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Quiosque da Joana

Quiosque da Joana

nas bocas do mundo #42

11.09.18, Joana Marques

O blog da Marquesa de Marvila foi descoberto por mim há pouco tempo.

Tenho ideia de já o ter visitado algumas vezes, nestes dois anos de Sapo mas não de forma regular.

Entretanto fiquei fã.

Tantos blogs e tão pouco tempo para ler. 

 

 

Um dia destes fez uma ligação direta aqui ao Quiosque.

Podem ler tudo aqui.

Já agora a Marquesa de Marvila tem instagram desde o início do mês.

Eu já sigo! E vocês??

 

Há dois anos no Quiosque!

Um post curto, curtinho.

Se vocês seguirem o link que lá está e depois clicarem na imagem

conseguem saber a música que fazia mais sucesso no dia em que nasceram.

A minha é: Celebration; Kool & the Gang

E a vossa?? Contem-me tudo!!

 

 

Há um ano no Quiosque!

Um dia muito, muito importante!

A minha procura por um coração verde...teve um final feliz neste dia!

 

 

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Joana e Pedro. Os preferidos do bairro....

10.09.18, Joana Marques

Anunciámos à família e aos nossos amigos que íamos mudar de casa.

Repetimos vezes sem conta e até à exaustão porquê.

Na sexta-feira recebemos alguns amigos aqui em casa. Jantaram cá.

Dona Alice colaborou e às 19h30 já dormia. Ferrada. Até ao dia seguinte.

Tínhamos marcado para as 21h.

A essa hora e com a ajuda preciosa desta filha dorminhoca, estava tudo pronto.

Tínhamos combinado deixar a porta da garagem aberta para poderem entrar sem terem de tocar à campainha.

Subiam.

E quando chegassem ao segundo andar tínhamos também a porta aberta.

Nada de barulho. Não queríamos a Alice acordada e o cão resmungão.

Contámos aos que ainda não sabiam que íamos mudar de casa.

A explicação de que a casa estava a um excelente preço porque o dono tinha muita pressa em vender não convenceu todos.

- Cá para mim deve estar assombrada.

Disse uma amiga minha meio a brincar.

- Da próxima vez que lá forem levem o Vasco. Se houver fantasmas ele vai dar conta.

Acrescentou um amigo do Pedro enquanto todos ríamos a imaginar Vasquinho a caçar fantasminhas imaginários.

 

Ontem passámos por lá.

Tínhamos combinado com o dono ir lá, para ele nos pôr a par de algumas coisas.

A escritura é só no final da semana.

O senhor está emigrado no Canadá tem pressa em voltar mas nestes dias que faltam até à escritura queria ir visitar uns amigos ao Porto.

 

Ontem lá nos encontrámos.

Com o Vasco. O nosso caçador de fantasmas.

Entrou em casa.

Cheirou isto e aquilo. Deitou-se num sofá. Obviamente!

A casa está mobilada porque o dono quer ver-se livre de tudo.

Algumas coisas são antigas e na minha cabeça mil e um planos de restauro. Assim tenha tempo....

 

Eu e o Pedro acompanhados pelo dono fomos percorrendo a casa.

Foi-nos mostrando as chaves. O que é que abre o quê. 

As duas portas de casa.

O portão grande.

O portão individual.

A porta da garagem.

A casinha das máquinas.

A casinha das ferramentas. 

 

O dono é uma pessoa dos seus 50 anos. Filho de um português e de uma canadiana. 

Tem nacionalidade portuguesa e canadiana. Mudou-se para o Canadá quando os pais se divorciaram. Tinha 5 anos.

Herdou a casa de forma surpreendente. De um tio que mal conhecia.

Nada o prende a Portugal. A vida dele está toda no Canadá.

Gostei dele desde o primeiro momento. 

Muito conversador. Uma pessoa simples, pareceu-me.

Os três embrenhados na conversa. Nisto, a campaínha toca.

- Ainda não nos mudámos e já temos visitas. Disse eu para o Pedro.

 

No portão. Um senhor. 60 anos talvez.

- Olá. Vocês têm um Golden?

O Vasco é um rafeiro mascarado de Golden. Parece Golden mas não é.

- Temos um cão parecido com um Golden, sim.

Respondeu-lhe o Pedro.

- Ah! Acabou de sair do meu quintal. É quase certo que emprenhou a minha cadela.

Eu sou desvairada e estou calejada em relação a muitas coisas.

O Pedro não.

O Pedro é muito certinho. Muito organizado. E muito correto.

Pensar que partilha o tecto com um cão que não perde a oportunidade de profanar a primeira cadela que lhe aparece à frente...é demasiado para ele.

Ficou sem pinga de sangue.

Eu intervim.

- Será que ele saltou o muro? Sem darmos conta? A última vez que o vimos estava deitado no sofá da sala.

- Saltou o muro do meu vizinho do lado, eu vi. 

- E onde é que o senhor mora?

O Vasco saltou 4 quintais para chegar à cadela do senhor.

 

O Pedro ressuscitou.

- Nós pagamos-lhe a cadela...ou qualquer tipo de despesa. 

Quase morri a rir. A ideia de pagar a cadela deu-me para isso.

Nisto apareceu, a assobiar para o lado. O aproveitador de cadelas indefesas.

- É este, não é?

Perguntei eu. Sem qualquer esperança.

- É esse mesmo.

E o senhor baixou-se e fez-lhe uma festa.

-Só queria informar-vos. Vamos esperar e ver se se confirma.

- Nós vamos mudar-nos para cá. Vá nos dando conta das despesas e depois de nascerem posso ajudar a encaminhar os cachorros. 

Disse eu.

- Se nascer alguma cadela não me importo de ficar com ela. O meu filho também é capaz de ficar com um. E depois logo vemos quantos temos para dar.

Ficámos assim.

Saímos dali a pensar que a primeira coisa que precisamos de fazer é aumentar a altura dos muros.

 

Há pessoas que dão uma festa de inauguração. E chamam os vizinhos para se darem a conhecer.

Nós não!

...Nem pensar. Não trabalhamos dessa forma.

Temos um método infalível para nos dar a conhecer...e gostarem de nós!

 

Primeiro. O cão a soltar charme e mais algumas coisas......

.....a carimbar a bicheza da vizinhança.

Segundo. Aumentar a altura dos muros. Como que a dizer...

....somos novos e não queremos conhecer ninguém. Nem falar. Nem ter amigos...

Sem confianças! Se faz favor!

 

Hoje passei por lá. Tinha combinado com o agente imobiliário.

Mal saí do carro. Disse-me a vizinha da frente.

- Foi o seu cão que engravidou a cadela do João?

 

Começo a achar que a ideia de ter um ou dois fantasmas em casa era preferível. 

Joana e Pedro.

A conquistar a vizinhança.

Desde o momento zero.

Aposto.  Já somos os preferidos do bairro!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma obra minha!

 

Há um ano no Quiosque!

Um livro que li!

 

 

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bola na trave! Nunca mais....

09.09.18, Joana Marques

Ontem de manhã fui votar.

Cedo! Sou madrugadora por natureza.

Quando saí de Alvalade peguei no carro e passei por Campo de Ourique.

Encontrei uma conhecida.

Depois dos cumprimentos da praxe.

- Já fui votar...

- Ah! É verdade, és do Sporting. Não percebo como é que és do Sporting? Não ganham nada...devias trocar de clube...

Esta é a pergunta que mais me fazem na vida.

Porque é que sou do Sporting?

E, acrescentam sempre...

....não ganham nada.

- Como é que está o teu filho? Teve cinco a tudo??

- Achas? Claro que não...nem um cinco e teve negativa a Inglês...

- A sério? Então, tens um filho que não tem cinco a tudo...porque é que não trocas de filho??

E a conversa sobre o Sporting ficou por aqui...

 

 

 

Tenho 37 anos e 201 dias de vida.

Sou sócia há 37 anos e 201 dias.

O Sporting está presente na minha vida desde o meu primeiro dia.

Mentira!

Antes de nascer já ouvia falar no Sporting.

 

Ser do Sporting é tão natural como ser filha do João e da Mariana.

Ser mulher do Pedro.

Ser mãe da Alice e da Mariana.

O sentimento de pertença existe. E existe desde que me lembro. É vinculativo. É para sempre.

Se gosto de ganhar? Gosto, muito!

Mas....

....existe vida para além disso. Existe Sporting para além disso.

Se os adeptos de outros clubes não percebem isto...

....deve ser exatamente por isso, porque não são do Sporting. E ser do Sporting é ser diferente.

O Sporting é muito mais do que um clube.

 

 

Passámos um mau bocado.

Mas...

...enfrentámos!

Lutámos. E provámos que democracia é o melhor caminho.

Não está tudo bem. Mas...

....tenho esperança que vamos ficar bem.

 

 

Votei.

Estive uma hora à espera. Rodeada de sportinguistas!

É tão bom estar em família.

Novos. Menos novos. Bebés. Crianças.

Emoções à flor da pele. Por sentir o Sporting cheio de vitalidade e juventude.

Todos juntos. Unidos. A mostrar o que é ser Sporting.

Somos únicos. No mundo!

 

Uma palavra de agradecimento.

Comissão de gestão. Obrigada!

Jaime Marta Soares. Muito obrigada!

Sousa Cintra. Muito, muito obrigada!

 

Hoje não ganhou a pessoa em que votei!

Mas...

....a partir de agora. Frederico Varandas é o meu presidente.

É muito profissional. É Sportinguista. Tem vontade de fazer a diferença.

Tem o que é preciso. 

Desejo-lhe sorte. 

Porque o profissionalismo, o Sportinguismo e a vontade de fazer a diferença são fundamentais mas nem sempre são suficientes. 

Sorte! 

Bola na trave! Nunca mais...

 

O meu Sportinguismo não está indexado às vitórias.

Embora, goste muito de ganhar! 

Quem não gosta?? 

O meu Sportinguismo está indexado à verdade. Jogar limpo, sempre limpo é fundamental!

Honestidade acima de tudo. Para mim, isso é ser Sporting! 

Viva o Sporting!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Post 1: Senhor Ludovino no seu melhor!

(ainda não lhe disse que vou sair do prédio...)

 

Post 2: Quando eu trabalhava para uma empresa portuguesa.

Antes de ser privatizada.

Antes de ser comprada pelos franceses.

O nosso sector dava lucro e era um prazer trabalhar com todos.

As saudades que eu tenho!

 

 

Há um ano no Quiosque!

Não escrevi nem uma palavra...

 

 

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.

nas bocas do mundo #41

07.09.18, Joana Marques

No que diz respeito ao blog, ando em baixo de forma. 

O tempo. Esse ditador. Não tem dado tréguas.

A tendência é para piorar nos próximos tempos.

Nas próximas 3 semanas vou ter de fazer duas escrituras.

Apresentar projetos em 2 países.

Fazer uma mudança completa!

 

Como tenho pouca coisa para fazer, num deles inscrevi-me num workshop de cosmética natural.

Joaninha vai aprender a fazer cremes! 

É a loucura....

 

Deixo vos a sugestão de lerem o post do José.

Em que faz uma referência ao Quiosque.

E não só!

Já que lá estão aproveitem e leiam tudo....

 

Há dois anos no Quiosque!

Um post que teve destaque no sapo blogs.

Tem uma foto do Vasco absolutamente.....(completem a frase!)

 

Há um ano no Quiosque!

Post 1: Um post que teve destaque no sapo blogs.

E na página principal do sapo...

Não é sobre o Vasco.

É sobre alimentação.

E passado um ano muita coisa mudou.

Não mudou o foco. 

Num ano aprendi muita coisa e o caminho a seguir sofreu algumas alterações...

 

Post 2: Um post também sobre alimentação.

Um dos posts mais vistos do Quiosque. 

Talvez pela receita.... 

 

um ano. 180º...

05.09.18, Joana Marques

De todos os anos que já vivi, este será para sempre o ano de referência.

Aquele em que tudo aconteceu. E em que tudo mudou.

180º.

 

Há um ano atrás vivia na Noruega.

Não estava infeliz. Estava conformada. Em ter de ficar.

Até porque os meus pais estavam comigo.

E a empresa do meu irmão tinha ganho um projeto lá.

Durante um ano iria lá morar com o meu irmão, cunhada e sobrinhos.

Muito bom para mim porque já não iria ficar sozinha.

 

Nada foi como eu pensava.

Um dia fui chamada a Londres. Fiquei lá uns dias. Ainda voltei a Oslo.

Voltei a Londres. Pedi muitas vezes para me deixarem trabalhar em Portugal.

Venci-os pelo cansaço. Lá disseram que sim, mas antes....Amesterdão.

 

Uns dias em Amesterdão bastaram. Perna partida...

Já fez nove meses que parti a perna.

Foi uma fase francamente má. Deve ter sido a pior fase da minha vida.

No meio de toda a tempestade e como tinha partido a perna só em duas partes.

O universo achou que podia ainda sobreviver a uma varicela. 

Não foi uma tempestade. Foi um furacão. De grau máximo.

 

Mas...

....o melhor estava para vir.

No dia 14 de Dezembro um telefonema mudou a minha vida. A Alice.

A Alice foi a minha luz ao fundo do túnel. Não há nada no mundo melhor do que a vinda de uma criança.

Uma criança grita futuro por todos os lados. E era disso que eu precisava.

Eu precisava de um futuro. A Alice precisava de uma mãe.

A Alice. Mudou a minha sorte.

E a partir daqui, tudo começou a correr.

Mãe de primeira viagem. Uma criança nos braços.

Ou enfrentas! Ou enfrentas. Não há outra opção.

Enfrentei. 

 

Há precisamente 6 meses. Eu, Joana era uma rapariga solteira. Com uma filha espetacular.

Mal eu sabia que daí a 10 dias a vida ia mudar.

Já tinha mudado muito com a chegada da Alice. Iria mudar muito mais.

O Pedro em Março.

A Mariana em Julho.

 

Mas...

....parece que o universo tinha ainda mais surpresas.

O tempo que passámos no Alentejo fez-nos suspirar por algo mais.

Eu posso trabalhar em qualquer lado. O Pedro ponderou pedir transferência e morarmos permanentemente no Alentejo.

A qualidade de vida é de longe superior. 

Conversámos bastante sobre isso. E acabámos por colocar essa vontade de lado.

Mas...

.....a vontade de morar num espaço diferente foi tomando forma.

 

O Pedro vendeu o andar dele de solteiro com muita facilidade.

E por um preço muito simpático.

Começámos timidamente à procura de uma outra casa.

Dizíamos um para o outro:

- Vamos ver.

- Claro. Não é para comprar.

- Não. Estamos bem onde estamos.

Mas...

....sei por conta do que me tem acontecido que os amores à primeira vista acontecem.

Às vezes basta ir ao médico...

....encontrámos uma casa. A nossa casa.

Tem jardim. Posso ter a minha horta ali mesmo ao lado da porta da cozinha.

É muito mais funcional.

Quando o Pedro faz noite e o Vasco tem apertos é só abrir-lhe a porta. Sem ter de andar com a Alice noite dentro...

Não precisa de grandes obras. Só uns ajustes.

Se o projeto Mariana correr bem podemos continuar a procriar porque vamos ter quartos.

Fica numa rua muito pouco movimentada. E da varanda da frente vemos o rio.

Não temos a vista para o mar que tínhamos em Carcavelos mas o jardim compensa essa parte.

Temos um sótão que vamos transformar em escritório. 

É uma casa com muita luz. É a nossa casa. É mesmo a nossa casa.

Não é em Carcavelos. É perto. Isaltino, olé!

 

Já temos comprador para a casa de Carcavelos.

É um casal de professores universitários (ingleses) com 4 filhos.

O terraço conquistou-os. Tal como me tinha conquistado, a mim.

 

Estamos muito felizes.

Não é a casa do Pedro. Não é a casa da Joana.

É a nossa casa. 

 

É claro que sinto o coração apertadinho por deixar Carcavelos.

Mas a vida é assim. É a andar para a frente que se faz o caminho....

 

Falta o pior. Ainda falta o pior.

Dar a novidade ao senhor Ludovino. 

Como é que eu lhe vou contar....

Como?

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma história sobre o Vasco.

Se precisarem de ser animados....são capazes de ficar mais. 

Palavra de dona do Vasco!

 

Há um ano no Quiosque!

Na Noruega. O mundo será assim tão pequeno?

 

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nas bocas do mundo #40

05.09.18, Joana Marques

Descobri este "nas bocas do mundo" por acaso. 

Não recebi notificação nenhuma e só o vi porque costumo ler o blog da desconhecida.

Será que já aconteceu alguma vez? Alguém falar no Quiosque e eu não ter percebido...

 

Ó rapariga desconhecida...dava-me tanto jeito saber o teu nome.

Chamar alguém de desconhecida é tão esquisito...

...vou tentar....sem garantias! 

 

Não tenho ideia de quando comecei a ler o blog da desconhecida mas é daqueles que visito semanalmente.

Se ainda não conhecem, visitem-no! Leiam a referência feita ao Quiosque...

...e já que aí estão aproveitem e leiam o blog de uma ponta à outra!

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Uma história sobre o Vasco.

Se precisarem de ser animados....são capazes de ficar mais. 

Palavra de dona do Vasco!

 

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Na Noruega. O mundo será assim tão pequeno?

 

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solidariedade familiar...

04.09.18, Joana Marques

No domingo à noite fui para Luanda.

Cheguei ontem de manhã. Nem sequer marquei hotel.

O plano era chegar lá de manhã despachar a apresentação. 

Esperar que gostassem do que ouviram.

Negociar o que fosse preciso.

Assinatura de contratos. E de volta a casa.

 

Correu tudo bem.

Foi cansativo mas ficou tudo assinado e acertado.

Se tudo correr como planeado só volto a Luanda daqui a uns 18 meses.

 

Ontem, saí de Luanda à noite.

Podia ter aproveitado a viagem para dormir mas....

....não tenho tido tempo para tricotar e aproveitei.

Uma maravilha....

....aquele tempo só para mim. Na minha cabeça de tricotadeira:

- Só mais uma carreira e descanso um bocadinho. 

Até chegar a Lisboa muitas carreiras foram feitas e falta só um bocadinho para acabar uma camisola.

 

O Pedro só ia trabalhar às 16h. Sabia que lá em casa estavam todos à minha espera.

Em menos de nada cheguei a casa.

Fui recebida em êxtase por todos. Parece que não nos víamos desde o ano passado.

Disse ao Pedro.

- Vou descansar um bocadinho.

Deitei-me.

Acordei.

 

Um olá.

Querido.

Doce. E familiar...

Vindo de muito, muito perto.

Não queria acreditar.

O Pedro estava ao meu lado a dormir com um braço sobre mim.

A Alice estava a dormir, entre mim e o Pedro, com a cabeça no meu pescoço.

O Vasco estava a dormir em cima de mim e com a cabeça nas pernas da Alice. 

E a Mariana....bem, a Mariana é a única sem vontade própria. Tem mesmo de passar tempo comigo.

Tudo ao molho! 

 

O olá veio da boca da Alice. 

Com o meu movimento, acordou. E achou por bem cumprimentar a mãe. 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

O Sapo faz anos hoje e há dois anos foi assim....

 

Há um ano no Quiosque!

Nem acredito que já passou um ano...

....do dia em que subi 4444 degraus! na Noruega, claro!

(o vídeo não funciona...não sei porquê, aselhice minha...certamente!)

 

 

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5 segundos depois. Passamos à frente...

03.09.18, Joana Marques

Eu. Joana. A rainha das fotos tortas.

Eu. Joana. A rainha das fotos cortadas.

Fui desafiada pela Carol.

Para falar sobre fotografia.

O desafio da Carol chama-se: 10 dicas. Foto que não é para os likes.

Joaninha assobiou para o lado e resolveu aldrabar um bocado o desafio.

Mil desculpas Carol. Compreendo que me queiras dar um tiro e tudo...mas as minhas dicas. Não são bem dicas...

 

No final do ano passado estabeleci as metas para este ano de 2018.

Uma das resoluções que sempre acompanha as minhas metas para os novos anos é: aprender a fazer, pelo menos duas coisas novas.

Uma delas, defini mais tarde, seria aperfeiçoar a fotografia.

No que é que eu me fui meter. 

Valha-me Slimani e a sua tropa toda! 

O processo tem sido tudo menos fácil. E vou chegar ao final do ano com uma sensação de frustração como nunca senti.

O meu primo António que me está a ensinar, possivelmente, está há 6 meses a tentar inventar uma desculpa com o propósito de não entrar em esgotamento nervoso...

- Joana, não posso, estou a caminho de um retiro espiritual no Iraque. Tenho pena, muita pena mas não vai dar...

 

Aqui ficam as minhas dicas.

Não são dicas. São algumas aprendizagens que já fui fazendo. 

 

      1.

Álbum.

Muitas vezes, em visita a casa dos meus pais, eu e os meus irmãos acabamos por nos pôr a ver os álbuns de fotografia.

Cada um de nós tem o seu.

O da minha irmã Sofia tem tudo. Desde a mecha de cabelo. Fotografias bem coladas. A primeira palavra. O brinquedo preferido.

O do meu irmão tem fotografias coladas.

O meu. Bem, em abono da verdade não se sabe bem como vim parar aquela família.

Já tem nome. Porque eu escrevi o meu próprio nome. Já tem fotografias coladas porque eu as colei. 

A verdade é que o álbum de fotografia é um pretexto para estarmos todos. Para conversarmos. Para recordarmos.

Não sei muito bem porquê nas fotos onde apareço há sempre um joelho amassado, um galo na cabeça ou um penso no braço.

Parece mentira mas em criança só me tiravam fotografias quando Joaninha estava em modo avariado.

 

Quando soube que a Alice ia chegar foi das primeiras coisas que comprei.

Eu sei que há uns álbuns digitais lindos e maravilhosos. Mas não era desses que queria.

Era um álbum como o que eu tive em criança. 

Todos os meses preencho uma folha com novas fotografias.

Também já comprei um para a Mariana.

E quando eu e o Pedro nos tornámos uma família comprei um para nós como família.

O objetivo é preencher cada ano uma folha do álbum.

Este ano, foi o ano do nosso casamento.

O ano em que fomos com a Alice à Eurodisney. O ano das orelhas da Minnie.

O ano em que somos 4.

Para o ano, seremos 5 e outra página se escreverá da nossa história.

E assim se vai construindo uma família.

 

     2.

Equipamento.

Um fotografo a sério vai dizer que não é o equipamento que faz uma boa fotografia.

Até certo ponto concordo.

Quando comecei o meu desafio fotográfico, as fotos tortas e os edifícios cortados eram mais do que muitos.

A verdade é que tanto tiro fotos tortas com a minha máquina velha e rasca como com uma topo de gama.

Mas...

....quem já tem alguma maturidade fotográfica, não é o meu caso, um bom equipamento ajuda. E muito.

Tirar uma foto com a minha máquina fotográfica miserável ou com a máquina do meu irmão (uma Canon gama média) é muito diferente. Com a máquina do meu irmão as fotos ficam muito mais nítidas, os pormenores conseguem se ver, na minha nem com binóculos. É apenas um borrão lá ao fundo..

Se tirar a mesma foto com a máquina do meu primo António (uma Canon, topo de gama), nem vamos falar nisso. Não vale a pena humilhar as outras máquinas fotográficas.

Se dominarem muito bem a máquina e tiverem conhecimento de tudo aquilo que ela é capaz de fazer, então o céu é o limite. E é aqui que a fotografia se torna arte.

Ah! Um Iphone tira muito melhores fotos que o meu telemóvel de marca branca que comprei na Noruega....

Ah! E um tripé dá um jeito do caneco!

 

 

     3.

Edição.

Antes do meu desafio fotográfico a edição era assim um tema mais ou menos como o sistema digestivo da mosca da fruta.

Aqui, neste meu computador, não sei como, nem porquê tenho um programinha que tem uns quantos filtros. 

Era mais ou menos o que fazia. Punha a foto a jeito e fazia experiências.

Ah! Às vezes também cortava as fotos. E era só.

Não é que atualmente faça muito mais. Não faço. Não tenho tempo. Não tenho paciência. 

Mas...

....já consegui apagar uma estronça de uma grua que ficou numa foto que tirei ao Palácio Nacional de Sintra.

Toma lá que é para aprenderes! Lontra...

Por causa disto comecei a olhar para as fotos de outra forma.

Aquele pássaro que apareceu numa foto e que era preciso uma grande sorte, provavelmente foi posto lá.

A água do mar naquele dia estava azul normal mas com a edição passa a estar AZUL! 

Nem todas as fotos são manipuladas, claro que não mas muitas, muitas são....

Ah! E as minhas fotos tortas conseguem ter uma nova vida...

...nem todas.

Algumas passam de tortas a desfocadas.

Enfim..pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

 

     4.

Tempo.

Para tirar boas fotos é preciso tempo.

E às vezes esse tempo é completamente desperdiçado. Se a fotógrafa for eu.

Quantas vezes tiro fotos de receitas que faço para o blog. 

Desarrumo loiça. Sujo loiça. Ponho a comidinha a portar-se bem no prato.

Tiro as fotos.

Como a comidinha.

E quando vejo as fotos. Oh! Não...

...vou ter de repetir o processo todo outra vez.

 

Ah! E existe o outro tempo....

...uma pessoa quer porque quer tirar uma foto linda e maravilhosa ao Padrão dos Descobrimentos.

Organiza a vida e marca para aquele dia, às tantas horas.

Chega lá com uma motivação à prova de bala. Máquina fotográfica na mão. E...

....com mil Slimanis!

Devia-me ter lembrado, estamos na época alta de Japoneses em Lisboa. Bonito serviço! Para a próxima planeia melhor.

Algumas fotos, só cedo. Muito cedo! 

 

 

     5.

Saber ver.

O melhor ângulo. Conseguir ver a diferença para poder tirar uma foto diferente.

Assim é um bom fotógrafo.

Podem ser tiradas milhares de fotos à Torre de Pisa todos os dias. 

Todas iguais. Quando a foto é tirada por alguém que sabe ver...

...a diferença está lá. 

É claro que se for eu a fotografar a Torre de Pisa a diferença também está lá....

....só para contrariar, tudo e todos.....a Torre vai aparecer direitinha.

 

 

     6.

Luz.

Não sei se é só comigo mas só consigo tirar fotos de dia.

Bem posso querer fotografar a receita que fiz para o jantar mas se o fizer quando não tiver luz natural a foto nunca fica nada de jeito.

As que são tiradas durante o dia também não, mas mesmo assim ficam mais apresentáveis.

Para mim é uma questão importante.

Em dias tristes.

Chuvosos.

Muito cedo ou muito tarde é certo e sabido que as minhas fotos ficam indescritíveis.

Mesmo. Mesmo más...

...ainda piores do que o normal...

 

 

     7.

Paciência.

Quando estive em Zanzibar, comprovei mais uma vez, que o Pedro é a minha alma gémea.

Ele sabe do meu desafio fotográfico e disse-me assim no primeiro dia.

- Não queres despachar já as fotos?

O que ele queria dizer era: despacha lá isso para podermos começar a viver...

Como eu o entendo. É tal e qual assim que trato a fotografia.

Perder tempo com fotos não é a minha praia.

Paciência é uma virtude para quem quer ser um bom fotógrafo.

Por várias razões.

Pode ter de esperar horas infinitas até aparecer o carro da cor certa.

A pessoa com o chapéu de chuva certo.

Ou apenas aparecer uma pessoa que se enquadre no espírito dessa fotografia.

E depois mais uma vez editar! Mais tempo.

Esta é uma das razões porque faço muito poucos passo a passo no blog. Muitas fotos. Uma seca do caneco....

 

     8.

São Pedro.

Dá jeito. Bastante, até! Perceber de meteorologia.

Então não é que Joana. A triste.

Acordou um destes dias de manhã e foi ao terraço. Estava frescote.

E nevoeiro.

O Pedro juntou-se a ela. E...

- E se fossemos ao Cabo da Roca?

- Boa!

Família Rebelo. Rumo ao Cabo da Roca.

Família Rebelo saiu do carro. E família Rebelo não via um palmo à frente do nariz. 

E as fotos ficaram assim:

1 (48).JPG

É mais fácil encontrar Kim Jong Un, aquele rapazinho da Coreia do Norte em toda a Ásia do que um farol em dia de nevoeiro.

Onde está o farol??

Alguém viu o farol?

Desapareceu um farol do Cabo da Roca...alvissaras a quem o encontrar luzidio e com saúde!

Ah! Nem farol, nem Dom Sebastião....

....nem foto.

 

 

     9.

Pensar para além da foto.

Porque existem anomalias que podem ser reparadas. Provavelmente nem todas. Digo eu...

Se eu tirar uma foto a um edifício e estiver um sinal de trânsito à frente é melhor que o sinal de trânsito fique "na parede do edifício" e não a apanhar a janela.

É mais fácil tira-lo e reconstruir a parede.

Do que reconstruir a janela.

Pelo menos para mim que sou uma leiga.

Provavelmente os fotógrafos como deve ser, são capaz de reconstruir janelas com um passo de mágica.

No meu caso não correu bem....

 

 

     10.

Cuidado com o cão.

O meu já comeu um cartão de memória uma vez. 

Todo o cuidado é pouco....

 

 

Para concluir.

Admiro muito o trabalho de um fotógrafo.

A verdade é que...

....olhamos para uma foto.

Gostamos.

5 segundos depois...

....passamos à frente.

E não nos lembramos que aquela foto tem horas e horas de trabalho.

 

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Não escrevi nada.

Nem uma linha.

 

Há um ano no Quiosque!

Não escrevi nada.

Nem uma linha.

 

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nas bocas do mundo #39

01.09.18, Joana Marques

O Quiosque continua a ser referido noutros blogs. O que me deixa muito feliz...

Neste caso não foi bem o Quiosque.

Foram as personagens que fazem parte deste Quiosque.

Estivemos no blog da Mimi. Não consigo chamar-lhe Bruxa...sorry! Ainda não me habituei...

A Mimi respondeu a um desafio e falou de nós. Aqui de casa...

....do Elias e tudo. Aliás, se abrirem a porta do escritório aqui de casa..vão dar de caras com ele.

O Pedro está a preparar uma cirurgia e tem todo o estaminé montado. Por isso estou a escrever este post na cozinha....

....não quero ter pesadelos de noite. A Mariana ainda vai pensar que está no comboio fantasma....

 

Blog da Mimi! Façam uma visita. Leiam o que escreveu....

Nem imaginam! Só lendo! Só lendo!

Espreitem lá....

 

 

Há dois anos no Quiosque!

Senhor Ludovino e muita Joanice à mistura.

 

Há um ano no Quiosque!

Mais parece numa outra reencarnação!

Diz que estive na Noruega...e isto passou-se lá!

 

 

 

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