verdadeiras obras primas.

Tem colchas em crochet, algumas muito datadas e não tão a meu gosto mas outras maravilhosas.

 

A parte de cima dos roupeiros lá de casa escondem peças antigas. Pelas quais o meu coração bate.

 

É óbvio que não tenho intenções de entrar lá em casa pela calada da noite.

Deixar o carro aberto e ligado.

Apanhar os meus sogros a dormir.

Pôr o cão à porta do quarto e....

- Vasco! Se a Ana se mexer pestaneja uma vez. Se o Manel se mexer pestaneja duas. Se se mexerem os dois, ladra e fugimos nem que seja com o tapete de trapilho da casa de banho...

 

Só de olhar para as peças enche-me o coração.

E saber que encontrei uma alma gémea. Sem ser o meu marido, claro!

 

Outro dia abriu uma arca que tinha na sala e mostrou-me o conteúdo.

O Pedro e o pai saíram da sala com a Alice. O desinteresse estampado na cara...

E eu fui maravilhada com várias peças.

Entre elas camisas de noite feitas pela minha sogra e pela mãe.

- Antigamente, não se comprava nada feito, fazíamos tudo. Aprendi em miúda a costurar.

Eu. Fiquei com uma certa inveja de não conseguir fazer.

De tudo o que faço, costurar é o que menos me sai bem.

Bainhas. Consigo sem problemas.

Uma almofada também.

Cortinados. Sim...

Um saco simples tipo "Tote Bag", venha ele.

Fora isso é tudo de um campeonato diferente do meu...

 

Confessei à minha sogra que dava um rim, de muito boa vontade....para conseguir fazer uma camisa de noite como as que ela tinha na arca.

Disse que me ensinava. Era muito fácil.

E mais. Deu-me o tecido e os acessórios que precisava.

 

Com muitas explicações à mistura. Algumas por telefone a horas completamente impróprias.

Muita paciência da parte dela.

Muita determinação minha. Vontade. E perceber que não é um bocado de tecido às bolinhas que me deita abaixo.

Embora muitas vezes quisesse pedir o meu rim de volta.

Ao contrário das pessoas normais que têm uma aliada importante na máquina de costura eu costurei praticamente tudo à mão.

Costurar à máquina ainda é para mim uma espécie de ciência oculta.

Ou melhor é como conduzir um camião TIR com 3 rodas.

A máquina de costura ganha vida própria e o resultado parece um circuito de fórmula um.

Curva e contra-curva.

 

Hoje foi o dia de mostrar à minha professora o resultado final.

Ela diz que passei no teste.

Passei mas para isso penei. Penei. E penei.

 

Gostei do resultado final....

...tenho um longo caminho pela frente....

....mas, desistir não é opção!

 

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Há dois anos no Quiosque!

Apertem os cintos!

 

Post 1: Neste post informo que o meu homem ideal teria de fazer este tipo de habilidade.

Problema: disse sim ao Pedro.

Casei com ele.

E nunca o questionei sobre tal.

Mas...

...não perde pela demora. Hoje quando chegar a casa nem sabe o que o espera!

 

 Post 2: O meu Quiosque fez um mês de existência.

Para quem tem blogs com 10 anos ou um ano é um post parvo.

Mas...

....eu andava há muito tempo a tentar ter um blog. E fazer um mês com posts regulares.

Foi uma vitória.

Faço referência a 5 bloggers que me acompanharam neste primeiro mês.

Ainda sigo 4 deles. E recomendo!

Perdi o rasto à xxx.

 

Post 3: O Sporting ganhou ao FCP neste dia.

 

 

 Há um ano no Quiosque!

A Noruega no seu melhor.

Os meus pais estavam comigo. E conhecer Preikestolen foi inesquecível..

Soberbo.

Avassalador.

Um dia voltarei com a minha família!

 

  

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nas bocas do mundo #38

27.08.18, Joana Marques

Sexta feira.

Depois de almoço.

Fiz uma visita ao blog e tinha uma notificação do blog do David.

Fui espreitar.

Agora sim. Posso dizer. Com mil Slimanis...

 

Nunca pensei quando criei o blog chegar a tanta gente.

Se um blogger de sucesso ler a frase anterior vai chorar a rir mas eu tinha expectativas muito baixas.

Ainda fico admirada de alguém perder tempo precioso a ler o blog.

Histórias banais. Histórias do dia a dia. Histórias da minha vida e da minha família.

A minha história é igual à vossa. Temos todas vidas normais. Por isso o que eu escrevo podia ser escrito por qualquer pessoa...

...com a diferença, a grande diferença! A escrita seria certamente melhor.

 

Nunca pensei quando criei o blog ter esta vizinhança.

Aliás nem sequer tinha ideia que podia haver vizinhança num blog.

Um convívio saudável. Amigo. E desinteressado.

 

Nunca pensei quando criei o blog ter conhecido pessoas através dele.

Daquelas que valem mesmo a pena.

 

Passando ao que realmente interessa....

..... o David! Escreve mesmo, mesmo bem.

Os textos são maravilhosos

Bem pensados. Atuais. E lá está, bem escritos...

Se não conhecem, passem por lá e deliciem-se.

Domingo à tarde é o nome do blog.

 

 

Este blog não vai parar, porque fiz um compromisso comigo mesma, só fecho portas, em caso extremo...

Mas....

...a partir de hoje e até ao final de Setembro vou ter trabalho até ao infinito....

Vou estar fora, não muitos dias seguidos mas alguns dias de cada semana.

Já tenho um ou outro post escrito mas as publicações em principio serão em menor número.

 

Em Outubro temos férias.

Tínhamos pensado em ir até ao Peru mas com a Mariana dentro da barriga e nessa altura a caminho do quinto mês, decidimos ficar por aqui mais perto.

Andar quilómetros no meio do nada é um risco para uma grávida. 

Ter uma filha para criar e outra para fabricar, é a maior responsabilidade que já tive na vida.

Nem gosto de intelectualizar tal coisa. Ou Joaninha tem um ataque de pânico.

 

Peru

Talvez para o ano. Ou para o outro. Sem pressas.

Será quando tiver de ser....

 

Há dois anos no Quiosque!

Foi a primeira receita que partilhei, com uma história pelo meio.

Com toda a minha mudança alimentar já não a faço.

É nestes momentos que percebo que um blog é uma linha de tempo maravilhosa....

 

 

Há um ano no Quiosque!

Não escrevi nada. 

Posso chorar?

Vou chorar....

Posso! Estou grávida...

 

 

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já dizia Shakespeare....

26.08.18, Joana Marques


“Enquanto houver um louco, um poeta e um amante, haverá sonho, amor e fantasia.

E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança.”

 

Shakespeare

 

Acredito em Shakespeare. 

A louca que escreve aqui, sonha.

Muitas vezes acordada, outras vezes a dormir.

Um dos sonhos que me persegue e que gostava de concretizar tem a ver com o handmade. O feito à mão...

 

Gostava de mudar (e mudar é sempre difícil) a forma como se olha para o feito à mão.

Gostava de ajudar a divulgar esse trabalho, sobretudo o que se faz em Portugal.

E gostava de incutir alguma vontade nas pessoas de conhecerem mas sobretudo de pôr mãos à obra.

Experimentar. Não gostar. Pôr de parte.

Experimentar. Gostar. Aperfeiçoar. Divulgar. Partilhar.

Encontrar um novo caminho. Um novo passatempo. Muita inspiração. E criatividade.

 

As redes sociais. O blog. São ajudas preciosas.

No facebook estamos no grupo Handmade Life.

Quem tem um blog ligado a artes manuais, um projeto ou simplesmente goste de ver trabalhos desta natureza pode usar, abusar e partilhar.

Quem não tem, pode divulga-lo a quem tem um projeto grande ou pequeno e que precisa de divulgação.

 

 

No instagram: Quiosque-handmadelife

Usem a hashtag #quiosquehandmadelife para eu vos encontrar.

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Mesmo que não tenham vocação, nem queiram ter e tenham raiva de quem faz trabalho manual, podem seguir o Quiosque-handmadelife. 

 

Todos os dias, trabalhos bonitos.

Se não têm instagram, não é desculpa.

Toca a ter...é tão giro!

 

Tal como Shakespeare vaticinou tenho esperança....de conseguir.

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Toda a história de como consegui fazer origamis. 

Estive a ler o post...que memórias!

 

Foi o meu primeiro destaque na página principal do sapo.

Quase enfartei!

Os primeiros tempos de blog foram tão bons!

 

Há um ano no Quiosque!

Nada. Nem uma linha.....

Detesto quando isto acontece....

 

 

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o pressentimento...

25.08.18, Joana Marques

Acordei cedo, antes do meu despertador canino tocar.

Eram 5h da manhã mais coisa menos coisa.

Não tenho insónias, nunca tive. Durmo bem, sempre dormi. Sou apenas e só uma pessoa que dorme pouco.

5 horas para mim são mais do que suficientes.

Saí da cama e subi até ao terraço.

O meu despertador canino acompanhou-me.

Passados uns 5 minutos sinto uns braços à minha volta. O Pedro.

Tive um pressentimento. O dia ia ser bom!

 

Trouxe-me um roupão e eu agradeci.

Às 5 da manhã a temperatura está fresca.

Ficámos os dois à conversa à espera do nascer do sol.

Tomámos o pequeno almoço. 

Fui ao quarto da Alice e esperei que ela acordasse.

 

O dia ia ser bom. O pressentimento passou a certeza.

É impossível um dia correr mal, quando assistimos ao nascer do sol duas vezes.

A Alice acordou. E para mim é igual ao nascer do sol.

Um sorriso. Um esfregar de olhos para me ver melhor.

Os braços esticados para eu a tirar da cama.

Aquele momento em que eu acho que me transformo em super mulher.

As compras do supermercado pesam e desfalecem-me. Os 13 kg da Alice pesam mas a maioria das vezes nem noto.

- Alice, Alice. Quem é a miúda mais gira do mundo??

Perguntei eu enquanto a miúda voava nos meus braços.

- Uaaaaana. Uaaana. 

Respondeu ela. Porque o meu nome é o único que consegue dizer.

- Não! És tu!! Tu és a miúda mais gira do mundo!

 

Apareceu o Pedro. E eu disse-lhe com toda a certeza do mundo.

- Hoje vai ser um bom dia.

O Pedro riu-se. O ter casado com uma mulher deslumbrada diverte-o. Ou então está em negação.

- Vamos ao Guincho!

Disse eu.

 

O Pedro ficou a arranjar a Alice.

Subiu com ela para lhe dar o pequeno almoço.

Eu fiquei a tratar de tudo o resto.

Umas águas. Três sanduíches de alface, tomate, cogumelos e queijo de cabra.

Fruta. Ameixas. Pêssegos. Uvas.

Uma toalha de praia grande.

Tudo dentro de uma mochila. O carrinho da Alice. E a Minnie. Ou a Alice fazia como o Vasco.

- É sábado, minha gente. Deixem-me dormir....

 

 

Não levámos carro. O carro nem sempre nos dá a liberdade que precisamos.

Muitas vezes é um ditador.

Fomos de comboio. Estação de Carcavelos.

Saímos em Cascais.

Grandes malucos. De Cascais. A pé. Até ao Guincho.

Foi maravilhoso.

Demorámos montes de tempo a chegar.

Parámos muitas vezes.

Tirámos fotos a três. Sem qualquer preocupação se as fotos ficavam bem ou mal.

Viver....foi o que tínhamos decidido fazer...

 

A Alice quis sair do carrinho e começar a andar.

Anda muito devagar mas tínhamos todo o tempo do mundo.

Conhecemos uns alemães que adoraram a Alice. Ela riu-se e atirou-lhe beijinhos.

Conhecemos uns dinamarqueses que nos perguntaram de que país éramos. Ser turista na própria terra dá nisto.

Conhecemos uns ingleses que chatearam tanto a Alice que ela acenou-lhes de forma seca e desprezou-os um bocado.

A inglesa virou-se para o marido e disse.

- She's just like the queen!

Ao que parece tanto a Alice como a rainha têm uma forma muito idêntica na arte acenar.

Parámos a meio para comer uma fruta.

E com as energias repostas andámos mais um pouco. Sempre, sempre junto ao mar....

A Alice adormeceu.

 

Chegámos ao Guincho. Estendemos a toalha.

A Alice acordou. Brincou na areia.

Fomos com ela até à água mas ela tem um amor ódio pelo mar.

Ora põe o pé. Ora tira o pé. Quando molha os pés fica com ar..

- Ora bolas! Eu não queria molhar os pés...como é que isto aconteceu?

Comemos as nossas sanduíches. Tão bem que nos souberam.

A Alice comeu dois terços da sanduíche. Ainda não tem estômago suficiente para mais... 

 

Ficámos mais um pouco. A conversar. A desfrutar de nós.

Voltámos a Cascais de autocarro.

Em vez de apanhar o comboio logo ali, apanhámos o paredão a jeito.

Apanhámos o comboio em São Pedro.

Chegámos a casa com vontade de repetir este dia muitas vezes.

 

O melhor das nossas vidas.

É o tempo que passamos juntos.

 

 

O dia está quase a acabar.

Falta o quase...... 

...

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Post 1: o dia em que comecei a fazer origami. 

Foi graças ao Sapo que me iniciei nesta arte!

Cada destaque que tinha fazia um sapo em origami.

Hoje em dia faço origamis com frequência porque a Alice adora brincar com eles.

Não sou nenhuma especialista, nem nunca serei. Ganhei o gosto, só isso!

 

Post 2: Um prato pintado por mim.

De todos os que já pintei este é o meu preferido.

Adoro as cores.

 

Há um ano no Quiosque!

No ano passado andava eu numa indecisão total. Fico em Oslo, volto a Portugal. 

Se voltar a Portugal provavelmente fico sem emprego.

Se calhar é melhor ficar em Oslo.

Ou vou para Londres?

Todos os dias era isto a minha vida....

Há um ano quando escrevi este post...tinha a certeza absoluta que iria ficar em Oslo!

Provavelmente no dia seguinte já achava que não..

Estranho pensar: não existia a Alice na minha vida, não existia o Pedro, não existia a Mariana.

O sol não nascia duas vezes no mesmo dia.

Parece que foi numa outra vida....

 

 

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Alice. A delatora...

24.08.18, Joana Marques

Ontem.

19h.

O Pedro chegou e foi para o escritório ler uns relatórios.

Não era para trabalhar mas foi convocado à última da hora para fazer uma cirurgia hoje de manhã.

 

Estava a dar o jantar à Alice.

No final deixei-a a comer bocadinhos de pêssego. Sozinha!

Enquanto ultimava o meu jantar e o do Pedro ia falando com ela e ela ia comendo o pêssego.

O cão estava no fresco do terraço. O vapor da cozinha dá-lhe comichão.

Mentira! Estava de barriga cheia. Quase a explodir...

 

De repente lembrei-me que já quase não tinha pão e decidi fazer uso da máquina.

300 ml de água.

Azeite.

Fermento.

Três chávenas de farinha.

Em cima da mesa da cozinha enchi uma chávena e fui até à máquina do pão deixar a farinha.

A miúda sempre atenta.

A querer participar. E a dizer montes de coisas que nem Slimani entende...

Eu a falar com ela também, e a explicar-lhe o que estava a fazer.

Nisto. Enchi uma chávena.

Dirigi-me à máquina e no caminho a pega da chávena partiu.

 

Uma barulheira. Ouviu-se no Qatar!

Farinha por todo lado. Chegou a Marrocos.

Eu fiz o ar mais espantado do mundo. Fui apanhada de surpresa.

Por momentos pensei que a Alice se podia assustar com o barulho e confusão instalada e chorar. Claro que não!

Chorar é para Joanas!

 

Apareceu o Pedro sobressaltado.

A achar que estávamos as duas soterradas.

O Pedro à porta. E a Alice para ele....

....com um dedo apontado para mim...

- Uaaaaaana! Uaaaaana!

 

Bolas! E eu que queria culpar o Vasco...

 

 

 

P.S. O Vasco aspirou a farinha toda....

 

Há dois anos no Quiosque!

Um post destacado pelo Sapo.

Uma história passada no meu prédio!

Tem Senhor Ludovino? Tem!

 

 

Há um ano no Quiosque!

3 passos para uma vida melhor!

Continuo a acreditar nestes 3 passos!

 

 

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nas bocas do mundo #37

24.08.18, Joana Marques

37. É a minha idade!

E este "nas bocas do mundo" pertence ao José! 

O José escreveu um post, que gostei de ler, sobre nomes e a sua importância.

Podem ler o post, aqui e deixar a vossa opinião.

 

Como já referi aqui por casa não foi difícil chegar ao nome, Mariana.

Por acaso, dá-me alguma tranquilidade este nome.

Porque é o nome da minha mãe e por isso espero que a minha Mariana seja mais Mariana e quase nada Joana.

Não tenha estaleca para criar uma Joana.

Por enquanto está a ser muito Mariana, porque a Joana deu uma gravidez desgraçada à mãe.

 

Tanto eu como o Pedro temos gostos semelhantes.

O tradicional e o simples impera. Não é preciso ser diferente para ser único.

A nossa Mariana será a nossa Mariana. Para nós a mais especial do mundo.

E sportinguista....

.....porque a Joana não trabalha para a concorrência. 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Um post destacado pelo Sapo.

Uma história passada no meu prédio!

Tem Senhor Ludovino? Tem!

 

 

Há um ano no Quiosque!

3 passos para uma vida melhor!

Continuo a acreditar nestes 3 passos!

 

 

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Fumo branco...

23.08.18, Joana Marques

Guadalupe tira o Pedro do sério.

Uma espécie de urticária.  Uma espécie de prurido inexplicável.

Todos nós achamos graça a Guadalupe. É uma brincadeira entre todos. Para o Pedro não.

Guadalupe fazia-o e faz trepar paredes. 

Porquê? Perguntei eu vezes sem conta.

- Não sei porquê...

Nunca se conseguiu explicar melhor do que isto..

- Conheceste alguém com o nome Guadalupe e que te tenha feito a vida negra?

- Não, não conheço nenhuma Guadalupe. Nunca conheci nenhuma Guadalupe...

E pronto! A nossa conversa sobre a Guadalupe ficava por aqui...

Percebi que não gostava mesmo.

Por aqui no blog continuava a falar de Guadalupe. Em casa tentava ao máximo não usar o nome.

Muitas vezes me enganei...

...e a minha boca pronunciava a palavra proibida.

 

Ele lá se ia desculpando..

- Não consigo. Tira-me do sério!

- É uma brincadeira....

- Eu sei. Não tens um nome que não possas nem ouvir sem te dar voltas ao estômago?

Fiquei a pensar nisso. E não, não tenho.

Há nomes que não punha a um filho nem sob tortura, macumba e ameças de morte com maquinaria pesada.

Mas não consigo encontrar nada que me faça perder as estribeiras.

 

Se aqui por casa tivéssemos uma fila com os interessados em descobrir se é menina ou menino, o Pedro ocupava o primeiro lugar.

Se antes não queria saber muito bem, a partir do momento em que passou a ser Guadalupe tudo se alterou.

 

Atualmente basta uma análise ao sangue a partir das 8 semanas para se saber se é menina ou menino.

Já passava uns dias das 8 semanas quando a sementinha foi batizada de Guadalupe.

A partir desse dia, o Pedro começou a tentar convencer-me a fazer essa análise.

Tendo em conta que com 10 semanas tinha mesmo de fazer um teste, esse sim muito importante, disse-lhe que não.

Mais semana, menos semana, o sangue é meu. Eu decido.

 

Segunda-feira passada. 10 semanas de gravidez.

Tinha a análise marcada.

O Pedro falou com o colega a confirmar a análise. DUAS vezes.

Como não implicava ecografia, nem consulta era só mesmo uma análise disse ao Pedro que ia sozinha.

Era o primeiro dia de trabalho do Pedro depois das férias e adivinhava-se um dia complicado para ele.

Ligou-me duas horas antes, ainda eu não tinha saído de casa, para me relembrar da análise.

 

Ligou-me meia hora antes a perguntar se estava tudo bem e..

- Precisas de mim?? Vou a correr e estou aí num instante...

- Desampara-me a loja homem....não me faças perder a cabeça e batizar a criança de Guadalupa ou Guadalupo. Juro! Ligas-me outra vez por razões parvas e vais ter para sempre um filho da família dos Guadalupos...

Enviei-lhe uma mensagem quando saí a dizer-lhe que tinha corrido tudo bem.

 

Quando chegou a casa, enviou uma mensagem ao colega, a pedir por favor mal houvesse fumo branco em relação ao sexo do bebé para dizer.

O colega lá disse que sim.

 

Soubemos hoje.

Apenas a informação sobre o sexo do bebé. A informação que realmente interessa só para a semana.

A partir de agora Guadalupe já não será Guadalupe.

 

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Mariana.

 

 

Há dois anos no Quiosque!

O cão foi operado...

 

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1:Um vestido com uma vida nova....

Post 2: Aquelas histórias que o meu pai nos contava ...

 

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algodão doce. Cor de rosa, claro!

22.08.18, Joana Marques

Ontem.

O Pedro saiu de casa cedo. Tão cedo.

Costuma passar por casa dos meus pais para deixar a Alice mas ontem não.

Não tive coragem de a acordar tão cedo.

Antes de sair disse-me.

- Se eu conseguir sair a horas decentes, podemos ir dar uma volta os 5! 

- Sim, sim, sim...

- Quando me despachar ligo-te. Onde nos encontramos?

- Belém!

Devia sair às 16h mas raramente acontece. 

Ligou-me às 17h! 

Nada mau. Um luxo...

- Vou sair agora, pega nos miúdos e vem...

Peguei nos miúdos. Alice e Vasco.

 

Estes dois têm dias que estão impossíveis.

Feitos de algodão doce.

Cor de rosa, claro!

Aquela mistura imbatível de leveza, doçura e energia instantânea.

Pior. Quando eu própria estou assim....

...Ninguém nos pára!

- Vamos ver o pai. Vamos ver o pai. 

Disse-lhes eu. 

 

O ponto de encontro era em frente à Fundação Champalimaud.

Deixei o carro mais para o lado de Algés. 

No meu telemóvel tinha uma mensagem do Pedro a dizer que já lá estava.

Tirei o carrinho da Alice mas dona Alice nem por nada se quis sentar no carrinho.

 

Não me canso de olhar para ela, tão crescida. 

Um vestido rosa às risquinhas brancas que foi da minha sobrinha Inês.

Um laço no cabelo a prender uma trança meio torta que lhe fiz no remoinho.

A Minnie nos braços.

E nada de carrinho.

O Vasco do meu lado direito. A Alice do meu lado esquerdo.

O Vasco trocou de lado, várias vezes. Estava demasiado feliz da vida e tinha de cumprimentar a Alice.

A Alice ria-se que nem uma doida.

Algumas pessoas sorriam e diziam olá à Alice.

Ela lá foi atirando beijinhos.

 

Ao longe viu o pai.

-Papá. Papá...

Não tem problemas de visão a miúda.

Eu também via um homem lá ao fundo mas com a minha miopia não ia arriscar atirar-me para os braços dele.

Ela arriscou.

E em passo acelerado. Lá se atirou ao pai.

O Pedro pegou nela e levantou-a. E ela ria....

Quando a pôs no chão, virei-me para a Alice e disse-lhe.

- Posso ficar com o pai para mim?

- Não. Não. Não.

- E um beijo? Posso dar-lhe um beijo?

Olhou para mim com um ar desconfiado...

- Deixa lá...tenho saudades do pai. Posso dar lhe um beijinho?

Ela disse que sim com a cabeça.

Ao mesmo tempo que concordou, agarrou-lhe uma perna....

O Vasco fez-se convidado. Também é nosso. Também gosta de momentos a 5.

 

 

Ficámos por lá até ao pôr do sol.

A saborear o privilégio de estarmos juntos.

A saborear...

....o nosso algodão doce. Cor de rosa, claro!

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

O meu post preferido de sempre.

 

 

Há um ano no Quiosque!

Estreámos aqui um novo formulário de comentários.

Quem passou por aqui nesse dia foi convidado a comentar uma foto especial! 

 

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e o cão também....

21.08.18, Joana Marques

Aprendeu a dizer o meu nome.

Não diz corretamente, Joana.

Diz UUUUUUanaaa.

Um dia destes estava com o pai. Eu estava a tomar banho.

O Vasco vagueava entre eles.

Desata a chamar-me...

- Mamã, mamã, mamã....

- Já vou, Alice....

A miúda gosta de nos ter aos três.

Quando um de nós falta, só descansa quando nos encontra.

- Mamaaaaaaaaaaaaã.

O Pedro diz-lhe.

- Ela já vem. Queres brincar com o Vasco?

Mas uma mulher não fica convencida com tão pouco e passados uns segundos...

- UUUUUUUUUUUUanaaaaaaaa! UUUUUUUUUanaaaaaaaaaaa!

Chorei a rir.

Quando apareci, riu-se. Foi à vida dela. Foi brincar com o Vasco.

 

O tempo passa a correr. E a Alice vai mostrando e moldando, cada vez mais, a sua personalidade.

É muito persistente e sabe sempre o que quer.

Não é muito influenciável. Não troca mirtilos por laranjas, por exemplo.

Cresceu de repente. Está muito grande.

De um momento para o outro, a roupa que tinha no armário dela deixou de servir.

As mangas compridas parecem meia manga. E das calças posso fazer calções...

Pesa 13 kg. E pegar-lhe ao colo já me custa....

Olho para as fotos do início do ano e não acredito que é a mesma.

Era uma bebé. Com um cabelo fininho e lisinho. Um remoinho à frente.

Hoje. Tem um cabelão ondulado. E claro, o remoinho.

Tem uns olhos lindos. Muito expressivos.

A minha filha tem o melhor sorriso do mundo. É tão doce esta Alice! Muito meiga...

 

  

Estou a aprender a dar-lhe espaço.

Espaço, sim! Mas vigiado...

1000 olhos são poucos.

Gosta de correr. Tocar em tudo. Ver tudo. Pesquisar....

Parece uma mini cientista. Nada lhe escapa. Sempre muito atenta.

Consegue ver pormenores que me escapam à primeira, à segunda e à terceira.

É capaz de passar uma tarde a investigar uma vassoura. 

É muito arrumadinha.

É engraçado ver como trata as bonecas.

Leva-as a passear no carrinho das bonecas mas sempre arrumadinhas. Às vezes passeia a Minnie. Arruma-a entre as duas bonecas.

A minha mãe deu-lhe uma malinha e não sai de casa sem ela.

Parece uma senhorinha de palmo e meio.

A minha sogra deu-lhe uma toalha de praia com a Minnie.

No meio da sala tenho agora, um novo tapete, a Minnie a olhar para nós todos os dias. 

O cão adora deitar-se lá. E se ele enrola a toalha. Lá vai a Alice compor a Minnie.

 

Continua rija. E é raro chorar. Quando chora é porque se passa alguma coisa de grave.

Um dia destes quando estava a dar-lhe banho vi que tinha um pico no dedo.

Ainda tentei tirar-lho mas não consegui.

Depois do banho dado. Alice seca. E vestidinha.

Chamei o Pedro.

O Pedro tirou-lhe o pico. A Alice não chorou.

Saiu a correr da casa de banho para me mostrar o penso que tinha no dedo.

Há uns tempos comprei na Tiger uns pensos muito giros com bonecos.

O penso que a Alice tinha no dedo estava cheio de peixinhos.

Quando foi para a cama o Pedro tirou-lhe o penso do dedo.

Desde esse dia que nos mostra os dedos das mãos. E aponta para ferimentos imaginários...

Não tem nada. Parece aqueles jogadores que caiem de propósito para ganhar um penálti.

Ela só quer ganhar um penso novo...

 

Já tinha estado uma ou outra vez com a minha sobrinha Margarida. Nunca muito tempo.

A Margarida vai fazer um ano em Setembro.

Ainda não anda. Só encostada e cai muito.

Falo-lhe muitas vezes da Margarida.

Ela escolherá as amizades dela mas tenho alguma esperança que sejam boas amigas.

São primas. Moram próximo. Têm a mesma idade.

Daqui a dois anos já podem entrar em Alvalade.

O cenário idílico na minha cabeça está lançado.

Nas férias fomos ao Algarve e eu enchi-lhe a cabeça de Margarida.

É claro que não deve ter percebido nada. Mas não custa tentar.

Chegámos pelas 11 horas. A Margarida estava na piscina dos pequenos.

Vesti o fato de banho (cor de rosa) à Alice e levei-a até à piscina.

- Olha ali a prima!

A Margarida estava sentada na parede da piscina. Tinha um fato de banho azul com a Minnie).

Soltei a Alice na piscina. E a Alice pegou na Margarida e deu-lhe um beijo.

A Margarida ficou surpreendida. Provavelmente nunca lhe tinha acontecido ter sido beijada daquela forma por uma desconhecida.

A Alice tinha dois totós. E começou a apontar, com uma cara horrorizada para o cabelo da Margarida. 

O drama, o horror e a tragédia. A Margarida não tinha penteado algum.

Fiz-lhe um totó. E a terra voltou à rota certa.

Acho que ficaram amigas.

A amizada delas foi abençoada e tudo.

O cão entrou na piscina. E molhou toda a gente.

As miúdas riram como se não houvesse amanhã. E o cão também...

 

 Há dois anos no Quiosque!

Tempos livres. O que eu fazia e ainda faço.

 

 

Há um ano no Quiosque!

Eu! Ao serviço do cão. 

 

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uma dor na alma...

20.08.18, Joana Marques

Devia ter uns 9 ou 10 anos quando os meus pais conversaram comigo.

Os bebés. Toda a verdade.

Fiquei um bocado atordoada, confesso.

Não achava que os bebés viessem de Paris no bico de uma cegonha mas exigia um pouco mais de pompa e circunstância.

Todo o processo me apareceu meio abrutalhado. 

E decidi logo ali, nunca, nunca na vida me sujeitar a tamanha atrocidade.

A maioria dos meus amigos era rapaz, gostava de jogar futebol, subir às árvores, correr, jogar ao berlinde. 

Alto e paira o baile. A minha diversão com rapazes ficava por aí. E não se falava mais nisso. Nunca mais.

Todas as informações iriam ficar por ali.

Nunca mais iria falar delas. E iam comigo para a cova

Se bem que com 10 anos, era um assunto.......tal como os bebés, só acontece nas histórias....

 

Aproveitaram também para me dizer como o corpo feminino funciona e que eu daí a uns anos, não sabiam bem quando, seria visitada por algo completamente incompreensível por mim naquela altura.

A minha irmã já tinha 19 anos.

Confirmou a história.

Eu fiquei a achar que era algo que tinha acontecido à minha mãe e à minha irmã mas eu era especial e não teria tal coisa....

 

12 anos de Joana.

Um dia. Aconteceu o acontecido.

Relembrei a conversa. Percebi o que estava a acontecer.

 

Chamei a minha mãe. Ajudou-me.

Falei com a minha irmã, também me ajudou.

No dia seguinte tinha aulas e contei à minha professora de Português.

A minha professora riu-se. E disse-me:

- Joana, estás a crescer! Cuidadinho com os rapazes.

Relembrei a tal conversa que os meus pais tinham tido comigo. E pensei...mal esta sabe que nunca em toda a minha vida, irei deixar que tal aconteça...

Contei às minhas amigas e aos meus amigos.

Eu era assim. Uma desbocada.

Os rapazes acharam que eu estava a falar de unicórnios. Alguns riram-se e ficaram meios parvos.

As minha amigas também.

Algumas nunca tinham ouvido falar.

Outras já tinham sido contempladas mas não falavam sobre o assunto.

Outras ainda não tinham tido tal experiência e estavam em negação como eu tinha estado e outras já tinham e partilhavam informação.

 

Muitas queixas.

Dói a cabeça.

Dói a barriga.

Nunca sabes quando aparece. Às vezes estás no cinema com um grupo de amigos e surpresa!

Ficamos com vontade de comer este mundo e o outro.

Uns dias antes choramos rios de lágrimas.

Não podemos ir à praia.

Não podemos tomar banho. Em caso algum não deves nunca lavar a cabeça.

Não podemos cozinhar.

Dura mais de uma semana e quando regressas já a vida passou e tu não a apanhaste.

 

 

Cheguei a casa e quis pôr os pontos nos i's?

Sentia-me enganada. Já não bastava andar a esguichar sangue, para o qual tinha sido preparada e para o qual já tinha interiorizado.

Era o preço a pagar pelo sistema reprodutor que nunca iria usar.

Cheguei a casa e disparei contra tudo e contra todos...

- Afinal? Querem-me contar a verdade toda? 

O meu pai, a minha irmã e a minha mãe falaram comigo e lá me acalmaram...

- Os sintomas dependem de mulher para mulher. Podes ter tudo como podes não ter nada. 

- Definitivamente, podes tomar banho!  E se faz favor, lava a cabeça!

- Podes ter uma vida perfeitamente normal sendo que tu e só tu podes estabelecer essas limitações.

- Com o tempo vais conhecer o teu corpo melhor e vais te organizar tendo em conta o que sabes.

Fiquei mais calma mas com a pulga atrás da orelha.

Quando a família se unia para me convencer de alguma coisa. Era sinal de que o assunto era grave.

 

Nos dois meses seguintes nada apareceu.

Mas depois disso. Um relógio suíço.

Com passar do tempo e com a ajuda da minha mãe e da minha irmã percebi que tinha um ciclo de 28 dias certos.

Aparecia 99% das vezes à segunda feira. Ás vezes ao domingo outras à terça.

Durava entre 4 a 5 dias.

Não sentia nada de nada. Nem uma dor. Nem uma cólica. Nem inchaços.  Nada de TPM. Nem um único sintoma. 

Aparecia e pronto...

Passou a fazer parte da minha rotina. 

 

Andava no oitavo ano e comecei a ver as minhas colegas muitas vezes no banco. Apenas a assistirem às aulas de Educação Física...

Três ou quatro por aula.

No ano anterior não me lembrava de ter visto tal.

Perguntei a uma delas...

- Este ano o professor é homem se lhe disseres que estás com o período e ele dispensa-te da aula. 

- E no ano passado?

- No ano passado era uma professora, não caía nisso. 

 

Fiquei a pensar nisso...

- Numa aula em que se jogue andebol, peço para ficar de fora...

Nunca em toda a minha vida tinha pensado em tal, até porque se eu pensasse, os meus pais leitores de pensamentos espancavam-me antes de pôr a ideia em prática....

 

Se bem pensei melhor o fiz.

No início de uma aula disse-lhe:

- ...Não posso fazer a aula hoje...

- Então, porquê?

Quase morri...mentir nunca foi a minha praia...

- Estou meia adoentada....

Disse eu com ar de sofrimento. Por mentir e não por estar meio adoentada.

Se eu dissesse ao professor..

- Não posso fazer aula porque levei uma paulada de um gremlin..

Ele tinha acreditado mais, mas...

- Fico feliz por estares só meia adoentada. Já viste se estivesses completamente adoentada...assiste ao jogo, só....

Nem queria acreditar. Tinha conseguido.

 

Nem queria acreditar. A aula demorou horrores a passar.

Já tinha passado pelo menos três semanas e eu ali no banco a ver passar a vida.

Decidi logo e ali nunca mais fazer tal coisa na vida.

 

A aula acabou, finalmente.

Fui almoçar.

Tive aulas à tarde.

Cheguei a casa.

A minha mãe abriu-me a porta e só de olhar para mim achei que ela sabia de tudo.

- Vai lanchar e depois vai fazer os trabalhos de casa.

Lanchei. E nem reivindiquei tempo de televisão. Fui fazer os trabalho de casa.

Estava tão quieta que a minha mãe foi ao meu quarto ver se eu estava bem.

 

Ao jantar.

Os meus pais, eu e o meu irmão.

A minha irmã já tinha casado e tinha ido jantar lá a casa com o marido.

A meio do jantar, diz-me o meu pai.

- Então Joana, tiveste um bom dia?

- Sim.

- Se sim, porque é que não fizeste a aula de Educação Física?

O bacalhau com natas quase saiu pelo meu nariz...

- Ah! P-o-r-q-u-e   t-i-n-h-a   u-m-a   d-o-r.

- Uma dor?? Onde é que tinhas a dor??

- T-i-n-h-a   u-m-a   d-o-r    n-a   a-l-m-a.

Risota geral.

Até hoje a minha família chateia-me com isso.

Se eu fico de fazer alguma coisa e não faço...

- Pois, já sei...tiveste uma dor na alma....

 

 

Estivemos de férias.

Alice. Guadalupe. Pedro. Vasco. E Joana.

Estivemos com os meus sogros. Com os meus pais. Irmãos. Cunhados. Sobrinhos.

Tinha todo o tempo do mundo para ver a Alice crescer.

Está tão grande. Já diz tanta coisa. E está tão engraçada.

Tinha todo o tempo do mundo para estar com o Pedro.

Conversar. Passear. Namorar.

As férias acabaram.

 

Hoje é segunda feira.

O Pedro foi trabalhar.

A Alice foi para casa dos meus pais.

De todos sou a que tem mais sorte a Guadalupe está sempre comigo e o Vasco também.

Mesmo assim...

....sabem o que vos digo...

 

....tenho uma dor na A-L-M-A. Que nem vos digo nada....

 

 

Há dois anos no Quiosque!

O meu prédio e os seus habitantes...

 

Há um ano no Quiosque!

Escrevi sobre incêndios.

 

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a prótese...

17.08.18, Joana Marques

Temos estado no Alentejo.

Toda a minha família está no Algarve em casa do meu irmão.

Os meus pais, a minha irmã e família incluindo a sogra; o meu irmão e família incluindo os sogros.

Prometemos passar por lá.

Ficou combinado que dormíamos lá uma noite, queríamos dar um pulo a Marrocos e seria mais fácil iniciar a viagem estando no Algarve do que no Alto Alentejo.

 

Liguei ao senhor Ludovino, que também está no Algarve, para lhe dizer que passava por lá para o ver.

Muito queixoso ao telefone e com uma voz sumida lá me disse:

- Vem, vem....

Mais tarde ligou e convidou-nos a almoçar lá em casa.

Disse que sim.

 

A viagem correu bem.

A Alice, dormiu a viagem TODA!

O senhor Ludovino recebeu-nos com um ar de quem ia morrer a qualquer momento.

- O que é que tem? O que é que se passa?

Perguntou o Pedro.

- Um mau estar geral. Não estou bem em lado nenhum...

O Pedro disse que ia ao carro buscar a malinha onde tem todos os instrumentos que precisa para fazer diagnósticos rápidos....

Nunca sai de casa sem isso.

O senhor Ludovino disse logo..

- Nem pensar, vamos mas é almoçar....depois de almoço tratamos disso.

Fomos presenteados com uma panela de galinha e uma travessa gigante de batatas fritas. Fizeram salada...

- Vocês gostam, não gostam? Perguntou-nos a olhar para a salada.

Comemos. Fazemos uma alimentação saudável mas somos só 99% fundamentalistas. Deixamos 1% para situações como esta.

Estava muito bom o almoço. Já não comia batatas fritas desde nem sei quando....a verdade é que no dia a dia não me apetecem, mas souberam-me bem.

Bebemos café.

A Alice foi comendo connosco, com a minha ajuda e com a do Pedro. Portou-se lindamente.

Devo ter sido uma mártir na minha reencarnação passada e como recompensa o universo deu-me a Alice. Não encontro outra explicação.

 

Depois do café começaram as queixas do Senhor Ludovino.

- Dói-me tudo. Nunca estou bem.

O Pedro lá foi ao carro buscar o que precisava.

São as pernas e a má circulação? Perguntou o Pedro.

O Pedro viu-lhe as pernas e pareceu-lhe tudo bem.

- Ai! Estou que nem posso.

- Tem tosse? Dificuldades a engolir?

- Não. É um mau estar...

O Pedro mediu-lhe a tensão arterial.

Estava boa.

Viu-lhe os olhos. E os ouvidos.

- E diabetes? Tem feito as medições semanais?

- Não. Vou buscar a máquina.

Não fizeram logo a medição porque o Pedro disse que deveria esperar mais ou menos duas horas após a refeição.

Estivemos à conversa. O tempo passou a correr. E lá lhe mediu o nível de açúcar no sangue. Tudo em ordem.

 

- Aparentemente, pelo que consigo ver, não encontro nada que lhe cause o mau estar de que fala. Beba água. Mesmo que não sinta sede. Dê um passeio de 30 minutos, pela fresca. De manhã ou à noite. Se fizer o passeio de manhã e outro à noite, melhor....

 

O senhor Ludovino olhou para ele com um ar tão desconsolado!

- Sabe, só me sinto bem à noite. Durante o dia nunca ando bem...

- Ah! Está mais fresco, não é?

- Não, não é do calor...

- Sabe é quando tiro a placa de baixo. Sinto um alívio que nem faz ideia....

 

 

 

A placa dos dentes partiu e aleija-o. Usa-a durante o dia, diz que parece um velho desdentado, se não a usar.

Podia ter começado por aí....mas não.

Obrigou o Pedro a fazer um exame completo.

Foi virado pelo avesso.... 

 

E afinal o problema estava dentro da boca. A prótese...senhores! A prótese!

 

Eu e o Pedro fomos salvos pela Alice.

Na hora H a miúda fez umas palhaçadas e nós chorámos a rir....

 

Há dois anos no Quiosque!

Dois posts!

Primeiro Post: o meu agradecimento à equipa do Sapo, pelos destaques.

Segundo Post: os meus dramas amorosos.

 

 

Há um ano no Quiosque!

Dois posts!

Primeiro Post: Um português em Barcelona que se cruzou no meu caminho.

 

Segundo Post: o atentado em Barcelona. Faz hoje um ano. 

Para mim parece que foi noutra vida....

....sinto-o tão distante.

 

 

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saboreando o amor...

16.08.18, Joana Marques

Onde é que eu ia?

Onde é que eu fiquei?

 

Ah! Já sei.

Sentia-me meio atordoada. O braço do meu pai guiava-me.

Ao longe via as orelhas da Minnie. E mais ou menos na mesma linha, um pouco mais à frente vi o Pedro.

Ao longo do caminho, curto, comecei a ver caras conhecidas.

Alegres, sorridentes. Familiares e amigos. 

Algumas caras comovidas. 

Eu estava a um passo de começar a chorar. 

Não uma lágrima ou outra. Isso não é para mim.

Chorar. Chorar. Chorar.

Sempre chorei em casamentos e batizados. Ia deixar o meu de fora?

Vi o Pedro limpar as lágrimas. E pronto!

Ele é homem pode e eu não?

Fiz um esforço. Um grande esforço.

O meu pai deixou-me com o Pedro. O Pedro deu-me a mão.

 

Ouvi a Alice a chamar-me.

Vi que estava ao colo do meu irmão.

A Alice teve ordem de soltura e chegou-se a nós.

Ao colo do Pedro. A Alice.

O padre deu início à cerimónia.

Conhece-me desde que nasci. É amigo dos meus pais desde sempre. E também dos meus avós.

Falou da minha infância.

Falou dos meus avós.

Falou do local onde estávamos a casar. 

Falou da minha avó Maria.

- Lá no céu, vê tudo o que fazes. Sorriu quando abriste o teu coração à Alice. E apresentou-te o Pedro num dia especial...

15 de Março de 2018. 

Falou no casamento dos meus pais. Um casamento feliz. É verdade tem sido um casamento feliz. 

Falou no dia em que se conheceram.

15 de Março de 1963.

Ainda não tinha feito esta ligação mas os meus pais já. E tinham falado disso ao Padre José.

Disse diretamente ao Pedro.

- Não te conheço tão bem como conheço a Joana. Felicito-te pela coragem, determinação e pelo passo que estás a dar hoje.

Disse para nunca nos esquecermos do dia. 

Sempre que passarmos por alguma dificuldade devemos lembrar o dia em que casámos e o amor que sentimos um pelo outro e pela nossa família.

Joana , Pedro e Alice. E todos os que com o tempo se juntem a nós.

- E o Vasco! Disse eu...

- Claro, claro! O Vasco...

 

A cerimónia prosseguiu. 

Alianças. Entregues pela minha sobrinha.

A Alice estava muito pouco interessada no protocolo....

O beijo.

O abraço. O meu marido dá os melhores abraços.

Choro, choro aos kgs da minha parte.

O Pedro também estava comovido mas é uma pessoa normal...

Já casados fomos felicitados pelas nossos amigos e familiares.

Tenho recordações muito vagas dessa altura mas tenho a certeza que fui abraçada pela minha mãe, pelo meu pai e irmãos....

Fomos percorrendo o caminho e fomos nos dirigindo até ao espaço onde seria dado o jantar.

Fomos presenteados com confetis brancos...graças a Deus ninguém nos atirou arroz....

 

Não tirámos as tradicionais fotos.

O meu primo António foi o fotógrafo de serviço. Foi tirando fotos aqui e ali.

Tirou-nos duas ou três mais formais.

Tirámos fotos com aquelas pessoas que têm por hábito ter fotos de todos os casamentos com os noivos e elas próprias.

Toda a gente foi tirando fotos com os telemóveis.

As fotos que temos são fotos informais. Nossas com os nossos amigos e familiares.

 

 

Vimos todos o pôr do sol. Tirámos fotos ao pôr do sol. 

Jantámos. 
Dei o jantar à Alice e adormeci-a.

Todo o casamento foi informal. Nada ensaiado. Muito espontâneo.

Tal como os dois meses que passaram.

Ao sabor do momento. 

Saboreando a sorte....

...saboreando o amor...

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Um diálogo entre Joana e Vasco.

Alguém roubou comida e não fui EU!

 

 

Há um ano no Quiosque!

O projeto da Marta!

Se não viram na altura, ainda vão a tempo! 

Tantas peças bonitas....

 

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